Home Feira de Defesa Novaer/Calidus B-250 Bader, novo concorrente do A-29 Super Tucano

Novaer/Calidus B-250 Bader, novo concorrente do A-29 Super Tucano

28692
65
Novaer/Calidus B-250 Bader

Por Paul Jackson

Ocupando uma posição central no parque de aeronaves estáticas, a Calidus LLC é uma empresa de máquinas e equipamentos industriais localizada em Abu Dhabi, que se ramificou para fabricação de aeronaves com dois projetos relacionados – civis e militares.

Ambos estão em exibição no Dubai Airshow, o turboélice B-250 Bader, de aspecto robusto, é uma óbvia fonte de interesse, sendo adornado com as marcas da Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos. Seja ou não significativo, nenhuma das partes irá dizer, embora também tenha um registro civil brasileiro, PR-ZNU.

Rodeado por armas que podem ser penduradas em seus sete pontos duros e, além disso, equipado com uma torre sensora eletro-ótica sob a frente da fuselagem, o B-250 é oferecido para apoio aéreo aproximado; inteligência, vigilância e reconhecimento; contra-insurgência; e treinamento avançado.

Parece uma versão um pouco maior do Tucano da Embraer – o que não é surpreendente, porque ambos são da mesa de desenho do brasileiro, Joseph Kovács. E faz as mesmas tarefas a um preço mais econômico, diz a Calidus.

O T-Xc de quatro lugares, aqui em forma de protótipo, vem da mesma equipe brasileira e, embora projetado para substituir os velhos Neiva T-25 Universal na América do Sul, possui aplicações óbvias como utilitário e máquina de passeio.

Ambos os aviões foram transportados para o Airshow por um Boeing C-17 Globemaster III da Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos, mas a Calidus deverá anunciar planos para a produção futura nos Emirados Árabes Unidos. Isso, e mais, serão revelados quando a aeronave for formalmente revelada hoje, adicionando um novo capítulo a uma história já interessante.

T-Xc da Novaer
Treinador T-Xc da Novaer/Calidus em exposição no Dubai Air Show

E, assim, conta-se uma história …

Em 1983, no Brasil, Joseph Kovács colocou no papel algumas ideias para um avião  acrobático de dois assentos, que seria como uma versão bebê do EMB-312 Tucano que ele criou para a Embraer (e ainda está em produção como o EMB-314 Super Tucano, por sinal). O projeto do Kovacs K-51 Peregrino começou com seriedade em 1988, mas não foi até 28 de novembro de 1998 que o protótipo voou.

Embora promissora, a aeronave não conseguiu encontrar um patrocinador disposto a financiar a produção e, até mesmo, uma versão kitbuilt não viu a luz do dia. Sem demora, Kovács planejou um K-52 maior, para o qual o K-51, até então com mais de 200 horas de voo para seu crédito, foi considerado a prova de conceito.

Enquanto isso, também no Brasil, a empresa Novaer foi formada em 1998 pelo falecido Luiz Paulo Juanqueira, anteriormente chefe da divisão de equipamentos da Embraer, sendo sua principal função ser um fornecedor de componentes de aeronaves. Uma subsidiária da empresa Geometra, tornou-se um contratante principal para o trem de pouso do (Super) Tucano e também trabalhou no projeto do jato executivo Eviation Jets EV-20 (reconfigurado, do antigo VisionAire Vantage).

T-Xc – três vistas e painel – imagem Novaer

Em outubro de 2007, a Novaer adquiriu os serviços de Kovács e os direitos sobre seus projetos, levando a propostas de 2009 para uma versão desenvolvida de assentos lado a lado do K-52 (Projeto T-Xc) como substituto potencial para o T-25 Universal da Força Aérea Brasileira e um U-Xc de quatro lugares que foi conhecido como o Peregrino. Em dezembro de 2014, o T-Xc tornou-se o Sovi (Ictinia Plumbea, o Papagaio Plumbeous) e o U-Xc foi cancelado. Também foi planejado um MTP Sovi (turboélice militar) com um canopy em bolha.

