Home Aviação de Caça Conheça o Programa F-5 Super Tigris da Tailândia

Conheça o Programa F-5 Super Tigris da Tailândia

6893
60

A Royal Thai Air Force (RTAF) publicou uma série de infográficos detalhando seu programa de atualização F-5 Super Tigris.

A RTAF planeja atualizar mais quatro F-5 para este padrão por US$ 96 milhões. Dez aeronaves já estão passando por esta atualização, que transformará a aeronave em geração 4.5.

A vida útil estrutural será aumentada de 7.200 para 9.600 horas. Isso permitirá que os F-5 da RTAF permaneçam em serviço por mais 15 anos.

A RTAF opera 27 caças F-5 Tiger II, compreendendo 16 F-5T e 11 F-5E/F.

Os  F-5E/F com “nariz de tubarão” que estão em serviço na Royal Thai Air Force desde 1981, já foram atualizados três vezes.

First Capability Upgrade (1998)

Em 1988, a RTAF instalou um HUD/WAC (Head-Up Display/Weapon Aiming Computer) da GEC Marconi, sistema de chamariz (decoys) AN/ALE-40 e sistema de aviso de detecção AN/ALR-46 RWR (Radar Warning Receiver).

Os F-5 também foram equipados com o míssil israelense Rafael Python III, e o casulo de canhão de 30mm GPU-5.

Second Capability Upgrade (2002)

Em 2002, a empresa israelense Elbit melhorou os aviões de combate F-5T Tigris e F-5E/F do 211 Squadron 21st Wing, com um MFD (display multifunção), visor montado no capacete DASH e joystick HOTAS (Hands On Throttle-and-Stick).

O míssil adotado foi o Rafael Python IV, mas a substituição prevista do antigo radar AN/APQ-159 pelo moderno AN/APG-69 foi cancelada.

Third Capability Upgrade (2015)

Em 2015, foi anunciado o último programa de atualização estrutural e aviônica realizado pela Elbit. Com esta modernização dos F-5 da RTAF ficarão muito parecidos com os F-5M da Força Aérea Brasileira.

Os aviões vão receber um radar multimodo Elta EL/M-2032, DataLink, visor montado no capacete DASH IV, mísseis BVR Rafael Derby e Python V, casulo de reconhecimento Litening III e casulo de interferência Sky Shield.

Com estas melhorias, espera-se operar os F-5 até o ano 2032.

Capacete DASH IV e míssil Python V

60 COMMENTS

  1. Hmm… O nariz deles serão cortados também? O foco do F-5M foi BVR desde o início, por isso a necessidade do maior alcance e volume de escaneamento possível, dentro do que se podia pagar, claro. No espaço original só cabe uma antena muito pequena, e achatada.

    Na foto de propaganda, o cockpit da versão modernizada é, na verdade, o cockpit do A-29 da FAB. Muitos lugares pegam essa foto como sendo do F-5M, erroneamente.

    Já que o post é sobre F-5, por que os nossos não receberam o litening? Sim, os A-1 são plataformas mais adequadas a recebê-los, mas ninguém explicou o porque dos Mikes nem treinarem com os pods.

  2. Em 2019 o F-5 faz 60 anos. Parece que vai completar 80 anos de serviço. Esse não tem direito à aposentadoria.

  3. Tigers, são de época em que o vendedores diziam feito para durar! Igual ao gol quadrado, dura mais do que um bola G-6 hehehe

  4. Caso haja alguma dúvida quanto ao andamento do processo de aquisição dos Gripen e o cronograma seja adiado, pode ser essa a solução pra FAB

  5. Em 2015 eles deram prioridade para modernizar os F-5T, como eles chamam os ‘F’ usados para conversão operacional para os 11 Gripen e 53 F-16 MLU e os “E” do Esquadrão Agressor usado para melhorar os pilotos de Gripen e F-16 MLU.
    Agora que decidiram pelos 12 KAI T-50 para conversão operacional resolveram modernizar mais estes para ficar até 2030 com o Esq de F-5EM operacional como segunda linha.
    Li tambem que querem instalar os misseis Iris T dos F-16 nos F-5 para poder usar em caso de necessidade.
    F-16B MLU da Tailândia com Iris T: http://www.ainonline.com/sites/default/files/uploads/2016/08/web8-2016-3-thai-f-16b.jpg

  6. “Juliano Bitencourt 2 de agosto de 2017 at 18:14
    Em 2019 o F-5 faz 60 anos. Parece que vai completar 80 anos de serviço. Esse não tem direito à aposentadoria.”
    80 anos trabalando ?
    Temer 12-16 !

