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La Tribune: EUA dificultam conclusão de acordo do Rafale entre Egito e França

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Rafale com tanques externos, mísseis Scalp ar-terra e mísseis Mica ar-ar – foto Armée de l’air

Por Taha Sakr

O jornal financeiro semanal francês La Tribune informou na sexta-feira que um acordo entre o Cairo e a França sobre a venda de mais 12 jatos Rafale para o Egito foi bloqueado porque os EUA estão se recusando a exportar um componente de mísseis de cruzeiro que integram o avião.

As fontes francesas citadas na reportagem afirmaram que o atraso no negócio é devido à escassez do componente americano dos mísseis Scalp e não a uma questão de financiamento como no passado.

O La Tribune observou que a Dassault Aviation e a MBDA recusaram-se a confirmar as reportagens sobre o míssil de cruzeiro Scalp, um míssil de cruzeiro de baixa observação lançado do ar.

Em resposta à reportagem, o porta-voz do Exército Egípcio, Tamer El-Refa’ai, disse ao Egypt Independent no domingo que a questão do componente americano do míssil de cruzeiro Scalp é considerada como parte dos “assuntos internos” franceses.

O jornal acrescentou que a França já aprovou a exportação dos mísseis de cruzeiro Scalp para o Egito, embora a recusa dos EUA em fornecer ao fabricante o componente norte-americano tenha obstruído este passo.

Essa recusa provocou indignação entre os egípcios que estão insistindo em receber os mísseis de cruzeiro Scalp antes de concluir o acordo do Rafale.

Foi explicado que a indignação egípcia empurrará a França para buscar alternativas aos componentes americanos, recorrendo a outro fabricante de mísseis além da MBDA, ou para abrir uma comunicação de alto nível com a administração dos EUA, e que ela pode ocorrer durante a próxima visita do presidente francês Emmanuel Macron aos EUA em abril.

O jornal francês destacou que existe um conflito entre os EUA e a França sobre as ofertas de armas francesas para países do Oriente Médio, incluindo o Egito e Emirados Árabes Unidos (UAE), afirmando que os EUA anteriormente se recusaram a vender componentes franceses usados ​​para fabricar satélites espiões para os UAE.

Em novembro de 2017, o La Tribune disse que o Egito iria assinar um acordo militar com a França, no qual o Egito comprará mais 12 aviões de combate Rafale.

Na época, o jornal cito fontes anônimas dizendo que o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Yves Le Drian, negociou o acordo com o presidente Abdel-Fattah al-Sisi enquanto participava do Fórum Mundial da Juventude em Sharm El-Sheikh em novembro de 2017.

Em fevereiro de 2015, a França concordou em entregar 24 aviões de combate Rafale ao Egito no valor de 5,2 bilhões de euros.

O fabricante francês Rafael Dassault Aviation divulgou em março que enviaria ao Egito oito caças Rafale este ano.

Em dezembro de 2016, o Egito ficou em primeiro lugar entre os países em desenvolvimento que importam armas, de acordo com um relatório do Congresso dos EUA.

Ao longo dos últimos anos, o Egito finalizou vários acordos de armas com vários países, incluindo França e Rússia.

FONTEEgypt Independent

94 COMMENTS

  1. Se fosse o Egito com o dinheiro dos rafaeles comprava uns 50 mig-35 ,que está livre destes embargos brancos,pois no futuro tende a piorar,pois a França está Invandido áreas de interesse EUA de vendam de armamentos.

  2. Hoje em dia nenhum vetor ocidental está livre do embargo americano. Inclusive os Gripen e sua falsa transferência de tecnologia. Os Estados fazem sem escrúpulo algum o seu jogo político no mundo todo. O Egito deveria se alinhar integralmente com Rússia e China. Esta história de se alinhar com o ocidente é o maior equívoco que o governo egípcio poderia ter feito. O preço de não ter sofrido tanto cima primavera árabe, patrocinada por Estados unidos e Inglaterra, custou ao Egito a obrigatoriedade de compra de vetores ocidentais. Porém agora que o mesmo Egito está buscando soluções para outras áreas de defesa junto a Rússia, está pagando o preço por sua “traição”.

  3. Todos os países tem que apreender com a China a oferecer seus produtos em duas versões, uma livre de embargos, mesmo que seja um pouco inferior como fazem com vários aviões como o K-8 e o Y-8.
    No caso dos franceses fazer uma versão livre dos EUA.

  4. Russian Bear 18 de Fevereiro de 2018 at 18:12

    O Egito já foi integralmente alinhado à URSS (antecessora da Rússia) de 1955 até 1975. E nesse período perdeu quatro guerras para Israel (1956, 1967, Guerra de atrito 1967-1970 e 1973). Esse fato certamente convenceu os egípcios que alinhamento total com a Rússia não é um bom negócio…

    Ademais, ao alinhar-se aos EUA (e ao ocidente) e negociar o tratado de Camp David com Israel o Egito passou a ser destinatário de ajuda econômica e militar em um valor que perfaz US$ 1.5 bilhão anuais, valor apenas superado pela ajuda recebida por Israel (US$ 3 bilhões). Não tem como Putin, acossado por sanções internacionais, cobrir esse valor.

    Por fim, não creio que esse demora tenha a ver com dificuldade criada pelos EUA, ainda mais agora com Trump no poder (que por sinal se dá muito bem com o Marechal Al Sisi)

  5. É muito bonito massacrar os EUA por controlar o mercado de componentes de acordo com a balança geopolítica (só anão diplomático acha que vivemos numa tribo de amigos de mãos dadas), quando há opções com riscos menores no mercado.
    E mesmo assim insistem em correr atrás da tecnologia estadunidense. Nessas horas, dá um nó na cabeça da turma do contra. Como assim?
    Ah, não adianta correr pra Rússia, França, China, UK… todos praticam o mesmo tipo de política de Washington a depender dos interesses. Só os bobos acham que não.

    Sds

  6. Calma pessoal. Isso não é nada demais. Tudo será resolvido. Os americanos querem vender como todo mundo. O SCALP é utilizado por um monte de países e não vai ser o Egito que vai ficar sem.
    E também não me consta que a MBDA esteja ruim das pernas. Vende mais que água no deserto.
    Menos pessoal! Não levem tudo a ferro e fogo.

