Home Aviação de Caça 40 anos do primeiro voo do caça MiG-29

40 anos do primeiro voo do caça MiG-29

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Protótipo do MiG-29 preservado no Museu de Monino

O primeiro voo do jato de combate Mikoyan MiG-29 ocorreu em 6 de outubro de 1977

O primeiro dos onze protótipos do caça Mikoyan MiG-29A, 9-01, fez seu primeiro voo no Aeródromo de Ramenskoye com o piloto de teste principal Alexander Vasilievich Fedotov, Herói da União Soviética, no cockpit. Fedotov tinha sido um piloto de testes na A.I. Mikoyan EDB desde 1958 e estabeleceu dezesseis recordes de velocidade e altitude em voo de aeronaves de alto desempenho. Ele faleceu enquanto testava o MiG-31 em 1984.

O MiG-29A é um caça de superioridade aérea de 4ª geração, monoposto, bimotor, de velocidade Mach 2+, construído pelo Mikoyan Design Bureau. Ele entrou em serviço com a União Soviética em 1983 e foi amplamente exportado para muitas outras nações.

O MiG-29A tem 13,37 metros de comprimento e tem uma envergadura de 11,4 metros. Seu peso vazio é de 11.000 quilos (24.250 libras) e o peso máximo de decolagem (MTOW) é de 20.000 quilos (44.100 libras).

Alexander Vasilievich Fedotov

O caça é propulsado por dois motores Klimov RD-33 turbofan que produzem 11.240 libras de empuxo, ou 18.277 libras de empuxo com pós-combustão. Tem uma velocidade máxima de Mach 2.25 (1.490 milhas por hora/2.400 quilômetros por hora) e um teto de serviço de 18.113 metros (59.100 pés). O alcance máximo com combustível interno é de 1.430 quilômetros (888 milhas).

O armamento consiste em um canhão automático Gryazev-Shipunov GSh-301 30mm com 150 cartuchos de munição e uma combinação de mísseis ar-ar, foguetes ou bombas transportadas em pilones inferiores ou pontos rígidos sob as asas e fuselagem.

Mais de 1.600 MiG-29 foram construídos.

FONTE: This Day in Aviation

84 COMMENTS

  1. Aposto que boa parte dos leitores do Poder Aereo ( os mais velhinhos) ainda lembram onde viram a primeira foto do MiG-29.

  2. Alexandre Galante,
    Sou mais velho que você. Mas você viu primeiro, eu só fui ver quando fui comprar o número da Aviões de Guerra que falava daquele pouso de uma esqudrilha na Finlandia, acho que em 1986.
    Lembro que foi muito bom, dei de cara com boas fotos coloridas de um avião que nunca tinha visto.

  3. O blue one merecia uma tratamento melhor, dentro de uma área coberta. Quem sabe até em condições de voo. Talvez nos 50 anos!

    Saudações!

  4. Eu havia perdido a oportunidade de compra o exemplar que falava sobre o Su-27 , aquilo foi o fim , mas em 1990 um colega que trabalhava na COSIGUA e foi fazer treinamento em JF na MJSiderugica ,tinha um exemplar repetido ,kkkkk , aquilo foi a glória , paguei a conta da boate de tanta felicidade ( Tá comigo até hoje ) , não contém para os russófilos !

  5. vi numa capa de revista, não lembro qual, me chamou a atenção por ser diferente de tudo que já tinha visto e achei o avião mais bonito já produzido. Fato que se repetiu com o mig 47.

