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Delegação brasileira conhece o primeiro Gripen da FAB na Suécia

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Primeiro Gripen E brasileiro sendo montado na Suécia

O SAAB 6001 será o primeiro dos 36 caças comprados pela Força Aérea Brasileira a ficar pronto

Linköping (25 de outubro) – A delegação do governo brasileiro chefiada pelo MDIC viajou nesta quarta-feira à cidade de Linköping, a 160 km de Estocolmo, na Suécia, para conhecer o primeiro caça sueco-brasileiro em produção. O SAAB 6001 será o primeiro dos 36 caças comprados em 2014 pela Força Aérea Brasileira (FAB) a ficar pronto. Ele está em fase final de montagem. Segundo o cronograma oficial, a FAB deve começar a receber os primeiros Gripen a partir de 2019.

A parceria também inclui transferência de tecnologia para o Brasil. Parte dos aviões está sendo desenvolvida em conjunto com a brasileira Embraer. A previsão é de que sejam construídos no Brasil oito caças monopostos (com um assento), e sete caças bipostos (com dois assentos). A Embraer já participa ativamente do projeto de transferência de tecnologia,que foi iniciado há cerca de um ano com a ida de mais de cem engenheiros brasileiros à Suécia.

Durante a visita, o secretário-executivo do MDIC, Marcos Jorge de Lima, pediu detalhes sobre a fábrica de aeroestruturas que a empresa sueca pretende instalar em São Bernardo do Canpo, região metropolitana de São Paulo. Segundo a SAAB, a fábrica brasileira deve começa a funcionar em 2019, após a seleção da propriedade e preparação da infraestrutura do local.

“Precisamos lembrar que a tecnologia é um dos grandes motores do desenvolvimento industrial e projetos desta natureza ajudam a desenvolver o setor aeronáutico como um todo, inclusive, empresas de menor porte podem vir a participar da cadeia de fornecimento global de componentes”, avalia o secretário-executivo do MDIC.

Cooperação aeronáutica

A cooperação já teve início em solo brasileiro. O principal marco no processo de transferência de tecnologia do projeto Gripen NG entre Brasil e Suécia foi a inauguração do Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen, em novembro de 2016, na planta industrial da Embraer em Gavião Peixoto (SP). Com quase 4mil m² de área construída, o espaço abrigará os equipamentos de testes para o desenvolvimento do Gripen, dentre os quais o simulador de voo que verifica a funcionalidade dos sistemas.

Trata-se do primeiro da lista de 60 projetos de offset (compensações de natureza industrial, tecnológica ou comercial). Quando estiver em pleno funcionamento, o Centro de Projetos deve abrigar em torno de 300 engenheiros e técnicos. Até 2024, 350 profissionais participarão de cursos e treinamentos. Eles são peças-chave para que o país crie competências e capacidades técnicas para, ao final do programa, dominar todo o conhecimento crítico necessário para o desenvolvimento de aviões de caça.

FONTE: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços /COLABOROU: Bardini

122 COMMENTS

  1. “Segundo o cronograma oficial, a FAB deve começar a receber os primeiros Gripen a partir de 2019.”

    Ao que parece 2021 era mesmo fake news de blog compartilhado indefinidamente.

  2. Pessoas que como eu, acessam o blog antes da escolha do fx 2, sente uma grande emoção ao ver o primeiro assim sendo montado! Sensacional!

  3. “A previsão é de que sejam construídos no Brasil oito caças monopostos (com um assento), e sete caças bipostos (com dois assentos).”
    Pois é, no começo do FX-2 dizia-se que seriam 6 caças que viriam prontos e os outros 30 seriam montados no Brasil, deram um reorganizada nos números… Talvez questões financeiras ou uma negociação para acelerar as entregas…
    Sobre a cor, eu prefiro a cor única usada em superioridade aérea, somente o cinza, como nos suecos ou americanos…

  4. Espero que se houver mais encomendas, e tomara que as tenha, que TODOS os demais sejam de 2 lugares. Não apenas de ser um produto com maior índice de nacionalização mas porque imagino a possibilidade de versões em que o 2º acento possa ser reconfigurado para uma variedade de missões ou eventualmente ser substituído por um tanque extra através da substituição de módulos.
    Acredito ainda que se possa fazer uma versão “simplificada” para treinamento (sem pós-combustão e aviônicos menos complexos).
    Enfim, apesar de não ter sido minha da preferência inicial, acredito que o Gripen abre uma maior possibilidade de funções que podem ser exploradas pela FAB e para exportação.
    Tomara que não percamos essa oportunidade.