  7. Acho que dentro do setor de vendas militares a França é o país mais movido a dinheiro, basta ter dinheiro e eles vendem a mãe. É muito estranho ter este país na OTAN. Basta ver a quantidade de guerras que a Franla está envolvida e os problemas internos (imigrantes e atentados terroristas).

  8. Russian Bear 18 de Fevereiro de 2018 at 18:12
    kkkk está brincando ou falando sério? Sair da dependência de um para cair nos braços de outro? Qual a lógica disto? Deixar de fazer negócios com países europeus e EUA para ficar dependente da Rússia e China?
    Outra coisa, basta ver os contratos militares do Egito para perceber que o país está comprando armamentos de DIVERSOS países, especialmente da França. Da mesma forma que compraram os MISTRAl da França eles também compraram helicópteros russos…dessa forma, sua alegação de vínculo ocidental não procede. Aliás, isto não seria nenhum ponto negativo, pois nós somos do ocidente, você está torcendo contra si mesmo?

  9. Todos os fabricantes ocidentais dependem de componentes americanos, uns mais outros menos. Só há três países que fabricam seus armamentos de forma independente: EUA, China e Rússia. O que eu lamento é a dependência europeia dos americanos, eles tem dinheiro e corpo técnico para não precisarem ser tão dependentes assim.

  10. Estranho seria não fazer parte da OTAN, tem países ainda mais abertos a esse respeito, um, por exemplo,pretende vender ou vendeu sofisticados armamento AAA a um país que abateu seu caça com direito a perda humana. Lembre-se que a França embargou navios para a Rússia, ela é um país com interesses próprios como todos os outros. A Alemanha e o Reino Unido não estão envolvidos nas mesmas guerras e com os mesmos problemas com imigrantes?

  11. Pau vai quebrar… Todos querendo mercado pra vender armas e uma turma dos Eua, Russia, China,França, Alemanha conversando entre si pra saber quem vende a quem sem atravessar as vendas um do outro…

  12. donitz123 18 de Fevereiro de 2018 at 19:57

    O Egito nunca tencionou adquirir o F-15! Eles adquiriram o Rafale depois que Obama suspendeu a ajuda militar após o golpe que retirou a Irmandade Muçulmana do poder. Ressalte-se que depois das eleições e da posse de Al Sissi a ajuda foi restabelecida e até mesmo os exercícios bright Star foram retomados.

    Quanto a Israel, não tem nada a ver com isso! Os países assinaram um tratado de paz em 1979 e as relações entre os militares e políticos de ambos os países é excelente.

  13. Os europeus nessa dependencia militar dos EUA, passam por vexames desnecessarios,.
    A roda da Historia, e cruel um tempo de soberano outro na serventia.

  14. Na minha opinião essa politica não tem haver com venda de equipamento. Os EUA não quer muitos países com vetores de 4++ geração, ou mesmo de 4 geração (MIG-29) que podem ser bem armados e modernizados pelos países que o fabricam. O F-22 não é mais produzido, a espinha dorsal da USAF é baseada no F-15 e F-18. Os EUA até pode vender seus F-16 para um pais, mas com armamento e modernização controladas pelo governo americano. É uma politica estratégica e não comercial.

  15. Eu não acho que os EUA brecaram o componente por vendas, ate pq é duvidoso se eles venderiam ao Egito um jassm ou um slam-er. E tbm pq embarga algo a alguem na espera dessa pessoa compra de vc é “idiotice” o pais comprador não ia compra de quem o embargou

  16. Russian Bear

    Não tem nada de falsa transferência de tecnologia no Gripen, o Brasil sabia muito bem quais tecnologias e conhecimentos a SAAB poderia transferir, ninguém é burro ali.

  17. Prezado Hélio,

    Vc está enganado. O Egito é aliado de Israel, apesar das desavenças do passado. Tel Aviv não controla a política externa americana no Oriente Médio e a confusão que virou a Síria é a prova disso.

    Sds

  18. Paulo Jorge 18 de Fevereiro de 2018 at 22:18

    Meu senhor Jesus eu não li isso!

    —————————————————-
    Esse tipo de pratica por parte dos EUA é tipica deles, uma politica protecionista e contrária aos princípios do livre mercado que eles tanto exigem dos outros. Negociar com a Rússia ou com a China é MUITO diferente de negociar com os americanos e de dedução óbvia a começar pela analise da balança de poder no cenário internacional…China e Rússia brigam por espaço enquanto os americanos já tem a hegemonia e impõe o seu jogo.(Entender isso e suas consequências não é coisa de amador)

    Mais fácil conseguir benefícios com quem está começando no mercado e busca compradores do que com quem tem mercado cativo e _____________para você… A Rússia nem de longe pode se dar ao luxo de fazer com seus compradores o que os americanos fazem.

    COMENTÁRIO EDITADO. MANTENHA O BLOG LIMPO. LEIA AS REGRAS PARA COMENTÁRIOS.

  19. Rafael 18 de Fevereiro de 2018 at 20:45
    A espinha dorsal da Usaf é o F-16 ,depois o F-15 e não F-18 como vc mencionou e o F-35 logo logo vai ser a espinha dorsal .

  20. BILL27 19 de Fevereiro de 2018 at 0:07

    F-35, a espinha dorsal? misericórdia…

    Alguém consegue me explicar como os EUA construiram aviões tão bons quanto o F-14, o F-15 e o F-16 e, de repente, apresentam esse lixo chamado F-35? o que aconteceu, afinal? excesso de confiança depois do fim da URSS?

  21. Elaine 19 de Fevereiro de 2018 at 0:18

    O efinho vai ser sim a espinha dorsal dos EUA por uns anos aí.
    “Alguém consegue me explicar como os EUA construiram aviões tão bons quanto o F-14, o F-15 e o F-16 e, de repente, apresentam esse lixo chamado F-35? o que aconteceu, afinal? excesso de confiança depois do fim da URSS?”
    Boa pergunta.
    Esse aparelho é um aparelho puramente político, não técnico. Daí o tanto de zebra em aspectos básicos da aeronave.

