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Trocano, a ‘mãe de todas as bombas’ brasileira

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Imagens da Trocano em testes

Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial confirmou desenvolvimento de arma com grande efeito de sopro

Segundo o relatório de atividades do IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço) publicado em 2011, por solicitação do Estado Maior da Aeronáutica (EMAER) e da Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico (DIRMAB), o IAE iniciou no ano de 2004 o projeto Trocano. Tratava-se de um sistema de defesa que poderia ser utilizado para interdição de grandes áreas e para abertura de clareiras que possibilitassem o pouso de aeronaves de asas rotativas em área de mata fechada.

Depois de sete anos de árduo trabalho, a Subdiretoria de Defesa do IAE recebeu do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) a certificação do sistema Trocano. Em realidade, foram obtidos dois certificados: Certificado de Produto Aeronáutico Aprovado e Certificado de Integração à Aeronave C-130, aeronave cargueiro da FAB, da qual o sistema é lançado.

Este projeto foi desenvolvido seguindo o que preconiza a norma brasileira NBR 15100 (Sistema da qualidade aeroespacial – Modelo para garantia da qualidade em projeto, desenvolvimento, produção, instalação e serviços associados), o que contribuiu decisivamente para tornar o IAE a primeira organização pública no Brasil a receber a certificação NBR 15100:2004.

A produção seriada desse sistema seria custeada pelo EMAER e passada à indústria nacional.

Projeto encerrado

Em solicitação encaminhada ao Sistema de Ouvidoria do Poder Executivo Federal, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) informou que desenvolveu um armamento cujo nome era Trocano, e que se tratava de uma bomba a ser empregada pelo vetor aéreo.

Como armamento, a Trocano teria como característica produzir um grande efeito de sopro e seria indicada para o emprego em construções constituídas por estruturas de alvenaria e concreto convencionais.

O DCTA informou também que o projeto Trocano foi encerrado no ano de 2011.

COLABOROU: Marcos Aryeh

81 COMMENTS

  1. Existe algum motivo pelo qual esse projeto foi encerrado? Afinal de contas, faz todo o sentido do Mundo a FAB ter um artefato desses.

  2. Não sei se hoje faz sentido a FAB ter uma arma dessas, ou o Irã, pois primeiro é necessários ter os meios para estabelecer o domínio aéreo na região do combate senão será apenas um belo e fácil alvo.

    Será que vamos fazer algum intercâmbio militar com o Irã para reativar essa tecnologia?!?!?!?! rsrsrsrsrsrs !!!

  3. Provavelmente foi encerrado para conter gastos. A descontinuidade no desenvolvimento tecnológico e de defesa é uma característica que a companha o Brasil desde a independência.

  4. Eu acho que o projeto foi concluído e posteriormente encerrado. Não faz sentido você criar várias bombas apenas para armazenamento. Olha o tamanho desse troço.

    Qual o sentido de criar um certificado para depois encerrar o projeto? Acho que o projeto vai ficar inativo até que um cenário de guerra surja para que a sua utilização seja viável.

    Se um dia precisarmos nós construiremos e ponto final.

  5. caramba esse negócio é gigantesco 9ton! é simplesmente maior que a bomba americana! Um projeto incrível que se deveria ter sido divulgado! Nasceu e morreu praticamente no anonimato, e aposto como a total falta de divulgação ajudou a matar o projeto, uma pena…

  6. “No que concerne à Qualidade, houve outras conquistas importantes em 2011, incluindo a
    Certificação do armamento Trocano, que obteve o Certificado de Produto Aeronáutico Aprovado,
    o que significa que todos os requisitos foram atendidos e o Certificado de Integração à Aeronave
    C-130, significando que o artefato poderá ser empregado nas aeronaves Hércules, da Força”
    Aérea. Fonte:
    http://www.iae.cta.br/Arquivos/Relatorio_de_atividades_2011.pdf

  7. Usaríamos para:
    “interdição de grandes áreas e para abertura de clareiras”, raio de destruição de 1km segundo a wikipedia, usa o mesmo explosivo da MOAB, então é diferente da versão russa…

  8. Thiago:

    “Se um dia precisarmos nós construiremos e ponto final.”