Com a ajuda do financiamento do desenvolvimento do governo brasileiro, o novo Sovi, de quatro lugares, voou pela primeira vez em 22 de agosto de 2014, em parte graças à holding estatal Santa Catarina, tendo uma participação minoritária na Novaer em 2013, com a intenção de construir uma fábrica local, para abrir em 2018, desde que os fundos sejam obtidos para certificação. A aeronave mostrada em Dubai é este avião original, pintado apesar de ainda possuir o registro brasileiro PP-ZKV e a designação de tipo N-210.

US Aircraft A-67 Dragon

Em um desenvolvimento paralelo, a US Aircraft Corporation foi formada em Ohio em 2004 como subsidiária de uma empresa de abrasivos aeroespaciais, prevendo a necessidade de países amigos dos EUA de ter um novo avião de contra-insurgência.

Esta presciência não se estendeu ao seu design para a aeronave que designou A-67 Dragon. A empresa Golden Aviation, com sede em Missouri, construiu um protótipo que voou pela primeira vez (e última) em 6 de outubro de 2006, quando o trem de pouso colapsou parcialmente no pouso.

Um A-67 Dragon completamente novo foi produzido por meio do re-designado K-52 em sua forma de assento em tandem, mas a iniciativa terminou por falta de suporte … até agora.

FONTE: Aviation Week

65 COMMENTS

  1. Glasquis7 11 de novembro de 2017 at 16:04
    Aviões com requisitos operacionais semelhantes tendem a ser parecidos. Daí a dizer que “é uma cópia” vai uma distância muito grande. O fato é que o avião tenderia a parecer com o Tucano porque foi projetado pelo Kovacs. Mas certamente deve ter muitas evoluções de projeto, a começar pela adoção de material composto na fuselagem

  2. Vão acabar fazendo um turbo hélice de passageiros primeiro que a Embraer.. outra coisa, acho que a tal Calidus só entra com a babilaca e a engenharia é toda da Novaer.
    ________________
    Vinícius Almeida 11 de novembro de 2017 at 16:29
    Na legenda consta que é o T-Xc.

  3. Olhando a altura do solo e a hélice quatro pas, ele parece dever em alguns aspectos para o Super tucano, mas tem mais pontos duros que o ST. Esse avião parece ser melhor que os concorrentes do ST, mas não melhor que o ST, mesmo assim considero a proposta valida.

  4. Vamos falar sério, sem chance! Não vejo hoje concorrentes à altura do nosso Super Tucano, mais uma vez parabéns EMBRAER. Orgulho do Brasil, espero que seja por muitos anos e que políticos passem longe de lá.

  5. É uma proposta interessante que deve ser melhorada com o tempo, que deve começar a fazer sombra no Super Tucano caso seja mais elaborado.

  6. Agora a Novaer está certa ao procurar alguem que produza seus aviões fora, pois aqui não tem espaço, ja te o ST como COIN/LAS e o Neiva T-25 ainda voa por mais uns anos na AFA.
    .
    O protótipo feito é um U-Xc, a versão utilitária para piloto e três passageiros, ainda não foi construído o protótipo da versão T-Xc de instrução. Apesar de divulgarem que poderá ser construído com motor turbohélice, este protótipo usa um motor Lycoming seis cilindros de 300 hp.

  7. Esta concepção de usar o avião como utilitário com piloto e três passageiros ou instrução com instrutor e aluno inclusive acrobacia foi feito com sucesso no Japão vom o Fuji T-5 da JMSDF, mas na versão única e não separado em duas versões como propos a Novaer.
    O Juji T-5 usa motor turbohélice Allison Model 250-B17D turboprop, 261 kW (350 hp).
    Aqui neste vídeo com piloto e 3 passageiros.
    . https://m.youtube.com/watch?v=aEQAKdrHfNQ

  8. A matéria não revela nenhuma característica do avião. Praticamente a única informação disponível é uma foto. E ainda assim os especialistas já afirmam que ele não é páreo para o ST.
    Qual será a potência do motor? A velocidade? A capacidade de transportar armamento? O preço?
    Ah, não importa, não é mesmo?

  9. O T25 está com 45 anos e opera com restrições. Já deveria ter sido substituído. O T-X pode ser um substituto.
    O T27, embora mais novo, tem sido utilizado intensamente. Uma versão Light do B250, em material composto, seria algo realmente novo no mercado.
    O problema do Brasil é verba.

