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Rússia teria lançado ‘o pai de todas as bombas’ na Síria

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FOAB

Os russos têm sido especialmente discretos sobre a arma e, se for verdade, este seria o seu primeiro uso em combate

Surgiram rumores nas mídias sociais, sugerindo que a Rússia teria lançado sua mais poderosa bomba não-nuclear, apelidada de “Father of All Bombs” (FOAB), sobre terroristas do ISIS na Síria. Se for confirmado, esta seria a primeira vez que a Rússia empregou essa arma.

Em 7 de setembro de 2017, publicações surgiram no Twitter alegando que testemunhas e ativistas perto da cidade síria de Deir ez-Zor, tinham visto a arma em ação. No entanto, ainda não houve relatos nos meios de comunicação russos em inglês ou uma declaração oficial do Ministério da Defesa da Rússia.

Existem poucos detalhes concretos sobre A FOAB, formalmente conhecida como Bomba Termobárica de Aviação de Potência Aumentada (ATBIP), e quase nenhuma imagem oficial ou vídeo da bomba — um Tweet ainda usou uma imagem de uma maquete da bomba de hidrogênio soviética Tsar em vez da FOAB. Aparentemente, ele usa um enchimento altamente explosivo impulsionado com uma mistura de pó de alumínio e óxido de etileno, componentes comuns a outras armas termobaricas conhecidas, para criar a explosão de alta intensidade e ondas de choque associadas.

Os russos dizem que a arma completa pesa pouco mais de 14 mil libras (6.300 kg) e pode criar uma explosão equivalente a 44 toneladas de TNT. Isso a tornaria mais leve, mas mais devastadora do que a Mother of All Bombs (MOAB) de 22.000 libras da U.S. Air Force, que os russos estavam claramente referenciando com seu próprio apelido.

“Os testes mostram a sua eficácia e as capacidades são comparáveis ​​às armas nucleares”, disse o coronel geral russo Alexander Rukshin, então vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do país, após o primeiro teste de campo da arma em 11 de setembro de 2007. “Ao mesmo tempo, o uso desta bomba não prejudica ou polui o meio ambiente “.

A Rússia afirma que o bombardeiro pesado supersônico Tu-160 é o principal meio para lançar esta bomba maciça, mas isso parece altamente improvável. Um filme oficial do teste é fortemente editado para mostrar a abertura da baía da bomba de um Tu-160, antes de cortar abruptamente e parece que a bomba cai bem na parte de trás de um avião diferente.

É muito mais provável que um avião de carga Il-76, ou mesmo o maior An-124, carregue a arma na área alvo e libere a bomba pela porta de carga traseira. Isso é semelhante ao arranjo que a Força Aérea dos EUA usa para soltar a GBU-43/B e a as BLU-82/B Daisy Cutter.

Como a BLU-82/B, a FOAB usa um paraquedas para diminuir a velocidade de queda e permitir que a aeronave de lançamento escape da explosão. Os russos afirmam que a bomba é guiada pelo seu próprio sistema de navegação por satélite GLONASS, semelhante ao GPS, mas este perfil de lançamento sugere fortemente que a arma não é guiada.

FONTE: www.thedrive.com

23 COMMENTS

  1. Essa afirmaçao me lembrou daquela bomba termobarica que os americanos usaram na Guerra do Vietna, apelidada de Daisy Cutter!!
    SRN

  2. É dito que a arma é guiada mas tudo indica que não seja.
    É dito que a arma é lançada pelo Tu-160, mas muito provavelmente não o é.
    É dito que pesa a metade da MOAB e tem 4 x a sua potência explosiva mas…

    Vale salientar que esse é o tipo de armamento que é utilizado em conflitos assimétricos e não teria vantagem alguma de ser lançado por um bombardeiro supersônico.

    Só de curiosidade, a MOAB e a BLU-82 não são armas termobáricas. A maior “bomba” termobárica (FAE) americana é a BLU-96 de menos de 1 t, que não é mais utilizada.

  3. Flamenguista,
    A “Daisy Cutter” é a BLU-82, que não é termobárica. Ela utiliza um composto alto explosivo maciço e sua alta potência explosiva se deve exclusivamente à grande quantidade dele.

  4. Ai as vedetes russas ainda vem reclamar que não da crédito aos dados técnicos de suas armas mágicas…
    .
    Para poupar trabalho… copio o que o Bosco escreveu:
    “É dito que a arma é guiada mas tudo indica que não seja.
    É dito que a arma é lançada pelo Tu-160, mas muito provavelmente não o é.
    É dito que pesa a metade da MOAB e tem 4 x a sua potência explosiva mas…”

  5. Há vantagens e desvantagens na utilização do método termobárico. Uma vantagem é que o efeito de sopro é muitíssimo aumentado se comparando massa por massa com uma bomba convencional, mas os americanos alegam que acima de uma determinada massa há perda de eficiência. Sem falar que o rendimento de maciças explosões utilizando o método termobárico é pouco previsível devido às variáveis climáticas, dispersão do material inflamável, etc.
    Daí eles preferirem as explosões maciças quando querem explosões com grande efeito de sopro.
    Hoje, o método termobárico tem sido muito requisitado para pequenas ogivas utilizadas contra estruturas.