  6. Quando eu vi a Aviões de Guerra com o MiG-29, vieram à minha cabeça dois pensamentos:
    1 – Que avião lindo!
    2 – O Ocidente está perdido!
    Ainda bem que o segundo pensamento estava completamente equivocado…

  7. Marcos,
    Foi o início da era da ‘cara de vaca atolada’, quando a ainda União Soviética começou a mostrar o que tinha.
    Nos dias 1 a 4 de julho de 1986, seis MiG-29 voaram até a Base Aérea de Rissala na Finlândia. Era a primeira aparição pública e oficial do MiG-29 no Ocidente.
    Os ocidentais ficaram com a característica cara de quem está absolutamente sem graça, tamanha a surpresa com o avião, poucos anos mais tarde em Farnborough e Paris, os pilotos europeus e americanos iriam até mesmo recusar uma disputa sobre quem faria a curva mais apertada, temendo um vexame público

  8. O primeiro Mig-29 que vi foi quando cheguei na banca para comprar Aviões de Guerra. Tenho todos os números dessa coleção até hoje.

  9. Os voos soviéticos ‘goodwill’ já existiam. Em 1978, um esquadrão de uma nova versão do MiG-23 (propositalmente despojada) voou também para a Finlândia. Os aviões, novinhos, causaram boa impressão.
    Em 1971, um outro esquadrão de MiG-21MF novos em folha, causou um frenesi, quando visitou a França.

  10. Eu o tinha visto em Aviões de Guerra e o achei muito bonito, mas pouco se conhecia sobre ele na época. Coisas da Guerra Fria.
    Mas adorei montar uma maquete dele em 1/72, feita na … Ucrânia! Apanhei pacas, mas saiu…

  11. Não lembro da primeira foto, mas a primeira reportagem foi numa extinta revista da Editora Globo sobre tecnologia, da qual não lembro o nome agora. Falou algumas (que hoje sei serem) abobrinhas mas comentou algumas coisas interessantes da aeronave.
    .
    Já o Su-27 eu só fui ver alguns anos depois, numa Flap Internacional, numa foto em preto e branco sobre Farnborough 94 (eu acho).
    .
    Agora contem quem tem esposa/namorada capaz de diferenciar o MiG-29 do Su-27. Isso era motivo de orgulho 20 anos atrás…

  12. Olá.
    Interessante notar que a partir de uma mesma concepção básica, se tenha construído dos aviões: o Mig-29 e o Su-27, permitindo um “mix” high-low (Su-27 e Mig-29 respectivamente).
    Nos EUA, o mix “equivalente” se deu com o F-15 e F-16, aparelhos completamente distintos.
    SDS.

  13. Não sei, para mim a grande surpresa foi o MIG 25, este sim, metia medo. Ja o Mig 29 apesar de arrojado era um avião que tinha sido pensado em combater o F-15, mas não era considerado O BICHO PAPÃO. No mais, os gringos já tinham o F-16 que sempre foi bom nas curvas não?
    Agora decepção mesmo foi quando apareceu o MIG 31, algo muito longe do Firefox hehehehe.

  14. Por que o mig 29 ou 31 metiam tanto medo?
    O que tinham de diferente em relação aos antecessores ou rivais?
    O 31 sei que há aqueles dois motores enormes soltando labaredas de fogo capazes de fritar qualquer míssil que se aproxime…

  15. Dos grandes caças russos, o Mig-25 e o Su-27 causaram muito mais perplexidade do que o pequeno Fulcrum. Mas, quem já viu a aeronave ao vivo isso pouco importa: baita de design e uma lição de como se pode fazer muito com pouco.

    Sds

  16. Rustico como deve ser um jato de combate, principalmente pela tampa que se fecha na entrada de ar durante a decolagem, protegendo contra estilhaços na turbina, numa guerra nao ha tempo pra ficar limpando a pista.

  17. Eu não lembro direito onde vi este avião pela primeira vez.
    .
    Não lembro se ele estava maquele álbum de figurinhas da Embraer e da Antarctica. Que vc trocava tampinhas por figurinhas. Passava o tempo todo olhando as guias e sarjetas e pedindo tampinhas nos bares. Se ele estava no álbum, foi ali que eu vi.

  18. Bela aeronave que só veio a maturar agora. Teria sido realmente top de linha se a então indústria eletrônica soviética estivesse em pé de igualdade com o ocidente. Depois veio o colapso da URSS que não ajudou em nada suas atualizações.