  7. Caros comentaristas, vamos deixar de gracinhas sobre upgrade do upgrade dos F-5 da FAB … ela pode levar isso a sério, rs.

  8. Podem falar o q quiserem mas a plataforma é simples, resistente e feita para durar. Parabéns aos projetistas deste guerreiro e se da conta do recado que seja atualizado.

  9. Brasil vai voar F-5 até no dia que os voos espaciais forem rotineiros. haha Mas acho mesmo que o destinos de nossos bicudos serão nossos vizinhos desprovidos de caças… a preço de banana.

  10. Paulo Jorge 2 de agosto de 2017 at 19:03

    Dos 36 F-5E comprados novos pela FAB e recebidos a partir de 1975, restavam 23 quando passaram pela modernização (e esses 23 continuam em carga no inventário da FAB).
    Dos 26 F-5E/F (22/4) comprados usados dos EUA e recebidos entre 1988/1989, restavam 23 (20/3) quando passaram pela modernização, sendo que todos também permanecem em carga no inventário da FAB (o F-5FM acidentado no ano passado – matrícula 4806 – permanece no inventário e, pelo que se sabe, não foi decidido se o mesmo poderá voltar a operar ou não).
    Dos 11 E/F (8/3) adquiridos da Jordânia em 2009, somente os -F estão sendo modernizados (a previsão inicial era que todos os 3 estivessem operacionais até o final desse ano, mas não sei como está esse processo atualmente). Os 8 -E nunca voaram e não voarão na FAB, sendo que serão utilizados como fonte de spare parts.
    Quanto à sua afirmativa de que recebemos os aviões comprados usados dos EUA em estado lastimável, é verdade. Tanto que em 1990/1991 praricamente todos foram groundeados por existirem fissuras nas longarina principais e das asas. Um programa amplo e muito competente do PAMA/SP substituiu todas essas longarinas de todas as células ex-EUA. As células deixavam o PAMA/SP com suas estruturas “zeradas”. Depois, quando da modernização, todas as células, dos dois lotes, passaram por revisão geral no PAMA/SP antes de seguirem para a Embraer. Todas foram padronizadas.
    A previsão inicial era que as primeiras células do F-5M começassem a dar baixa agora em 2017. Não sei como anda essa previsão. O que é certo e que teremos F-5 operando na FAB por vários anos ainda. Até porque, mesmo quando as 36 células do F-39 estiverem operando, elas mobiliarão apenas 2 unidades aéreas (o 1° GDA e o 1°/16° GAV, que será reativado em Anápolis para operar o Gripen). Teremos ainda, no mínimo, 3 outras unidades de caça (1° GAVCA, 1°/14° GAV e 1°/4° GAV) e que não serão contempladas com essas 36 células do Gripen. Até que se encomende um novo lote do F-39, essas unidades, no meu entender, deverão continuar voando com o F-5M. Isso sem falar nos 2 esquadrões aqui de SM (1°/10° GAV e 3°/10° GAV) que operam com os A-1 A/B/M e que deverão, cedo ou tarde, ser substituídos também.

  11. Fernando “Nunão” De Martini 3 de agosto de 2017 at 11:40
    Obrigado, agora fica a minha dúvida, com a contenção de despesas este trabalho de modernização dos 3 F-5F na Embraer continuam ou estão suspensos ou cancelados?
    Ficar só com dois F-5FM é pouco para um avião que vai voar pelo menos mais uns 10 anos na FAB.
    Se alguem souber responder.

  12. Paulo Jorge 2 de agosto de 2017 at 19:03
    A diferença é que eles compraram zero bala e boa parte dos nossos F-5 já vieram em estado lamentável.

    Paulo, a FAB comprou 36 F-5E e 6 F-5B diretamente da fábrica!! Em 1988 é que foram comprados 22 F-5E usados da USAF.

    A modernização dos F-5 brasileiros foi muito bem sucedida, o que foi errado foram o tempo que se levou para decidir e o tempo que o Programa F-X tb levou para ser decidido, conclusão: O F-5EM está carregando o piano.

  13. Pela matéria que eu escrevi e por informações que tinha na época, estava certa a finalização dos F-5FM em meados do ano passado, ou seja, há um ano. Porém, também há um ano precisei me afastar da edição da Trilogia, então parei de me atualizar a respeito do tema. Se alguém souber se o prazo foi cumprido, também agradeço.

