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FAB receberá em breve os dois últimos caças F-5FM modernizados

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Primeiro F-5FM do Programa F-5BR

O Jane’s noticiou que a Força Aérea Brasileira (FAB) está programada para receber seus dois últimos caças modernizados Northrop F-5FM Tiger II entre outubro e novembro, e isso concluiria o programa F-5M ou F-5BR.

Um contrato de abril de 2011, no valor de R$ 276 milhões (US$ 87 milhões), previa que a Embraer atualizasse oito aeronaves F-5E monopostos e três F-5F bipostos comprados da Jordânia em 2007. O primeiro e até agora único F-5FM foi recebido em outubro de 2014.

A decisão de reduzir o contrato para somente três aeronaves, em vez de 11, deveu-se a preocupações operacionais, de orçamento e de ciclo de vida, disse o principal oficial de compras da FAB ao Jane’s em abril.

Nas fotos deste post, o primeiro F-5FM modernizado pela Embraer, no início do Programa F-5BR.

188 COMMENTS

  1. Camarada vai reclamar, mas tem gente por perto que nem algo assim tem para voar.
    Tem “Piloto” aqui do lado que não sabe o que é velocidade de mach, e corre um sério risco de ir pra reserva sem saber.
    Agora é Gripen.

  2. “Antonio de Sampaio 30 de agosto de 2017 at 15:25
    Camarada vai reclamar, mas tem gente por perto que nem algo assim tem para voar.”

    Respeitosamente, permita-me observar que também temos vizinhos capazes de nos massacrar com F16, MIG e Suckoi. E não são poucos.
    Mas concordo que a modernização é um alivio, só lamento por ser a carta que temos.

  3. Gostaria de saber se há previsão para a retirada de serviço dos F-5 originais da FAB, adquiridos de fábrica em 1975, será que vão passar dos 50 anos de serviço?

  4. E quantos teremos no total depois desses serem recebidos?
    Sonho (espero que não tão alto) que assim que começarem a montar os Gripens no Brasil, já seja anunciado um lote de mais uns 36, depois do primeiro lote entregue mais 36… E assim até por volta de 2030 o Brasil ter os desejados 108 Gripens NG em operação, podendo aposentar os F5 e os A1. Depois disso, começam a trabalhar no desenvolvimento do caça de 5a geração da SAAB + EMBRAER (e quem sabe Boeing – já que essa não tem um projeto concreto nessa área ainda).

  5. No livro “Enciclopédia de Aviões Brasileiros” de Roberto Pereira, existe o bonito CTA Beta 2, um dos vários bons projetos que tivemos no Brasil.

  6. Talisson 30 de agosto de 2017 at 15:36
    Eu iria ser sarcástico quanto a sua afirmativa, mas achei melhor não! Ao invés disso, sugiro o amigo provar, com fontes!, a capacidade operacional da Força Aérea de qualquer país da América Latina que estaria assim em patamar tão superior ao da FAB!… Acho que chegará à conclusão que nem Chile (que opera F-16, mas parece que não têm total acesso aos mísseis!…), nem Venezuela (que tem Su-30, mas sabe-se lá em que condições…), nem republiqueta nenhuma ao sul do Trópico de Câncer tem Força Aérea que possa ‘nos massacrar’ …!

  7. Respeitosamente, permita-me observar que também temos vizinhos capazes de nos massacrar com F16, MIG e Suckoi. E não são poucos.
    Mas concordo que a modernização é um alivio, só lamento por ser a carta que temos.

    Tallison, nos massacrar??? Não basta ter avião, tem que ser piloto pra cacete!!! Veja as últimas CRUZEX e SALITRE!!!!

  8. Talisson 30 de agosto de 2017 at 15:36
    Amigo, sabe qual o problema dos F-16, MIG e Sukoi???? eles podem ser aviões melhores do que o F5M, o problema é que eles não operam aviões AEW&C.
    O Chile só tem um, e sobre uma plataforma obsoleta de voar, eu diria até perigosa, avião proibido de voar em praticamente todo o mundo. Peru e Venezuela não sei se operam algo, acredito que não, pois nunca ouvi falar.
    Então na hora de um emprego real, os F5M ainda levam vantagens sobre esses aviões, já que podem ser detectados muitos antes do que possam detectar um F5M da FAB. Isso faz toda diferença, pode ter certeza, não estamos tão longe assim.
    O Su-30 de Maduro tem um problema adicional, não sei se seus pilotos estão em dia em seus treinamentos, este seria o avião mais letal da região, num mano a mano sem apoio de um AEW&C, seria difícil de ser batido.
    Viu aquele Mig-25 que disparou um IR contra um Hornet da USAF e o derrubou no Iraque??? a ogiva tinha “apenas” 70 Kg de explosivo, isso é carga de míssil anti navio, então um Su-30 armado com essas coisas é um avião perigoso, mas sem um AEW&C perde muito da capacidade lutando contra quem tem esse apoio.
    Já houve Cruzex e outras operações no Chile, onde seus F-16 foram “atingidos” sem nem saberem que estavam sendo atacados pelos F5M, justamente em função do E-99.
    Um enxame de F5M apoiados pelos E-99 são uma defesa respeitável.
    Essa estratégia da FAB em modernizar esses aviões, e dotar-se dessa plataforma de controle do espaço aéreo é de tirar o chapéu, hoje em dia, ninguém combate mais sem apoio de AEWC e satélite.
    Quem vê primeiro atira primeiro. Simples.
    Com a chegada do Gripen, se ficarem só nesses vetores, o Brasil estará muito à frente em capacidade de defesa aérea.

  9. BILL27 30 de agosto de 2017 at 17:00
    O crescimento econômico é um fluxo, para o ano que vem, já preveem crescimento de 3%, isso deve estar acima do crescimento vegetativo da população, ou seja, a teremos aumento da renda per capita, e o Gripen só começará a ser pago depois da entrega do último exemplar, tudo indica que no final da entrega do trigésimo sexto avião, a linha da produção de Gavião continue para atender a mais pedidos da própria FAB.
    Prefiro ser otimista, prefiro invocar o espírito do bauruense que acreditou que um país que não fabricava nem bicicleta, poderia fabricar aviões, lutando contra uma maré de desacreditados; venceu.

  10. Que ameaça real o Brasil sofre atualmente ? nenhuma !! eu também queria um Brasil com uma defesa forte, moderna, eficiente e bem equipada, principalmente a Aérea e Naval, mas não vejo esta necessidade URGENTEEEE diante de tantos outros problemas atuais, estes F5 já estão de bom tamanho ate os Gripen NG chegarem, o real poder de defesa do Brasil não esta baseado em sua força aérea ou Naval, e sim na sua força terrestre na doutrina de guerra assimétrica, nenhum pais do mundo, por mais poderoso que seja sustentaria um conflito em terras Brasileiras por muito tempo, a perdas seriam insustentáveis, na minha opinião de leigo e entusiasta, força aérea para o Brasil deve apenas ser superior aos vizinhos latinos americanos, mais do que isto, e ter pretensões expansionista ou intervencionistas, e esta não e uma ambição Brasileira …

  11. Marcelo Andrade e Antonio Sampaio.
    Acredito que estão supervalorizando o papel das aeronaves do Guardião. Até o Rinaldo Nery já disse que elas não fazem milagre.
    Treino é treino, guerra é guerra. Difícil, muito difícil, os F-5 com Derby + R-99A, baterem F-16 com AIM-120 + B-707 Cóndor. Existem várias estratégias que podem ser utilizadas, inclusive enviando os F-5 chilenos à frente que, se atacados, entregariam os atacantes para o F-16. Fora a parte da capacidade REVO da FAB ser limitada, dentre outras variáveis impossíveis de serem apreciadas por nós, leigos, e até mesmo pelos militares (se fosse fácil, ninguém entraria numa guerra para perder).
    Mesmo a Venezuela tem condições de bater a FAB e a Colômbia só não tem porque a quantidade de Kfir é pequena, pois ele é superior ao F-5M.

  12. Antonio de Sampaio 30 de agosto de 2017 at 16:55
    Olha, não parece ser por aí não…… eu quem sabe não tenha conhecimento técnico o bastante, mas não vejo grande diferença entre o controle via radar em terra (GCI) e o AEW……….. diferença real: este último “pega” aviões a baixa altura…… a longa distância….. É também um pouco mais versátil e tem um pouco mais de alcance…………… Mas na prática, quer me parecer que tanto um quanto o outro, limitariam-se a descrever o cenário do combate……………. importante, claro ! Mas, considerando que operam longe, não poderiam guiar um míssil além do alcance visual (BVR), com precisão, por exemplo….. a taxa de atualização seria muito ruim para o míssil………… ou seja, em última análise, quem iria fazer mesmo o serviço seria Grifo+Derby, ou mesmo Grifo+P4 ( P5 ???)……
    O que nós temos de melhor……… muito melhor que os outros, exceção ao Chile ……… doutrina + doutrina + doutrina + doutrina……e pessoal muito bom, muitas vezes ao nível de OTAN….. Grifo+Derby, bom, dá para o gasto…… agora com Meteor futuramente, a jiripoca pia….. ahhh pia…….

  13. É um avião velho e ultrapassado, não devemos nos iludir sobre isso, não deveria JAMAIS ser a espinha dorsal de qualquer força aérea no século XXI, no entanto, é bonito demais da conta, principalmente a versão biposto, extremamente bem projetado, com qualidades aerodinâmicas extraordinárias, eu acho-o muito bonito, mas já devia estar num museu.

  14. Rafael Oliveira 30 de agosto de 2017 at 17:26
    Nery é uma espécie de Forrest Gump do Poder Aéreo.
    Qual o alcance do radar do F-16??? creio que o alcance do E-99 por baixo deve ser o triplo, para alvos com emissão de um F-16, então não tem muito segredo, se eu te vejo primeiro, eu assumo a iniciativa e atiro primeiro.
    Qual a grande sacada do F-22 ou do F-35??? ora, é simples, esses aviões não podem ser vistos, mas podem ver…
    Não tem amigo, tem que controlar o espaço aéreo… e apenas com radar de bordo isso é pouco eficaz…. outra, o Chile só tem um avião radar… baseado numa plataforma que é um risco para sues operadores, nem gosto e me lembrar dos acidentes com os 707, já não voam mais.
    Primeira lei das técnicas de camuflagem: ver sem ser visto.
    Isso vale para um soldado com uniforme camuflado e o rosto com os contornos quebrados, e vale para um avião ou navio…
    Vietcongue tirava sua diferença em relação ao soldado americano e seus equipamentos dessa forma, com medidas simples com a camuflagem bem feita.

  15. “A decisão de reduzir o contrato para somente três aeronaves, em vez de 11, deveu-se a preocupações operacionais, de orçamento…”
    Ai, ai… Que preguiça…

  16. Antonio de Sampaio 30 de agosto de 2017 at 17:58
    ……..outra, o Chile só tem um avião radar… baseado numa plataforma que é um risco para sues operadores, nem gosto e me lembrar dos acidentes com os 707, já não voam mais……….
    .
    A. S., os EUA ainda voam muitos aviões baseados nos B707, mais de 400 e estão modernizando, a OTAN modernizou seus B707 AWACS.
    O Chile usa dois KC-135E comprados a poucos anos dos EUA além do seu B707 AEW&C modernizado pela IAI a poucos anos.

  17. Espero que, além desses últimos F-5M, modernizem, pelo menos, os 15 AMX previstos em orçamento, eles serão fundamentais para manter a operacionalidade da FAB durante a chegada do Gripen, que chegarão a conta gotas. Acho seis anos muito tempo para entregar 36 aeronaves, o ideal seria uma cadência de 12 aeronaves por ano, finalizando em três anos.
    .
    E que a FAB faça um planejamento orçamentário, desde hoje, para que em 2022/2023 consiga contratar um segundo lote de 36 aeronaves com entrega entre 2025 a 2027. Se conseguirem emplacar 72 Gripen+15 A-1M, já estaremos há anos luz de qualquer Força Aérea Sul-Americana.
    .
    Ps: E que não se esqueçam dos misseis, que podem ser comprados a conta gotas (Meteor e iDerby-ER e um anti-navio, além de mais unidades dos bons misseis e bombas divulgados em 2015), e de modernizar os E-99.

  18. Dinheiro jogado no lixo. Tem vizinhos voando Flanker e o F16… outros sem nada a voar, mas nenhum deles com o tamanho e o PIB do Brasil.
    Torrar mais de 200 milhões num projeto ultrapassado e arcaico desses mostra que estamos perdidos.
    Pelo visto a má gestao não se limita a Dilmanta e demais bolivarianas de chupeta.
    Com essa grana dava pra arrumar as bases para o processo de transição para o Gripen e comprar lotes de mísseis pra ele.
    Mas o vacilo apontou pra outra direção. Quando faltar verba lá na frente vem o choro. A culpa dos outros. É foda…

  19. Por que será que a FAB, como as demais forças, sempre dão informações para mídias estrangeiras e quase nunca prestigiam a mídia nacional?
    Quando digo mídia, eu me refiro à Forças de Defesa, entre outras, não a Globo…

  20. Antonio de Sampaio 30 de agosto de 2017 at 17:58,
    .
    Existem vários colegas que podem explicar melhor que eu, mas quando dizem que o AEW não faz milagre é porque você tem que considerar a limitação do F-5 e seu armamento.
    .
    O Derby comparado ao Aim-120 é perna curta, podemos ver a 150 km de distância mas só podemos lançar a 40km, isso já é dentro do envelope do F-16/Aim-120. Acredito que o Aew proporciona a vantagem para o F-5, por dar consciência situacional, mas é uma vantagem relativa, não absoluta.

