Embraer entrega o primeiro Phenom 100 para o sistema de treinamento de...

Embraer entrega o primeiro Phenom 100 para o sistema de treinamento de voo militar do Reino Unido

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Phenom 100

A Embraer entregou no dia 4 de julho o primeiro jato executivo Phenom 100 para o Affinity Flight Training Services. A aeronave foi selecionada para fornecer Treinamento de piloto multi-motor para as Forças Armadas do Reino Unido, como parte do programa de treinamento de voo militar (UKMFTS) do Ministério da Defesa do Reino Unido. O contrato com a Affinity compreende uma encomenda firme para cinco Phenom 100 e serviços, bem como uma opção para uma aeronave adicional.

“A partida do primeiro Embraer Phenom 100 do Brasil, a caminho do Reino Unido, é um marco significativo na preparação para entregar o programa MFTS Fixed Wing”, disse Iain Chalmers, diretor-gerente da Affinity. “A Affinity está feliz, isso foi alcançado antes do cronograma original do programa e espero ver a aeronave no RIAT 2017.”

“Estamos muito felizes com nossa parceria com a Affinity e pela oportunidade de participar do programa UKMFTS”, disse Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defense & Security. “O Phenom 100 oferece uma combinação consistente de desempenho superior, confiabilidade, baixos custos operacionais e alta disponibilidade. Não há dúvida de que a tecnologia avançada do Phenom 100 faz com que seja a solução certa para o MFTS das Forças Armadas do Reino Unido, e reduzirá os custos, assegurando a proficiência das equipes de voo”.

O programa de asa fixa destina-se a substituir o treinamento elementar, multi-motor e de voo básico que atualmente é entregue em plataformas antigas com uma nova solução totalmente integrada que fornece aeronaves de treinamento de última geração, dispositivos de treinamento baseados em terra e material didático, todos derivados do design de treinamento desenvolvido pelo Ascent Flight Training, o Training Service Provider do programa UKMFTS. Em 2014, a Affinity foi selecionada pelo Ascent Flight Training para fornecer e manter a aeronave selecionada para o programa UKMFTS.

O UKMFTS leva as tripulações das Forças Armadas do Reino Unido desde o treinamento inicial até as fases de treinamento de voo primário, básico e avançado, preparando-as para a chegada às suas Unidades de Conversão Operacionais designadas.

FONTE: Embraer

35 COMMENTS

  1. Não sei se entendi correto, mas a aeronave será utilizada para instrução avançada para futuros pilotos de reabastecedores e AWACS etc? Parabéns para Embraer!

  2. Alex, pelo que entendi ela(aeronave) será empregada para intruir os pilotos em aeronaves multimotores, ou seja, na transição dos Cadetes Britânicos entre um mono motor a aviões maiores. O Super Tucano(A 29) é um exemplo de monomotor, só possui uma hélice na frente.

  3. Afinal, as instruções de voo iniciais começam em um monomotor até o aluno atingir uma quantidade de horas de voo exigida para a próxima etapa.

  4. A USAF utiliza o T-1A Jayhawk, para essa mesma função, por exemplo. Acredito ser questão de tempo até a Embraer ou uma outra empresa substituir essas aeronaves da USAF, (são mais de 150).

  5. Alex Nogueira 10 de julho de 2017 at 15:30
    A França usou por muito tempo, e ainda usa o Xingu com cabine modernizada para treinar futuros pilotos de esquadrões de transportes, acredito que de A-400M inclusive.
    Países árabes como Emirados e Jordânia, Arab Wings, Royal Jordanian Air Academy, Eithad, usam o Phenom100 como avião de treinamento antes de chegarem aos grande jatos comerciais.
    __________
    Everton Matheus 10 de julho de 2017 at 15:48
    Muito bem lembrando, e toda a linha de montagem dos EJets da Embraer, já está nos Estados Unidos.

  6. Eu havia pensado nessa possibilidade também, mas evitei comentar, dado que a questão financeira não é exatamente um problema para os EUA, o Phenom300 talvez possa ser considerado.
    Ainda que se for 100% para treinamento, e o Phenom100 cumprir todos os requisitos, então pode optar tudo pelo modelo 100, estarão bem servidos de qualquer maneira.
    Ambos modelos são montados nos EUA.

