Caças P-40 da FAB em Natal

Por Jose de Alvarenga, via Facebook

A atuação do 1º Grupo de Caça na Itália, com seus Republic P-47D sob o comando de Nero Moura, é conhecida por todos e, com muita razão, motivo de orgulho para a Força Aérea Brasileira e para os brasileiros. Seus feitos surpreenderam até os aliados, já calejados com 5 anos de guerra total.

Mas, o que poucos sabem é que um outro crupo de caça estava sendo preparado e treinado. Era o 2º Grupo de Caça que, equipado com Curtiss P-40N, seria enviado para o Teatro de Operações do Pacífico.

O Grupo foi equipado e seus pilotos reunidos na Base Aérea de Santa Cruz, onde os pilotos e equipes de terra inciaram os treinamentos. Seus pilotos ficaram conhecidos como “Os 33 do Pacífico” !

Mas, antes que pudessem embarcar para aquele teatro de operações, a guerra terminaria.

Nas fotos abaixo, embora de baixa qualidade, de uma reportagem de O Cruzeiro de julho de 1945, podemos ver algo sobre os “33 do Pacífico”.

126 COMMENTS

  1. Importante fato da história militar do país e da FAB. Eu desconhecia. Apenas temo que os P-40 não fossem páreos aos adversários japoneses!

  2. Acho muito estranha essa história. O comum era os grupos serem incorporados à USAAF e usarem o mesmo material que eles. E naquela época (1945) a USAAF não usava mais P-40 contra os japoneses.

  3. Esse recorte de jornal fornecido por Carlos Alberto Nester, cujo pai S1 Raphael Nester estava entre os praças voluntários para combater o Japão junto com o 2º grupo de caça, mostra os nomes dos voluntários que iriam para o Extremo Oriente. Clicar na imagem para ampliar.

  4. Que eu saiba o grupo que foi para a Itália também fez treinamento com o P-40. Ou seja, que eles tenham treinado com o P-40 não significa que eles combateriam com esse avião

  5. Até poderia serem utilizados os P-40, desde que em locais onde não houvesse resistência aérea por parte dos japoneses, mas se isto tivesse ocorrido, muito provavelmente migrariam para outro vetor, lembrando que os mexicanos utilizaram o P-47 contra os japoneses….talvez fosse a alternativa para os brasileiros caso tivessem que combater no Pacífico…

  6. Não duvido que eles fossem para o combate com o P-40, afinal a defesa aérea japonesa já estava bem debilitada lá pra meados de 1945, tanto que deixaram o Enola Gay desovar por achar que era avião de reconhecimento e para poupar os equipamentos que sobraram.

  7. Como disse acima, o P-40 naquela altura não era um caça de linha de frente. Não é á toa que era usado para treinamento. Se eles fossem para o Pacífico, não seria com esse avião

  8. Paulo Jorge 13 de julho de 2017 at 21:51
    Os japoneses não tinham avião para combater contra os B-29 que sobrevoavam o Japão, caso este voasse em sua altitude máxima, os Zeros ou outro avião não os alcançavam. Muitas vezes partiam para o combate, mas não podiam atingi-los.
    Não sei se foi o primeiro e o único da segunda guerra mundial, creio que sim, os B-29 eram aviões pressurizados.
    Acredito que os P-40 fossem apenas para treinamento, para combate, teriam que ter algo mais moderno.
    Não podemos esquecer que o Brasil abriga a maior colônia de japoneses do mundo.
    ____________________
    Outro dia li a entrevista de um ator alemão, que muitas vezes é chamado para fazer papel de nazista nos cinemas, este ator participou do filme Estrada 47, gostei de uma declaração que ele deu ao site UOL: “Foi a primeira vez que eu interpretei um nazista, que foi tratado como se humano”.

  9. JT8D 13 de julho de 2017 at 21:06
    Tem um documentário do History : ‘Esquadrões de Honra – Pilotos Latinos Americanos na Segunda Guerra Mundial’ que conta a história dos pilotos voluntários argentinos na RAF, da FAB e dos mexicanos no Pacífico. Tem no Youtube :

  10. Antonio de Sampaio 13 de julho de 2017 at 22:06
    Na Europa tiveram algumas aeronaves de reconhecimento de grande altitude pressurizadas como Junkers Ju 86P e o DH Mosquito ( não sei como conseguiram pressurizar uma aeronave de madeira ) que teve versão caça p/ justamente interceptá-lo e a sua própria versão de reconhecimento de grande altitude.

  11. LucianoSR71 13 de julho de 2017 at 22:26
    Sobre esses pilotos, acredito que fossem simplesmente mercenários, lutavam por dinheiro.
    O famoso grupo “Tigres Voadores” que lutou pela China e usava justamente o P-40, era uma tropa de mercenários, lutavam por dinheiro, simplesmente.
    Não creio se tratar de ideologia ou luta pela causa, como foi o alistamento de milhares de pessoas do mundo todo, incluindo do Brasil, para lutar na Guerra Civil Espanhola, ali foi ideologia, neste caso deve ter sido por dinheiro.
    Os argentinos “lutaram” ao lado dos norte americanos nas guerras sujas da América Central na década de 70, por aí, mas eles lutaram, ou melhor, faziam o Dirty Job para os americanos por dinheiro, eram bem pagos pra isso.
    Quando se meterem na loucura das Malvinas, imaginaram que por terem “lutado” ao lado dos americanos na América Central, que estes eram seus amigos e aliados, e que estariam a seu lado na guerra das Malvinas, é claro, foi apenas amadorismo e um brutal erro de cálculo, como se os EUA fossem ficar ao lado de alguém, ainda mais um país latino, contra a Inglaterra, deu no que deu, os EUA foram os responsáveis pela maior quantidade de informações repassadas aos britânicos durante a guerra, além de terem fornecido seu míssil de última geração aos ingleses, o que praticamente dizimou com os aviões argentinos na guerra e seus pilotos.
    ___________
    Sobre os aviões pressurizados, não sabia, mas é mesmo impressionante ver um Mosquito pressurizado.
    Temos que tirar o chapéu para os ingleses, quem parou os nazistas na Europa foram os ingleses, por isso, muitos historiados consideram Winston Churchill, o homem mais importante do século 20.

  12. Um detalhe, o Estado brasileiro só declarou guerra ao Japão em junho de 1945. A declaração de guerra de 1942 foi contra a Itália e Alemanha somente.
    Uma questão paira, seria um esquadrão de voluntários? Diferente do 1 GAvCa, que representava a FAB e o Estado brasileiro? Outro ponto, se haviam voluntários (os pilotos do 1 GAvCa confirmam que havia), e governo brasileiro não enviava para recompletar as baixas sofridas na Itália, por que mandariam outro esquadrão para a guerra?

    Curiosidade: A FEB, originalmente se chamaria Corpo Expedicionário Brasileiro, fazendo referência ao acordo inicial que previa o envio de um Corpo de Exército (doutrina estadunidense) composto de três divisões de infantaria e outras unidades, somando 100.000 homens. Depois a decisão do presidente foi de enviar somente uma Divisão de Infantaria, alterando o nome para Força Expedicionária Brasileira.

  13. Fred 13 de julho de 2017 at 23:48
    Você viu documento da CIA, de um arquivo divulgado recentemente, dizendo que o Brasil poderia fornecer tranquilamente 500 mil homens para lutar na Europa – já depois da guerra – e que isso não acarretaria problemas de mão de obra para o Brasil, então um país com 53 milhões de habitantes??
    Outra coisa divulgada é que os americanos acreditavam que o Brasil seria capaz de deter um desembarque russo no litoral brasileiro, se estivesse bem equipado.
    Acho que isso era imaginando que os russos tivessem a intenção de atingir os EUA a partir da América do Sul, ou pelos menos, criar bases de apoio para ataques.

  14. Antonio de Sampaio 13 de julho de 2017 at 23:42
    Baseado em que vc acha que eram mercenários ? Vc assistiu o documentário ? Os argentinos fizeram até ‘vaquinha’ p/ comprar os aviões ( aliás brasileiros também fizeram isso e doaram aos ingleses ). Sinceramente vc está misturando coisas bem diferentes, sempre houve e sempre haverá pessoas que arriscam suas vidas por dinheiro e outras porque defendem alguma causa, cada caso é um caso.
    “Temos que tirar o chapéu para os ingleses, quem parou os nazistas na Europa foram os ingleses, por isso, muitos historiados consideram Winston Churchill, o homem mais importante do século 20.”
    Churchill foi o homem certo na hora certa, mas na prática foi a RAF ( e seu sistema de radar ) que fizeram adiar a operação ‘Leão Marinho’ ( invasão alemã da Inglaterra ) p/ depois da vitória sobre a URSS e portanto, p/ sempre. Se houvesse a invasão, mesmo c/ um hipotético apoio americano aos ingleses, não teria como eles mobilizarem homens e armas a tempo de evitar sua queda. Como o próprio Churchill disse : “Nunca antes no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos.”
    Abs.