  21. Antonio,
    Numa guerra, certamente o 707 do Chile iria voar. Restrições em razão do barulho mundo afora são irrelevantes numa guerra.
    Mas vamos considerar que o 707 esteja no chão ou em outro lugar.
    Ok, o R-99A vê primeiro e informa o F-5 que pode tomar uma posição favorável em relação ao oponente. Mas aí está seu engano, ele não vai disparar primeiro, porque o alcance do Derby é muito menor que o do radar do Guardião.
    Aliás, o alcance do Derby é inferior ao do radar An/APG-68 (salvo engano, de 300km). Ou seja, antes do F-5 disparar, o F-16 já terá visto o F-5M e poderá disparar o AIM-120, cujo alcance é maior que o Derby. E é bem óbvio que o AIM-120 é melhor que o Derby, tanto que os israelenses preferem usar o míssil americano em vez do nacional quando é necessário enfrentar um inimigo.
    Já que usou uma analogia, vou fazer outra, numa batalha entre snipers, a melhor luneta num rifle inferior não adiantará muito. Vale o melhor conjunto. Ou melhor, serve para fugir antes de ser morto.

  22. E que a FAB faça um planejamento orçamentário, desde hoje, para que em 2022/2023 consiga contratar um segundo lote…..
    Piada amigo, vc fez uma piada né….
    Estes governos não cumprem planejamento orçamentário, ou melhor, planejamento algum….fazem o que bem entendem e quando e da forma que lhes interessa….
    Não cumprem leis, acordos, contratos, nada….então não espere nada deles….

  23. Brasileiro eu me referia a hoje. Em breve teremos Gripen E/F também e a discussão perde o sentido.
    Ps: duvido que todos tenham capacidade REVO. Ou melhor duvido que a FAB compre 28 ou 30 kits REVO.

  24. Caro António.
    Quando a gente olha os dados do IBGE sobre o PIB, fica claro que não haverá crescimento de 3% ano vem, mas supondo que houvesse, seriam 3% sobre o fundo do poço. Dados recentes do orçamento em ciência e tecnologia de 2017 estão nos patamares de 2000, por exemplo. Considerando que a indústria atingiu um grau de ociosidade da ordem de 25% e a taxa de desezmprego chegou a 14% (tá na pagina do IBGE), quando a economia começar a recuperar (e vai porque é cíclico, só duvido que seja ano que vem), será preciso primeiro recuperar toda este tombo para chegar a valores iguais ou superiores ao de 2014.

  25. Agora, sobre o F5M, concordo com a maioria dos colegas. Não faz sentido pensar em nova células de F5M. A FAB já está se preparando para o F39. Acho que nos esquecemos que a FAB comprou os jordanianos pensando nos FOX de dois lugares, que são os que foram modernizados. Pelos próximos dez anos, ao passo que forem entregues os F39, os velhos MIKE serão desativados. Depois do desastre da primeira Cruzex, a FAB conseguiu recompor sua aviação graças ao MIKE e ao Guardião. Agora é a vez do F39, do link BR2 e o Guardião com aviões modernizados.

  26. Peter 30 de agosto de 2017 at 18:49,

    Não é porque sempre foi assim que, necessariamente, sempre será assim. Fazer um investimento de aproximadamente 15 bilhões de reais, construindo toda uma estrutura de construção aqui, para no final ficar com apenas um lote seria muita incompetência até para políticos incompetentes. A FAB não está parada…

    http://www.fab.mil.br/noticias/mostra/27593/INSTITUCIONAL%20%E2%80%93%20Comandante%20fala%20sobre%20o%20futuro%20da%20For%C3%A7a%20A%C3%A9rea%20para%20imprensa

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/09/1816000-aeronautica-quer-reduzir-ate-25-do-pessoal-em-20-anos.shtml

  27. Rafael Oliveira 30 de agosto de 2017 at 18:43
    Esqueça isso de radarzinho pequititico e fraquinho de avião de caça (qualquer um….. Jupiter, Saturno, Mig, Sukhoi, F-16, F-18) ter alcance de 300 km…………………. pode até ser que usando um modo de busca de longo alcance pegue alguma coisa mais distante………… mas é “jeitinho”, já que o tempo de escaneamento deve ser muuuuito longo ou simplesmente a probabilidade de detecção seria muito baixa……………. não bate, já que eu sei que um radar AESA de solo, grandão e potente para burro, tem esse alcance de 300km, para vc ter idéia………………
    Então, num modo TWS (track) ou STT (lock), um APG-68 deve ter um alcance máximo……. estourando, de uns 80 ou 90 km………………..

  28. Pois é Raven, eu coloquei a informação oficial, mas já tinha lido que isso é em condições ótimas e contra um alvo gigantesco.
    .
    De qualquer forma, 80km (ou se quiser, 70 km) é mais do que suficiente para localizar o F-5, travar e disparar um AIM-120 antes que o piloto brasileiro possa disparar um Derby com alguma efetividade.

  29. 300 km só se for num modo pouco ou totalmente não confiável……………….. Um piloto de caça, ou o próprio Rinaldo Nery, poderiam explicar quando esses alcances “acontecem”……………… mas é jeitinho, já adianto……………… o Amraam também não é tudo isso não tá…………….. a última versão é melhorzinha, mas ainda assim fica bem atrás do nosso futuro AAM………….
    e, o mais importante, nada é preto ou branco assim com vc coloca…………… tática e treinamento é tudo………………………… um pouco a mais de alcance ?????? Ok, mas não esqueça que vc precisa acompanhar mais o míssil também………… ao passo que o menor alcance pode abandonar o míssil logo………………. tá vendo como nada pode ser super trunfo ??????

  30. Aos editores: não sei se posso colocar trecho de matéria do site Defesanet sobre as recentes manobras militares venezuelanas, se estiver violando alguma regra, favor excluir esse comentário.
    Já que falaram sobre o Su-30, vejam o que estaria acontecendo na Venezuela:
    “Há duas hipóteses pela não presença de Su-30MK2 nas operações. O receio de que os pilotos tentem fugir com as aeronaves (os pilotos são monitorados pelo serviço secreto cubano). Poucas aeronaves disponíveis, pois a Venezuela não teve recursos para realizar a manutenção das turbinas na Rússia.

    No ano passado as turbinas de helicópteros foram revisadas, mas não por empresas russas, devido ao custo.

    Está sendo usada a técnica soviética, dos tempos da Guerra Fria, aeronaves decolam com pouco combustível e não levam nenhum armamento. Só voam os pilotos cujos familiares, estão sob controle do serviço secreto cubano, podemos dizer reféns.”

  31. ARaven,
    Não disse que é tudo preto no branco e que se resolve no super-trunfo.
    Só quis afastar a tese de que F-5m + R-99A levam vantagem em cima dos F-16 chilenos. Claro que nada é impossível, mas é bem mais provável que, no final das contas, a FAB fosse derrotada pela FACh num combate aéreo de grandes proporções. Se F-5 fosse melhor que F-16, teria vendido bem mais, até porque é mais barato né? Bastaria os países comprarem uma aeronave AEW&C para complementá-lo e boa. Mas as Forças Armadas mundo afora são todas incompetentes e só a FAB viu que é melhor e mais barato ter F-5M e R-99A do que F-16.
    .
    Também acho engraçado falar tanto de doutrina da FAB. Quem vê pensa que os F-5 da FAB voam milhares de horas por ano, disparam mísseis com frequência, participam de conflitos, tem centenas de kills em sua história e etc. E que, ao contrário, na FACh os pilotos não voam, não estudam e não treinam.
    A verdade é que é uma incógnita o treinamento e a capacidade, tanto da FAB quanto da FACh, pois não precisaram provar nada recentemente e, portanto, não se expuseram a situações reais, tal como o Equador e o Peru, na década de 90, ou a Argentina na década de 80. Naquela época deu para ter uma noção das capacidades desses países, mas isso já não vale para agora.
    Sobre o AIM-120 e o Derby, os israelenses e os chilenos operam os dois e sabem melhor do que nós qual é melhor. Israel desenvolveu os mísseis mais para não ficar sem nada em caso de boicote, como uma segunda opção barata e uma arma para exportação, do que propriamente como um concorrente dos similares americanos.
    Enfim, nacionalismo a parte, caso estivesse nesse conflito imaginário, eu preferiria estar no cockpit do F-16 e você, iria de Mike?

  32. Rafael Oliveira 30 de agosto de 2017 at 18:43
    O avião radar do Chile certamente iria voar, mas como eu disse, eles só tem um.
    Seu comentário parecia interessante, mas levei um choque ao saber que o radar do F16 tem alcance de 300 Km.
    Estou dando de lambuja, e bota lambuja nisso, que o radar do F-16 instalados nestes da FACh tem alcance de 100 Km, mas não tem, e do E-99 seja de 300 Km, um enorme radar de abertura sintética.
    Na verdade creio que o radar do E-99 chega num F-16 a pelos menos 400 Km de distância, o radar de um avião de caça só varre sua parte dianteira, e um avião oponente orientado por um AEWC nunca vai abordá-lo pela frente, vai sempre por um ponto cego.
    Na Cruzex os F5M abordaram F-16 do Chile e Mirage 2000 da França, e os teriam abatido, o detalhe é que nem notaram que estavam sendo atingidos, e os Mirage 2000 da França tinham o seu AEWC também.
    Que eu saiba o radar do Su-30 tem alcance de uns 130 Km no máximo, e não me parece que seja inferior ao do F-16, um caça que foi projetado para combater contra aviões da OTAN.
    No duro, acho que o Su-30 também tem alcance de radar de 100 Km, ou seja, um F-16 sem AEWC é bastante vulnerável contra quem o opera.
    ____________________
    “”””””Já que usou uma analogia, vou fazer outra, numa batalha entre snipers, a melhor luneta num rifle inferior não adiantará muito. Vale o melhor conjunto. Ou melhor, serve para fugir antes de ser morto.”””””
    Sabe porque os VC fizeram com que os Marines, Boinas Verdes, 82, 101, Sétimo Regimento de Cavalaria fugissem do Vietnã??? sim, pois na real foram eles que fugiram para não serem mortos, porque os amarelos lutaram dessa forma, usaram:
    A sobriedade para persistir;
    A paciência para emboscar;
    A perseverança para sobreviver;
    A astúcia para dissimular;
    A fé para resistir e vencer.
    _____________
    O melhor conjunto sempre será o fator humano e sua vontade de lutar pelo que acredita.
    Num combate, você prefere usar um GPS de última geração ou uma bússola??? eu já sei, você prefere um GPS Garmim, eu já prefiro uma bússola Silva, porque eu sei que ninguém vai mudar o polo magnético da terra.
    Sabia que existe uma técnica para se enxergar a noite a olho nu?? existe e essa coisa funciona.
    Parece besteira, mas o VC a usavam, e tinham melhores resultados que os soldados americanos com suas ultramodernas Star Light, viciados e dependentes dessa tecnologia, eram vistos pelos VC na escuridão, sem que pudessem vê-los.
    Seja mais cautelosa com o conceito de “melhor conjunto” pois isso é bastante limitado, o melhor conjunto sempre será o homem e sua determinação.
    Na paz o meio de comunicação usado pelas forças armadas é a internet, mas no Brasil, as escolas militares ensinam e os quartéis ainda usam a comunicação via código morse, também conhecido como “pi-ri-pi-pi” ainda se ensina na EsCom, é que numa real, a internet não vai funcionar, o que vai valer é o “pi-ri-pi-pi” mesmo.

  33. Chegará a hora do Mike ir, que venham os Gripens, más a silhueta elegante, ágil e icônica do astuto e Bravo F-5, certamente ficará na memória dos amantes da aviação militar em terra Brasilis. Não são nossos bicudos, más pegarei emprestado estas belas imagens do suíços. https://youtu.be/IaBbrv2yf1k

  34. Rafael Oliveira 30 de agosto de 2017 at 20:34
    Eu ?? Eu iria tentar ser mais humilde e falar menos besteira…………………… Santo Agostinho: prefiro os que me corrijam……….. ou então “Corrija um sábio e o fará mais sábio. Corrija um tolo e o fará teu inimigo”……..
    Só quis ajudar ok……………. mas……… não sendo caso de dislexia ou de analfabetismo funcional, onde foi que eu disse que o Mike é superior ao F-16 ???????? ou onde disse ou insinuei que a FACh não voa, estuda ou treina ???????? Ao contrário, foi dito que “exceção ao Chile”………………….
    Ah sim, sobre “falar tanto de doutrina da FAB”…… nem mereceria resposta…. mas precisa disparar míssil e ter kill para mostrar conhecimento de doutrina ????? Iraque seria top então, e vimos na Gulf War que foram um fiasco…….. dezenas de outros exemplos…….
    Enfim, são muitas variáveis…….. muitos de vcs focam demais na plataforma……. super trunfo……..e esquecem do principal.

  35. Antonio de Sampaio,
    Eu usei o dado “oficial” do radar.
    O 400 km do R-99A também é oficial. Vai saber o que ele consegue detectar a essa distância e em que condições. Mas tudo bem, considere que seja 60Km o alcance do radar. Jà é suficiente para disparar antes do Derby.
    Engraçado que só a FAB vai agir de forma estratégica. Os chilenos seriam bobões e atacariam da forma mais infantil possível. Não explorariam os pontos fracos da FAB e não usaria seus pontos fortes.
    O R-99A seria um alvo preferencial num combate. Achar que eles voariam tranquilamente a 400 km de distância é ingenuidade. Seriam caçados e escoltados por F-5 perna curta, dificilmente sobreviveriam ao longo do conflito.
    .
    Uma luta no solo, ainda mais no século passado é algo completamente diferente de um combate aéreo. Não dá para comparar então nem vou comentar a parte do código morse e da visão noturna.
    Difícil comentar resultado de Cruzex. Não sei quais foram os parâmetros e o resultado total. Fora a parte que países podem agir de uma forma no exercício e de outra, numa guerra. A FAB comemorou que derrotou o F-18 recentemente em exercícios. Abateu quantos? E perdeu quantos?
    Mísseis, quando disparados, falham e erram os alvos. Não se compara com exercícios. Achar que cada Derby disparado será um kill é otimismo. Vale para o AIM-120 também, mas, no dogfight, ainda mais o F-16 levaria vantagem.
    Repito a pergunta que fiz ao Raven:
    “Enfim, nacionalismo a parte, caso estivesse nesse conflito imaginário, eu preferiria estar no cockpit do F-16 e você, iria de Mike?”
    Seria legal fazer uma enquete na FAB. Qual piloto preferiria lutar com F-16 ou com F-5M + R-99A.

