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F/A-18F Super Hornet da Austrália receberão upgrade

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F/A-18F Super Hornet da Royal Australian Air Force

O Departamento de Estado dos EUA aprovou uma possível venda militar estrangeira para a Austrália para atualizações das aeronaves F/A-18F Super Hornet. O custo estimado é de US$ 101,4 milhões. A Defense Security Cooperation Agency entregou a certificação exigida notificando o Congresso desta possível venda em 10 de julho de 2017.

O Governo da Austrália solicitou a possível venda de trinta e dois (32) sistema de rádio tático comum do sistema de distribuição de informações multifuncionais (MIDS JTRS) com quatro canais simultâneos de rede múltipla (CMN-4) e trinta e nove sistemas de contramedidas (39) AN/ALQ-214A (V)4.

Segundo o Departamento de Estado, a venda proposta melhorará a capacidade da Austrália nos atuais e futuros esforços de coalizão. Este equipamento ajudará a Royal Australian Air Force a se comunicar melhor e proteger suas aeronaves F/A-18, e a adição do MIDS JTRS alcançará o objetivo de tornar as aeronaves americanas e australianas mais interoperáveis ​​quando apoiarem forças operacionais.

O MIDS JTRS
Tactical Networking MIDS JTRS (clicar no gráfico para ampliar)

 

44 COMMENTS

  1. Olhem o preço do pequeno “up grade” em algumas poucas dezenas de SH…
    Quem deseja se proteger de verdade não brinca em serviço e nem voa equipamento obsoleto por voar.
    Parabéns aos australianos.

    Sds

  2. OFF
    Falando em upgrades, a FAB só possuí P4 ou também há em inventário o P5? E o Derby? Há intenção de adquirir a versão melhorada do mesmo?

    Acredito que o exercício conjunto com a USN em 2015 deve ter trazido um bocado de conhecimento das limitações dos nossos aparelhos em relação ao F/A-18C/E…
    A perna curta do Derby deve ter “custado muito” a FAB nesses treinos…

  3. Também não exagera, né Bile… convenhamos que “gastar” 100 milhões em defesa e considerar isso algo grandes coisas é mesmo querer forçar a barranca… nada que já não estejamos acostumados, mas as vezes não fica legal.
    Os 20 A-29 custaram U$ 425 milhões de dólares ao Afeganistão…
    Mas é isso, outra coisa que acrescento é a eterna dependência assumida aos norte americanos. Devem achar que na hora do perrengue, a sétima cavalaria vai baixar por lá…
    Sei não..

  4. Ramon Grigio 17 de julho de 2017 at 14:45
    Reza a lenda que o BVR da FAB será o Meteor, já teriam sido adquiridos no pacote do Gripen.
    Creio que os Derbys, nem serão homologados para os F-39, este usará apenas o Meteor como BVR.
    Com a chegada dos Gripen com seu radar AESA, IRST, satélite e comunicação geo estacionário, data link e tudo, creio que vamos dar um enorme salto no combate aéreo.. por aqui nestas paragens, não tem nada parecido.
    O KC-390 também vai dar uma força enorme… no final das contas, o que importa mesmo é ter mais ou menos o suficiente para bater num desordeiro das redondezas, e isso é mais do que suficiente…
    Que alguém confirme o Meteor, mas creio que é isso… o Derby vai se restringir aos Mike.

  5. Ramon Grigio 17 de julho de 2017 at 14:45
    Eu falei desse exercício entre a Navy e a FAB num post hoje (segue abaixo pela pertinência). Na época, cheguei a especular que seria o disparo do AIM-120C7 além da distância recomendada. Mas não. Muito, mas muito provavelmente, foi simulado o AIM-120D, dentro dos parâmetros ideais desse míssil; ou seja, lá na casa das 40-45 nm.
    Se… se os sensores de hoje realmente não permitirem a identificação na distância de lançamento do Meteor (60-65nm, acredito), então a aquisição do i-Derby seria sim interessante, mesmo porque o custo é dito ser bem inferior ao do AIM-120D. A propaganda, com a óbvia ressalva de que o papel aceita tudo, era de 80% do desempenho de um Meteor a 33% do custo. Seria algo para ser analisado.

