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Acidente fatal com piloto de F-35 envolveu aeronave estrangeira

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Su-27P fotografado voando sobre Groom Lake no estado de Nevada, em novembro de 2016

A Aviation Week informou que o acidente de 5 de setembro no Nevada Test and Training Range (NTTR) que matou um piloto de teste da Força Aérea dos Estados Unidos parece ter envolvido um tipo de aeronave estrangeira operada pela unidade secreta Red Hat da USAF.

O acidente fatal veio à luz quando um porta-voz da Força Aérea da Nellis AFB anunciou que o tenente-coronel Eric “Doc” Schultz morreu por lesões sofridas no acidente de sua aeronave na área de testes de cerca de 100 milhas a noroeste da base. O porta-voz disse que a aeronave pertencia ao Air Force Materiel Command (AFMC), mas não especificou o tipo envolvido ou as circunstâncias.

Dada a localização aproximada fornecida pela Força Aérea, parece que o acidente ocorreu a meio caminho entre Groom Lake e Tonopah Test Range, que são operados pelo Detachment 3, Air Force Test Center (AFTC). O site é responsável pelo teste e avaliação de aeronaves “black” secretas, bem como tipos estrangeiros que são pilotados pelos Red Hats para avaliação tática e treinamento dissimilar contra unidades da linha da frente da USAF.

Fontes indicam que Schultz era o comandante do esquadrão dos Red Hats no momento da sua morte. Os Red Hats tornaram-se uma unidade não numerada dentro do Detachment 3, a ala de teste da AFTC após o 413th flight test squadron (anteriormente 6513º test squadron) ser desativado em 2004. Nos últimos anos, a unidade operou uma variedade de tipos de aeronaves de combate desenvolvidas na Rússia, incluindo o MiG-29 e vários modelos desenvolvidos pela Sukhoi, como o Su-27P, um dos quais foi recentemente observado voando na vizinhança.

Schultz estava anteriormente envolvido nos testes do F-35 com base em Edwards AFB, Califórnia. Ele era um piloto excepcionalmente experiente com mais de 2.000 horas, voando inúmeras aeronaves. Graduado da Escola de Piloto de Teste da Força Aérea dos EUA, Schultz também atuou como diretor de operações e oficial de intercâmbio no Canadian Forces Flight Test Center. Ele também voou um caça F-15E em mais de 50 missões de combate de apoio aéreo no Afeganistão. Além disso, Schultz serviu em engenharia de sistemas para o programa Airborne Laser.

Antes de sua carreira militar, Schultz foi o cientista sênior e gerente de desenvolvimento de negócios no Pratt & Whitney Seattle Aerosciences Center. Ele também voou como engenheiro de teste de voo de asa rotativa no Naval Air Warfare Center.

F-16 e Su-27 em dogfight sobre o deserto de Nevada

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50 COMMENTS

  1. Que baita ficha que ele tinha hein???! Que Deus o tenha agora em seu reino, e que possa confortar os parentes e amigos que ficaram. Sentirão muitas saudades, com certeza!

  2. Que seu espírito esteja em paz…
    O curriculum acadêmico dele era impressionante! Pdoeria muito bem seguir uma carreira brilhante tanto no meio docente/científico como na iniciativa privada, em qualquer coisa ligada a aviação! Mas, a paixão por voar falava mais alto…!

  3. Paulo, duvido que tenha, os aliados estadunidenses não passaram pela desagregação do Pacto de Varsóvia e duvido que o Irã, o único apto a passar material bélico de origem ocidental o faria dada a carência de meios militares. E mesmo fuçando em sites especializados em defesa russo nunca vi nada parecido.

  4. O pos-venda dos russos sempre foi ruim, ainda mais de segunda mao, aeronaves russas apenas voam bem com manutencao do russos, os americanos deveriam saber disso.

  5. Roberto, a Venezuela comprou os Sukhois por conta do embargo estadunidense sobre as peças de reposição do F-16, isso em 2005-6; ao mesmo tempo, os venezuelanos ameaçavam repassar essas máquinas aos iranianos. Creio que, pelo avançado estágio de desenvolvimento da tecnologia russa e o incipiente nível da iraniana, o destino tenha sido mesmo as terras persas e, tavez, destinados a engenharia reversa. Quer dizer, julgo que isso seja provável. Não tenho certeza de onde eles estão, mas me parece seguro supor que não estão a voar com a VVS.

  6. Fabrício,
    Também acho difícil e se houve algo nesse sentido, foi na época de Hugo Chaves, mesmo assim, algo de valor acadêmico, uma curiosidade em saber como o F -16 se comporta em determinadas manobras, qual seu ponto fraco contra o Sukhoi, qual a melhor maneira de escapar ou enfrentar o caça americano, etc. Parece um tanto inútil, mas se surgisse uma oportunidade dessas, acho que os russos não deixariam passar.