  10. A hélice de 4 pás sugere um motor de menor potência, na faixa de 1000 shp. O perfil da asa parece mais fino também que o da família Tucano, oque sugere velocidades maiores. Fica a curiosidade de saber os dados de desempenho dessa inesperada aeronave.

  11. Muito se falou aqui que a Embraer deveria voltar a oferecer o EMB 312 no mercado, pois estava perdendo vendas. Taí um possível candidato a vaga.

  12. “Praticamente a única informação disponível é uma foto. E ainda assim os especialistas já afirmam que ele não é páreo para o ST.”
    .
    kkkkkkkkkkk
    Eu ia escrever exatamente isso !!! Como q os caras sabem se é melhor ou pior ??? kkkkkkk
    Só tem figura…. rs

  13. Não foi divulgado o motor do B-250, mas foi divulgado que será construído em fibra de carbono e terá aviônica Rockwell Collins.
    Seu projeto foi apresentado em outubro/2017 pelo Min. Raul Jungmann para uma comitiva dos EAU chefiada pelo Ministro de Defesa dos EAU.
    Em fevereiro/2017 ja ouve uma prévia onde uma comitiva chefiada pelo Brig. Mubarak Al-Nevada assinou um tratado de cooperação com o Brasil e conheceu os projetos da Novaer e da Corveta Tamandaré.
    . http://www.brasil.gov.br/defesa-e-seguranca/2016/02/comitiva-dos-emirados-arabes-conhece-estrutura-brasileira-de-defesa/20160201-ara_inter.jpg/image_view_fullscreen

  14. Um irmão maior ST, quem sabe não seja para levar mais tonelagem de armamentos, já que tem mais pontos duros, e também para ter maior autonomia carregando mais combustível. Isso seria positivo, nas concorrências para aviões de ataque leve. Mais tempo sobre áreas de alvo, mais armas para despejar.

  15. Mauricio R. 11 de novembro de 2017 at 17:44
    E essa Novaer sabe fabricar avião????
    Sabe, já fez dois!
    Vender é outra coisa.

  16. O mercado de aeronaves leves vai bem. Os EAU compraram o projeto para queimar etapas e agilizar a produção.
    .
    E não tem coisa melhor para combater chineludos de AK-47.
    .
    E ficará mais fácil vender B-250 para outros países árabes que o A-29. Além do fator político-cultural, burla-se o controle americano e israelense, no uso de aviônicos AEL/Elbit nos A-29.
    .
    Aliás, centenas e centenas de aeronaves leves árabes no entorno israeli, que podem decolar de qualquer trecho e voar baixo para burlar o radar e desferir ataques em massa não é um bom motivo para os estrategistas israelis dormirem bem.

  17. Vamos aguardar a ficha técnica.
    Também penso que é um ótimo avião, para treinamento de pilotos e para ataque, não à altura do A-29, mas chega perto, ou seja, seria um Super Tucano dos pobres, mas creio que sua principal função deve ser mesmo a de formação primária de pilotos.
    Fiz uma pesquisa sobre o nome Bader, e descobri que entre várias coisas relacionadas, desde lutador de UFC até piloto de Segunda Guerra, Bader ou Al-Bader é o sobre nome de um árabe, que é presidente de um desses fundos de desenvolvimento árabes, então deve ser essa a referência ao nome Bader do avião.
    Se os Emirados fizerem um bom pedido inicial de compra, o início da estrada do B-250 Bader estará bem pavimentada, e essa me parece a situação de momento, creio que esse avião também interessa a FAB, para quando os T-27 não derem mais conta, seria o substituto natural.
    Tenho uma forte impressão que pode estar surgindo uma grande parceria, entre quem sabe fabricar aviões, e quem tem dinheiro para bancar, além de uma relativa influência geopolítica regional.
    O mercado africano também pode ser explorado pelo nosso Baderzinho.
    Tem muito ex engenheiro da Embraer rolhando por aí, sejam demitidos em tempos de crise ou aposentados, podem ser recrutados, existe a capacidade potencial no país de levar projetos adiante.
    Noto que os árabes estão partindo para a industrialização, já se deram conta que o petróleo e gás não pode mais fazer milagres e sustentá-los para sempre, essa estratégia de se associar a quem já tem projetos, me parece acertada.
    Não me surpreenderia se partirem para algo comercial turbo hélice.
    _____________________
    Fred 11 de novembro de 2017 at 21:42
    Não diz que ele é maior que o Super Tucano, diz quem é maior que o Tucano, quanto a mais pontos duros, pode levar mais cargas em quantidade distribuída, mas não necessariamente em peso, seja individual por pontos ou no total. O A-29 pode transportar até 1.550 Kg de armamentos.

