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Prefeitura de São Paulo e FAB assinam acordo para criação de museu no Campo de Marte

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O Comando da Aeronáutica, por intermédio do Ministério da Defesa, assina nesta segunda-feira (07/08) um protocolo de intenções com a Prefeitura de São Paulo para a criação de um parque público e de um museu aeroespacial no Campo de Marte.

A formalização do protocolo prevê a cessão de uso de uma área a ser destinada ao uso público. O espaço tem cerca de 400 mil metros quadrados e corresponde a 20% da área total do Campo de Marte (em azul no mapa).

“O grande propósito, neste acordo com a Prefeitura de São Paulo, é o de usar essa área para o bem social. Por isso, o Comando da Aeronáutica sempre se mostrou favorável à cessão de uso com um produtivo encargo em contrapartida. Assim, o município edifica para a sociedade um museu aeroespacial. Não é um museu da FAB, nem de empresa pública ou particular. É um museu para a cidade, para o estado e para o país, gerando emprego e capacidades, assim como o novo parque, um dos maiores da região metropolitana”, explicou o Chefe do Gabinete do Comandante da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno.

A expectativa é de que o parque possa ser utilizado para atividades esportivas, culturais e de recreação, além de receber a visita de moradores e turistas. Com cerca de 30 mil metros quadrados, o museu deverá contar com um grande acervo de aviões, fotos, publicações e relíquias da história da indústria e de personagens da aviação brasileira.

A previsão é de que a partir da assinatura do protocolo em, no máximo, 90 dias, haja a formalização do termo de cessão da área e o lançamento das pedras fundamentais do parque e do museu.

FONTE: FAB

55 COMMENTS

  1. Espero que tragam o Jahu, o Gloster Meteor que vi ainda quando havia o museu no Ibirapuera e claro, muito mais. Quem sabe uma boa parte do acervo do museu da TAM e um dia um dos primeiros F5 que forem desativados ….

  2. Outro grande feito do Prefeito João Doria.
    Aquela área era morta e o Campo de Marte merecia sair do buraco que está.

  3. No RJ já deveriam há muito tempo ter realizado um acordo semelhante entre as FFAA e a prefeitura para a criação de um grande museu militar com direito a porta aviões na região do centro, estilo o uss hornet no Hudson.

  4. Nem precisa esperar desativar F-5 em operação.
    Tem F-5E ex-jordaniano sobrando agora, um deles até já virou monumento.
    Pode até fazer uma passagem do tempo: pintar um com a camuflagem original de três tons do lote comprado novo nos anos 70, um com a camuflagem cinza de superioridade aérea que caracterizou os do esquadrão Pampa, comprados usados nos anos 80, e um com a camuflagem dos modernizados nos anos 2000.

  5. Excelente iniciativa da prefeitura. Trabalham sério, sem preguiça. Se negociarem com o acervo da Tam, ficará padrão internacional

  6. Nem tudo é flores neste acordo Prefeitura de São Paulo x FAB.
    A prefeitura quer desativar as operações de asa fixa no Campo de Marte.
    E a FAB disse que não permitirá.
    O que o “jestor” (isso mesmo, com “j”) João Dória não disse é para onde seriam transferidas as operações da asa fixa.
    Lembrando que o Aeroclube de São Paulo ali localizado forma pilotos desde 1931, incluindo a mim que me formei PP lá nos idos de 1980.
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    Vejo a região do Campo de Marte, Palácio de Exposições e Convenções do Anhembi, o hotel e até mesmo o sambódromo como um local de eventos e gerador de negócios. É e sempre foi sua função primeira. Conceber um parque e nele um museu deveria agregar e não descaracterizar a sua finalidade.
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    Deveriam sim fazer uma ligação (um monotrilho leve por exemplo e de construção simples e rápida, do tipo que havia em Sydney Darling Harbor (http://l7.alamy.com/zooms/e14ad4bdc5e3462f995fb7cc8e1257b2/sydney-monorail-at-darling-harbour-sydney-australia-d3ctcp.jpg)
    entre Rodoviária do Tietê e sua respectiva estação de metrô interligando os locais que cito acima, incluindo uma parada obrigatória no Campo de Marte para aqueles que por ali chegassem e que se dirigissem ao parque de exposições e convenções e ao proposto parque e seu respectivo museu.
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    Essa história de que o “parque possa ser utilizado para atividades esportivas, culturais e de recreação” só funciona na atual administração que pretende privatizar os parques da capital em troca da preservação dos mesmos. A visão mudará rápido tão logo seja eleito um novo prefeito e resolva não dar continuidade à proposta. Aí veremos mais do mesmo, como o Parque da Juventude, localizado bem ali próximo onde antigamente se encontrava a Penitenciária do Carandiru e é servido pela estação de metrô de mesmo nome. Mal preservado e gerenciado pelo Governo do Estado de São Paulo, o parque hoje serve somente para usuários de drogas e gatunos de todo tipo que ali coabitam.
    O mesmo se aplica ao Parque do Trote, na região da Vila Guilherme, e que se encontra em situação de total abandono:
    http://sao-paulo.estadao.com.br/blogs/blitz-radio-estadao/os-velhos-problemas-do-parque-da-juventude/
    https://www.jornalspnorte.com.br/problemas-parque-trote/
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    Enquanto isso, do outro lado da cidade, o Ginásio do Ibirapuera clama por uma reforma e ampliação para que os eventos ali realizados (esportivos ou não) sejam em um local digno do tamanho que a cidade de São Paulo merece.
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    O que fica caraterizado é mais do mesmo dos nossos governantes: cada qual quer deixar sua marca na cidade, e que ficará esquecida quando uma nova administração ascender ao poder …

  7. Desculpe-me, mas só não entendi se o maravilhoso acervo do Museu da TAM irá pra lá. Ao menos a foto do Corsair que ilustra a matéria é desse museu.