  36. Olá colegas.
    Em alguns momentos, eu realmente me pergunto por que tanta gente acha que, hipoteticamente, entraríamos em conflito com algum país da América do Sul? Será que, hipoteticamente, seria mais provável um conflito com o Chile do que com outro pais? Imagino que no MinD exista um grupo que trabalhe levantando cenários de conflitos possíveis para elaborar planos de emergência.. mas será que nessas análises e simulações, os conflitos com nossos vizinhos seriam os mais prováveis? Eu apostaria que não.

  37. Caro Cel Nery…
    Gostaria muito de sua opinião sobre esta questão dos cenários para “jogos de guerra”.. de onde viria as maiores ameaças em sua opinião?

  38. Que comecem a vender os F-5em mais antigos para financiar as modernizações do A-1M que, estrategicamente, além de mais inportante, condiz com uma realidade do Gripen, já o f5, com a chegada do gripen, é um quase zero à esquerda. No maximo concentra-Los no norte e nordeste até seus últimos dias.

  39. Rafael Oliveira 30 de agosto de 2017 at 21:13
    Rapaz, parece que você não sabe argumentar, ou seja, não quer argumentar, admitindo que está equivocado.
    Seu “dado” de 300 Km de alcance de radar de um F-16 já demonstram seu conhecimento, qualquer amador no tema sabe que isso não existe, o mais provável é que não chegue a 80 Km.
    O alcance do radar do E-99 ninguém sabe ao certo, de forma direta, nunca vi ninguém da FAB informar esse dado, é provável que o fabricante proíba que essa informação seja divulgada ao público, estima-se que seja algo em torno de 500 Km, por isso creio que um F-16 pode ser alcançado a pelo menos 300 ou 350 Km de distância, até 400 Km talvez, muito, muito antes de chegar perto do E-99 e dos aviões orientados por ele.
    Basicamente o que eu disse foi:
    Com o apoio do E-99, o F5M é capaz de fazer frente a qualquer avião dos países da região, inclusive o F-16, creio que o MIG-29 do Peru e com certeza Su-30 da Venezuela, sejam muito mais capazes que este avião no modelo atual.
    Me parece que você é desses que estaria criticando de qualquer forma, tanto faz se o Brasil tivesse comprado o Rafale como queria Lula, ou o Super Hornet como pensou em fazer Dilma, certamente você encontraria várias “desvantagens” destes aviões em relação aos demais aviões de outros países.
    Um avião AEWC multiplica em muito o poder de combate aéreo, os aviões norte americanos tem todo o espaço aéreo controlado ao redor de seus aviões, seja por AEWC ou satélite, se isso não fosse importante, não seria usado por forças aéreas mais desenvolvidas, e na América Latina, exceto o Chile que só tem um, apenas o Brasil o opera.
    Não é tão fácil chegar perto de um AEWC, ora, chegar perto é dizer: “Estou aqui”, e dizendo Estou Aqui muito antes de se quer saber onde o AEWC está.
    Será visto primeiro, e será atacado antes mesmo de saber onde está o avião plataforma radar, isso não é teoria ou opinião, é um dado prático da realidade.
    _______________
    EUA levaram seus F-4 Phanton ao Vietnã, o supra sumo do combate aéreo, pelo menos na visão dos teóricos da USAF, jamais imaginaram que teriam que voltar a combater como na Segunda Guerra mundial contra aquele caça russo com um buraco no nariz, às pressas tiveram que recorrer a uso de canhões improvisados.
    Duvido que alguém tenha pensado nisso quando chegaram lá…
    Na prática, a teoria é outra.

  40. Só complementando e corrigindo:
    – O F-5FM das fotos é o primeiro biposto que foi modernizado, lá na metade da década passada. E esse exemplar serviu primeiro na Embraer, como protótipo da versão biposto, sendo entregue à FAB após os outros dois F modernizados;
    – O primeiro F-5FM dos 3 ex-jordanianos foi entregue à FAB em outubro de 2016 e não 2014, como fala na matéria. Curiosamente, não há nenhuma imagem desse exemplar após modernização…pelo menos nunca vi…..e já procurei;
    – Com a entrega dos últimos 2 FM, a FAB passará a contar com 6 células biplaces (se considerarmos a recuperação do 4806 acidentado tempos atrás em Santa Cruz…..por sinal, consta que esse exemplar está no PAMA-SP). Assim, teremos 43 F-5EM e 6 F-5FM em carga no inventário da FAB. Mas, acredito que em breve começará a desativação das células monopostos mais cansadas. Entretanto, acredito que, quando da entrega do 36° Gripen, a FAB estará operando algo entre 30 e 36 F-5EM/FM, suficientes para mobiliar o 14, o Pacau e o Grupo de Caça até um suposto segundo lote dos Gripen. O que é certo é que o Gripen, o F-5 e o A-1 irão operar simultaneamente por vários anos na FAB.

  41. Olá Colegas
    Em um antigo post aqui no blog, podíamos conferir que a FAB possuia 46 Mikes, sendo 3 deles FOX. Lembro que de um acidente com um FOX em 2016. Imagino que a FAB tenha perdido aquela aeronave. Então com estes dois, a frota seria de 48, sendo 4 deles FOX, a menos que alguns monopostos já tenham dado baixa. Estes números estariam corretos?

  42. Srs

    O alcance radar informado pelos fabricantes é de uma condição ideal que dificilmente acontece em situações reais de combate.
    Por exemplo, uma coisa é localizar um avião voando a mesma altura ou acima, outra é localizar o avião quando ele está abaixo e isto depende muito do fundo, se é água, floresta, montanhas, etc. Para este caso, a capacidade do radar de localizar é bem menor, sendo o alcance efetivo bem menor.
    As comparações simples de alcance de radar, esquecendo o contexto ambiental e a proficiência dos pilotos é um exercício de ficção. Na realidade a coisa é bem mais complicada.
    Por isto, afirmar que um mano a mano entre um F16 e um F5M apoiado por um AEW&C dará como resultado a vitória do F16 é probalisticamente incorreta.
    No combate aéreo ver antes é o passo principal para a vitória, pois quem vê primeiro manobra buscando as condições mais vantajosas considerando o ambiente e as virtudes e deficiências de seu avião bem como as do adversário. Assim, se o piloto do F5M for razoavelmente treinado, sabendo antes a posição do F16, buscará uma melhor posição e tem grande chance de abatê-lo. Neste caso as chances pendem mais para o par F5M + AEW&C.
    Sds

  43. Rafael, desculpe, mas Kfir eh “pato” para F-5M… Principalmente se for no “mano a mano”… Os pilotos do GDA q o digam…
    =============================

    Antonio de Sampaio – Acho q “no minimo”, deve-se respeito a uma “velha aguia”, ademais, prefiro as “estorias” dele que a de “especialistas” da web (sic!)…

    =============================

    Sobre a analogia das lunetas, acho q chris kyle nao tem essa opiniao… assistam ao filme ou leiam o livro dele

    ==================

    Acho q as primeiras celulas dos F-5E (com quase 50a de idade), deveriam ser aposentadas e substituidas pelas Ex-Jordanianas.
    .
    Quanto a capacidade: Treinamento e estrategia, eh o que ha!
    .
    – Permitam-me lembrar que um major (se nao m engano), “bolou” uma estrategia para abater alguns M2000 franceses em uma Cruzex e assim o fizeram por alguns dias ate revelarem a tecnica (afinal era um treinamento)… .
    Como “curiosidade”, o treinamento preparatorio para essa cruzex foi tao intenso e profissional, que em dado momento, o radar de solo falhou, quando 2 MIII decolavam para uma interceptacao (ou surtida), porem o Controlador de radar continuou a “cantar de cabeça” as informaçoes ate o radar voltar a operar…
    .
    Nao sei se os senhores sabem, mas o MIII tinha o apelido de “jaca” no GDA, pois se o motor parasse… Plainava como uma… Porem houve um caso de um piloto que conseguiu fazer a “jaca” plainar (!?) e pousar, pois conhecia a maquina a fundo e seu treinamento como Piloto de caça lhe deu o embasamento necessario para tal.
    .
    Entao Senhores, nao eh uma questao de quem tem o melhor aviao… e sim da melhor tatica e uso de seus vetores.

  44. Antonio Sampaio 17:58: ¨Nery é o Forrest Gump do Poder Aéreo¨. Isso é uma ofensa? Eu conto muitas histórias? Desculpe, sou burro. Não entendi. Me parece que o senhor cursou o Air War College e entende bem mais de doutrina e emprego do que eu. Eu só cursei a ECEMAR.
    Não vou postar o alcance real do ERIEYE num site aberto, nem o que ele enxerga, porque é sigiloso. Vão fuçar onde quiserem.
    No cenário das CRUZEX os F-5EM fizeram o papel de OPFOR (Opposite Force), guiados por radar de solo. Combateram todos os vetores da Blue Force,fossem eles F-16, M2000C, M2000N, M2000D, M V, A-1, Pucará, A-29, A-37, F-5EM. Houve vitórias e derrotas. E asseguro que todos os países empregaram o máximo das suas aeronaves e capacidades. Nessas CRUZEX, SALITRE, CEIBO, confirmamos o que já imaginávamos: não estamos muito pior do que os demais. Avião de caça resume-se a um bom radar e a um bom míssil. Se for furtivo, ótimo.
    Quanto aos AWACS, é óbvio que sua missão principal é fornecer a descrição do cenário, alarmar quanto à presença do inimigo, e vetorar os amigos durante os combates. Desconheço a capacidade de um AWACS assumir a guiagem de um míssil. Os franceses e ingleses não o fazem. Eu sei porque realizei intercambio com ambos.
    Porque é melhor que um radar de solo? Porque se move e enxerga além do horizonte. Se você combate em casa, usa seus radares de solo. E no exterior? Os americanos foram ao deserto iraquiano e instalaram um radar móvel atrás das linhas inimigas? Vamos entrar na Venezuela e instalar o nosso?
    Repito o que diz a USAF: com AWACS você ganha, sem AWACS você perde.
    Leiam ¨The Unseen War¨, de Benjamin S. Lambert, Naval Institute Press, 2013. Principalmente você, Antonio Sampaio, o ¨Sun Tzu¨ tupiniquim!

  45. Como disse o Cel neri, o combate aéreo hoje se divide entro dois mundos:

    Os que tem AWACS e doutrina operacional BVR e os que nao tem, os primeiros ganham e os demais entram pelo cano.

    G abraço

  46. Sim. Por ser móvel, tem mais flexibilidade operacional e enxerga em distâncias maiores. Ainda……….. é extremamente resistente a EW…… e possui uma capacidade ESM bastante interessante.

  47. Rinaldo, obrigado pela correção. Vira e mexe uso a nomenclatura antiga em vez da nova. E obrigado pelos esclarecimentos adicionais sobre a Cruzex, colocando alguns pingos nos is.
    .
    Camargoer, acho muito improvável o Brasil entrar em guerra, muito menos com países sulamericanos. Se entrar em guerra, será contra alguma potência. Apenas dei trela a uma afirmação de que a FAB estaria em melhores condições do que a FACh, por não concordar.
    .
    Antonio,
    Não gosto de discussão “ad hominem”. Interessante o Rinaldo não dizer o alcance do radar do E-99, por ser sigiloso, mas você ter certeza sobre o alcance do radar do F-16, por ser uma informação pública e notória. Inclusive sabe a distância que ele detectaria o F-5.
    Bom, eu nem entrei no mérito da escolha do FX-2, mas já que tocou no assunto, acho que o Gripen foi a escolha certa.
    Se dependesse só da FAB, ela já teria aposentado o F-5 há muito tempo e voaria algo melhor. Não é viralatismo admitir isso. Ela faz o melhor com o que tem, mas eu preferiria que ela tivesse algo melhor já no início desse século. Não adianta ficar tampando o sol com a peneira. O F-5 é limitado perto de um F-16, mesmo com ajuda de um E-99. E o Derby é limitado perto do AIM-120.
    Felizmente com a chegada do Gripen a situação passará a ser outra, muito melhor.
    .
    Control, numa guerra o mano a mano é incomum. Cada força irá utilizar aquilo que considera a sua melhor estratégia, com dispersão de meios, esquadrilhas, patrulhas e etc. E claro que haverá informações vindas dos serviços de inteligência para ter ideia de onde partem os aviões e ter ideias de rotas possíveis. Como disse, o F-5 poderá ter informações melhores antes e tomar algumas atitudes, mas até o disparo do míssil o jogo pode virar. E depois do disparo, mais ainda.

  48. Jorge Alberto,
    Poderia me dar mais detalhes sobre o Kfir ser pato do F-5M? Kfir C.10? Como o GDA entra na história?

  49. Camargoer, o Brasil, há algum tempo, não tem hipóteses com nenhum vizinho. A última foi com a Argentina, por isso a ativação da BASM, nos anos 70. Além da elevada concentração de blindados no RS (até hoje!). Pra quem não sabe, em 1972 um Camberra peruano veio ¨fuçar¨ no RS, com recolhimento previsto na Argentina. Por uma pane, a tripulação ejetou, e, um dos tripulantes ¨escorregou¨ do páraquedas, pois o blusão de vôo ficou preso, mas o piloto saiu. Parece cômico, mas foi verdade. O Camberra tinha três tripulantes: dois foram capturados e interrogados, mas o falecido levou dias pra ter o corpo encontrado. Esse foi um dos episódios que disparou a aquisição do nosso SISDACTA na França.
    A situação na Venezuela preocupa. Chega-se por rodovia asfaltada até Manaus. Se eles quiserem, chegam lá em poucos dias. A FAB já fez seu planejamento para uma contingencia, mas, dado a superioridade do SU-30, a única solução efetiva é atingi-los no solo. Para isso, seriam necessários os A-1M. O governo Dilma cortou os recursos para esse contrato. Precisa dizer mais? Teoria da conspiração? Não sei…
    E, não temos NENHUM regimento de cavalaria blindada ou mecanizada em Roraima. Roraima, pra quem conhece, é um pampa (lá tem outro nome, não recordo).