  22. Quando ë que vai ter gente entendendo, que quem financia as compras de armas do Egito é a Arábia Saudita.
    O Egito é a ponta de lança de um futuro ataque contra o Irã.
    Hoje, Egito, Arábia Saudita e Israel, compartilham inteligência sobre o Irã.
    Acorda pessoal…

  23. O F-35 pode ter muitos problemas mas está longe de ser um lixo, tanto é que está vendendo como água fora dos EUA. Até o momento nenhum país apresentou um aparelho com as mesmas características técnicas do F-35. O Su-57 não é tão invisível ao radar e duvido que tenha componentes eletrônicos tão sofisticados quanto o avião americano. Já o caça chinês de quinta geração(não lembro seu nome) é ainda uma verdadeira incógnita.

  24. BILL27

    Logo logo? Acho que esse caça jamais chegará a ser a espinha dorsal de qualquer força aérea do mundo que realmente se importe com sua defesa. Tenho quase certeza de que ele será substituído/aposentado antes que isso aconteça.

  25. Gustavo GB

    Está vendendo para alguns países que dependem militarmente do EUA e para alguns outros que participam da fabricação de componentes. Nem um outro país sem estes vínculos (e com a cabeça no lugar) até agora comprou o caça. Vender que nem água também é forçar a barra, a maioria das vendas na verdade ainda são encomendas, e nada garante que todos os países vão manter essas encomendas ou se sofrerão alguma redução (ou até cancelamento).

  26. Elaine, os pilotos que voam o F-35 discordam da sua opinião sobre o aparelho, assim como o último comandante da Heyl Ha’Avir, que por sinal se mostrou muito entusiasmado com o aparelho…😉

  27. Matheus

    A diferença entre o Gripado e o Elefante Branco 35 (EB-35) é que o Gripado funciona direitinho, faz o que deveria fazer, tem um custo geral BEM inferior, não precisa/precisará de nenhum remendo/fix por causa de falhas atuais/futuras e vai estar sempre disponível/apto para combate (dependendo apenas do usuário).

    Tentar defender o F-35 em sua atual condição é tão feio quanto bater na própria mãe.

  28. O F-14, o F-15 e o F-16 também tiveram muitos problemas, mas hoje com a web fica impossível de esconder certos fatos como no passado.Muito normal o F-35 estar passando por problemas por causa da sua tecnologia sensível.mas quando funcionar tudo saiam de baixo.

  29. OSDT, em sua avaliação operacional em Mountain Home radares que emulavam os dos sistemas russos TOR-M1 e Pantsir foram incapazes de detectar o F-35 ao ponto de que para a referida avaliação fosse válida tiveram de ligar o transponder da aeronave. Ou seja, em um cenário real o aparelho teria “sambado” em cima das defesas antiaéreas do campo de batalha.

    De igual forma ao participar do Red Flag o aparelho ao enfrentar a força “agressora”, que usa caças F-16, teve a seu favor um score de 15:1

    Como se vê o F-35 está longe de ser um elefante Branco mostrando-se na verdade um vetor a caminho de se tornar um “game changer”. E enquanto isso o Su-57 patina em um desenvolvimento extremamente longo visto que apenas agora, nove anos depois do seu primeiro vôo, seus motores definitivos estão prontos e o J-20 chinês além de não ter seus motores definitivos precisa ser mantido em hangar refrigerado.

  30. Israel também criou caso com os EUA para que não vendessem mísseis Harpoon com capacidade de ataque ao solo. Os americanos terminaram entregando uma versão “monkey model” como os soviéticos faziam. Os dedos de Israel estão por toda a parte nesse negócio.

  31. Bem lembrado Renato,aliás não custa lembrar:

    – O F-14 penou durante praticamente toda a sua carreira operacional com problema de Stall de compressor em virtude da decisão (a meu ver equivocada) da USN em abandonar o programa do motor F-100 e equipar o aparelho com o TF-30, que era de uma geração anterior e suscetível desse problema;

    – O F-16 teve problemas de fadiga nas asas com 2.500 horas de vôo, que simplesmente tiveram de ser substituídas, sem falar que a versão do PW F-100 por ele usada também se mostrou propensa a stall de compressor em acidentes que mataram vários pilotos, o que inclusive inspirou um filme.

  32. donitz123 19 de Fevereiro de 2018 at 9:21

    Os egípcios nunca pediram versões do Harpoon para ataque ao solo visto que apenas usam a versão antinavio nos navios de sua marinha. Ademais e como já lembraram mais acima hoje em dia Egito e Israel são aliados e os políticos e militares de ambos os países se dão muito bem. E recentemente a força aérea israelense foi autorizada a bombardear alvos no Sinal.

  33. Hélio 18 de Fevereiro de 2018 at 19:52 , amigo, no que você está baseando sua afirmação? E mais, o que é “não ser confiável”?

    Ter uma política externa totalmente vinculada aos interesses comerciais, econômicos e estratégicos é ser “não confiável” ou é ser transparente? Gastar tubos de dinheiro para desenvolver tecnologias sensíveis e querer que elas sejam negociadas da forma que melhor lhes aprouver é ser “não confiável”? Eu chamo isso de eficiência e pragmatismo.

    Os EUA vendem o que é seu da forma que mais lhes dá lucro, seja financeiro, seja político ou seja estratégico (quando não todos ao mesmo tempo). É simples: eles podem.

    Negociar com norte-americano é super simples: é o que está escrito e pronto, não tem firulas, não tem linhas ocultas de duplo sentido ou algum dispositivo para garantir alguma flexibilidade futura. A primeira vez que vi um contrato dos “gringo” dei um nó na cabeça, coisa simples, com uma seção para o que “era permitido” e outra para o que “não era permitido”, sem margem para negociação, sem jeitinho, sem “perhaps…”. Simples, limpo, direto e objetivo.

    Se a França ou o Egito estão incomodando seja lá o que for, direito deles exigir isso ou aquilo. A tecnologia é deles, fazem dela o uso que melhor lhes der na telha.