  19. Lendo essa reportagem, bateu uma nostalgia da saudosa URSS!!!!!! Tempo que eu era um jovem comuna que sonhava em comer criancinhas….

  20. Design muito mais limpo e harmônico do que o do MIG-25 (até porque detinham funções díspares).
    O achava o mais belo caça soviético, até ver o SU-27 pela primeira vez.
    Aliás, na minha opinião, só há um rival à altura do Flanker em matéria de design: o querido (e finado) F-14 Tomcat.
    Sds.

  21. Zoran,
    O meu primeiro contato com aeronaves foi com esse álbum da Antárctica. Tinha ele completo e dezenas (talvez centenas de figurinhas repetidas), pois meu pai era vendedor de bebidas para bares e conseguia juntar facilmente as tampinhas rsrs.
    E até hoje não sei como meu álbum desapareceu. Só sei que sumiu durante a minha adolescência.

  22. Alexandre Galante;
    Roberto 10 de outubro de 2017 at 20:49;
    HMS TIRELESS 10 de outubro de 2017 at 21:19 ;
    Pangloss 10 de outubro de 2017 at 22:02 ;
    Flanker 10 de outubro de 2017 at 22:12;
    João Bosco 10 de outubro de 2017 at 22:15 ;

    Lembrando a primeira página da revista “Aviões de Guerra”:

    “MiG-29: Sem Paralelo !”

  23. O bicho, ainda é bonito !
    Na minha opinião é um dos 3 mais belos caças já construídos, perdendo apenas para o Mirage 4.000 (1º) e o IAI LAVI (2º).

    Confesso que “sonhava” com um Hi-Low MiG-29 (por ser bimotor) e IAI Lavi (por ser monomotor).

  24. Olá Rafael Oliveira!
    .
    O meu também, não sei como sumiu. Foi também na adolescencia. Deve ser coisa de mãe de jogar tudo fora. Quando fui estudar, deixei minhas coisa importantes todas encaixotadas, com um pedido de não jogar fora. Até minha coleção de rótulos de cigarro, que era absurdamente enorme (com rotulos desde 1920, decadas de 50 ate ate meados da decada de 80 completa – com todas as variaveis de rotulos, desde pequenas mudanças – a parte mais antiga desta coleção ganha de um senhor de idade, vendo minha dedicação) , ela jogou fora.
    .
    E você sabe que nossa memória precisa de estímulo. Bastava olhar para um rótulo, que eu lembrava como eu tinha conseguido. Sem ter a coleção, não lembro mais nada. O Jogar as coisas fora, apagou de vez um monte de lembranças que eu tinha.

  25. Vila Rica, Albany, Paqueta, Imperador e muitas outras. Eu colecionava de tudo. Lembro que meu pai trouxe um Rothmans importato com vinte cigarros, ninguem tinha.
    Tempo bom…

  26. Roberto 10 de outubro de 2017 at 20:49

    Sou bem mais novo que você (hahahaha) e também conheci o MiG-29 nesta mesma revista.

    Saudações

  27. Roberto 11 de outubro de 2017 at 9:57

    E Chesterfield, você tinha?

    Quando a gente lembra da infância, tudo parece sempre bom.

  28. Eu não tinha. Na época acho que ele não era comercializado no Brasil. Creio que o Continental era a versão brasileira.

  29. O MIG-29 foi uma revolução no visual dos caças da então URSS.
    De aparência mais ao estilo ocidental, me lembro de alguém comentando à época sobre as linhas mais aerodinâmicas do novo caça, que traduzia de certa forma uma mudança de pensamento dos soviéticos, que até então consideravam que qualquer coisa com asas e um motor potente poderia voar..
    Uma crítica foi em relação a sua baixa altura em relação ao solo, devido a um trem de pouso sub-dimensionado o que o impossibilitava de transportar algumas armas sob a fuselagem.
    Outro ponto interessante, é que muitos aviões mudam bastante visualmente do protótipo até as versões definitivas de produção (Principalmente nesta época em que os computadores e softwares não eram tão desenvolvidos) mas observando a primeira foto da matéria do protótipo do MIG-29 parece que isso não aconteceu com ele.