  18. Antonio de Sampaio 11 de novembro de 2017 at 22:43
    Douglas Bader, piloto da RAF na WWII. Foi líder de esquadrão e até abatido sobre a Europa continental. Detalhe: perdeu ambas [pouco abaixo do joelho] as pernas em um acidente aéreo. Ficou groundeado, pilotando escrivaninha. Mas veio a Guerra e sua insistência fez com que fosse reintegrado. Sua primeira esquadrilha na GUerra foi uma de pilotos poloneses, sujos e desmotivados. Sua motivação os fez crescer.

  19. Acho uma cópia meio tosca do A-29 Super Tucano. Não sei até aonde vai o beechmarketing na aviação, mas acharia interessante a Embraer averiguar a possibilidade de correr atrás na OMC…

  20. JT8D 11 de novembro de 2017 at 16:11
    .
    Aviões com requisitos operacionais semelhantes tendem a ser parecidos.
    .
    >>>> Eu canso de dizer isso por aqui mas ninguém escuta. Requerimentos semelhantes geram aeronaves semelhantes.

  21. Não entendi, o que a OMC tem a ver com isso? Sinceramente, não consigo enxergar uma copia do super tucano nessa aeronave, foi o que comentei antes, ele parecer ser uma mistura de tucano com AT-6, pela foto ele parecer ser maior que o tucano, mas menor que o super tucano. Ele tem três pontos duros nas asas e parece ser mais parrudo que o ST, provavelmente a autonomia de voo dele deve ser maior. Fico feliz pela novaer, de um projeto que estava fadado ao esquecimento e fracasso devido a falta de verbas, se torna realidade graças aos árabes, certeza que esse avião vai vender muito, pelo menos entre os aliados do EAU no Oriente Médio e África do Norte. Esse não tem aviônica Israelense para atrapalhar as vendas por aquelas bandas. A notícia ruim é que poderíamos ser nós vendendo essa aeronave no futuro como o substituto do ST, mas ao mesmo tempo, a notícia boa é que o trem de pouso e muitas outras partes dessa aeronave são feitos por empresas brasileiras, ou seja, deixamos de vender um produto inteiro, mas que por falta de verbas talvez nunca existisse para ter a certeza de exportar partes dele. No final todo mundo saiu ganhando, a Novaer, as empresas brasileiras que participam desse projeto e os árabes

  22. É meus senhores, o super tucano tem história e apesar de muitos problemas de projeto, desempenhou bem o seu limitado papel até hj! Mas infelizmente a Embraer parou no tempo em relação a aviões leves multimissão. É por isso que a partir de hj ficará apenas na história, pq depois que o B-250 for lançado e avaliado por especialistas de verdade, verão que a capacidade desse avião (em todos os sentidos) é de longe a melhor de todos os tempos. Aguardem…

  23. Mesmo que fosse uma cópia de outra aeronave, a OMC não tem competência para analisar e julgar questões do tipo que envolvam empresas privadas. Elas devem procurar o Poder Judiciário competente.
    .
    Em outras reportagens, é dito que o B-250 foi projetado para ter desempenho superior ao Super-tucano. Espera-se, por óbvio, um motor mais potente que o PT-6A.
    .
    Torço para que dê certo. Uma empresa brasileira correndo atrás dos seus objetivos e que buscou quem bancasse a empreitada, sem ficar com mimimi. Todo sucesso à Novaer e seus parceiros!

