Gripen é favorito na Áustria para substituir Typhoon

Gripen é favorito na Áustria para substituir Typhoon

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Eurofighter da Áustria

O Eurofighter é uma das aeronaves de combate mais modernas do mundo, mas ainda tem uma má reputação na Áustria. Por causa de subornos de cerca de 100 milhões de euros alegadamente pagos, o Typhoon não está sujeito apenas a um comitê de investigação parlamentar, mas também caiu em desgraça com o ministro da Defesa, Hans Peter Doskozil.

De acordo com o Ministério da Defesa, isso se deve principalmente aos altos custos operacionais, estimados em cerca de 80 milhões de euros por ano. De acordo com a informação do Kurier, parece que os 15 Eurofighters, que custaram 1,6 bilhão de euros, poderiam ser retirados do céu austríaco após apenas dez anos de uso.

Alguns meses atrás, a Doskozil criou um comitê de especialistas de 30 integrantes para procurar aviões de combate alternativos. O resultado, que está sendo estritamente cumprido pelos militares, deve ser anunciado na próxima sexta-feira.

É claro que foram necessárias 16 aeronaves para monitorar o espaço aéreo austríaco. Foi simplesmente excluído que outro país da UE pudesse garantir o espaço aéreo austríaco. Como um país neutro, a Áustria não podia entrar em tal dependência.

Caças Gripen

O favorito é da Suécia

Embora os militares estejam sendo muito discretos, os sinais foram vazados, sugerindo que uma mudança para o Saab Gripen é recomendada pela Comissão. Um “déjà-vu” para a Áustria, como na busca de um sucessor do Saab Draken em 2003, quando o Gripen perdeu para o Eurofighter.

O Gripen (Saab JAS 39), está disponível como monoposto e biposto e aparece sempre nos rankings dos melhores aviões de combate multifunção do mundo. Os aviões da versão C/D usados ​​podem estar disponíveis. No entanto, a Saab apresentou recentemente a nova versão “Super Gripen” E/F, que é mais capaz e mais cara do que a sua antecessora.

Mas o Eurofighter não é o único problema. O segundo tipo de aeronave operado pela Força Aérea Austríaca, o lento treinador a jato Saab 105, só pode ser usado até 2020. Por enquanto, eles estão sendo usados ​​de forma intercambiável com o Eurofighter por razões de custo.

Se o Saab 105 for substituído, o especialista militar Georg Mader — o correspondente austríaco para a Jane’s Defense — disse que existem várias opções. O M-346 (ou o sucessor M-345) da empresa italiana de armamentos Leonardo, que já voou, é uma possibilidade, o Aero L-159 da República Tcheca, um avião de combate leve e o ​​outro é o BAE britânico Hawk Advanced Jet Trainer. O F-16 muito usado pelos EUA, por outro lado, é difícil de conseguir.

Uma questão interessante permanece: o que acontecerá com os Eurofighters? Uma revenda é considerada legalmente difícil, mas concebível, por especialistas em defesa. Ou poderia haver um comprador para as máquinas.

FONTEVienna Kurier / COLABOROU:  Manuel Flávio

55 COMMENTS

  1. A revenda do EF 2000 é complicada, mas há quem queira comprar para canibalizar e servir para manter o resto da frota. Outra opção é vender a preço camarada para algum país da América do Sul, como o Peru ou a Colômbia.
    Sobre o Gripen, ele sem duvidas é o favorito. Resta saber se haverá disponibilidade pra arrendar a versão C ou se os austríacos irão rolar abrir a carteira para pagar pela variante E.

  2. Paulo Jorge 6 de julho de 2017 at 16:20
    Outra opção é vender a preço camarada para algum país da América do Sul, como o Peru ou a Colômbia.” — duvido muito! Primeiro porque, mesmo que o preço unitário ofertado seja pra lá de camarada, negócio de pai pra filho!, o custo operacional de um Eurofighter é estratosfericamente alto pra qualquer país sulamericano (numa região que não tem contingências geopolíticas que justifiquem tamanho dispêndio); segundo que seria uma transição de doutrina e logística operacional também muito radical, acarretando um outro tanto de dispêndios que as FFAA de nenhum país do cone sul tem orçamento pra bancar (creio eu)!
    Mal comparando, é como alguém que anda de ‘Gol bolinha’, se empolga em comprar um BMW Série 3 (“com desconto de R$ 15 mil!”) mas depois cai na real que o IPVA do carro é ‘2 vezes o salário do mês” e as revisões dos 10.000 km custam ‘um olho, um rim, e metade de um fígado’!