  30. Eu vi a primeira vez em fascículo que reunia vários posteres de aviões de guerra, isso foi nos anos 90, acho que acabei perdendo nas mudanças da vida…
    Depois reencontrei com ele comprando a revista TOP GUN, essas eu doei para a biblioteca municipal.

  31. Caramba! Tô véio! :p
    Ainda me lembro dá primeira vez que vi e ouvi falar desse o avião foi no livro “Aviões de Combat Migs”! Isso foi em 1990!
    Era uma época onde ainda existiam “aviões secretos” entre as potência! 😉

  32. Roberto 11 de outubro de 2017 at 10:54

    Exato!
    Consegui com um primo que comprava de um sujeito que trazia lá de Santos (longa história).

  33. Pois é Zoran!
    .
    Eu acho que o meu álbum sumiu antes de eu sair de casa para fazer faculdade. Já a minha pequena coleção de embalagens sumiu durante a faculdade, mas, nesse caso, ela perguntou e eu autorizei ela jogar fora rsrs.
    .
    Ah, acho que não tinha o Mig 29.
    .
    Nessa época, meus avião preferido era o Sepecat Jaguar, acredito que mais pelo nome do que pela aeronave em si. Levava uma figurinha na minha carteira, junto com uma “cartão” do Corinthians rsrs.

  34. Eu não me lembro de aviões russos nesse álbum da Antarctica, que também colecionei. Capaz de ainda ter no fundo de alguma caixa. Algum dia quem sabe eu procure.

  35. Tem imagens na Internet pra quem quiser matar a saudade. Me lembro que, como sempre fui colecuonador mais heterodoxo que ortodoxo, quando acabou a troca de figurinhas e meu álbum estava ainda bem incompleto, preenchi os buracos com fotos das aeronaves de revistas diversas e desenhos meus.
    .
    Segue resultados de rápida pesquisa no google:
    http://webkits.hoop.la/topic/quando-foi
    .
    https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-754471830-album-o-mundo-maravilhoso-da-aviaco-embraer-antarctica-_JM
    .
    https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-714807316-album-o-mundo-maravilhoso-da-aviaco-embraer-completo-_JM

  36. 10 anos mais novo que o F-16 e o F-15 mas toda vez que foi interceptado foi porque não tinha ECM, não tinha RWR, não tinha chaffs e flares, o piloto não era bom o suficiente (não era um cossaco), foi pego de surpresa e não manobrou, não tava armado, a manutenção não era boa porque os mecânicos não eram russos, etc. Ufa!!!

  37. Pois é Bosco, pelo menos ele foi derrotado por aeronaves da mesma geração. Agora, quais são mesmo as desculpas pelos abates de F-4 pelo obsoleto MiG-17, que era 10 anos mais velho e nem radar tinha?

  38. Eu não me perdoava em não ter adquiridos todos os exemplares da Aviões de Guerra, quando cheguei um belo dia, numa livraria do antigo aeroporto de Natal, tava lá a bichona azul,novíssima, todos os fascículos, foram 2 semanas de negociações e o vendedor dizendo que tinha uns pilotos da FAB interessados (o que não seria ilógico)…haja pressão…aí um belo dia cheguei com R$ 350,00 em espécie (era dinheiro em 94), mas saí feliz e até hoje a guardo…é bem verdade que os aviões e as matérias já estavam um pouco defasados mesmo para 94, porque estas se reportavam a aviões e guerras ocorridas até o final dos anos 80, mas valeu e muito e esta reportagem do MIG-29 foi espetacular, ótimas fotos, avião muito bonito, só comparado aos franceses (no meu ver, de longe os mais belos). Hoje considero o Rafale o mais bonito de todos e foi muito gratificante ter tido contado visual e físico com o mesmo, enfim, tê-lo visto ao vivo na CRUZEX de 2010.

