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Dubai Airshow 2017: drone chinês de alta altitude ‘Cloud Shadow’

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Cloud Shadow

O “Cloud Shadow”, um veículo aéreo não tripulado multifuncional (UAV) de alta altitude, desenvolvido pela AVIC Chengdu Aircraft Industrial (Group) Co, estreou no domingo no Dubai International Air Show.

É o primeiro UAV, ou drone, a ser exportado na série “Shadow” para atender à demanda internacional.

Em uma nota enviada ao Global Times na segunda-feira, a AVIC disse que o drone possui um sistema de aviônica de controle de voo, entre outras características.

Com um turbojato de ponta, o UAV tem uma altitude de cruzeiro maior que o alcance da maioria dos mísseis superfície-ar e uma velocidade muito mais rápida que a primeira geração de UAVs.

Em uma batalha com intensidade média, o produto pode conduzir com segurança uma coleta de inteligência rápida e extensa e ataques terrestres/marítimos precisos de longa distância, segundo a nota.

Existem três tipos de UAV “Cloud Shadow” e o “Cloud Shadow 1”, equipado com uma câmera CCD de alta definição de alta altitude e um radar de abertura sintética (SAR), pode capturar mais de 10.000 quilômetros quadrados de imagens óticas por hora a uma altitude de 13 quilômetros.

O “Cloud Shadow 2”, equipado com um detector de sinal de radar de banda larga e um detector de sinal de comunicação, pode detectar e localizar todos os sistemas de radar terrestres a 400 km e todos os sinais de comunicação dentro de 200 quilômetros.

O “Cloud Shadow 3”, equipado com um SAR, bem como um dispositivo de reconhecimento opto-eletrônico avançado, pode trabalhar com vários tipos de armas de ataque avançadas para realizar reconhecimento de alta altitude e ataques a alvos além de 50 quilômetros.

30 COMMENTS

  1. Impressionante que na década de 80 os chineses vieram ao Brasil aprender como fazer comércio, já que nem isso eles sabiam fazer. Hoje são isso ai
    O Brasil não é o país da década perdida, mas do século perdido. Se bobear, do milênio.

  2. O ambiente dessas feiras e airshows é fantástico, um sonho para qualquer entusiasta da aviação.
    É sempre na boa época de sol, vários aviões, o encontro com colegas. Seja você um jornalista especializado, engenheiro aeronáutico, militar, profissional da área de vendas, piloto ou entusiasta; a feira aeronáutica é o melhor lugar para ir. Uma semana inteira de atividade, o dia todo e a noite um jantar com os amigos num bom restaurante.
    E sinceramente, longe de querer bajular qualquer editor de site ou revista, a profissão mais empolgante nesses lugares, deve ser o de jornalista de aviação.

  3. E pensar que quando começou esse negócio de drone, vant, uav e o escambau, nós estávamos no igual para igual com os outros. Tínhamos o BQM-1BR, que foi completamente abandonado.

  4. Que decepção morar num país igual ao Brasil, sabendo que temos pessoal qualificado e tecnologia para desenvolver coisas como esta, mas não conseguimos nem manter um drone comprado no ar.

  5. Marcos, muito bem lembrado, talvez não tenhamos sido os únicos a ensiná-los e aproveitando para fazer um adendo no seu comentário, qual País mesmo ensinou eles a operarem as NA’s?

    By Marcos:
    “Impressionante que na década de 80 os chineses vieram ao Brasil aprender como fazer comércio, já que nem isso eles sabiam fazer. Hoje são isso ai
    O Brasil não é o país da década perdida, mas do século perdido. Se bobear, do milênio”

  6. Comparando Índia e China ( deixando os EUA de lado), salta aos olhos, como os chineses estão desenvolvendo várias plataformas aéreas, mísseis e sistemas. Realmente, estão de parabéns.
    Num provável conflito, a China estaria com larga vantagem.

  7. Vocês devem lembrar. Uma coisa coisas que os chineses sempre fizeram muito foi aprender a copiar. Só que eles faziam as cópias mal feitas, essa era a fama deles. O produto chinês era tido como e segunda linha. Talvez na área militar tenham aprendido com a Rússia. De uns dez anos para cá eles aprenderam a copiar igual e de cinco anos para cá eles aprenderam a copiar melhor e daí passaram a inventar e reinventar. Enquanto isso, aqui, ficamos aqui assistindo a corrupção como um câncer destruir toda possibilidade de desenvolvimento do nosso país e a sorte é que uma das menos atingidas foi justamente a EMBRAER. É triste nossa sina.