  14. Uai gente, então os gripens ficarão todos em Anapolis em dois esquadrões? Achei que seriam 3 esquadrões 12 unidades cada no norte, centro oeste e sul! Ai poderiam deixar os tigres cuidando do litoral no Rio de janeiro, Salvador e natal. Faiô meu raciocínio de leigo! Rsrsrs

  15. Fernando “Nunão” De Martini 3 de agosto de 2017 at 12:04
    Cumprido não foi, nem foram entregues os F-5F até hoje nem se falou mais disso na mídia.
    O F-5E ex-Jordânia que seria modernizado e chegou a ser revisado no PAMA-SP agora virou monumento na grama.

  16. Pois é e já vi muita gente criticando os agora “aposentados” P-80 da FAB (Bolívia). Os F-5 brasileiros estão indo para o mesmo caminho, não importa quantas vezes de para atualizar. Quando eu ver um “Grifo” passando por Canoas (RS) daí eu acredito que realmente eles compraram o bicho!

  17. Com uma missilística boa e um AWACS, querendo ou não, com esses vetores voce consegue prover uma “zona de exclusão” contra uma força ofensiva padrão (sem AWACS), tanto que nestas condições, os mikes daqui conseguiram “vitórias” contra Rafale’s e F/A-18E.

    Contra um grupo atacante de primeira linha das potências (AWACS, REVO, Missilística e tudo mais), não fariam diferença serem F-5 ou F-16 MLU… iria tudo pro chão se aventurassem uma dança.

    Então, nada nem tão ao inferno, nem tão ao céu. Afora isso, o nariz de tubarão é o mais bonito dos tiger.

  18. Bem sucedida depois que a Elbit refez todo o péssimo serviço prestado pela Embraer.
    Tiveram que trazer uns 30 engenheiros, a toque de caixa pra consertar as cacas.
    Mas isso é somente picuinha contra a “fodástica”, 3ª maior fabricante de aeronaves do ocidente…

  19. O desempenho dos Mike nos dias de hoje sem duvida já é degradado pelo tempo da ultima atualização, mas guardando as devidas proporções, ainda reserva um desempenho igual ou até melhor aos mais modernos LIFTs….
    .
    É isto, já cansado para superioridade aerea, mas com dentes ainda….. no combate ar-ar, ainda desempenha de forma similar a um T-50…ou L-15 e melhor que o MB-346….

  20. Tallguiese, pelo que a FAB divulgou até agora, todos os 36 Gripen ficarão em Anápolis. Podem mudar esse plano, claro. Também acho que o ideal seriam 12 em Anápolis, 12 em Santa Cruz e 12 em Canoas. Manteria as células restantes de F-5M operando no 1°/4° GAV em Manaus. Assim, se, e quando, houver a compra de um segundo lote de Gripen, esses substituiriam os F-5 restantes e os A-1. Não vejo porque reativar o 1°/16° GAV. Mas isso é minha opinião de leigo. Confio que o Comaer sabe o que faz.

  21. Podem me chamar de louco, mas a FAB bem que poderia pegar toda sua expertise que tem dos F5BR e desenvolver uma aeronave nacional parecida, eu chamaria de f-5v new tiger rsrsrs. Uma aeronave um pouco maior e com mais alcance, novo motor, cédulas novas, quem sabe o radar do gripen ng, e uma capacidade de carga ligeiramente maior que a dos nossos f-5br já seria o bastante para termos uma segunda linha de defesa de bom tamanho a nível america do sul, deixando os F-39 com o trabalho pesado.

    Bom, espero não ter viajado demais.

  22. A EMBRAER não possui capacidade técnica (comandos de vôo e estrutura) para construir aeronaves supersônicas. Esse conhecimento virá com o Gripen.

  23. F 5 Brasil
    Basta um dos editores enviar uma solicitação de informações a FAB e a EMBRAER, certamente vão responder.

  24. Concordo com o Maurício R.
    Em aviação militar a EMBRAER pode participar mas tem que ser liderada com expertos,
    MRO – Ex IAI – ELBIT – AEL etc ….
    Gripen ? SAAB etc ….
    Em aviação militar a EMBRAER NÃO tem expertise, já está mais que provado.

  25. A expectativa é que o governo vá além dos 36
    Gripens do lote inicial. Não sei se chega a 120 como se especulou, mas após a implementação dos 36 e a gradativa baixa dos obsoletos F5 e A1, creio que a FAB traçará o destino dos esquadrões.
    Até lá não adianta futurologia, até porque tudo depende da imprevisibilidade do governo, inclusive a verba pro Gripen voar.