  50. Comandante Rinaldo Nery salvando a noite, como sempre! A La Chasse!!

    Pessoal esquece que o Chile não faz fronteira com o Brasil.

    E outra, o AIM-120 AMRAAM parece, por favor confirmar em um post aqui mesmo no PA, que tem uma probabilidade de acerto de 50%, comprovado nos últimos conflitos. É verdade isso?

    Outra, o Chile não tem AIM-120 estocados em seu território. Os EUA são o depositário fiel. Confirmem por favor, se for verdade também. Não sou formado no Air War College nem no ECEMAR! rsrsrsrsrsrs!!

  51. Rinaldo Nery 30 de agosto de 2017 at 21:55
    Ei, eu estava apenas elogiando-o. Vai entender.
    ______________
    jorge Alberto 30 de agosto de 2017 at 21:50
    Não entendi bem seu comentário, mas um dado real é que os Vietcongues por não disporem de visores noturnos, e por quase sempre usarem a escuridão da noite para combater – a noite é normalmente usada por quem está em desvantagem de meios – de uma forma quase darviniana, acabaram por desenvolver o aguçamento da visão noturna naturalmente, ou seja, um sentido ou órgão quando não usado, vai perdendo sua capacidade e razão de existir, e o contrário também é verdadeiro, eles combatiam tanto a noite e sem visores, que sua visão noturna se otimizava pelo simples uso em função da necessidade. Ao passo que os norte americanos confiavam demais em seus visores noturnos, que nem sempre estavam disponíveis, e mesmo assim, eram limitados em termos tecnológicos. Isso foi provado cientificamente.
    Mas existe uma técnica de ver melhor na escuridão, vou lhe dar uma dica, e isso não tem na internet: Se quiser ver um objeto na escuridão, nunca tente olhar diretamente para ele, sabendo ou não onde ele está ou deva estar, nunca foque num ponto direto, é aí que não vai ver mesmo.
    _________________
    Rafael Oliveira 30 de agosto de 2017 at 22:29
    Véi, nunca disse ter certeza de alcance algum de F-16, quem está dizendo isso sobre mim é você, ou seja, estás faltando com a verdade, o que eu fiz foram estimativas de alcance, joguei alto quando disse que um radar de F-16 chega a 100 Km, não deve chegar, e joguei baixo quando estimei que o radar do E-99 pega um F-16 a 300 km, deve ser mais do que isso. 500 Km do alcance de radar do E-99 é algo que muitos estimam, mas isso depende de que tipo de objeto ele esteja iluminando, comentaristas mais ou menos informados, na verdade é que todos aqui apenas opinam, a maioria o faz estimando, não fazendo questão de estar certo ou errado, exceto por aqueles que agem por pura má fé ou motivados pela ira, o mais comum é que acabe se aprendendo alguma coisa.
    Na verdade quem “cravou” o bizarro alcance de radar de 300 Km do F-16, foi vosmicê.

  52. Marcelo, aqui mesmo no site tem um link sobre um documento norte americano muito interessante, onde ele mostra TODOS os resultados de combate BVR nos últimos conflitos, desde que começaram, no Vietnã. Eu mesmo não imaginava que a taxa de insucesso fosse tão grande.

  53. Olá Rafael.
    Também considero improvável entrarmos em um conflito contra nossos vizinhos. No máximo, poderemos atuar novamente como força de paz.. como ocorreu alguns anos atrás na fronteira do Peru com o Equador. Também não vejo razão para qualquer vizinho, incluindo Chile, iniciar um conflito conosco. Provavelmente, a FAB ainda intereceptará muitos aviões estrangeiros invandindo nosso espaço aéreo e talvez até tenha que mostrar alguma força sobre o Atlântico sul no caso de conflitos na África envolvendo alguma intervenção estrangeira por lá… na pior das hipóteses, pode ser que uma destas guerras americanas acabem nos exigindo algum esforço .. ou talvez ainda seja necessário deslocar parte da FAB para um local distante para combate. Mas a garantia de ninguém tentar um traquinagem é aquela mesmo.. a existência de forças armadas equipadas e treinadas.

  54. Olá Antonio.
    Entendo a metáfora, mas o emprego do termo darwiniano não é muito apropriado para a situação que você colocou. A adaptação darwiniana ocorre ao longo de muitas gerações preservando os genes dos mais adaptados. Não é o caso de uma guerra. No caso colocado por você, e você tem razão, um grupo de pessoas pode ser obrigado a desenvolver habilidades novas devido as restrições do ambiente. O erro é considerar que essas habilidades adquiridas com treino serão incorporada ao código genético e repassadas ás novas gerações. Um abração.

  55. Antonio,
    Eu não cravei, tem um “salvo engano” escrito na frente (radar An/APG-68 (salvo engano, de 300km). E, de fato, estava enganado, pois a essa distância não detectaria o F-5. Não tenho problema em admitir isso.
    No mais, mesmo eu aceitando que o alcance de detecção do radar do F-16 seja de 70km, ainda não entendi porque você não aceita que a essa distância o F-5 é inofensivo ao F-16, pois o Derby não é capaz de acertar o caça. Ou seja, na hora de disparar um míssil, ambos estarão se enxergando e o F-16 tem um míssil melhor.

  56. Como alguém lembrou lá nos 45 minutos do 2do tempo o Chile não faz fronteira com o Brasil. Se a Argentina ficasse em baixo d’agua muito problemas da América do Sul estariam resolvidos (Paraguai e Bolívia teriam saída para o mar, o Chile poderia gastar menos com armamentos …).

    Os guerreiros de sofá hoje estavam animados e foi bem interessante acompanhar a conversa sobre mísseis e radares. Apenas com muito esforço imaginativo podemos discutir um cenário em que seremos atacados por algum país vizinho que decidiu gastar uma bom soma com armamentos …

    Via de regra nosso vizinho são pobres, tecnologicamente atrasados e militarmente inexpressivos, além do mais importante – são desunidos. O Chile se prepara para intimidar o Peru, que procura intimidar o Equador. A Venezuela só procura intimidar a oposição interna.

    O único rival nosso chama-se Argentina e em menos de 10-15 não terá como oferecer risco maior. Ou seja nossa preocupação é aprimorar um doutrina adequada e não perder o trem da história.

    Temos que reservar a grana para o KC-390 e o Grippen. O resto vê-se depois.

  57. Rinaldo Nery 30 de agosto de 2017 at 21:55

    Gostaria de deixar expresso a minha consideração aos militares da ativa e da reserva que participam da Trilogia. Todos, sem exceção, agregam muito ao debate.

  58. Obrigado, Manuel. Mas não sou gato mestre de nada. Posto algumas coisas que vivi e participei. Também aprendo como todos.

  59. camargoer, as escolas superiores (ECEMAR, ECEME, EGN, etc.) fazem simulações de diversos cenários periodicamente. O último que me lembro e, isso tem alguns anos, foi uma simulação envolvendo a possibilidade de uma das reservas indígenas fronteiriças estilo ‘Raposa Serra do Sol’ conseguir apoio externo de algum país e simplesmente se declararem independente, invocando a carta das nações unidas, etc., e que determinado país enviara de imediato ajuda financeira, material e, claro, militar. Salvo engano esse país teria sido justamente a Venezuela, descontente com os rumos da política brasileira, tentando se afirmar como potência regional e tentando minar a posição hegemônica brasileira na região, conseguindo apoio de uns poucos países ajudados pela Venezuela e de quebra fechando acordo de exclusividade de exploração de recursos naturais contidos nessa reserva fictícia.
    .
    Tenho certeza que diversos outros cenários são estudados e ensaiados nessas escolas, e muitas vezes com a participação de civis.

  60. Flanker 30 de agosto de 2017 at 21:42
    Ótimo.
    _______________________________

    O saldo dos Ex-Jordanis em minha opinião farão falta.
    Já postei aqui, se for para “forçar a barra” no GF por +++ F 39 vão ficar chupando os dedos.
    ______________________________

    Capacidades AEW&C e REVO:
    A quantas andam a modernização dos 99 ?
    O KC 390 poderá suprir na plenitude REVO ?
    Os 767-300ER (3) IAI farão falta ?
    ______________________________

    Muito besteirol ai pra riba, SALVE as exceções.

  61. Bem.
    Voltando ao assunto da matéria, F-5 (rs), você acham que foi uma boa comprar esses aviões da Jordânia?
    Se bem que o preço foi bem camarada, algo em torno de USD 21MM.
    Não acredito que encostaram os monoplaces por causa de corte no orçamento. Acredito que devem estar tão bichados que não carece modernizações, por isso serão canibalizados.
    A matrícula do F-5FM entregue em 2014 seria 4810?
    Vocês teriam um link com a foto dele, pois ainda não o vi.

  62. Daniel, para se comprar uma célula de F 5 Fox, o.pedagio e comprar no mínimo três Ecos, porque as células biplace são poucas. A FAB precisa destas para fazer conversão operacional.

    G abraco

  63. Como temos o complexo de vira-latas né?
    Comentei lá em cima que meu sonho é que sejam anunciados novos lotes de Gripen NG até termos uns 108 até 2030… Mas a resposta é que estamos em crise e que os políticos não pensam dessa forma e tal…
    Sim, temos que varrer os corruptos de Brasília e colocar pessoas competentes para decidirem a respeito das nossas Forças Armadas, de preferência pessoas sem viés político.
    Temos até 2030, 12 anos para fazer a limpa na casa, começando por 2018. Até lá, espero que políticos antigos e corruptos já tenham partido dessa para outra encarnação! Espero que não nos tornemos potência militar ou mesmo econômica mundial, mas regional (América do Sul/América Latina) – que é o papel que nos cabe!

  64. Rafael Oliveira 30 de agosto de 2017 at 20:34
    Raven-Meteor-R99-LinkBR=Victory 30 de agosto de 2017 at 21:08

    Devemos saber que se uma pessoa está sendo cordata conosco isso nem de longe significa que é fraca……………… apenas, muitas das vezes, está reagindo a postura do outro…………… e particularmente acho importante que se pontue isso, sempre que possível………….. ironia e provocações gerarão uma reação……….. então, que se respeite para ser respeitado……….
    No mais, ficam minhas escusas ao Rafael Oliveira, se passei no ponto na resposta.
    Saudações

  65. Carlos Alberto Soares 31 de agosto de 2017 at 7:31
    .
    “Muito besteirol ai pra riba, SALVE as exceções.”.
    .
    Não está gostando das opiniões diversificadas? Faz um blog para você então. O que você faz aqui? Você é o primeiro a escrever só besteiras nada que preste agora vem dar uma de intelectual. Você vive num mundo no qual só o que lhe interessa presta? Você é segregador.

  66. Raven, para falar a verdade não tinha visto sua resposta de 30 de agosto de 2017 at 21:08.
    Se tivesse visto antes, mesmo me considerando uma pessoa educada, teria respondido no mesmo tom ou pior rsrsrs, mas agora, sem problemas.
    Mas só para esclarecer, eu não estava dizendo que você disse que o F-5M, com ajuda do E-99, levava vantagem em relação ao F-16. Quem disse isso foi o Antonio Sampaio e foi com ele que iniciei a discussão. Depois, você entrou na conversa e ao lhe responder, minha resposta ficou truncada e você não compreendeu que me referia a ele nessa parte, apesar da postagem ser direcionada a você.
    De qualquer forma, caso tenha se sentido ofendido com minhas postagens, peço-lhe desculpas.

  67. A FAB deveria manter estes F-5 para atuar em treinamento como agressores e etc. Jatos ótimos prestaram serviço com mérito em diversos países, deveriam ter mantido a modernização de todo o lote.
    Infelizmente, em Banárnia, nada que se escreve e assina tem alguma validade. Talvez esses 36 Gripens virem 24 ou 12 unidades somente, só o futuro dirá.
    “…Haaa, mas o Brasil não tem risco algum, não precisamos de tantos jatos não temos inimigos e blá blá blá…” Historicamente já sabemos como esse tipo de descaso termina.

  68. Rafael Oliveira 30 de agosto de 2017 at 23:04
    Amigo, procure se informar, mesmo que o F5M tenha que se aproximar do F16 ao alcance eficaz de seu míssil, e por conta disso, fique ao alcance de seu radar de bordo, ele tem uma enorme probabilidade de nem se quer ser visto pelo F-16, se for guiado por um AEWC.
    Pelo que você escreve, denota-se que seu entendimento é de que o radar embarcado do F-16, ou de qualquer avião do tipo, tem varredura de 360 graus, estes radares varrem apenas um determinado cone na frente do avião, todo o resto do espaço ao redor é ponto cego.
    O radar do Gripen é bastante moderno, trata-se de um AESA de última geração, e seu raio de varredura é de 180 graus, pelo menos é isso que se informa, ou seja, mesmo o Gripen E, ainda tem uma enorme área cega que pode ser explorada, exceto se for acompanhado de um avião AEWC.
    É por isso que na Cruzex e no Salitre, um F5M pode se aproximar de um F-16 ou M2000 da França sem ser visto, e na prática, os teria derrubado. Se quer foram vistos.
    Entendeu a enorme vantagem a favor de quem usa um AEW&C?
    Não pense que o pessoal da FAB é tão tonto assim. Faz 14 anos que o Brasil opera esses meios.