  8. Mauricio R. 4 de agosto de 2017 at 22:04
    Concordo, é vegetação nativa – flora e fauna.
    Toda aquela região da Braz Leme eram chacaras, banhados, lagoas, mata etc ….
    Nadei e colhi muita fruta ali, faz tempo.

  9. Sem querer polemizar mais este cara é o meu candidato à Presidência!!

    Museu da TAM já para o Campo de Marte. Prefiro isso do que Condomínios residenciais que é o que as Construtoras queriam!!

  10. Como o Guizmo ja citou acima, seria bom um acordo com a TAM para transferência do acervo, porque tenho visto alguns colocando aqui e em outros blogs a transferencia do acervo da TAM como algo certo ou abrigatório.
    Mas o acervo da TAM é particular e não público, depende do interessa deles em ter estas aeronaves transferidas para São Paulo, o brasileiro não gosta de pagar para visitar museus, eu me incluo nesta relação.
    Vamos ver se realmente sai e se for cobrado um ingresso e parte repassada a TAM pode interessar a eles, o acervo poderia ser comprado, mas como este Dória é mão de vaca e gosta de se promover com um 0800 duvido muito que queira comprar.

  11. É o primeiro passo para transformarem o campo de Marte em uma selva de pedra. Diversos prefeitos com o Haddad e o anterior já tentaram vender a área ou usá-la para estação do trem bala.
    Gente sem visão, a cidade de São Paulo necessita mais aeroportos imediatamente. Salva o museu da TAM é uma prioridade, mas não precisam destruir uma coisa boa para construir outra. Construam o novo Museu numa área degradada, como a cracolândia.

  12. Hora de endireitar esse país e Dória fez certo ao dar alguma utilidade ao Campo de Marte. Que se danem os “istas”

  13. Uma dúvida, em qual local da matéria diz que a área verde será desmatada? Pela imagem há diversos locais para a construção do museu, a área verde pode virar um bosque atrás do museu!
    Não tem nada a ver com política ou siglas partidárias, é apenas uma ideia…transformam qualquer assunto em política, quanta paranóia, acho que daqui uns anos vão transformar até cirurgia médica em bandeira partidária.
    Abraço!

  14. TB Baptista, quando Ministro da Aeronáutica (foi o último ), tentou efetuar com a Infrazero uma permuta com a área utilizada pela FAB no Santos Dumont. Um dos itens era a construção, pela Infrazero, de um novo Musal em Jacarepagua. O acordo não foi p frente por recusa da Infrazero. Já postei várias vezes isso aqui.

  15. A área de mata não vai ser derrubada, vai virar Parque, e o aeroporto civil deve continuar lá, as instalações do PAMA-SP é que poderão virar museu.
    O Ministério da Defesa ja perdeu a área para a Prefeitura em ultima instancia, então o que for negociado com o Prefeito Dória é lucro.

  16. Estive na cerimônia de passagem de comando do CELOG e não ouvi essa história. Tem como postar a decisão judicial?

  17. RicardoFerreomodelismo, houve os esclarecimentos sim de para onde vão ser transferidas as operações de asa fixa “A previsão é que a aviação de asa fixa seja transferida para aeroportos instalados na região metropolitana, como o Catarina, localizado em São Roque, ou mesmo os aeroportos de Jundiaí e Sorocaba.”

    “O aeroporto movimenta atualmente pouco mais de 125.000 passageiros ao ano, em mais de 70 mil operações aéreas. ”

    E depois que bater o contrato não importa que mude de prefeito que o negócio já vai estar concretizado.

    RicardoFerreomodelismo disse: “Aí veremos mais do mesmo, como o Parque da Juventude, localizado bem ali próximo onde antigamente se encontrava a Penitenciária do Carandiru e é servido pela estação de metrô de mesmo nome. Mal preservado e gerenciado pelo Governo do Estado de São Paulo, o parque hoje serve somente para usuários de drogas e gatunos de todo tipo que ali coabitam.”

    Creio que será diferente pois será administrado pela PREFEITURA e estará ao lado de áreas militares, o que dará maior segurança, além da FAB ajudar a zelar pelo bom uso do parque.

    O parque será o 3º maior de são paulo.

    Só tem ganhos com isso tudo, uma grande atração turística, diminuição do tráfego aéreo intenso sobre SP, ganho de área de lazer, maior conhecimento do público sobre história da aviação, valorização da área ao entorno. Poxa que esse negócio vá para frente e SP ganhe um museu e um parque sensacionais!