  7. Mas como assim secreto?? Tem um livro relativamente difundido, chamado America’s secret Mig squadron, de um ex-integrante chamado Col. (Ret) Gaillard R. Peck, Jr.

    O cara conta tudo, quais aeronaves possuem etc

  8. Essas fotos já dizem tudo!
    O dogfight não morreu, a cena do Sukhoi passando pelo o F-16 e ambos inclinando as asas é o cavaleiro medieval baixando a viseira de seu elmo, saudando seu oponente*. Uma das cenas mais belas da aviação militar.
    .
    .
    * É a origem da continência militar.

  9. Roberto e Fabrício, essa de cavaleirimo em combate aéreo não existe, mesmo simulado. Os caras estão inclinando as asas é para encaudar o adversário o mais rapidamente possível e tomar a vantagem das 6 hs do adversário. E a cena mais bela da aviação militar é o adversário enquadrado no visor. É a dura realidade>

  10. Ou o su27 não detectou o f35 e se chocou.
    Brincadeiras a parte, até devido ao falecimento do piloto, o que acham que ocorreu?
    Colisão em dogfight?
    Algum míssil de festim acabou atingindo o outro avião?
    Laser Beam?
    Defeito no avião estrangeiro?
    Erro humano, tipo não estava acostumado com a manobrabilidade ou aspereza dos controles russos?

  11. Gilberto, a manobra é evidente. O que Roberto salientou não foi um gesto cavalheiresco na aviação mas à beleza do combate aéreo em si remetendo, aí sim, ao simbólico gesto de dois cavaleiros ao se cumprimentarem antes do combate. Foi uma sutileza mas acho que agora ficou claro. Se eu estiver errado quanto à interpretação do que o Roberto falou, seguramente ele me corrigirá.

  12. Acredito que os russos tiveram acesso de alguma forma a aviões ocidentais, a KGB era muito poderosa e competente em sua época.

  13. Fabricio e Roberto, se os venezuelanos cederam algum F-16 para iranianos, russos ou quem quer que seja, eu realmente não sei. Só sei que a AMB (Aviación Militar Bolivariana) possui em seu inventário, segundo várias fontes, um total de 21 F-16 A/B (do total de 24 adquiridos, 3 foram perdidos em acidentes). Quanros estão operacionais? Não se tem certeza, mas muito provavelmente são pouquíssimos, devido à crise venezuelana e ao embargo de peças pelos EUA. E não sei de onde eles compram peças para manter, mesmo que poucos, em voo.

  14. Pelas próprias normas americanas, o F-35 foi… abatido.
    Os EUA contam como abate até se o oponente cai sozinho sem ser atingido. Então…

  15. Fabrício Barros,
    Boa percepção.
    Sinceramente, eu não saberia dizer com alguma certeza, se a manobra é costumeira ou mesmo se se tem a intenção de tão bonita saudação. Entretanto, antes do engajamento é necessário que as duas aeronaves comecem em condições iguais, ou seja, a melhor maneira de fazer isso é que uma passe oposta à outra. Durante a passagem, haveria então o costume da saudação, um cumprimento, como dois bons lutadores antes da luta. É importante notar que após a passagem, a curva no sentido da inclinação, não é algo que se imponha, a aeronave muitas vezes volta ao voo nivelado para então imediatamente tomar a direção que o piloto desejar, curva, mergulho invertido ou um ‘zoom climb’.
    É óbvio, e aqui meu caro Fabrício, faço essa observação para os que são desprovidos de tão bom entendimento, que tal coisa se dá em treinamento, e claro, isso não acontecia na guerra medieval ou nas Cruzadas, Godofredo de Bolhões antes de cortar a cabeça de algum sarraceno, não perguntava antes como estão indo as coisas ou como vai indo a família. Esse costume nasceu nas competições de lança, lutas de espada, etc.
    Observe o seguinte vídeo em 10′ 09”:

  16. Até no outro tópico vários comentaristas insistem que a aeronave que caiu foi um F-35! Por que? Como falei lá, eles não teriam porque esconder se fosse um F-35. Quase toda semana se publica alguma notícia desabonadora, com n problemas, desse caça. Por que ele iriam esconder isso agora? É muito mais lógico que o acidente tenha ocorrido com uma aeronave de origem estrangeira, como algum dos caças russos operados pela USAF.

  17. Na Segunda Guerra cada lado tinha seu programa de testar aeronaves do lado oposto.
    “In WWII, the antagonists captured each other’s aircraft and introduce them into a modest DACT role.
    The Germans created a unit known as “Touring Zirkus Rosarius” with captured P-51s, P-47s etc. that visited fighter bases and even let the senior pilots fly the adversary aircraft themselves.
    The RAF created a unit with Luftwaffe captured fighters (Me-109s and FW-190s) that were fully tested and then taken to USAAF and RAF bases for familiarization training.”Wiki

  18. O limite de idade e a forma de ingresso para se tornar piloto nos EUA é mais abrangente e flexível?Pq, por baixo, um homem com essa formação e atribuição antes de ser piloto, no mínimo tinha uns 25 anos, o que, mais ou menos, por aqui no Brasil, já estaria servindo como piloto de caça do 1º GavCa: “Antes de sua carreira militar, Schultz foi o cientista sênior e gerente de desenvolvimento de negócios no Pratt & Whitney Seattle Aerosciences Center.”