  8. A questão é que a corrupção corre no sangue do brasileiro. Por natureza, somos um povo preguiçoso (vide bolsas tudo), não cumprimos horário, não mantemos a palavra dada, a irresponsabilidade é regra. Reclamamos do políticos mas não temos a mínima educação no dia a dia. Queremos levar vantagem em tudo, dar jeitinho em tudo, enganar em tudo. O problema do Brasil, somos nós, os brasileiros.

  9. Impressionante a exagerada simpatia de muitos aqui com Russos e Chineses.

    Nossas ambições são pobres e pequenas….O Brasil dado as circunstâncias culturais, políticas e educacionais, não será nunca uma potência em desenvolvimento humano ou tecnológico, mas se algum dia caminhasse para isto, CERTAMENTE não seria o modelo Chines a ser imitado e/ou copiado.

    A China precisa alimentar mais de 1,3 bilhões de cidadãos, muitos com renda percapta AINDA até menor que do Brasileiro. Claro, precisam e estão crescendo e isso faz parte do processo de distribuição de renda..porém, continuando assim, no futuro o mundo vai sentir as causas e consequências do fogo do Dragão e muitos serão devorados vivos e outros tantos queimados, e mesmo aqueles simpatizantes dos mundos vermelhos sentiram saudades do período em que o mundo tinha a supremacia de um certo país do Norte das Américas.

  10. Renato,
    Não é simpatia por russos e chineses que não são assim tão distantes de nós já que bem ou mal todo mundo já viu ou ouviu falar do livro “Guerra e Paz” e já comeu pastel de cachorro na “25 de Março”. A questão é falta de simpatia pelos EUA (em tese e na teoria, porque na prática o capitalismo e suas quinquilharias são muito bem vindos nas casas de todo mundo e ninguém abre mão de nadica de nada pra ir viver nesses paraísos anti-imperialistas que existem no mundo em nome de suas convicções), que é tido como a encarnação do mal na Terra, infiltrados nesse mundo de seres angelicais. Sem falar que eles mentiram e não foram na Lua, eles jogaram bombas atômicas nos pacíficos japoneses só pra ver o povo torrar, eles invadiram o Iraque, simularam o 11/09 e entraram no Vietnã pra testar armas de destruição em massa.
    Fossem os mutantes andróginos reptilianos da galáxia de Andrômeda no lugar de russos e chineses, receberiam o mesmo apreço e admiração dos nativos de Pindorama.

  11. Bosco, puxando o assunto para a matéria, exatamente pela proliferação de sistemas como estes eu sou favorável a aquisição, de uma AA com melhores características cinéticas, como eu disse pelo menos 50km de alcance…

  12. Complementando o Irã demonstrou no conflito sírio uma capacidade de ataque com drones que nem mesmo a Rússia demonstrou, sistemas como estes permitem um ataque com muito menos riscos, basta ver o prejuízo moral provocado pelo abate do Su-24(rus) e Su-22(SIR), enquanto ninguém ligou muito para o drone abatido.
    Gostaria muito de ver equipamento como este por aqui, e deve ser “balatinho”.

  13. O Brasil tem VÁRIOS projetos de drones, inclusive tem motores turbofan 100% nacionais projetados e fabricados aqui, que estão sendo exportados para outros projetos de Stones mundo a fora (se é que esse não usa o motor brasileiro), pra que esse chororô?