  3. Ivanmc 6 de julho de 2017 at 17:01
    O que o amigo faz votos? Que a Áustria decida pelo Gripen (E ?), ou que ofereçam Eurofighters usados ‘a preço camarada’ pro Brasil?… Com a primeira hipótese, se isso resultar em um custo de desenvolvimento do Gripen E menor pra todos, concordo. Com a segunda… nem pensar! “IMHO”, puro delírio!

  4. Mal comparando, é como alguém que anda de ‘Gol bolinha’, se empolga em comprar um BMW Série 3 (“com desconto de R$ 15 mil!”) mas depois cai na real que o IPVA do carro é ‘2 vezes o salário do mês” e as revisões dos 10.000 km custam ‘um olho, um rim, e metade de um fígado’!

    Eu ri hehehe!
    Pois é tem que ter o pé no chão, não adianta ter sem poder operar, por isso de todos os caças considerados de “alto desempenho” o Gripen é meu favorito disparado, e que bom que foi o escolhido para a FAB.

  5. André Luiz 6 de julho 17:12.
    .
    Eu faço votos para eles comprarem o NG, assim ajudaria indiretamente e diretamente a produção dos NG da FAB.
    sds.

  6. O Gripen é de longe a melhor opção para países pequenos (em orçamentos), os austríacos já o deveriam ter escolhido no passado, agora devem se corroer de remorsos…
    F-16 também é fantástico, desde que devidamente modernizado e revitalizado, mas ai não sei se o preço fica quase lá com um aparelho novo…
    Depois do Eurofighter, deve dar SAAB Gripen, e eu gostaria muito de vê-los com o modelo E/F.

  7. 80 mil euros por hora/vôo… para um país relativamente pobre com a Áustria (sim, é pobre, pode estar no primeiro mundo, mas é porque é bem administrado, mas não é rico) é uma hecatombe! No Brasil, que é rico, mas não sabe usar o dinheiro que tem, seriam reis do hangar!

  8. Que eu me lembre a Saab ainda oferece o Gripen C novo de fábrica. Isso foi dito na época da apresentação do protótipo ou no primeiro voo, não lembro direito.

  9. A pergunta é: Qual a vantagem do Typhoon em relação ao Gripen NG em um país com as dimensões da Áustria, tanto em território quanto em população, que não tem o histórico de participar de forças tarefas mundo afora (o que poderia justificar uma aeronave com maior capacidade de carga) e com uma vizinhança tranquila?
    Se levarmos em conta ainda o fato do NG estar em pé de igualdade (se não superior) em tecnologia, autonomia, etc.. e com uma hora de voo muito mais barata, desconsiderando as razões politicas é claro, fica difícil de entender.

  10. Rodrigo,

    A vantagem é o EF2000 já operar padrão OTAN sem precisar fazer mais nada. Outra vantagem é a questão do suporte que os austríacos tem por aproveitar a estrutura dos alemães.
    Claro, estou falando de facilitadores e não o quanto essas benesses oneram o orçamento.
    No fim das contas, a Áustria tem o mesmo perfil da República Tcheca e da Hungria. Deveria ir de Gripen.

  11. agora eu entendo o custo de hora do Eurofighter, eles computaram também o suborno…….
    tomara que não usem essa fórmula de calculo aqui no brasil………

  12. Eles estão com um excelente avião na mão e querendo gastar um bilhão de dólares com um F-16 ou Gripen, com este bilhão na mão vão voando o Eurofighter.
    Eles usam na instrução primária e básica o Pilatus PC-7 e na avançada e de caça o velho SAAB 105 que receberam em 1970 sem modernização, os da Suécia pelo menos foram remotorizados e receberam nova aviônica analógica civil nos anos 90.
    Se eles fossem mais sérios ja teriam substituido esta instrução, em 2014 foi revelado que só tinham 14 pilotos para os 15 Eurofighter. Vejam na foto o cockpit atual do SAAB 105ö dos austríacos.
    https://www.cybermodeler.com/aircraft/saab105/images/bauer_saab105_086.jpg

  13. Eu sempre achei essa compra dos Tranche 1 o maior engodo da aviação de caça da Europa em tempos recentes. Compraram um avião caro de se operar e que não tem para onde evoluir.