  18. Leio todos os comentários aqui e nenhum deles nos dá uma explicação plausível para que as aeronaves da asa fixa não possam continuar a operar ali. Nenhum deles me convence do contrário.
    Vou reforçar: não vejo motivos para que as aeronaves da asa não possam continuar a operar ali.
    .
    Fernando (Dragon44) 5 de agosto de 2017 at 22:52 tentou justificar:
    “diminuição do tráfego aéreo intenso sobre SP”.
    Então vamos fechar Congonhas (CGH). E Rio de Janeiro deveria fechar o Santos Dumont (SDU). E New York deveria fechar o La Guardia LGA) e Terteboro (TEB). E Londres deveria fechar o London City (CLY). E Chicago deveria fechar o Midway (MDW). E a lista continua …
    .
    A área cedida para o parque demarcada como mostra o mapa no link abaixo envolve:
    – um trecho preservado da Mata Atlântica e que é cortada por um córrego;
    – seis campos de futebol cedidos a times amadores;
    – terreno de apoio ao sambódromo.
    .
    Fernando (Dragon44) 5 de agosto de 2017 at 22:52:
    “A previsão é que a aviação de asa fixa seja transferida para aeroportos instalados na região metropolitana, como o Catarina, localizado em São Roque, ou mesmo os aeroportos de Jundiaí e
    Sorocaba.”
    O tal aeroporto de Catarina já começou mal:
    http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,com-divida-alta–jhsf-reduz-pista-e-hangares-de-novo-aeroporto-executivo,10000025689
    http://jeonline.com.br/noticia/8676/pf-investiga-aeroporto-catarina-em-sao-roque
    .
    Sua visão sobre os motivos da utilização do aeroporto pela aviação da asa fixa é curta: o aeródromo é usado principalmente por executivos que se destinam à capital paulista para fins de negócios.
    E pelo visto não leu ou não entendeu minha colocação sobre a integração do aeródromo e os locais de feiras e eventos do Anhembi e a estação de metrô Tiete.
    .
    Sobre a manutenção do local, gosto muito do discurso das pessoas. Mas entre o discurso e a realidade existe um abismo. Para olhar o futura basta olhar o passado.
    Fernando (Dragon44) 5 de agosto de 2017 at 22:52:
    “Creio que será diferente pois será administrado pela PREFEITURA e estará ao lado de áreas militares, o que dará maior segurança, além da FAB ajudar a zelar pelo bom uso do parque.”
    A prefeitura tem sob sua administração o Parque do Trote. Veja nos meus comentários acima de como ele é mantido. E, se o Governo do Estado de São Paulo que tem mais recursos não é capaz juntamente com a Prefeitura da Cidade de São Paulo (todos do PSDB) manter a zeladoria do Parque da Juventude, porque fariam diferente neste novo parque???
    E como já citei, o administrador de hoje não será o administrador de amanhã. Parece que as pessoas se esquecem de como funciona a política e os interesses partidários no país.
    Quer um bom exemplo de como vamos do sonho à realidade:
    Sonho: http://www.brasil.gov.br/esporte/2016/09/brasil-comemora-legado-imaterial-apos-jogos-rio-2016
    Realidade: http://espn.uol.com.br/noticia/716027_piscinas-com-fezes-de-capivaras-parques-deteriorados-arvores-jamais-plantadas-e-abandono-tcu-escancara-legado-olimpico.
    É só uma questão de tempo para vermos qual será realmente o serviço que a Prefeitura de São Paulo entregará ao parque:
    https://www.tvgazeta.com.br/videos/problemas-de-seguranca-parque-villa-lobos/
    .
    Walfrido Strobel 5 de agosto de 2017 at 17:27:
    “A área de mata não vai ser derrubada, vai virar Parque.”
    Conheço o local Walfrido Strobel: é mata cerrada. Ou se derruba parte para se fazer trilhas ou não se adentra na mata.
    Wikipedia: As principais características da Mata Atlântica são:
    – presença de árvores de médio e grande porte, formando uma floresta fechada e densa.
    .
    Jonas Silva 5 de agosto de 2017 at 14:24:
    “Hora de endireitar esse país e Dória fez certo ao dar alguma utilidade ao Campo de Marte. Que se danem os “istas””.
    Não é uma questão de “istas” Jonas Silva: votei no Sr. João Dória para prefeito da Cidade de São Paulo.
    Deixo registrado aqui o que lembrarei a todos daqui um ano ou dois: em troca dos serviços de manutenção do tal parque o Sr. Prefeito entregará à iniciativa privada (leia-se incorporadoras) o direito de construção no local de edifícios residenciais.
    Tudo que ele nos proporcionará será mais do mesmo: fazer crescer uma cidade que não tem mais condições de crescer, cuja infraestrutura que vai da rede de esgotos ao transporte público não atende mais uma cidade que chegou no limite do seu tamanho.
    Este é só um exemplo da ganância das incorporadoras:
    http://www.estadao.com.br/noticias/geral,barra-funda-vai-ganhar-30-mil-moradores-em-5-anos,609054
    Quem viver, verá …
    .
    Matérias de hoje, 06 de Agosto de 2017:
    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/08/1907253-entenda-mudancas-no-campo-de-marte-que-deve-virar-parque.shtml
    http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/temer-e-doria-assinarao-acordo-de-transferencia-de-parte-do-campo-de-marte.ghtml

  19. Onde escrevi acima:
    “Vou reforçar: não vejo motivos para que as aeronaves da asa não possam continuar a operar ali.”
    Leia-se:
    “Vou reforçar: não vejo motivos para que as aeronaves da asa fixa não possam continuar a operar ali.”
    Obrigado …

  20. Uma pena não pensarem em uma pista mais longa em Marte com o deslocamento do eixo da pista e considerando a possibilidade de voos regionais. Talvez seja impossível ou difícil por conta do controle de tráfego.

