Home Aviação de Transporte Primeiro SC-105 SAR da FAB chega a Campo Grande

Primeiro SC-105 SAR da FAB chega a Campo Grande

4547
47

Por Samuel Barros Pysklyvicz

A primeira aeronave Airbus C295 (SC-105) da FAB na configuração de busca e resgate (SAR – Search and Rescue) chegou hoje à ALA 5 em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul.

O avião, o primeiro de dois encomendados, tem equipamentos de bordo para aumentar as possibilidades de localizar aeronaves, embarcações ou pessoas desaparecidas, inclusive no período noturno.

Ele conta um sistema eletro-óptico de busca por imagem e por espectro infra-vermelho. Isso permitirá realizar buscas pelo calor, permitindo detectar, por exemplo, uma aeronave encoberta pela vegetação, ou uma pessoa no mar.

A aeronave está equipada com um radar EL/M-2022A(V)3, capaz de realizar buscas sobre terra ou mar, com alcance de até 360 quilômetros. Um sistema de comunicação via satélite também permite o contato com outras aeronaves ou centros de coordenação de salvamento (Salvaero), mesmo quando os SC-105 voarem a baixa altura.

Cada SC-105 tem uma tripulação de pelo menos oito militares: dois pilotos, um mecânico, dois operadores de sistemas de missão (Radar e FLIR) e quatro observadores, especialistas que sentam diante de quatro janelas em formato de bolha para poderem realizar a busca visual. Dependendo da missão, no entanto, podem ser levados mais militares para realizarem o revezamento nas posições durante os voos que podem durar até dez horas.

Também podem embarcar paraquedistas e um mestre de carga, loadmaster, responsável pelo lançamento de botes salva-vidas ou de mantimentos para sobreviventes localizados. A variação revela o caráter multimissão do SC-105: busca, transporte de carga, lançamento de paraquedistas, evacuação aeromédica e vigilância.

47 COMMENTS

  1. Não vi a antena do SATCOM. O radar original não era esse. 70% das buscas são sobre terra. Agora temos mais um avião de Patrulha Marítima.

  2. E teve gente que disse que o C-105 era problemático, que não servia, que isso e que aquilo… está aí, o país aumentando a quantidade destas aeronaves em operação.

  3. Rinaldo Nery 3 de agosto de 2017 at 17:28
    Excelente informação Coronel, muito boa mesmo.
    Somos os reis em PatrMar, mas não temos como reagir.
    Como se faz cag ….. neste país, meu D’US.

  4. Strobel, eu fui da COPAC, gerente adjunto do CL-X. Participei do processo de seleção desse avião. Os requisitos eram nossos, os quais escrevi alguns. O radar solicitado foi um SAR banda P, para busca SOBRE TERRA. Principalmente na Região Amazônica. Não sei porque não foi instalado. Já estava na reserva. Ninguém pediu um MPA.

  5. Seria interessante a frota de C-105 dispor de sondas para reabastecimento em voo? Se bem que 10 horas de autonomia com combustível interno já é desgastante para a tripulação.

  6. Sou saudosista do Búfalo. Nunca engoli esse avião na FAB, mas fazer o que?
    Sobre a informação do radar, deve ter ficado pra instalar lá na frente. Não é o procedimento padrão, mas na situação atual, nunca se sabe.

  7. Clésio e Cel Nery,

    Sabem me dizer se ele possui tanques adicionais para essa função de busca ou é igual ao C-295 normal?

  8. Paulo Jorge, o radar Elta 2022 está instalado. O que o Cel. Nery falou que não viu foi a antena de SATCOM, ou seja, comunicação por satélite.

  9. Paulo Jorge 3 de agosto de 2017 at 20:06
    Se fosse uma solução provisória não colocariam o EL/M-2022A(V)3 em radome ventral, usariam o Honeywell RDR 1400C no nariz como os dois primeiros SC-105.
    Isto deve ser definitivo, mas o EL/M-2022A(V)3 tem uma capacidade de vigilancia sobre o continente, sua deficiencia é realmente não detectar um avião acidentado sob as árvores, o que o da proposta original pode fazer.
    . http://www.iai.co.il/2013/34481-35738-en/Groups_ELTA_EltaNumber_Products-ELM.aspx

  10. Por falar em capacidade de detecção sob a cobertura vegetal, o radar McDonald-Dettwiller, levado no radome ventral dos R-99, não possui essa capacidade? Cel. Nery, como ex-Guardião, pode nos dizer?