  34. Helio Eduardo 19 de Fevereiro de 2018 at 10:26
    Eu digo que é não ser confiável mesmo. Quando você forma parcerias e muda o seu posicionamento de acordo com o vento isso é não ser confiável. Quando você olha o seu parceiro como alguém que não merece confiança e o sabota, isso é ser inconfiável. Oras, quer defender o direito dos EUA de sabotar os outros de acordo com seus interesses? Faca, só não diga que isso é algo maravilhoso e que o Brasil deva se submeter a esse tipo de coisa. Quando falam em complexo de vira-lata é justamente por esse tipo de coisa. Parcerias são formadas com as partes num mesmo nível, com confiança entre as partes e regras definidas.

  35. Mas também é de se lembrar que os EUA podem fazer o que quiser com a própria tecnologia, agora, se alguém ameaçar os seus interesses com a própria tecnologia o discurso muda.

  36. Depois falam que brasileiro é burro, pelo fato de recusar em fazer grandes transações comerciais bélicas com o tio San. Eles simplismente travam tudo desrespeitando os acordo e parceiros. Imperar sobre os demais como se não ouvesse outros povos e Nações. É porisso que defendo um parque industrial tecnologico bélico, puramente estatal, brasileiríssimo para não sofrer os nas mãos alheias.

  37. José Lemos, um parte industrial e tecnológico bélico puramente estatal seria um enorme cabide de emprego que não iria produzir tecnologia alguma e ainda por cima iria fornecer às nossas forças armadas itens inferiores e mais caros. Até acho positivo que seja totalmente brasileiro desde que levado à frente pela iniciativa privada.

  38. O problema não está nos americanos mas sim na burrice dos egípcios e principalmente na má fé dos franceses. Os franceses sabiam desde o princípio que muitos dos seus armamentos e/ou equipamentos vinculados ao Rafale possuem restrições/embargos. Porém como são duas caras em tudo o que fazem, os franceses não passaram a informação fidedigna aos egípcios. Aí deu nisso, travas e mais travas a exportação de determinados armamentos.

  39. Prezados,

    O F-35 será o caça padrão das forças armadas americanas por décadas. E isso é inevitável…

    Primeiro pelo óbvio: as frotas da USAF e USMC são em boa parte geriátricas… Metade vai deixar de voar até a segunda metade da década seguinte.

    A seguir: Forth Worth está ‘cuspindo’ caças a toda… Já são centenas de aeronaves lançadas até o presente. E isso significa que não há recuo na decisão de lançar mais de 1700 caças…

    ODST ( 19 de Fevereiro de 2018 at 6:04 );

    Coréia do Sul, Israel e Japão não estão originalmente envolvidos no projeto JSF. E não me consta que sejam tão dependentes dos EUA em tecnologia ou que sejam insensatos… Muito pelo contrário…

    O que falta ao F-35 é uma variante de exportação… E fosse esta dotada do básico, sem as traquitanas originalmente previstas, venderia que nem pão quente.

    Imagino um “F-35E”, com uma variante do radar APG-83, um motor PW 119 e sub sistemas derivados dos presentes no F-16 block 50… Pronto…

  40. Amigo RR eu discordo de você aqui. A meu ver um “F-35E”nesses modos teria o mesmo fim do F-16/79.

    Agora, seria interessante uma variante que combinasse a fuselagem (e o limite +9g) do F-35A com a asa maior do F-35C

  41. Hélio ( 19 de Fevereiro de 2018 at 11:43 );

    Quando os americanos fazem uma proposta de venda de equipamento de defesa ou itens relacionados a tal, normalmente eles já delimitam aquilo que pode ou não ser feito em contrato. Esse é o nível da confiabilidade deles. Por isso que não adianta reclamar quando eles “não repassam” algo. Antes, tem que saber o que eles tem por obrigação em contrato.

    Logo… Se os franceses não leram a letra miúda, isso é outros quinhentos. Mas estou certo de que ambos, gauleses e egípcios, sabem desses pormenores e contam com essa possibilidade de entrave…

    Outra: é normal aos americanos vetarem o que quer que seja quando em situação de risco; coisa que, ao que me consta, é de conhecimento geral de todos os compradores. Aliás, russos, chineses e quem quer que seja que tenha algum escrupulo ou preocupação de onde suas armas serão usadas ( por exemplo: risco contra um aliado ), fariam o mesmo.

  42. Confiar na Russia, e a mesma coisa que confiar no abraco do urso. Mais existem aqueles que viajam na maionese por causa da Russia.

    Ou eles nao estudaram/estudam a historia, ou sao iludidos. Wake up and smell the coffee.

  43. Franceses safados querendo fazer cortesia com o rabo alheio, como sempre… Nada de novo…
    .
    Quem se lembra que eles prometeram ao Brasil “transferência irrestrita de tecnologia”, quando metade de seu “Rafail”, pra não falar dos armamentos, contém componentes estrangeiros, muitos deles de origem americana?
    .
    E aí o logo-presidiário do ex-presidente cachaceiro “fechou negócio” naquele fatídico 7 de setembro de 2008, só pra ser desmentido no dia seguinte pelo seu MinDef Nelson “Palhaço Veste-Fardas” Jobim?
    .
    Nada de novo no procedimento francês. Eles SABEM que não podem ficar vendendo arma com componente americano pra todo mundo; isso tudo ESTÁ PREVISTO em contrato, e os franceses estão CARECAS de saber que quando contraia o interesse americano eles embargam MESMO (e tem mais é que embargar mesmo). Mas uma vez a cada dois anos eles prometem o que não tem, vedem, dão pra trás depois, e colocam a culpa “nuzamericanu” que é pra deixar bbando de histeria a canalha antiamericana mundo afora…
    .
    Enfim, nada de novo aqui…

    Pra mim só alguém muito, mas muito, mas muuuuuuuuito imbecil mesmo, uma pessoa com a cabeça completamente enterrada num buraco de lama, leitor de sputnik da vida, pode negar que o F-35, goste-se ou não, é uma REALIDADE, e prosseguirá sendo até que venha a ser substituído pelos caças de 6a geração (não tripulados e com armas de energia dirigida, entre outras coisas).
    .
    A esses mentecaptos, só o tempo salvará. Felizmente eu estou aqui há tanto tempo que já entendi que algumas personagens vem, vão, e logo se cansam de tentar espalhar seu proselitismo antiamericanalha e calhorda e acabam picando a mula para plagas mais férteis…

  44. Tadeu Mendes ” Confiar na Russia, e a mesma coisa que confiar no abraco do urso. Mais existem aqueles que viajam na maionese por causa da Russia.” isto aplica-se a TODOS os países de peso …

  45. Prezado Rodrigo Martins Ferreira,
    (18 de Fevereiro de 2018 às 21:50)
    .
    O amigo escreveu:
    “Notícia mal escrita…
    O Egito já recebeu um monte de Rafales…
    O problema é no SCALP.”