  5. Tá nascendo!!!! Obaaaa!
    Quem não se atentou ao cronograma, ao que entendi o primeiro chega sim em 2019 para os primeiros testes e certificação do Gripen, para em 2021 entrar em operação com quem sabe o primeiro esquadrão operacional (quando terão tempo de produzir quantidade suficiente para tal – uns 12 talvez que ficarão em Anápolis). Ainda acredito que abrir uma fábrica para produzir “apenas 15” caças seja um exagero, e que talvez essa fábrica se habilite a montar o restante da futura encomenda para alcançar os 108 ao todo!
    Quanto ao esquema de pintura, que tal a camuflagem digital/pixelizada?
    http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads//2014/08/Gripen-E-com-camuflagem-pixelizada-imagem-Saab1.jpg

  6. Pelo que entendi então, 2021 devem começar a ser entregues os que forem construídos aqui.
    Sobre o esquema de pintura, Deus ajude que não seja o padrão verde e cinza escuro que vem sendo utilizado.

  7. O importante é que eles cheguem, e saíam do âmbito político e passem para os técnicos. Por pouco não virou pizza, parabéns a todos nós patriotas.

  8. IvanStop 26 de outubro de 2017 at 8:14
    Pera’í! Pintura de avião militar não é questão de ‘marketing’ our mera estética (exceto aquelas feitas em caráter comemorativo e/ou as de aviões usados em demonstração aérea, como as aeronaves da Esquadrilha da Fumaça e congêneres!) Há critérios técnicos para definir as cores da aeronave, mesmo que nem sempre fiquem do agrado da maioria…!

  9. Esse Gripen E vai deixar os SU-30 comendo poeira! E coitados dos Mig-29! Os F-16 que não estão no estado da arte também tomam um sacode. Será o senhor dos ares latino-americanos. Até segunda ordem.

  10. “Marcelo Moraes 25 de outubro de 2017 at 22:39”

    Assino embaixo!
    Lemos aqui no PA que o FX “seria” Mirage, Sukhoi, F-16, Rafale, F-18, trocentas opções de Usados…tantas incertezas.
    Ver que finalmente está se concretizando, com algo Novo e de ponta, é emocionante!

  11. Também acho Juliano.
    O Gripen E será o caça mais avançado da América Latina, inclusive superiores aos Typhoons situados nas Falklands.

  12. Toda vez que sai algum artigo sobre esta aeronave temos as mesmas dúvidas sobre datas e quantidades a serem produzidas em solo tupiniquim…
    Este assunto é muito desencontrado ou nós que temos dificuldade para interpretar textos?

  13. Desde que vi o padrão sueco de superioridade aérea na coleção “Aviões de Guerra” fiquei fascinado por ele. Tomara que os Gripens da FAB usem uma cópia exata dele.

  14. Ontem testes supersônicos !
    Hoje a primeira célula sendo montada !
    Na Boa !!!!
    Alguns frequentadores estão em surto nesse momento !!!
    ” Não atrasou !!!”
    “Tá sendo montado !!!”
    “Essa porcaria vai voar !!!”
    E agora sapateando e fazendo beicinho !!!
    “Que raiva, raiva, raiva !!!
    🙂 🙂 🙂
    😛 😛 😛

  15. HMS TIRELESS 26 de outubro de 2017 at 9:15
    Desculpe perguntar mas o aparelho da foto é um Gripen que pertencerá à FAB?

    Segundo a reportagem, sim

  16. Gosto da atual pintura dos aviões da FAB, entretanto, a camuflagem da maquete é bem legal, mas, não esqueçamos que o Gripen será a primeira aeronave multirole da FAB, o padrão deverá servir para vários tipos de missões.

  17. André Luiz.’. 26 de outubro de 2017 at 9:41
    Eu sei; Foi ironia da minha parte! Por isso o 😛 depois do comentario.
    Por saber que existe um criterio tecnico para isso, que brinquei que deveriam utilizar crianças do pré para escolher.
    Abraços

  18. O fato de ter uma fábrica de estruturas e montagem no Brasil barateia o preço final do caça, parte do custo do avião, ao ser fabricado no Brasil, retorna ao próprio governo via arrecadação de impostos, tornando-o mais barato no final do processo.
    Outra variável não menos importante é que, ao ser fabricado no país, gera maior capacidade para aquisição de mais aeronaves além dos 36 já contratados, não apenas via preços menores, mas também via pressão política dentro do Congresso; ninguém quer desmantelar logo de imediato toda essa estrutura, note que a ida para São Bernardo pode acabar gerando uma espécie de efeito colateral positivo, sou contra essa criação de um novo “Polo aeronáutico” em São Bernardo, a terra do fusca, de toda sorte isso pode acarretar mais apoio político dentro da Comissão de Defesa do Congresso pela continuidade da produção, indo além dos 36 iniciais.
    Isso interessa a várias correntes políticas, e não apenas a FAB.
    Uma coisa é comprar 36 aviões fabricados fora do Brasil, as chances do contrato ficar só nestes 36 é de praticamente de 100%, ainda que as necessidades sejam maiores, outra coisa é você montar uma estrutura para produção no seu país.

