Su-57

O avião de combate de quinta geração PAK FA, da Rússia, foi oficialmente nomeado como Su-57, informou o comandante da Força Aeroespacial Russa, coronel geral Viktor Bondarev, na sexta-feira

MOSCOU — O jato de combate da quinta geração da Rússia, anteriormente conhecido como Prospective Airborne Complex of Frontline Aviation (PAK FA), ou Sukhoi T-50, foi designado oficialmente como Su-57, disse o Comandante das Forças Aeroespaciais Russas, Coronel Gen. Viktor Bondarev.

O Su-57 é um caça furtivo multifunção bimotor monoposto, projetado para a superioridade aérea e missões de ataque. Está equipado com sistema de aviônica avançado e radar AESA.

O jato fez seu primeiro voo em 2010. Yuri Slyusar, presidente da United Aircraft Corporation da Rússia, que está envolvido na construção da aeronave, disse no mês passado que os primeiros Su-57 podem entrar em serviço em 2019.

Desde o seu primeiro voo no início de 2010, o T-50, parte do programa Prospective Airborne Complex of Frontline Aviation (PAK-FA), a aeronave recebeu uma vasta série de atualizações para sua aviônica, discrição e armamento. Na quarta-feira, o Conselheiro Geral da United Aircraft Corporation, Sergei Korotkov, confirmou que os engenheiros estão ocupados trabalhando na criação de um motor de próxima geração para o avião, que possui maior empuxo e eficiência de combustível, menor custo e melhor confiabilidade em relação ao mecanismo existente.

Com seis aviões que deverão ser entregues às Forças de Defesa Aeroespacial Russas no próximo ano, planeja-se equipar a força aérea com cerca de 55 caças T-50 até 2020, com a produção em massa começando depois disso.

FONTE: Sputnik

76 COMMENTS

  1. A curiosidade agora é saber o que a OTAN vai chamar ele. O Su-34 foi chamado Fullback. O protótipo Su-47 é Firkin.
    .
    Outras designações surgidas a partir dos anos noventa são Flatpack para o MiG 1.42, Freestyle para o Yak-141 e Firebird para o J-10.
    .
    Curiosamente, tanto o agora Su-57 quanto o J-20 chinês ainda não ganharam as suas designações, apesar de já estarem entrando em serviço e serem acompanhados pelo ocidente deste os seus primeiros voos.

  2. Essa notícia já é antiga né. Mas a maioria desses projetos renderão décadas de notícias.
    SU 57 é declarado operacional.
    SU 57 faz primeiro patrulhamento sobre o báltico.
    SU 57 faz primeira decolagem do porta aviões Catarina a grande.
    SU 69 poderá ser o substituto do su 57 na década de 2050, afirma o Czar russo Putin Júnior.

  3. Alexandre Galante 12 de agosto de 2017 at 17:52.
    .
    Boa, acho que é isso mesmo. E não imaginava o porquê a nomenclatura de Su-57, agora sim.

  4. O ruim é se em um patético combate. o SU 57 destruir um F22 e um F 35.
    Que é impossível. Mas se acontecer será difícil justificar os custos dos F35

  5. A reputação de uma aeronave versátil e multirole, por mais caro que seja, jamais ficaria abalada num eventual abate pontual por outra aeronave de quinta geração que detém superlativos e fama de imbatível.

    Sds

  6. Acho que não existe isso de quantos pode.
    Não terão que pagar 300 milhões de dólares a uma empresa privada.
    São servidores públicos que vão receber fabricando ou não.
    Aço não é problema.
    Os materiais compostos lá também são fabricados por servidores públicos.
    A aviônica idem.
    Se quiserem construir 300 acho que não há problema algum.
    Mas pragmaticamente talvez uns 50 para começar.
    Depois passam para 100.
    A não ser que resolvam chutar o pai da barraca para peitar os EUA.
    Aí poderia ser 300.
    Mas acho que vão dosar.
    Pak fa. Pak da.