  15. LucianoSR71 14 de julho de 2017 at 0:26
    Quem tomou a decisão de enfrentar os nazistas quando eles vinham varrendo a Europa foi Churchill.
    Os pilotos da RAF apenas cumpriam suas ordens.
    Por trás da campanha Britânica, havia um cérebro e um líder chamado Winston Churchill.
    É bem diferente do Stalin, este sim, um tonto, fez um acordo com Hitler, um dias antes da Operação Barbarossa, Stalin despachou um comboio trens para Alemanha, carregados de carvão, minério de ferro e trigo.
    Winston Churchill não foi apenas o artífice intelectual das operações militares, ele foi o inspirador de seus homens.
    Os russos lutavam pelo seu torrão, não por Stalin, para se ter uma ideia, Stalin fazia propaganda de guerra usando um russo que havia sido assassinado e banido da história do país depois da Revolução Russa de 1917. Era um farsante mesmo.
    Os próprio EUA demoraram a entrar na guerra, talvez nem tivessem entrado, se não fosse por Pearl Harbor, até então, o único que dava combate era mesmo Churchill.

  16. Uma vez na AFA em uma palestra de um ex-combatente, ele disse que solar nestas aeronaves como o P-36, P-40 e P-47 era uma aventura, não existiam versões biplaces nem simuladores destes aviões, então o piloto formado no T-6 recebia instrução teórica e o instrutor dizia como era voar a aeronave e agachado do lado de fora do avião ensinava o futuro piloto a ligar a aeronave e taxiar, quando chegavam na cabeçeira o instrutor desejava boa sorte e o jovem Ten. decolava sozinho.
    Este era o simulador de voo da época, o Link Trainer que servia para ensinar o básico da pilotagem, depois da guerra foi aprimorado para instrução IFR e eu chequei a ver os novos Link Trainer melhorados em uso na AFA nos anos 80 no curso IFR do quarto ano, eu não era mais aviador e fui conhecer de curiosidade.
    https://en.m.wikipedia.org/wiki/Flight_simulator#/media/File%3ALinkTrainerSeymourIndiana.jpg

  17. Meu tio-avô, Peter Ribeiro, era brasileiro mas foi piloto da RAF durante a WW2. Seu Spitfire foi abatido sobre o Mar, onde ficou por 4 dias até ser resgatado – pelo menos é o que contava minha avó.

  18. Antonio de Sampaio 14 de julho de 2017 at 0:57
    Vc não interpretou minhas palavras. Reconheço a importância do Churchill, tanto que escrevi que ele ‘foi o homem certo na hora certa’, mas mesmo ele sendo ‘o artífice intelectual das operações militares, o inspirador de seus homens’ ( como vc colocou ) não impediu várias derrotas ( e algumas delas fragorosas ) em batalhas no norte da África, Grécia e Pacífico, por exemplo, só que todas elas podiam ser ‘absorvidas’ já uma derrota na Batalha da Inglaterra decretaria a derrota na guerra e isso foi reconhecido por ele próprio. Mal comparando, isso foi o gol aos 45 minutos do 2º tempo que permitiu a prorrogação, quando teve o outro gol que possibilitou a vitória, salvando do rebaixamento, mantendo-se no campeonato e que no fim teve o time como campeão. Abs.

  19. Diz a lenda que, no auge da Batalha da Grã-Bretanha, Churchill solicitou a cientistas ingleses uma arma de longo alcance, de ondas eletromagnéticas, que pudesse abater a aviação alemã muito além do alcance da artilharia antiaérea da época. Os cientistas convocados disseram não ter como gerar ondas com potência suficiente para tanto, mas sim para detectar alvos a grandes distâncias. Assim surgiu o radar.

  20. Adriano Luchiari 14 de julho de 2017 at 8:52
    A realidade é bem diferente : já havia uma rede de radares operativa quando começou a batalha da Inglaterra e ela foi decisiva p/ a vitória britânica, sem ela não haveria como combater o poderio da Luftwaffe c/ tão poucos caças e sobretudo, pilotos. Abs.

  21. GRATO PELA AULA RECEBIDA! E POR TIRAR ESTES VOLUNTÁRIOS DAS SOMBRAS DA HISTÓRIA PELO MENOS PARA MIM.

  22. Adriano Luchiari 14 de julho de 2017 at 8:52
    Acho que o radar foi um invenção quase casual.
    O verdadeiro é que rádio operadores que trocavam mensagens de um lado a outro do canal da mancha, perceberam que quando um navio passava no momento da transmissão, a onda de rádio refletida no navio voltava ao ponto de origem, essa teria sido a origem da invenção do radar.

  23. Sim, eu faço as palavras do LucianoSR71 minhas. Churchill era o líder certo para a Guerra. Ele tinha uma visão política muito boa da condução da Guerra, mas às vezes ele punha os pés pelas mãos em questões de estratégia, mas ainda assim era muito bom. Um grande exemplo disso foi justamente a liderança do Comando de Caças da RAF durante a Batalha da Inglaterra. Por mais que Churchill não gostasse de Hugh Dowding, ele sabia que Dowding fora o homem que desenvolveu todo o sistema de defesa aéreo da Inglaterra.
    .
    Aliás, se não me engano, Dowding foi o primeiro aviador à fazer uma transmissão de voz via rádio de uma aeronave lá no início da década de 1920. Ele sabia de todas as teorias de Poder Aéreo que pregavam o uso em massa de grandes bombardeiros, e foi responsável por bolar o sistema de defesa aéreo baseado no que os cientistas prometiam que poderiam entregar com o radar e grandes centros de controle de interceptação que se tornou padrão no Mundo. E Churchill sabia disso e lhe dava liberdade de ação, mesmo não gostando de Dowding.
    .
    O resultado disso, virou História.
    .
    E sim, realmente os pilotos do AVG foram por causa de grana, mas os voluntários, de quaisquer nacionalidades que foram lutar na RAF não foram por uma remuneração prodigiosa. Simplesmente abraçaram a causa. Aqui mesmo no Brasil tivemos a Irmandade do Fole, que ajudava a financiar aeronaves para a RAF através de doações de brasileiros e britânicos morando no Brasil. Na RAF haviam pessoas de toda a parte do Mundo.

  24. tá ai uma coisa q eu não sabia q existia esse esquadrão…pesquisando a respeito do SÁ OSÓRIO morreu em treinameto após uma rajada muito próxima ao solo.rip

  25. Não foi exatamente assim, Antonio. Percebeu-se que ondas de rádio poderiam detectar objetos dessa forma em pelo menos umas duas ocasiões. Até isso se transformar em radar ainda demorou bastante tempo. Já haviam estudos sobre isso, etc. Foi um esforço que muitas nações fizeram ao mesmo tempo. Dowding por exemplo foi o responsável pela alocação de fundos para o desenvolvimento do radar na Inglaterra e bolou a forma de como coletar, disseminar e melhor utilizar a informação proveniente do radar.

  26. Srs., como eu escrevi, “diz a lenda”. O texto foi meramente para corroborar outros sobre a liderança que Churchill exerceu durante a guerra. Grato pelas correções.

  27. Excelente materia, parabens.
    Nossa Forca Aerea Brasileira tem ainda muitas historias que nao sao muito bem conhecidas, como por exemplo, sobre o Vultee A-35.
    Em tempo, estou em Long Island N.Y., essa semana visitei um aerodromo em Farmingdale, que era onde ficava a fabrica da Republic, ninho dos P-47, F-84 e F-105.Hoje a instalacao da fabrica e um shopping center, a pista de pouso ainda e usada e existe um pequeno museu com alguns exemplares da Republic. Ao lado, algumas milhas distante, o campo de pouso MacArthur, hoje um aeroporto, durante a guerra, era um centro de treinamentos para pilotos de P-47. Talvez algum de nossos pilotos do 1 grupo tenha passado por aqui.

  28. Interessante… só tenho uma dúvida… que eu saiba o Brasil nunca declarou guerra ao Japão…. então como ficaria?

  29. Amigos, me lembrei que já assisti um filme oficial de como se monta na linha de frente um P-47 saído da fábrica. Nele mostra como se deve usar até mesmo a embalagem de madeira p/ montá-lo :
    https://www.youtube.com/watch?v=Noqms4AhTJA

    Obs.: O material da ZenosWarbirds é vasto e muito interessante, eles tem um site e um canal no youtube.

  30. Robert Smith 14 de julho de 2017 at 10:56
    O amigo está enganado, o Brasil declarou guerra ao Japão em 06/06/45, exatamente 1 anos após o dia D.

  31. Antonio de Sampaio- Isso é historinha, o Efeito Doppler já tinha sido teorizado e comprovado por experimentos já no século 19, quem comprovou primeiro que as ondas eletromagnéticas eram refletidas foi um alemão no final do século 19 ainda, antes mesmo de haver rádio operadores que só surgem lá pelo século 20, e quem construiu o primeiro radar, para detectar navios, também foi um alemão. Os britânicos sabiam bem disso também já que o Maxwell, que formulou a teoria do electromagnetismo, já tinha previsto a reflexão das ondas de rádio. Não foi nada por acaso!

  32. SmokingSnake 14 de julho de 2017 at 11:13

    Absolutamente correto ! A questao principal passou a ser como visualizar a “reflexao” do sinal.