    .
    Concordo na essência.
    Discordo no detalhe. 😉
    .
    Sim, o problema está no SCALP:
    “…o atraso no negócio é devido à escassez do componente americano dos mísseis Scalp…”
    Como você observou o item que está comprometido é o míssil de cruzeiro que daria ao Egito um poder de ataque estratégico importante, nada haver diretamente com o Rafale.
    Os ianques, por sua vez, aparentemente não estão dispostos a facilitar a venda dos MÍSSEIS de CRUZEIRO franceses para os egípcios.
    Porque?
    Hora, porque não é conveniente para os interesses norte americanos.
    Motivos não faltam:
    – Israel é ali do lado,
    – Base aérea da Royal Air Force (RAF) em Akrotiri no Chipre é logo ali ao norte do Mediterrâneo;
    – Base conjunta de Camp Lemonnier é uma base naval expedicionaria americana em Djibouti, logo abaixo no Mar Vermelho.
    .
    A lista de ‘motivos’ é ainda maior.
    .
    Sim, os franceses também estão em Djibouti, no chifre da África. Mas na avaliação deles não tem problema nenhum os egípcios contarem com mísseis de cruzeiro estratégicos.
    Tudo bem.
    Só que na avaliação dos ianques NÃO.
    .
    Simples assim.
    .
    Nada haver com Rafales…
    … mas tudo haver com o pacote de vendas.
    Ou seja, certamente Paris ofereceu ao Cairo um pacote completo de ataque tático e ESTRATÉGICO.
    Rafale, um excelente caça-bombardeiro, é um vetor importante para intervenção regional no oriente médio. Armado com os eternos Exocet podem cobrir uma área significativa do Mar Mediterrâneo e Mar Vermelho; armado com SCALP pode intervir em boa parte do Oriente Médio e África.
    .
    Mas onde está minha cordial discordância?
    .
    Simples: A notícia está bem escrita…
    … de acordo com os interesses de Paris.
    Mas uma vez os franceses colocam a culpa nos americanos pelo que eles não podem fazer. Simplesmente eles não tem todos os componentes do SCALP e precisam ‘dusamericanosfeiubobo’.
    É uma forma de constranger… com resultados duvidosos.
    .
    Mas sem stress.
    Eles – franceses e egípcios – vão encontrar uma solução.
    Apenas terá um custo maior…
    … em termos financeiros ou diplomáticos!
    .
    Forte abraço,
    Ivan, o Antigo.

  46. Vader 19 de Fevereiro de 2018 at 14:24

    Por que tanto ódio contra a França? aliás, de ódio vc entende, nao é, já que adora disseminar desavenças, por exemplo, chamando aqueles que não concordam com as políticas criminosas que os EUA propagam de antiamericanalha. E você é o que, pró-americanalha?

    Vale lembrar que os grandes feitos da Força Aérea de Israel foram com caças de origem francesa. Outra lembrancinha, o Exocet, de origem francesa, foi o grande causador das maiores perdas inglesas na Guerra das Malvinas.

    Então sim, o equipamento francês é de excelente qualidade. É caro, mas vale a pena.

  47. Mestre Ivan, os franceses são useiros e vezeiros nessa prática de prometer o que não tem, tomar o contra, e depois colocar a culpa nos americanos; a cada dois anos eles se saem com uma dessas…
    .
    É que a América tem mais o que fazer e dá tanta bola pros franceses quanto pro cocô do cavalo do bandido, porque se fosse uns e outros por aí que são mais “mordidinhos” com essas coisas embargava logo era tudo e mandava os franceses de volta pros anos 80…

  48. Elaine, embora muitos dos grandes feitos da força aérea israelense tenham sido feitos com aviões franceses, nem todos o foram. O ataque à Usina Nuclear de Osirak foi realizado com caças F-15 e F-16, o “Bekaa’s Turkey shot” também se deu com os mesmos vetores e foram caças F-15 que atacaram o QG da OLP em Túnis.

    Ademais é consenso que o recebimento de vetores de origem norte-americana, em substituição aos Mirage embargados por De Gaulle, aumentou em muito o potencial letal da Heyl Ha’Avir.

    Ah! Os Exocet não foram os maiores responsáveis por perdas da RN na Guerra da Falklands visto que dos seis navios que a Marinha britânica perdeu apenas dois foram para os Exocet. Os quatro restantes foram afundados pela combinação A-4 Skyhawk/Bomba Mk-82- de origem norte-americana.

    Por fim não são apenas as políticas norte-americanas que seriam “criminosas”. Ou você acha que Rússia, China e Irã são “bonzinhos”?

  49. Donitz, para onde estão apontadas as ogivas nucleares israelenses é uma informação que apenas Netanyahu e os comandantes militares possuem. Qualquer especulação é mero achismo embora a julgar pela situação atual do O.M é lógico supor que estejam endereçadas à Teerã.

  50. Jamais o país tem que confiar nos EUA. Qualquer motivo para eles, é motivo de embargo. O negócio tem que ser feito a índia, tem armamentos de tudo que é países! Embargou de um, tem do outro!

  51. Vixe….Calma Vader…..tanto tempo longe e volta cuspindo ódio. Eu, de minha parte, não advogo por A ou B, e tenho vivência suficiente pra saber que ninguém é totalmente mal ou totalmente bom. Franceses ou norte-americanos, chineses ou russos, todos defendem seus próprios interesses. Cortes internacionais de apelação existem para isso, ouvir quem se sentir lesado.