  14. Bosco
    Boa tarde. Tenho certeza que seu conhecimento e sua integridade intelectual te faz capaz compreender e dominar as informações sobre as ações estadunidenses desde sua fundação! Tenho certeza que você detém informações suficientes para saber que não é necessário nenhuma retórica antiimperialista, antiamericanismo, pró soviético/russa para se condenar o fato as motivações por trás de todas,todas as centenas de guerras e conflitos armados nos quais os estadunidenses promoveram ou participaram. Não houve uma única década da história dos Estados Unidos da América do Norte em que os mesmos não estiveram em combate contra outros povos,outras nações! Basta uma breve e superficial pesquisa é o que se desnudara para qualquer um com um mínimo de honestidade intelectual que a história estadunidenses é a história de suas guerras! O preço que a humanidade pagou para se ter nos Estados Unidos da América do Norte o bastião do mercado e das mercadorias foi genocídio atrás de genocídio! Não estou aqui para defender qualquer contra ponto ideológico o qualquer sistema de produção, apenas digo que as ações estadunidenses não precisam de nenhuma critiça de teor ideológico, elas são auto explicativas , evidenciam em si mesmas o caráter nocivo e sua natureza predatória! Não é uma questão de simpatia a qualquer outra bandeira,mas de compreender a extensão e profundidade das ações estadunidenses durante séculos e que persistem até hoje! Desde já deixo claro que condenar A não inocenta B ! Mas por B não ser inocente de forma alguma defini A como inocente!

  15. Alexandre,
    Os EUA só nos parece “pior” porque por conta dele existir e atuar inibiu a atuação de outros atores, no âmbito externo, e jamais saberemos se essas não seriam mais cruéis ou desastrosas que as dos americanos (ou “dos estadunidenses”, como queira, apesar de ter reservas em eu mesmo criar adjetivos pátrios ao meu bel prazer para nominar os nacionais de outros países, que não se reconhecem com o termo por mim criado).
    Tanto é assim que a perversidade intra muros daqueles que estavam fora da ação americana se mostrou bem maior, haja vista os 100 milhões de assassinados na URSS, China e Camboja.
    Apenas nos parece menos ruins esses Estados porque vitimaram seu próprio povo em vez de nações estrangeiras, mas no critério “crueldade” e falta de humanidade, vencem com sobra, o que me faz formar um conceito menos severo dos EUA e sua atuação internacional, que deve ser vista dentro de um contexto histórico de pelo menos 200 anos.
    Nunca fiquei sabendo dos EUA atuarem de forma unilateral e belicosa em pacíficas e civilizadas democracias da Terra, sendo que em todos esses locais já haviam conflitos de grandes proporções instalados, e se eles não atuassem, outros iriam atuar. E nunca saberemos se a atuação destes seriam mais ou menos benéficas porque tão percepção nos foi negada pelo curso da história.
    Só pra citar um exemplo, você realmente acha que se os EUA se omitissem no Vietnã não haveria intervenção direta da URSS ou da China lá?

  16. Bosco 14 de novembro de 2017 at 18:23

    Os EUA só nos parece “pior” porque por conta dele existir e atuar inibiu a atuação de outros atores, no âmbito externo, e jamais saberemos se essas não seriam mais cruéis ou desastrosas que as dos americanos (ou “dos estadunidenses”, como queira, apesar de ter reservas em eu mesmo criar adjetivos pátrios ao meu bel prazer para nominar os nacionais de outros países, que não se reconhecem com o termo por mim criado).
    Tanto é assim que a perversidade intra muros daqueles que estavam fora da ação americana se mostrou bem maior, haja vista os 100 milhões de assassinados na URSS, China e Camboja.

    Perfeito Bosco

    Ia cimentar sobre os mais de 100 milhões mortos pelo comunismo, mais vc como sempre foi cirúrgico. Um sistema que mata seus próprios cidadãos nao terá nenhum temor ou piedade quando precisar se impor sobre outros povos e culturas. Assassinos sanguinarios como: Lenin, Stalin, Mao Zedong, Ho Chi Minh, Pol Pot, Fidel Castro dentre outros são lendas, gurus e heróis para as mesmas pessoas que chamam alguns presidentes americanos de genocidas.

  17. Sem falar nas atrocidades cometidas por Russos no Afeganistão, Chechênia… Acho a chicotada americana muito menos dolorida do que seria a Chinesa ou Russa… Existem em torno de 8 milhões de chineses invadindo as fronteiras russas na Sibéria… Acho que não demora muito e eles vão se estranhar… Chineses são iguais gafanhotos… Precisam de recursos e vão fazer de tudo pra conquistar… Se os EUA desaparecessem hoje da face da terra…. ai vcs veriam quem realmente são os Russos e Chineses…