  33. SmokingSnake 14 de julho de 2017 at 11:13
    Outra teoria, muito forte que existe neste meio, é quem uma espécie de “Caso Roswell” , só qua ainda no tempo da queda da Bastilha teria ocorrido nos arredores da cidade de Lyon na França, a nave teria sido recolhida, seus ocupantes, todos seres extra terráqueos, não sobreviveram a queda, entre as tecnologias encontradas a bordo deste aparato, havia um radar de abertura sintética a bordo, os ingleses teriam tido acesso a esse mainframe, e estudaram meticulosamente este radar de abertura sintética encontrado, mas dado o estágio da arte da tecnologia da época, só conseguiram realizar tecnologia reversa, a ponto de criarem os primeiros radares doplers da história.

  34. Para fomentar a discussão, segue um pouco que sei sobre o assunto específico, visto sob o contexto bem maior que já vi em bibliografia e algums documentos:
    Declarar guerra ao Japão já era algo em mente desde a virada de 1944-45, quando se previa para não muito longe o fim da guerra na Europa. Seria a forma de garantir a continuidade dos acordos de Lend Lease para reequipar as Forças Armadas do Brasil. Assim seria possível continuar a receber armamentos suficientes para atingir equilíbrio e depois superioridade bélica frente à Argentina, que era o principal objetivo das forcas desde antes da guerra (nos anos 30, a Argentina era muito melhor equipada e tinha efetivos bem maiores que o Brasil, e isso era uma visto como ameaça tanto direta quanto de influência em paises vizinhos, alguns dos quais entraram em conflito nos anos 30, como Paraguai e Bolivia).

  35. Se não me engano a origem do segundo grupo era a força de caças monomotores do Nordeste, mantida para tanto ajudar na patrulha mais próxima contra os submarinos alemães, quando para qualquer ameaça de invasão do Nordeste pelo Eixo.

    Quando essa ameaça efetivamente desapareceu e a patrulha antissubmarino já era feita por quantidades bem maiores de aeronaves mais adequadas, o grupo foi pra Santa Cruz, para o objetivo anterior de poder ser usado em qualquer problema com a vizinha Argentina, o grande objetivo do reequipamento desse o início (e do qual os americanos sempre estiveram cientes, às vezes mais reticentes, outras con apoio mais explícito, conforme a Argentina intensificava sua propensão pró-eixo e contra a aliança Brasil-EUA, que punha em xeque sua superioridade militar).

    A ease tempo, passou-se também a treinar o grupo para ação no Japão, pra garantir continuidade dessa ajuda militar via Lend Lease, justificada politicamente pela contribuição do Brasil na Guerra.

    Pela lógica das coisas, outros pilotos continuariam voando os P-40 no Brasil para manter essa força crível contra a Argentina (contra a qual os P-40 eram superiores aos aviões argentinos) enquanto os pilotos treinados mais extensamente para ir ao Japão converteriam para P-47 ou qualquer outro caça nos EUA para então seguir para o TO (os do 1º Grupo já haviam feito isso). Assim se garantia a continuidade do recebimento de aviões para a FAB, canhões e veículos para o EB, mais navios que Se desejava que fossem transferidos à MB, tudo pelo Lend Lease.

  36. Perdoem os erros de digitação e falta de parágrafos, a combinação de smartphone com dedos gordos não ajuda muito nessas horas.

  37. Fernando “Nunão” De Martini 14 de julho de 2017 at 12:36 ” … a combinação de smartphone com dedos gordos …. ” sei bem o que é isso! srsrsr

    Muito boas as historias da segunda guerra.

  38. Antonio de Sampaio ( 13 de julho de 2017 at 23:42 ),
    .
    Em 1991, salvo engano, os ‘Tigres Voadores’ foram reconhecidos oficialmente como militares a serviço dos EUA, sendo a unidade condecorada com uma “presidential citation” e pilotos e mecânicos recebendo condecorações por bravura.
    .
    Em sua maioria, eram voluntários do USAAC, USMC e USN. Mas foram aceitos alguns civis…
    .
    Com relação a RAF, quase a mesma coisa. A maioria dos pilotos de outras nacionalidades que lutavam com eles eram voluntários de países ocupados ou USAAC.
    .

    .
    Por esse período, 1945, os japoneses já haviam desenvolvido tipos capazes de fazer frente as ‘Super Fortalezas’.
    .
    Caças como o Ki-84 ‘Hayate’ e variantes do bimotor Ki-45, eram utilizados com razoável sucesso contra os aviões americanos.
    .
    As linhas também entregaram pequenas quantidades de Ki-100 e NK1, que eram caças tão bons quanto os modelos mais avançados de americanos e britânicos.

  39. Muito legal essa notícia… Seria muito interessante ver pilotos do grupo de caça pilotando P-51 Mustang, provável avião a ser empregado pelos mesmos no teatro de operação do pacifico.

    Como a história comprova na utilização do P-40, os pilotos brasileiros dariam um show e ganhariam muito mais do que ganharam sobre doutrina e experiência em combate em diferentes teatros.

  40. Amigos,
    .
    Se a memória não me trai, unidades australianas e neozelandesas ainda faziam uso do P-40N por esse período ( 1945 ), que era a variante em maior número presente na FAB.
    .
    Mas seja como for, como o P-40 não era mais produzido ( cessou a produção em 1944 ), e considerando que as aeronaves atribuídas aos pilotos seriam novas, então é certo que não seriam ‘Warhawk’.
    .
    O P-47 era menos usual por aquelas bandas. Certamente seria oferecido o P-51 e o P-38, melhor adaptáveis aquele cenário… E se não fossem de P-47, eu chutaria o P-38… Era basicamente a mesma motorização do P-40 ( variantes do motor Alison 1710 ), o que facilitaria a transição para o pessoal da manutenção do 2º Grupo.
    .
    A missão para os brasileiros poderia ser basicamente o ataque ao solo, contra forças japonesas estacionadas e isoladas nas tantas ilhas “deixadas para trás” no salto rumo a Tóquio.

  41. RR, tudo dependeria da área do Pacífico para a qual seria mandado o esquadrão brasileiro, o 2º Grupo de Caça (que apesar de ser chamado de grupo era equivalente a mais ou menos o efetivo de um esquadrão americano) e a qual Fighter Group americano o esquadrão ficaria ligado. Na Itália, o 1º Grupo estava num FG ameeicano equipado com P-47. No Pacífico havia FG com P-51, com P-38, P-47, então tudo dependeria dessa decisão a ser tomada antes de se iniciar a conversão nos EUA Ao caça.

  42. Walfrido Strobel 14 de julho de 2017 at 13:56
    Como eu digo, quem pesquisa história pode conhecer apenas uma pequena parte da totalidade dos fatos, pois a realidade é muito mais ampla e complexa do que sabemos. Assisti há um bom tempo um documentário sobre o Japão que falava sobre uma espécie sociedade secreta ( não tenho certeza, mas creio que era a Sociedade dos Dragões Negros ) que era infiltrada nas forças armadas e alguns de seus membros foram enviados a diversos países e que passavam informações sobre comboios e etc. p/ o Japão, entre eles estava o Brasil.

  43. Fernando “Nunão” De Martini ( 14 de julho de 2017 at 13:53 );
    .
    Perfeito!
    .
    Também imaginei que a aeronave poderia depender da unidade a qual os brasileiros fossem servir.
    .
    É provável que os americanos, observando a experiência dos aviadores que serviram na Itália e visando uma adaptação que fosse o mais rápida o possível, fossem preferir alocar o 2º junto a alguma unidade de P-47D.

  44. Todos os pilotos do 2º Grupo de Caça eram voluntários para lutar no Pacífico, como foram voluntários todos os pilotos do 1º Grupo de Aviação de Caça. O fato deles treinarem com P-40M/N aqui no Brasil (inclusive com a supervisão de instrutores norte-americanos, com experiência em combate) não é nada de estranho; o próprio 1º GpAvCa treinou com P-40 (de diferentes versões) em Aguadulce, no Panamá, antes de fazer a conversão para os P-47D, já nos EUA. É bem provável que o 2º GpCa, se tivesse ido para o fronte do Pacífico, teria operado o P-47 ou o P-51 e, com efetivo equivalente a um esquadrão, teria sido integrado a um dos Fighter Groups da USAAF. Mais detalhes sobre os “33 do Pacífico” e o 2º GpCa estão disponíveis no livro “Curtiss P-40 no Brasil”, à venda no MercadoLivre.

  45. Pelo que tenho lido sobre a performance dos aviões no teatro do Pacífico, os P-40 não seriam páreo para os ágeis Zero, pilotados por experientes e calejados pilotos japoneses.

  46. É uma pena a foto do Herói Sá Osório não aparecer.

    Outra reclamação: se não estivéssemos em plena era de desconstrução e ridicularização de nossa História militar, é bem possível que as gerações mais novas pudessem tet tido a chance de conhecer a participação brasileira nas Grandes Guerras Mundiais.

  47. O Japão nessa época estava desesperado utilizando ligas de latão e outras porcarias em suas aeronaves… ate o combustivel das aeronaves tinha oleo de coco misturado e a infantaria usava balas de maneira… O Japao é uma ilha vulcanica sem nenhum recurso natural, geograficamente é um lixo… é impressionante oq esses caras fizeram com o pouco que os foi dado.

  48. E interessante que antes da guerra existia, no Brasil, por parte do governo talvez, uma tendencia pro Eixo, o Exercito Brasileiro (nao existia a FAB ainda) ja tinha mandado uma comitiva para a Alemanha para visitar e testar varios campos de pouso e aeronaves da Luftwaffe, existem fotos dessa visita, uma delas mostrando inclusive, um oficial brasileiro testando um Stuka.