  52. MiLord Vader,
    .
    Sempre divertido conversar com o amigo.
    .
    A relação dos franceses com os americanos sempre foi complicada, algo como amor e ódio…
    Kkkkk…
    .
    Na Guerra de Independência Thomas Jefferson tinha uma relação muito importante com os franceses, sendo que estes vislumbraram a oportunidade de ferrar com os ingleses, ao mesmo tempo que temiam que a paz entre americanos e britânicos seria uma ameaça ao império francês nas Índias Ocidentais.
    Mas é outra história… off topic.
    .
    Sim, os americanos por sua vez socorreram os franceses duas vezes, na Primeira e Segunda Guerra Mundial, sem contar com a Indochina, é claro.
    A estação do metrô Franklin D. Roosevelt está lá bem pertinho do Arco do Triunfo para lembrar.
    Mas é novamente outra história… off topic.
    .
    Voltando ao Rafale com SCALP.
    É um sistema de armas importante, com capacidade estratégica, mas é ocidental, que hoje tem uma economia cada vez mais integrada. Itens americanos, ingleses, alemães, suíços ou de qualquer outro país da Europa seria normal.
    .
    Sempre bom lembrar que o SCALP é primo-irmão do Storm Shadow inglês.
    http://www.mbda-systems.com/product/storm-shadow-scalp/
    .
    Mas, se os franceses pretendem continuar com aquele discurso de independência total, precisam dominar todos os itens de um sistema estratégico como o SCALP.
    Poderiam até comprar alguns equipamentos e armas não francesas para seu inventário, como os mísseis ALARM e Brimstone que casam perfeitamente com o Rafale. Contudo para o seu míssil de cruzeiro teriam que dominar tudo, com o objetivo de exportar para quem quiser, até para a Rússia.
    .
    Como escrevi antes: sem stress.
    Eles vão encontrar uma solução.
    Apenas terá um custo extra financeiro, comprando e integrando um novo fornecedor; ou com custo diplomático extra para franceses e/ou egípcios frente ‘ausamericanusfeiubobo’.
    .
    Forte abraço,
    Ivan, um antigo pé preto.

  53. Desculpa! HMS TIRELESS,as 09:25 a demora. Isso mesmo problema do compressor e as asas do F-16.Quem sabe um filminho com um F-35 de herói com o filho do “Maverick”, atacando algum país por aí o faça cair na graça do povo. igual o mítico F-14.

  54. Renato,
    .
    Filminho com F-35:
    – 2006 – Superman Returns;
    – 2007 – Duro de Matar 4 (Live Free or Die Hard);
    – 2011 – Lanterna Verde;
    – 2012 – The Avengers (decolando do ‘aeroportaaviões’;
    – 2013 – Superman – Homem de Aço (Man of Steel).
    .
    Pois é!
    .
    Abç.,
    Ivan.

  55. Bom a verdade que no chamado mundo ocidental não há nenhuma armamento que não tenha uma peça Âmis.
    Enfim o mundo ocidental (Evangélico-Judaico) pertencem aos Âmis não tem saída.
    Os Franceses que criam as suas peças para colocar nesses misseis ou comprem dos Russos não tem saída.

    Tem que ser como os Âmis querem e pronto afinal eles são bonzinhos, amiguinhos etc..etc….eles sabem o que é bom para o mundo.

  56. Isso que dá confiar em americanos. Que aprendam a lição e não use equipamentos deles em suas armas ou vão ficar dependentes do humor americano para vender o que querem.

  57. HMS TIRELESS ( 19 de Fevereiro de 2018 at 12:28 );

    Caro HMS,

    Acredite: cheguei a pensar o mesmo! 🙂 Mas ao final, se pensarmos no fechamento da linha do F-16 e o clamor de vários clientes tradicionais dos americanos por algo mais avançado que o F-18 E/F e derivações do F-15, então imagino que haveria sim mercado para um “F-35E” ( países do leste europeu, península arábica, entre outros; e mesmo gente do centro da Europa poderia se interessar ).

  58. Vemos que o F-35 natimorto está sendo citado a todo momento.
    Sendo assim gostaria que se alguém souber que ele voltou a voar sobre a Síria favor nos informar!

  59. Arranjam pretexto pra descer o veneno nus americanu mauvadu.
    O pessoal do GDA sempre soube da roubada que era lidar/operar com os deltas gauleses. Manutenção complexa, cara e peças escassas no mercado.
    Não é à toa que a espinha dorsal da FAB continua sendo o fraco F5 dus americanu mauvadu que já deixou pra trás duas gerações de Mirage.
    Acho que nesse linguajar ficou mais fácil entender.

    Sds

  60. HMS TIRELESS

    O F-35 é um excelente caça para simulações do tipo Red Flag e Cruzex, mas ele fica só nisso, pois apesar de serem ótimos treinamentos, são realizados em um AMBIENTE CONTROLADO (onde você não vai ver as verdadeiras fraquezas do caça). Rumores dizem até que o Brasil já “abateu” caça francês (não lembro qual) com F-5 sem ser detectado durante uma Cruzex…

    Em situação real o Elefante Branco de Israel já tomou um teco pra ver se fica esperto e nem voou mais (e não foi pássaro, caso o contrário eles teriam pelo menos mostrado uma imagem para acabar com os rumores).

    E quem defende F-35 não pode falar mal de Su-57, pois ambos são super modernos e estão dando dores de cabeça para seus respectivos fabricantes.

    É melhor ter uma tecnologia mais ou menos que funciona, do que ter uma tecnologia de ponta que funciona mais ou menos.

  61. _RR_

    Em momento algum eu falei que a Coréia ou o Japão dependem da tecnologia do Tio Sam (e mesmo que eu tivesse falado, não seria uma inverdade), leia novamente, eu disse que eles dependem MILITARMENTE do EUA! É bem diferente, e isso é um FATO inegável!

    Com relação a serem insensatos… bem… estamos falando do F-35, qualquer um que adote este caça em sua atual condição é sim meio displicente. Os early adopters sempre se dão mal quando se trata de novas tecnologias, e neste caso é ainda pior, pois se trata de um equipamento militar que nem sabemos quando vai amadurecer, pode ser daqui a 5 ou 20 anos, se é que chegará a um estado pleno algum dia, de tantos problemas que enfrenta (fora os que a gente não fica sabendo).