  39. Clésio,
    Um caça de geração superior em tese pode ditar a arena que vai combater. Se isso não for feito e o caça de geração mais avançada se ver obrigado a aceitar o jogo do caça de geração mais inferior a vantagem se perde.
    Não sei as circunstâncias do caso que você disse mas acredito que as regras de engajamento possam ter limitado a superioridade do F-4 e aí meu amigo, nem Deus na causa.
    O mesmo pode-se dizer a respeito do F-22 se algum gênio obrigar que ele combata na distância visual. Sua vantagem é anulada não importa se ele irá lutar com nossos AMX ou com o Su-57.
    A vantagem geracional pode ser anulada de diversas formas, que vai desde a sorte pura e simples, passando pelo treinamento superior, doutrina superior, regras de engajamento ou um ganho tecnológico inusitado, que anule a vantagem do caça de geração superior.
    É o caso do hiper foda pod Khibini que faz o Su-35 impenetrável ao Amraam dos F-22. Em sendo assim o combate vai pra arena visual e aí é um verdadeiro “pega pra capar” e pretensa superioridade do caça americano vai literalmente para as cucuias.
    Um abraço.

  40. Já um MiG 29 não ter chaff, flares, RWR, radar, míssil, piloto treinado, manutenção adequado e ainda assim mandarem ele pra combate, aí não serve de desculpa se ele perder pra um F-15 ou F-16 em 100% das vezes.

  41. Vale salientar que a tecnologia stealth e a doutrina de combate BVR só tem razão de existir se houver capacidade de identificação amigo-inimigo não cooperativo efetivo. Não havendo e os caças de 5ªG (de qualquer país) tiverem que se sujeitar às regras que engessem sua capacidade BVR contra caças de gerações anterior é melhor eles nem levantarem voo e ficarem só de rainha de hangar mesmo, posando pra fotos em dias de comemoração patriótica.

  42. Há inúmeras variáveis possíveis para um caça de geração anterior abater outro mais avançado, e vários exemplos também, dos dois “lados” de que se tratou em comentários mais acima, pode-se ficar debatendo o assunto por dezenas e dezenas de comentários.
    .
    Afinal, assim como velhos caças MiG-17 vietnamitas abateram caças F-4 Phantom II americanos na Guerra do Vietnã, na Guerra Indo-Paquistanesa de 1971 velhos F-86 do Paquistão abateram MiG-21 indianos.

  43. Obs – “velhos” F-86 quanto à fabricação, pois na Força Aérea Paquistanesa eram “novos”, no sentido de serem adquiridos de segunda mão e colocados em serviço no Paquistão poucos anos antes do conflito.

  44. Ivanmc, deprimente é provocação gratuita ao invés de debate. Experimente debater com argumentos, acrescentar algo à discussão, ao invés de distribuir mágoas.

  45. Fernando “Nunão” De Martini 11 de outubro de 2017 at 18:52.
    .
    Com certeza não foi para o senhor Nunão, foi para a política de saturação contra os equipamentos russos de certos comentários. Mas, eu não sei porque me preocupo ainda com isso. Contudo, peço desculpas mais uma vez e que bela matéria foi essa.

  46. Tô, fora dessa treta, Bosco. Caso tenha se sentido ofendido ou injustiçado, aceite o pedido de desculpas do Ivanmc e bola pra frente.
    Nem sou mais editor full time do blog, apenas ocasional, então não quero ser “promovido” a juiz entre as partes em litígio aeronáutico rsrsrs