  19. Boa tarde a todos!
    São boas notícias,a alguns anos li na abra pc
    um artigo intitulado “quem ou como são os suecos “escrito pelo coronel Kaufmann que foi a uma competição militar nesse país.
    Vale a pena ler e ver como eles pensam.
    Depois da um pouco de vergonha na gente. Acho que foi a melhor escolha da Fab.

  20. “Renato 26 de outubro de 2017 at 10:17
    Toda vez que sai algum artigo sobre esta aeronave temos as mesmas dúvidas sobre datas e quantidades a serem produzidas em solo tupiniquim…
    Este assunto é muito desencontrado ou nós que temos dificuldade para interpretar textos?”
    .
    Renato, creio que há dificuldade de muita gente não só para ler textos mas entender até mesmo as mais curtas legendas de vídeo, infográficos, telas de powerpoint e fazer simples contas de somar.
    .
    Vídeo:
    https://m.youtube.com/watch?feature=youtu.be&v=VRLaPOPCYtQ
    .
    infográfico:
    http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads//2017/10/gripen2.jpg
    .
    Tela de apresentação feita ao Congresso anos atrás sobre o cronograma:
    http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads//2017/10/Tela-17-ppt-FAB-na-CRE-13-8-17.jpg
    .
    O assunto só fica desencontrado porque pessoas que entendem errado (por erro ou sabe-se lá por que) propagam informações diferentes do que é divulgado oficialmente, seja em comentários, matérias de sites e vídeos do youtube. E isso ae espalha. É impressionante.

  21. Quando o Aldo Rebelo era ministro da Defesa, num programa de debates um repórter perguntou por que tanta briga para fornecer apenas 36 caças ao Brasil? Ele afirmou todos os possíveis fornecedores sabiam que o número total de Gripen a ser adquirido seria de 120. Esta é a soma arredondada dos F5 e AMX da FAB. Não sei se ele ainda computava os mais ou menos 20 A4 da Marinha.
    Mais tarde alguém da Força Aérea (não lembro quem) afirmou que a troca de F5 e AMX não seria um por um, uma vez que cada Gripen pode preencher as funções de mais de um dos nossos atuais caças/bombardeiros.
    Agora a pergunta para os entendidos: Qual seria a dotação mínima da FAB para fazer o mesmo trabalho dos atuais F5 e AMX? Sem falar na reposição dos caças de Anápolis, lacuna até hoje não preenchida?

    • “Qual seria a dotação mínima da FAB para fazer o mesmo trabalho dos atuais F5 e AMX?”
      .
      Na minha opinião (apenas opinião) pelo menos mais um lote de 36 aeronaves para um total de 72 caças de primeira linha, a serem divididos entre 4 a 6 esquadrões, abrigados em pelo menos 4 bases.
      .
      “Sem falar na reposição dos caças de Anápolis, lacuna até hoje não preenchida?”
      .
      A lacuna de caças em Anápolis foi preenchida com F-5M, ajustando-se a frota ao que foi possível dividir em quatro esquadrões.

  22. Antonio de Sampaio 26 de outubro de 2017 at 12:17
    A. S., não acredito que montar alguns aqui possa baratear o Gripen, acho exatamente o contrário, sem entrar no mérito da geração de empregos no Brasil que pode ser algo positivo.

  23. João.
    Acredito que mais uns 34 Gripens E, num total de 70, supriria o espaço deixado pelos Mirage 2000, além da toda a atual frota de AMX e F-5.
    Corrijam se estiver enganado.

  24. Mais prudente mesmo Fernando.
    A FAB adquirirá um segundo lote igual ao primeiro, algo em torno de 70 caças como falei acima.
    Falar em 120 caças é exagero.

  25. Se a FAB cair na besteira de encomendar mais 36 extras não haverá terceiro lote. No caso da próxima encomenda tem que sair no minimo mais 50 exemplares, no minimo! Tenho a impressão que esse numero de 50 na segunda encomenda já tinha sido ventilado pelo Saito, tem que ser de 50 a 70 já na próximo contrato pois será a ultima…

  26. Nunão
    Eu não me referia ao preenchimento tampão com os F-5M, mas sim depois da baixa destes.
    Mas pelo que você e o Daniel falaram, uns 70 quebram o galho. Seria uma força aérea de respeito.
    E olha, aposto que os AMX ainda dão um bom caldo como ataque ao solo.