  7. Como disse em outra ocasião…
    .
    esse aí é o Papa 22 +35 na janta….se é que me entendem….hehehe…
    .
    Grato

  8. Alexandre Galante 12 de agosto de 2017 at 17:52
    SU57 = F22+F35
    Não acredito que os russos seria tão infant…. Deixa pra lá é possível sim, depois do “pai de todas as bombas” nada mais me surpreenderia kkkk
    Por outro lado, su-37 e 47 já foram usados…

  9. A NATO deve encontrar um codinome para o Su-57 enquanto isso os cachorros latem o SU-57 voa, para quem supostamente tem o melhor escudo de defesa, e seus interesses econômicos ficam perto da suas fronteiras, não coloca como prioridade a projeção geopolítica fora do alcance dos Phantsir, talvez por isso cremos que esta atrasado a tal capacidade de ficar o menos tempo visível.

  10. Até que enfim, já estava de saco cheio de chamar a aeronave de PAK-FA. Se vai ser boa eu não sei, mas que perdeu muito em beleza para a antecessora família Flanker, é fato. Parece que pegaram uma aeronave menor e mais robusta e a amassaram de cima pra baixo, deixado ela espalhada, fina e com uma asa gigante. Só não perde pro bagre chinês.

  11. O Su-57 nesta matéria e o F-35B inglês, da matéria anterior, estão com misseis sob as asas. Pelo visto a configuração com armamento exclusivamente interno só estará disponível para algumas missões. Então vão usar esses caças, também, como um 4g plus, ou essas configurações são para esconder o real RCS destes caças?

  12. J.Silva, por mais que possam carregar armamento internamente, eles também são capazes de carregar armamento externamente e é perfeitamente comum fazerem testes e treinos nessas configurações. A flexibilidade é importante principalmente quando não se tem necessidade de Stealth em determinados teatros ou funções.

  13. Galante
    A fórmula que vc citou sobre o SU57 onde ele é a somatória do F22 e F35 reflete bem o futuro! Certíssimo!
    Mas as”viúvas” do F35 ainda persistem na retórica da segunda guerra de envio de escolta!

  14. Sérgio Luis, não entendi o que quis dizer, sinceramente. O F-35 está longe de ser finado. Muito pelo contrário, está apenas começando sua vida operacional.

  15. Leandro Costa,
    O problema do F35 está na necessidade da escolta de um F22 , ou seja é a doutrina que esta equivocada!
    Um caça de ataque como o F35 não deveria se dar o luxo de ter um F22 para defende-lo de por exemplo um Su 57!
    E essa conclusão não é só minha!
    Veja acima!

  16. Parabéns à Russia pela aeronave. Mas assim como a chinesa não sabemos quase nada, ou nada, sobre suas reais capacidades. Creio que não será páreo para o F-35, nem o F-22. Por analogia, seria mais ou menos como comparar o Su-27 com o F-15. O Su-27 é muito bom, mas não é o MELHOR.

  17. Sergio,
    Nâo existe isso de F-35 escoltado por F-22, mesmo porque o F-35 será utilizado pelas 3 Forças que operam caças e por mais uma dezena de países e o F-22 só tem na USAF. Sem falar que vai ter 20 x mais F-35 que F-22.
    O F-35 é um caça bombardeiro supersônico stealth (dizer que ele é multi role seria redundância) completamente independente e capaz de se autodefender.
    Pela quantidade de F-35 que deverá estar em operação é mais certa afirmarmos que eles irão se escoltar entre si, estando alguns pesadamente armados para operações ar-sup enquanto outros estarão levemente armados tendo em vista o combate ar-ar. Vale salientar que a partir do Block IV o F-35 será capaz de levar 6 mísseis Amraam numa configuração ar-ar stealth, em vez do atuais quatro. Também é possível que esses F-35 configurados para combate ar-ar levem os SRAAMs sob as asas tendo em vista que o incremento do RCS e do arrasto é mínimo e não deve comprometer muito a furtividade e nem o comportamento cinético do caça.
    Quanto ao Su-57 ser capaz de lidar com ambos os stealths americanos, há de se ter em mente que os russos têm certa fixação pelos americanos enquanto estes ficaram muito tempo fixados na luta contra o Terror. Tendo isso em vista é compreensível que eles queiram comparar seus meios bélicos com os dos americanos e não é surpresa sabermos quem sai vencedor nesse tipo de análise isenta.
    Não é porque está na internet que é verdade. rsrrssss