    Carecemos de museus, de instituições de preservação da memória, ainda mais a aeronáutica. Não sei se o local é o melhor, não conheço São Paulo o suficiente para sugerir outra área mas gostaria que Marte fosse melhor explorado como aeroporto.
    E o Dória é fruto da mediocridade da classe política atual, o “jestor”, como citaram…

  21. Rinaldo Nery, eu falei em ultima instancia, mas na verdade em 2011 a União perdeu pela segunda vez no STJ, agora que só resta ser salvo pelo STF, o que é improvável, é melhor buscar um acordo com saída honrosa no caso, sem esperar pela decisão final.
    No artigo da Folha indicado pelo Ricardoferreomodelismo é mostrado o histórico do Campo de Marte.
    .
    A história do terreno:
    Na Colonização
    Área era dos jesuítas, que a receberam da coroa portuguesa na época da divisão de sesmarias
    1759
    Terreno é confiscado pela coroa quando o ministro Marquês de Pombal expulsa jesuítas das colônias.
    1891
    No início da República, Estado de SP considera a terra devoluta (de domínio público, mas sem destinação específica) e a cede ao município
    1912
    Local passa a ser usado como picadeiro pela cavalaria militar paulista
    1920
    Campo de Marte recebe escola de aviação da Força Pública do Estado (antiga polícia)
    1929
    Aeroporto é inaugurado
    1932
    Com a derrota de SP na Revolução Constitucionalista, governo federal ocupa a área
    1945
    Após fim do Estado Novo, município retoma parte de sua autonomia e passa a negociar a devolução do espaço
    1958
    Prefeitura entra na Justiça para tentar recuperar local.
    2003
    Tribunal Regional Federal decide que área é da União
    2008
    STJ (Superior Tribunal de Justiça) muda entendimento e determina que terreno é do município
    2011
    Segunda turma do STJ corrobora decisão de 2008 e manda União devolver imediatamente áreas sem uso ao município e a pagar indenização pelo espaço usado; União recorre ao STF
    21.jul.2017
    Prefeito João Doria e o ministro da Defesa, Raul Jungmann, se reúnem e anunciam negociação para construção de parque

    7.ago.2017
    Prefeitura e Defesa devem assinar “protocolo de intenções” e “termo de liberação de acesso” e anunciar detalhes do plano; a ideia é resolver o imbróglio sem envolver a Justiça
    .
    Próximos passos
    A intenção de Doria é acabar com o aeroporto, permitindo apenas pousos e decolagens de helicópteros –o que Haddad também queria–, e retomar o resto do terreno. Fonte: Folha. UOL.

  22. Nossa…como qualquer assunto hoje em dia torna-se uma discussão política, divisionária de bens, pessoas e “uso final” das coisas. A história do copo “meio cheio para o time azul e meio vazio para o time vermelho” tomará conta também dos posts aqui inserídos? Espero que não…

  23. Precisamos de aeroportos. Acabar com um importante em uma cidade também importante é retrocesso.
    Os paulistanos saberiam dizer se uma instalação de um museu, considerando o tamanho do Asas de um Sonho [e até algo maior], de São Carlos, encontraria uma área possível no Ibirapuera?

  24. Gustavo Gonçalves Borges 7 de agosto de 2017 at 12:50

    Esse possui importantes aeronaves comerciais. Uma delas, um SAAB Scandia, que voou pela VASP, é único no mundo. Deveriam realizar um esforço em encampar este acervo no “futuro museu”.

  25. Nos anos 80 quando o local do museu da TAM ainda funcionava como fábrica de tratores, a CBT, os cadetes do quarto ano da AFA acampavam na lateral da pista de pouso construida pela CBT, foi legal o acampamento com os T-27 operando pertinho.
    A CBT funcionou de 1959 a 1995, era o maior fabricante de tratores da América Latina.
    Vamos ver se vai em frente esta ideia de transferir seu acervo para São Paulo.
    . https://m.youtube.com/watch?v=_foB9g-NRec

  26. Walfrido Strobel 7 de agosto de 2017 at 14:00

    Boa história, morei em São Carlos no final dos anos 80 e início dos 90.
    Há uma estória sobre um dos Pereira Lopes, família dona da CBT, antiga Clímax [geladeiras] e acionista da Tecumseh [fabricante de compressores] e doadora do terrenos onde hoje é a UFSCar.
    Havia [ou ainda há] em São Carlos, uma padaria chamada Perez, localizada no centro e próxima da avenida São Carlos. Segundo consta, oferecia um ótimo frango assado. A estória cita que um desses Pereira Lopes, talvez Ernesto, em uma de suas idas aos EUA em seu jato executivo, quis saborear um desses frangos e enviou a aeronave de volta para buscar o referido frango assado. Pelo que já ouvi sobre essa pessoa, relativamente megalômana, não julgo que a estória seja completamente impossível. Se não me engano a família perdeu quase tudo por conta da má administração de seus negócios.