  27. Confesso que fiquei emocionado. Esse sim vai ter uma foto na minha carteira. Agora é ver a turma que defendia a escolha… comentário editado, nunca mais vi essa patotinha…😀😀

  28. Galante, ainda tem deles por aqui sim! É que como têm o hábito de usar muitos nicks por vezes acabam passando despercebidos. Mas um observador mais sabem quem são…rs!

  29. Entendam não haverá “terceiro lote”… quando entregarem os 36 a FAB já tem que fazer mais um pedido firme de 50 a 70 adicionais. Sei que o plano era 3 lotes mas não vai rolar assim, vai ter a oportunidade de um segundo lote e se a FAB cair na besteira de encomendar mais 36 vai ficar com 72 e só isso. Esses 72 para o espaço Brasileiro é pouco, mesmo mantendo alguns AMX ataque ao solo, a FAB tem que tentar fazer a maior encomenda possível no segundo pedido.

  30. Walfrido Strobel 26 de outubro de 2017 at 13:19
    Raciocina que a carga tributária do Brasil é uma das mais altas do mundo, joga aí 38% de impostos no geral, seja sobre a renda, serviços ou consumo deste processo produtivo, e toda essa massa de tributos volta para as três esferas de governo: município, estado e União…. então no final das contas, o que se paga do produto final, grosso modo tem que abater da carga tributária arrecadada.
    Se este avião fosse compra direta de fabricante estrangeiro, esta mesma lógica seria válida, só que o montante dos tributos seria todo arrecadado no exterior, ou seja, o país exportador seria duplamente beneficiado.
    Os funcionários da Boeing e de todos os fornecedores da empresa que pagam imposto de renda sobre seus salários, pagariam estes impostos para o governo americano, caso o Brasil tivesse comprado o FA18. Entende que eles se beneficiariam duplamente?? no caso de produção local, quem ganha um pouco disso é o Brasil.. os impostos serão pagos ao Estado brasileiro.
    Preço do Gripen fabricado no Brasil = Preço final pago – arrecadação de impostos gerados no processo.

  31. 120 é um sonho muito distante… mas acho que o ideal seria os 72 caças. 80 o numero perfeito e 60 o mínimo aceitável.
    E acredito que de fato chegaremos neste número de 72 caças, a questão que preocupa é quando.
    De fato 1 F-5M e 1 A-1M não seriam substituídos de 1 pra 1 para os Gripens, é bem provável que os 36 Gripens já façam mais que toda a frota atual operacional de A-1 e F-5. Mas ainda assim seria insuficiente. Enfim, que venha o 2° lote de 36 que é a maior vitória que podemos alcançar.

    Ah, lembrando que os A-4 da MB nunca entraram na conta dos 120 caças, como foi questionado acima.

  32. Eu acho que 36 Gripens é melhor do que a situação atual. Quem sabe 72 já seria a excelência. A ideia inicia do Gripen era espalhar aviões por todo o país para superar a sua desvantagem técnica de menor autonomia de voo. O Gripen foi projetado para operar em bases terrestres e utilizando o mínimo de equipamento de apoio, estradas, rodovias precárias, esse é o pulo do gato. Com isso, a FAB terá uma plataforma atual e de qualidade disso eu não tenho dúvida.

  33. Amigos,

    Se houverem ‘Gripens NG’ em número para equipar cinco esquadrões, deem-se por satisfeitos… Francamente, não espero mais que isso…

  34. ” A ideia inicia do Gripen era espalhar aviões por todo o país para superar a sua desvantagem técnica de menor autonomia de voo”
    .
    Está falando da FAB? Nunca ouvi falar disso. Onde vc viu?

  35. Sempre torci pelo Gripen, pois entendia que não adiantava nada ter um super avião de caríssimo custo de hora/voo preso no chão por falta de verba (como seria com o Rafale, que pra mim era mais avião). Espero que uma realidade governamental mais honesta receba estes aviões e que tenhamos dinheiro para os mísseis Meteor, Iris-T e combustível, muito combustível para que os nossos jockeys possam atingir o grau de excelência que sempre tiveram durante sua honrosa história. Que venham pelo menos mais 50, para que possamos retomar o protagonismo e a segurança de dominarmos os ares da nossa região. Estou muito orgulhoso. Fico no aguardo de uma nova sessão quebra-vidraças em Brasília. Até hj não consigo ver aquele vídeo sem me emocionar e achar o máximo. Muita saudade dos nossos Mirages.

  36. Acredito que os lotes podem depender do futuro, ou seja, de outras aeronaves que apareçam e do $$$ disponível.
    Hoje o F-39 pode ser o caça ideal, em 2024 não.
    .
    A SAAB pode fazer seu caça stealth;
    O F-35 pode ter seus problemas resolvidos;
    O KF-X pode ser um bom caça;
    Caças UAVs podem se tornar viáveis;
    .
    E na outra ponta caças monoposto derivados de LIFTs como o FA-50 e o M-346 podem se tornar opções low cost de 4a geração.
    .
    E ainda pode-se tocar mais F-5 e A-1 modernizados se houver oportunidade, ou necessidade.