  14. Se o rafale tinha um custo de operação proibitivo é a FAB ,muito bem, bateu o pé contra, imagina o typhoon, isso porque ele foi testado na Líbia e não se saiu lá muito bem, principalmente frente ao rafale.

  15. Olá colegas.
    O que será bom para a FAB seria um segundo lote de Gripens E/F, chegando a uma frota de 70 aparelhos adquiridos novos que substituiriam os F5 e A1.

  16. camargoer 6 de julho de 2017 at 20:26
    Acredito num segundo lote, se não 36 mais, mas pelo menos inicialmente 24.
    Com a produção no Brasil, os custos diminuem, porque parte do gasto com a compra, é amortizado via impostos sobre a produção, serviços, IR.. etc…
    A Saab até onde sei, vai incorporar a Embraer na cadeia de produção de caças vendidos, não apenas na América Latina, mas para outros países.
    Me parece que o Gripen é mesmo o favorito para a Áustria, ótimo caça, muito capaz, e a um preço realista de se manter e operar.
    Na América do Sul tem a Colômbia, e quem sabe o Chile que pode optar pelo avião no futuro.
    __________________
    helio henrique silva pereira 6 de julho de 2017 at 19:11
    Também já li, dito por gente da direção da Saab, que as duas empresas já estão trabalhando num avião não tripulado, pensando no futuro, só não sei se será um Gripen ou outro modelo, exclusivamente não tripulado.

  17. Olá Hélio.
    Segundo consta, o que pesou em favor do Gripen foi a oportunidade de participar do desenvolvimento do projeto. Ou seja, da possibilidade de aprender fazendo desde o projeto até a fabricação. A questão do custo reforçou a opção.
    Se a FAB achasse que o Typhoon fosse a melhor opção, não seria o preço que iria mudar esta realidade operacional.
    A FAB não irá adquirir Typhoon usados porque seu projeto é unificar a frota de caças.
    Não faz sentido agora falar em adquirir caças usados com a perspectiva dos primeiros Gripen serem entregues daqui dois anos.

  18. Olá Antonio.
    Concordo com a sua análise, mas duvido de um terceiro lote. Você também tem razão sobre os benefícios fiscais de se fabricar localmente, mesmo que seja mais caro. É possível estimar que 20% do valor total é revertido em impostos (seja nacional ou local). Alem disso, os 30% correspondentes aos empregos são diretamente injetados na economia local.
    Considerando todo o projeto, dá para estimar que uns 25% do valor do programa Gripen irá retornar de um modo ou de outro nas contas do governo.

  19. A compra prevista para o FX-1 era de pouco mais de uma centena. Não em um primeiro [que previa 12 unidade, apenas] momento mas no total, considerando aquisições posteriores. Se não me engano, no FX-2 caiu um pouco. Mas uma coisa é o previsto na estratégia e outra a possibilidade real de compra. Não sei para quando um segundo lote é pensado mas se a economia estiver melhor nesse momento a aquisição será facilitada.

  20. Walfrido, talvez eles tenham feito as contas e tenham concluído que saí mais barato comprar 15 Gripen e voar 5 mil horas com cada um do que voar 5 mil horas de Typhoon.
    Por exemplo, admitindo o valor da hora do Typhoon e chutando o do Gripen:
    Typhoon: 5.000 x 80.000,00 = US$ 400.000.000,00
    Gripen: 5.000 x 40.000,00 (chute)= US$ 200.000.000,00. Sobra US$ 200.000,00 para comprar o Gripen. Acho que dá para comprar até o Gripen E com esse valor.

  21. Caro Rafael,
    Creio que custo é apenas uma parte das questões de defesa. Claro que tem que caber no orçamento, mas os militares devem levar em conta que a solução seja efetiva. Imagino que nem sempre a solução mais cara é a melhor, mas isso também não quer dizer que deve-se escolher sempre a mais barata.

  22. Cara Camargoer,
    Sim, também não defendo que a solução mais barata é sempre a melhor. Mas a escolha por uma opção mais cara demanda maior justificativa.
    Só quis demonstrar ao Walfrido que a opção por trocar pode ser mais barata no longo prazo do que manter o Typhoon, mesmo tendo que comprar aeronaves novas, já que o comentário dele dava a entender que era mais barato ficar voando com o Typhoon.
    Ainda, acrescento que por ser a versão Tranche 1, essas aeronaves, além de terem manutenção caríssima, são limitadas e, caso não sejam atualizadas, tendem a ficar ainda mais caras para manutenir, já que os demais operadores estão optando por operar apenas T. 2 e T.3. E fazer o upgrade também é caríssimo.
    Acredito que a Áustria está ponderando todo isso e não está sendo nem um pouco amadora em cogitar a troca por Gripen ou até mesmo pelo F-16.

