Home Aviação de Caça Vendas de caças no Oriente Médio crescerão nos próximos 5 anos

Vendas de caças no Oriente Médio crescerão nos próximos 5 anos

8550
20
Mirage 2000 dos Emirados

O Defense News noticia que mesmo com as vendas recentes de caças ao Kuwait, Qatar e Bahrein, o mercado de caças no Oriente Médio deve crescer nos próximos cinco anos.

Derek Bisaccio, especialista aeroespacial com a Forecast International, estima que o valor do mercado de aviões de combate do Oriente Médio seja de cerca de US$ 22 bilhões na próxima década, com base nos custos unitários projetados por aeronave. Esse valor poderia dobrar se incluir serviços adicionais, como peças sobressalentes, treinamento e manutenção.

Nos próximos cinco anos, espera-se que países do Oriente Médio e Norte da África comprem cerca de 245 aviões de combate novos, disse Richard Aboulafia, analista do Teal Group. Esse número não inclui as encomendas atuais – como a compra esperada de F-16 por parte do Bahrain de Lockheed Martin, por exemplo – ou compras de clientes de F-35 como Turquia e Israel.

Dos países que ainda procuram novos aviões de combate, os Emirados Árabes Unidos podem ser o maior cliente. Os Emirados precisam substituir sua frota de Mirage 2000 por cerca de 60 novas aeronaves, mas têm muitas opções na mesa. O país tem considerado uma compra do Dassault Rafale nos últimos anos, mas nenhum acordo se solidificou ainda.

Os Emirados também manifestaram interesse no Su-35 feito pela Sukhoi na Rússia, e está colaborando com a Rússia em um caça de quinta geração, disse Bisaccio. Em fevereiro, o chefe da empresa russa de defesa Rostec disse à Defense News que o desenvolvimento da aeronave, com base no MiG-29, começaria em 2018.

Complementando ainda mais o assunto, os Emirados Árabes Unidos desejam comprar o F-35 Joint Strike Fighter. O país “quase certamente” será a primeira nação do Golfo autorizada a comprar o F-35, disse Aboulafia.

Com grandes negócios para o Catar, Bahrein e Kuwait resolvidos, aqui estão algumas das oportunidades de vendas que permanecem:

FONTE: Defense News

20 COMMENTS

  1. A tendência é que daqui para frente o F-16 venda para quem não tem condições financeiras de comprar um f-35, o que convenhamos, são a maioria dos países. Outro trunfo da lockheed é o pacote de upgrade que a mesma pode oferecer para os países que já tem o f-16 em seu inventário, transformando-os em F-16V

  2. Acredito que Irã será o próximo grande comprador, pois apesar da pressão estão conseguindo manter o acordo sobre o programa nuclear, e não obstante deverá ser a maior aquisição vista em mais de uma década, lembrando que eles possuem recursos congelados na ordem de mais uma centena de bilhão de dólares, e muito provavelmente deverá ser de caças russos de 4.5G como MIG-35, SU-35 e Su-34.

  3. Mirage 2000 lindão…
    A Dassault bem que poderia ter continuado com a linha de produção e ter feito uma atualização com uma versão de maior empuxo do motor M-88 e com uma versão do radar RBE-2 ou mesmo um RDY com antena AESA…
    Ainda da tempo de trazer de volta, pois mercado é que não vai faltar com todos os 5º geração consumindo horrores de $$$$$.

  4. camargoer 14 de novembro de 2017 at 15:56
    Concordo. E, de um ponto de vista comercial, uma empresa não vai voltar a produzir um modelo antigo porque o modelo mais recente é ‘muito caro’… (aquela volta da produção do Fusca na VW na década de 90 por conta do Governo Imatar Franco não conta…! :P)
    Depois, a Dassault ainda tem a linha de produção do Mirage 2000? Tem o ferramental? Acho que não…

  5. O Mirage 2000 estava longe de ser um “Lo” barato para ser oferecido aos países com orçamento menor como um FA-50 ou JF-17.
    Com o pacote de aviônicos e armamento necessário hoje ficaria com preço superior a um F-16E/F ou Gripen E/F, sem chance de concorrer no mercado, a Dassault sabe o que fez quando encerrou sua produção.

  6. Quando lançaram as impressoras laser, estas custavam cinco vezes o preço de uma matricial. Hoje a coisa se inverteu.
    Quando o F35 estiver em produção acelerada, este irá custar menos que os outros.

  7. Olá André. A VW tem umas coisas estranhas…. a kombi foi produzida até 2014. Tinha mercado cativo e no fim, eles não colocaram nada no lugar… o gol ficou no meio do caminho, atrapalhando o up e o polo.. riso. Além do fusca (e a Liliam Ramos) do Itamar. Concordo com o Walfrido. O M2000 era muito caro para competir com o F16 e F39 mas suficientemente bom para atrapalhar o Rafale. Uma pena, porque eu acho uma aeronave linda.

  8. Nilo, Israel já está o fazendo, em parte, substituindo lentamente, seus F-16I pelos F-35I (a intenção inicial seria essa), o problema, claramente, é o custo disso! Por isso o baixo número adquirido até agora! Também está adquirindo mais unidades do F-15 nas últimas versões do mesmo e planeja modernizar os restantes! Portanto acho que, tão cedo, não teremos grandes novidades por aquelas bandas…a não ser que eles consigam mais fundos para conseguir F-35 adicionais que aposentem seus F-16 mais antigos

  9. No caso do Irâ, sua preferência declarada já é o Su-30, pois planejam sua produção local sob licença! Isso aconteceria tão logo o período de quarentena do acordo nuclear em vigência permita a aquisição modernas aeronaves, por volta de 2020! Haja vista o treinamento acentuado de Israel com os Su-30 indianos nos últimos exercícios aéreos entre eles.

  10. O F-22, quando de sua produção, foi negado aos países do Golfo, inclusive â Israel e Arábia Saudita, que o desejavam muito! Israel resolveu esse problema, em parte, com F-35! O interesse dos sauditas por um vetor de quinta geração ainda permanece! Talvez essa carência seja suprida , caso os mesmos se voltem para a aquisição de equipamento russo ou chinês, nas figuras do Su-57 ou F-31! Assim esse reino teria finalmente seus vetores 5gen, pois, aparentemente torceram o nariz ao desempenho e histórico do F-35.

  11. Também sou fã dos Mirage 2000-9, lindos e muito capazes. Tão capazes que poderiam diminuir o interesse pelo Rafale no mercado internacional, por isso foi descontinuado.

    Se a Argentina conseguisse por as mãos neles, teriam uma FA que não deixaria nada a desejar no cenário sulamericano. Mas isso é pura especulação, eles não tem dinheiro pra isso.

  12. Concordo Almeira. Que caça!
    E se a Argentina tivesse grana para comprar e mante-los, uma compra generosa desses -9 do EAU para ter sobressalentes cairiam muito bem mesmo. Atenderiam todas as necessidades por ser multifunção e estariam na mesma página das forças aéreas vizinhas. 24 unidades seriam interessantes, mas o ideal ali, tendo em vista as bases aéreas Argentinas, 36 já seria o número perfeito para eles.
    Problema é não ter grana nem pra 12. rs

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here