    • Ivo, a ideia da Suécia de espalhar caças era na Guerra Fria, quando havia muitas bases e muitos caças. Agora, grande parte das bases foi fechada, por isso surgiu o Gripen E com maior alcance, pois as distâncias entre as bases aumentaram.

  37. Eu creio que a conta certa de Gripens na FAB é 60 unidades, 5 esquadrões com 12 unidades cada. F-5M e A-1 foras, ainda sobram algo em torno de 80 A-29A/B para ISR/CAS/interceptação de aeronaves de menor desempenho. 140 aeronaves não é um número desprezível para um cenário de baixa intensidade…

  38. Alexandre Galante 26 de outubro de 2017 at 18:44
    Mas as bases continuam dentro da Suécia. E a Suécia não aumentou de tamanho. Eu acredito mais que o Gripen E tenha sido a resposta da Saab aos requisitos das concorrências mundo afora. O Gripen C levava grande desvantagem devido à sua “perna curta”

  39. Ivanmc 26 de outubro de 2017 at 19:39

    Não vou me lembrar de cabeça mas tanto Super Hornet quanto Rafale são capazes de levar uma carga útil maior do que o Gripen, isso não é novidade e nem reduz a importância e capacidade do avião sueco. E levar menos não é levar pouco, nesse caso.
    Quanto ao alcance, de novo, ninguém espera que um elemento decole, por exemplo, de Santa Cruz e vá interceptar algo em Salvador. Qual a missão precípua do 1o GDA? Defender Brasília, DF. As bases estarão espalhadas de acordo com o planejamento da FAB, poderá haver dispersão e, com o Gripen, nunca tivemos uma aeronave com alcance similar.
    No fim, é notícia de revista leiga falando o óbvio e fazendo analise rasteira.

  40. “O caça sueco escolhido pelo Brasil para renovar a frota de sua Força Aérea é mais barato e versátil que as opções americana e francesa. Porém, carrega menos armas e terá que ser adaptado para cobrir as grandes distâncias de um país continental, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil.”
    .
    Ahhh o argumento de “Cobrir grandes distâncias”…
    .
    Quem cobre mais “distâncias”: 72 Gripen ou 36 Rafale?

  41. André Bueno 26 de outubro de 2017 19:39.
    .
    É isso aí. Põe leiga nisso. Mas a razão que eu exaltei seria a versatilidade do gripen.
    Sds.

  42. “[…] terá que ser adaptado para cobrir as grandes distâncias de um país continental […]”

    Já imagino o Gripen E com um tanque externo como o dos ônibus espaciais!

  43. É razoável pensar que os preços dos caças de um segundo lote seria bem inferior ao que foi pago nesse primeiro.
    .
    Creio que seja razoável pensar em um segundo lote de 36 caças custando coisa na faixa dos U$ 4bi.
    .
    Quem vai decidir se vamos ter mais Gripen ou não, é o próximo Governo…

  44. Deveria ser entregue pelo menos em 2018,para o Pessoal da Fab ir voando neles e os mecânico se familirilizando.Gostaria mesmo e não só falo por mim mas seria bom no 7 de setembro alguns deles sobrevoando o desfile militar.

  45. Pra turma que fala que 36 NÃO são suficientes para um país continental, e eu sou um destes, não se esqueçam que de 36, é preciso tirar fora os que estarão em manutenção e em treinamentos, e aí quantos caças operacionais para combate o Brasil vai ter para sua defesa realmente? Um punhadinho para defender toda nossa gigantesca área geográfica de mar e terra.
    36 é só rótulo pois prontos para Defesa sempre será um número deveras menor que este.

  46. A revista Força Aérea que chegou às bancas traz uma entrevista de 6 páginas sobre o projeto do GripenE com o presidente da COPAC e mais 2 chefes do programa do lado da FAB.

    É uma montanha de informação atualizada sobre o projeto. Fica a dica para o pessoal que quer se informar.

