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Israel demonstra interesse na variante STOVL do F-35

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F-35B

As novas ameaças enfrentadas por Israel incentivaram a potencial compra da variante de decolagem curta e pouso vertical (STOVL) do caça Lockheed Martin F-35B como uma alta prioridade

Estão em curso discussões, com o ministério de defesa de Israel, na expectativa de chegar a uma decisão antes que um novo acordo de 10 anos de financiamento militar estrangeiro com os EUA entre em vigor em 2019.

As entregas dos F-35I de decolagem e pouso convencional para a Força Aérea Israelense (IAF) continuam, com o serviço até agora tendo encomendado 50 exemplares. O esquadrão “Águia de Ouro” que opera o “Adir” e o esquadrão de teste de voo da IAF continuam a adaptar o caça furtivo para atender aos requisitos específicos da nação, com este trabalho, incluindo a adição de vários sistemas desenvolvidos por Israel.

O requisito inicial de Israel era de 75 caças F-35 e a necessidade de substituir os antigos caças Boeing F-15 — o mais antiga entregue em 1976 — está se tornando uma questão de alta prioridade.

Fontes indicam que a IAF terá que escolher entre obter F-35 adicionais — potencialmente incluindo exemplares STOVL — ou uma versão avançada do F-15. Nenhum detalhe foi revelado sobre a variante potencial do F-15 em que as avaliações estão sendo baseadas, mas espera-se que ela seja capaz de carregar uma carga de armas expandida.

FONTE: Flightglobal

20 COMMENTS

  1. Se a mais bem sucedida força aérea depois da II GM tenciona seriamente adquirir o F-35B é porque o aparelho é, sim, muito bom

  2. É. Se vem quase da graça porque não comprar… Se o Brasil fosse beneficiário de um acordo desses, “para manter a ordem na América do Sul”, recebendo bilhões do bolso do contribuinte americano, também poderíamos sair comprando tudo do bom e do melhor que o Tio Sam faz, assim, como quem vai a um supermercado, sem precisar mendigar no congresso ou fazer concorrências.

  3. É o conceito do Harrier ( não Sea Harrier ) voltando c/ tecnologia do século 21. Vc pode dispersar aeronaves de modo a evitar que sejam destruídas numa base aérea e ainda surgir p/ atacar de onde menos se espera.

  4. Adriano R.A.
    Na verdade não há. O problema é o envelhecimento da frota e a necessidade de dispersão.
    Os F-15 são naturalmente STOL devido à grande potência, mas como a matéria mostrou estão ficando velhos.

  5. “Adriano R.A. 5 de agosto de 2017 at 20:33
    E quais seriam essas novas ameaças?”
    .
    A aquisição – por parte dos vizinhos de israel – de aeronaves russas e francesas de 4++ geração, de sofisticadas baterias de misseis AA, da jihad islâmica que nunca termina, e etc…

  6. LucianoSR71 5 de agosto de 2017 at 17:57
    Tenho minhas dúvidas, Luciano. Se não for pra usar embarcado, aeronaves VTOL (ou, vá lá!, STOVL, como é o precisamente o caso…) têm alguma vantagem significativa descontados os maiores custos de operação/manutenção? Acho que não, tanto que, tirando o Sea Harrier, nenhum outro projeto de caça V/STOL foi muito adiante (nem o Mirrage III V, nem o Yokovlev Yak-141…)

  7. Talvez eles estejam pensando em projetar poder de uma forma que inimigos distantes como o Irã sejam surpreendidos.

  8. André Luiz.’. 7 de agosto de 2017 at 16:40
    1º) O fato de o F-35B ser um STOVL permite que vc opere a partir de praticamente qualquer lugar, ou seja se alguém quiser repetir o Israel fez na Guerra dos 6 Dias ( creio que eles temem exatamente esse troco na mesma moeda ) não vai ter o mesmo sucesso, pois ainda terão como operar fora de suas bases.
    2º) “tirando o Sea Harrier, nenhum outro projeto de caça V/STOL foi muito adiante (nem o Mirrage III V, nem o Yokovlev Yak-141…)” – todos sabemos que esse tipo de aeronave é muito mais cara de projetar e operar, a situação agora é outra : o F-35B já existe, Israel não terá custos de desenvolvimento e até o custo de aquisição será bem em conta ( cliente especial ), então fica a pergunta porque não aproveitar disso ? Israel já provou, e muito, que não perde boas ofertas e que sabe escolher bem o que vai comprar.