    O Diabo é precisarmos e não termos na hora…

  9. Pra mim, a mãe de todas as bombas sofreu um impeachment ano passado… 🙂 Falando um pouco mais sério, esse brinquedo aí seria algo interessante para a FAB manter em seu arsenal. Uma pena não haver continuidade no projeto, principalmente no aspecto de aumento da capacidade explosiva.

  10. Bueno 8 de novembro de 2017 at 14:51

    Sim, é que havia lembrado do sistema de tiro desenvolvido no Brasil pela Avibrás, o FILA e parece que na época foi divulgado como uma homenagem ou referência à raça de cães Fila devido suas capacidades de caça mas, na verdade seria a abreviação de Fighting Intruders at Low Altitude por isso pensei que poderia ser algum tipo de abreviação para a bomba também ….

  11. Antonio Morales 8 de novembro de 2017 at 14:58
    Interessante que foi desenvolvido aqui, mas o acrônimo é em inglês kkkk.

  12. Usos diversos. Além da clareira quase que instantânea para pouso de helicópteros e estabelecimento de bases avançadas temporárias para apoio de qualquer operação tanto ofensiva, quanto defensiva e até mesmo de resgate em mata fechada, também pode ser usada para eliminar concentrações de guerrilheiros (FARC vem à cabeça, mesmo que seja uma ameaça atualmente dormente) e seus locais de suprimento, etc.

  13. Antônio Morales, entendi. Totalmente fora do tópico, Referente a raça fila. Um amigo adestrador de cães da PM me disse que a raça Fila é a raça mais burra e não e apto a adestramento, Cão muito forte serve como cão de guarda mas burro.

    Abrç

  14. Oras, o projeto foi encerrado porque chegaram no produto final. Se precisar do armamento é só fabricar quantos forem necessário. Dominar essa tecnologia já é um grande avanço, um dos únicos no mundo com capacidade de construí-la.

  15. Com o Iran só os nossos impostos que foram surripiados para lá para financiar seu programa nuclear e o terrorismo internacional do hesbollah e do ramhas .

  16. Renato Carvalho 8 de novembro de 2017 at 14:41
    Em que raio de cenário usaríamos esse trombolho??

    No atual estado das forças, seria só para falar que tem mesmo, ou abrir clareiras, como mencionado… rs

  17. Então basicamente o programa foi concluido. A bomba pode vir a ser produzida em casos de emergência, correto?

    Tá certo a FAB, se a bomba já havia sido desenvolvida e testada, não tem o porque ficar gastante mais verba com isso. Talvez uma integração com o KC-390.

  18. Projeto concluído e arquivado.
    Além do mais manter guardada pronta uma arma destas por anos para quê? Além da degradação ainda existe tremendo risco de seu poder de destruição.
    É possível manter algumas prontas e estocadas? Sim.
    Mas a que custo mensal e anual os sistemas de segurança de seu paiol? Vale a pena?

    Bueno 8 de novembro de 2017 at 15:17,
    Está havendo uma alteração nas raças caninas em relação a seus temperamentos, com o uso de raças de trabalho para simples companhia, infelizmente o Fila é uma vítima. Assista este bom vídeo sobre o atual Fila: https://www.youtube.com/watch?v=kZUxkyCxogM
    E,
    O Fila (original) é o melhor cão de guarda do mundo pois possui (possuia?) uma qualidade única chamada de “ojeriza”, que é não aceitar agrados de estranhos de jeito nenhum. Esta característica é que o fez famoso como cão de guarda sendo exportado para o mundo todo.
    Agora quanto a ser burro, acho equívoco, pois a raça não serve para o que seus extintos não lhe permitem. Cada raça se dá melhor para tarefas diferentes.

  19. Mesmo encerrado, imaginem o ganho intelectual oriundo desse projeto. É um exemplo de que quando se quer realmente algo, pode ser feito.
    O Brasil é uma potência, pena que nós não somos esforçados.