  23. Os EF2000 Tranche 1 são suficientes e excelentes para o TO da FA austríaca.
    O que queimou a aeronave foi o escândalo de corrupção que abriu a caixa preta dos custos operacionais e assustou os contribuintes.
    É difícil afirmar não possuir condições de bancar uma aeronave cuja hora voo é de 80 mil euros e ao mesmo tempo empenhar alguns bilhões para adquirir eventual sucessor.

  24. Paulo Jorge, mas a Áustria não deve apenas afirmar, deve demonstrar com números que sua opção é a mais racional para os contribuintes.
    Grosso modo, é o que fazem Forças Armadas de ponta ao aposentarem meios que teriam muitos anos pela frente, mas cuja manutenção já se tornou cara, ainda mais quando é necessária uma modernização. Não que o Typhoon T1 seja velho, mas as versões mais novas deixaram-no ultrapassado e cada vez mais caro de manutenir.
    No Brasil a gente estranha porque tem navio com mais de 70 anos, blindado com mais de 50, caça com mais de 40 e até o fuzil costuma ser mais velho que seu operador. E por isso que até hoje um monte de gente acha um absurdo a FAB ter aposentado o Mirage 2000, achando que ele deveria ser mantido operacional a qualquer custo já que era nosso melhor caça.

  25. Rafael, tirando por conta estes 14 pilotos que eles tinham em 2014, eles não voam mais do que 3.000 horas por ano com todo o Esquadrão, isso levando em conta um padrão de horas voadas de um país rico.
    E 1 bilhão de dólares eram 12 Gripens C a 10 anos atrás , como eu ainda acho melhor investir em outra coisa estes recursos, formar pilotos em PC-7 e SAAB 105 sem modernização para voar avião de primeira linha como um Gripen ou Eurofighter não da.
    Pelo menos penso assim, mas podem seguir a sua linha e ficariam bem servidos.
    .
    Outra coisa, 15 Eurofighter ou 15 Gripen não vão ganhar nenhuma guerra, isto é para manter sua capacidade de interceptação no seu espaço aéreo, vi alguns colocando estes Força Aérea como algo que pudesse fazer diferença em um conflito na Europa, ainda mais se for para segurar um avanço russo como eu vi suporem.
    Se tivessem comprado 15 Kai T-50 estariam interceptando tráfegos ilícitos e formando seus pilotos.

  26. Wlafrido,
    .
    Essas 5 mil horas era ao longo da vida de cada avião – chutei essa quantidade como total de horas que eles voariam em cada Typhoon comprado. Esse valor seria multiplicado por 15, resultando em US$ 6 bi no total ou US$ 3 bi para comprar Gripen e outros 3 bi para voá-lo.
    .
    Acho que toda Força Aérea ao comprar um avião de guerra leva em conta que ele pode, ainda que remotamente, ser usado numa guerra – mesmo considerando que não será muito útil na guerra, além da questão de parecer poderoso. Por isso os países europeus, mesmo os menores e menos ricos, compram caças de 1ª linha.
    .
    Veja o caso da FAB. Para dar conta dos vizinhos da América do Sul, não precisa de 36 Gripen. E para enfrentar alguma potência estrangeira, 36, 72 ou 144 Gripens seriam insuficientes.
    .
    Mas concordo que 15 KAI T-50 seria mais racional para a Áustria, mesmo considerando que lá não deve ter muitos voos ilícitos para serem interceptados.

  27. Bem fez a FAB escolheu com o pés no chão, é como diz o ditado, passarinho que sabe o bico que tem não come “preda”!

  28. Se a SAAB aparecesse com Gripens C/D para fornecer para a Áustria, ela teria que dar algumas explicações para a FAB sobre a promessa dos Gripen TAMPAX, não cumprida, depois de assinada a compra do F/X-2…

    Quanto aos Typhoon, de qualquer tranche, vai ficar a curiosidade de como daqui em diante vai ficar sua situação militar uma vez que o projeto tinha quase que uma liderança tecnológica do Reino Unido que agora não fará mais parte da União Européia.

