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Força Aérea da Índia diz que caça Tejas está muito atrás dos concorrentes

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LCA Tejas

A IAF fez uma apresentação ao governo para explicar por que o Tejas sozinho não pode satisfazer os requisitos da Índia

Por Sudhi Ranjan Sen

O Tejas – caça monomotor Light Combat Aicraft fabricado localmente – não é suficiente para proteger os céus indianos, disse a Força Aérea da Índia (IAF) ao governo. A resposta aconteceu depois que o governo pediu à IAF que encerrasse com seus planos de adquirir caças monomotores no exterior, disseram fontes principais ao India Today.

A IAF disse que o Tejas está muito atrás de seus concorrentes como o JAS 39 Gripen fabricado pela empresa sueca aeroespacial Saab e o F-16 fabricado pela Lockheed Martin dos EUA, disseram fontes.

O assessor de segurança nacional, Ajit Doval, levantou a questão depois que o governo pediu à IAF que cancelasse seus planos de adquirir caças monomotores estrangeiros e adquirisse apenas caças indianos. Recentemente, a IAF fez uma apresentação ao governo para explicar por que o Tejas não pode satisfazer os requisitos da Índia.

Os documentos acessados ​​pelo India Today revelam que a IAF disse ao governo que a “autonomia” do Tejas em combate é de apenas 59 minutos contra 3 horas do Gripen e quase 4 horas para o F-16. Além disso, a Tejas pode suportar uma carga de cerca de três toneladas contra quase seis toneladas e sete toneladas pelo Gripen e F-16, respectivamente.

“Em outras palavras, para o alvo que precisa de cerca de 36 bombas para ser destruído, será necessário dispor de seis Tejas contra apenas três Gripen ou F-16”, afirmou a IAF ao governo.

A IAF também disse que o Tejas precisa de 20 horas de serviço para cada hora de voo em vez de seis horas para Gripen e 3,5 horas para o F-16.

LCA Tejas

O custo de manter os Tejas é muito maior do que os outros caças. Além disso, tanto o F-16 quanto o Gripen têm uma vida útil de 40 anos contra apenas 20 do Tejas. E, em algumas áreas, o russo MiG-21 é melhor que o Tejas, disse a IAF ao governo.

A Índia está desesperada por caças monomotores para substituir os MiG-21 em idade avançada. O país precisa de pelo menos 42 esquadrões de combate para lutar em uma guerra em duas frentes, mas atualmente tem apenas 33 esquadrões. E pelo menos outros 11 esquadrões de combate da IAF terão que se aposentar nos próximos dois anos.

Até agora, a IAF pediu 123 caças Tejas, mas quer um caça monomotor melhor para compensar o enorme déficit na força de caças. Dos 123 caças Tejas, apenas 40 serão Tejas Mark 1 e os 83 restantes serão de uma versão atualizada.

FONTE: India Today

35 COMMENTS

  1. Um erro.

    ter um caça desenvolvido em casa produz cultura que posteriormente irá preparar a Nação p desenvolver aparelhos mais potentes no futuro

    a India tem a vantagem de ter cultura de producao belica e na hora q desiste de um projeto destes, se prepara p perder esta vantagem

    mais uma prova q uma força area so serve p atrapalhar as instituicoes realmente necessarias

  2. O Tejas nasceu para ser um substituto do Mig-21 e outros aviões obsoletos e agora o comparam com um F-16E/F ou Gripen NG….
    Ele tem que ser comparado a um FA-50 que o Iraque comprou para usar como “LO” do F-16C/D e agora a Malásia quer comprar para ser um “LO” dos seus Su-30MKM e F/A-18 modernizados.
    Na verdade parece ser só pressão da Força Aérea para não esquecerem do projeto de compra monomotor de caça onde concorrem o Gripen NG e o F-16E/F, o Tejas não tem volta, não vão cancelar seu projeto nesta altura do jogo e precisam dele com urgência para substituir os Mig-21 mais velhos.

  3. Roberto Massa
    “mais uma prova q uma força area so serve p atrapalhar as instituicoes realmente necessarias”
    Desculpe mas nao entendi?

    SRN

  4. Erro é querer manter um projeto desses sozinho. Poucos paíse o fazem e até a Suécia decidiu ter parceiras para o Gripen. A Coréia do Sul também está penando para vender T50 e gastou muito nesse investimento e corre o riso de amargar prejuízo. É preciso investir em parcerias .

  5. Olá Colegas. O IAF disse que pretende adquirir caças monomotores modernos mas que mantém a compra do 123 Tejas. Não há no texto qualquer informação que o Tejas será cancelado. A pressão do governo central seria o de cancelar a aquisição de caças modernos e aumentar a encomenda de Tejas e não o contrário.