    “Um mea culpa. Faltou eu especificar que o modo o NCTR a que me referia era o primitivo, o JEM (jet engine modulation). É em relação a ele que tenho dúvidas sobre a afirmação de que não haveria identificação suficiente para lançar um Meteor. Utiliza o efeito doppler para identificação através da análise das pás do motor do adversário, colocando de forma (demais até) simplificada.
    E isso tudo estamos falando em relação a caças. E o AEW&C ? Ele tem tanta informação que já passa tudo para o caça, inclusive a identificação. O Cel Rinaldo Nery poderia falar um pouco sobre isso.

    Agora, que eu saiba isso não tem nada a ver com TV ou imagem térmica. Não se enquadra no conceito de NCTR. As 3 modalidades de NCTR conhecidas são JEM, HRRP e inverse SAR.

    Sobre as suas dúvidas sobre qual conceito de míssil seria o melhor, quem trabalha com isso (profissionais) tem essas informações, e alguma coisa acaba sempre vindo ao conhecimento do público, o que é natural. Lembra do exercício da Navy com a FAB ano passado no RS ? Disparo na faixa das 40 nm ? Ali, muito provavelmente, foi simulado do AIM-120D, que os americanos tem em seu inventário há vários anos. Ou seja, distância prática que os americanos utilizaram: 40 e poucas nm.
    E, a FAB fez palestras abertas ao público citando que o Gripen irá combater BVR efetivamente há mais de 100 km. Então, teríamos aí algo na faixa das 60 nm. E olha que desconfio que, dependendo da circunstância, vai além disso.
    Note ainda que o artigo que vc mesmo citou, foi escrito por um americano, e nele claramente é colocado o Meteor como o míssil de maior alcance”

  6. Coloquei aspas na parte (colacionada) do outro post, mas faltou separar… De qualquer modo, o post copiado começa em: “Um mea culpa. Faltou eu especificar…”.

  7. Antonio de Sampaio 17 de julho de 2017 at 14:59
    Para aprender: poderia especificar quais os acréscimos que o satélite geo estacionário traria para a capacidade de combate do Gripen ?

  8. “O Departamento de Estado dos EUA aprovou uma possível venda militar estrangeira para a Austrália para atualizações das aeronaves F/A-18E/F Super Hornet.
    .
    Acredito que todos os 24 (vinte e quatro) Super Hornets australianos em operação são da versão de dois lugares F/A-18F. A nova encomenda seria para uma dúzia de EA-18G Growlers.
    Assim sendo, não há ou haverá Super Hornet monoposto – versão E – na RAAF.
    .
    Sds.,
    Ivan, o chato. 🙂

  9. Bem, a sétima cavalaria já pintou por lá quando a Australia estava com praticamente todo seu exército em outro continente. Acho que pintariam de novo com bastante facilidade…

  10. http://www.lib.utexas.edu/maps/middle_east_and_asia/easia_oceania_92.jpg
    .
    Outro mapa mostrando a posição da Austrália entre o Pacífico sul e o Oceano Índico Oriental, com todos as ilhas – grandes e pequenas – da Oceania ao norte.
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    Observem que as passagens entre mais ao sul entre o Pacífico e o Índico estão próximas à Austrália, exceto talvez o Estreito de Malaca, dominado por Cingapura, Malásia e Indonésia.
    .
    Hoje, todo o petróleo que vai do Oriente Médio para o sudeste e leste da Ásia passa por aquelas águas estreitas e populosas.
    .
    Sds.,
    Ivan, o mapento.