  47. Ivanmc, obrigado pelo link, mas seria bom não basear conclusões nele sobre a realidade dos fatos na época, na visão da FAB.
    .
    É uma matéria bem confusa na escrita, e mistura F-X e F-X2, Gripen C, Gripen E, Suécia e Brasil pra fazer uma salada. Dá a impressão de que foi escrita para passar ao leitor, no calor da decisão recém-tomada, a ideia de que foi comprado um caça de pouca autonomia, quando na verdade o raio de combate do Gripen E será compatível (graças ao aumento da capacidade interna de combustível) com o dos dois concorrentes derrotados – a carga de armamento é que é menor.
    .
    Na época, os ataques à decisão que fizeram esse tipo de salada e confusão levaram até o então comandante da aeronáutica a se pronunciar a respeito, sobre esse festival de besteiras (que infelizmente persiste…)
    http://www.aereo.jor.br/2013/12/20/saito-sobre-a-escolha-do-gripen-propriedade-intelectual-sobre-aeronave-foi-determinante/

  48. Para voos baixos, e até rasantes sobre as nossas matas tropicais, o camuflado em tons de verde é o melhor. Essa coisa de cor assim ou assado quem decide é a FAB de acordo com o que ela espera que nossos caças atuem.
    Porém, o que não falta são novos padrões para serem implementados. Uma camuflagem com tons de preto, cinza e verde em pixels seria século XXI.

  49. Ivanmc: de fato, a versatilidade deve ser exaltada!

    Bardini: eu quis zoar e exagerar. Comonele citou que anv teria que ser adaptada, chuteino balde! 😀

  50. Essa coisa de pintura feia ou bonita é irrelevante. Todos sabem que as características stealth de uma aeronave de caça são influenciadas não apenas pelas cores mas tambem pelo padrão de camuflagem. Aqui mesmo no PA foi apresentada uma matéria no ano passado sobre pesquisas do IAE sobre pinturas stealth (projeto de 1998 denominado MARE (Materiais Absorvedores de Radiação Eletromagnética).

  51. “Ivanmc 26 de outubro de 2017 at 21:15
    Fernando “Nunão” De Martini.
    .
    Ok. Eu só quis dar enfase a versatilidade do gripen.
    Sds.”
    .
    Relaxa, pode falar bem ou mal do Gripen ou de qualquer outro avião à vontade. Minha curiosidade era exatamente de onde tinha vindo aquela parte que destaquei.

  52. Fernando “Nunão” De Martini 26 de outubro de 2017 at 22:11
    .
    Capaz. Eu aprecio o gripen e acho que está de bom tamanho para o momento. Até gostaria de ver uns 150 NG na FAB já que não teremos um caça high.
    .
    Sds.

  53. Acredito que ao todo teremos 108 Gripens até 2030 se as coisas correrem politicamente e seriamente em direção a isso. Vemos que a programação é ter os 36 Gripens operacionais entre 2021 até 2024 (12 por ano) – contando os FTI’s. De 2024 a 2030 temos 6 anos, o que dá para produzir – em casa e seguindo a mesma velocidade – mais 72 caças = 108. E assim chegaremos ao número desejado por muitos, podendo dar baixa em AMX e F5… Colocando os caças bem distribuídos em umas mas 6 alas (18 em cada) teremos uma força aérea de respeito na América Latina (somando aos E-99 que provavelmente terão atualizações ou serão feitos sobre a plataforma dos novos E-Jets, e quem sabe uns dois AWACs montados a partir da plataforma do KC-390), colocando dois reabastecedores KC-390 em cada ala, e dois KC maiores em alas mais estratégicas (Anápolis e Santa Cruz).
    Desculpe, quem sou eu para desenhar e planejar a estrutura ideal para a FAB, mas já me peguei pensando sobre essa estrutura algumas vezes. rsrsrs

  54. André Bueno 26 de outubro de 2017 at 20:30
    Aliás, Xará, o que a gente ainda houve de besteira na imprensa leiga acerca da aquisição dos Gripen para a FAB… Hoje mesmo, o jornalista Ricardo Boechat falava na rádio (posso dizer o nome?…) criticando não haver disponibilidade de aviões da FAB para combater o incêndio na Chapada dos Veadeiros e contrapondo ao gasto na aquisição dos Gripens, que ele acha descabido… Eu gosto do Boechat, mas quando ele se mete a falar do que não conhece, faz um ‘desserviço’ à FAB, pois influencia negativamente a opinião pública sobre um tema de tamanha importância que é a o reaparelhamento/modernização das capacidades operacionais das FFAA brasileiras, em constante penúria e até mesmo obsolescência…! Já não bastasse as ‘denúncias’ que pipocam por aí de que até mesmo no processo de escolha do Gripen no FX-2 também houve ‘jabá’ pra uns e outros!…
    Seria legal se explicassem pro Boechat que:
    1º. Não há país que, mesmo em um cenário de paz e com pouca, praticamente nenhuma ameaça territorial, possa abrir mão de manter seus meios de defesa (aérea, marítima e terrestre) operacionais e suficientes às potenciais ameaças!
    2º. A FAB precisa ‘pra ontem’ dos Gripens E/F para substituir seus heróicos, mas ‘cansados’, F-5m na missão de defesa aérea de todo o país (assim como também a MB precisa de novos meios, mas isso é discussão para o PN.. ;p );
    3º. Dos concorrentes do ‘short-list’ do FX-2, o Gripen NG era a opção mais barata, mesmo que relativamente ‘menos capaz’ que os demais concorrentes, e que a opção por ele foi por critérios técnicos da FAB e não por lobby junto aos decisores do processo de aquisição, o GF, por motivos ‘não muito transparentes’ (como foi a escandalosa ‘pré-escolha’ do Rafale por Lula, durante seu segundo mandato na presidência da república).