  27. André Bueno, deviam ser meio excêntricos mesmo, mandaram construir uma pista asfaltada de 1460 x 30 metros só para seu uso nos anos 70, em 2001 a pista passou para o DAESP que administra as pistas do Estado de São Paulo e hoje é o aeroporto de São Carlos com pista aumentada para 1720 x 45m para poder receber aviões para o Centro Tecnológico da TAM que se instalou no local a mais de uma década, e da aviação comercial em geral.
    Agora existe uma proposta para aumentar para 3.000 x 60m, se vai ter $$$ é outra conversa.
    .
    Aqui no interior da Bahia em Alagoinhas os donos da Schincariol mandaram construir uma pista de 1580x30m de asfalto com depósito de combustível na sua fábrica para poder pousar seu jatinho executivo.

  28. o interior do estado respira aviação, vão colocar na capital? Lá eles menosprezam a aviação, em especial a militar. A aviação lá é vista somente como um meio de transporte que atrasa, nada além disso. infelizmente. Veja os portões abertos na capital vs eventos aéreos no interior de SP (incluindo os portões abertos da AFA)

  29. Gustavo, mas São Paulo tem mais gente para ver o museu, o PAMA é perto do metrô e pode virar uma atração turistica, ja estive com meu filho no Rio e não levei ao Museu Aeronautico porque era muito na contramão.

  30. Por Gustavo 7 de agosto de 2017 at 17:00:
    “O interior do estado respira aviação, vão colocar na capital? Lá eles menosprezam a aviação, em especial a militar. A aviação lá é vista somente como um meio de transporte que atrasa, nada além disso. infelizmente. Veja os portões abertos na capital vs eventos aéreos no interior de SP (incluindo os portões abertos da AFA)”.
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    Seus argumentos não condizem com a realidade.
    Se o público que aderiu aos “Portões Abertos” no Aeródromo de Marte diminuiu nos últimos anos não foi por falta de interesse deste, mas sim do pouco que foi mostrado. Ano-a-ano o evento foi sendo esvaziado de atrações por parte dos organizadores. Este ano promete ser melhor. Temos inclusive a Rede Globo apoiando o evento e fazendo chamadas ao longo de sua programação, até mesmo em horário nobre nos intervalos do Jornal Nacional.
    .
    Se quiser ter uma idéia sobre o volume da capacidade turística de São Paulo acesse:
    http://www.observatoriodoturismo.com.br/pdf/DADOS_E_FATOS.pdf
    Alguns números de 2016 e que não englobam os moradores da cidade ( o que aumentaria consideravelmente a número de visitas a eventos, feiras, mostras entre outros):
    Número de turistas brasileiros que visitaram São Paulo em 2016: 14,9 milhões de pessoas;
    Número de turistas estrangeiros que visitaram São Paulo em 2016: 2,5 milhões de pessoas.
    Você poderia alegar que a maioria vem a negócios: do total dos 17,4 milhões de turistas (brasileiros e estrangeiros), 29% vieram a lazer ou a eventos que não de negócios ou feiras, representando um total de 5,04 milhões de pessoas e que aqui na capital permaneceram uma média de 3 dias. Entre os campeões de lugares visitados estão a Avenida Paulista, o Parque do Ibirapuera e o Mercado Municipal.
    .
    Tivemos recentemente uma mostra, com entrada franca, no espaço Cultural Itaú sobre Santos Dumont. O evento esteve aberto de 26 de Novembro de 2016 até 29 de Janeiro de 2017 e com grande adesão do público. Estive presente duas vezes na mostra e ambas as oportunidades estava lotada.
    http://www.itaucultural.org.br/programe-se/agenda/evento/santos-dumont-na-colecao-brasiliana-itau/
    Fotos da mostra:
    http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/47819-santos-dumont-colecao-brasiliana-itau
    .
    Atualmente temos no Museu da Casa Brasileira a mostra “Design na Aviação Brasileira”, que cobre o legado de nossa indústria aeronáutica desde 1909 com o avião São Paulo montado em Osasco até a Embraer e as demais indústrias aeronáuticas que aqui produzem nos dias de hoje:
    http://www.mcb.org.br/pt-BR/programacao/exposicoes/mostra-design-na-aviacao-brasileira
    https://www.youtube.com/watch?v=RVRzseltWw0
    .
    Já tivemos no Parque do Ibirapuera nos idos dos anos 90 onde hoje funciona a Oca o Museu da Aeronáutica de São Paulo mantido pela Fundação Santos Dumont. Visitei o museu muitas vezes. Em seu último ano de funcionamento estava praticamente abandonado. Dentre as “aves raras” que lá se encontravam estava o Jahu, já em estado de deterioração e sendo “devorado” pelos cupins. Hoje, restaurado, foi cedido ao agora inativo Museu da TAM. Entre outras raridades, estava uma pedra trazida da Lua e presenteada pela Nasa ao museu. Não sei o paradeiro da relíquia, talvez alguém aqui me ajude.
    http://arquitetacaroline.blogspot.com.br/2015/01/museu-de-aeronautica-no-ibirapuera.html
    .
    E temos também a iniciativa do Museu 14 Bis em busca de uma casa e de patrocinadores:
    https://www.facebook.com/museu14bis/
    .
    Enfim Gustavo, são muitas as iniciativas em São Paulo que contrariam suas palavras: “A aviação lá é vista somente como um meio de transporte que atrasa, nada além disso.”