  49. Roberto, nesse caso o governo não era algo monolítico: havia uma parcela que procurava aproximação maior com os EUA, outra com a Alemanha, num contexto em que se procurava estabelecer acordos comerciais (questão crítica nos anos 30, devido aos reflexos da crise de 29, com falta de divisas / moeda forte para importar e, ao mesmo tempo, queda nas exportações) e de fornecimento de armas para reequipar as Forças. Nessa situação, o governo da época procurava fazer acordos com ambos os países (fora outros, como Inglaterra e Itália) contrabalançado um lado a outro. Mas era uma ditadura, então o lado pró-eixo tende a chamar mais a atenção, mas o lado pró-EUA também era forte – e a correspondência entre Vargas e Roosevelt era frequente na segunda metade dos anos 30. A situação era bem complexa. Por exemplo, encomendava-se mais de mil canhões Krupp na Alemanha, ao mesmo tempo em que se construíam no então novo Arsenal de Marinha da Ilha das Cobras contratorpedeiros de origem americana, e se contratava a construção de outros na Inglaterra, de submarinos na Itália, e se fabricavam na recém-completada Fábrica do Galeão aviões Focke-Wulf para a Marinha. Tudo isso enquanto se fazia acordos de comércio importantes com Alemanha e EUA, que eram ferrenhos competidores.

  50. Roberto Santana 15 de julho de 2017 at 10:46
    Que eixo?? o chamado “Países do Eixo” só receberam essa denominação depois do início da guerra.
    Então dizer que “antes da guerra existia uma tendência pro Eixo no Brasil”, é apenas um completo absurdo, já que essa denominação só passou a existir depois do início do conflito.
    Sobre militares brasileiros visitarem a Alemanha, era a coisa mais natural do mundo naquela época, vários países faziam isso, incluindo países europeus e do próprio Estados Unidos. Não existe este link portanto, em fazer visitas a Alemanha, e simpatizar com as teses nazistas.
    Existe uma diferença entre a Alemanha e o nazismo, partindo do princípio que naquela época todo alemão era um nazista, qualquer criancinha que nascesse na Alemanha depois da ascensão do nazismo no país, seria automaticamente, um nazista. Um total absurdo em si mesmo.
    E a Alemanha era um país admirado por muita gente naquele tempo, incluindo nos EUA, que sentiam uma certa admiração pelo país, não sentiam admiração pelo nazismo, e sim pela Alemanha, ainda não estava claro na mente daquelas pessoas, apesar do alerta de muitos entendidos, o que era o nazismo, e para que serviria toda aquela colossal máquina de guerra que estava sendo criada.
    _______________
    Tá pousando exatamente agora no Egito.

  51. Resumindo a historia os Amis precisaram da ajuda de voluntários e de mais 100 países como aliados para vencer 3 em 6 anos…..rsrs….os Amis não vencem nenhuma guerra sozinhos essa e a realidade!!!

  52. Soldat 15 de julho de 2017 at 12:01
    Eles também nunca escravizaram ninguém para lutar por eles, ou para trabalhar em sua indústria de guerra. Suas mulheres faziam o trabalho dos homens nas fábricas, e trabalhavam de livre e espontânea vontade, não eram prisioneiros escravizados.
    O outro lado escravizava e praticava o genocídio em massa, além de outras atrocidades humanas em larga escala.

  53. Antônio de Sampaio, sobre seu comentário das 11h33, na verdade o termo “Eixo” já havia sido cunhado para simbolizar a aliança entre Alemanha e Itália desde novembro de 1936. E quem fez isso foi o próprio Mussolini. Se você pesquisar até mesmo em jornais brasileiros, verá que nas edições de 3 de novembro de 1936 já começava a aparecer o termo eixo para essa aliança Roma-Berlim, repercutindo discurso de Mussolini feito dias antes. E isso se multiplicaria daí em diante nos jornais.
    Pode procurar, por exemplo, na edição daquele dia da Folha da Manhã, que tem seu acervo aberto à consulta. Está em matéria da primeira página do dia. Também no acervo do JB vc vai encontrar o discurso de Mussolini e suas repercussões na edição de 3 de novembro de 1936, página 10. Você pode verificar isso também na hemeroteca digital da Biblioteca Nacional, onde a menção ao eixo Berlim-Roma também vai aparecer com mais ênfase em jornais como o Gazeta de Notícias e Correio da Manhã, entre outros.

  54. Soldat 15 de julho de 2017 at 12:01
    Talvez vc não saiba, mas nos EUA havia uma corrente pacifista muito forte desde o início do século XX. Para entrar na 1ª guerra foi uma discussão muito grande, eles não tinham nem tropas suficiente em nº e treinamento adequados, não tinham nem caças – lutaram c/ aviões franceses Spad, terminaram o treinamento já na França, só que antes mesmo de dar o 1º tiro no inimigo, construiram toda uma infraestrutura p/ apoiar suas tropas, incluindo hospitais – nisso eles se mostram sempre diferentes, não adianta jogar o soldado no campo de batalha, tem que lhe dar apoio antes, durante e depois. Finda a guerra, novamente a pressão pacifista fez c/ que as forças armadas fossem bastante reduzidas os equipamentos ficassem obsoletos e sem manutenção adequada, sugiro assistir o filme ‘The Court-Martial of Billy Mitchell’ que mostra bem esse contexto. Somente c/ a situação na Europa se mostrando cada vez mais próxima de uma nova guerra é que começaram a aumentar os preparativos p/ reforçar as forças armadas ( armas e contingentes ), mas quando eclodiu a guerra eles tinham uma força mais despreparada que muitas nações bem menores que os EUA. Por outro lado tínhamos a Alemanha, Itália e Japão priorizando o fortalecimento da máquina de guerra ( há de se destacar que todos eram ditaduras e não precisavam dar satisfações à população ), c/ a Inglaterra e França correndo atrasados p/ se equipararem. Então na 2ª guerra os EUA salvaram a Inglaterra que resistia ( e era tudo que poderia fazer, jamais ganhar essa guerra ) sozinha diante de uma Europa totalmente ocupada através de tropas e suprimentos e c/ suprimentos deram ajuda fundamental p/ a URSS resistir e depois contra atacar.
    Já no Pacífico vem o desmentido de sua afirmação : os EUA ganharam sozinhos do Japão, não dá p/ alegar que a ajuda dos países da comunidade britânica tiveram algum peso decisivo, não que eles não quisessem, mas porque não tinham como fazê-lo.
    Análises históricas não podem ser feitas c/ ideias preconcebidas, temos que nos ater apenas a fatos, não podem ser baseadas ou influenciadas por nossas preferências, mesmo que bem fundamentadas. Abs.

  55. Fernando “Nunão” De Martini 15 de julho de 2017 at 13:19
    Ok beleza Nunão, na verdade, quando eu me refiro aos países do Eixo, eu incluo também o Japão, e não apenas Alemanha e Itália, e do outro lado, os países aliados.
    Exatamente isto aqui: “”Os Países do Eixo reuniam aqueles que deram início ao conflito armado no mundo novamente, Alemanha e Itália. Estes foram responsáveis pelo crescimento da instabilidade em território europeu e efetiva eclosão da guerra. Juntamente com Alemanha e Itália estava ainda o Japão, o outro grande protagonista que formava a tríade dos países a serem combatidos na guerra. Os Países do Eixo propagavam ideologias autoritárias e extremistas. Foram responsáveis pela caça e quase extermínio de minorias étnicas na Europa, sobretudo. A Alemanha era comandada por Adolf Hitler, a Itália dirigida por Benito Mussolini e o Japão liderado por Tojo Hideki e por seu imperador Hirohito.”” Essa designação, com a inclusão do Japão, só veio depois da eclosão total da guerra.
    Antes de publicar meu comentário, eu fui buscar a informação no site “infoescola”, um site de educação que serve de fonte de estudo para alunos do Enem e outros vestibulares concorridos, é amplamente reconhecido no campo educacional, eu tenho esse site no meu favoritos. Chequei antes de publicar.
    Meu ponto não era esse, era apenas para dizer que não tinha nada de errado que o pessoal do EB fizesse visitas à Alemanha naquela época, isso era muito comum, a Alemanha era um país muito prestigiado naquele tempo, no campo militar e em outras áreas, e não havia ainda o entendimento do que era a ideologia nazista, pelo menos no seio da maior parte da população mundial, a população dos EUA para se ter uma ideia, não via razão para que seu país entrasse na guerra, achava que isso era coisa restrita a Europa, e viam até com “bons olhos” os alemães.
    Acho que foi aquele famoso piloto norte americano, Charles Lindbergh, que advertiu aos líderes americanos sobre a máquina de guerra que a Alemanha estava criando, e seus verdadeiros objetivos.
    Tenho um amigo que é advogado, é um rapaz jovem, muito estudioso, a última vez que falei com ele, ele estava cursado a ESG, Escola Superior de Guerra, sua tese ou algo assim nesta Escola, era sobre Getúlio Vargas, acho que envolvia a estratégia de Vargas em se equilibrar entre uma e outra fonte de poder hegemônico, e a partir daí, conseguir os melhores benefícios ao Brasil, eu também concordo com essa tese.