  18. O F-35 monomotor não foi projetado para a superioridade aérea, por isso é difícil imaginar um Joint Strike Fighter contra um Su-57 em um dogfight. Mais provável, um F-35 pediria ajuda a um F-22 Raptor, um caça furtivo de dois motores com maior velocidade e manobrabilidade”
    Eu acho que vcs deveriam entender é que o F35 não foi projetado para se defender sozinho!
    Posso estar errado mas os EUA ensistem em aeronaves furtivas de “monofuncao” exemplo F22 (caça) e F35 (ataque). Já os Russos pensam diferente com o SU 57 multifuncional (Que será remotorizado em 2019).
    O F35 que vcs tanto defendem depende de superioridade aérea total para atacar!

  19. Entendam!!
    Se o F35 levar de forma consistente na sua baia bombas ele ficará deficiente de armamento ar ar de médio alcance!
    Aí fica a pergunta !!
    Você enfrentaria um SU 57 com Sidewinder??

  20. Eu disse consistente !
    Só duas 225 kg de queda livre e dois sparow modernizados!!!??
    Ate o Gripen leva mais !!!

  21. “Uma coisa que tem ajudado a manter o programa F-35 é a percepção de que não há “Plano B”. Como Margaret Thatcher disse na famosa frase,”Não há alternativa”. Não importa o quão ruim o F-35 é, ele vai ser fabricado porque a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) precisa de algo para substituir seus aviões de combate desgastados.”
    Mike Hostage
    General USAF

  22. Sérgio Luis 13 de agosto de 2017 at 20:00

    Hoje no dia vc não é usual haver caças armados simultaneamente para ataque à superfície e combate aéreo. As aeronaves, ainda que do mesmo modelo, utilizam armamentos adequados às funções que irão desempenhar em determinada missão. A idéia de multirole não significa que todas as aeronaves vão desempenhar todas as funções em todas as missões. Isso, obviamente, é um absurdo.

  23. Sergio,
    A carga interna do F-35A é de 3 t.
    Numa configuração ar-ar é de 4 amraams. A partir de 2019/20 será de 6 amraams. Isso se não tiver vindo o CUDA por aí. Aí poderão ser levados até 12 mísseis ar-ar com capacidade mista BVR/WVR plena.
    As configurações ar-sup mais prováveis são:
    2 bombas JDAM de 2000 lb + 2 amraam (como a da foto postada pelo Leandro)
    2 bombas JDAM de 1000 lb + 2 amraam
    2 JSOWs de 1000 lb + 2 amraams
    8 SDBs + 2 amraams
    Vale salientar que pode ocorrer combinações, como por exemplo:
    1 JDAM de 2000 lb + 4 SDBs + 2 amraams.

  24. Carlos Alberto Soares 12 de agosto de 2017 at 19:37

    Não.
    12 F39 em 2021.
    IOC 2021.
    FOC 2024.
    Ref: FAB, CRE, 13/08/2015

  25. Acredito, Galante, que foi uma feliz coincidência (ou infeliz para alguns).
    .
    Os russos têm por padrão (pelo menos é o que se percebe e o que eu já li por aí – acho que numa ASAS) usar os números ímpares para seus caças monopostos (lutadores). Não a toa Su-7, 17, 27, 33, 35 e 37, além do demonstrador de tecnologia Su-47 que, como DT, deveria ter usado o T acompanhado por um número par, como fizeram com T-10 (protótipo do Su-27) e o próprio T-50. Vale dizer que os primeiros de cada novo caça sempre começa com o número 7 compondo a nomenclatura. Então a designação Su-57 acaba sendo algo natural, ou seja, dentro do padrão russo e da Sukhoi.
    .
    Existem outros modelos de Sukhoi que usam nomenclaturas pares, como o Su-22, Su-24, Su-30, Su-34, dentre outros, mas estes são aeronaves bipostos e/ou tipicamente caças bombardeiros.
    .
    O mesmo vale para os Mikoyan mas, ao que parece, eles são menos supersticiosos e não se amarram ao numeral 7, mas mantém-se atrelados aos números ímpares (padrão russo). A diferença é que eles não utilizam os números pares, nem nos caças bipostos (a diferença é que aqui eles usam a mesma nomenclatura, como o Mig-29, por exemplo, mas acrescentam mais letras, normalmente UB).
    .
    É mais ou menos por aí. Rsrsrs
    .
    Até mais!!! 😉