  24. Rose… E quem disse que este avião também não terá sua parcela de problemas de projeto… ??
    Além do mais o delta carga que este aviso transporta tem que levar em consideração que ele não tem as metralhadoras. Se for usar metralhadoras em pode, então a vantagem de pilones a mais já era.
    Ter estrutura de carbono traz a vantagem de ser mais leve, o que é bom… Porém é a questão da sobrevivência em combate? E a sua manutenção em caso de danos em combate? Será mais custoso?
    Além de toda experiência já acumulada pelo super tucano, tem que levar em conta que é uma plataforma já pronta. Com uma gama de sensores e armamentos já integrada. Integrar sensores e armas leva tempo… E dinheiro.
    Boto fé sim nesta aeronave. Pede que vai ser muito boa. Mas deixar o super tucano no chinelo é meio sem noção de se dizer…
    Além do mais, o que impede a Embraer de, caso ache interessante, reagir e fazer um upgrade no A-29? Lançar uma nova versão com mais capacidade?
    Uma grande vantagem do A-29 perante o AT6 é sua robusta estrutura. Já pude ver os dois, praticamente lado a lado… Um é um trator… O outro um carro de passeio.
    Então vamos aguardar alguns anos para uma comparação justa.
    E lembre-se que além do avião, tem a empresa por trás dele. E isso importa muito no site ao cliente, na disponibilidade de peças, etc.

  25. O cenário é simples: O B-250 não tem as “regras de montagem ” e as “limitações de mercado” que foram impostas pelos EUA ao SuperTucano (que era da Embraer e agora é, praticamente, norte-americano).

  26. Paulo Lindgren 12 de novembro de 2017 at 11:50
    Errado. A avionica do B-250 é yankee. E o ST pode ser montado em qualquer lugar, basta o cliente pagar

  27. Tudo isso é vergonhoso, lamentável, triste, caso seja o que parece… Se um brasileiro , criador do ST, resolve fazer um outro avião quase idêntico e vende o projeto para um país cheio de petrodólares, que vai vendê-lo como concorrente do ST, a um preço menor, isso é coisa de mercenário, que se vende por muito dinheiro, e passa um grande projeto para outro país, com pequenas diferenças aqui ou ali, para disfarçar….. O sujeito ganha muito dinheiro e prejudica a Embraer… Ferra com outros para se dar bem…. Tá até me lembrando o Joesley Batista….

  28. Delfim Sobreira 12 de novembro de 2017 at 12:37
    O que eu quis dizer é que o B-250 está tão sujeito a embargos dos EUA quanto o ST. A aviônica é americana e o motor é o mesmo do ST

  29. A aviônica do B-250 é da linha civil da Rockwell Collins, usada nos Beechcraft King Air 200 até aeronaves de transporte militar como um KC-390.
    O que os EUA embargam são componentes militares como alguns usados pela Elbit nos seus sistemas.
    Nem tudo que é americano depende de autorização específica para venda e está sijeito a embargo, só o que eles classificam como tal.

  30. Aviônica é uma coisa… Sistemas de missão São outra… De onde são tais sistemas neste avião?
    E Paulo… Vc deveria se informar melhor. O Super Tucano continua a ser da Embraer. O embargo não afeta a aeronave, mas pode afetar certos componentes que, no interesse de uma venda grande, podem ser trocados.
    Assim também poderá afetar componentes que sejam definidos para esta aeronave.

  31. Walfrido Strobel 12 de novembro de 2017 at 13:17
    Você acha que seria possível vender um avião com uma turbina PT6 para o Irã, por exemplo ?

  32. Luiz Fernando 12 de novembro de 2017 at 13:33
    Sejamos realistas. Se houver um embargo a apenas determinados componentes, a Embraer não vai peitar seu principal cliente e fornecedor (os EUA) trocando esses componentes

  33. Se não me falha a memória, a Novaes pertence a Embraer, então não há concorrência, cópia ou qualquer coisa do tipo, na verdade , penso que todos ganham com isso, já que uma empresa brasileira vai entrar no mercado Árabe com um sócio local.

  34. JT8D, a Embraer não troca, por outro lado a China fornece vários de seus aviões com opções livres de embargos como o Y-8 comprado por vários países.
    Não vejo a preocupação dos franceses com os americanos, ja mostrei aqui que a Venezuela comprou os Y-8 porque os EUA proibiu a modernização dos C-130 com componentes americanos e a França aproveitou e modernizou os C-130H com componentes fabricados pela Thales. No final os Venezuelanos ficaram com os Y-8 e C-130 modernizados e a LM e a Rockwell Collins perderam a modernização.