  56. Antonio de Sampaio 15 de julho de 2017 at 14:10
    “Acho que foi aquele famoso piloto norte americano, Charles Lindbergh, que advertiu aos líderes americanos sobre a máquina de guerra que a Alemanha estava criando, e seus verdadeiros objetivos.”
    Eu acho que você está perdidinho …

  57. Antonio de Sampaio 15 de julho de 2017 at 14:10
    “Acho que foi aquele famoso piloto norte americano, Charles Lindbergh, que advertiu aos líderes americanos sobre a máquina de guerra que a Alemanha estava criando, e seus verdadeiros objetivos.”
    Amigo, vc está enganado, Lindbergh era nazista, defendia que os EUA não se envolvessem na guerra, que já estava determinada a vitória alemã, criticou o apoio a Inglaterra e era antissemita.

  58. Walfrido Strobel 15 de julho de 2017 at 14:19
    A Argentina permaneceu simpática à Alemanha, o que os prejudicou muito diplomática e politicamente após a guerra. Aliás, a política externa dos hermanos sempre foi uma piada

  59. JT8D 15 de julho de 2017 at 14:20
    Amigo, na boa, eu li seu comentário, mas não queria responder ou fazer referências a você, já havia decidido lhe ignorar, não gostaria de ter que lhe dedicar algum tipo de atenção, mas serei obrigado a fazê-lo, e o farei por meio de uma metáfora, que dado o seu visível handicap, concluo que não terás a menor noção do que se trata, mesmo assim, a metáfora que lhe decido é está: “A distância que nos separa é a de um copo d´água”.
    Rapaz, meu sarrafo é muito alto, e quem estipulou a altura do meu sarrafo, fui eu mesmo ao longo da minha vida.

  60. LucianoSR71 15 de julho de 2017 at 14:27
    Fazia jogo duplo, quanto ao menos, procure fontes de informação mais heterodoxas, ele advertiu sim sobre a máquina se guerra nazista, muito antes que qualquer um o fizesse nos EUA, pois a conhecia muito bem.
    Ele se demonstrava um “admirador” de todo aquele arsenal, mas tinha a completa e perfeita noção para o que serviria mais tarde.
    Leia a obra de John Lukacs.
    __________________
    JT8D 15 de julho de 2017 at 14:35
    Volte para os sites de defesa argentinos, e fique por lá puxando o saco deles e mentindo descaradamente sobre Gripen, Embraer, Super Tucano, KC-390 e tudo o mais, só para agradá-los e não ser banido sem cerimônia.
    Como se por aqui, alguém tivesse preocupado com o Gripen “AR”, “desbritanizado” y “Echo en FADEA”, só você mesmo e seus “amigos” é que caem nessas lorotas.
    Dou apenas risada quando leio seus comentários absurdos por lá, ladeado de outros dois ou três brasileiros incautos que perambulam naquela insanidade.
    Ao menos aqui a gente ainda aprende alguma coisa.

  61. Antonio de Sampaio 15 de julho de 2017 at 14:44
    Não adianta me provocar, não ofendo pessoas, só discuto ideias. Não se sinta perseguido pelos meus comentários, é que você parece estar muito mal informado. Só para lhe dar um exemplo, o que você disse sobre Charles Lindbergh é o contrário do que se sabe sobre ele. Seja mais humilde e pesquise mais antes de emitir opiniões. Abs

  62. Antonio de Sampaio, não há problema algum em considerar o Eixo como Alemanha-Itália-Japão após o início da guerra, como é o caso da sua referência de uso didático,mas antes dela o termo já era amplamente usado para se referir a Alemanha e Itália. Desde novembro de 1936. Então não dá pra dizer que não existia a denominação Eixo antes da guerra, como você afirma na parte inicial de seu comentário das 11h33, apenas isso.

  63. Fernando “Nunão” De Martini 15 de julho de 2017 at 14:59
    Digamos que este fosse o “eixo puro”, o mais conhecido, aquilo que ficou conhecido como “os países do Eixo”.
    E os EUA só entraram na guerra, depois do ataque a Pearl Harbor, declarando guerra ao “Eixo”, ou seja, aos três países.
    De toda sorte é bom saber que apenas Alemanha e Itália, já se consideravam um “Eixo”, mesmo antes da guerra.
    _____________
    Walfrido Strobel 15 de julho de 2017 at 14:19
    Na verdade é que historicamente, o Brasil tem muito mais afinidades com os EUA do que com qualquer país do mundo, exceto Portugal.
    Viu a Rainha da Elizabeth II essa semana usando um conjunto de joias completo, incluindo a tiara que foi doado pelo Brasil no passado?? coisa dos anos 50 por aí… aquilo é mensagem, amigo….. mensagem diplomática para ser ouvida longe.

  64. JT8D, A Argentina desde o começo da Guerra fez um acordo com os Ingleses de que não tomaria partido, se declarando neutra, o que contentou Churchill.
    Os americanos não gostaram do acordo e queriam que a Argentina entrasse na guerra, mesmo que fosse de maneira simbólica como o Brasil.
    Quando eu digo Que a participação do Brasil foi simbólica e não teve qualquer reflexo no todo da guerra muita gente fica revoltada e citam casos de heroísmo.
    Mas apesar dos brasileiros terem lutado e morrido na guerras vejam em números aproximados sua participação, vou postar só a dos EUA e UK.
    .
    Militares mortos da FEB: 450, dos EUA: 407.300 e do UK: 383.700.
    .
    Aviões perdidos: USA: 95,000, United Kingdom: 42,010 e FEB: menos de 20.
    .
    Mostos na aviação Brasileira: cerca de 8 pilotos contra 52,173 militares americanos mortos na aviação de todas as Forças.
    .
    Apesar da bravura do pequeno grupo do Brasil, a atuação na Ii Guerra foi simbólica.

  65. Antonio de Sampaio 15 de julho de 2017 at 14:44
    Não conheço esse livro, mas creio que algo escrito por qualquer pessoa sobre outra pode ser tendencioso, porém quando o personagem discursa, não dá p/ interpretar de outra maneira : em 11/09/1941 em um discurso p/ o America First em Iowa ele disse “Se qualquer desse grupos : os britânicos, os JUDEUS ou o governo deixassem de pressionar p/ entrar em guerra, acredito que não haveria o perigo de nos vermos envolvidos”. Repare a data : 11/09/1941, não tinha mais motivos p/ ele manter as ‘aparências’ até porque todos já haviam visto a política de violenta segregação de judeus ( não estou falando de extermínio ) e ele demonstra publicamente seu caráter antissemita, igualzinho a um … nazista!
    Ele foi diretor da sociedade americana de eugenia.
    Isso são FATOS, não opiniões minhas ou de um escritor.

  66. Galante: sem falar que a participação do Brasil na luta naval, terrestre e aérea foi só a ponta do Iceberg do que realmente importava para os principais aliados: que o Brasil impedisse, como seu efetivo apoio aos Aliados, qu a balança que pendesse para o Eixo na América do Sul, além de garantir as bases no Nordeste das quais muito se necessitava, assim como o fornecimento de matérias primas importantes. O envio de combatentes para a Italia foi consequência, uma consumação dessa aliança na política interna e externa, tornada incontornável após os ataques de submarinos alemães nas costas brasileiras.

  67. Uma Observação: Depois da II Guerra o termo Eugenia foi erradamente atribuido e relacionado a Alemanha, mas a Eugenia que tem pontos positivos foi criada nos EUA no século 19 e financiada por bilionários como Rockefeller chegou a ser aplicada e defendida por duas universidades, Harvard e Yale.
    E seu maior objetivo não era contra os negros nos EUA, era contra os mendigos e alcolatras brancos, os filhos de negros naquela época eram bem vindos como mão de obra barata, apesar da escravidão ter sido abolida.
    Um defensor da Eugenia chegou a dizer: “Não me surpreende um mendigo negro, pois deles pouco se espera, mas ver um branco alcoolizado pedindo esmolas é algo deprimente que temos que evitar o aumento.”.
    Os brancos mendigos e alcoólicos chegaram a incomodar até os negros, que criaram o termo “white trash” para definir os brancos que dividiam as ruas com eles pedindo esmola e ocupando os empregos de menor nivel.

  68. Walfrido, como lembrou o Nunão, você esqueceu também que a participação do Brasil foi fundamental na escolta de comboios do Atlântico Sul e o trampolim da vitória Natal-Dakar também, além do fornecimento de matérias primas.

    A participação do Brasil não foi apenas simbólica.