  6. Sinceramente eu penso que essa lide pela paternidade bélica devia estar correndo sob sigilo de justiça na Vara de Família…

  7. Se essa bomba tivesse funcionado bem, a Sputnik estaria com a fanfarra no coreto da praça, anunciando o sucesso com a habitual isenção e imparcialidade.

  8. Eu não sei porque usar uma coisa destas contra o ISIS, mas eles não revelaram no que foi usado (se foi uma base ou um bunker), de qualquer maneira lembra aquelas “bombardeiros maciços” dos B-52 no Vietnam.

  9. Hawk,
    Essa arma até pode ser utilizada contra esconderijos em túneis e cavernas e abrigos subterrâneos em geral desde que estejam abertos ao exterior, mas não é eficiente contra bunkers herméticos. Pra esse é melhor uma bomba de penetração que explode após penetrar no solo.
    Mas o ideal desse tipo de arma é ser utilizada contra alvos macios distribuídos numa grande extensão do terreno. Sem falar o efeito psicológico. Esse sim é impar.

  10. Se qualquer um destes armamentos fossem eficazes no combate assimétrico, o ISIS já estaria extinto. Ô propagandinha xexelenta!!

  11. Nada mais lógico que se teve a mãe há que ter o pai também. Perfeito casal de destruidores. Mas nessa linha reprodutiva ficamos no aguardo do vô e da vó de todas as bombas.
    E caramba… haja integrantes nesse ISIS, os doidos levam bomba de tudo que é jeito e nunca acabam. Erva daninha é praga mesmo!

  12. Diferente de caças, navios ou carros de combate não cabe comparação entre armas que não foram feitas para se enfrentar. É um exercício inútil comparar qual bomba é mais poderosa já que cada qual foi desenvolvida seguindo as especificações do usuário e se presta ao seu emprego específico dentro de doutrina específica.
    Mas ainda assim somos levados a especular qual é a mais poderosa, a mais efetiva ou a mais destruidora, rsrsrs como se o usuário tivesse a ingenuidade de utilizá-las sem ter certeza de sua eficácia no caso concreto.
    Do meu ponto de vista (que é só a vista a partir do ponto em que eu estou) a bomba americana MOAB parece ser taticamente mais “atraente” devido ao fato de poder ser guiada com precisão e de poder ser “largada” a 6000 metros de altitude, portanto, fora do alcance dos manpads. O fato de ser guiada compensa sua menor potência em relação à bomba russa, que se for igual a BLU-82, é largada a no máximo 2000 metros para ter um mínimo de precisão.

  13. Essa bomba tem pouca (ou nenhuma) utilidade contra o ISIS. Não há fontes fiáveis do uso e muito menos declaração oficial.
    A matéria é fraca e pautada em suposições com o propósito de polemizar e mexer no ego dos saudosistas do urso russo. Seria tão ridículo quanto afirmar que os EUA andaram queimando BLU-82 por aí.
    Tenha santa paciência!

  14. Há fotos de um imenso estrago feito nas vizinhanças da cidade. Há vários T55 capotados, soterrados. Algo grande, bem grande, produziu uma onda de choque forte.

  15. “Sinceramente eu penso que essa lide pela paternidade bélica devia estar correndo sob sigilo de justiça na Vara de Família…”
    .
    Osawa… Ri horrores!

  16. Daqui a pouco vamos ver essas bombas termobáricas miniaturizadas, duas, três, quatro, vezes potentes do que essas moab’s e foab’s da vida no topo de misseis balísticos. Se brincar até aquele gordinho marrento da CN vai querer um “brinquedinho” desses também, como uma criança que solta aquelas bombinhas nas festas juninas…

  17. Karl,
    Há duas possibilidades para termos bombas de alto poder explosivo miniaturizadas. A primeira seria a bomba nuclear de 4ª Geração, que utiliza apenas a fusão nuclear e não tem material físsil. Sua potência seria diretamente proporcional à quantidade de material fusionável (lítio, etc.) e a liberação de radiação seria apenas no momento da explosão, sem radiação residual. Seria muito parecido com uma explosão convencional e as amarras morais e ambientais estariam relaxadas e haveria o risco delas serem utilizadas em larga escala com se convencionais fossem.
    Outro modo de se produzir megas explosões seria o hipotético meio utilizando o elemento Hafnium que poderia fazer materiais explosivos 1000 x mais potente que os explosivos convencionais ora em uso.
    Vale salientar que nem a bomba de hafnium nem a bomba de fusão pura existem de fato e podem muito bem nunca existir.
    Está também em desenvolvimento um material explosivo 5 x mais explosivo que a TNT denominado HDRM. Muito provavelmente ele irá revolucionar esse segmento. Só pra citar um exemplo, o míssil do porte do Exocet poderá fazer um estrago bem grande num porta-aviões.

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