  26. Os Russos estão dando um banho em tecnologia de aviação de quinta geração, em quanto isso os americanos Gastão bilhões em seus aviões de quinta geração, e não chega nem perto do T50 Russo, isto é quê é uma umilhaçao, F-22 apresenta uma série de problemas, com sua tecnologia já ultrapassada tendo de se fundir com F-35 para chegar aos pés do T-50 Russo, aí fica uma pergunta quem é mais eficiente em tecnologia? Os Russos estão dando uma grande lição nós americanos arrogantes…

  27. Manuel Flávio 14 de agosto de 2017 at 1:04
    E a FAB combinou com quem ? Com o Meirelles ou com o Mansueto ?

  28. Sergiu:
    O F-35 não foi preparado para defender-se sozinho ? Como assim ? O F-35 possui um radar AESA principal com as mesmas dimensões do N036-1-01 do Su-57, na verdade possui até mais módulos T/R. O F-35 é reconhecidamente uma aeronave mais furtiva do que o Su-57. E ironicamente o Su-57 irá transportar “apenas” 4 mísseis BVR e 2 WVR contra 6 BVR no F-35 no Block IV. A ponto em que o Su-57 é superior é a manobrabilidade. Não consigo observar como o F-35 seja uma presa maior ao Su-57 do que o Su-57 seria ao F-35. Lembrar que existirá 10x mais F-35 do que Su-57.

  29. Eduardo sp
    Sua afirmação vai de encontro ao SU57!!!
    Temos que observar também outras doutrinas de aviação militar!
    O SU 57 é a somatória!
    É sei que não é fácil reconhecer isso!

  30. Ricardo NB
    -Defender sozinho?
    Foi o general da USAF disse que o F35 vai precisar de escolta do F22 ! É para ele que perguntar “como assim!”
    – A furtividade em combate aéreo é relativa!
    – Se não me engano o Trump já jogou areia nas compras F 35 ( Caro demais).
    Leia mais sobre SU57 !!
    Sem recentimentos !!

  31. Um general da USAF aposentado de nome desconhecido disse certa vez não se sabe quando nem onde para o primo da ex-rapariga do cabo corneteiro que contou para o seu tio que tem um amigo que trabalha como porteiro no prédio onde a Sputniknews tem sua sede e aí foi publicado e virou verdade absoluta porque se está na internet é porque existe.

  32. Carlos Alberto Soares 14 de agosto de 2017 at 10:48
    “E a FAB combinou com quem ? Com o Meirelles ou com o Mansueto ?”

    O Brasil só vai começar a pagar o financiamento do caça a partir de 2024. Informe-se melhor.

  33. Bosco
    Esse general é um “porteiro” de 4 estrelas!
    É por isso que que os hermanos ficam chamando nós brasileiros de macaquitos dos EUA. ( F35)

  34. Se ser macaquito dos EUA é não acreditar em tudo que o Sputnick News escreve então eu sou um macaquito.
    Isso ocorre quando o que se escreve não vem acompanhado da indicação das fontes, se estas fontes não puderem ser comprovadas, e se são fontes respeitáveis e dignas de serem levadas em conta, além de informações capazes de me convencer. Não vejo nada no Su-57 que o faça superior aos caças americanos. No máximo ele equilibra as coisas com o diferencial que existirão mais de 3000 caças de 5ª G americanos enquanto a quantidade de caças Su-57 deve ser muito, muito menor. Ou seja, se não ganhar na qualidade os caças americanos irão ser superior no quesito quantidade.