  69. Antonio,
    Sim, o radar do caça não tem cobertura 360º (aliás, acho que nem esse é o termo correto, pois teria que ter uma cobertura em forma de esfera para cobrir toda a área em volta.
    Por outro lado, o F-16 não iria voar sozinho. Poderiam ser adotadas formações para aumentar a área coberta por todos os radares. Além, é claro de não ficarem voando em linha reta, na mesma altitute, o tempo todo, ainda mais sabendo que o inimigo conta com AWACS.
    Ainda, como o alcance do F-5 é limitado, não é tão simples assim ele receber um aviso do AWACS e procurar a melhor posição de ataque, dentro de um espaço de tempo adequado para engajar o F-16, antes de ser descoberto. Dependendo da situação ele terá minutos para encontrar a posição antes que a distância seja perigosa para ele e para o E-99.
    O que eu quero dizer é que um combate aéreo é muito mais complexo do que nós podemos imaginar e tanto a FAB quanto a FACh tem profissionais qualificados para desenhar a melhor estratégia possível para enfrentear o inimigo e ainda assim, isso não garante que irá funcionar, pois o adversário pode ter uma estratégia melhor para aquele combate (fora que o míssil disparado pode errar o alvo e virar dogfight, com combate visual).

  70. Rafael Oliveira 31 de agosto de 2017 at 11:40
    Eu acho que um F5M não é capaz de combater nem contra um Gloster Meteor da Bolívia, mesmo usando um E-99.
    Melhor assim.

  71. Jeff 31 de agosto de 2017 at 10:11

    Os 36 realmente virão, pois já foram pagos via empréstimo. Se não pagarmos o empréstimo ficamos com uma divida gigante e juros exorbitantes. Mas a Saab já recebeu pelos 36 caças.
    O que pode acontecer é dos 108 – 120 caças desejados pela FAB, ficarem apenas no 36 do 1° lote, sem receber maiores encomendas. Dai entramos no problema de comprar uma tecnologia e não utilizar em escala. Pois esse valor passaria a ser justificado, fabricando mais unidades no nosso território, com desenvolvimento nacional nas demais unidades do Gripen, a partir daquelas adquiridas.
    Por isso acho importante, até a chegada de 2 ou 3 lotes completos de Gripen, mantermos 30 F-5EM ao norte/Nordeste do país e dividir todos os A1 modernizados ao sul e norte do país, em numero não menor de 36 A-1 M.

  72. Antonio,
    Eu acho que o F-5M apoiado pelo E-99 leva vantagem contra o F-35 e o F-22, se estes não contarem com apoio de um AWACS.
    Melhor assim.

  73. Rafael Oliveira 31 de agosto de 2017 at 12:15
    Radar APG9034 do F16.. 600 Km de alcance…360 de varredura… rsrsrs…

  74. Imagino que manter os Mikes será suficiente, precisamos apenas segurar as pontas na interceptação/combate aéreo. O problema, ao meu ver, vai ser arrancar mais dinheiro do Governo para financiar mais Gripens, visando substituir o A-1. Daí surge meu raciocínio: é importante fazer o possível para levar esse programa adiante. Acho que dois squads de A-1M já está ótimo!!

    Quanto à discussão, é sempre bom ler seus comentários Sr. Rinaldo. Hehehehehe estávamos sentindo falta já

  75. Gustavo e Tamandaré.
    O problema em manter uma grande quantidade de A-1 é que a Itália irá tirá-lo do inventário em breve e, segundo o Juarez, a FAB já foi avisada por fabricantes italianas que algumas peças não são/serão mais produzidas.
    Aí fica difícil manter dois esquadrões de A-1.
    Acredito que a FAB manterá apenas um com até 18 aeronaves modernizadas e canibalizará as demais aeronaves.

  76. Pessoal, pensem assim, a título de exemplo : um SU-30 sobre Boa Vista estará sem AEW&C (já que eles não os possuem) e sem o controle em terra, já que a sua rede de radares, obviamente, restringe-se ao território venezuelano. Nosso caça estará com AEW&C e controle em terra. Aí sim, nesse cenário, certamente o Sukhoi estaria em severa desvantagem tática, e mesmo o F-5M poderia tentar a aproximação fora do cone do radar. Ou seja, normalmente, fora da relativa de 70 graus.
    Agora, s.m.j., mesmo numa hipótese de ataque nosso (falo, repito, a título de exemplo), nosso E-99 não entraria em território hostil, e suas órbitas estariam restritas aos céus de Roraima.
    O radar do F-5M não traz nada de novidade. Pelo tamanho e potência, deve ficar aí na casas das 40 Nm, numa busca padrão, 120 graus e 4 ou 6 Bar. Quando se restringe a busca em azimute ou elevação, digamos a 15 graus e 2 Bar, um alcance bem maior seria alcançado. Busca por setor aumenta o alcance, resumindo.
    O x da questão, para mim, é saber se nesse caso, de busca setorizada (15 graus), conseguiria locar para efetuar o lançamento do armamento BVR. Muito provavelmente sim. E, nesse caso, valeria a pena adquirir um míssil com maior alcance.
    Não sou da FAB; não sou da IAI; e não ganharia um mísero real com isso. Mas se o i-Derby ER for mesmo um míssil da classe do AIM-120D, com motor dual pulse, e 70% do alcance do Meteor, estando já integrado ao F-5M, isso nos daria a tranquilidade definitiva no combate ar-ar na região. É o que penso.
    Abraços

  77. Rafael Oliveira 31 de agosto de 2017 at 12:53
    Entendo, pelo menos 18 seria bom, mas o ideal mesmo era algo por volta de 30 unidades, em um cenário com 70 Gripens (do 2° lote) + 30 A-1 M e F-5 já aposentado.
    Temos 53 em inventário e a Itália vai vender seus AMX, será que vem alguma proposta interessante para FAB neste período? Seria uma solução para manter por mais 20 anos o A-1 M no ar.
    Eu me recordo de algumas peças do A-1 serem produzidas por aqui, será que isso já foi descontinuado?

  78. Gustavo, pelo que eu me recordo, algumas peças só são feitas aqui, e outras só são feitas na Itália. E é bem provável que muitas peças que eram feitas aqui não sejam mais feitas, por falta de escala.
    .
    A Itália irá oferecer os aviões, mas acho difícil a FAB comprar. Talvez compre sobressalentes novos estocados pelos italianos. A prioridade da FAB, a meu ver, será o Gripen e ela evitará destinar dinheiro para F-5 e A-1 nos próximos anos.

  79. Antonio de Sampaio e prezados senhores, boa tarde

    Em termos de ameaça aérea, o Chile está no fim da fila… além de ser um grande parceiro, não tem interesse nenhum oposto ao nosso, nem mesmo faz fronteira.
    A ameaça seria a Venezuela, mas se sua Força Aérea estiver como está seu exército, está tendo 80% do tempo de instrução voltado pra fanfarronada bolivariana e 20% pra TTP desatualizada… Experiência de diversos companheiros q passaram os últimos anos em cursos por lá. Além disso, pelo q sei, os Su não possuem mísseis na Venezuela, o q de fato, se resolve facilmente, se a Russia quiser, mas… se aqui se treina pra burro pra aprender e manter os padrões de combates com mísseis, imagine lá q não há treino nem doutrina!!!!
    Não esqueçam q temos unidades com uma capacidade excelente de realizar Ações Diretas contra os Su, portanto não dependemos só de um ataque de A-1.
    Quanto ao exemplo do Vietnã…
    A guerrilha fez muito estrago, mas havia Russia e China mandando diariamente MUITA munição e armas pra lá… A guerra convencional foi muito mais pesada. O Vietcong era uma quarta força com blindados e artilharia, regredindo ao estado de força de guerrilha, após ser massacrada na contraofensiva do Tet.
    Voltando a Guerra Aérea, em relatos de pilotos americanos de F-105, eles diziam q era mais fácil bombardear Moscou do q Hanoi, dado o esforço AAe vietnamita, q causou MUITAS baixas… Se é um exageiro ou não, o Cel Nery poderá afirmar melhor, mas o significado da dificuldade é claro.
    A Guerra de Resistência ocorre em último caso e, definitivamente, Poder Aéreo não cabe nisso. Temos q ter meios dissuasórios eficientes!
    E-99 + F-5M é muito bom, mas q venham os NG, porque já passou mais q a hora.
    Sds

  80. Gustavo 31 de agosto de 2017 at 15:04
    Qual aeronave vai substituir o AMX na Força Aérea Italiana? A “orquinha”* ?
    * (apelido a essa ultura ‘carinhoso’ para o F-35, e que é bem adequado! Porque, afinal de contas, a orca é o predador mais letal dos oceanos!, mais até do que o tubarão branco…!).

  81. As forças tem que parar com a mania de ficar gastando dinheiro e tempo modernizando velharias ao invés de comprar novas, você pode comprar um opala e ‘modernizar’ ele mas nunca será como um carro novo.

  82. Agnelo, concordo contigo principalmente em relação ao Chile, eles nunca foram uma ameaça ao Brasil em nada, felizmente não são nossos vizinhos.
    A preocupação deles é com os argentinos, peruanos e bolivianos, eu espero que um dia o Peru bem armado tome de volta as terras tomadas pelos chilenos e a Bolívia tenha sua saída ao mar, mas por hora está difícil.

  83. Boa notícia.Não aprecio a ideia de nosso pais ter de empregar uma verba tão grande na manutenção de seu potencial bélico.Contudo, quando penso na insegurança da situação mundial, esta força bélica do país nos dá certo alívio.

  84. Comentaram aí em cima sobre o F-5FM 4806, que acidentou.
    Sim, ele está no PAMA-SP, no meio da linha de manutenção com outros sete F-5M, no Parque.

  85. Gustavo, nada disto vai acontecer, nem segundo e terceiro lote e de NG e muito menos a manutenção do F 5M por mais tempo, porque o CLS que venceria agora foi prorrogado por mais um ano, as células começarão a entrar na diagonal de manutenção negativa e não tem saída, é começar a dar baixa a medida que for atingindo o limite de fadiga de célula.
    AMX não tem saída, as linhas de fornecedores italianos está fechada, a FAB foi consultada, mas não tinha recursos para a manutenção delas. A compra de células italianas seria somente scrapper, pois tem umas 100 de vida útil e são diferentes das nossas.
    Na década de 2020 a FAB vai ter 36 NG, entre 14 e 18 A1M e ST, e agradeçam se tudo correr bem, se não vai ser o caos.

    G abraço

  86. No Brasil única ameaça real vem do próprio governo, mas se aparecer uma externa só vão querer se equipar quando não tiver mais tempo?? Ingerência é a tônica. Ou o excesso de corrupção que destrói a segurança em geral. Supremacia aérea é fundamental em um país como o Brasil. Pessoas que não tem amor a patria não enxergam isso. Brasil não tem capacidade de se impor a nenhum dos nosso vizinhos. Aqui não existe material suficiente para dominar outra nação durante um mês.

  87. Concordo com o Juarez, FAB deverá operar os 36 Gripen, suponho que serão 12 no 1º GDA, 12 no 1º/1º GAvCa e 12 no 1º/14º. Os 15 ou 18 A-1 em um único esquadrão e, finalmente, os A-29A/B que, por mim, seriam redistribuídos para criar mais 1 esquadrão em São Gabriel da Cachoeira (AM) e guarnecer um dos esquadrões que atualmente operam A-1 em Santa Maria (RS).

  88. Adriano, não deverá ser bem assim. Tudo pode mudar, mas em princípio de pois de encerrada a conversão operacional, provavelmente um esquadrão de NG vai para Manaus ou Boa vista, um fica em Anápolis, todos com 18 anvs na dotação.A BACO poderá fechar junto com outras três ou quatro OMs. é isso, ou acabar como força de combate. Não esperem nada melhor, pois as coisas ainda piorar, antes de estabilizar.

    G abraço

  89. Eu acho que o maior complicador para uma nova compra de Gripen E/F são os 28 KC-390 que vamos comprar.
    Vai ser pesado pagar tudo isso e ainda ter que comprar mais Gripen E/F se o Brasil não melhorar nos próximos 2 mandatos.
    .
    Talvez aconteça um segundo lote de Gripen E se for um pacote pequeno e financiado a perder de vista, algo como mais 18 aeronaves não é coisa de outro mundo, se o cenário ruim continuar.

  90. O valor de aquisição das 28 unidades do KC-390 foi de R$7,2 bi mas desconheço a forma de pagamento.
    A economia vai ditar o futuro das novas compras de NG. Mas não creio que em um horizonte de uns cinco ou seis anos vá mudar algo com consistência.

  91. Bardini 1 de setembro de 2017 at 20:44
    Já eu acho que o complicador……………….é um orçamento incurável, no leito de morte……….. que irá implodir……………. Teto da dívida ………. calote Branco via inflação ?
    Sds

  92. Juarez 1 de setembro de 2017 at 20:10

    Se analisarmos o que o Juarez disse e levarmos em conta a previsão atual de início das entregas do NG para 2021, somado ao que se projeta de 6 aeronaves entregues por ano, vamos levar 6 anos para receber os 36 NG. Com isso, a dotação estará completa em 2026/27, mesma época em que o F-5 estará seus últimos dias de operação. Então, por esse cenário, não se conseguindo um segundo lote de NG, as coisas vão ficar bem difíceis, pois os 36 Gripen vão equipar o GDA e o 1°/16° que será reativado. Assim, faltarão aeronaves para o Grupo de Caça, para o 14 e para o Pacau!!! Se conseguirmos manter ao redor de 18 A-1 operando, nossa força de jatos de combate ficará reduzida a 3 esquadrões, com um total de 54 aeronaves. De tudo isso, se percebe a importância vital da encomenda de um segundo lote de Gripen.

  93. As entregas até o momento:
    3 em 2019
    6 em 2020
    11 em 2021
    11 em 2022
    5 em 2023
    2024 prazo final de entrega
    .
    2021 é o ano do IOC.

  94. Diante da situação mais provável descrita pelo Juarez, Bardini e Flanker, os A-29A/B do 3º Grupo de Aviação terão que ser compartilhados com o 1º/1º GAvCa, 1º/4º GAv e 1º/14º GAv…se há cerca de 96 A-29A/B em operação na FAB, tirando 10 do GDA ficam 86 para serem divididos por 6 esquadrões, 14 aeronaves por esquadrão. Assim a aviação de caça ficaria com dotação de 36 Gripen, 18 A-1, 86 A-29A/B, totalizando cerca de 140 aeronaves. Não está tão ruim considerando que, fora os A-1, serão as aeronaves mais modernas na América Latina.