  47. Mas seria uma ajuda humanitária Nunão. Eu creio não estar sabendo mais me expressar na língua pátria.
    O Ivan achou meu comentário das 13:17 ofensivo ao equipamento russo quando simplesmente eu relatei que em todos (9) os combates entre o MiG-29 (desenvolvido para se contrapor ao F-15 e F-16) e os F-16 e F-15 ele saiu derrotado, e ninguém duvida de suas qualidades. Nem eu!
    Já o Amraam venceu todos os combates em que se meteu e é tido como obsoleto.
    Ou seja, claramente há dois pesos e duas medidas em aferir a qualidade de equipamentos russos e americanos.
    Voltando aos combates entre os caças, foram essas as “desculpas” que deram pelas derrotas e que de forma inusitada serviram para denegrir os equipamentos americanos (caças e mísseis). Não me culpem mas a leitura é óbvia: em 9 combates os MiG-29 perderam em 9 vezes.
    Se há culpados (e eu duvido que seja o caça russo) é dos que enviaram os caças ao combate sem eles estarem devidamente equipados e armados, o que nos mostra que um caça nada mais é que um sistema de armas que só funciona direito no conjunto e que o fato dele ser simplesmente referido como sendo de terceira, quarta ou quinta geração é só uma grande bobagem se ele estiver subarmado, subequipado, subtreinado.
    De qualquer forma, valeu!

  48. “Eu creio não estar sabendo mais me expressar na língua pátria.”
    .
    Se serve de consolo, muitas vezes tenho a mesma impressão quando recebo certas respostas a meus comentários. Você não está só.

  49. Um caça notável, pena que seus operadores estrangeiros foram ineptos na operacionalidade dele.

    De qualquer forma, tem seu lugar na História garantido, e até hoje continua a voar em muitos países, sendo um elemento importante.

    Acho que no caso da Coréia do Norte, devem ser os unicos caças a impôr algum respeito aos USA, se bem que lá, tal como no Iraque, Sérvia, etc, estão totalmente desatualizados e sem cobertura nenhuma…

    a propósito, falando em Rússia, uns 50 aviões russos na Síria já cumpriram intermináveis vôos atacando o ISIS e demais terroristas, sem fadiga, sem cair, sem quebrar. Provaram a qualidade do equipamento russo, sua resistẽncia, sua capacidade de voar muitas e muitas vezes. Provaram a precisão de suas armas, a eficiência como um todo.

    Cade a tal ” inferioridade ” dos equipamentos russos agora, tão alardeada aqui por alguns ???

    Só falta dizerem que ” é tudo Sputnice !! Não tem avião algum lá, é farsa do Putin !!”

    Ta boom, ta bom, é tudo o Sputnik…

  50. As primeiras ( e melhores que já vi impressas ) gravuras do Mig-29 de que me recordo, vi na coleção Asas de Guerra, que trazia em cada volume peças de um plastimodelo em 1/72 ( ambos os quais, o número e o modelo do Mig-29, tenho até hoje )… Mas a primeira imagem do Mig-29 em minha mente foi a do acidente em Le Bourget, em 1989. Lembro-me vagamente de reportagens na época.

    Essa é a matéria/documentário mais antiga acerca do Mig-29 que já vi ( e até aqui única levada a efeito pela mídia brasileira ). Muito bacana.