  18. Bosco,boa noite.
    Estadunidenses de forma nenhuma é neologismo que por ventura eu tenha criado, muito pelo contrario, é um termo de farto uso na literatura, tenho certeza que voce sabe disso. Pensamentos maniqueistas só servem para criar trincheiras.Sobre a questão levantada em relação ao Vietnã, não sei se sou eu que não entendi ou a sua formulação esta um tanto quanto desconexa- os estadunidenses , melhor dizendo os americanos do norte,não,os norte americanos , melhor seria utilizar um acronimo USA,melhor ainda WASP, bom, seja como for eles não foram salvar nenhuma democracia por la , eles nunca se importaram em se omitirem em relação a democracia! Poder é o nome do jogo que eles jogam .Maniqueismo é só para os tolos ou para aqueles que fazem questão de escolher o SENHOR que irá chicotia-lo com menos força e com mais amor!

  19. Alexandre,
    Em momento algum eu insinuei que os americanos vão em algum lugar defender a democracia. Esse discurso é tão vazio quanto ao dos comunistas de criarem o paraíso do proletariado.

    Quanto ao termo “estadunidense” eu sinceramente não entendo o quanto isso é importante para alguns. O fato dos americanos se autodenominarem “americanos” pra mim não incomoda em nada apesar do Brasil também fazer parte da América.
    Não é comum as populações da América serem designadas como “americanos”, assim como ocorre em relação aos moradores da Europa, que são “europeus”, ou aos da África, que são “africanos”.
    No mundo ninguém qualifica os habitantes do continente americano (incluindo suas três divisões) como “americanos” havendo sim uma tendência à especificação de qual parte da América o indivíduo ou grupo de indivíduos são, se do sul, “sul-americanos” (geralmente incluindo aí a América Central), se do norte, “norte-americanos” , incluindo o Canadá e o México. E nem vamos entrar na denominação por afinidades culturais e linguísticas pra não complicar.
    Não vejo demérito e não me sinto menos qualificado ou humilhado pelos habitantes dos EUA tomarem emprestado o termo “americano” para se autodefinirem, mesmo porque esse termo existe no nome do referido país (Estados Unidos da AMÉRICA) e foi numa região dos EUA que primeiro aportou Colombo e que mais tarde tal região seria considerado um continente este denominado de América.
    Importar com isso ou achar esse assunto relevante é que é uma flagrante demonstração de pensamento maniqueísta. Dentro do contexto da conversação ou da leitura fica claramente subentendido o que o interlocutor quer dizer quando profere o termo “americano”. Da mesma forma que a utilização do termo “estadunidense” para se referir aos cidadãos dos EUA também deixa explícito a intenção do interlocutor.

  20. A democracia é igual ao comunismo, na teoria é uma beleza mas na prática esbarra com o fator humano.
    A democracia utópica (regime político em que o governo é exercido pela vontade da maioria dos eleitores, de livre e espontânea vontade, sem que haja pressões ou equívocos de qualquer natureza e onde todos são livres e iguais perante a lei e onde o Estado trabalha em prol do bem comum) é impossível de ser alcançada e qualquer coisa próxima dela deve ser conquistada à duras penas, num processo lento e sofrido. É impossível uma democracia minimamente aceitável e funcional ser imposta a uma nação, na marra, por outra nação, de uma hora pra outra, só com a deposição do “ditador” por meio da força.
    Agora, se o termo “democracia” for entendido como um contraponto à ideologia marxista em voga na URSS e na China, o “comunismo” , como era entendido na Guerra Fria, aí pode-se dizer que os EUA lutavam por ela (a democracia).

    Quanto a escolher um “senhor” mais ou menos benevolente, é isso que fazemos o dia inteiro dado que não somos oniscientes e onipotentes e portanto, inteiramente donos de nosso destino. Viver na ilusão que o Brasil ou qualquer país do mundo possa viver a plenitude de sua soberania e alheio ao mundo lá fora é uma ingenuidade e não faz diferença se consideramos a realidade dos fatos injusta e se nas relações internacionais imperara a política do galinheiro.
    Na verdade ninguém é inteiramente livre e se se escolhe não ter um senhor externo pode-se muito bem estar sendo explorado e chicoteado por um compatriota. A chibatada doe do mesmo jeito.