  6. Esse caça já nasceu defasado e sem cobrir as necessidades da IAF. Como podem desenvolver um caça que ao ficar pronto um dia, será substituído por não atender as necessidades da corporação.

  7. Top Gun trata-se de um projeto demorado e fracassado.
    O sucesso de um projeto nem sempre depende apenas do tempo ou do dinheiro que se gasta.
    Na minha opinião, que já externei em diversas ocasiões, o governo indiano deveria comprar uns 120 gripen (ou f16), com a condição de que o vencedor o auxiliasse a deixar o tejas nos cascos…
    Ou quem sabe, no prazo de 5 anos (não adianta ser 10 ou 20) desenvolver o tejas NG.
    A Saab me parece mais aberta a isso.
    Compraria 120 gripen, 40 made in Sweden, 80 made in india.
    Ou até mesmo comprar 100 gripen e 100 F16, sob a condição de desenvolvimento, quem sabe conjunto, de um caça monomotor totalmente novo… Quem sabe um bimotor também.
    Mas tudo com a condição de sucesso. Não é gastar dinheiro, é entregar pronto e que atenda requisitos de baixo preço de manutenção, combustível, etc.

  8. Nova Délhi está embaixo de fumaça nos últimos dias.
    Se eu fosse Trump ou temer proporia auxiliar a Índia a se desenvolver…
    Produzir energia eólica, hidroelétrica, solar, ondas do mar…
    O Brasil precisa crescer e exportar.
    A Índia tem um potencial consumidor ainda não explorado enorme…
    Inclusive inundar a Índia de jatos Embraer…
    Fazer um acordo de parceria bilateral.
    O Brasil cresceria 3% ao ano e a Índia, 7%…

  9. Bem é claro que o Know How não surge da noite para o dia, tem que por a mão no bolso e saber conviver com erros e acertos, pois essa história de transferência de tecnologia, que nos temos uma tara “Isso Non Ecziste!”. A história da aviação está ai pra provar que é custozo em cifra e vida. Um dia eles chegam lá.

  10. Um fiasco total, de um lado tem o Paquistão e do outro a China. Os indianos não tem opção senão equipar suas forças armadas com equipamentos modernos e eficientes. Acredito que deveriam realizar um acordo com nações como o Brasil para o desenvolvimento de um caça bom e barato.

  11. Países sem experiência na criação de aeronaves deveriam começar no modalidade de t-x mas a Índia e Coréia do sul estão amargando com os seus “caças” nacionais!

  12. Esquecem-se de falar no mais importante, as comiçoes que os políticos e generais implicados na compra ao estrangeiro irão receber! Isto é o que, na maioria dos países, condiciona às compras de material militar.

  13. Achei estranha essa relação entre horas de manutenção (serviço) por hora de vôo ser menor no F-16 do que no Gripen. Achei que fosse o contrário. Não sei se isso está certo…está?
    Saudações.

  14. A indústria espacial Indiana é fantástica, um exemplo para países em desenvolvimento, eles sabem direitinho de como fazer mais com menos. Colocar uma quantidade considerável de satélites em orbita dentro de um mesmo foguete como eles fazem não é para qualquer um, sem contar as missões lunares e a sonda marciana deles, lembrando que nem Rússia e China tiveram sucesso em mandar uma sonda para marte, em contrapartida a indústria aeronáutica deles é um desastre, nada ou muito pouco do que eles fazem nesse ramo presta, os helicópteros comprados pelo Equador estão ai para provar

  15. Quanto ao Tejas esse avião serve para defesa de ponto e ponto final. Caça muito pequeno e de categoria diferente ao Gripen e ao F-16 não cabendo nem comparação, mas como comentaram acima, deve ser para convencer a comprar outro caça monomotor.

  16. “Sérgio Luis 12 de novembro de 2017 at 6:06
    Países sem experiência na criação de aeronaves deveriam começar no modalidade de t-x mas a Índia e Coréia do sul estão amargando com os seus “caças” nacionais!”
    .
    Não entendi, Sérgio. Se está falando do FA-50 sul-coreano, ele descende justamente de um “T-X”, o KAI T-50 Golden Eagle, um treinador a jato. E só após esse caminho, que se seguiu à produção sob licença de F-16, que a Coreia do Sul está buscando voos mais altos, com o KF-X. Ou seja, a Coreia do Sul está seguindo o caminho mais lógico. Vc deve ter se confundido.

  17. A india pulou etapas, ela sempre produziu sob licença e montou cacas estrangeiros, ela tinha q ter partido para um projeto em conjunto pra depois partir pra um 100% da concepção a produção. Esta pagando o pelos seus erros.