  19. Obs. foi assim no WW II que os americanos descobriram as fraquezas do Zero japonês e anularam todas as sua supostas vantagens. Pelo visto a tradição vontinua…

  20. Sem estudo, sem tecnologia seremos sem independência
    Me digam um mísero laboratório capaz de fazer um transistor no Brasil
    Foi inventado a mais de 4 décadas e o Brasil nada

  21. A União Soviética testou o F-14 fornecido pelo Iran e ele ajudou no desenvolvimento do próprio Flanker, uma vez que tinha um padrão de vôo bem similar ao F-15, o Flanker teoricamente nasceu pra caçar os TeenFighters.

    Também ficou-se sabendo em exercícios dessa natureza, que o F-15 não deveria dogar contra um Mig-29. O modelo alemão oriental foi testado exaustivamente, e mesmo sendo da variante A, conseguiu várias vitórias contra o eagle, justamente também pela mira no capacete e a capacidade do R-73 de fazer curvas fechadas depois de lançado (também serviu de base pro IRIS-T).

    Saudações.

  22. Bavaria Lion 13 de setembro de 2017 at 9:06

    Essa historia de que o Irã teria fornecido um F-14 aos russos não é verdadeira, embora exista correndo na internet uma foto de um Tomcat supostamente com a estrela vermelha

  23. Não demora muito veremos novo testes secretos no Deserto de Nevada testes secretos e combates simulados do F-22, F-35 contra o SU-57 e o J-20…
    Só resta saber como os emericanos vão conseguir o SU-57 e o J-20.

  24. Bavarian Lion,

    é curioso esse desenvolvimento de mísseis na União Soviética e no Ocidente. Especialmente porque os dois mísseis equivalentes com vetoração da empuxo da Otan, o como citado IRIS-T e o AIM-9X só entraram em operação quase vinte anos depois do R-73. É algo ainda mais significativo porque os russos começam o desenvolvimento de um míssil avançado de curto alcance, o K-13, a partir a engenharia reversa sobre o Sidewinder que eles conseguiram com os chineses (que capturaram em 1958) – e para os engenheiros russos à época esse míssil (segundo declarações dos próprios) equivaleu a um ‘curso universitário’.

    E, vinte e seis anos depois, tinham um míssil de curto alcance com certos parâmetros técnicos mais avançados que o Ocidente. É uma feito assaz significativo, uma superação.

  25. Rodrigo 13 de setembro de 2017 at 14:10

    O F-35 é um avião problemático, caro e de difícil desenvolvimento. Isso você, eu e a maioria concordamos, não é mesmo? Aí eu te pergunto: como nós, meros entusiastas de internet, sabemos de todos os defeitos e problemas desse avião? É por que os EUA escobdem tudo desse programa? Ou é exatamente pelo contrário? E onde está escrito que foi um F-35 que caiu? Pode ter sido, mas também pode ter sido outra aeronave. E qual modelo de aeronave, principalmente em fase de desenvolvimento, não caiu?

  26. O rodrigo ja deveria ter se acostumado com as decepçoes , certamente passou as ultimas 24 horas rezando pra ser um F35 acidentado , ai sai esta cogitação , logo em seguida o desespero !

  27. O Site War is Boring está com uma matéria muito boa sobre as aeronaves estrangeiras testadas pelos EUA desde o inicio da Guerra Fria. O Tom Cooper do ACIG tem um texto muito bom chamado “Gone with Wind” que retrata “detalhadamente” os esforços de EUA, Israel e URSS de adquirir aeronaves inimigas para testes. Recomendaria até que se possível, o pessoal do site conseguisse autorização para traduzi-la e republicá-la por aqui.

  28. Rodrigo 14 de setembro de 2017 at 0:26
    Quem repassou para os americanos? a Ucrania ou a Polonia?
    .
    Rodrigo, tinha Su-27 ex Ucrânia sendo vendido com matrícula civil N131SU e N132SU nos EUA, ja foi matéria do Poder Aéreo.
    Estes aviões foram comprados pela MERIDICAN INC e estavam a venda pela Pride Aircraft, os dois foram vendidos e sumiram da mídia, tendo o ultimo voo registrado com estas matriculas em 2009, devem estar com a USAF.
    . http://www.prideaircraft.com/flanker.htm

  29. O F35 não foi feito para combate aéreo!
    Ele não tem visão 6 horas e isso é básico!
    Conjecturando agora!
    O piloto (pressionado) desse F35 para compensar essa falha e fazer jus ao investimento arriscou e infelizmente teve que pagar o preço!

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