  11. Confesso que não vi nada sobre Meteors na FAB, mas posso estar errado. Estava achando que integrariam o Derby.

  12. Acredito que os mapas oferecem uma visão da importância da posição australiana naquela esquina do mundo, bem como a sua necessidade de operar em conjunto com as forças dos Estados Unidos da América, notadamente US Navy.
    .
    Ao observarmos com atenção a compra em tela, ” trinta e dois (32) sistema de rádio tático comum do sistema de distribuição de informações multifuncionais (MIDS JTRS) com quatro canais simultâneos de rede múltipla (CMN-4) e trinta e nove sistemas de contramedidas (39) AN/ALQ-214A (V)4″, percebemos que se trata de um esforço da RAAF, US Navy e US Marine para operar em conjunto e online.
    .
    Em um mundo em que a NCW – Network Centric Warfare é uma realidade irreversível, o upgrade proposto faz todo o sentido.
    .
    Sds.,
    Ivan, o Antigo.

  13. Oficialmente, conforme divulgado pelo MPF, o contrato de compra de mísseis da FAB junto à SAAB, contempla apenas: A-Darter e Iris-T.
    Também comprou bombas Spice 250 e 1000 pods Reccelite 2 e Litening G4 no pacote.
    Meteor, por ora, só nos sonhos da FAB e dos entusiastas.

  14. Rafael Oliveira 17 de julho de 2017 at 18:35
    Tá lendo muito o tuiter do Dalagnol, parceiro.
    Não gostaria de dizer, apenas deixei no ar, mas a compra dos Meteor para o Gripen já é dada como certa desde o começo, e faz parte do contrato, a própria maquete do Gripen BR expõe o Meteor, não estaria ali a toa, isso também já foi afirmado por gente da FAB que faz parte do COPAC, não lembro se pela boca de um coronel ou brigadeiro.
    És tão bem informado, que coloca no mesmo balaio o contrato de compra do Gripen, o A-Darter, o Iris e as bombas de Israel, coisas que não tem relação alguma, você além de imodesto, manja pra carvalho. Pensa que está abafando.
    __________
    “”””Oficialmente, conforme divulgado pelo MPF, o contrato de compra de mísseis da FAB junto à SAAB, contempla apenas: A-Darter e Iris-T.””””
    Rapaz, eu suportaria aquele chute do fazendeiro naquele lugar, para casar com a filha dele, mas como diz o famoso blogueiro: existem coisas que de tão absurdas, nem erradas conseguem ser.
    É desses que eu mais gosto por aqui.
    “””conforme divulgado pelo MPF”””… pufiu…
    O Brasil está comprando um míssil fabricado pela Alemanha, e outro fabricado pela África do Sul com apoio do Brasil, da SAAB… o que a SAAB tem a ver com isso rapaz??? me ajuda aí, ô……

  15. Antonio de Sampaio,
    .
    Nem tenho twitter, para dizer a verdade, e, até onde eu sei, o Dalagnol não tem nada a ver com a investigação da compra do Gripen.
    .
    A FAB contratou a SAAB para fornecer esses armamentos, em vez de comprar dos respectivos fabricantes, acredito que em razão da facilidade de assinar apenas um contrato para todos os armamentos e da necessidade de integrar o armamento ao caça e homologá-lo. Não é algo trivial que pode ser feito por qualquer empresa – aliás, nem mesmo pelos fabricantes dos mísseis. Quem disse que o contrato foi fechado com a SAAB foi o brigadeiro do ar José Augusto Crepaldi Affonso, então presidente da COPAC. Se quiser, peça ajuda para ele lhe explicar as razões.
    .
    Ademais, eu apenas relatei o que foi divulgado na imprensa, inclusive aqui. A FAB prestou esclarecimentos ao MPF sobre os contratos assinados com a SAAB. O G1, valendo-se da lei de acesso à informação, questionou o MPF sobre o que foi comprado e o MPF respondeu, passando os dados do contrato de compra das armas (que não é o mesmo da compra dos caças). Em princípio, não tenho motivo para duvidar da informação prestada, que até pode não ser verdadeira. Agora se você leu os contratos e sabe que a informação é falsa, por favor, exponha suas provas: será um baita furo!
    .
    Interessante que nos primeiros comentários você expôs ter dúvidas se o Meteor foi comprado pela FAB. Agora, parece ter certeza que será comprado. Qual sua fonte? O fato do míssil estar na maquete, não significa que o Brasil irá comprá-lo – chega a ser até infantil fazer essa ilação numa compra que envolve milhões. A maquete tem os mísseis que a SAAB pretende integrar ao caça, até para ele ser mais competitivo no mercado e satisfazer seus clientes. Que a FAB tenha intenção de comprar o Meteor não há dúvida. Mas entre a vontade e a compra do míssil há um longo caminho burocrático que passa pela existência de dinheiro para que o contrato seja fechado. Então “É dado como certo” não significa nada.
    .
    Se lhe pareci imodesto, isto ocorreu por falha de interpretação sua, pois em nenhum momento quis parecer melhor informado que os demais ou disse possuir fontes na FAB (ou no MPF) que me asseguraram quais os armamentos comprados. Apenas repeti informação amplamente divulgada na imprensa.