  35. Sergio Luiz, acho que você realmente não compreendeu o contexto da entrevista em que o Gen. Mike Hostage afirma que o F-35 precisa do F22 como escolta.
    A USAF entende que numa guerra de verdade com um inimigo paritário ou quase (near pear) é necessário formar “pacotes” (package) empregando inúmeras aeronaves. A formação de pacote é uma questão matemática: não adianta atacar uma base inimiga de grande porte com uma meia dúzia de aviões: a quantidade de bombas transportadas é insuficiente para a destruição de toda a base, e ficar atacando várias vezes o mesmo alvo é contraproducente e arriscado. O melhor, então, é organizar uma força de ataque maciça com dezenas de aeronaves e bombas suficientes para que o alvo seja totalmente destruído. Para termos ideia do que estamos falando, durante a Guerra do Golfo a USAF formou um pacote com um mix de 78 aeronaves, sendo que a grande maioria (56) era de F-16. E o F-16, apesar de ser excelente caça, era escoltado por F-15´s.
    Tecnicamente, o F-16 não precisava de escolta de F-15 porque os F-16’s tinham capacidade de se defender sozinhos. O que definiu a necessidade de escolta dos F-15 foi logística: Considerando que os aviões transportam quantidades limitadas de armas, ficar instalando mísseis AA nos F-16 reduzia a quantidade de bombas transportadas por aeronave e aumentava a quantidade de aeronaves necessárias. O mais eficiente, portanto, era montar um mix de aeronaves, com parte delas se dedicando ao ataque ao solo com limitada capacidade de auto defesa e outra parte no papel de suporte: cobertura aérea e guerra eletrônica.
    Esta lógica continua verdadeira. Esta história de o avião atuar, ao mesmo tempo, como avião de ataque e caça é ineficiente. É muito útil em operações de pequeno porte e patrulhas e na busca de alvo de oportunidade, mas para operações de grande porte duvido que funcione. O que ganha guerras, afinal, é a logística.

  36. Sérgio Luis
    As compras de F-35 seguem muito bem, alias, o lote 11 com quase 100 unidades já recebeu um pagamento antecipado. E depois do lote 11 está programado um super lote com mais de 200 unidades. Só esse super lote terá mais F-35 do que toda a produção de unidades do Su-57 para a Rússia.

    Então um caça com até 6 mísseis BVR, furtivo, com um radar AESA com 1600 módulos T/R capaz de atuar como jammer e entregar 10x mais poder do que os jammers de caças legado, um EOTS com sistema IRST de terceira geração, DAS com 6 câmeras IR e um sistema de ESM com 10 antenas RWR não é capaz de se defender ? Como assim ?

  37. Bosco, Eu não encontrei a entrevista original, mas há um trecho neste site: “theaviationist.com/2014/02/04/f-35-needs-f-22-acc-says/”

    Mas você também encontrará a citação na pagina do F-35 no wikipedia, no capítulo destinado à versão “A” do F-35.

  38. As missões de pacote, que exploram o princípio da massa, procuram (quando possível ) atacar mais de um alvo simultaneamente, a fim de saturar a Defesa Aérea inimiga. Após selecionado o alvo, é definida uma “estimativa de dano (neutralizar, interditar, qual percentual e por quanto tempo). Daí serão definidos o armamento e quantidade, e, por consequência, a quantidade de aeronaves. Isso chama-se “dimensionamento d força”. Há ferramentas de apoio à decisão para definir tudo isso.SEMPRE haverá sweep e escolta (ofensive counter air). Pode até ser que F-35 escolte outro F-35, o que acho improvável. “Ah, mas ele é furtivo e pode ir sozinho, como o F-117 no Golfo.” Dependendo do alvo e das defesas pode sim. Cada caso é um caso. F-22 escoltar F-35 não tem nada de absurdo, vindo do Sputnik ou da Folha de São Paulo.

  39. Jacinto,
    Pois é! Em nenhuma fonte eu achei referência ao F-35 precisar ser escoltado pelo F-22. O que se diz e tá todo mundo careca de saber é que a plataforma destinada à superioridade aérea é o F-22, o que é bem diferente de ser escoltado por ele.
    O F-117 não era escoltado e fez seu serviço na época em que o caça de superioridade aérea era o F-15.
    Todo mundo sabe que doutrinariamente a USAF tem por meta estabelecer a superioridade aérea e não há dúvidas que o F-22 deverá carregar o piano nesse quesito, o que não desmerece o F-35 em sua capacidade ar-ar, do mesmo jeito que o F-15 era o caça de superioridade aérea mas o F-16 estabeleceu uma maior quantidade de abates BVR em operações reais sobre o Iraque e na Sérvia.
    Igualmente o F-35 é a plataforma de “ataque” primária o que não desmerece a capacidade ar-sup do F-22.
    Um abraço e obrigado.

