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Primeiro reabastecimento em voo de EMB-145 AEW&C indiano

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A Força Aérea da Índia (IAF) realizou com sucesso o reabastecimento aéreo de um de seus aviões brasileiros de alerta aéreo antecipado e controle avançado (AEW&C) Embraer EMB-145.

O reabastecimento recentemente realizado por um avião-tanque Ilyushin Il-78 destina-se a melhorar o alcance operacional do EMB-145, informou o Departamento de Informações de Imprensa do governo indiano (PIB) em uma declaração de 30 de novembro.

“Um mero reabastecimento em voo de 10 minutos de duração pode gerar mais quatro horas de autonomia para a aeronave”, afirmou o PIB, acrescentando que esta foi a primeira vez que uma plataforma EMB-145 AEW&C da IAF foi reabastecida em voo.

“O reabastecimento em voo do Embraer é uma boa conquista, já que as plataformas AEW & C devem permanecer no ar durante períodos prolongados durante as operações”, disse o analista militar Marechal do Ar V K Bhatia (da reserva). Esta capacidade adicional tornará o avião EMB-145 AEW&C um multiplicador de força para a força aérea, acrescentou.

A IAF recentemente recebeu dois dos três EMB-145 encomendados em 2008 por US$ 208 milhões. As plataformas foram equipadas com os sistemas Netra AEW & C da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento da Defesa (DRDO), que a IAF afirma fornecer cobertura de 240 graus, bem como um alcance entre 250 e 375 km.

A IAF também realiza reabastecimento aéreo para sua frota de Sukhoi Su-30MKI, Dassault Mirage 2000H e aeronaves de combate SEPECAT Jaguar, mas é prejudicada pela escassez de aviões-tanque.

A partir de sua base em Agra, o serviço opera seis aviões-tanque Ilyushin Il-78, que foram adquiridos em 2004. No entanto, fontes oficiais disseram que apenas dois deles estão operacionais, enquanto os quatro restantes são sem voar, esperando peças sobressalentes da Rússia.

FONTE: Jane’s

18 COMMENTS

  1. Torço para que o sistema seja incorporado à nossa versão de vigilância aérea e que a FAB receba mais aparelhos para uso na serra do cachimbo. Como vetor de vigilância de baixo custo de operação, essa versão do Emb145 é excepcional. A nossa segurança começa com a detecção de aeronaves intrusas com antecedência suficiente para que os vetores de interceptação e policiamento tenham oportunidade de decolar e se posicionar. Tudo indica que os Gripens terão que exercer essa função de interceptação de alto desempenho, apesar de não serem a melhor opção para isso. No caso de intrusos de alto desempenho esse tempo de detecção é essencial. Vamos esperar que o proximo governante tenha mais empenho com a inviolabilidade das nossas fronteiras.

  2. Não entendi o por que da Serra do Cachimbo. ????
    Embora a matéria fale em “primeiro reabastecimento em vôo”, imagino que seja uma notícia antiga. O primeiro REVO do E-99 indiano ocorreu há uns três anos atrás, conduzido por dois pilotos de ensaio brasileiros, Coronéis Jordão e Pirk, ambos da EMBRAER. Encontrei com um deles em Viracopos (terminal antigo, ainda), e o mesmo me mostrou o vídeo gravado no seu Ipad.
    O nosso E-99M, infelizmente, não terá o probe. Não conseguimos convencer o AltCom. REVO na FAB ainda é o paradigma dos caçadores. Confundem grande autonomia com capacidade de decolar de qualquer lugar.

  3. mais importante que reabastecimento em voo é a capacidade de usar pistas improvisadas abastecidas por paraquedas

    o kc390 e muito mais adequado para ser awacs do que o e99

  4. I. O Porque da Serra do Cachimbo. ????
    Porque foi onde eu ví o E-99 do 2°/6° GAv pela primeira vez. Participando do projeto SIVAM, pousado no CPBV.
    Não sei se você sabe Cel. Rinaldo, mas não é preciso ir a Anápolis para vê-los de perto. No meu caso, foi onde eu conheci o E-99.
    Na minha opinião, o lugar onde ele é mesmo mais necessário e pelo que me consta, onde ele é presença muito habitual. Não era a primeira e não foi a última vez que o E-99 esteve lá.