  31. Notícias fresquinhas … mas creio que o Estadão está em crise e pagando mal seus redatores ou o tal do repórter/redator estava com muita pressa. Nada perdoável os erros na matéria, ainda mais em tempos de corretor automático de grafia e gramática (será que a coletiva com o prefeito foi tão ruim a ponto do repórter/redator tomar umas e outras antes ou depois dela???):
    – em português é “hangar”. “Angar” é o equivalente no idioma espanhol;
    – Campo de Marte e não “Campor” de Marte;
    – neste sábado e não “nesta” sábado.
    – o presidente veio a São Paulo e não “veiu” a São Paulo;
    – no interior do estado, e não no interiru do Estado. E a palavra “Estado” está errada: estado como nação é escrito em letra maiúscula: Estado Brasileiro. Estado como região é escrito em minúscula: estado de São Paulo.
    – manifestações culturais, e não manifestações “cluturais”.
    Socorro Estadão … não deixem assassinarem nossa língua pátria …
    Nós aqui às vezes escrevemos com pressa e sem reparar naquilo que escrevemos. Perdoável. Mas não podemos permitir alguém em nome de um jornal e história como o Estadão faça o mesmo.
    Segue abaixo o “link” e a nota (com todos os erros cometidos) pelo repórter/redator:
    .
    Fonte: http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,novo-parque-campo-de-marte-tambem-sera-passado-a-iniciativa-privada,70001925250Novo Parque Campo de Marte também será passado à iniciativa privada:
    Prefeito João Doria (PSDB) afirma que área verde, que será recebida da União na segunda-feira, entrará no Plano Municipal de Desestatização
    Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo
    05 Agosto 2017 | 12h22 SÃO PAULO –
    Cerca de 300 mil m² do Campor de Marte, que a União devolverá ao município de São Paulo na segunda-feira, que será destinada à criação de um parque municipal, também será concedida à iniciativa privada, dentro do Plano Municipal de Desestatização da gestão João Doria (PSDB). A informação foi repassada nesta sábado, 5, pelo prefeito.

    A cidade receberá a primeira parte dessa área em um ato que contará com o presidente Michel Temer , que veiu à capital paulista para formalizar a transferência e se encontrar com Doria.

    O Parque Campo de Marte será implementado em três etapas, sendo que a primeira, cujos trabalhos devem ser iniciados imediatamente, incluem a abertura de um museu aeroespacial (que receberá o acervo do antigo Museu da Tam, em São Carlos, no interiro do Estado). A segunda etapa inclui um centro poliesportivo e a terceira, onde hoje ficam os angares do aeroporto, será transformada em um centro cultural. “Também há uma negociação com os proprietários, que construíram os angares que ali estão, que finalizada essa negociação teremos um grande polo cultural, com gastronomia, artes plásticas, teatro cinema, e outras manifestações cluturais. Aí sim nós teremos completado o Parque Campo de Marte na sua totalidade”, disse Doria.

    O Parque Campo de Marte será o centésimo oitavo parque da cidade. Na Câmara, tramita já em segunda votação projeto de lei que autoriza a Prefeitura a conceder todos os parques municipais à iniciativa privada. Em troca da manutenção das áreas verdes, empresas privadas poderão explorar parte dos equipamentos públicos (como estacionamentos) e espaço publicitário, ficando vedado cobranças para o acesso aos parques. Essas empresas também terão de pagar um a outorga à Prefeitura antes de assumir a administração dos parques. A expectativa é que o projeto seja aprovado ainda neste bimestre e que, ainda em 2017, as primeiras concessões ocorram.
    .
    Enfim, da minha parte, para finalizar, ele quer porque quer encerrar as atividades da asa fixa por lá.
    Vamos ver no que dará.
    E para aqueles que ficam falando em “discussão política”, voltarei aqui no futuro para relembrá-los de tudo o que escrevi e de tudo o que escreveram.
    Quem viver verá …

  32. O encerramento das operações de asa fixa no Campo de Marte tem como maior interessado o grupo JHSF que construiu um aeroporto, o Catarina, em São Roque, às margens da Rodovia Castello Branco (60 km de SP). No mínimo, houve e há muito lobby sobre o prefeito atual e os anteriores para que ocorra o encerramento da operação de asas fixas ali.
    .
    De qualquer forma, que bom que ao menos parte do problema relativo ao Campo de Marte foi resolvido. Uma disputa com cerca de 60 anos que o lento e ineficiente Poder Judiciário, vergonhosamente, não teve coragem de resolver até agora.

  33. Moro perto, realmente aeroportos no meio urbanos é complicado e perigoso, embora a historia do aeródromo que vem desde a revolução constitucionalista de 32 e faz parte da minha infância, mas deve desativa-lo! Tanto a 1 parte como a 2 e a 3 irá melhorar e super valorizar a região.
    O Museu será privado isso é ótimo! Todo o acervo do RJ virá para cá inclusive o Mirage 2000B.
    Além de todas as aeronaves do museu da TAM.
    Parabéns a FAB e Prefeitura de SP acelerando SP 😀

  34. Deveriam desapropriar boa parte do terreno no entorno de Marte com o intuito de ampliá-lo e torná-lo mais seguro aos aviões e aos moradores do entorno. Com a desapropriação o museu poderia ser instalado sem prejudicar o aeroporto e, consequentemente, a aviação. De onde viria o dinheiro? Da iniciativa privada, a mesma que quer o fim de Marte. Possivelmente encontrarão uma contrapartida a esta estúpida ideia de desativar um aeroporto!