  20. trocano

    Significado de Trocano
    substantivo masculino
    Espécie de tambor guerreiro dos índios, feito de um toro de madeira, inteiriço, escavado a fogo, de uns dois a três metros de comprimento, usado para transmissão de notícias entre as diversas aldeias indígenas de algumas tribos brasileiras.
    Etimologia (origem da palavra trocano): do tupi torokána.

  21. Jeff? Ganho intelectual em projetar uma bomba burra gigante?

    Ainda bem que alguém teve a coragem de encerrar isso aí.

    Já não basta a briga por uma fatia do “gordo” orçamento em pesquisas e desenvolvimento bélico, prefiro apostar em mísseis BVR e armamento guiado por GPS, Veículos Lançadores de Satélites, etc. Isso sim é ganho intelectual.

  22. Seria mais fácil montar kit da Revell , bem mais barato, o engraçado e que o dinheiro sai do bolso deles também….

  23. Carlos,
    Pode até ser mais potente mas sendo a MOAB guiada ela tem maior flexibilidade operacional e em tese é mais efetiva. Esta, obriga que a aeronave lançadora esteja muito baixa para que atinja o alvo. A MOAB pode ser lançada de 6000 metros de altura e com alta precisão.
    Se a TROCANO utilizava mesmo o método “termobárico” ela deveria ser mais potente que a bomba americana MOAB, que não utiliza esse método, sendo só uma bomba com uma maciça quantidade de alto explosivos.
    Se o método não for o “termobárico”, ambas têm quantidade semelhante de explosivos.

  24. Quando é o Irã lançando bomba de um C-130 na sessão de comentários só tem: punhado de incompetentes, fim da picada, desespero, não se pode lançar bomba burra pela rampa de carga. Aí vem os editores e colocam uma matéria da FAB fazendo a mesma coisa. HAHAHAHAHAHA. Que grande ironia.

  25. Prezado Manuel, as diferencas qto ao formato, potencia e efetividade requeridas sao tao dispares , que ate me espanta mesmo eh que vc nao tenha percebido. Observe e pesquise so mais um pouquinho para entender o quao distintas sao as bombas e suas reais prioridades e alvos.

  26. “Marcelo Andrade 8 de novembro de 2017 at 16:56
    Jeff? Ganho intelectual em projetar uma bomba burra gigante?”
    .
    Olha amigo, nem vou discutir com você.
    Abraço

  27. bomba burra ou não, em uma guerra eu odiaria saber que meu inimigo tem uma dessas.

    Se estamos falando de 2011, foi bem antes dos EUA e Rússia divulgarem a mãe e o pai das bombas. Politicamente seria muito fácil acusar o Brasil de estar desenvolvendo armas de destruição em massa. Nesse sentido, a estratégia de desenvolver a tecnologia e não produzir oficialmente foi a mais acertada. Acredito que em caso de guerra em poucos meses é possível produzir umas unidades dessas, desde que dominada a tecnologia. Salvo raríssimas exceções nenhuma guerra acaba em meses. Nem os EUA derrotaram o Iraque e o Afeganistão em meses.

  28. Assim é o Brasil, depois de gastar muitos recursos em pesquisa e desenvolvimento, simplesmente encerra o projeto ou abandona, como fizeram com o vls, o dinheiro não saiu do bolso deles mesmo.

  29. O Thiago está certo, na gerencia de projetos o termo “encerrado” quer dizer concluído. Se o projeto tivesse sido cancelado ele seria “cancelado”. A questão ai deve ter sido só o desenvolvimento, em caso de necessidade o projeto estará pronto para a produção.

  30. Prezado Celso, uma pena vc não ter entendido meu comentário e nem o teste feito pelo Irã. O C-130 pode transportar até 6 bombas daquela da foto. Vc só viu uma e tirou suas conclusões. E mesmo se tivesse feito esse teste somente com uma bomba de 2000 libras seria válido pois os iranianos afirmam possuir uma bomba de 10 ton. Seria o lógico testar com uma menor para passar para o teste definitivo. Mas é muito mais fácil aqui no nosso país sair criticando e ser seletivo em seus argumentos.