  16. Independente do tipo de arma escolhida para equipar os Gripens, nada fará sentido se o quantitativo não for suficiente para dar algum suporte mínimo. Não adianta fechar a compra de 70 meteors para 36 Gripens. Na teoria pode parecer suficiente, mas na prática não é nada. Normalmente, o pacote de armas é tão caro quanto a compra das aeronaves. O fato é que nunca vimos a FAB gastar de uma só vez quantia vultosa em armas aéreas.
    A tendência é alguma aquisição minimalista de mísseis de ponta e adoção ostensiva de mísseis de gerações anteriores.
    Na torcida para que ocorra justamente o contrário.

    Sds.

  17. Rafael Oliveira 17 de julho de 2017 at 18:35

    Oficialmente, conforme divulgado pelo MPF, o contrato de compra de mísseis da FAB junto à SAAB, contempla apenas: A-Darter e Iris-T.
    Também comprou bombas Spice 250 e 1000 pods Reccelite 2 e Litening G4 no pacote.
    Meteor, por ora, só nos sonhos da FAB e dos entusiastas.

    Prezado Rafael, acho pouco provável a FAB já ter adquirido o A Darter, uma vez que ele não existe “tecnicamente”, não está ainda homologado. Segundo a mãe Dinah, a FAB adquiriu uma quantia “X” de algumas dezenas de Meteor.

    G abraço

  18. Caro Juarez,
    Comprar, no sentido de entregar o dinheiro e pegar o míssil, não comprou
    Digo comprar no sentido de assinar o contrato de compra. No contrato da FAB com a SAAB deve estar prevista a compra de determinado número de A-Darter e sua integração. E alguma previsão para o caso disso não ser possível (míssil não sair do papel) ou desejável (míssil não acertar nem um 747 a 1km).
    Quanto ao Meteor, quando for divulgado o contrato ou o míssil for pendurado na asa de um Gripen brasileiro, eu acredito na Mãe Dinah rsrsrs.

  19. Também ouvi do Meteor. Salvo melhor juízo, só ele pra fazer frente aos SU-30 da Venefavela.
    Sobre o dissimilar com a NAVY, sim, eles empregaram o AIM-120D lançando a 40NM. O F-5EM perdeu todos os combates BVR por conta da pequena lança do DERBY. Isso já era sabido, mas valeu o aprendizado.