    Situação que por si levará, daqui a diante, uma miríade de problemas logísticos, tributários e militares na medida que se caminhar para uma força militar européia.

    Os alemães já chamaram os franceses para um estudo de um projeto preliminar de um caça de 5ª geração europeu via AirBus.

    Se eu fosse os franceses eu só aceitaria se os alemães adotassem o Rafale abandonando os Typhoons…

    Se o Brexit se confirmar e sair do papel a Força Militar Européia os próximos 5 anos serão bem interessantes…

  29. “Se a SAAB aparecesse com Gripens C/D para fornecer para a Áustria, ela teria que dar algumas explicações para a FAB sobre a promessa dos Gripen TAMPAX, não cumprida, depois de assinada a compra do F/X-2…”

    Realmente isso foi assinado pela SAAB?????

  30. Fabio Aguiar 7 de julho de 2017 at 10:02
    O ditado cita ‘outra parte da anatomia’ do bichinho! 😉
    É bem por aí: acredito que ‘custo de aquisição & custo operacional’ será uma dimenção mais e mais importante para as FFAAs do todo o mundo, inclusive para as grandes potências! Num momento em que todos os países repensam como equacionar seus custos futuros de previdência social, não dá pra ficar gastando além do necessário e suficiente! Gastos militares em espiral, como os do programa F-35 (por mais qualidades que essa aeronave venha ser, em qualquer de suas versões!), são dor-de-cabeça na certa para as administrações futuras. Portanto, a principal qualidade de um vetor a considerar será o ‘custo/benefício’ !
    Abraços!

  31. Eurofighter é o pior dos caças de seus concorrentes diretos (não é um avião ruim, apenas o pior daqueles com que compete de fato) e além disso, é o mais caro de operar…
    Agora vender vai ser complicado. Talvez algum país que já opere ou namore o caça, como Omã, Kuwait, Arabia Saudita ou os usuários primários. Mesmo assim é difícil!
    Mas vender para país da América Latina, extremamente difícil, pois é caro. E as forças que teriam condições de operar já fizeram suas escolhas para o futuro, não tem dinheiro, ou não tendem a comprar caças europeus.

  32. Quais os fatores que fazem a hora de vôo do eurofighter tão caro ? É toda a manutenção em sí ou a turbina que consome muito? E se for,não haveria outra opção de motorização além do Rolls Royce EJ200?

  33. Gilberto, a FAB não tinha um tostão furado para fazer o leasing dos Gripen C/D e, caso realmente a SAAB tenha dito que não os possuía para ceder à FAB, nossa Força deve ter respirado aliviada por não ser ela a parte que não cumpriu com o contrato – isso se é que ela já não tinha manifestado à SAAB e à Suécia que não tinha dinheiro para o tampão.

  34. Depois dizem que a propina rola só no Brasil….. um caça caro, de difícil manutenção, de primeira versão. Já deveriam ter dado cabo nesse caça há muito tempo .

  35. Esta situação do empréstimo 0800(de graça)dos Gripen C/D entrou para o folclore da Internet, na verdade haviam 3 possibilidades para Anápolis aguardar os Gripen E/F.
    1- A cara revitalização dos M2000 com a Dassault.
    2- O caro leasing dos Gripen C/B com a SAAB
    3- a barata alternativa de usar os F-5EM.
    Na crise vcs ja sabem o resultado, e bem ou mal os F-5EM vão dando conta.
    Depois a Força Aérea da Suécia segurou a vontade da SAAB de oferecer leasing dos Gripen C/D mundo afora até receber seus E/F, quando começarem a receber seus novos a SAAB pode voltar a oferecer os C/D para leasing. Afinal a A SAAB é a empresa a ser contratada, mas os aviões são da Força Aérea.

  36. Gilberto Rezende,

    Prezado, substituir o EF2000 pelo Rafale é trocar seis por meia dúzia. A diferença de performance entre ambos é pequena, os custos operacionais são salgados para os dois e a disponibilidade pequena.
    A Alemanha já possui Tranche 3 e quer dar um salto para a quinta geração, nem que seja comprando o F35 caso o futuro caça furtivo europeu se mostre inviável (e será inviável sim).
    A cooperação com os franceses é de custos, já que nem os EUA conseguiram bancar sozinhos o F35 e o Reino Unido já tem seu caça de quinta geração.. os alemães querem que os franceses substituíam os ingleses pra rachar a conta. Só isso.