  31. Calma pessoal… Nesse país se rouba tanta dinamite com tanta facilidade, cumplicidade e impunidade, que o PCC se quiser constrói uma bomba mais potente que essas. O que me espanta de fato até agora, é ninguém nessa ré-pública das bananas ter roubado urânio para brincar de cientista maluco e construir suas próprias ogivas “caseiras”.

  32. Manuel,
    Do ponto de vista de avaliação de conceito os iranianos estão certos em testar o lançamento de bombas burras de baixo arrasto pela rampa traseira. Do ponto de vista operacional qualquer um tem direito de criticar o método já que estamos num blog onde se discute temas militares e dado ao conhecimento de cada um o método pode ser considerado mais ou menos eficiente.
    Agora, não cabe é comparação com esse método já consagrado pelos EUA e pela URSS/Rússia com o “teste” (???) feito pelos iranianos. A única parte coincidente é que em ambos os métodos o artefato foi lançado pela rampa traseira, quanto ao resto, é tudo completamente diferente.
    Este método é relativo ao lançamento por paraquedas de uma bomba pesando cerca de 10 t a partir da rampa traseira de um avião de transporte em voo a baixa altitude (2000 m). Bomba esta com um raio de ação de mais de 1 km e que se destina a abrir clareiras em florestas para a operação de helicópteros e a atacar sítios inimigos de diversas naturezas, além de um colossal efeito psicológico quando utilizado contra o inimigo.
    O lançamento à baixa altitude é necessário para que a bomba caia com um mínimo de precisão e salvo quando utilizada para abrir clareiras na mata de preferência a operação deve se dar de noite para reduzir as chances do avião ser engajado por um mampads.
    Já lançar 6 bombas Mk-84 de queda livre, de baixo arrasto, pela rampa traseira, sem oferecer maiores detalhes é no mínimo inusitado e não é de se admirar que o método receba algumas críticas e seja colocado em dúvida sua eficiência e eficácia.
    Eu particularmente achei o método interessante mas penso que seria melhor aproveitado se fosse combinado com bombas guiadas como a JDAM, tanques napalm, bombas de fragmentação ou bombas de emprego geral de alto arrasto como a JDAM. Não deixa de ser estranho bombas burras, de emprego geral, de baixo arrasto, serem arremessadas para trás pela rampa de carga já que em regra elas são ejetadas para baixo a partir de compartimentos internos ou de cabides externos, mas se elas se estabilizam e há um dispositivo efetivo de cálculo balístico o método é válido como qualquer outro e os iranianos estão de parabéns.

  33. Encerrado quer dizer que já sabem como desenvolver, transportar e lançar, ou seja, caso necessário, é só buscar na memória de arquivos e construir.
    Não creio que exista algum “exemplar” desse artefato em paiol, não há necessidade.
    Mas seria útil ter uma dessas para lançar contra posições das FARCs homiziadas dentro da Amazônia brasileira, esse tipo de arma não causa apenas destruição, tem um devastador efeito psicológico e moral, faz muito bem o Brasil ser capaz de fabricar essas coisas.
    ___________
    Só para lembrar, as FARSc em tese depuseram as armas e não existem mais, mas nada impede que voltem a atuar, e o mais real e perigoso é que nem todos os narco terroristas das FARCs depuseram as armas, existem outros sub grupos que se negaram a fazê-lo e continuam ativos, e muito bem armados, é apenas uma forma de banditismo, não possuem mais nem ideologia, são apenas bandoleiros pouco amistosos e criminosos puros.
    _________
    Explosivos têm data de validade, se existisse alguma em paiol, uma das formas de se desfazer dela seria explodindo dentro daquele buraco da Serra do Cachimbo, ainda existe, e se foi construindo para testar uma bomba atômica, esse trambolho é fichinha.
    Aliás, o nome dessa bomba deveria ser “Bomba Trambolho”, ou simplesmente “Trambolho”
    Gente, o nitrato de alumínio é usado não apenas para maximizar o efeito da carga principal, ele também gera muito calor.
    ___________
    ZhanShi 8 de novembro de 2017 at 19:41
    Não creio que essa arma se enquadre na categoria de arma de destruição em massa, esse conceito é utilizado apenas para armas tipo QBN.