  69. Amigos,
    .
    A comunidade alemã nos Estados Unidos sempre foi enorme… Ainda hoje, salvo melhor juízo, ainda é o maior grupo étnico isolado nos EUA…
    .
    Isso explica em parte essa admiração pela Alemanha e o forte lobby das forças anti-conflito presentes nos EUA no início da SGM…

  70. sub-urbano ( 14 de julho de 2017 at 20:49 ),
    .
    “…é impressionante oq esses caras fizeram com o pouco que os foi dado…”
    .
    Talvez justamente por isso são o que são e fizeram tanto… Como nunca tiveram o privilégio de ter mais recursos, tiveram que fazer valer mais cada recurso conseguido. Tornou-se “instintivo” aproveitar ao máximo tudo o que possuem. Isso permeia a cultura japonesa e sua visão de mundo até hoje ( aliás, hoje mais que nunca )…

  71. Soldat ( 15 de julho de 2017 at 12:01 ),
    .
    Os EUA foram simplesmente os grandes provedores da guerra… Mesmo a gloriosa mãe Rússia usou carros ‘Sherman’, aeronaves ‘Airacobra’ ( um modelo muito apreciado pelos pilotos russos, até onde se sabe ), e sua força logística chegou ao ponto de depender em mais de 75% de veículos ocidentais ( notadamente os veneráveis caminhões ‘Studbaker’ ) no terço final do conflito…
    .
    Sem EUA, seria difícil dizer se haveria vitória na Europa… Se houvesse, certamente seria coisa para depois de 1945…

  72. Antônio de Sampaio,
    .
    O eixo começou a tomar forma a partir do momento da assinatura de um tratado entre Alemanha e Japão, no âmbito de uma cooperação anti-URSS.
    .
    O dos alemães com os japoneses foi assinado primeiro, em 1936. Os italianos aderiram depois, em 1937. Por isso é comum se referir a eles como eixo mesmo antes do conflito…
    .
    O fato é que esses três países tinham interesses mútuos na contenção da expansão soviética. Vale lembrar que os soviéticos, desde 1932, vinham dando uma surra nos japoneses na fronteira com a China, o que só terminou com um pacto de não agressão entre URSS e o Império do Japão em 1939. E os soviéticos, já naquele período, também pensavam grande no que diz respeito ao leste europeu, o que motivou o temor dos alemães…

  73. A confusão costuma acontecer porque, formalmente, um tratado único assinado pelos três ocorreu apenas em 1940. Mas acordos bilaterais Alemanha-Itália e Alemanha- Japão já existiam. E o nome Eixo, cunhado por Mussolini e disseminado pela imprensa pelo mundo todo a partir de um discurso deste em novembro de 1936, também antecede a guerra e o acordo formalizado em 40.

  74. _RR_ 15 de julho de 2017 at 17:03
    Exatamente, até botões p/ uniformes eles forneceram. Quanto ao fundamental fornecimento de milhares de caminhões Studebaker, vale lembrar que além de levarem suprimentos onde quer que fosse necessário ainda foram utilizados p/ instalação dos temíveis foguetes Katyusha, o avô do sistema Astros, rs.

  75. Fernando “Nunão” De Martini ( 15 de julho de 2017 at 17:30 );
    .
    Só relembrando: o Pacto de Aço, formalizando uma aliança militar entre Roma e Berlim, foi assinado em 1939, pouco antes do conflito; e o Pacto Tripartite ( Eixo Berlim-Roma-Tóquio ), assinado em setembro de 1940, apesar de haverem pactos bilaterias de não agressão entre URSS e a Alemanha e entre o Japão e a mesma URSS.
    .
    E vale lembrar ainda que foi a partir de 1939 que a URSS começou a se expandir de forma mais agressiva a oeste. Esta avançou sobre os Países Bálticos ( “impondo-lhes” um “acordo” de “defesa mútua” e incorporando-os a URSS ao final do processo ), tomaram territórios consideráveis da Romênia e abocanharam uma boa parte da Finlândia. Isso, mais que qualquer outra coisa, motivou sobremaneira o Pacto Tripartite, como forma de contrabalançar a URSS e também o agora crescente envolvimento dos EUA ( que começaram a tomar parte mais ativa no conflito a partir de 1940, apesar de oficialmente neutros ).
    .
    Alguns poderiam dizer que a Alemanha estava unicamente fazendo jogo duplo, posto manter o Pacto Ribbentrop-Molotov ( o que não deixa de ter certo grau de verdade no final das contas, já que se aproveitaram muito bem do comércio com os russos e de cooperação em outras áreas com estes ). Contudo, a intenção clara até então, o que é possível determinar pelos antecedentes do conflito, era honrar prioritariamente a posição junto a japoneses e italianos no sentido de tomarem providências para conter a expansão soviética…

  76. LucianoSR71 ( 15 de julho de 2017 at 17:39 ),
    .
    Pois é…
    .
    Os soviéticos receberiam cerca de US$ 11 bilhões em equipamento, o que era uma quantia colossal pra época…
    .
    Haviam três rotas de fornecimento. Uma pelo Índico ( via Irã-Cáucaso ), outra pelo Ártico ( acesso a Murmansk ) e a terceira pelo Pacífico. Esta ultima, salvo melhor juízo, era feita quase que exclusivamente por navios soviéticos, que passavam bem diante dos japoneses, que nada podiam fazer por conta de seu pacto de não agressão com a URSS… Estranho, pra dizer o mínimo…

  77. _RR_ 15 de julho de 2017 at 19:05
    Lembrando que também a Inglaterra ajudou inclusive c/ tanques e aviões, mas se por um lado alguns dizem que quem ganhou a guerra ( na Europa ) foram os americanos, o que não é verdade, outros colocam como se os soviéticos fossem fantásticos que lutaram contra o totalitarismo ( será que acreditam que Stalin era um democrata ? ) e que os EUA se aproveitaram e levaram os créditos. Nenhuma coisa nem outra, a vitória só foi alcançada pela união ( ideologicamente improvável ) dos Aliados e sem o esforço e cooperação de qualquer um deles, a vitória teria no mínimo levado mais alguns anos p/ ser conquistada, se é que seria.

  78. LucianoSR71,
    .
    Perfeito…
    .
    O que seria dos aliados sem aquela “ilha teimosa”, que permaneceu de pé e liderada por um certo Churchil ( um dos únicos que anteviu o caos e bateu o pé quando os nazis o encurralaram )…?
    .
    O que seria dos aliados sem a resistência obstinada dos povos dominados na Europa ( homens e mulheres que lutaram sob os piores temores que se pode conceber, e ainda assim obrigaram os alemães a consumirem recursos valiosos )…?
    .
    O que seria dos aliados sem a industria americana e sua capacidade de lutar em duas frentes ao mesmo tempo ( literalmente armando o mundo pra lutar contra o Eixo e levando milhões dos seus próprios para combater nos quatro cantos do globo )…?
    .
    O que seria dos aliados sem os milhões de soldados russos ( homens e mulheres algo até fatalistas, com exemplos de uma coragem abnegada que não se encontram nos anais da guerra até hoje ) que empurraram os alemães até Berlim…?
    .
    Enfim…

  79. Concordo em gênero, número e grau. A união, nesse caso, fez a força. Independente de agendas próprias de qualquer uma das nações, algo perfeitamente normal, foi a união de diversos tipos de contribuição diferentes que cada nação poderia dar, que nos fez alcançar a vitória final.

  80. O unico P-40 que sobreviveu foi um que ficava no portao da Base Aerea de Canoas, exposto num pedestal ate os anos sessenta. Hoje esta no Musal.

  81. Walfrido Strobel 15 de julho de 2017 at 20:27
    A França não tinha um Churchill, e deu no que deu, resolveram se render sem lutar.
    Nada mudaria, com certeza…. com ou sem Churchill, teriam vencido de qualquer maneira.
    Não eram três países contra o mundo, eram três países, super potência militares, pelo menos duas, Alemanha e Japão, contra três países que nem forças armadas tinham: Estados Unidos, Inglaterra e Rússia, os demais foram apenas auxiliares, ainda que importantes, com certeza importantes, mas não eram nem de longe decisivos.
    Os EUA praticamente não tinham exército, dito pelos próprios americanos antes da guerra, seu material era completamente obsoleto, o mesmo devia ocorrer com Inglaterra e Rússia.
    Que avião os EUA tinham em 1939 que chegasse perto do A6M Zero ou do Stuka??? não tinha nada no Ocidente que fosse páreo a esses dois, só para ficar nestes mesmo.
    O Sherman só atirava num tanque alemão a 500 metros, e os blindados alemães podiam destruir um Sherman a 1.000 metros, um tiro de Sherman resvalava na blindagem de um tanque alemão, e o projétil deste, atravessava o Sherman de um lado a outro.
    Ponto a ponto, a máquina de guerra da Alemanha e do Japão, eram infinitamente maiores do que qualquer coisa que esses países tinham.
    Muitos historiados estimam, que se Hitler tivesse demorado uns dois anos mais, se equipando e se armando – os militares alemães não queriam a guerra em 1939, queriam mais adiante – eles teriam vencido, pois suas armas mais modernas e mais revolucionárias ainda não estavam terminadas, e que estes dois anos mais, seria tempo de conclui-las, como o avião a jato e as bombas voadoras, argumentavam que só a Alemanha estava se armando, e que os países do ocidente nem imaginavam em entrar numa guerra alguns anos depois.
    Enfim, na verdade é que foi mesmo graças a determinação, capacidade industrial, tecnológica, planejamento, forma de administrar a guerra, incluindo até mesmo os combates em si, é que deram a vitória aos aliados, outra coisa que contou contra a Alemanha, foi o próprio Hitler, tomava muitas decisões erradas, tudo era centralizado nele, tudo passava por ele, dizem que na hora do desembarque na Normandia, Hitler estava dormindo, e ninguém teve a coragem de acordá-lo para que ele tomasse alguma decisão, ninguém tinha coragem de contrariá-lo, tinha uma megalomania de produzir super armas, como seus gigantescos blindados, como o Tiger e o Tiger Real, ainda maior, enquanto os alemães fabricam um Tiger, talvez os EUA fabricassem uns 10 a 20 Sherman, o mesmo vale para o Bismarck e seu irmão gêmeo Tirpitz , tudo megalomania, o Bismarck foi destruído na primeira missão, e o Tirpitz foi destruído no porto.
    Amigo, a liderança conta, e conta muito, num jogo de futebol a liderança conta, agora imagina numa situação de guerra daquela magnitude, sem liderança, não iriam longe.
    OBS: Eu li os dois volumes da obra do Gen James Gavin, Capitão paraquedista durante a guerra, ele dizia que a pior coisa que podia acontecer, era se depararem com um Panzer, eles simplesmente não tinham como detê-lo.