  20. Paulo Jorge 17 de julho de 2017 at 21:36
    Amigo, o problema é que as nossas “hipóteses de guerra” são muito remotas, e uma guerra, não começa do dia para noite, há que existir primeiro a chamada “hipótese de guerra’, e demora um pouco até que a guerra comece de verdade.
    Então entre uma hipótese de guerra e a guerra em si, é possível que um país adquira mais equipamentos bélicos para uso em combate e tome outras providências.
    E quero crer, que o Brasil tem muita coisa entocada, muita mesmo… outro dia me deparei com uma MOAB, isso mesmo, uma MOAB que o Brasil fabrica e já testou, coisa de 10 toneladas também, força bruta, e já é coisa antiga, tem foto dela e tudo embarcando num C-130, é feita com um tipo de explosivo e se não me engano, nitrato de alumínio ou coisa que o valha, deve ser para potenciar a carga principal que nada impede que seja simples trotil e gerar calor, temos a nossa própria MOAB… então temos artefatos suficiente para manter uma capacidade dissuasória.
    Outra coisa também é que temos que ter em mente, é que num hipotético pega-pra-capar aqui na região, entre países baderneiros, o velho Tio Sam iria dar um para pra acertar, imagina Maduro tentando algo contra a Colômbia por exemplo?? viu lá o B-52 “participando” da F-AIR Colômbia essa semana?? mensagem direta.
    Nossa doutrina é diferente de um país como os EUA, Rússia ou China, prefiro não comentar sobre países europeus, pois estes confiam no guarda chuva militar dos EUA, antes de terem que ir a luta, vão com o que tem, e ao longo da coisa, suas indústrias de guerra passam a operar a toda máquina.
    Não adianta comprar horrores de mísseis, bombas e munições como essas, que custam bilhão, na verdade é que nunca serão usadas, o mais provável é que nunca sejam usadas e percam a validade, como um próprio militar da FAB da reserva afirmou ao O Globo, quando o Brasil comprou essas Spices: “O mais provável que nunca sejam usadas, e que sejam lançadas em alvos sobre o mar antes que percam a validade, eu mesmo já fiz isso”… disse algo nessa linha..
    Vou te falar,,, este pobre diabos que vos fala, já atirou com munição que o instrutor dizia::
    “Não vai errar, você está atirando um carro zero”… agora imagina quanto custa esses mísseis e bombas???…
    __________
    Juarez 17 de julho de 2017 at 21:42
    Já te falei gaúchão, abraça a carreira que escolheu, é melhor assim, não adianta ficar choramingando pelos corredores e mal dizendo o contra cheque, o soldo é aquele mesmo.
    _______________
    Rafael Oliveira 17 de julho de 2017 at 21:23
    Acho que o Meteor já está no contrato original do Gripen, pois fala-se em munição incluída, um desses campanhas da FAB já deu declaração neste sentido. E que munição seria???
    O cara que falou sobre o Meteor era um pelado.. fui pesquisar, e o Brigadeiro Crepaldi tem uma vasta cabeleira e deve usar o mesmo shampoo do Odorico Paraguaçu.
    Os demais armamentos, são contratos separados, não fazem parte dos U$ 5,4 bilhões do Gripen, vieram depois da assinatura do FX-2.

  21. rinaldo nery 17 de julho de 2017 at 22:22
    Chegou o Nery, eu iria fazer referência ao Nery para falar do Meteor, mas não quis me arriscar a cometer um erro e ainda por cima envolver o nome de um terceiro.
    Salvo engano, li do próprio Nery, que o Gripen não seria certificado para o Derby, ficando este apenas para os F5M, e que o BVR do Gripen seria o Meteor.
    É isso… vamos aguardar…
    Aproveito para que se alguém souber um pouco mais da nossa MOAB, que traga mais informações, deve ter sido lançada em Cachimbo.

  22. Não fui eu quem falou sobre não certificar o Derby. A bomba foi lançada em Cacchimbo, pois só lá testamos nossos armamentos. E faz tempo…
    O Presidente da COPAC hoje é o Brig Bonotto, Jambock, meu companheiro de ECEMAR em 2005.

  23. Pegando o gancho (e saindo totalmente do tópico, desculpem), aquela história do buraco no Cachimbo nos anos 80… Alguns dizem que o buraco foi usado, outros dizem que buraco é virgem… Tem um monte de “estórias” na internet, de que houve registro de tremores, aeronaves americanas nos visitando, e por aí vai. Que o buraco existiu ninguém duvida, mas teria ele sido usado para testes?