  40. Rinaldo,
    Com certeza não tem nada de absurdo F-22 escoltar F-35 desde que ambos estejam no mesmo “pacote” de ataque. Isso é muito diferente de afirmar que o F-35 PRECISA operar sob a proteção (escolta) dos F-22. Isso não é verdade tanto em relação à ameaça dos caças de 4ªG ou 4,5ªG e nem em relação ao Su-57. Poder não é sinônimo de precisar.
    Estimativas mais recentes dão conta que o RCS do F-35 é menor que a do F-22. O radar do F-35 com 1600 TRMs tem desempenho quase igual ao do F-22, sendo de concepção mais moderna e com capacidade ECM. O F-35 do block IV terá 6 amraams, igual o F-22. O F-35 é dotado de IRST e o F-22 não. O sistema RWR/Elint do F-35 é considerado superior ao do F-22. O F-35 já conta com o HMD e o F-22 ainda não.
    Tudo indica que numa configuração ar-ar a adição de mísseis SRAAMs sob as asas possa ser padrão tendo em vista que o incremento do RCS é mínimo, sem falar que esses estariam mais atrás e com os radares desligados, estando os F-35 configurados para ataque e no modo stealth pleno (sem cargas externas) mais adiantados.

  41. Exemplo aos F35quistas!!
    F15A (Caça superioridade aérea)
    F15C (Caça superioridade aérea)
    F15D (Caça superioridade aérea)
    Conclusão lógica:
    F15E. ( Caça superioridade aérea + Ataque )

    Ainda estou errado!?!?

  42. Sim, Bosco. Exato. Falamos a mesma coisa. Obviamente estarão no mesmo pacote. As capacidades do F-35 poderão prescindi-lo da escolta, tal qual os F-117. Dependerá do cenário.
    Sugiro aos amigos a leitura do livro Poder Aéreo, Guia de Estudos, da autoria do Cel Av R1 Carlos Eduardo Valle Rosa, da Editora Luzes, 2014. Único livro em língua portuguesa que ensina doutrina do Poder Aéreo.

  43. Já pode informá-lo de que tem um admirador. Haviam relativamente poucos trabalhos nacionais sobre isso, mas de cabeça só lembro do ‘evolução do poder aéreo.’ A varios años atrás fiz uma ‘limpa’ na livraria do III COMAR.

  44. Lógico: SU-17 Flagon… SU-27 Flanker, SU-37 Terminator, SU-47 Berkut… o próximo da fila só poderia ser o SU-57…

  45. Em 2027 a FAB terá 36 Gripen E, A China terá centenas de J 20 e J 31, a Rússia terá uma centena de SU 57, A India terá centena (mix) de Rafale e SU 57. O Brasil precisa urgentemente revisar suas prioridades em relação a defesa nacional, sob pena de mais uma vez permanecermos na vanguarda do atraso.

  46. Marcos Alonso 15 de agosto de 2017 at 21:57
    “Brasil precisa urgentemente revisar suas prioridades em relação a defesa nacional, sob pena de mais uma vez permanecermos na vanguarda do atraso.”