  95. Corrigindo o post anterior: me esqueci dos A-29 do 2º/5º, assim a distribuição dos A-29A/B ficaria 36 aeronaves nos 1º, 2º, 3º/3º GAv, 12 no 2º/5º, 10 no GDA, 12 no 1º/1º GAvCa, 12 no 1º/4º GAv (se os Gripen forem para Boa Vista), 12 no 1º/14º GAv e 1 no DECEA, total de 95 A-29. O total de caças seria 138.

  96. Esqueceram de combinar com o EMAER. A-29 no DECEA? ? Alguém me explica aí. 18 A-1? Aonde tem? Só moderrnizaram 4 e acabou.

  97. Não tem 95 A-29 na dotação. Já perdemos quase 10 em acidentes (Natal 1, Porto Velho 1, Campo Grande 2, Boa Vista 2, Fumaça 1. Os que me recordo.) E na Fumaça serão mais.

  98. A SAAB me surpreenderá muito se entregar 3 Gripens E para a FAB em 2019. Estamos quase lá e o primeiro protótipo acabou de voar…
    Humildemente, pois não tenho qualquer informação adicional, eu contaria com eles em 2020.
    Saudações.

  99. Cel. Neri, pelo que eu ouvi, vão modernizar, pelo menos os 15, porque já sabem que não vão levar nada até 2027 e olhe lá.
    G abraço

  100. Cel. Nery, complementando o post anterior, os 18 A-1 que eu considerei no inventário são os que foram mencionados em posts anteriores. A quantidade de A-29A/B em operação foi um “chute”, por que nunca li em lugar algum a quantidade oficial (nem no site oficial da FAB). Em relação à quantidade de aeronaves que estimei para a aviação de caça em médio prazo, descontando os A-29 que o Sr. relacionou por perda total, ainda assim estaremos melhor que as FA da América Latina. Só uma dúvida: por quê a Fumaça necessita de mais A-29?

  101. Adriano A.R, creio que se fosse ocorrer um atraso, a SAAB teria que informar aos dois compradores. Foi assim quando ela precisou rever o cronograma, adiando um ano as entregas por conta do desenvolvimento do novo Software. Ambos os compradores aceitaram por conta do benefício. No mais, partes dos nossos Gripens já estão sendo fabricadas.

  102. Estamos fazendo uma leitura num cenário de fundo de poço, no olho do furacão, mas SE as coisas acontecerem na economia, com alguma reforma da previdência, que é inevitável, mesmo que no próximo governo, e alguma reforma tributária, mais pra frente. Com elas o país tende a recuperar a receita, que é o grande problema hoje pela falta de PIB, já que as despesas estão controladas, a médio prazo, pela Emenda do Teto dos Gastos. Economia não foge de ciclos, arrumando a casa, da pra ter um cenário melhor.
    .
    O que a FAB e as outras forças precisam fazer é o dever de casa, reduzindo seus efetivos, e a composição “de carreira/temporários”, se adequando à crise, e gerando espaço no orçamento, que estará congelado por 10 anos, ou seja, para abrir espaço para um gasto novo tem que cortar ou reduzir um gasto antigo.
    .
    A FAB tem que concentrar esforços para conseguir contratar, pelo menos, o segundo lote, e priorizar a sua missão, que é ser uma força de combate. Eu sei que parece uma tarefa difícil hoje, vendo o cenário atual e nos próximos 10 anos, mas é possível.
    .
    Vale destacar que o Teto de Gastos se dá por poder (Executivo/Legislativo/Judiciário) e não por ministério, nada impede que o Executivo remaneje orçamento entre os ministérios. E o cenário hoje é de privatização de estatais ineficientes, o que vai gerar futuros espaços no orçamento, pelo fato da União não precisar está custeando estas empresas públicas. Esses espaços vão ser alvo de disputa entre os ministérios, e o Gripen tem a seu favor o fato de ter toda sua estrutura criada para produção local, isso tem efeitos positivos para a economia, e gera dividendos para os políticos, pois é bem aceita pela opinião pública.
    .
    Repito, é essencial criar os meios para criar gerar espaço no orçamento e ter recursos para a missão, nisso os militares ainda são melhores que os civis.

  103. Olá J.Silva.
    Discordo em partes de sua argumentação. Sim, estamos passando um crise econômica como é normal em um sistema capitalista. Antes desta, houve uma em 2008 e outra antes. Em algum momento no futuro, haverá uma recuperação sim. Por ouro lado, há uma crise política que está afetando a economia. Não é a mudança na previdência nem os gastos federais nem o combate a corrupção que irá recuperar a economia.

  104. Adriano, em dois posts vc citou A-29 no GDA. Acho que queria dizer EDA, correto?
    A dotaçào de A-29 é de 91 aeronaves;
    O IPEV opera 2 A-29;
    O 2°/5° opera em torno de 18 a 20 A-29;
    O EDA opera 12 A-29
    Cada esquadrão do 3° Grupo opera de 16 a 18 A-29.
    Tirando o EDA, essas quantidades podem variar para mais ou para menos em cada Unidade, dependendo das necessidades operacionais e por questões de manutenções/revisões.
    Quanto aos A-1, foram entregues 3 “M”. Se fala atualmente em ficar com 14 a 18 modernizadas no total. Mas, se não tiver grana meeeesmo, o minimo que a FAB operará na versão M será de 6 células, pois hã 3 protótipos, já na configuração final, na Embraer (5526, 5530 e 5650).

  105. Olá J.Silva.
    Discordo de parte de sua análise. Sim, o país passa por uma crise econômica que ocorre ciclicamente no capitalismo. A mais recente foi em 2008 mas outras ocorreram antes. O problema agora é a crise política. Sem a solução da crise política não haverá recuperação econômica, a qual não virá pela reforma previdenciária ou teto de gastos.

  106. camargoer 2 de setembro de 2017 at 17:19,
    .
    A crise política, na minha opinião, estabilizará com a eleição. Se aprovarem a cláusula de barreira e o fim das coligações (o distrital misto para 2022 seria um temendo bônus) já ajudará muito.

  107. Sou da opinião que é a economia que determina os rumos, se não houvesse uma crise econômica aguda, causada pela “nova matriz econômica”, não haveria 308 votos para o impechaement, por mais estrago que a lava jato impusesse.

  108. Concordo com o J. Silva, e o próximo presidente da República será o candidato que tiver o aval e apoio do sistema financeiro. Sem esse aval, o Lula continuaria candidato ao cargo até agora…

  109. Olá JS.
    Vejo de outro modo. Quando vemos os dados do IBGE é possível acompanhar o PIB em fases de expansão e de crise. Quando colocamos o panorama político nestes períodos, é possível ver que a existência de normalidade política implica em crises econômicas mais curtas e de menos intensidade. O que vivemos hoje é não é normal, inclusive com as propostas esdrúxulas de parlamentarismo e outras balas de prata. Também concordo que apenas eleições gerais poderão dar início a uma normalidade política, que em sequência poderá proporcionar um alguma normalidade econômica. Por isso acredito que vivemos um daqueles períodos que a política determinará os rumos da economia, não o contrário. Sinceramente, temo que não teremos eleições normais ano que vem. Ninguém faz tamanha confusão e se arrisca a perder a próxima eleição.

  110. Correto Flanker, obrigado pela correção e demais informações. São muitas siglas e OM’s e eu acabo misturando como fiz com o DECEA x IPEV. Abraço e bom fim de semana a todos.

  111. Caro camargoer, e já não estamos? Sejamos otimistas, a tendência é de lento, porém continuo crescimento do PIB. Só não podemos eleger em 2018 algum candidato cuja plataforma opte pela economia de Estado como indutor de crescimento.

  112. Caro Adriano. Sejamos otimistas na ação e pessimistas na razão (riso). Tenho acompanhado os dados financeiros diretamente no IBGE e o que percebi até agora é mais ruido estatístico do que recuperação. Tenho a impressão que a economia está estagnada devido ao aumento da capacidade ociosa do setor industrial e do aumento do desemprego. O fato é que a economia real é feita pelo setor produtivo e não financeiro. Se eu fosse banqueiro defenderia pensaria diferente.

  113. Como estamos fugindo do tópico, gostaria de ressaltar, que minha opinião é mais no sentido de demonstrar que pode haver um cenário de recuperação econômica, lento mas gradual, na próxima década que viabilize um segundo lote do Gripen, desde que a Fab faça o dever de casa, cortando na carne, e abrindo espaço no seu orçamento. Esse é o x da questão.

  114. Olá JS.
    Uma boa conversa sempre fugirá do tópico. Sua argumentação é correta em relação ao futuro. Em algum momento no futuro haverá alguma recuperação, o que permitirá implementar vários programas nas forças armadas e em outras áreas do Estado. Para que isso ocorra com sucesso, tem que haver planejamento desde agora. Agora, esta história de sofrer agora para desfrutar no futuro é menos verdade e mais mítico do que parece. E nisto que discordamos. É verdade que há uma crise econômica que afetou a arrecadação. É verdade que em algum momento no futuro o quadro será outro. É verdade que tanto a FAB quanto todos nós devemos nos preparar para quando ocorrer a recuperação. Mas acho falsa a ideia de que vivemos um período de normalidade e acho falsa a premissa que se houver suficiente sofrimento agora o futuro será recompensador.

  115. Camargoer,
    Os banqueiros deveriam estar tristes com Temer e felizes com a Dilma se formos levar em conta a queda na taxa de juros.
    Os “empresários” deveriam estar tristes com Temer e felizes com a Dilma se formos levar em conta a queda nos empréstimos do BNDES e o aumento da taxa de juros destes.
    As construtoras deveriam estar tristes com Temer e felizes com a Dilma se formos levar em conta a queda na quantidade de obras estatais.
    Os únicos que com alguma razão devem estar otimistas com Temer são os investidores (vide a Bolsa nos últimos anos) e os interessados nas privatizações e concessões que se vislumbram.
    Para os chineses está tudo tranquilo. Compraram ou viraram concessionários de um monte de coisas do governo com a Dilma (parte do pré-sal, diversas usinas hidrelétricas, etc), continuam e continuarão comprando ou virando concessionários durante o governo Temer.
    .
    O Brasil não entrou em crise em 2014 porque “o capitalismo é cíclico”. Entrou em crise porque as commodities tiveram queda de preço e a Dilma tomou trocentas medidas econômicas equivocadas em pouco tempo. Aí não tem “capitalismo” que aguente.
    .
    Apesar de todos os muitos defeitos do Temer, do ponto de vista econômico, o Brasil está melhor agora com ele do que estava com a Dilma.

  116. Juarez e Flanker, obrigado pela informação sobre os A-1. Seria um erro gravíssimo não modernizar, pelo menos, essas 15 células. Esse avião, modernizado, faz a diferença.
    Adriano, o EDA vai necessitar de mais A-29 porque, infelizmente, mais acidentes ocorrerão. O avião não foi projetado pra fazer firulas. Deus queira que ninguém morra.
    J. Silva, essa redução de 13 mil homens que o TB Rossato quer é um erro. O efetivo da FAB já é menor que o da PM-SP. Quem disse que 70 mil homens e mulheres numa população de 2000 milhões é muito? Baseado em que? Até o presente momento, asseguro, NÃO HÁ NENHUM ESTUDO que comprove essa necessidade de redução. Por que o EB e a MB NEM COGITAM em reduzir?
    A necessidade é baseada em folha de pagamento? A CPI da Previdência já não disse que ela é superavitária? E as empresas devedoras (a JBS, campeã)? E a DRU, que tira o dinheiro da Previdência? Reduzir efetivo é um erro, não resolve nada, e trará graves consequências no futuro. Usar temporários é uma saída, com ressalvas.

  117. Caro Cel.Nery.
    A redução de pessoal em si não significa nada. O Sr. tem toda razão. O que determina o tamanho de uma equipe é a sua missão, o seu grau de informatização ou especialização e a importância (estratégica ou social) de sua atividade. Para mim, um efetivo de 70.000 da FAB pode significar o mesmo que metade disso ou o dobro. Novamente o Sr tem razão em dizer que o dimensionamento das forças armadas deve ser baseado em um profundo estudo técnico quanto à sua missão. Uma equipe menor não significa menor desembolso, porque isso depende da qualificação da equipe. Por fim, concordo plenamente quanto o Sr que é inaceitável tolerar empresas devedoras e sonegadoras (como o Itaú e Globo) em prejuízo das atividades fundamentais do Estado em segurança, defesa, saúde, educação e ciência e tecnologia. E tudo isso para pagar juros excessivos em um período de depressão econômica.

  118. Para quem não é da área do Direito. Muitas das empresas que são taxadas de devedoras do INSS, na verdade, não são.
    Por exemplo, o Itaú e os outros bancos. Não é que eles não recolhem os 20% do INSS sobre a folha salarial. As dívídas são, supostamente, por sonegação do PIS/Cofins e da CSLL. Mas em boa parte dos casos as empresas estão certas e ganham na Justiça (isso quando não ganham no próprio CARF).
    Recentemente houve um caso bizarro em que a Receita autuou o Itaú-Unibanco porque ele teria sonegado tributos durante a fusão. Para a RF houve ganho de renda e lucro com a “simples” fusão das empresas, então teria que pagar IR e CSLL simplesmente pela fusão. No CARF o Itaú ganhou – e se não ganhasse lá, ganharia na Justiça tranquilamente.
    Mas é claro que no facebook da vida isso é divulgado como “Temer perdoa dívida bilionária do Itaú” ou algo pior e quem não é da área acredita.
    http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/carf-decide-a-favor-do-itau-em-processo-que-cobra-mais-de-r-20-bi-em-tributos.ghtml

  119. Rafael, o CARF é outro poço de corrupção. Venda de sentenças, já tá na mídia e na justiça. Não acredite em Duendes. Imagine o valor dessa dívida do Itau.