  35. André Bueno, inviável ampliar a pista do Campo de Marte, pois importantes avenidas passam pelos seus extremos (Brás Leme e Santos Dumont).
    Isso poderia ter sido feito muito tempo atrás (no século passado). Agora não.
    Parece-me que você está misturando as coisas. O museu não prejudica o aeroporto. Há bastante área “inútil” no local. O motivo para pedirem o término das operações de asa fixa não é a construção do museu, mas interesses em fomentar outro aeroporto (Catarina) e os pleitos da população local que não quer voos por ali em razão do risco de acidentes (eu sei que é rídiculo isso, dado que o aeroporto é mais antigo que os moradores, mas esse tipo de apelo costuma funcionar, vide casos do horário reduzido em Congonhas e shows no Pacaembu).
    No mais, se a iniciativa privada quer fechar o aeroporto ela não irá gastar dinheiro para ampliá-lo ou mesmo mantê-lo, né?

  36. Rafael Oliveira 8 de agosto de 2017 at 9:30
    Eu exagerei de propósito, não conheço o local em detalhes mas sei que a minha “proposta” seria inviável.
    Apenas não me conformo com situações de fechamento de aeroportos. Se o museu não irá ser obstáculo, que ao menos façam pressão para a asa fixa continuar.
    Um grupo de empresários parece querer a desativação da asa fixa, não a iniciativa privada como um todo. Mas sei que em nada vai dar…
    Por fim, como quase sempre, não há um debate mais sério e extenso sobre o assunto.

  37. MAXILIANO MANCANO 8 de agosto de 2017 at 1:00
    “O Museu será privado isso é ótimo! Todo o acervo do RJ virá para cá inclusive o Mirage 2000B.
    Além de todas as aeronaves do museu da TAM.”
    Fontes por favor … O pessoal da TAM já avisou que não vem se a pista for desativada. Muitas das aeronaves estão em condições de voo e o sonho antigo prevalece: vê-las voar !!!
    E sobre o acervo do RJ não ouvi nenhuma notícia sobre a desativação do MUSAL.
    Lidamos com fatos aqui Maxiliano Mancano.
    .
    MAXILIANO MANCANO 8 de agosto de 2017 at 1:00
    “Parabéns a FAB e Prefeitura de SP acelerando SP.”
    Antigo ditado: “não existe almoço de graça”. E isso se aplica ao Sr. João Dória.
    .
    Rafael Oliveira 7 de agosto de 2017 at 23:22
    “O encerramento das operações de asa fixa no Campo de Marte tem como maior interessado o grupo JHSF que construiu um aeroporto, o Catarina, em São Roque, às margens da Rodovia Castello Branco (60 km de SP). No mínimo, houve e há muito lobby sobre o prefeito atual e os anteriores para que ocorra o encerramento da operação de asas fixas ali.”
    Você tem alguma dúvida sobre o lobby??? Porque os usuários do Campo de Marte não tem …
    Vou repetir o ditado: “não existe almoço de graça” !!!

  38. Rafael Oliveira, estas reclamações de moradores sobre os aeroportos é realmente ridícula, exemplo maior é o Aeroporto de Congonhas, esta foto é do início do aeroporto a 80 anos, agora aquele monte de gente que comprou imóveis no entorno diz que o aeroporto atrapalha.
    A uns 10 ou 15 anos uma empresa propôs a criação de uma linha Campo de Marte -Jaquarepaguá com aviões commuter(até 19 passageiros) como o Viking Twin Otter ou Dornier 228, mas no Rio de Janeiro moradores da Barra logo protestaram junto ao DAC. Os moradores da Barra seriam os maiores beneficiados com esta opção de voo para São Paulo.
    Foto de Congonhas no início: http://3.bp.blogspot.com/-imswUD9-0eM/UAGw8C1CpbI/AAAAAAAAB2k/DYBV6h31a0U/s1600/CONGONHAS,1938+c%C3%B3pia.jpg

  39. Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/construcao-de-parque-no-campo-de-marte-ameaca-clubes-de-varzea-da-zona-norte.ghtml
    Excerto:
    “Outra preocupação dos moradores da região são eventuais danos que podem ser causados ao meio-ambiente. Mas a Prefeitura garante que não irá alterar o ecossistema do local, que contém uma área com remanescentes da Mata Atlântica.
    A Prefeitura não confirmou quando o parque deve ser aberto ao público, mas já tem autorização para fazer reformas no local. Doria garantiu ainda que o parque, assim como todos os outros da capital, será concessionado e gerido por uma instituição privada.”
    O Sr. Dória não dá ponto sem nó!!!
    Vamos ver até onde irá o entusiasmo …

  40. Walfrido Strobel 8 de agosto de 2017 at 13:15
    “Rafael Oliveira, estas reclamações de moradores sobre os aeroportos é realmente ridícula, exemplo maior é o Aeroporto de Congonhas, esta foto é do início do aeroporto a 80 anos, agora aquele monte de gente que comprou imóveis no entorno diz que o aeroporto atrapalha.”
    Walfrido Strobel, o mesmo se aplica a Guarulhos.
    Foto de Outubro de 1980m, época do início da construção do aeroporto:
    Fonte: http://www.aeroin.net/veja-fotos-nascimento-aeroporto-de-guarulhos/
    .
    Hoje o entorno do sítio aeroportuário, que foi invadido, impede até a ampliação do aeroporto e construção da respectiva terceira pista.
    Fonte: http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,imoveis-no-entorno-de-cumbica-impedem-construcao-de-3-pista,24459
    .
    Daqui a pouco os “pseudo-especialistas-ambientalistas-e-outros-istas-mais” vão pedir a retirada do aeroporto do local …