    E não se evita guerras com marketing, se evita com dissuasão, e neste caso vale mais uma bomba atômica do que 500 F-35.

  62. Sérgio Luís tem como você apresentar alguma fonte confiável de que os F-35 de Israel já voaram sobre a Síria alguma vez? Porque não tem como ele VOLTAR a voar lá se ele NUNCA voou por lá. Além disso, a notícia de que uma bateria anti-aérea atingiu um F-35 (algo que por mais incrível que pareça nem russos ou sírios se vangloriaram) saiu antes mesmo do caça ter seu IOC decretado por Israel, isto é, como um avião que não estava voando em missão de combate foi atingido em uma?

  63. OSDT:

    – Não existe essa de ambiente controlado! O Red Flag é o exercício de combate mais realista que existe, onde virtudes e deficiências dos vetores ao contrário de serem omitidas terminam por aparecer de forma bem evidente. E ao usar a comparação do F-5 que derrubou um Rafale em uma CRUZEX mais recente você termina por me dar razão pois não apenas o pequeno caça da Northrop não é superior ao Rafale como no cômputo final do exercícios muitos mais F-5 foram abatidos pelos Rafales.

    – Não existe essa de que um F-35I foi danificado por um S-200 sírio pelo simples fato de que o aparelho apenas atingiu sua capacidade operacional inicial em fins de 2017, e estamos a tratar daquela que muito provavelmente é a melhor e mais profissional força aérea do mundo, que jamais lançaria em combate um vetor antes mesmo de atingido o seu IOC. E não apenas o aparelho já foi reparado e voltou ao serviço como a Heyl Ha’Avir não tem obrigação alguma de mostrar fotos do aparelho apenas pela fofoca lançada por um site russo sem credibilidade alguma.

    – Por fim,quem defende o F-35 pode tranquilamente falar dos problemas muito mais constrangedores enfrentados pelo Su-57 afinal o aparelho da Sukhoi não apenas enfrenta problemas no desenvolvimento do motor e do radar como simplesmente não conseguiu atingir a redução de RCS pretendida. Não é à toa que os indianos estão tão reticentes que recentemente solicitaram à LM informações classificadas do F-35. Ou seja, ao que tudo indica o programa russo versa sobre tecnologia mais ou menos que funciona mais ou menos.

  64. Ivan 19 de Fevereiro de 2018 at 17:38
    Mas os filmes com o Mirage 2000 são melhores.
    ———————————————————-
    A fotografia é melhor, com certeza, mas o roteiro… pelo amor de Deus, um amontoado de clichês e de humor involuntário. Pelo menos não é politicamente correto – até pelo contrário.
    Quanto a “Top Gun”, eu gosto desde que o vi, há mais de 20 anos, mas detesto o efeito colateral produzido por aqui: um almirantado que acha que aviação embarcada de asa fixa é algo ao nosso alcance. Basta dar uma olhada no Poder Naval para ver que a MB não desiste dos sonhos de grandeza perdulária da época do Bravil Putânfia.

  65. Os franceses acabarão por encontrar/desenvolver saída para estes tais componentes, seja para este míssil, como para qualquer outro equipamento que por ventura possa sobrer embargos pelo ITAR. é só questão de tempo. Azar dos EUA, que perderão uma venda e forçarão a criação de um concorrente mais forte e independente.

    Diferentemente do Brasil, em questões chaves, a França não se acomoda.

  66. O problema é faltar grana e tecnologia para os franceses conseguirem produzir esse tal componente Welligton. E França como “concorrente mais forte” é nonsense….

  67. HMS TIRELESS

    Não, os resultados desses exercícios nunca são confiáveis, em uma situação real existem muito mais variáveis, além de você não saber exatamente os tipos de armamentos que os inimigo estará empregando, e onde estarão alocados, os resultados de um treinamento/simuação só servem para serem comparados com os resultados de outros treinamentos/simulações. Quem não lembra do F-117 na Sérvia? Para o EUA, ter perdido aquele avião foi um tremendo choque, você sempre está preparado para perder um avião em combate, mas eles simplesmente não esperavam por essa.

    Com relação ao F-5, eu não te dei razão alguma, você é quem não deve ter compreendido o que eu quis dizer, afinal, um F-5 abater um Rafale sem ser detectado é muito estranho, não da para confiar nesses resultados, principalmente se não houve a participação de outras forças aéreas nas simulações entre o F-16 e F-35 ( e mesmo assim continuaria não sendo possível comparar com a realidade).

    O fato de Israel ter declarado a IOC do avião para o PÚBLICO/MÍDIA não significa nada, pois antes disso, internamente, ele já poderia estar operacional e fazendo gracinhas por aí.

    Quanto a supostamente ser a melhor e mais profissional força aérea é uma opinião sua, pois até hoje eu só vi eles lutando contra inimigos regionais, que todos nós sabemos, possuem uma péssima doutrina militar.

    Tanto o F-35 quanto o SU-57 tem problemas constrangedores, mas o F-35 consegue ser bem pior. O avião sequer conseguia disparar voando! Tem problema com o alinhamento dos disparos, a fadiga estrutural já começou a colocar os caças no chão, tem medo de raio, não pode operar direito a noite, capacete problemático, sistema ejetor problemático, avião que vira um liquidificador durante decolagens em porta aviões. Enfim, é um avião que só louco e clubista defendem!

  68. OSDT:

    – Não existe essa de que os resultados obtidos no Red Flag não são confiáveis visto que como eu já disse ele simula com incrível realismo os cenários que eventualmente os pilotos norte-americanos e aliados encontrarão em combate, tanto que as ameaças inimigas são fielmente reproduzidas. Por isso mesmo os resultados ali obtidos representam a verdade dos fatos. Quanto ao F-117 que foi derrubado na Sérvia, não apenas foi um golpe de sorte como se você colocar no bico do lápis a quantidade de aeronaves construídas, a quantidade de missões executadas antes e depois dessa perda irá perceber que não apenas que o conceito da furtividade é válido como o aparelho foi um sucesso.