  51. O MIG-29 precisa ser melhor entendido, tanto para ser elogiado quanto criticado.
    A defesa aérea soviética era rigidamente separada entre a VVS -Voyenno-Vozdushnye Sily (Força aérea) e a PVO – voyska protivovozdushnoy oborony (Força de defesa aérea).
    A mentalidade aérea soviética sempre privilegiou a defesa aérea contra incursões da aviação estratégica inimiga – sobretudo inglesa e americana. Quando se fala em aviões com capacidade ar-ar, a PVO sempre foi privilegiada com os projetos mais caros e complexos e os caças da VVS sempre foram vistos como uma aviação de cobertura e escolta para operar próximo ao front.
    Assim normalmente havia um caça mais complexo e de maior porte Su-9 (interceptador) e o MIG-21 (caça tático). Idem com o Su-15 e o MIG-23 (um projeto ruim, mas produzido em enorme escala). O único interceptador complexo realmente exportado foi o MIG-25.
    O MIG-29 nasceu como um avião da VVS, um caça de menor relação carga útil x alcance, com complexidade mediana. Os aviões onde se aplicavam maiores esforços técnicos e econômicos eram o MIG-31 e o Su-27, este sim um avião de ruptura com a ideia já ultrapassada de separar rigidamente interceptador e caça tático, algo que a USAF já tinha abandonado com o F-15 mandando o F-106 Delta Dart para a segunda linha nos anos 70 e logo também os retirando.
    Se separarmos a ideia de um avião em célula, motores e sistemas eletrônicos. O MIG-29 no quesito célula era um projeto e tanto. Ele não tinha FBW, não tinha estabilidade relaxada, seus controles de voo eram mecanicamente acoplados com assistência hidráulica, algo muito atrás do F-16 ou M2000, mas mesmo assim sempre foi tido como equivalente em manobrabilidade. Isto é mérito única e exclusivamente de projeto aerodinâmico.
    O que sempre faltou ao MIG-29 foi motorização e sistemas. Tivesse ele os motores (F404) e radares (APG-65), que equipavam o F-18 nos anos 80, seria o caça dos sonhos.
    Para quem gosta de ver o mundo em preto e branco, isto é, EUA x Rússia (Maravilha x Porcaria) ou vice versa, o que vou dizer não acrescenta muito.
    Mas para quem não enxerga o mundo assim percebam que os engenheiros da MIG construíram um caça simples cuja boa célula salvava os sistemas deficientes e os engenheiros da McDonnell Douglas construíram um caça bom, mas que só era bom pela motorização e eletrônica. A célula do F-18A/B e C/D nunca foram de impressionar ninguém em desempenho aerodinâmico. (Diferente do F-16).
    Se o MIG-29 com sistemas americanos era o caça dos sonhos, o F-18 com sistemas soviéticos era o caça dos pesadelos.
    Os soviéticos fizeram o MIG-29 com sistemas simples por uma série de motivos.
    Ele não era a prioridade na época, por questões doutrinarias e depois econômicas. O foco era o MIG-31 e Su-27.
    Eles ainda não sabiam fazer (final dos anos de 1970) um avião com barramento de dados, computadores de voo, FBW. Apanharam um monte nos protótipos do Su-27.
    Porém, quando os soviéticos realmente estavam contra a parede, soluções avançadas surgiam, como no caso do B-1 que forçou a inovação de radares e misseis no MIG-31.
    Para o MIG-29 o cenário imaginado era um combate visual em céu claro contra o F-16 que naquela época era um caça de combate visual e tão somente.
    Considerando esta premissa, o MIG-29 nem fazia feio. Ele tinha capacidade BVR com misseis semiativos (coisa que os primeiros F-16 não tinham) e possuía inovações em combate de curto alcance (míssil com TVC) apontado pelo capacete, coisa que a OTAN só incorporou depois.
    Acontece que pouco depois dele entrar em serviço algumas coisas aconteceram. Houve um salto incrível de sistemas eletrônicos e os EUA desenvolveram o F-16 com maestria, os soviéticos (que já sentiam o efeito da crise econômica) e tinham coisas caras para financiar (Buran, TU-160) apostaram suas fichas no Su-27 e relegaram o MIG-29 a pequenas melhorias.
    O MIG-29 só realmente foi atualizado tarde demais, com o MIG-35, que está pelo menos uns 15 anos fora do tempo de mercado.
    Se compararmos os Su-27 iniciais com o Su-35, percebe-se que os soviéticos evoluíram em seus caças em 4 décadas, como os EUA entre o F-16A/B e Block 70, ou F-18A e F, os idem com o Gripen A até o NG e assim por diante.
    Porque o MIG-29 não seria diferente em evolução? Fosse prioridade teria evoluído e tinha potencial aerodinâmico tão bom ou talvez até melhor que rivais ocidentais
    Por fim toda vez que se fala em caças soviéticos e as surras que eles levaram em guerras mundo a fora a de se considerar que as doutrinas soviéticas, tanto de operação quanto de logística, só funcionavam (e as vezes de forma meia boca) na URSS, toda vez que um avião soviético era operado por um terceiro, todas as premissas eram outras.
    Os EUA (e a OTAN em alguma escala) sempre pensaram em caças expedicionários, porque os EUA operam caças táticos de forma expedicionária há mais de meio século. Quando um cliente vai operar um F-16 na América Latina como a FAV operou é uma realidade doutrinaria e logística totalmente diferente do MIG-29 na FAP.
    Há de se considerar isto também. Eu tenho uma enorme admiração pelo MIG-29, ele é um caça razoável, com desenvolvimento interrompido, de uma visão doutrinária ruim de décadas passadas. Fosse ele um avião europeu, com desenvolvimento continuado, teria sido talvez até melhor que seus rivais diretos.