  24. No domingo aéreo da AFA ano passado e se não me engano também no ano retrasado, tinha uma barraquinha vendendo um bordado do Meteor já todo estilizado com emblema da FAB bandeira do Brasil e etc, tudo bem, bordado qualquer um faz do jeito que quer e vende, mas e ai, se não escolheram e não compraram “ainda” o Meteor, porque já tem propaganda por ai?
    Detalhe, eu nunca fui em nenhum evento na AFA (infelizmente), só vou sempre no domingo aéreo do Campo de Marte, esse fato que descrevi acima eu vi em fotos, vou procurar aqui o tal bordado e se achar eu coloco a foto aqui.

  25. Na matéria do Typhoon e da Brimstone, foi feito o seguinte comentário elucidativo:
    “Manuel Flávio 18 de julho de 2017 at 1:37
    No tocante ao Meteor:
    O Brig Crepaldi, em entrevista à revista Air Forces Monthly, edição de julho de 2016, na página 11, citou os armamentos requeridos pela FAB para o GripenNG, dentre eles estava o Meteor. No caso deste míssil estava à espera de fundos para a assinatura do contrato (o Meteor foi negociado à parte, não estava no pacote de USD 246 milhões). “

  26. Bosco 17 de julho de 2017 at 22:24
    Bosco, vou responder por aqui, porque o outro tópico já sumiu.
    Vamos combinar o seguinte: esqueça teoria e vamos ver a prática de lançamento desses mísseis. Na teoria, os mísseis da geração anterior tinham um alcance propalado de 80, 100 km, até mais. Só que não esse dado de folder era para parâmetros generosos. Por exemplo, caça a mach 1.5 a 50.000 ft… E com o caça inimigo sem realizar mudanças de direção… Ou seja, algo irreal. Na prática, para a geração de Derby, MICA, AIM-120C, esse alcance ia das 20 às 30 nm.
    No Golfo, em 1991, o míssil utilizado era o Sparrow, com distância (boa pk) nas 10-15 nm !! Veja as distâncias de lançamento no conflito. Repare que no Kosovo, em 1999, as distâncias já melhoraram.
    Note, ademais, como os combates BVR eram (são) arquitetados, em retângulos de 40 x 80 nm.
    Para a nova geração, nós já temos dados concretos indicando que o AIM-120D (apesar do bla bla bla de 160, 180 km) tem alcance prático de 40-45 nm, e o Meteor na faixa das 60 nm (pelo menos).
    Ahh, mas poderia ser disparado perto do alcance máximo ? Em tese poderia, mas muito provavelmente seriam necessários 2 ou mais disparos, para tentar aumentar a pk. Acredito que esse não seja o caminho escolhido, até porque iriamos regredir no tempo onde se disparavam mísseis BVR fora dos parâmetros ideais.

    Sobre o NCTR, eu procurei entender direito o mecanismo pelas implicações estratégicas. Eu não sou da área, ok. Acabei me interessando por alguns assuntos a fim de formar um visão geral (mas correta) da guerra aérea. Mas, se me perguntar, por exemplo, sobre detalhes de bombas ou de como é feito um ataque ar-terra, eu quase em nada poderia ajudar os colegas aqui da trilogia.
    Mas, voltando ao NCTR: por exemplo, voltando ao Golfo em 1991, os F-14 com míssil Phoenix e seu poderoso radar, simplesmente não foram autorizados pelo gestor a lançarem mísseis BVR, pelo fato de não disporem de modo NCTR. Quem tinha um modo específico para isso ? F-15C, responsável pela maioria esmagadora das vitórias aéreas no Golfo e no Kosovo. Hoje, a eletrônica e os modos de identificação (NCTR, IRST, ESM) evoluíram bastante, e não por acaso a doutrina da OTAN considera que o combate dogfight será a exceção. Alguns dados citam que apenas 7% dos combates seriam decididos a curta distância.

    Sobre o i-Derby, eu parti do pressuposto de que o Derby já estaria integrado ao Gripen. Se não estiver, esqueçam, pois certamente o custo da integração jogaria por terra a vantagem do (suposto) preço menor desse míssil.