  35. César Tomich 12 de novembro de 2017 at 12:51
    Vamos por partes:
    1) Joseph Kovacs foi projetista do Tucano. Quando o ST foi projetado ele já não estava na Embraer;
    2) O B-250 não é uma cópia do Tucano e muito menos do Super Tucano.
    Procure aprender sobre um assunto antes de opinar e principalmente antes de fazer acusações levianas

  36. Lê-se cada uma aqui …. realmente ….
    Bonitinho, mas daí concorrer com o A 29 …. são outros milhões.
    ________________________________

    Estou até vendo dezenas de milhares “avioezinhos” atacando Israel, os radares não os detectarão, o caos se instalará …. Kkkk …. rsrsrs …. o Rio de Janeiro não está fácil mesmo …. rsrsrs ….
    Os kamikazes voltarão sob a bandeira do partidão, óh céus, óh vida …. óh dor ….
    ________________________________

    E o EAU vão comprar quantos ? Armados ?
    Qual a produção mês em unidades prontas do bólido ?

    Esta é a lina de produção rolem as fotos …..
    https://www.google.com.br/maps/place/Novaer+Craft/@-23.240265,-45.918667,3a,75y,90t/data=!3m8!1e2!3m6!1shttp:%2F%2Fwww.aereo.jor.br%2Fwp-content%2Fuploads%2F2014%2F03%2FT-Xc-montagem-do-prototipo-2-fono-novaer.jpg!2e7!3e27!6s%2F%2Flh4.googleusercontent.com%2Fproxy%2FNyXKc2KeqYAZdaWVdQjk3KlGezpgbOONKadb64sWhgwBJsPv_s3HqwXaGrfPw3uluemaNF8OMsu6t-Wp39wg-aA3K7t72f2XpqRud3j_IwDZeDMmEv-vrihLSgw2Fwrf5MbSA542ittzDDE8EOUHTdyMt06qeg%3Dw203-h135-k-no!7i3110!8i2073!4m5!3m4!1s0x0:0xcb5f270032b424f0!8m2!3d-23.240265!4d-45.918667

  37. De onde eles vieram de C-17? Pelo que me mostraram em video e me falaram estes aviões sairam do Brasil em SJK desmontados e carregados em um An124 Antonov .

  38. Eu li no texto que cancelaram em 2014 o Novaer U-Xc para dar continuidade ao T-Xc, a versão de instrução.
    Mas o protótipo que está voando é do U-Xc, da versão utilitária para piloto mais 3 passageiros.
    A Grob também cancelou a versão utilitária do G-120TP de instrução, o G140, pois chegou a conclusão de que um utilitário aproveitado de um avião de instrução com reforço estrutural para acrobacias e pousos duros de alunos não pode concorrer no mercado com os aviões desenvolvidos para ser uutilitáriosrápidos e econômicos como os Cirrus e Diamond. Curiosamente os Cirrus e Diamond estão sendo usados como aeronaves de instrução militar primária e básica por vários países como EUA e França.
    . http://www.airventure.de/ila2004/ILA_04_Grob_140_TP.jpg

  39. JOSE DE FATIMA NOGUEIRA PEIXOTO 12 de novembro de 2017 at 22:33
    J. de F. N. P., segundo o blog Tecnologia e Defesa um C-17 dos EAU esteve em SJC no dia 26/OUT provavelmente para pegar este material.

  40. JT8D 12 de novembro de 2017 at 11:57

    Paulo Lindgren 12 de novembro de 2017 at 11:50
    Errado. A avionica do B-250 é yankee. E o ST pode ser montado em qualquer lugar, basta o cliente pagar
    Caro JT8D, primeiro, que a restrição imposta às vendas militares diretamente pela Embraer ocorreram por causa de práticas condenáveis de comercialização (propina). Elas se aplicam aos produtos militares da Embraer, não se constituindo em base de embargo para qualquer outra empresa brasileira, muito menos aos da Novaer. E você está errado: o ST não pode ser montado em qualquer lugar justamente devido ao embargo imposto à Embraer e aos seus produtos, não importando quem pague mais.

  41. Walfrido, os EUA embargam itens tecnológicos à uma série de países, independente de serem de uso militar ou não. Eu mesmo já pus a mão em software e hardware de computador, que veio com aviso que não poderiam ser vendidos para uma série de países, como Cuba e Irã.
    .
    Como aconteceu com a venda de ST para a Venezuela, pode apostar que esse B-250 só chega em país que os EUA aprovarem.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here