  52. Bosco wrote:
    10 anos mais novo que o F-16 e o F-15 mas toda vez que foi interceptado foi porque não tinha ECM, não tinha RWR, não tinha chaffs e flares, o piloto não era bom o suficiente (não era um cossaco), foi pego de surpresa e não manobrou, não tava armado, a manutenção não era boa porque os mecânicos não eram russos, etc. Ufa!!!

    Bosco vc mitou!!!!!
    Tô rindo até agora…

  53. Olá! O ultimo abate de uma aeronave dos EUA em combate ocorreu no Iraque, o algoz foi um MIG-25?

    Saudações!

  54. Renato, que tal debater ao invés de atacar os outros?
    Dê uma lida nas regras do blog, enquanto ainda há tempo. Depois não reclame se tiver comentários apagados pelos editores do site.

  55. Uma coisa que nunca tinha notado no Mig 29 é que ele possui portas nas tomadas de ar, que posteriormente foram utilizadas no Yak 130.

  56. Aéreo:
    Os Mig 29 poloneses seriam então o sonho de todo mundo, já que foram modernizados pelos alemães com equipamentos ocidentais?

  57. Não Marcos. A motorização da aeronave é deficiente. A própria aeronave já apresenta limitações da idade, em termos de discrição e carga útil x alcance. A logística de suprimentos é limitada, entre outros fatores.
    O que quis dizer é que a célula da aeronave se projetada e operada no ocidente teria mais potêncial do que células ocidentais equivalentes.

  58. Não Marcos, o MIG-29 polonês, mesmo com modernização ocidental não é nenhuma espécie de sonho, por uma série de motivos.
    A motorização do MIG-29 é um Calcanhar de Aquiles o que dá a ele uma carga útil x alcance menor do que o F-16 por exemplo, que se provou depois um exímio atacante, coisa que o MIG-29 nunca foi.
    Os caças evoluíram em discrição de radar e infravermelho no quadrante frontal fruto da maturidade do BVR nos últimos 20 anos. O MIG-29 quando comparado a projetos mais novos como o EF-2000 e Rafale neste quesito sente o peso dos seus 40 anos. Outros caças ocidentais quarentões ou trintões, também passam por este problema como o F-15 e M2000.
    Uma modernização envolve uma série de compromissos econômicos e técnicos. Um caça modernizado nunca é otimizado quando um caça projetado desde uma folha de papel em branco.
    Nós no Brasil que temos fetiche com modernização. Há pouco tempo atrás era comum alguns entusiastas dizerem que os F-5M eram melhores que os F-16 do Chile ou Su-30 na Venezuela. Embora os F-5M em sua área sejam boas aeronaves, sobretudo em um cenário de defesa aérea de ponto, há uma boa dose de otimismo nestas premissas.
    Caças modernizados são bons, tem um valor custo benefício altamente favorável, mas são somente isto, um projeto antigo modernizado, que em forças aéreas mundo a fora formam um complemento quantitativo a uma primeira linha qualitativa.

  59. Uma ave de rapina formidável, linda, esbelta, cara de mau… até seu defeito tem um certo charme, ou venham me dizer que aqueles motores fumacentos não são puro charme vintage como um velho Maverick V8?

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