  21. Bosco boa noite.
    Existe uma relação dialética que explica o processo de identidade, a relação sujeito-objeto é algo que primariamente pode e se deve ter como premissa para as denominações! As intencionalidades estão inseridas nessa premissa! Logo as intencionalidades embutidas no termo ” estadunidense” está muito longe, o suficiente para qualquer neófito entender, de ser uma expressão de maniqueísmo. Quanto ao chicote – um senhor que mata um escravo que se revela e se lança em combate contra seu senhor, não mata um escravo e sim um homem livre! Um guerreiro que vê na escravidão uma morte em vida!

  22. Prezado Jaques Kugelmass
    Polícia Federal vai compartilhar o uso de veículos aéreos
    Governo rebate críticas de policiais por suposta ‘doação’ dos Vants à FAB
    BRASÍLIA — Sem fazer alarde, dirigentes da Polícia Federal estão negociando com o Comando da Aeronáutica o uso compartilhado dos dois vants (veículos aéreos não tripulados) comprados dentro do mais ambicioso programa de fiscalização de fronteiras e combate ao crime organizado da instituição. As tratativas estão em estágio avançado, embora as duas partes não tenham fixado uma data-limite para a conclusão do acordo.
    Policiais e militares começaram a conversar sobre o uso compartilhado dos vants da PF há alguns meses. No último dia 14, uma comissão de militares chegou a fazer uma visita à base de São Miguel do Iguaçu (PR) para checar as condições das aeronaves e dos demais equipamentos necessários ao seu funcionamento. Depois da inspeção, surgiram rumores de que a polícia faria uma doação à Força Aérea Brasileira (FAB ) e, com isso, abandonaria de vez o projeto, considerado polêmico desde que foi lançado, em 2008, na gestão do ex-diretor da PF Luiz Fernando Corrêa.
    Num ofício encaminhado ao Tribunal de Contas da União, o Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal pediu que o TCU interfira e impeça a “doação”. Os equipamentos fariam parte do patrimônio da polícia e, por isso, não poderia ser cedidos aos militares. Na quarta-feira, procurada pelo GLOBO, a direção da Polícia Federal confirmou as negociações com a Aeronáutica, mas negou, de forma enfática, que haverá doação de equipamentos. Segundo a PF, trata-se de um acordo operacional entre a polícia e a FAB.
    “Encontra-se em processo de desenvolvimento um acordo operacional entre Polícia Federal e as Forças Armadas do Brasil, que visa a operação conjunta de todos os VANTs sob o comando de um Centro de Operação Conjunta, visando a otimização na utilização e custeio da ferramenta”, diz o texto.
    Segundo a PF, os vants “não serão doados às Forças Armadas”. A polícia argumenta ainda que a parceria com os militares dará maior liberdade operacional das aeronaves, “uma vez que a contará com maior disponibilidade de pilotos e operadores especializados, além de maior liberdade de utilização do espaço aéreo para realização das missões”.
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    Uma autoridade da área militar tem uma versão diferente para as tratativas em curso. Segundo esta fonte, eles seriam transferidos para a FAB operar. A instituição ficaria encarregada da guarda e da manutenção dos equipamentos. A partir daí, se quisesse usar os equipamentos em alguma operação específica a polícia teria que bancar os custos. Os pilotos também seriam da Aeronáutica, e não da polícia.
    A compra e uso de vants pela PF é considerado tema sensível. O assunto já foi alvo de intensa polêmica entre a polícia e a FAB e, também, dentro da própria polícia. As aeronaves são equipamentos de guerra e até serem adquiridos pela PF nunca tinha sido testados como instrumento de polícia. Pela proposta inicial de Corrêa, o governo brasileiro iria comprar 14 vants da empresa israelense IAI ao custo total de US$ 1,5 bilhão. Os custos englobariam quatro bases operacionais, parte da manutenção e o treinamento dos pilotos.
    Mas, com falta de dinheiro e de resultados práticos, o Ministério da Justiça decidiu reduzir o projeto aos dois primeiros equipamentos adquiridos. Os vants chegaram até a ser usados em voos noturnos em favelas do Rio durante a Copa de 2014. Desde então, devido aos altos custos e a divergências policiais, a proposta acabou sendo relegada a segundo plano. Os dois equipamentos já comprados custaram R$ 150 milhões aos cofres públicos e não decolam desde fevereiro do ano passado.
    Fonte: JAILTON DE CARVALHO PARA O GLOBO 5 OUT 2017

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