  7. Este sistema de se usar pequenos jatos executivos para instrução multimotor de pilotos militares é altamente controversa, só 4 países adotaram essa ideia, USAF e JASDF com o Beech Hawker 400(T-1 Jayhawk) e a RAF e A Força Aérea do Paquistão com o Embraer Phenom100.
    No caso do Paquistão como ja citei antes em outro tópico, todos os pilotos são destinados a caça e depois de cumprir seu periodo básico no F-7 ou JF-17 podem optar pelo transporte, os homens que optam pelo transporte fazem o curso no CN-235 para iniciar no transporte de tropa e por questões de preconceito da tropa muçulmana as mulheres fazem curso no Phenom 100 e voam os jatos VIP e AEW.
    Perguntei isso aos meus colegas que são aviadores e voam no transporte e a maioria prefere um turbohélice como o C-95AM ou um Beech 90/200, o avião mais usado no mundo para isso, o usam a US Navy(pilotos da Marinha e Força Aérea ), US Army, Marinha do Japão, Austrália, Israel, Alemanha e outros.
    Na USAF os pilotos oriundos do T-6 II e destinados ao transporte turbohélice como Bech King Air e C-130 fazem curso no King Air da US Navy(T-44) e os destinados a jatos cono o KC-135, C-17 e C-5 fazem o curso na USAF com o Beech 400(T-1 Jayhawk). Por isso é comum ver novinhos pilotando um C-17 e coroas pilotando um C-130, lá são ramos diferentes da aviação militar.
    .
    Muitos criticam esta opção única pelo jato Phenom 100 no UK por esta empresa que vai formar os pilotos de tranporte, patrulha e reconhecimento, a RAF tinha vários Beech Super King Air para isso com pouco mais de 10 anos de uso.
    https://www.raf.mod.uk/equipment/kingair.cfm

  8. Sampaio, Acho o 300 mt apelo kkkkk

    Strobel, acredito que a intenção não é simular aeronave militar nos Phenons, acredito quer seja somente para o que esta escrito. Para dar as horas de voos necessária para cadetes que estão começando em multimotor. Depois de algumas horas de voo, certamente eles irão para aeronaves dedicadas a fins de instrução militar.

  9. Walfrido, acho que a Suécia é outro país onde todos os pilotos são destinados à caça e depois tem a opção de seguir na aviação de transporte. Aliás, lá a instrução completa se dá em apenas uma única aeronave (o Saab 105) e depois já segue direto para o Gripen D.

  10. Aviões Embraer também faziam, ou ainda fazem, parte da instrução de aviadores para aviação de transporte na França, caso do Embraer Xingu. Não sei se eles ainda o operam, ou se já o substituíram.
    No Reino Unida a Embraer tem tradição com o Short Tucano.

  11. Não quero nem saber.
    Se os britânicos escolheram um bom avião brasileiro para treinar seus pilotos eles que sabem…
    Se é o avião ideal ou não eles que devem decidir…

  12. Everton, exatamente por fazer a instrução inicial multimotor que vem depois da instrução avançada monomotor é que a maioria dos países preferem um turbohélice como a aeronave de instrução.
    No Brasil: do T-27 para C-95BM/CM
    Em Israel: T-6 II para o Beech 200.
    Na França: do G-120A para o Embraer Xingu.
    Na RAF hoje: do Short Tucano para o Beech 200.
    Na RAF em implantação: T-6 II para o Embraer Phenom 100
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    A FAB é uma Força Aérea muito bem servida no quesito Instrução de Transporte com o 1°/5° GAv Rumba em Natal.
    http://www.spotter.com.br/esquadroes/rumba_12.jpg
    .
    Wellington, a França ainda usa o Xingu, que era um bom avião, pena que tinha alguns problemas e não conseguiu a certificação da FAA.
    Por muito tempo se espalhou na internet o folclore de que a FAA não certificou o Xingu para que não concorresse com o Beech King Air, mas anos depois um piloto de provas da Embraer disse em entrevista que realmente ele tinha algumas deficiencias na recuperação de estol e parafuso, que depois foram resolvidas, mas ja era tarde, o avião ja estava queimado e a Embraer tinha objetivos maiores em vista com o EMB-120 Brasília que foi um sucesso.