  34. Manuel 8 de novembro de 2017 at 18:30

    Pois

    Bosco 8 de novembro de 2017 at 21:23

    Como de costume, boa análise técnica!

  35. Já que não podemos ter a bomba atômica, pela nossa constituição, pelo menos essa é uma bomba convencional de muito respeito.

    Só lembrar, do infame (e desnecessário, pois a guerra já estava ganha diga-se de passagem), da destruição de Dresden, e foi por grandes bombas convencionais.

  36. Provavelmente por causa de pó de alumínio a estocagem tem riscos. Há vídeos de mistura de pó de alumínio com soda cáustica e ácido clorídrico com resultados perigosos.
    .
    Para quem não tem nukes serve. Só falta bolar uma versão “B-390”.

  37. O pessoal ainda está preso naquela visão de vastíssimos exércitos se enfrentando em centenas, até milhares de quilômetros de front. Não vai mais acontecer (e se acontecer será o último). Hoje os conflitos, arrisco a dizer que daqui para frente todos serão, são de ordem altamente assimétrica. Nesse contexto, uma arma dessas é extremamente útil: pode visar centro de treinamentos de rebeldes, postos de comando fortificados, concentrações logísticas e por aí vai. Os EUA tem, a Russia tem, a China deve ter, Israel se pedir tem, o Irã mostrou que tem capacidade para lançar. E todos usam nessas condições: guerra assimétrica. Ninguém é louco de meter um Hércules (ou equivalente) num local cheio de SAM, AAA de tubo, CAP e outras letrinhas mais.
    Abraço!

  38. Marcelo Andrade 8 de novembro de 2017 at 16:56
    Jeff? Ganho intelectual em projetar uma bomba burra gigante?
    Ainda bem que alguém teve a coragem de encerrar isso aí.
    Já não basta a briga por uma fatia do “gordo” orçamento em pesquisas e desenvolvimento bélico, prefiro apostar em mísseis BVR e armamento guiado por GPS, Veículos Lançadores de Satélites, etc. Isso sim é ganho intelectual.
    _____________
    Você sabe projetar uma dessa ai?
    Sabe e tem coragem, pelo menos, de montar um rojão?
    E você não tem que “preferir” apostar em nada. Você não tem conhecimento e não participa da estrutura de decisão das F.A’s.
    Então menos, bem menos!

  39. wwolf22 9 de novembro de 2017 at 7:22
    O MAR não foi apenas financiado pelo Paquistão, na verdade foram os engenheiros e técnicos do Paquistão que vieram para o Brasil e projetaram todo o MAR-1 da Mectron, também integraram o míssil ao AMX e F5M, enfim, todo o ciclo, desde a pesquisa, fabricação e homologação, foi a cargo dos paquistaneses alojados no Brasil por um tempo.
    Quanto a essa bomba, eu apostaria que foi financiada e sua pesquisa foi levada a cabo no Brasil pelos argentinos, e não descartaria uma união entre argentinos e chilenos neste programa.

  40. A destruição de Dresden se deu por uma combinação de diversos tipos de bombas diferentes, todas convencionais, claro. E também foram necessários mais de 1000 bombardeiros entre Lancasters, B-17’s, B-24’s, etc. E sim, na minha opinião foi bem justificado. Foi apenas mais um bombardeio, e que deu muito certo, mas não dá realmente para comparar com isso aqui, ou a bomba da matéria. São aplicações bem diferentes.

  41. Gente, eu devo estar doido mesmo! Será que tem alguém aqui que possa me defender? Sério?

    Vamos pegar esse trambolho, enfiar em um C-130 ou KC-390, e voar por ai, tranquilo, até mirar lá embaixo e jogar, simples assim, sem oposição terrestre, aérea, etc?

    Não seria melhor desenvolver mísseis de médio alcance, como o AMV-300 ?

    Os EUA têm a MOAB para utilizá-la nas montanhas do Afeganistão, tem sentido, mas aqui é pra que? Abrir clareira na floresta?