  11. Tem razão Flanker, mas no caso aí o problema será empregar duas aeronaves diferentes para a mesma finalidade, sendo o custo da hora do R-99 aparentemente bem mais elevado.

  12. Gostaria que tivéssemos mais aviões de busca e resgate. Valorosos são àqueles que salvam vidas. Parabéns!

  13. Fábio Mayer, pra vc que não sabe, esse “novo” já chegou cheio de pane. Sem contar os outros problemas. O projeto é muito ruim. Sei o que estou falando. Vivo o dia a dia dele. Infelizmente, tem que ser assim.

  14. Os espanhóis se recusaram a integrar o radar brasileiro de penetração de solo banda P ao FITS.
    A FAB engoliu, o Brasil engoliu e ficou por isso mesmo.
    O correto seria desclassificar a proposta espanhola e passar ao colocado seguinte, mas certos interesses não podiam ser contrariados então ficamos assim.
    E agora o radar SAR banda P nacional descansa em berço esplêndido lá na Bradar do grupo Embraer.
    Sem uso ou serventia.

  15. Caramba! SE não compra , reclamam, se compram , não presta!! Tá dificil né cara?

    O EMAER deve ser pirado ou anda nos mesmos churrascos da MB!!!

  16. Uma coisa é eu concordar com a versatilidade desta aeronave, outra coisa é achar que esta versão está de ótimo tamanho às nossas necessidades SAR da FAB. É lamentável não terem seguido o que teria sido indicado pela COPAC, no tempo que o Cel. Nery participou da equipe que definiu os requisitos técnicos, inclusive, com o uso de um radar SAR nacional de banda P. Realmente ficou esquisito esta configuração de patrulha marítima para uma aeronave que, preponderantemente, será usada em operações Onshore (sobre o continente).
    .
    Com relação a um melhor aproveitamento das demandas brasileiras por mais aeronaves desse porte. O país tem perdido uma ótima oportunidade de ampliar as capacidades industriais, especialmente no que diz respeito a criação de uma nova indústria de aviação de asas fixa, diminuindo assim a dependência da Embraer. Com o EB e MB “criando asas fixas” e demandando aeronaves desse porte (no caso da MB, inclusive, para patrulha marítima), poderíamos fazer como a Indonésia está fazendo com a sua PT-DI (o Strobel poderia até dissertar melhor sobre). É o que eu penso.
    .
    Até mais!!! 😉

  17. Mas este vetor será utilizado sobre água, lembre-se de nossa responsabilidade SAR no Atlântico e do acidente com o Air France AF447.

    E o mais recente com o AF-1 da MB.

  18. Marcelo Andrade, é que para a água já tem os P-3 e os Bandeirulhas. Agora vai ter mais o SC-105.
    Enquanto para buscas em acidentes em terra, não há aeronave com radar específico para tal. Essa é a crítica.
    Muita mal contada essa história de colocarem outro radar do que previamente selecionado. Talvez o Maurício R. tenha razão, mas queria que alguem trouxe a informação oficial da FAB ou o que circula na rádio peão da FAB.

  19. Priorizar especificações para busca no mar parece fazer sentido, não somente pela simplicidade do radar como também pelo fato que usualmente nas buscas no mar o tempo é uma variável mais crítica. Buscas em terra obviamente terão mais alternativas, inclusive helicópteros leves.

  20. Um patrulheiro desdentado ou um SAR que não serve pra continente?
    .
    Certas coisas só acontecem na FAB. Como o Pod de designação que compraram pro F-5, e que o A-1 usa porque não coube no mike. As vezes, uma balança e uma fita métrica resolvem o óbvio… mas não na fab.

  21. Em 1:38 do vídeo FALA de um radar de busca em terra ou mar. Não entendo e não sei diferenciar, o que esta sendo falado no vídeo da FAB

  22. “Certas coisas só acontecem na FAB. Como o Pod de designação que compraram pro F-5, e que o A-1 usa porque não coube no mike. As vezes, uma balança e uma fita métrica resolvem o óbvio… mas não na fab”.