  120. http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/08/29/gastos-com-previdencia-podem-chegar-a-82-do-orcamento-ate-2024-diz-relator

    Imagine se houvesse déficit…
    Não caiam nessa. Muita contra informação acontecendo, e que, infelizmente, acaba pescando mesmo aqueles que não são frágeis e vulneráveis.
    Em alguns casos, Previdência é “confundida” com Seguridade Social.
    Em outros, ah a responsável é a DRU ! Esquece-se que com DRU e tudo continua havendo déficit.
    Ah deve-se cobrar dos devedores ! Falácia. A maioria dos “créditos” é irrecuperável, malgrado o crédito relativo a tributos goze de preferência na fila de credores (ver Lei 6830/80 e Lei da Recuperação Judicial, por exemplo).
    E tem muito mais. Ressalvo que o quadro realmente não é simples. Entender o assunto “Previdência” já não é fácil. Adicione pitadas de ideologia, num país propositadamente dividido nas eleições de 2014, e está feita a confusão.
    Abraços

  121. Cel. Rinaldo Nery,
    .
    Eu também não gosto desta solução, mas vendo o orçamento atual e considerando que existe um Regime Fiscal que determina que o orçamento só será corrigido pela inflação, por pelo menos 10 anos, não sobram muitas opções viáveis.
    .
    Fazendo uma conta de padaria:
    .
    O orçamento da FAB em 2017 foi de aproximadamente 21 bi, destes 16 bi é com pessoal e encargos sociais, 1,3 bi com outras despesas(custeio do dia a dia), e 3 bi com investimento.
    Significa que 77% do orçamento atual é com pessoal e encargos.
    .
    Minha sugestão seria, por exemplo, reduzir, ao longo de oito anos, esse percentual para 70% e remanejar essa redução de 7% para o investimento, ou seja, em números atuais, reduzir o gasto com pessoal e encargos em 1,4 bi e remanejá-lo para investimento.
    .
    Vamos supor que em oito anos a inflação média seja de 5% a.a, e que o orçamento da FAB não sofra alterações (remanejamentos entre ministérios), então teremos, em 2025, uma inflação total de 40%.
    .
    O orçamento total da FAB, segundo o Regime Fiscal vigente, em oito anos (2025) passaria dos atuais 21,082 bi para 29,515, e dentro deste, o orçamento de investimento, com o remanejamento proposto por mim, atualizados pela inflação de 40%, passaria dos futuros 4 bi para 6 bi.
    .
    Seria com esse aumento, de 2 bi (645 milhões de dólares), que a partir de 2025 se teria os recursos para adquirir o segundo lote, desde este lote também fosse contratado através de financiamento, mesmo que com pagamento imediato das parcelas.
    .
    Os cálculos são um exemplo porque não tenho as condições de pagamento (quantidade e valor das parcelas) do primeiro contrato, e nem saberíamos o valor exato do segundo lote. Mas suponho que é um cálculo deste tipo que está sendo feito pelo TB Rossato para chegar a essa conclusão.

  122. Cortar pessoal pra comprar avião? Gostaria de acreditar que houve um motivo estudado. Mas, mesmo que fosse esse, discordo totalmente. Depois do que vimos no Petrolao, nos empréstimos do BNDES às “campeãs “. Dava pra comprar 300 F-39. Alguém terá que fazer algum sacrifício, e não deverá sera FAB reduzindo efetivo. Estupidez sem tamanho.

  123. Prezado Camargoer, se o valor pago pelos serviços contratados me interessar, certamente aceitarei. Torço para que consiga ter um banco.

  124. Flanker, você comentou que os A-1M podem ser limitados a 6 células, pois há 3 protótipos, já na configuração final, na Embraer. Você sabe informar quantos são mono e bipostos? Grato e bom domingo a todos.

  125. Pelo contrato original (reforma de 11 F-5E/F jordanianos), cada F-5FM teria custado US$19 mi (compra da Jordânia e modernização pela Embraer), fora os extensos trabalhos do PAMA-SP. Com a redução do número de F-5E/F jordanianos modernizados, o valor unitário deve ser superior a isso.
    Para comparar, as Filipinas em 03/2014 contrataram, por US$421 mi, 12 F/A-50, ou US$35 mi cada F/A-50 no pacote (com material de suporte logístico, treinamento, etc), com os 2 primeiros entregues no final de 2015, os outros até 2017.
    F/A-50 da Coréia do Sul tem radar Elbit EL/M-2032, desempenho na categoria do F-5E/F, é biplace, é caça novo p/ durar décadas, já tem razoável leque de armas integradas (mais a integrar), radar AESA em desenvolvimento, etc.
    Já em 2011 eu considerava anacrônica essa compra e modernização de 11 F-5E/F jordanianos. Hoje, então, junto com o resultado do FX-2, que resultou desde final de 12/2013 a termos a defesa aérea do Brasil entregue a caças leves inadequados (F-5EM/FM) a cobrir o Brasil, até lá p/ 2021-2023 (1o esquadrão operacional com Gripen E-Br), teria sido bem melhor no lugar do FX-2 em 2009-2011 :
    – compra de caças leves (F/A-50, Gripen C/D, etc) em maior quantidade (72), sem riscos, entrega inicial rápida, substituindo F-5E/F entre 2011-2020. Por exemplo, pacote de 72 F/A50 sairiam por US$2,5 bi;
    – compra de menor quantidade (18-24) de caças médios/pesados (Eurofighter, Rafale, Super Hornet, F-15 AESA, Su-35) com foco em interceptação e ataque a média/longa distância.

  126. (risos) caro amigo Rafael. Meu receio é que eu acabe no banco de reserva.. banco da praça…. ou no banco de trás.. considerando as fases do luto, já estou na terminal da “aceitação”. Ao menos agora estou de bom humor. Um grande abraço.

  127. Caro Rinaldo Nery,
    Dizer “Avião de caça resume-se a um bom radar e a um bom míssil” é para, dizer no mínimo, um simplismo exagerado.
    Para caças de defesa aérea, além de ‘bom radar’ e ‘bons mísseis’, é fundamental um caça ter :
    – motor com bom desempenho a seco e em regime de pós-combustão;
    – boa aerodinâmica, pois não adianta ter bom motor. P. e., F-5E tem motor com menos empuxo que os A-4K SkyHawks (operados pela MB) porém é supersônico, acelera mais, devido ao melhor desempenho aerodinâmico da célula;
    – boa aceleração, boa taxa de subida (250-350 m/s), p/ interceptações;
    – bom raio de combate, suficiente p/ missões requeridas, tanto em regime sub como supersônico. Por exemplo, tem caças leves com raio de combate de supersônico de 100 km, versus caças pesados com 500-700 km de raio de combate supersônico.

  128. Cel Nery,

    Na verdade o que importa, no meu exemplo, é ter, no orçamento de 2025, o valor de 6 bi, em vez dos 4 bi (valor atual, 2,9 bi, atualizado pela inflação durante oito anos), ganhando 2 bi no orçamento para garantir um segundo lote de Gripen e outras pequenas aquisições, como a modernização dos AEW e alguma capacidade AA média distância. Assegurando a função principal da FAB, que é ser uma força de combate.
    .
    Mas existem outras poucas opções para garantir os 2 bi a mais em investimento daqui a oito anos (lembrando que essa é uma quantia fictícia, pois não sabemos, por exemplo, qual o valor necessário para financiar um segundo lote de Gripen):
    .
    Pode-se manter o efetivo atual, e, em vez de repor os 40% de inflação com despesas com pessoal e encargos, fazer uma reposição de apenas 25%, ou seja, sacrificar os reajustes salariais com os militares, reduzindo, em oito anos, 15% do poder de compra atual. Desta forma o orçamento fututo de 29,515 bi, teria 20 bi com pessoal e encargos, 6 bi com investimento, e outros 3,5 com as outras rubricas (custeio do dia a dia, juros e encargos da dívida e amortização da dívida, essas duas últimas são diluídas entre todos os ministérios).
    .
    Isso considerando as opções dentro da FAB e as opções que dependem apenas dela. A outra opção é correr o risco nas opções que o senhor enumerou, apostando na eficiência do governo em reduzir as perdas com corrupção, reduzir os gastos com subsídios a grandes empresas, melhorar os gastos com gestão dos outros ministérios, reduzir as despesas com previdência, conceder à iniciativa privada estatais que dão prejuízo, etc), mas isso seria depender de fatores em que não se pode controlar, e ainda que funcionasse, teríamos que lembrar que a FAB concorria com todos os outros ministérios para conseguir esses recursos por ganho de eficiência, e para a opinião pública setores como saúde, educação, segurança pública tem muito mais apelo que a defesa.

  129. Aqui no link está o cronograma de entregas do Gripen NG para a FAB. Foi apresentado pela Força em 13 de agosto de 2015 na Comissão de Relações Exteriores, portanto 10 meses após a assinatura do contrato.

    1 aeronave 2019. Ela será o nosso protótipo, que posteriormente será transformada em aeronave de produção.
    11 em 2021 (pois é nessa data que se formará o 1º esquadrão, onde entrará em vigor o CLS.
    9 unidades em 2022
    8 unidades em 2023
    7 unidades em 2024

    https://ibb.co/kjSZ4F

  130. Pessoal,

    Sobre a redução de efetivo.
    A FAB já conseguiu reduzir o efetivo para 67mil (antes eram 73 mil).
    A FAB pretende ficar com um efetivo de 53 mil (ou seja reduzir em 20mil militares) Mas para chegar a esse corte grande demora. É mais rápido cortar no início (que foi de 6 mil).
    A Força está no caminho correto. O enxugamento de pessoal é proporcionalmente elevado.

    Essas informações estão disponíveis no site da FAB. Há vários informes sobre a reestruturação.

  131. Fica outra dica para quem quer saber a fundo sobre o processo de reestruturação da FAB. A última edição da revista Tecnologia & Defesa, número 149, trata de forma detalhada sobre o processo. O que se encontra em várias notícias no site da FAB se encontra quase tudo reunido nessa matéria.
    Para quem não mora aqui em São Paulo, e portanto não tem acesso às poucas bancas que a recebem, podem comprar a revista no site dela:
    http://tecnodefesa.com.br/adquirir-td/

  132. Juarez 1 de setembro de 2017 at 20:10

    Olá, Juarez.

    Você está com a razão. A FAB planeja fechar pelo menos mais 3 unidades: as Alas 13, 14 e 15. São alas temporárias.

  133. RCJ 3 de setembro de 2017 at 11:25

    Olá, Roberto.
    A FAB planejava fazer leasing de Gripens C/D para operarem até chegarem os NG. Não pôde por falta de orçamento.

  134. Olá Manuel. Essa história dos gripens c/d é mais complicada do que isso… você precisa lembrar que existem praticamente um esquadrão de F5 jordanianos estocados que poderiam ser modernizados a um custo baixo e que não necessitaria abrir uma nova cadeia logistica. Se a FAB precisasse realmente de aviões adicionais, bastaria modernizar os jordanianos… isso é outra lenda da internet, feito a história do projeto do F20 para a Embraer ou da oferta de um 747 presidencial de graça pela boeing se a FAB tivesse escolhido o F18. A história do gripen c/d na FAB se restringe à oferta de um esquadrão (que seria fabricado na Suécia) durante o FX1.. lembra? 700 milhoes de dólares para adquirir entre 12 e 24 caças prontos… quase 20 anos atrás…

  135. Camargoer,

    Segue o link da de uma página digitalizada da revista Istoé, que contém a entrevista do Comandante Saito logo após a decisão do FX2, em que ele diz que os suecos poderiam fornecer até 12 Gripens C/D.
    Eu digitalizei a página da revista.
    É a resposta a segunda pergunta.
    http://i64.tinypic.com/fp00vq.jpg
    Pesquise por imagem

  136. Há outras fontes.
    Trecho do depoimento do Comandante Saito à Comissão de Relações Exteriores de 27 de fevereiro de 2014:

    O SR. JUNITI SAITO – Obrigado, Senador.
    Na vez passada em que estive aqui, nós dissemos que, com a desativação dos Mirage 2000, nós cumpriríamos a defesa aérea com aeronaves F5. Naturalmente, não seria uma aeronave ideal, mas nós cumpriríamos da melhor maneira possível.
    Com essa decisão do FX, nós estamos conversando com a Força Aérea Sueca, que tem aquela versão C/D, uma aeronave de quarta geração. O comandante já esteve aqui no Brasil e ofereceu essa perspectiva de empréstimo dessa aeronave ao País para, provavelmente, a partir do segundo semestre ou início do primeiro semestre de 2016; será algo entre dez e doze aeronaves desse tipo, para suprir essa demanda, digamos assim, de defesa aérea no País. Porque, na verdade, as primeiras aeronaves virão no final de 2018. Mas só poderemos estruturar um esquadrão a partir de 2019 ou 2020. Então, nesse período, nós supriríamos a nossa necessidade com esse Gripen C/D, que está voando em vários países.

    http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:W6UnQguUoc4J:www19.senado.gov.br/sdleg-getter/public/getDocument%3Fdocverid%3D678a8f91-74e5-4323-8e31-bc0ab42f1c32%3B1.0+&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

  137. Olá Manuel. Legal. Valeu mesmo.
    Pelo que lembro, a decisão foi tomada em dezembro de 2013. Se naquele momento o Saito considerava o esquadrão de Gripen C/D, seria legal apurarmos o que aconteceu depois disso. Escutei tanta coisa sobre isso que coloquei na categoria de mito da internet.. riso. Obrigado pela preocupação em trazer a referência. Um grande abraço.

  138. Foi por falta de dinheiro, Camargoer. Eu tenho uma quantidade gigantesca de revistas sobre Defesa. Com calma eu vou procurar e posto aqui.