  13. Strobel, acredito que se mais Forças tivessem condições de bancar/testar um Phenom por um tempo o cenário poderia ser diferente. E sobre o TurboHelice x Jatos executivos, penso que são estratégias a longo prazo e de uma Escola de Formação mais complexa do que isso. Filosofias diferentes… Estratégias diferentes… Finalidades …

  14. Matheus Ugraita 10 de julho de 2017 at 19:14
    Olá Matheus. Parece que o colega acima se equivocou. Talvez ele pense que E-Jets sejam os aviões executivos da Embraer. Todos sabem que E-Jets são os aviões comerciais E-170, E-175, E-190 e E-195 (e agora a família está sendo renovada com os E2)

  15. “Antônio 10 de julho de 2017 at 18:31
    …..
    Se os britânicos escolheram um bom avião brasileiro para treinar seus pilotos eles que sabem…….”
    Antonio, o Phenom 100 e 300 são Embraer, mas não são brasileiros, são americanos.
    Dizer que o Phenom 100 é brasileiro é a mesma coisa do que dizer que um Short Tucano fabricado na Irlanda é brasileiro, é irlandês.

  16. Os Phenom são sim produtos brasileiros, no sentido que foram desenvolvidos, projetados, certificados por brasileiros, no Brasil. Atualmente são produzidos no Brasil e montados nos EUA.
    Sua engenharia continua no Brasil.
    Então, do meu ponto de vista é um produto EMBRAER, que é uma empresa brasileira.
    O caso do Shorts Tucano é bem diferente… Não deveria servir de comparação. Ele é um produto Shorts, feito com base num produto Embraer.

  17. De fato, a comparação do Phenom com o Shorts Tucano e mesmo com o Tucano egípcio não é cabível, dado que não eram fabricados pela Embraer, ao contrário do Phenom.
    A melhor comparação é com um Toyota Corolla fabricado no Brasil. Ele é japonês (projeto e sede da empresa controladora da fábrica) e, dependendo da ótica, brasileiro, por ser “made in Brasil”. Algo absolutamente normal no mundo capitalista, antes mesmo da globalização se intensificar.
    Só nacionalistas de botequim não compreendem isso e veem como algo negativo.

  18. Rafael… Negativo.

    No caso do Tucano egípcio, este sim se compara com do Phenom 100 e do Corolla. Já o Shorts Tucano o caso é um pouco diferente.

  19. Rafael, se na sua limitada compreensão um Toyota Corolla é um carro japones, então eu fico feliz, pois ja tive nos anos 80 um carro alemão, o meu fusquinha fabricado no ABC paulista.
    Eu pediria que vc dissesse quem foi o “nacionalista de botequim” que viu como negativo o fato do Phenom 100 e 300 ser produzido nos EUA.

  20. Certo. E os f16 que vierem a ser fabricados na Índia serão caças indianos…
    Para o bom entendedior meia palavra basta.
    Aviões brasileiros que passaram a ser montados nos EUA como forma de melhorar o marketing.
    E os grupens fabricados no Brasil serão caças “brasileiros”…

  21. Outra substituição criticada nesta privatização dos aviões da instrução inglesa foi o T-6 II no lugar do Short Tucano que só tinha voado metade de sua vida útil, a maioria deles só voou umas 3.000 a 4.000 horas, muitos defendiam uma modernização do cockpit, ja que a célula e o motor Garrett estavam bons.
    Os Short Tucano estão sendo vendidos nos EUA para particulares com cockpit modernizado, vejam este a venda, na avaliação dos aficionados por estes aviões militares, esta é uma boa opção para quem quer o desempenho e a segurança de um avião de instrução militar turbohélice e com motor Garrett, aviônica Garmin e assentos ejetáveis Martin Baker de fácil manutenção nos EUA. Os clássicos mais antigos são caros e de difícil manutenção.
    http://www.jetaviva.com/inventory/1478551690/Short/Tucano/T33

  22. Reconheço todo o direito da Embraer como empresa privada de fabricar ou montar seus aviões em qualquer lugar do mundo.
    Como a Airbus que abriu fábrica nos EUA e China para a família A320.