    Eu não devo saber nada mesmo de FFAA!!!!

    E Leandro, o bombardeio de Dresden foi um dos maiores crimes de guerra já cometidos, só perdendo para as Bombas Atômicas. Dresden não tinha valor militar nenhum!! É considerado, até hoje, o pior ataque convencional contra civis da História.

  42. Imagina isso quando a câmara de deputados federais está votando o seu próprio aumento.
    Seria a melhor utilização. 300 ladrões com um trocano só.

  43. Matheus 8 de novembro de 2017 at 20:44

    Rapaz, a bomba é maior que o Scud, acho que só um icbm teria capacidade pra levar tamanho trambolhão.

  44. ZhanShi 8 de novembro de 2017 at 19:41:
    .
    A GBU-43, vulgo MOAB, está em serviço desde 2003 e é de conhecimento público desde a década passada. O governo russo já alardeava a existência de seu sistema há, no mínimo, dez anos. Sistemas com funções semelhantes remontam à Segunda Guerra Mundial. Talvez o exemplar mais utilizado, seja a BLU-82, mais conhecida como Daisy Cutter, empregada largamente no Vietnã.
    .
    Não vou nem comentar o resto que você escreveu. Seja feliz com suas conspirações e crenças.

  45. Provavelmente deve ter sido pensada no contexto da Amazônia, para criação de amplas áreas de desembarque de helicópteros e concentração de tropas, deve ter sido cancelado por não ser “ecológica ” rsrsrsrs

  46. Mestre Marcelo Andrade,
    .
    Esta bomba está perfeitamente alinhada às necessidades brasileiras.
    .
    Principalmente cenário amazônico
    .
    Ter a capacidade de abrir clareiras para pontos de desembarque e bases eh altamente estratégico. Mas esta é apenas a faceta mais comentada.
    .
    Bombas tem um efeito reduzidíssimo naquela vegetação e troncos. Esta camada amortece absurdamente o raio letal
    .
    Então, para situações de alguns guerrilheiros oi comandos, você pode até aplicar o mesmo que a Colômbia fez com os ST. Porém, se a quantidade eh razoável e adota uma certa dispersão justamente para se aproveitar deste pseudo escudo, esta bomba pode ser utilizada com bons resultados
    .
    Eh dificílimo localizar gente debaixo daquelas copas , este eh um problema desde o Vietnã e nossa Amazônia é duplamente mais fechada. Se existir um grupamento maior, ele estará relativamente disperso porém próximos ainda
    .
    Equipamentos anti aéreos são de difícil emprego para alguém que tente se manter invisível naquela floresta, mesmo para algo portátil com mancada
    .
    Então, tudo é relativo
    .
    Seria imteressante saber como é a doutrina de combate à grupos de 100 ou 500 homens na floresta e dai sim saber como ela poderia se encaixar nisto. Tem algum colega do Forte por aí inteirado disto é que possa palpitar?

  47. Marcelo Andrade, negativo. Dresden era um alvo militar válido, contendo indústrias necessárias para o esforço de guerra alemão, havia um grande entroncamento ferroviário que diariamente facilitava a movimentação de grande número de tropas e material bélico de um front para o outro, e estava sempre apinhada de homens e equipamento bélico pesado. Também abrigava uma das indústrias em que se fabricava gás venenoso para uso em campos de extermínio. Até aquele momento não se sabia quanto tempo a Alemanha ainda resistiria, mas sabe como é, em tempos de guerra as pessoas sérias resolvem não pagar para ver.

    As bombas de Hiroshima e Nagazaki também foram extremamente válidas. Acredito sinceramente que a civilização japonesa só exista hoje por causa delas. A invasão das ilhas metropolitanas japonesas seria um desastre para todos, e provavelmente colocaria os japoneses como sendo parte de uma nacionalidade em extinção.

    Se já vai começar com a ladainha de que a Guerra já estava praticamente terminada e que tanto Alemanha quanto Japão estavam prestes à jogar a toalha, então você precisa primeiro ter um pouco mais de empatia com o contexto histórico, ou seja, precisa se colocar no lugar deles, e segundo que precisa estudar mais, principalmente sobre o Japão durante a Segunda Guerra Mundial.