  82. A Segunda Guerra foi decidida nas conferencias de Yalta, assim como o destino infeliz de varios paises. A Alemanha com seu exercito iria varrer toda a Europa, inclusive a Inglaterra, com ou sem a incompetente Italia. So nao conquistou e venceu por pura conspiracao e traicao interna, movida, e claro, por acao externa. Um estudo mais profundo do desembarque na Franca e na Italia por parte dos aliados mostra que havia um entendimento entre aliados e forcas no Terceiro Reich.
    Comunismo ou Nazismo? Qual dos dois deveria sobreviver?
    A maconaria escolheu o menos (pouco menos) violento,violento para os interesses dela. O nazismo iria trazer ao mundo uma perseguicao muito mais explicida, e muito provavelmente os judeus iriam ser massacrados, ja o comunismo, que e o que foi escolhido, trouxe ao mundo igual massacre, com meio seculo de matanca e miseria.
    A Segunda Guerra foi um movimento arranjado, com varias consequencias, o proprio Roosevelt, com sua mania de escrever e mandar cartas, ja alertava para o surgimento da Nova Ordem Mundial ( isso esta perfeitamente claro nas suas cartas para o Papa Pio XII), o completo desaparecimento das monarquias no mundo*, a criacao da ONU, a criacao do Estado de Israel, o Concilio do Vaticano II, o movimento de independencia das colonias*, o movimento contra cultura dos anos sessenta,etc.
    Os Shermans, os Spitfires, os U-Boats, nunca salvaram e decidiram nada, so serviram para matar, a guerra nada mais foi que a continuacao de nossa historia, uma historia de sangue, violencia, uma historia de traicao e conspiracao, que e decidida, na calada da noite, nas mesas secretas, enquanto os inocentes dormem para morrer no dia seguinte.
    .
    .
    *Isso na verdade foi o real motivo da Primeira Guerra Mundial, eliminar a ultima monarquia catolica no mundo, o Imperio Austro Hungaro.
    .
    *Vem a pergunta, quem ganhou a guerra, a Inglaterra ou a Alemanha? Vejam a Inglaterra antes da guerra com seu Imperio, e vejam o que e a Inglaterra hoje comparada com a Alemanha de hoje.
    .
    .
    .
    Estou em Norfolk, costa leste dos Estados Unidos, passei perto de um porto, ou coisa parecida, vi pelo menos 4 grandes porta avioes que pareciam em construcao ou reforma, eles eram enormes. E aqui que sao construidos esses navios?

  83. Walfrido Strobel ( 15 de julho de 2017 at 20:27 );
    .
    É bem verdade que um povo resoluto e consciente tem no lider um elemento de importância menor; e quanto mais bem instruído e educado é esse povo, mais fácil surgem outras lideranças para substituir uma que se vai. Mas ainda assim, isso não muda o papel do líder em inspirar a confiança, o respeito e a coragem de um povo que lhes são latentes; e parte do líder as decisões reais do que deve ser feito, e que , quando acertadas, levam a resolução.
    .
    Convenhamos: o Reino Unido de Churchill era completamente diferente do Reino Unido de Chamberlain. O senhor Winston deu um “UP” no comportamento inglês; era a chama que faltava para incendiar a resistência.
    .
    O mais, apenas complementando…
    .
    Não se pode esquecer também da participação do Commonwealth ( algo que exigiu política impecável para ser levado a efeito ). Estes tiveram uma participação importantíssima no extremo oriente, Africa e Itália.
    .
    Quando digo russos, me refiro também aos outros povos da URSS. A coragem de ucranianos ( cerca de um terço das baixas do Exército Vermelho foi de ucranianos ), bielorrussos e demais também era legendária…
    .
    E mesmo os “pequenos” deram sua contribuição e lutaram de forma honrosa, ganhando considerável respeito, incluindo-se aí a FEB, cujos soldados lutaram em paridade contra tropas alemãs experientes ( algo reconhecido até pelos próprios alemães ).

  84. Antonio de Sampaio ( 15 de julho de 2017 at 23:59 );
    .
    Não é bem por aí…
    .
    De todas as potências Aliadas, a que estava em situação mais vulnerável era, sem dúvida, os EUA, com um exército menor que o da antiga Iugoslávia… Mas quanto a Reino Unido, França e URSS, eram sim forças consideráveis…
    .
    O maior problema do Reino Unido era sua liderança, sob Chamberlain, no imediato pré-guerra. O rearmamento das forças britânicas começou tarde demais para ter impacto decisivo no inicio do conflito. Mas isso não muda o fato de que a RN tinha condições plenas de dominar os mares, e o exército britânico e a RAF eram sim muito bem treinados e estavam bem equipados para aquele período ( 1939-1940 ).
    .
    Os franceses possuíam um exército de mais de 1 milhão de soldados em 1940, e seu equipamento em nada devia ao alemão ( carros como o ‘Somua’ e o Char B1 eram equivalentes aos Panzer III e T-38, e melhor que estes e certos aspectos )… Contudo, estavam ainda apegados a táticas ultrapassadas, mergulhadas em uma estratégia eminentemente defensiva ( cujo centro era a linha Magnot… ou “Imaginot”, como queira… ). Ignoravam os métodos alemães, principalmente com relação ao uso de forças mecanizadas em uma estratégia de guerra móvel. Aos britânicos, que tinham ao menos uma rala consciência desses “métodos germânicos”, espantava a falta de coordenação entre as unidades do exército francês e os planos algo irreais da liderança francesa para conter os alemães.
    .
    E quanto a URSS, era, em 1941, um exército de 4 milhões de soldados… Já nesse período, iniciava-se a entrega de carros como o T-34/76, e mesmo a série BT não devia muito em relação ao Panzer III e era equivalente direto ao T-38 ( estes dois últimos ainda eram os carros alemães mais numerosos naquele período ). O maior problema: Stalin…
    .
    Anos antes, houve um expurgo nas forças armadas da URSS que atingiu até mesmo a cúpula do Exército Vermelho, privando os soviéticos da nata de seus oficiais… Ou seja, era uma força numerosa, relativamente bem equipada, mas a qual faltava liderança… E no caso particular da VVS, os expurgos de 1937 geraram efeitos muito profundos, privando esta força de seus melhores pilotos e até mesmo de instrutores. Houve também uma demora considerável na entrega de novos modelos de aeronaves, ocasionada, dentre outros fatores, por uma “limpeza” entre os projetistas. Homens como Tupolev e Petlyakov foram simplesmente encarcerados e tiveram que trabalhar assim… Por aí já se tira a situação da URSS no começo do conflito…

  85. Antonio de Sampaio ( 15 de julho de 2017 at 23:59 );
    .
    Continuando,
    .
    O P-40 realmente não era o “ideal americano” para um caça… Mas é interessante frisar o que fizeram os aviadores do AVG…
    .
    Operado da forma correta, o P-40 era capaz de disputar o espaço aéreo como qualquer outro caça do período de 1939-1940. Uma tática muito usual, levada a efeito com o supracitado grupo americano na China, era aproveitar a elevada velocidade de mergulho e a boa potência para descer sobre os caças japoneses, fulminando-os com suas 0.50 a menor distância possível, e recuperando rapidamente. Evitava-se o dogfigth.
    .
    O P-38 ‘Lightning’ era um caça soberbo quando surgiu… Basicamente, o que os alemães tentaram fazer com o Bf-110, os americanos conseguiram com o P-38. Os próprios alemães o cunharam de “o garfo do diabo”. Foi o caça de “perna longa” do USAAC até o surgimento do P-51… Problemas aerodinâmicos e de motor foram sendo posteriormente resolvidos e o caça tornou-se incrível. Uma qualidade excepcional era ter todo o armamento de cano a frente do piloto, o que proporcionava um fogo concentrado com muita precisão… E o bruto era potente e veloz. Salvo melhor juízo, tendo um caça nipônico as costas, era comum uma manobra ascendente a potência máxima. Não havia caça japonês que, em 1942, conseguisse acompanha-lo…
    .
    E o ‘Airacobra’, bastou descobrirem exatamente como usa-lo que o caça se tornou “paixão”, principalmente para os soviéticos ( que foram os que melhor usaram o caça ), que “amavam” seu canhão de 37mm… E a média e baixa altura, era páreo para qualquer caça germânico…
    .
    Quanto a carros de combate…
    .
    Falando de ‘Sherman’… Haviam “Shermans” e “Shermans”! Uma coisa era o M4A1, “basicão”. Outra era o ‘Firefly’ ou o M4A3 ( a partir da subvariante E4 ). O M4A3 poderia lutar em pé de igualdade com qualquer modelo anterior ao ‘Panther’ ( e mesmo este poderia ser enfrentado ). E o Firefly, armado com uma peça britânica de 17 libras de alta velocidade, era rival até mesmo para um ‘Tiger’… O problema é que estes nunca foram a maioria, evidentemente…
    .
    O ‘Tiger’ era realmente um carro extraordinário… quando funcionava… Era caro, de manutenção complexa, cachaceiro como só… mas tinha um 88mm e uma chapa de 100mm de aço a frente…