  26. Carlos Alberto Soares 3 de agosto de 2017 at 17:36
    Taí eu podia jurar que Tucano, Super Tucano e KC-390 eram aeronaves militares, mas acabei de descobrir que são aeronaves comerciais …

  27. Rinaldo Nery
    “A EMBRAER não possui capacidade técnica (comandos de vôo e estrutura) para construir aeronaves supersônicas. Esse conhecimento virá com o Gripen.”.

    O AMX é um aparelho capaz de atingir velocidades supersônicas em mergulho, há mais 30 anos! Muitas tecnologias críticas foram incorporadas no repertorio da Embraer desde então. Sua declaração de falta de capacidade técnica de produzir algo que o mundo faz a mais de 60 anos é bastante ousada!

  28. para fazer um F-5 novo pé de boi acho que não vale a pena….teria valor se tivesse ocorrido no passado…..na pratica seria um F-20… ou um JF-17…mas ai para que?….o NG será o novo basico de alta tecnologia….o divisor de patamar para com os caças mais avançados de 5a. geração….será o piso do vetor atualizado….
    .
    Se fosse para ter algo mais simples no piso deste segmento, não teria validade como primeira linha….o NG será o piso da 1a. linha para os proximos anos…
    .
    Se for para ter algo Pé de Boi com alguma capacidade BVR e no entanto para encaixar num GAP entre NG e Super Tucano ( ou seja algo com razoavel escala em se aposentando alguma fração de ST), teria de ser algo como o JL-9 / FTC -2000 Moutain eagle…..
    .
    Tão barato quanto o Super Tucano, mas com capacidade de combate similar aos F-5….
    .
    Noves fora, impossivel fazer algo tão barato e com algum valor de combate real como o exemplo acima…
    .
    A verdade é que os projetos doravante, tem de ser transnacionais….hoje somente EUA e China aguentam bancar a empreitada…Russia ainda o faz em face do residuo tecnologico que dispõe e sabiamente mantem tentando comercializar o maximo seus produtos….os demais sofrem as duras penas…vide a dassault com o rafale…..

  29. Caerthal, a Embraer hoje não tem a capacidade de projetar um caça supersônico, mesmo que pareça ser uma simples evolução de um AMX.
    Se fosse contratada hoje para fazer um ela poderia fazer com parcerias e componentes importados, mas não valeria a pena para colocar no mercado internacional.
    A participação no Gripen será de muita importancia para a Embraer.

  30. Caerthal, além de conhecer a EMBRAER desde 1992, eu fui da COPAC. Sei exatamente o que a EMBRAER pode fazer ou não. Além de ter diversos companheiros de turma voando lá como pilotos de ensaio, bem como ex instrutores do 2°/5° GAV. Se você trabalha lá pode fornecer mais dados. O projeto AM-X, que possibilitou a EMBRAER alçar vôos mais altos, não propiciou esse conhecimento à ela, infelizmente. O Gripen vai trazer o que falta.

  31. Uma coisa é certa.
    Quando os Gripens se tornarem totalmente operacionais, estarão obsoletos.
    Quanta demora gente.

  32. Rinaldo Nery,

    E inútil tentar abafar outras opiniões se baseando apenas na sua experiência pontual e pessoal. Fazer um caça supersônico foi exatamente o que os indianos fizeram com o Tejas, partindo de uma base técnica e gerencial mais desvantajosa. As perguntas certas são: Quanto custaria, Em que prazo, Quais os possíveis parceiros, Que performance e capacidades deveria ter?

    Até os anos 2000 a Embraer tinha uma pequena experiência com fly-by-wire. Com o EMB 190 E2 ele mostrou um aprendizado impressionante, semelhante ao que a Airbus exibiu com o A350, que teve um teste muito suave. Até pouco tempo não tinha construído um cargueiro a jato multimissão, que hoje claramente está sendo notado como um competidor relevante. Nesta semana a Embraer ganhou novamente o reconhecimento da melhor suporte técnico dentre as empresas do segmento de jatos executivos, a despeito de ser a mais nova empresa na área.

    Tenho a convicção que se o Governo Federal dispusesse de 2 bi USD para o desenvolvimento Embraer seria capaz produzir em 8-10 anos um caça leve competitivo do porte do Tejas/Grippen. Provavelmente seria uma mau negócio, pela saturação do mercado. Mas dizer que há um obstáculo técnico transponível eu discordo frontalmente.

  33. Caerthal, só pra constar, a India já havia construído caças supersônicos muito antes de iniciar o projeto do Tejas, tanto por desenvolvimento local (dirigido por equipe alemã) quanto por fabricação sob licença.