  18. para com o desaenvolvimento do tejas acredito que nao mas devem aperfeiçoa lo sim , nao devem fazer como o brasil que tem a embraer e nao desenvolverem nenhum caça a partir do AMX , ISSO SIM FOI UMA grande E Imcomparavel perca de Desenvolvimento Tecnologico. Pois a partir do xavante super tucano e amx deveriamos ter nosso proprio caça de superioridade aerea de nivel mundial nacional ou com parcerias ,ex;coreia do sul ,japao,indonesia ects ,mas a falta de visao neste pais chamado Brasil chega ser absurda , e um CRIME o que fizeram com nosso Pais .

  19. Nunão,
    Queres um bom exemplo?!
    Embraer
    Acho que na sequência foi assim:
    T-23
    T-25
    T-27
    AT-29
    AMX
    F-103
    Sem falar das inúmeras modernizações de várias aeronaves de combate!
    Isso significa experiência adquirida e eu nunca vi na Índia ou Coréia!
    Agora os “caras” vão com muita sede no pote e entra em “estol!”
    É só uma opinião!!
    Saudações

  20. Sérgio, essa sua sequência está bem errada.
    F-103????
    E cadê a construção sob licença do Xavante?
    Eu não comentei nada sobre a Índia, comentei sobre a Coreia do Sul. E não vi “estol” nenhum, comparável ao indiano, na Coreia do Sul em relação ao desenvolvimento de suas aeronaves de treinamento, que incluem modelos turboélice (é certo que houve necessidade de correções neste último, mas depois disso tem vendido bem).

  21. Se não pode ser usado por ninguém, como é que já vendeu pra outros países, Sérgio?
    Compram pra enfeitar o hangar, provavelmente?
    Prescrevo a você uma visita ao campo busca do blog, com urgência.

  22. Relaxa
    Cita ai quantos usam esse T-50!
    É depois veja quantos tucanos( com muita experiência adquirida) voam pelo mundo!
    E se a USAF escolher o nosso grandioso tucano vai endossar minha conclusão!

  23. “….. A resposta aconteceu depois que o governo pediu à IAF que encerrasse com seus planos de adquirir caças monomotores no exterior, ….. ”

    Não entendi, tradução ? No contexto da frase completa “não bate”.
    ________________________________________________

    MATHEUS 11 de novembro de 2017 at 19:28
    Sobre o F 5 você se baseia em quê ?
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    camargoer 11 de novembro de 2017 at 19:48
    Concordo.
    Tio Jacob está dando uma mãozinha, parece que vai dar duas.
    ____________________

    Nunão 12 de novembro de 2017 at 10:39
    Boa parte dos comentários tem um DNA:
    Não acompanham o PA ou não leram o texto, lamentável.
    ________________________________

    Tem gente ai precisando trocar o famoso “mofado”.

  24. Sérgio Luis 12 de novembro de 2017 at 6:06
    Países sem experiência na criação de aeronaves …
    O amigo nunca ouvi falar do O HAL HF-24 Marut, (Sânscrito: मरुत्, “Espírito da ‘Tempestade'”) (https://pt.wikipedia.org/wiki/HAL_HF-24), né? Tudo bem, eu também não, até recentemente…
    Ou seja, o Tejas não é primeira empreitada da Índia no desenvolvimento de um caça totalmente autóctone!
    É uma pena que o Tejas, como produto final, esteja aquém daquilo para o que foi projetado… O projeto foi ambicioso demais para as possibilidades dos indianos? Sim, pode ter sido… Mas não vejo como ‘total fracasso’, um ‘desastre’ a inciativa indiana. Como mencionado pelo comentarista Melky Cavalcante (11 de novembro de 2017 at 23:43 ), ‘know-how’ não se adquire da noite pro dia!
    E, sabendo que a Índia também sofre de um problema ‘parecido’ com o que grassa por aqui — sem meias palavras, corrupção dos agentes públicos! — é bem capaz que estejam forçando a tinta nesse relatório do desempenho do Tejas para forçar a compra externa, irrigando de rúpias os bolsos de uns e outros….!
    Enfim, é também uma suspeita, muito mais do que uma opinião.
    Abraços!

  25. É o custo do aprendizado, apesar de ter uma eficiência menor, com certeza aprenderam muito, veja nossa indústria com o AMX.

    Com certeza valeu a pena. Continuem que serão igual aos chineses, em breve desenvolvendo armas modernas.

  26. Uai… De acordo com a IAF o F-16 dá um coro no Gripen.
    1-Metade de horas de Manutenção necessária
    2- Uma tonelada a mais de payload
    3- uma hora a mais de voo de combate

    Não foi o que se viu na desclassificação do falcon para o fx-2.
    Me causou estranhesa.

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