    – Eu compreendi muito bem o que você quis provar! entretanto, terminou exatamente por comprovar o que venho dizendo ou seja, que esses exercícios reproduzem de forma muito realística os cenários do campo de batalha afinal um F-5 derrubando um Rafale é um golpe de sorte ou habilidade individual do piloto tal como o F-117 que foi derrubado na Sérvia, um Sea Fury derrubar um Mig-15 tal como ocorreu na Guerra da Coréia e um A-1 Skyrider abater um Mig-17 tal como ocorreu na Guerra do Vietnã.

    – A Heyl Ha’Avir não declarou o IOC do F-35 para o público e a mídia e sim para atender as suas necessidades operacionais. E antes de ter declarado o IOC, e uma vez que sabemos ser uma arma aérea altamente treinada e profissional, é fato que o aparelho não foi usado em combate. Ademais é como eu disse, trata-se apenas de fofoca de site russo sem credibilidade sem qualquer lastro ou indício de veracidade no mundo real.

    – Não apenas eu como a esmagadora maioria dos especialistas em aviação militar, pilotos de caça, comandantes de unidades aéreas e também de forças aéreas e também de foristas aqui considera a Heyl Ha’Avir a melhor treinada e profissional força aérea do mundo. E essa opinião é corroborada não apenas pelo fato de ser a força aérea que mais derrubou aparelhos inimigos depois da Guerra da Coréia como também pela maneira consistente que vence outras forças aéreas que com ela treinam. E voltado aos abates reais não custa lembrar que entre as vítimas da Heyl Ha’Avir constam 5 pilotos da então URSS, derrubados em um combate sem perdas para os Israelenses:

    https://en.wikipedia.org/wiki/Operation_Rimon_20

    Quanto aos problemas do F-35 cumpre lembrar que os relacionados à operações noturnas, vôo em tempestades e corrosão do material absorvente de radar (e não fadiga como você citou) já foram resolvidos. De igual forma também os problemas do capacete já se encontram a ponto de ser solucionados e os assentos ejetores definitivos já estão sendo instalados.

    Por fim, é bem mais constrangedor um aparelho cuja proposta é a de furtividade simplesmente não ser furtivo, não ter motores definitivos e radar após quase 10 anos do primeiro vôo do protótipo do que um aparelho que tem os problemas do F-35. Aliás, a tendência indiana de desistir do Su-57 mostra de forma bem clara que é preciso ser muito fanático pela Rússia para insistir na defesa do aparelho da Sukhoi

  69. ODST 21 de Fevereiro de 2018 at 8:21

    Você diz que os problemas do F-35 são mais graves que o do SU-57, mas me explica, como você chegou a essa conclusão se praticamente nada do caça stealth russo foi divulgado, e o que foi, quem garante que a informação é correta, tendo em vista que muitas informações dos aparelhos russos são manipuladas pelo próprio governo? Aguardarei sua resposta.

  70. Voce oferece um produto que você não tem sem combinar o preço com o fornecedor. Aí se o fornecedor aumentar o preço ou não tiver disponibilidade, você vai e põe a culpa nele.

    O velho “desconte noutro”.

  71. HMS TIRELESS

    Tudo bem, é o que VOCÊ acha, pra MIM essas simulações são impossíveis de serem comparadas com situações reais pelos motivos já citados.

    Claro, quando lhe convém é pura questão de sorte, desvalorizando totalmente o treinamento, estratégia e equipamentos usados. Independentemente da sua opinião o F-117 foi abatido por competência dos soldados adversários, ninguém é invencível, aprenda isso.

    Você continua não entendendo, tem certeza de que sabe do que se trata o abate? O caça francês tinha acabado de decolar! Isso é uma situação real para você com um F-5? Cadê a AA? Radares? Acha que seria facinho assim em uma situação real? Não tem nada de sorte, é justamente pelo fato de ser uma mera simulação em uma arena de combate muito limitada. Veja como é na pratica com o abate do F-117! Isso porque é stealth, imagina um F-5!

    Para corroborar com o que eu disse, hoje aqui mesmo no site saiu a noticia de que caças SU-57 já estariam voando pela Siria, acha que não seria possível Israel ter feito algo semelhante com o F-35? Muita auto-confiança talvez? Eu sempre vejo forças aéreas divulgando imagens de seus caças quando são atingidos por pássaros ou quando sofrem acidentes, porque Israel não poderia ter divulgado algo? É justamente por isso que esse rumor vai existir pelo resto de nossas vidas.

    Isso não significa nada, eu já vi pilotos do EUA dizendo que a Colômbia possui os melhores pilotos da região. Você acredita nisso? Eu não, até porque, não há praticamente nenhum conflito moderno na região envolvendo forças aéreas para saber disso, assim como Israel nunca brigou com ninguém de fora daquela região (que só tem gente mal treinada). Além disso, assim como existem foristas que concordam com você, existem aqueles que concordam comigo, assim como os especialistas, e tenho quase certeza de que você nunca foi atrás de opiniões contrárias a destes especialistas citados, todos aqui sabem o quão parcial você é quando se trata de Israel. Eles com certeza tem uma das melhores forças aéreas do mundo, tanto em equipamento quanto em doutrina, mas dizer que é a melhor do mundo é pegar pesado.

    Você tem certeza de que não foram falhas estruturais? Pesquisar não custa nada:

    http://www.aereo.jor.br/2014/02/23/rachaduras-estruturais-no-f-35b-sao-mais-extensas-do-que-se-pensava/

    Resta apenas aguardar e ver se o problema não afetará mais caças em um futuro próximo (se é que já não está afetando, afinal, sempre somos os últimos a saber), pois até onde sei, não se teve mais informações relacionadas a resolução total destes problemas (além das famosas gambiarras).

    Ao contrário do que você deve estar pensando eu não defendo o SU-57 e nem os russos, os dois caças são problemáticos eu jamais iria querer vê-los voando na FAB, mas pelas informações que temos até aqui o F-35 é o caça que eu mais teria vergonha de tentar vender para alguém pela quantidade de problemas, sendo alguns até amadores.

    E deixo esta discussão por aqui, já deu o que tinha que dar.

  72. Matheus

    Onde eu disse que os problemas de um são mais GRAVES do que do outro? Me mostre onde eu escrevi isso. A única coisa que eu falei até agora é que os problemas do F-35 conseguem ser mais constrangedores do que os do SU-57.

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