  34. Ela terá a chance de demonstrar essa expertise, se forem verdadeiros os boatos sobre o UCAV stealth nacional.
    Stealth sem piloto = menos (muito menos) desafios técnicos.
    Com o desenvolvimento da IA (Inteligência Artificial), poderíamos ver UCAVs by Embraer como alas em esquadrilhas mistas com F-39 Gripen.
    Abraços

  35. Gallina, nunca ouvi rumores sobre este projeto. Você acha que a Embraer iria embarcar nesta sem um patrocinador,
    leia-se o GF? O foco desta questão é econômico e não tecnológico.

  36. Para exemplificar como a barreira de entrada para a produção de uma caça supersônico leve está de acordo com as nossas possibilidades podemos adicionar a lista o caso de Taiwan e da Coréia do Sul. Nenhuma delas tem uma indústria aeronáutica de grande destaque e conseguiram produzir produtos perfeitamente funcionais.

    Nunão, posso estar enganado mas de memória lembro da Índia montando Migs-21 desde a década de 70, sem grandes inovações de projeto, só manufatura e montagem. Os demais desenvolvimentos locais (com auxílio Inglês ou Alemão) eu acredito não dispunham de capacidade supersônica, tampouco grande sucesso técnico.

    Agora se a proposta for produzir um caça top de linha stealth ou sem o uso de componentes ocidentais concordo que a Embraer não estaria apta.

  37. A EMBRAER não conseguiu certificar o FBW nos ailerons do E190. E antes que contestem, eu sou piloto de E190.

  38. O E 190 E2 é full fly by wire com o código escrito pela Embraer, não foi terceirizado. Muito se aprendeu com o 190 E1, Legacy 500, KC-390 e agora o 190 E2. Em cada etapa houve melhoras em performance e principalmente em tempo de desevolvimento. Outros concorrentes de peso como a Bombardier tiveram até mais dificuldades. Ou seja em termos de controle de voo a Embraer está no pelotão de frente de industria.

  39. Em relação ao Fly-by-wire a Embraer apreendeu no A-1, em 2012 lançou no Legacy 500 e nada mais natural que agora com o domínio use nos KC-390 e E2.
    Esta tecnologia ja é pesquisada desde 1930, foi testada no Tupolev ANT-20 uma aeronave conceito que teve duas unidades produzidas nos anos 40, onde fios substituíram conexões mecânicas e hidráulicas, mas sem os computadores de hoje.
    A primeira aeronave projetada com sistemas elétricos embutidos foi o Avro Canada CF-105 Arrow em 1958, na aviação civil o sistema foi introduzido pelo Concorde em 1969, no entanto, essas aeronaves utilizavam um sistema misto mecânico e elétrico.
    O primeiro teste de uma aeronave 100% fly-by-wire foi uma modificação do F-8 Crusader de 1972 e primeira aeronave a utilizar por completo o sistema o fly-by-wire foi o caça americano General Dynamics F-16A nos anos 70.
    Portanto não é nenhuma novide, o N-250 lançado pela Indonesian Aerospace em 1997 ja tinha fly-by-wire.
    Nada mais natural que a Embraer no seu estágio atual e com 3° maior produtor de aeronaves comerciais tenha seu fly-by-wire.

  40. W. Strobel: O domínio da tecnologia fly-by-wire demanda tempo e dinheiro. As empresas com atuação no segmento militar, como a Sukhoi e a Dassault se beneficiaram ao transferir esta capacidade para produtos civis (jatos regionais / jatos executivos de grande porte). Outras empresas obtiveram esta tecnologia critica investindo muito dinheiro e empregando empresas terceirizadas para facilitar esta absorção. Um bom exemplo é a Bombardier que hoje tem recebido elogios pela linha CS100 e CS 300, mas cujo protótipos voaram meses no chamado modo direto antes de se sentir segura para operar no modo full fly by wire. O EBB 190 E2 acionou o modo full já no seu primeiro vôo, indicando a confiança na solução. Então eu não considero natural, acho que a Embraer percebeu bem cedo que precisava dominar esta tecnologia pelo seu impacto e ampla possibilidade de emprego, ainda que talvez não estivesse tão em moda como por exemplo construir asas em material compósito.

  41. Caerthal, a Embraer conhece de perto o Fly-by-wire desde o A-1, depois nos E-jets, KC-390 e Legacy 450/500.
    Por isso é natural que tenham conhecimento suficiente para usar nos E-2 e confiar no produto, a Bombardier foi testando e implantando de forma gradual nos protótipos dos C-Series, no final parabens aos dois fabricantes que estão com seus produtos funcionando.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here