    Bavaria, o pod é para ataque com armas guiadas à laser e o único avião de ataque na FAB é o A-1, no F-5 essa capacidade é secundária.

  23. O avião não possui tanques adicionais nem precisa deles. O radar RDR1400 é meteorológico, não é de busca. Essa reduzida capacidade InSAR do radar ELTA não o habilita a buscas sobre terra. O radar SAR do R-99 emprega as bandas X e L. Ambas não possuem penetração em folhagem devido ao comprimento da onda. O que não acontece com a banda P (80 cm, salvo melhor juízo. Não chequei). As obrigações de SAR (Busca e Salvamento) até o meridiano 10° são melhor atendidas pelos P-3 e pelos C-130, e, no futuro, pelos KC-390. Não precisa de SC-105 pra isso.
    A busca do AF-1 podia ser feita de lancha, de caiaque. Caiu na beira da praia.

  24. Não estou aqui defendendo a Airbus, mas vou citar como exemplo o radar Erieye AEW&C.
    Quando a Suécia o desenvolveu não jogou em um projeto existente ou novo operacional, escolheu um avião usado de sua Força Aérea o Fairchild Metro, um avião americano do porte do C-95A em 1987, somente depois de completado o desenvolvimento em 1993 decidiram colocar no SAAB 340 que iniciou seu uso operacional em 1996.
    Se é do interesse da FAB em desenvolver este radar banda P basta designar um C-95 para instalação e teste, como fizeram os Suecos com o seu radar.
    . http://www.airliners.net/photo/Sweden-Air-Force/Fairchild-Swearingen-Tp88-Metro-III-AEW-SA-227AC/2508282

  25. Strobel, “capacidade InSAR” (isso é o correto) é papo de folheto de fabricante. O SC-105 antigo (uma gambiarra) NUNCA achou porcaria nenhuma usando esse modo. A compra da mesma “plataforma” foi só, e somente só, por continuidade logística. Não discuta porque quem estava no projeto era eu. Quanto ao Erieye, sou fundador e fui Comandante do 2°/6° GAV. Estive na fábrica, em Gothenburgh, em 2008. De radar SAR eu também entendo um pouco.

  26. Leandro. Estou falando de fatos.
    E quanto a tailândia, problema deles. Eu quero é que a fab aprenda a calcular peso x tamanho de pod e armamento para saber quando o troço vai caber ou não em um caça que operam ha mais de 40 anos.

    “O A-1M também empregará o pod de Guerra Eletrônica Rafael Skyshield, que originalmente foi adquirido para uso nos F-5EM. O Skyshield deverá ser empregado em conjunto com o míssil anti-radiação Mectron MAR-1 em missões de supressão de defesas antiaéreas (SEAD).”

    http://www.aereo.jor.br/2011/07/24/primeiro-a-1m/

  27. Bavaria Lion,

    Quanto aos fatos que você cita, o pod Litening cabe perfeitamente no pilone central dos F-5. Suas dimensões e peso são, ambos, menores do que o tanque suplementar de combustível carregado naquele local. A FAB adquiriu 4 unidades desse pod, assim como 3 unidades do Reccelite e 2 ou 3 unidades do Skyshield. A capacidade de transporte do Litening nos F-5 existe, sim. Ocorre que as missões de ataque são secundárias no F-5 e primárias no A-1. Isso se percebe facilmente quando comparamos as quantidades de campanhas de ataque ao solo e de tiro aéreo, realizadas anualmente peloas unidades de F-5 na FAB, e se percebe que o segundo tipo de campanhas é muito maior que o primeiro. Normalmente, os esquadrões de F-5 realizam apenas 1 campanha anual de ataque ao solo. A prioridade dos F-5 é para interceptação, defesa aérea, ou seja, missões ar-ar. Como a missão principal, primária, dos A-1 é de ataque, apoio aéreo aproximado e reconhecimento, nada mais natural do que concentrar o uso desses pods, assim como dos Reccelite e Skyshield, nas unidades operadoras de A-1.