    Abraços!

    • “Aliás, Xará, o que a gente ainda houve de besteira na imprensa leiga acerca da aquisição dos Gripen para a FAB… Hoje mesmo, o jornalista Ricardo Boechat falava na rádio (posso dizer o nome?…) criticando não haver disponibilidade de aviões da FAB para combater o incêndio na Chapada dos Veadeiros e contrapondo ao gasto na aquisição dos Gripens, que ele acha descabido…”
      .
      André Luiz,
      Por anos a fio, eu me impressiono com a capacidade do Boechat (que eu repeito bastante quando fala de outras áreas) de desinformar e torcer as coisas pra destilar veneno contra as forças armadas em geral. Nesse caso, misturando as bolas em plena época em que a FAB desdobrou Hercules para o combate àquele incêndio, sem falar que o grosso dos gastos com os novos caças só será a partir de 2024… e quando ele diz “caça pra caçar o que?” dá uma sensação de desânimo.

  55. Fosse eu o decisor, compraria 60 Gripens, com 5 esquadrões de 12 unidades cada. Sta Cruz, Canoas, Anapolis, Manaus e Fortaleza (ou Natal)

  56. Meu comentário é sobre pintura e desenho , nas FFAA brasileiras como em tudo , até me Clubes de Futebol , os nossos Desenhos e combinações são completamente Horríveis , aviões de superioridade aérea com a cor dos F 5 ,chama atenção de longe a sua presença , mas em uniformes ainda a coisa piora , exemplo , O Gorro dos Navais , ficam bem nos Uniformes de Gala Vermelho , Banda Marcial ,fora daí deveria ser usado a Boina Francesa , mas o pior é aquele uniforme todo branco dos Navais , este é Demais de Ridículo , na Marinha não se tem Simancol . Já na oficialidade da FAB , o quepe deveria ser de Tom azul bem escuro , contrastando com o tom menos escuro do uniforme ; já os de Clube de Futebol , por várias vezes envie ao Fluminense opiniões , já que o Clube tem no Grenat uma de suas Cores , mas o mal gosto domina , peçam aos italianos que desenhe os uniformes , terão uma grande Surpresa Boa , brasileiro é muito ruim em combinações de Cores e Desenhos !

  57. Eu acho que deve ficar entre 60 e 72 caças porque a partir do final da decada de vinte o ideal erea partir para pelo menos um esquadrao de quinta geraçao

  58. Acho que meu comentário ficou retido, reescrevendo: Eu trabalharia 60 Gripens, distribuídos em 5 esquadrões de 12 caças, sendo; Sta Cruz, Anápolis, Canoas, Manaus e Fortaleza (ou Natal).

  59. Como disse acima, na hora de apostar, vou nos 72 Gripens, 18 A-1M (afinal ele ainda tem espaço e hora para voar), e nos + ou – 80 A-29 em inventário. Com todos F-5EM aposentados e cedidos ao Uruguai, afinal, a manutenção deles lá geraria mais dinheiro para a Embraer que uma venda destes. rs
    Também acho que devemos ter no máximo 5 bases da caça, investir um pouco mais em aeronaves para REVO que o ganho de eficiência é muito maior do que manter o dobro de bases na mentalidade da guerra fria.

  60. As cores usadas na pintura deveriam não ser para beleza, mas para camuflagem. Sendo assim, penso que o melhor seria uma cor cinza igual ao do chão das bases onde estiverem baseados os caças, ou melhor ainda uma pintura HD de uma foto do solo da base. E, por baixo dos caças, um azul claro, como esse que se vê de pano de fundo do blog, por exemplo, ou um cinza bem claro. Outro detalhe importante, e creio que daí se origina a cor dos F-5M, é que o Brasil tem o território predominantemente formado por vegetação, sendo a área mais importante a ser protegida, a amazônica, de vegetação verde escuro, sendo aconselhável, talvez, um padrão de camuflagem que use o verde na parte de cima dos caças se a intenção for confundir outros pilotos de outros aviões, mas penso que isso seria mais necessário aos A-29, por voarem mais baixo e mais devagar e por poderem usar pistas improvisadas.