  9. Caerthal 7 de agosto de 2017 at 18:30

    Penso em algo parecido. Como, por exemplo, que poderão usar uma equipe avançada e discreta que possa abastecer um grupo de ataque em algum ponto do deserto, na Jordânia ou no Iraque. Como? Não sei, isso é tarefa para os estrategistas israelenses! 😀

  10. LucianoSR71 7 de agosto de 2017 at 20:14
    Mas a IAF está realmente considerando também operar o F35-B? Baseado em terra?! É esse meu questionamento. O argumento da capacidade STOVL do F35-B para operar em pista semi-preparadas, parece-me exagerado; e, como comentado no texto, aeronaves de decolagem e pouso convencional mas com muita potência nos motores, como o F-15, também podem operar em pistas curtas…O próprio texto comenta que a dúvida é essa: “F-35 adicionais — potencialmente incluindo exemplares STOVL — ou uma versão avançada do F-15. ”
    Tenho a impressão que se Israel comprar o F-35B terá sido mais por uma ‘entubada’ americana do que pelas vantagens operacionais que a variante STOVL do F-35 traria para a IAI ; o que me deixa mais com a pulga atrás da orelha não é o custo de aquisição, é o custo de operação do modelo!, que deve ser simplesmente estratosférico (se o F-35A já custa mais caro que o próprio F-22 : http://www.aereo.jor.br/2016/03/08/os-10-avioes-da-usaf-com-a-hora-de-voo-mais-cara/ imagine então o que não queima de “shekels” o ‘B’! Aquele ‘lift fan’ atrás do cokpit é praticamente um “triturador de dinheiro”!!!

  11. Interessante esta parte:
    “Fontes indicam que a IAF terá que escolher entre obter F-35 adicionais — potencialmente incluindo exemplares STOVL — ou uma versão avançada do F-15.”
    .
    Incrivelmente o F-15, quase cinquentão (primeiro voo em 27 de julho de 1972), ainda está na pauta de discussões sobre futuras compras.
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    Entretanto é bom que se diga que os atuais F-15, a partir dos Strike Eagle, são muito – muitíssimo – mais modernos e capazes.
    A partir dos McDonnell Douglas (sim, ainda McDonnell Douglas) F-15E Strike Eagle foram desenvolvidos incríveis F-15K Slam Eagle para a ROKAF (Coreia), F-15SG para a RSAF (Singapore Air Force), bem como os F-15S (Saudi) e F-15SA (Saudi Advanced) para a RSAF.
    Agora até o Catar entra na dança, com o F-15QA (Qatar Advanced).
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    Os israelenses da IDF-AF sabem disso, com seu F-15I Ra’am (“Thunder”).
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    Explorar o robusto desenho e enorme reserva de potência, adotando novos matérias e acrescentando eletrônicos ainda mais atuais não seria uma quimera. Estudos existem.
    Basta dar uma olhada no agora Boeing F-15SE Silent Eagle.
    http://www.aereo.jor.br/2012/06/26/f-15-silent-eagle-completados-os-testes-de-tunel-de-vento-das-baias-conformais/
    .
    Para as IDF-AF tem mais F-15I modernizados ou Silent Eagles seria muito importante em face da capacidade de transporte de armas em uma só missão, sem invalidar a compra de mais F-35 Adir.
    Apenas estariam dividindo o orçamento.
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    Bom ficar de olho.
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    Sds.,
    Ivan, o Antigo.

  12. André Luiz.’. 8 de agosto de 2017 at 10:25
    “Tenho a impressão que se Israel comprar o F-35B terá sido mais por uma ‘entubada’ americana do que pelas vantagens operacionais que a variante STOVL do F-35 traria para a IAI”
    Meu amigo, tá pra nascer alguém que consiga ‘entubar’ algo nas forças armadas israelenses. Se eles vierem a adquirir o bicho, pode ter certeza que será por decisão fria e calculada de custos e benefícios. Outra coisa, mesmo que se considere o F-15 capaz de operar em pistas curtas ( considero isso meio forçado – quão curtas seriam ? ) ele teria que sobreviver a um ataque inicial ( que poderia ser feito também por misseis, não só por aeronaves de ataque ), já alguns F-35B poderiam ser mantidos em bunkers como medida preventiva, por exemplo, ou o que mais a imaginação deles criar. Abs.