    Sds.

  37. Não entendo esses cálculos de custo de hora de vôo.
    Por que o typhoon é mais caro de manter do que o gripen?
    Só por causa do combustível?
    Não faz o menor sentido uma fábrica colocar um valor alto de manutenção.
    Para mim, caça deveria ser só comprar, colocar gasolina e trocar o óleo de tempos em tempos.
    E algumas peças quando necessário.
    Por que teria de ser caro? Quem mete a faca? A “concessionária” ou a fábrica?
    Alguém quer faturar na manutenção o que não levou na venda?

  38. Isso só mostra que a Dessault e a MiG “cagaram pau” ao encerrar a família mono motor menos sofisticados para países com menor responsabilidade militar. A família Mirage e MiG deveriam estar ai, mas vacilaram. Bom pra Saab.

  39. Nonato 7 de julho de 2017 at 21:10
    Apesar de sua opinião em contrário, um caça é uma máquina extremamente complexa e que opera sempre próximo dos seus limites de resistência. Só para citar o item que demanda maior cuidado de manutenção, os componentes de um motor a jato (na verdade um turbo fan) são constantemente submetidos a esforços térmicos e mecânicos extremos. Isso causa a fadiga dos materiais desses componentes, que precisam ser inspecionados regularmente e que devem ser substituídos periodicamente, já que tem vida operacional limitada. Fazendo uma analogia que talvez você entenda, é como se, além do lubrificante, você tivesse que trocar os cilindros e bielas do seu carro a cada 10 mil km. Fica caro.

  40. Nonato,
    Nessa estou com você e também tenho dificuldades de entender o cálculo dessas “horas de voo”. Pra mim isso é completamente absurdo isso de um caça custa 80 mil dólares por hora de voo.
    Quer dizer que se ele voar 300 horas por ano (nada demais) ele terá consumido 24 milhões de euros por ano. Se forem 36 caças, serão 864 milhões de euros por ano. Ao longo de 25 anos serão 21,6 bilhões de euros. Fora que cada caça teve custo de aquisição de uns 5,5 bilhões de euros. Além de um upgrade de meia vida que custa fácil, fácil, uns 25 milhões pra cada um que somando dá mais 900 milhões. Fora as armas que que foram adquiridas, como mísseis etc. com cada Meteor custando 3 milhões de dólares.
    Tirando as armas e toda a estrutura que fizeram pra receber o caça, só o caça em si tem um custo ao longo de 25 anos (aquisição, manutenção e upgrade) de 28 bilhões de euros (100 bilhões de reais).
    Desse jeito, com o salário que tenho, eu desisto de ter minha própria força aérea baseada lá na minha chacrinha.

  41. A Suíça e a Áustria,são nações neutras,e tem um pensamento de defesa próprios
    do contexto Europeu,a Suíça cancelou anos atrás a compra de avões novos,
    isto deve ter tido reflexos além de outros ,nos gastos em aviões de ambos os países.
    Pais neutro pode ter este pensamento de forças reduzidas.

  42. na verdade ninguem falou em gripen nenhum, simplesmente foi dito que manter os cacas actuais e actualizalos a longo prazo ficaria mais caro que comprar novo e nada mais.
    o resto é pura invencao

  43. Cara, quanta ação publicitária e haja gente (no maior ufanismo) acreditando que o Top das Galáxias iria ser o escolhido.
    .
    Gente, menos, bem menos!!!
    .
    É só no Brasil que o pessoal faz a loucura de substituir 6 por 3. Rsrsrsrs
    .
    Até mais!!! 😉

  44. Você conhece tão bem os jornais austríacos Oesterreich e o Vienna Kurier a ponto de acusá-los de peça publicitária??

  45. eu sou austriaco e vivo na austria! nao acusei ninguem de ser publicitario apenas de fazerem especulacoes e darem opinioes(o que qualquer um poder fazer) se foram pagos para isso nao sei! alem disso se vc entende alemao eu postei o video como prova!

  46. Boa Tarde a Todos.

    Achei muito legal o poder aéreo e os amigos que comentam aqui.
    Muitos mesmo entendem de aviões de combate.

    Bem em minha primeira opinião acho o Gripen E/F vai ser um dos melhores aviões de combate monomotor do mundo, pois, desde o começo a Suécia começou a fabricar seus caças para se defender de inimigos potentes como a URSS e eles não iriam construir porcarias para por seu país em risco.

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