    Acho que vc precisa urgentemente se informar um pouco…

  47. Marcos Alonso 15 de agosto de 2017 at 21:57
    Discutir o quanto de prioridade deve ser dada à rubrica de Defesa no Brasil é sempre motivo de muita celeuma aqui na Trilogia… Pessoalmente, também considero que não devemos nos pautar pela corrida armamentista de Rússia, China, Índia, Paquistão ou sei-lá qual país na Ásia ou Oceania; porque não são países com os quais possamos vir a ter qualquer escaramuça!, qualquer enfrentamento! Nosso cenário geopolítico é o do Cone Sul: Venezuela, Colômbia, Argentina… Portanto, e com o risco de irritar o entendimento de alguns dos comentaristas, penso que nos basta termos meios equiparados que os das FFAA daqueles países e operacionalidade superior a dessas ‘ameaças hipotéticas’, mas sem gastar fábula$ (que não temos…!) para dotar as FFAA brasileiros dos meios mais ‘top’ (que não precisamos…!); afinal de contas, o Brasil precisa investir, e muito!, é em Educação e Saúde Pública!
    Não estou de forma alguma dizendo que as FFAA brasileiras não precisem modernizar seus meios! Claro que precisam! Apenas enfatizo que nossa realidade geopolítica não demanda os pesados investimentos em defesa que Rússia, China, Índia, etc demandam. E nem temos recursos para montar um poderio militar para ‘Projeção de Poder’ (?)…
    Enfim, é a minha opinião; com todo o devido respeito às opiniões dos demais comentaristas.
    Abraços.

  48. Marcos Alonso 17 de agosto de 2017 at 14:38

    As condições financeiras da proposta e do realizado contrato de aquisição do Gripen NG foi extremamente vantajosa e o Governo bolivariano do PT só não havia topado antes porque não quis. Eram 8 anos de carência e isso com uma taxa anual baíxissima para essa carência que acabou sendo firmada em apenas 2% ao ano. Essa taxa baixíssima não torna caro um financiamento de carência longa. Entretanto é incomum uma condição dessas.
    A FAB terá a necessidade de renovação do restante da frota de caças, ao mesmo tempo o interesse industrial E, principalmente, porque o Governo sueco repetirá a dose. A SAAB tem uma fortíssima influencia sobre o Governo sueco e tem tudo para repetir a mesma arquitetura financeira deste contrato.

  49. André Luiz.’. 17 de agosto de 2017 at 15:56
    Manuel Flávio 17 de agosto de 2017 at 23:10
    Meu questionamento é justamente contra nossa política de investimentos em defesa. Nada contra a Saab ou o Gripen, mas esse processo tem diversos furos: vetor no estado da arte(projeto tem mais de 30 anos) que possibilite modernizações por mais 30 anos(!!!!), transferência de tecnologia necessária para habilitar a Embraer a projetar/ desenvolver um caça de 5 geração (projeto está pronto, não há o que desenvolver ou agregar, assim não há transferência alguma), desenvolvimento de uma rede industrial responsável pelos componentes a serem fabricados( vão ser fabricados totalmente no Brasil quantas aeronaves? Justifica -se economicamente estabelecer uma linha de produção para pequenas quantidades ?). Enfim como se valorar o que é a transferência tecnológica para transformar em sobrepreco?

    O que é certo é o valor a ser pago no programa:US$ 5.5 bi . O Gripen NG não é uma aeronave operacional, apenas um protótipo, a Embraer não é do Estado ou da FAB, é uma empresa privada, não tem interesse em projetar uma aeronave se não houver venda/lucro. Em 2030 quando o último Gripen for entregue e estiver plenamente operacional, será uma aeronave obsoleta. Provavelmente estaremos defasados tecnologicamente novamente em relação aos nossos vizinhos.

  50. Marcos Alonso 18 de agosto de 2017 at 8:59
    Se o amigo der uma pesquisada aqui no mesmo no Poder Aéreo, creio que encontrará muitos artigos e comentários que contradizem suas afirmativas quanto ao Gripen NG ; inclusive, o Gripen NG agora é oficialmente JAS-39 E/F !, e segue em testes operacionais de forma bem consistente!
    Definitivamente não corremos risco de estarmos defasados em meios de defesa na comparação com os ‘vizinhos’ do Cone Sul, nem em 2030! (é só ver como estão as FFAA argentinas; Venezuela?, esquece!…) O problema maior será manter a operacionalidade! A rubrica ‘Defesa’ no orçamento certamente sofrerá muito achatamento nos próximos anos, e, sem dinheiro pra querosene (JP-5!), manutenção de motores, armamento, etc (sem falar “no rancho da tropa”!) não há SU-57, J-20, F-35, Rafale e nem mesmo JF-17 que saia do chão!…
    É a minha percepção do assunto. Outros comentaristas, concordam comigo? Discordam?
    Abraços a todos!

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