  23. Luiz Fernando, a empresa onde o Tucano era montado no Egito era da Embraer? Ou era da Helwan Industries?
    Esse foi meu ponto para de comparação. Existem outros e no caso da Shorts o avião também era diferente do Tucano brasileiro.
    .
    Walfrido eu disse que há diferentes formas de se analisar a questão e considerar como sendo um produto de nacionalidade x ou y. Do ponto de vista do “made in” você está certo. Por outro lado, posso ironicamente dizer que você possuiu um dos maiores sucessos da criativa indústria automotiva brasileira, assim como, caso possua ou tenha possuído um Iphone, pode se orgulhar de um símbolo da avançada tecnologia chinesa.
    .
    Quanto aos nacionalistas de botequim, não me referia a você, pois não sei se é. Nesse post não tem nenhum, mas como frequentador desse tipo de site, você já deve ter visto vários comentaristas dizendo que “é um absurdo os Super-tucanos serem fabricados nos EUA, que os EUA roubaram o Super-tucano e estão vendendo para outros países passando por cima da Embraer e do Brasil que não ganham nada com isso, que daqui a pouco a Embraer vai fabricar todos os aviões nos EUA, que a Embraer já é americana, etc”. Essas pessoas são nacionalistas de botequim, na minha opinião.

  24. Rafael… Quanto ao nacionalismo concordo com você.
    A questão do Tucano Egito, Shorts Tucano, Super Tucano LAS, Phenom… serem produtos brasileiros ou não depende do ponto de vista. O que queria dizer é que os modelos em que está montagem ocorre ou ocorreu são diferentes para todos eles.

  25. “Meus colegas aviadores preferem um turbo hélice, como o C-95M”. Acho que porque nunca voaram nada melhor. A tendência mundial é pelas aeronaves à reação, que possuem outra performance e alguns cuidados na pilotagem. A FAB não adota a solução britânica porque não tem dinheiro. E de instrução bimotor eu entendo um pouco (E/R-99, ATR72-200 e 600). Jato e turbo hélice.

  26. Cel. Rinaldo Nery, sei que tem experiencia na instrução, mas o jato está a 25 anos sendo oferecido como opção para formar pilotos militares de transporte, e só a Força Aérea do Japão(JASDF) com o T-1 Jayhawk e a RAF agora com o Phenom 100 resolveram a adotar para todos os pilotos destinados ao transporte.
    Na USAF é uma solução parcial, pois só a metade destinada a voar jatos treinam no T-1 Jayhawk, a outra metade destinada a voar turbohélice recebe instrução no T-44(King Air) da US Navy.
    No Paquistão só as mulheres treinam no Phenom, os homens usam o CN-235.
    Por isso acho que a vontade destas Forças Aéreas é realmente usar turbohélices na instrução especializada de transporte, e o problema não é o custo, pois na época de sua fabricação um T-1 Jayhawk custava o mesmo que o Beech King Air 200, e só dois países na época adotaram este padrão para instrução.
    Em 2004 o T-1 Jayhawk e o King Air 200 custavam o mesmo preço, da ordem de 4 milhoes de dólares, e a RAF optou pelo King Air.
    Hoje pode acontecer o contrário, países podem comprar o Embraer Phenom para instrução pelo baixo valor, pois custa da ordem de 4 milhões de dólares enquanto o King Air 250, substituto do King Air 200, custa seis milhoes de dólares.
    . http://beechcraft.txtav.com/en/king-air-250

  27. Cel Rinaldo Nery, Esta aí uma coisa que não tenho a menor ideia, o custo operacional de um King Air 250 X Embraer Phenom 100, mas só pelos Dois milhoes de dólares a menos na aquisição ja é um caso a se pensar o uso do Phenom 100, isso deve ter pesado na decisão dos ingleses, como compraram 5 unidades economizaram 10 milhoes de dólares.

  28. Achei o vídeo com o Phenom 100 do Paquistão que mostra uma pilota recebendo instrução em sua cabine, as “meninas” não fazem o curso de CN-235 e vão direto ao Esq. VIP, onde inicialmente são distribuidas entre o Beech Super King Air 350 e o Phenom 100, neste vídeo aparece outra pilota recebendo instrução no Beech.
    Obs: me deu uma dúvida entre “a piloto” e “a pilota”, e fui pesquisar no Google, as duas formas podem ser utilizadas.
    “As duas palavras são corretas. O feminino de piloto pode ser a piloto ou a pilota. A palavra a piloto é a forma mais tradicional e antiga de formação do feminino. A palavra a pilota é uma forma mais atual de formação do feminino. ”
    . https://m.youtube.com/watch?v=jmXgyANcTi8

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