    Abraços

  27. afael Oliveira 17 de julho de 2017 at 21:56

    Caro Juarez,
    Comprar, no sentido de entregar o dinheiro e pegar o míssil, não comprou
    Digo comprar no sentido de assinar o contrato de compra. No contrato da FAB com a SAAB deve estar prevista a compra de determinado número de A-Darter e sua integração. E alguma previsão para o caso disso não ser possível (míssil não sair do papel) ou desejável (míssil não acertar nem um 747 a 1km).
    Quanto ao Meteor, quando for divulgado o contrato ou o míssil for pendurado na asa de um Gripen brasileiro, eu acredito na Mãe Dinah rsrsrs.

    Prezado Rafael, no contrato do NG, nas partes diretamente negociadas via SAAB, não está a compra de nenhum A Darter, pelo simples que nem a FAB, nem a Mectron(ou seja lá quem for a dona dela agora), nem eu e nem Deus sabem quanto vai custar o míssil, o que está sim previsto no contrato é a integração deste, do IrisT e do P IV que nos já operamos.
    Quanto a sua crença na “Mãe Dinah”, ela é, realmente, compreensível.

    G abraço

  28. Juarez 17 de julho de 2017 at 21:42
    Já te falei gaúchão, abraça a carreira que escolheu, é melhor assim, não adianta ficar choramingando pelos corredores e mal dizendo o contra cheque, o soldo é aquele mesmo.

    O cidadão, em primeiro lugar, não estou na ativa faz tempo, não te dou confiança para me chamar de gauchão, e vou te dar um conselho:

    Sej á quem tu fores, Maria do Carmo Lacoste, Antonio Sampaio, ou qualquer destes bundas moles pagos para trolar besteiras e poluir tópicos.
    Quando e se tu tiveres pelos menos dois miolos no cérebro(tenho que sérias dúvidas que possua), e um dedo de humildade eu posso te ensinar muita coisa e quem sabe tu para de falar a quantidade de asneiras que dissestes, caso contrário eu vou ligar para o teu “superior” e vou dizer o que tu anda fazendo por aí sem autorização. Tenho certeza que ele não vai gostar.

    Passe bem.

  29. Galina, eu acredito que eles não deve pelo menos por agora iniciar quqaluer processo de homologação do Derby em função dos custos de ensaio, pois a FAB aproveitou que os Suecos fariam os ensaios com Iris T e Meteor.

    G abraço

  30. Galina,
    Sem querer me alongar no assunto mas então os “rapazes” dos mísseis não estão acompanhando os “rapazes” dos radares porque hoje os radares PESA e AESA expandiram muito o alcance de detecção de ameaças.
    Mesmo sendo conservador é razoável supor que um radar de um F-22 pode detectar um Su-27 no triplo desse alcance prático do AIM-120D e tendo que chegar tão perto para lançar um míssil (45 nm) ele praticamente se desnuda frente ao IRST do caça russo.
    Outro fator é que é sabido que o Phoenix na década de 70, mais especificamente em 1973, obteve interceptações confirmadas a 177 km de distância utilizando o modo “loft”. Se formos fazer uma relação peso total x peso da ogiva entre o Phoenix e o AIM-120D o segundo sai ganhando com folga, sendo 7,5 para o Phoenix e 8,7 para o AIM-120D. Ou seja, se o Phoenix conseguiu esse feito a 44 não duvido que o Amraam D o faça agora.
    Mas como é sabido eu não sou profissional e só um entusiasta do assunto e não conheço nada disso na prática e posso estar completamente equivocado. Aliás, devo confessar que o único caça que já vi pessoalmente foi o Gloster Meteor há 54 anos quando tinha 1 ano de idade e estava no colo do meu pai. Tenho uma foto para comprovar. O mais perto que já cheguei de um caça supersônico foi da maquete do Gripen NG. rsrsss
    Um abraço.