    • Quem reclama da camuflagem verde e cinza dos caças da FAB provavelmente nunca tentou visualizar, focar e fotografar com nitidez algum deles ao longe, quando já estão a alguns quilômetros. As cores se mesclam e se confundem tanto com o céu quanto com o solo.

  61. Jose Luiz Esposito

    Só para comentar os gostos dos brasileiros para cores e uniformes, sobretudo de futebol, como comentaste, a camisa do Grêmio já foi eleita, por estilistas franceses e italianos, a mais bonita camisa de time de futebol do mundo.

  62. Caro Gustavo
    Ceder todos os F-5EM/FM ao Uruguai geraria uma chiadeira generalizada pela vizinhança, pois afetaria o equilíbrio regional. Até os yankees poderiam vetar. Afinal, parece que são mais de 50. Com vida útil teórica até 2025, se não me falha a memória. Logo, vão estar no osso. E não estou mencionando gastos com a manutenção dos mesmos, armamentos, treinamento de pilotos e mecânicos, etc e etc… O Uruguai não teria cacife pra mantê-los.
    O mais prudente seria distribuí-los (venda simbólica para evitar críticas) entre países onde temos interesses geopolíticos e econômicos e são vizinhos confiáveis, como Uruguai, Argentina, Paraguai, Peru, Colômbia, Guiana e Namíbia. O Chile ficaria de fora porque seria ofensivo oferecer a eles.
    Seria o Brasil fazendo frente à expansão chinesa e mostrando ao mundo que aqui neste pedaço do planeta nós queremos paz.

  63. Nunão, lembrei agora de um daqueles livrinhos que se vendia nas bancas “Guia de Armas de Guerra”, na edição dedicada a camuflagens, tinha a seguinte frase sobre pinturas foscas: “mais vale uma aeronave de aparência suja, mas que volta da sua missão, do que um aparelho com pintura nova que foi abatido”.
    .
    Fica aparente que alguns aqui acham que a FAB existe para desfilar Brasil afora com aeronaves de pintura bonita, ao invés de ser uma força destinada a cumprir missões numa guerra.

  64. Camuflagem não tem que ser bonita, tem que funcionar….
    Pelo que sei, quanto mais a pintura do avião está desbotada e surrada, mais ele voa…

  65. João Adaime 27 de outubro de 2017 at 12:18
    São 46 que poderiam estar em condições do voo e muito menos que de fato estão, mas não precisam ser cedidos os 46, tanto Uruguai e Paraguai poderiam ter 1 duzia cada com o restante sendo canibalizado para mante-los voando.
    Os demais citados, como Argentina, Colômbia, Peru e Guiana tem meios melhores ou estão em vias de lançar programas de reaparelhamento. Acredito que não tenham interesse, ao contrario do PY e UY.
    Mas concordo que isso possa gerar chiadeira…

  66. Bom dia, Amigos. Admirador antigo e leitor diário da Trilogia, agradeço se acolherem construtivamente minha 1a intervenção. Na minha singela abstração de leigo (“apenas” isso), a FAB não deverá passar das 36 unidades iniciais (até penso que já não lhe é conveniente “sequer” o segundo Lote), definindo desde já (ou já definida) a participação junto com a Boeing e a SAAB no desenvolvimento tanto do FS2020 (5a) quanto de uma UCAV tipo (“tipo”) NEURON (6a). É só uma abstração!?

  67. Senhores,
    Algumas colocações:
    1) O primeiro caça F-39E destinado à FAB é este da matéria e voa em 2019, sendo totalmente equipado como versão brasileira, com WAD, HUD, capacete Targo etc. Será usado para testes e homologações até 2021, quando a FAB terá recebido mais 8 monopostos e 3 bipostos, atingindo o IOC.
    2) em 2020 a Embraer inicia a produção de suas primeira unidades, sendo o seu primeiro monoposto entregue em 2021 e o primeiro biposto em 2022. Em 2022 serão mais dez caças entregues, entre unidades produzidas no Brasil e na Suécia. Outros 8 serão entregues em 2023 e os últimos 7 em 2024.
    3) a FAB tencionava a aquisição, idealmente, de 3 lotes de 36 Gripen E/F. Mas há sim a possibilidade de aquisição de apenas mais um lote, com mais unidades do que o primeiro. Seriam 50 unidades adicionais, entre monopostos e bipostos, totalizando 86 aeronaves, uma quantidade considerada pela FAB como mínima para o equipamento de seus esquadrões, em várias Alas.
    Um outro ponto que precisa ser colocado em perspectiva é que é interessante aguardar novos compradores da aeronave no mercado mundial, o que permitirá uma redução nos custos de aquisição, sendo possível que 50 ou mais novos caças custem o mesmo ou até mesmo menos do que o valor pago pelo primeiro lote de 36 unidades.

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