  86. Se me permitem, sobre nossa “pequena” participação e outros comentários
    Complementando, para se ter ideia: 600 mil caminhões, no mínimo, foram dados aos soviéticos.
    Para quem chama o Desembarque na Normandia de tentativa de não perder tudo para os soviéticos, bastava aos americanos “secarem a fonte” para os russos.
    O q foi dito por _RR_ é um fato.
    Muitos põe a conta da derrota alemã no sacrifício soviético, ignorando q muito deste sacrifício veio da incompetência e até mesmo plano de Stalin de sacrificar futuros problemas.
    A batalha de Kursk quase foi perdida, e provavelmente teria sido, se as reservas alemãs, sob comando de seu maior Gen, Manstein, não tivessem ficado retidas no interior, por causa do avanço aliado no S. Após a Operação Tocha no N da África, ficou clara, para os alem~es, a ideia de se invadir a Europa pelo S. O q ocorreu, mesmo q depois de Kursk, em Anzio, para já “se abrir uma porta” no continente.
    A verdade é q os americanos, mesmo evitando a guerra inicialmente, se adaptaram incrivelmente.
    Seus aviões perdiam para japoneses e alemães, então desenvolveram táticas, como Saburo Sakai diz em sua auto biografia. Depois, desenvolveram aviões como o P-51, P-47 e Hellcat, dentre outros.
    E foi excelente pro Brasil, o q aprendemos. Crescemos muito militarmente.
    E, se nossa participação não teve grande impacto em números, desde o momento em q imediatamente fomos convidados a participar do CS de forma permanente, é pq fizemos bonito, mesmo com “pouco” pra eles, e muito pra nós.
    Sds

  87. Caros _RR_ e Agnelo
    Gostaria de dar uma pequena contribuição ao que já colocaram. No que tange aos combates aéreos havia uma diferença entre os travados na Europa ( normalmente iam até altitudes maiores ) dos do Pacífico ou até mesmo dos seus da Rússia – quase sempre eram em altitudes menores. Sendo assim quando a Inglaterra recebeu o P-40, o P-39, P-51 ( versões iniciais sem o motor RR Merlin ) e o P-38 ( sem o Supercharged, pois os americanos vetaram seu fornecimento, pois temiam que os alemães conseguissem ter acesso a ele e copiá-lo ) todos não tinham sobrealimentação e portanto eram inadequados ao combate naquele teatro – só lembrando que o P-39 foi projetado p/ ter, mas após testes se verificou que era muito pesado e volumoso, então desistiram dele. Daí se entende porque o P-39 e o P-40 conseguiram bons resultados em combate em outras frentes.
    Quanto aos tanques, o Sherman era mal blindado, mal armado ( na sua grande maioria ), incendiava facilmente pois era movida a gasolina, mas tinha 3 grandes vantagens sobre os tanques alemães : eram bem mais ágeis, tinham manutenção facilitada ( por exemplo, trocava-se uma caixa de marchas em 1 ou 2 horas c/ poucos mecânicos enquanto p/ fazer isso num Tiger perdia-se quase um dia e c/ uso de bem mais homens ) e sobretudo eram disponíveis em bem maior nº, o que muitas vezes fez a diferença. Outra coisa, os russos o utilizaram, assim como os tanques britânicos, muitas vezes não p/ enfrentar os tanques principais alemães, mas em operações secundárias, ou p/ apoio junto a infantaria, ou seja foram muitas vezes peças de artilharia autopropulsada. li uma vez a entrevista de um tanquista russo que dizia que os Shermans ajudaram muito, eram bem mais confortáveis p/ a tripulação e tinham rádio o que na época não acontecia c/ a maioria dos T-34.

  88. Excelente matéria, parabéns aos editores. e também muitos comentários interessantes.
    Sobre a relação Brasil – Japão na época, existe um livro chamado “Corações Sujos” de Fernando Morais (pode-se discordar, como eu discordo, das simpatias ideológicas dele, mas fez um bom trabalho de pesquisa), publicado pela editora Companhia das Letras sobre a organização Shindo Renmei fundada por imigrantes ex-militares do exército imperial japonês no Brasil, que acreditavam na divindade do imperador Hiroito e não admitiam a derrota de seu país na Segunda Guerra Mundial.
    Houve 23 assassinatos de japoneses e descendentes e cerca de 100 feriados, a maioria dos casos no interior de São Paulo e Paraná.

  89. De Martini,
    Alem da parte governamental, era bem possivel que existisse ainda, especialmente na elite do exercito e da marimha, o pensamento influenciado pela Acao Integralista Brasileira de Plinio Salgado.
    Nao sei entretanto, de alguma comitiva brasileira, visitando a Inglaterra por exemplo. Digo isso justamente para contrabalancar a ideia pro Eixo.
    Julgo que talvez, nossas forcas armadas do pre guerra fossem uma mistura de ideologias de extrema direita (facismo/nazismo – que mada mais e que socialismo), cumunismo e liberalismo.
    Nao saberia dizer entretanto qual seria a ideologia dominante nessa elite militar e ate mesmo na sociedade paulista e carioca.
    De qualquer maneira, tudo isso mudaria apos 1945.

  90. Roberto, isso mudou bem antes de 45.
    .
    O Integralismo era bastante forte na Marinha em meados dos anos 30, também tinha força nas fileiras do Exército, mas bem menor (e o Exército era mais importante na sustentação política que a Marinha).
    .
    Essa presença atingiu o auge após a Intentona Comunista de 35 e a reação à mesma, pelo aparato policial e militar, e tudo isso escancarou o caminho para o golpe feito pela próprio governo instituindo o Estado Novo em novembro de 37, fechando o Congresso e estabelecendo uma ditadura bem mais forte do que havia antes de 34.
    .
    Daí então o Integralismo deixou de ser uma força útil para o governo, tornou-se um estorvo. Integralistas reagiram com uma tentativa de golpe em 38, atacando o Catete de madrugada, e foram derrotados.
    .
    Comitivas do Estado Maior do Exército já visitavam a Alemanha desde antes da I Guerra Mundial, eram fornecedores tradicionais de armas para o Exército, e essa influência voltou mais forte ainda com a denúncia alemã do Tratado de Versailles, permitindo novamente que a Alemanha exportasse armas.
    .
    Visitas do tipo para a Alemanha, visitando unidades militares e fábricas de armamentos foram contrabalançadas com outras aos Estados Unidos (e autoridades militares esteangeiras também faziam o mesmo aqui).
    .
    As possibilidades de compras de material bélico eram coordenadas com acordos na esfera comercial para gerar caixa para essas compras, o que incluía a própria Inglaterra, com a qual o Brasil tinha uma pesada dívida com pagamentos frequentemente suspensos, onde finalmente se conseguiu acertar a encomenda de contratorpedeiros em 1937, após anos de idas e vindas para negociar o pagamento.
    .
    Nos EUA foi possivel viabilizar, um pouco antes, os planos e materiais para construir contratorpedeiros americanos aqui. Já a compra de armas na Alemanha era facilitada pelo comércio de compensação (na prática, um tipo de escambo com pagamentos em moeda local por bancos de ambos os países a seus exportadores e importadores), sistema ao qual se opunham (mas acabavam em geral fazendo vista grossa) os EUA.
    .
    Enfim, isso que escrevi é um resumo bem simplificado de uma história altamente complexa. Faz parte do meu doutorado, em andamento, estudá-la.

  91. Fernando “Nunão” De Martini 17 de julho de 2017 at 13:57
    Vc misturou os 2, rs. Eles realmente se entrelaçam. O 1º livro que me clareou isso foi ‘Historia da Riqueza do Homem’ de Leo Huberman, eu tinha uns 15/16 anos quando li e nunca mais me esqueci. Abs.

  92. Coincidência, também li esse livro na adolescência, um pouco mais novo que vc, com uns 12. E foi bastante importante. Eu terminava de ler os livros da época do então ensino ginasial e, como a curiosidade pela história (e outras disciplinas) não acabava, eu avançava nos livros do ensino médio de minha irmã mais velha. O livro de Huberman estava entre eles.

  93. Para o Guizmo. Você deveria pesquisar mais sobre a atuação de seu vô na RAF !!! É uma parte quase desconhecida da Aviação de Caça no Brasil… Eu tenho escrito a biografia do Ten. Roberto Brandini, e descobri um monte de detalhes interessantes!!! Esta de que era um desafio solar uma aeronave como o P-47 sem nenhum pre-voo era verdade… o Brandini contava da expectativa dos pilotos na hora do primeiro voo no P-40 e no P-47, especialmente, pois ele era um “monstro”!!!

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here