    Um dia desses um E-99 fez um pouso dito “de emergência” (o que não fez sentido pra mim) indo justamente pra lá… Deve ser bem usual então.
    http://www.aereo.jor.br/2017/08/22/aeronave-e-99-da-fab-faz-pouso-de-emergencia-no-municipio-de-alta-floresta/
    Tem mensagem sua lá nesse tópico…

    II. A matéria é do primeiro Emb-145 da força aérea indiana, portanto imagino que se trata a primeira ocorrência de reabastecimento sob controle da força aérea indiana (IAF).

    A notícia do Jane´s é essa aqui:
    http://www.janes.com/article/76086/iaf-refuels-its-emb-145-aew-c-aircraft-in-mid-air?from_rss=1

    Ótimo que antes disso já haviam realizado essas provas utilizando nossos pilotos. Tenho esperança que um próximo governante seja mais honesto, mais inteligente, mais sensível, e que muitas coisas mudem pra melhor. Que a próxima versão do E-99 tenha REVO, que sejam em maior quantidade e estejam sempre no ar, principalmente na Amazônia.

  5. Cel:
    Já com a informação que o primeiro REVO foi a três anos atrás, esse, do artigo acima, se refere a quê? O primeiro REVO com aeronave com todos os sistemas operacionais?

  6. Marcos, o REVO citado pelo Cel. foi o de teste de sistema quando a avião estava na mão do fabricante, agora foi o primeiro realizado pelo proprietário na aeronave operacional em seu país, por isso foi importante para eles.

  7. Engenheiro, o CPBV fica no meio do País. O E-99 não voa muito para o Projeto SIVAM (que não existe mais como projeto), e sim para a Defesa Aérea. O R-99 sim, quando realiza missões de imageamento para outros órgãos, atendendo ao CENSIPAM. O E-99 é mais útil nas regiões de fronteira, notadamente nas fronteiras Paraguaia e Boliviana.
    Estive no CPBV em 2007, realizando Exercício Operacional da extinta III FAE, com um E-99. Quando realizamos imageamento durante a Operação Arco de Fogo, em proveito do IBAMA, com R-99, daí sim realizamos alguns pousos lá. Por ocasião do resgate dos corpos do Gol 1907 um E-99 operou a partir do CPBV, a fim de evitar o sobrevôo do local do acidente por aeronaves não envolvidas na missão.
    Sim, eu sei que pode-se observar as aeronaves de perto em outros lugares. Eu mesmo levei-as a inúmeros Portões Abertos pelo Brasil afora. Estive até em Navegantes -SC, com os dois modelos.

  8. Não sei porque fazem tanto alarde com o primeiro reabastecimento deles com o EMB-145, afinal, é coisa tão simples de fazer:
    .

  9. Clésio Luiz 2 de dezembro de 2017 at 18:37
    Ótimo vídeo dessa barbadinha de manobra.
    Até a viúva sanguinária metida na parada.
    kkkkkk

  10. Kkkkkkkkkkkkkkkk
    Rindo muito com alguns dos casos… Indo E3 e alguns outros eu achei que seria pior…
    Super tranquilo esse tipo de manobra… E o pior é quando o momento de fazer o abastecimento é com o tanque quase vazio (por falha de planejamento ou execução da operação), deve dar um desespero se a primeira tentativa da errado…
    Os franceses fazem um número absurdamente alto de reabastecimentos nas missões contra o EI, pois pensam na possibilidade de o sistema dar problema em algum dos dois aviões e precisarem desviar para algum aeródromo amigo…

  11. Para quem puder ler, vale a pena ver alguns dos comentários do vídeo no Youtube, inclusive de ex-pilotos e operadores. O que me fez chorar de rir eu não posso postar aqui senão o Nunão ou o Galante me colocam na geladeira, mas inclui a palavra “hair”.

  12. Olá Delmo,

    Sobre mishaps em REVO, vale lembrar o fatídico Black Buck 6 que quase levou um Vulcan à pane seca (levando o mesmo a alternar para o Rio de Janeiro)

    O depoimento abaixo mostra a perspectiva da tripulação neste interessante evento:

    http://www.blackmanbooks.co.uk/vulcan%20boys%20chapter%2014.pdf

    No balanço, o Shrike foi temporariamente confiscado pela a FAB. Reza a lenda que isso foi bastante importante para o desenvolvimento do MAR, mas não conheço a história.

  13. Para operar no revo de forma mais segura, acho interessante uma modificação do acionador do spoiler, de forma que o piloto não necessite tirar suas mãos dos comandos, mesmo com as modificações os e/r99 são bem ‘ensaboados’ demoram para perder velocidade…

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