  13. LucianoSR71 8 de agosto de 2017 at 13:35
    O amigo me desculpe, mas ainda discordo. EUA e Israel tem relações bastante intrincadas e, nesse caso, a eventual aquisição do F-35B para operar na IAF (onde escrevi ‘IAI’ nos posts anteriores leia-se ‘IAF’…!) não seria por decisão fria e calculada exclusivamente dos militares! Os custos e benefícios seriam (serão!) calculados também na esfera política: é só lembrar de como e porquê o projeto do IAI Lavi foi cancelado…! Vá dizer que isso não foi ‘entubado’ neles!
    Sou leigo, e pouco conheço do tema (frequento o PA justamente pra aprender! 🙂 ), mas me parece que a doutrina militar israelense privilegia meios já testados e aprovados! O F-15 já é operado há décadas pela IAF, é um aeronave altamente capaz, “carregador de piano”!, enquanto o F-35, no fundo no fundo (e no raso também!) é um “jack-of-all-trades and master-of-none“!
    Especificamente sobre o F-35B, tema de nossa discussão: ele é capaz de pousar na vertical, mas pra decolar carregado pra missão, ainda precisa correr (fora aquela ‘ajudadinha’ da catapulta de lançamento no porta-aviões), certo? Para o F-15, a distância mínima para decolagem e pouso é de cerca de 100 m (!) https://www.aircraftcompare.com/aircraft-specification/F15-Silent-Eagle/13/spec
    O F-35 precisa de pelo menos mais uns 50 m para levantar e/ou pousar https://www.aircraftcompare.com/aircraft-specification/Lockheed-Martin-F35-Lightning-II/171/spec (não encontrei as especificações exatamente da variante B…).
    Ainda dos sites consultados, nessa nossa brincadeira de ‘Super Trunfo’, o ‘payload’ do F-15 é beeeem maior, voa mais rápido, etc… Só não é stealth !

  14. André Luiz.’. 8 de agosto de 2017 at 14:45
    “Especificamente sobre o F-35B, tema de nossa discussão: ele é capaz de pousar na vertical, mas pra decolar carregado pra missão, ainda precisa correr (fora aquela ‘ajudadinha’ da catapulta de lançamento no porta-aviões), certo?”
    Errado. o F-35B não necessita de catapulta, vc está atrapalhando c/ o F-35C. Não dá p/ considerar o fim do Lavi como entubada, ele seria provavelmente mais caro de comprar e manter que o F-16 e ainda teria a dependência americana de pelo menos o motor. Além disso, quem garante que ele seria melhor aeronave que as outras ( mais diretamente o F-16 ) ? E vc voltou ao F-15 e eu reafirmo que ele até poderia decolar, mas vazio e mais relevante : SE ele tivesse sobrevivido ao ataque na sua base. Abs.

  15. LucianoSR71 8 de agosto de 2017 at 15:50
    Quanto a confundir (ao invés de ‘atrapalhar’) F-35B (US Marines) com F-35C (US Navy), ok.
    Quanto ao fim do Lavi, se ele seria provavelmente mais caro de comprar e manter que o F-16, e não necessariamente melhor operacionalmente: isso também é conjectura!, tanto quanto a adequação do F-35B para o TO do Oriente Médio, se operado a partir de bases terrestres!
    O amigo reafirma que o F-15 não levanta voo armado em menos de 100 m ?… Conte-nos suas fontes!! 🙂
    Mas que houve a ‘entubada’ americana (“On 30 August 1987, Israel’s cabinet conducted a decisive vote on whether to continue the development of the Lavi; this development was influenced by considerable lobbying by the U.S., who made several compensatory proposals in exchange for the cancellation” (fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/IAI_Lavi#Controversy_and_cancellation), há!, isso houve! 😉

    Abraços!

  16. F 35 STOVL ? NÃO VAI ROLAR !
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    Ivan Recife 8 de agosto de 2017 at 11:16
    Onde assino ?
    Shalom

  17. “If this report is correct, and Israel wants more Eagles to join their 25 F-15Is and mix of earlier F-15A/B/C/Ds, many of which have been converted into multi-role fighters are quite old, it could be great news for Boeing’s St. Louis plant.”

    A report from Flightglobal.com states that Israel is requesting a batch of F-15s as part of a compensation program for the U.S. making a deal with Iran over its nuclear program. According to the report, not just any F-15 was requested, but the F-15SE Silent Eagle.

    The F-15SE was Boeing’s attempt to compete internationally with the F-35A Joint Strike Fighter, especially for major purchasing competitions like those recently held in Korea and Japan, both of which are F-15 users. These users ended up selecting the F-35, and Israel also opted for the F-35 even though they are among the most prevalent F-15 operators in the world.

    The F-15SE concept included conforming internal weapons bays, V-shaped tails, radar baffles over its engine-fan faces, radar absorbent coatings, along with other enhancements used to lower the jet’s radar signature, especially from the forward hemisphere. It also would feature many of the options found on the latest F-15 Strike Eagle derivatives today, including fly-by-wire controls, a wide-screen cockpit, updated electronic warfare and radar warning systems, an infrared search and track system (IRST) and the most powerful fighter-based AESA radar in the world.

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    The idea was that an F-15SE could be outfitted in a stealthy configuration with conforming weapons bays for “first days of war” operations. Once the enemy’s air defense have been degraded, the jet can be quickly reconfigured to the hard-hitting enhanced Strike Eagle configuration with many external stores configurations. This flexibility is an enticing capability mix for what is already a highly proven and low-risk platform.”
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    http://www.aereo.jor.br/2017/03/23/israel-continua-negociacoes-sobre-cacas-f-15-adicionais/

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