  28. Rinaldo Nery, só o RDR 1400C tem esta deficiencia de operar como radar misto ou outros radares que dizem fazer isto tambem tem deficiencias, pergunto isto porque a Selex anunciou que foi selecionado seu radar Gabbiano para o KC-390, e alegam que faz tudo isto:
    “Il Gabbiano è dotato di una serie di modalità tra cui la sorveglianza aria-mare e aria-aria con Track While Scan (TWS), la mappatura del suolo ad alta risoluzione (Spot / Strip-SAR) con l’indicazione di bersagli mobili a terra (GMTI), il riconoscimento delle unità navali (Target Imaging) e la sua classificazione grazie alla modalità radar ad apertura sintetica inversa (ISAR- Inverse Synthetic Aperture Radar), la navigazione con la mappatura del suolo, la rivelazione di ostacoli sulla traiettoria di volo e le indicazioni meteorologiche per evitare condizioni meteo avverse.” Fonte Selex.
    . http://www.leonardocompany.com/-/gabbiano-brazil

  29. Leandro

    O F-5 sem aquele tanque tem um raio de ação inviável. O litening teria que ir numa estação subalar, que não tem capacidade de transportar. Afora que o litening também é incompatível com os sistemas do mike.

  30. Bavaria Lion,
    – quem te disse que o Litening é incompatível com os sistemas do F-5M? O pod designador não precisa de muitos refinamentos, tanto que opera tranquila e rotineiramente nos A-1 não-modernizados (além dos modernizados, claro).
    – com o Litening no center line, dois tanques suplementares nos pilones internos das asas e duas Lyzard nos cabides externos e dois Python IV ou V nos trilhos de ponta de asas, o F-5M cumpre muito bem uma missão de ataque ao solo e sem perder autonomia. E se quiser levar mais duas Lyzard no lugar dos tanques sub-alares, pode muito bem usar REVO para o cumprimento da missão. O tanque do center line é usado na esmagadora maioria dos voos do F-5, mas não é mandatório, pois há o expediente do REVO. Tudo é uma questão de necessidade e perfil da missão. O que determina o uso dos pods pelos A-1 e não pelos F-5 é a missão principal de cada um, conforme coloquei na minha mensagem anterior.

  31. Flanker

    O F-5 sem o center line tank serve apenas como defensor de sua própria base. Mesmo com REVO o alcance é irrisório…
    Já ouvi comentário de piloto (inclusive por aqui) dizendo que aquele center line é soldado em alguns aviões.
    Sobre a incompatibilidade, segundo me consta (e já foi dito por pilotos aqui neste forum), que o litening ficou incompatível justamente porque, de ultima hora na época, mudaram o ELTA 2032 para o FIAR GRIFO (hoje Leonardo), o que teria gerado essa incompatibilidade. Procurando direitinho aqui nos fóruns, vocês acham.

    Saudações.

  32. Bavaria Lion,
    Respeito sua opinião, mas você está errado. Explico:
    – um tanque suplementar consome até 30% do combustível que transporta devido ao arrasto gerado por ele. Ele aumenta a autonomia, claro. Mas no exemplo que citei, ele pode ser substituído por 2 tanques subalares (que, inclusive, são do mesmo tamanho, maiores ou menores do que o do center line, dependendo do modelo). O REVO aumenta de forma exponencial o alcance do caça, que pode voar limitado apenas pelo cansaço do piloto e pelo consumo de lubrificante do motor, por exemplo. O número de reabastecimentos pode variar conforme a necessidade. Portanto, usar o Litening no center line não é problema;
    – quanto ao tanque ser soldado à aeronave, não acredite. Isso não existe;
    – quanto à incompatibilidade do Litening com o radar a, b ou c é irrelevante. Como citei anteriormente, o pod opera perfeitamente nos A-1 não-modernizados, que sequer possuem radar.

    Um abraço.

  33. Flanker

    Ok. Desafio então você a achar uma foto ou qualquer material do litening equipando um F-5BR. O fato de o A-1 não ter um radar é um fator “descomplicador” (menos um componente de para o computador de missão integrar os dados).

    O fato é que você pode pesquisar meu caro, mas nem em treino o litening foi utilizado nos mikes. Então…

    Saudações.

  34. Bavaria,

    Tranquilo, cara. Não ter imagem não quer dizer que não tenha sido usado e, menos ainda, incapacidade de usar.
    Mas tudo bem….toca o barco.

    Abraço.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here