  41. Ricardo, eu não tenho dúvidas quanto ao lobby, tanto que disse “no mínimo”.
    O que eu tentei encontrar e não achei é se a operação da asa fixa no Campo de Marte é rentável para a Infraero ou se dá prejuízo. Se bem que com a diminuição da aviação geral em Congonhas e sua migração para o Campo de Marte, acho difícil dar prejuízo (mas não impossível, já que é gerido pela Infraero).
    De fato, não existe almoço grátis. O que é ruim apenas se houver algo ilícito envolvido. Do contrátrio, é bom.
    Acho que Dória e Temer, com os quais não simpatizo e tenho certa ojeriza ao último, merecem aplausos pela iniciativa do Parque e do Museu. Desde a década de 50 se briga pela posse do local e mesmo durante períodos em que havia pessoas do mesmo grupo político nos Poderes Federal e Municipal não houve solução para o caso. Também há aeronaves raras em São Carlos e Bebedouro que merecem ser vistas, ainda mais se não houver gasto público associado. Enfim, torço para que dê certo.

  42. Para esse novo museu doaria meu acervo particular do Estudo ” a Paleontologia do voo “”. mais de 750 exemplares fosseis que contam a historia da evolução das espécies ( da eubacteria-primeiro ser vivo da terra até o primeiro dinossauro que voou o Atcheopteris” . O estudo se baseia no sonho do homem alçar voo desde a fabula de Ícaro até o 14 Bis de Santos Dumond ” 54 anos de estudos e milhares de dolares empoeirados em caixas de sapato porque este páis não tem cultura eaté hoje não achei um lugar para montar um museu ou uma sala com amostras que qualquer museologo do mundo daria avida pra ter.

  43. Walfrido, exatamente.
    Se bem que no caso do Catarina a questão nem de longe é ambiental, pois, do contrario, as pessoas não deveriam morar nos luxosos condomínios que devastaram e devastam a Mata Atlântica local. A preocupação é com o barulho dos aviões atrapalhar o sono dos endinheirados que construíram suas casas na região. Apenas fingem que a preocupação é ambiental para pareceram austruístas e arregimentarem incautos para sua causa pessoal.
    .
    E falar sobre o trânsito na Castello Branco, a qual uso rotineiramente, chega a ser insano.
    .
    Ricardo quanto a concessão de parques, acho ótimo. Quanto menos o Estado administrar, melhor.

  44. Rafael Oliveira 8 de agosto de 2017 at 13:51
    Rafael, exatamente isso o que disse. As pessoas se escondem atrás de atos altruístas para em verdade não falarem de suas reais intenções.
    .
    “Ricardo quanto a concessão de parques, acho ótimo. Quanto menos o Estado administrar, melhor.”
    Por mim Rafael, podem privatizar até o Estado.
    O problema é que no Brasil vivemos um época de falcatruas, negócios escusos sob pano preto, melhorias ditas para o contribuinte mas que em verdade escondem interesses e benesses pessoais.
    Os dois maiores legados que o Brasil teria e foram pisados e repisados pelo governo da época foram a Copa do Mundo de Futebol e das Olimpíadas.
    E no final o que vimos mesmo ???: obras inconclusas, estádios super-faturados, obras de mobilidade que nada moveram, escândalos envolvendo administração pública e privada, parque olímpico abandonado para se falar no mínimo.
    E para quem acha que o dinheiro público é infindável, gosto da frase da ex-Dama de Ferro: “não existe o dinheiro público. O que existe é o dinheiro do contribuinte”.
    Por isso, antes de conceder, há que se avaliar as reais intenções e colocar em “pratos limpos” …
    De novo como falo: “não existe almoço de graça” …

  45. Ricardo, sim, ninguém deve ter carta branca para fazer o que quiser. E deve ser checada a questão da concessão dos parques e do museu, obviamente.
    De qualquer forma, a chance de sermos lesados ou a quantidade de dinheiro desviado diminiu com a concessão do que se continuasse administrado pelo ente público. Então, privatizar ou conceder é sempre melhor do que manter estatal, mesmo que role umas falcatruas (não estou defendendo elas, apenas contextualizando nossa desgraça).
    Quem for o concessionário do parque público obviamente irá cobrar pelos serviços prestados, locar áreas e etc. O importante é não cobrar ingresso.
    Já no caso do museu, pode cobrar ingresso e explorar outras receitas. Não quero almoço grátis. Assim como pago para ver um jogo de futebol ou assistir um jogo, posso pagar para ver aviões bem conservados, sem problemas.

  46. Apesar de ser off topic, vou dar minha opinião sobre moradias de ricos e pobres em áreas com vegetação:
    Tenho visto que nos condomínios de luxo aqui em Salvador ainda sobram arvores e as áreas que deveriam ser mantidas estão la no local embelezando os condomínios fechados.
    Mas nos conjuntos populares não sobra uma arvore, o espaço verde que tinham foi invadido e rateado pelos próprios moradores que constroem mais casas ou garagens, até no São João teve gente derrubando as arvores que sobravam para secar a madeira e fazer fogueira, não sobra uma área verde nestes condomínios populares.

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