  31. Bosco 18 de julho de 2017 at 18:55
    Sim Bosco, chegamos a outra questão correlata. Há sim uma diferença entre o alcance de detecção pelo radar do caça e o alcance do míssil. Inclusive isso está no próprio artigo que você citou. Veja que há uma parte que cita que o caça poderia ver a mais de 100 milhas mas poderia matar a apenas 40.
    E sobre o Phoenix, esse teste foi feito contra qual alvo ? Garanto que o alvo não manobrava muito… Bosco, o Phoenix foi feito para interceptar bombardeiros lentos e quase nada manobráveis, e mísseis. Agora, levando em conta o BVR moderno, eu já li que a NEZ dele era ridícula. E o conceito de NEZ é, hoje, central.

    Sobre os radares, apenas uma ressalva. Radar de caça, por uma questão lógica, tem alcance curto. Grandes e potentes radares de solo tem alcance de 400 km, não radar de caça. Para facilitar: o que eles então fazem ? Usam “truques” para tentar ver mais longe. O F-15 tinha modos de longo alcance, como o VS – Velocity Search, que permitia alcance teórico de até 160 nm !! Mas dava velocidade em enquadramentos de frente, sem dar alcance. Afora outras limitações. Enfim, algo capenga, sem fornecer todos os parâmetros. O alcance real, com busca cheia a 120 graus, foi dito ser de 68 nm. Veja a diferença.
    Sobre o radar AESA, e pedindo licença para citar novamente o nome do Cel R. Nery, esse disse que nenhum radar de caça tinha alcance de 170 km (para alvo caça). Ele se referia ao alcance em uma busca “normal”, padrão.
    Só que é dito, por fontes também fidedignas, que o alcance dobrou com o radar AESA. Como explicar ?
    Como a equação radar não foi alterada, a tecnologia AESA seria mais condizente com um aumento de 30% a 40%, e não mais do que dobrar o alcance.
    Então, o que eu acredito (não tenho certeza) que aconteça: o caça usaria um modo de busca de longo alcance, e lá pelas 100-120 nm ele conseguiria efetuar um track, valendo-se da agilidade do AESA para jogar feixes rápidos fora do volume normal de escaneamento. Feixes rápidos e em locais específicos. Essas distância seriam impossíveis para o radar mecânico, que só conseguia detecção real e track dentro do volume de escaneamento. É uma forma de explicar o fato conhecido de que o AESA tem o dobro do alcance do radar mecânico.
    Esclarecido isso, continuará havendo sim esse delay entre a detecção pelo radar do caça e a distância do míssil.

  32. Só um adendo Galina, em momento algum eu citei que devia haver correspondência entre o alcance do radar e o do míssil. Não há dúvidas quanto o alcance do radar ter que ser maior. O meu ponto é que para que todo o potencial do AESA possa ser utilizado houve a necessidade de ampliar o desempenho dos mísseis de forma equivalente.
    No meu modo leigo de ver a diferença seria em torno de 2x em favor do radar para um “alvo caça”, com RCS de 5 m² que é geralmente o parâmetro utilizado nos “folhetos” dos fabricantes de radar.
    No mais, foi um prazer esse debate. Aprendi muito!
    Outro abraço.

  33. Bosco 18 de julho de 2017 at 21:23
    Uma hora dessas alguém me explique, por gentileza, como funciona o ar-terra… rsrs Quais as distâncias normais de lançamento com uma bomba Spice (ou similar); se o caça continua dando aquela “subidinha” já perto do alvo para lançar e depois voltando para a baixíssima altitude; a diferença prática e a diferença entre a bomba planadora e o míssil ar-terra; enfim…
    Abraços

  34. Um complemento: o que eu citei serviria (se correto) para explicar, também, a razão de sempre se dizer que o que vale é o radar do caça, independente da questão da RCS do adversário. Claro que se a RCS do outro caça for gigantesca, coisa de uma ordem de magnitude maior, haveria consequências. Mas, pelo menos entre caças com RCS na mesma ordem de magnitude, prevaleceria o caça com maior alcance radar.
    Por fim, e mais importante, faltou também explicar que essa informação de longo alcance normalmente seria dada por meio externos: radares em terra (GCI) e AEW&C.
    Abraços

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