  139. Gripen C/D tampão ??? Ihhh, tivemos muitas promessas, basicamente p/ cobrir o fato que outros caças (Rafale e Super Hornet) teriam entregas antes de Gripen NG, logo o paliativo seria ter uns 10 Gripen C/D emprestados a custo baixo (isso foi dito no Congresso/Senado).
    Foi dito pelo Saito em diferentes momentos que só pagaríamos o custo operacional dos Gripen C/D emprestados (US$4 mil, como dizem, seria mais barato que operar F-5EM/FM a US$12,9 mil/hora-voo…).
    Então não havia razão de ‘orçamento’ p/ não recebermos os 8 a 11 Gripen C/D :
    http://noticias.r7.com/brasil/suecia-vai-emprestar-cacas-ao-brasil-para-seguranca-das-olimpiadas-04042014
    Como hoje não temos Gripen C/D aqui, então era tudo enrolação da FAB/Saab p/ dourar a oferta de Gripen NG (e amenizar o ponto fraco da sua entrega bem depois dos concorrentes).

  140. Olá RCJ. O Manuel nos colocou informações bastante sólidas sobre a possibilidade da FAB operar um esquadrão de gripens C/D. Acho que devemos seguir o exemplo dele e procurar alguma documentação sobre porque a FAB desistiu deste esquadrão. Pode ser apenas a explicação mais simples… os F5M estão cumprindo a missão dentro dos parâmetros exigidos, o que obviamente é melhor do que ter um esquadrão de gripens C/D em condições precárias. Pode ser orçamento como disse o Manuel? Talvez sim, mas em 2013 não havia a perspectiva desta crise econômica. Inclusive, ocorreu a eleição presidencial em 2014… na ausência de algo concreto, assuno a explicação mais simples.. a FAB tem praticamente um esquadrão de jordanianos estocados, se fosse necessário mais aviões, o mais simples (e barato) seria moderniza-los e coloca-los em operação.

  141. Adriano, a FAB recebeu 3 monoplaces, que são os que estão operacionais em SM. E dos que estão na Embraer, 2 são mono e 1 biplace.
    Abraço.

  142. Camargoer, vale lembrar que, pra gente que cobria a área de Defesa na época, a crise econômica que só ganhou de vez as primeiras páginas após as eleições de 2014 já havia estourado, primeiro, nas perspectivas do setor de Defesa do Brasil. O cinto já vinha sendo apertado nessa área, mesmo com o governo de então desconversando a respeito, dizendo que era intriga da então oposição etc. O programa F-X2 só saiu como último dos grandes programas a conseguir um contrato por causa da enorme carência até o primeiro pagamento do financiamento (só após a entrega da última aeronave). Outros programas, que dependiam de dinheiro do Tesouro, já vinham sofrendo com atrasos em pagamentos e as perspectivas eram de que tudo fosse de mal a pior daí pra frente. O que de fato ocorreu. Preventivamente, suspendemos a própria publicação da revista Forças de Defesa por aquela época pra não amargar prejuízo com a retração dos anunciantes do setor, que já cheiravam a encrenca e seguravam o investimento em marketing, até poucos anos antes bem maia generoso.

  143. Cel Neri, com todo o respeito que o senhor e merece e que lhe devo como sub alterno, o senhor está completamente equivocado, explico:

    Porque é que a FAB tem que ter praticamente o dobro de pessoal que a Força Aérea Francesa???
    ou ainda quase 2,5 vezes o número de pessoal da RAAF.

    Ahh mais, o Brasil de mais de 8 milhões de km/2, portanto necessita de mais estrutura física. Perfeito, Canadá e Austrália tem áreas territoriais semelhantes e tem 1/3 do pessoal da FAB.
    Porque a FAB precisa de 94 Brigadeiros na ativa,a RAF até pouco tempo tinha 22, a IAF se não me engano 25.
    Cel, como disse o Brigadeiro Rossato, o berro para não tocar o plano inicial dele de 5 alas foi muito maior dentro da caserna do que fora, sabe porque não é mesmo Cel??

    C O R P O R A T I V I S M O e perda de boquinhas.

    Cel, o mundo mudou, as missões mudaram, a informática e os avanços tecnológicos nos permitem fazer mais, muito mais com menos gente, só quem defende esse negócio de encher de gente depois ver como pagar todos são os membros do partidão e o nosso amiguinho aí de cima de blusinha vermelha.
    Cel, a folha hoje mastiga 80% do orçamento de custeio, e não é de hoje Cel, já faz tempo, e todo mundo empurrou isto com a barriga. Hoje somos uma força aérea de gente, muita gente mas poucas aeronaves de combate, acho que devemos inverter isto, urgente, ou vamos virar uma marinha do Brasil.
    Cel, priorizar doutrina operacional e equipamento, ou no dia e se um dia tivermos que entrar em combate deste jeito vai faltar saco preto, caixão e vela.

    G abraço Cel.

  144. RCJ 3 de setembro de 2017 at 18:32

    Desculpe-me mas não vai encontrar nada na FAB que diga que os suecos iriam ceder de graça. É necessário criar uma estrutura de apoio, isso custa dinheiro e houve divisões nos contratos negociados à parte: contrato de aquisição de armamento, contrato de manutenção, contrato de aquisição e o contrato de leasing.
    Tirei uma foto da página da revista ASAS sobre o Esquadrão Jaguar, edição 93, que diz claramente que os 2 pilotos da FAB Gustavo Pascotto e Ramon Fornéas foram enviados para a Suécia em setembro de 2014 para aprender a pilotar o Gripen tendo em vista o leasing dos Gripens C/Ds e NÃO a aquisição do Gripen NG:
    https://ibb.co/d5LATa

    A questão do Gripens C/Ds como tampão existia, não era simplesmente uma promessa vazia e era justamente para cobrir essa falta.

    Se observar o contrato de aquisição armamento, vai ver quantidades pequenas: 10, 20, 30. Culpar os suecos sobre a questão do leasing seria o mesmo que culpar a SAAB pela quantidade extremamente pequena de armamento comprado. Ou culpar a IAI pelo congelamento do programa KC-X2. Ou culpar a MB pela quantidade grande de navios que estão sendo descomissionados. Infelizmente são por graves restrições orçamentárias.

  145. Juarez,

    A FAB está executando um bom projeto de reestruturação. Do contingente que havia 73 mil planeja cortar 20 mil ao longo dos anos, e já começou.

    Será que não está bom esse planejamento?Cair de 73 mil para 53 mil?
    O ótimo é inimigo do bom. E pior, quando se tenta buscar acaba não conseguindo nada.

    Essa reestruturação afeta interesses corporativistas e criticá-la é receita para enfraquecê-la não acontecer nada.

    No Brasil como se critica tudo, sabotam-se as boas ideias. E continua tudo na merd.. que está.

  146. Rinaldo, qualquer órgão público e mesmo empresas privadas estão sujeitas à corrupção. Acompanho o noticiário e sei que há conselheiros do CARF que cobraram ou tentaram cobrar propinas para tomarem decisões favoráveis. O Itaú denunciou um deles, que acabou preso – mas ainda assim o Itaú saiu como o “bandido” da história. Essa “dívida” era de mais de R$ 20 bilhões. 1% de propina já daria R$ 200 milhões.
    Mas o ponto é: a cobrança era ilegal – como boa parte das cobranças da Receita Federal, diga-se de passagem.
    A maioria das pessoas acredita que se o governo está cobrando algo, o governo está certo. Mas não é assim.

  147. A FAB, em algumas situações no Congresso, Senado e entrevistas à mídia, afirmou sim que pagaríamos somente o custo operacional dos Gripen C/D tampões. Tenho isso registrado. Em outras situações citou leasing, empréstimo, etc.
    Tudo isso antes da assinatura do contrato dos 36 Gripen NG, em 10/2014.
    Depois mudou o discurso.
    Isso é irresponsabilidade, etc, de funcionário público (militar ou civil).
    Parte dos diferentes concorrentes no FX-2 também ofereciam solução de caça tampão, caso necessário. Isso podia ser atrelado às contrapartidas do contrato principal. Se não foi, é responsabilidade da FAB.
    Enfim, estarmos hoje há 3 anos e 8 meses sem caça de alto desempenho realizando nossa defesa aérea é responsabilidade da FAB.
    Já que o assunto é F-5EM/FM, comento algo que parece ser tabu de uns anos para cá : citar desempenho de caça.
    Taxa máxima de subida : 175 m/s do F-5E, 228 m/s do F/A-18E, 249 m/s do JF-17, 240-250 do Gripen C, 285 m/s do Mirage 2000, 305 m/s do Rafale, 330 m/s do Eurofighter.

  148. Engraçado que entre 2009-12/2013 tivemos vários textos (artigos, comentários, entrevistas) de pessoal da FAB atentando pela urgência em receber logo os caças do FX-2, dado que a boa parte das células F-5EM/FM estava com vida útil restante muito limitada até final da década de 2010-2019.
    Por exemplo, isso era argumento em prol do Super Hornet (mas também poderia ser p/ o Rafale).
    A partir do momento que Gripen NG foi escolhido e assinado contrato, 12/2013 e 10/2014, esse problema parou de se citado, como tivesse sido resolvido, em passe de mágica.
    A mídia de defesa idem, quase não cita.

  149. Roberto, (antes de mais nada, desculpe a demora em responder, hoje o trabalho foi corrido)

    Observe o depoimento da FAB na Comissão de Relações Exteriores, para a discussão do FX2 4 meses antes da decisão, em agosto de 2.013:

    O SR. JUNITI SAITO – Há ofertante que diz que vai abrir toda a caixa preta; há ofertante que diz que vamos abrir parcialmente. E o que eu posso dizer, Senadora Ana Amélia – muito obrigado pela pergunta – é que a senhora tem toda a razão. O foco principal desse projeto não é só comprar um avião de prateleira e, sim, desenvolver, junto com parceiro escolhido, uma tecnologia avançada.
    Então, a tecnologia avançada a gente consegue fazendo junto. Muita gente diz: ‘Olha, eu vou transferir tecnologia!”Mas, se chegar e dizer: “Olha, a tecnologia é esta aqui”, a gente não vai aprender. É fazendo junto que a gente aprende, como fez a Embraer, no Projeto AMX. No Projeto AMX a Embraer ficou apenas com 28% de todo o sistema do avião e, ao longo dos anos, conseguiu assimilar toda a tecnologia de construção de uma aeronave daquele porte e desenvolver a aeronave a jato para uso comercial.
    Então, a senhora tem toda a razão. Isso é muito discutível. Transferência de tecnologia, não basta dizer que se quer. É preciso também ter um parque industrial capacitado para receber essa transferência de tecnologia. É também fazendo junto que a gente consegue aprender toda a tecnologia.
    O SR PRESIDENTE (Ricardo Ferraço. Bloco Maioria/PMDB – ES) –Deputado
    (…)”

    http://www.senado.gov.br/atividade/comissoes/sessao/disc/listaDisc.asp?s=000564/13

    É óbvio que ele estava falando a favor do GripenNG em detrimento dos outros. Aliás, o deputado Carlos Zaratini percebeu.

    Sim, a FAB falava da urgência da decisão, tanto é que dizia ia deixar o GDA sem esquadrão, o que deixou mesmo até 2016 quando o arrendamento dos Gripens C/Ds não deu certo. Mas a FAB defendia sim fatores que favoreciam do Gripen NG, não obstante o Saito agisse também a favor do Super Hornet secretamente, o que ficou evidenciado pelo Wikileaks.

    Hoje em dia parte dos headliners do processo na FAB já estão na reserva, faz muito tempo que já ocorreu, e por isso se sabe mais coisa. O Rafale só foi para a short-list por questão política. Para a FAB poderiam ser os 2 candidatos: Super Hornet e Gripen NG. Por isso sempre haverá discordância sobre qual desses 2 poderiam ser escolhidos. Cada um tinha suas vantagens e desvantagens.

  150. “RCJ 4 de setembro de 2017 at 7:14
    A FAB, em algumas situações no Congresso, Senado e entrevistas à mídia, afirmou sim que pagaríamos somente o custo operacional dos Gripen C/D ”

    E os custos de implantação desse esquadrão de Gripens C/Ds da Força Aérea sueca? Manutenção de 4º escalão não seria necessário. E as manutenções de 1º,2ºe 3º escalões? Não teria de montar uma estrutura aqui?
    Essas coisas não baratas. E se vc observar um dos links, o Brigadeiro Alvani deixou claro que havia o problema do ajuste fiscal para o arrendamento.

    Os F-5 não são adequados para o GDA. Aliás, se fossem adequados, eles teriam ocupado o lugar do Mirage III, não teriam tentado arrendar os Gripens C/Ds…

  151. Senhores, nas declarações diversas relacionadas a Gripen C “tampão” (e eu creio ter lido e ouvido todas, boa parte destas ao vivo), seja por empréstimo, leasing etc, isso era declarado no contexto de negociação em andamento, de propostas em aberto, de conversas.
    .
    Afirmava-se o que estava sendo conversado em cada ocasião, promessas e sinalizações de parte a parte, sem entrar geralmente em detalhes aprofundados nem dizer que era algo já concreto, pronto pra assinar.
    .
    Colocar isso agora como algo certo que não se concretizou, ao invés de uma possibilidade (e, ao mesmo tempo, dizer que com outros concorrentes teria sido certamente desse ou de outro jeito, como se isso também não estivesse igualmente em aberto), é forçar a barra, tirar a coisa do contexto das perguntas que esaaa declarações respondiam.

  152. Juarez, 21:32.
    Amigo, você está esquecendo duma coisa chamada DECEA. 20% do nosso efetivo. Isso não tem como mexer, nem diminuir, pelo contrário. Você concorda com o efetivo da PM-SP maior que o nosso? Não tem algo errado? Disso ninguém me convence.
    Quanto à reestruturação, Manuel, conheço todos os responsáveis pelas ações. Servi com eles, foram meus chefes. Aliás, dia 23 estarei em Anapolis com eles novamente.
    E quanto aos temporários, Juarez, você já serviu com muitos deles. Não exija demais porque vai dar m… Recebi ontem o vídeo da formatura dos médicos no HASP. Meu Deus, o que era aquilo?

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