  48. Desconheço completamente essa história dos paquistaneses terem ajudado a desenvolver o MAR-1. Nunca ouvi falar. E estive na MECTRON em 2005. Foi depois disso?

  49. Também nunca ouvi falar dos pakistaneses influenciando projeto.
    .
    O que já ouvi falar é alguma engenharia reversa foi aproveitada daquele míssil que ficou preso no Vulcan e teve de pousar aqui no Brasil, mas acho que é falso porque ele ficou aqui muito pouco tempo e foi devolvido inteiro salvo engano. Nem sei se ele era antiradiacao também

  50. Permitam-me….

    Paquistão e MAR-1: até onde sei, lenda urbana, exceto a parte do financiamento. Mas, se financiaram, porque não dar um “plus”, uma força intelectual? vendo por este ângulo não me parecer impossível de ter acontecido.

    Desden: o amigo Leandro Costa 9 de novembro de 2017 at 17:26 está certo em destacar algo fundamental para este tipo de discussão: entender o contexto histórico. Eu me considero razoavelmente bem informado sobre a 2ª GM, que foi, por muito tempo, uma espécie de hobby. Na minha opinião, o bombardeio de Dresden teve muito mais de vingança e efeito psicológico do que busca por um resultado militar. Tanto é que o episódio é costumeiramente indicado como um daqueles que teria levado a opinião pública mundial a “repudiar” ataques indiscriminados a populações civis.
    E Leandro, na minha opinião, os alvos estratégicos que você mencionou era perfeitamente destacáveis, no TO, do resto da cidade e seus arredores, mesmo considerando a tecnologia da época e a doutrina operacional. Eu, sinceramente, acredito que poderia ter sido evitado.

    Projeto encerrado x cancelado: os amigos já colocaram uma pedra de cal no assunto.

    Bomba Trocano: rapaz, se desenvolvem algo, aparecem críticos. Se não desenvolvem, idem. Eu já estou achando que os costumeiros abutres de tudo o que é feito no Brasil fazem parte de algum serviço de contra informação cujo objetivo é aniquilar o moral brasileira. Mas ao invés de investigar isso, devíamos apurar, para o bem não só das ciências como, também, do nosso rol de piadas, como é que são capazes de produzir tantas besteiras… É muito raro surgir uma crítica decente, daquelas que te fazem refletir.
    Eu acho a bomba perfeitamente válida e Marcelo Andrade 9 de novembro de 2017 at 9:46 , eu acho que em cenários de baixa intensidade na AL são perfeitamente válidas. Tenho, para mim, que é melhor ser realista e saber que misseis de cruzeiro e bombas guiadas serão a exceção, e ter uma bicha destas, do que sonhar com o que, infelizmente, não teremos ou teremos em pequenas quantidades…

    Abraços!

  51. Marcelo Andrade 9 de novembro de 2017 at 9:46, só para esclarecer, já que não “pulei” uma linha no texto: não te coloquei no grupo dos “conspiradores” (kkkk). Fiz uma referência a seu comentário com a intenção de abrir outro tópico no meu raciocínio. Perdoe-me se induzi a esta confusão, pois citei-o com o maior respeito possível.

  52. Pessoal

    Interessante saber que a FAB agora sabe como construir tal bomba, mas fica para mim apenas alguns pontos … Se por ventura viermos a precisar da bomba será que foram mapeadas as empresas ao redor do Brasil que poderiam receber tal projeto ou partes dele de forma segura para que não houvesse o vazamento do projeto ou partes dele? Algo como homologar empresas para a construção dando a elas conhecimento com relação a segurança da informação, sei que há fábricas em São Paulo, Belo Horizonte e Manaus com capacidade de construção de equipamentos eletrônicos, mas quantas dessas poderiam ser utilizadas em caso de conflito e/ou embargo?

    Afinal penso eu, não adianta nada saber fazer se na hora “H” não sabe quem pode fabricar, correto?

    Desculpa se eu estiver viajando na maionese, mas ficou para mim esses pontos.

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