USAF seleciona o radar APG-83 SABR para atualização do F-16

USAF seleciona o radar APG-83 SABR para atualização do F-16

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A Força Aérea dos EUA selecionou o Scalable Agile Beam Radar (SABR) APG-83 da Northrop Grumman Corporation como o radar AESA (Active Electronically Scanned Array) para sua atualização de radar do F-16.

A Northrop Grumman atualizará inicialmente 72 caças F-16 da U.S. Air National Guard para atender a uma Necessidade Operacional Emergente Conjunta do Comando Norte dos Estados Unidos para a defesa do território.

“As atualizações de radar AESA são criticamente importantes para dar à comunidade F-16, a vantagem tática que ela merece e estamos orgulhosos de fornecer essa tecnologia diferenciadora para a segurança e a eficácia da missão de nossos combatentes”, disse Bob Gough, vice-presidente de aviônica de sistemas de combate da Northrop Grumman. “O sistema APG-83 SABR está em produção de cadência total e está disponível agora para atualizações internacionais de F-16 nos EUA”.

A atualização do radar amplia a viabilidade operacional e a confiabilidade do F-16 e fornece aos pilotos capacidades de radar de combate de 5ª geração para combater e vencer ameaças cada vez mais sofisticadas.

A maior largura de banda, velocidade e agilidade do APG-83 SABR da Northrop Grumman permitem que o F-16 detecte, rastreie e identifique maior número de alvos de forma mais rápida e em distâncias mais longas. Além disso, o radar pode operar em ambientes eletrônicos hostis e apresenta mapeamento de radar de abertura sintética de alta resolução, que apresentação em quaisquer condições meteorológicas, que apresenta ao piloto uma grande imagem de superfície que permite a identificação e ataque de alvos com precisão.

O APG-83 SABR também foi selecionado por um número crescente de clientes internacionais e é o radar de base para o F-16 Block 70 da Lockheed Martin. A Northrop Grumman começou a fornecer a produção de radares APG-83 para seu primeiro cliente internacional no cronograma no final de 2016.

DIVULGAÇÃO: Northrop Grumman

18 COMMENTS

  1. Os dados são evidentemente classificados. Vi alguns falando em alcance de 90 nm (milhas náuticas) para radares AESA de caças menores, e na faixa das 110-120 nm para caças pesados. Só que isso quase que certamente já é para busca setorizada, onde os alcances são maiores. Sei lá, a 20 graus.
    Então, o alcance “normal” numa varredura padrão desse radar (e do Gripen) devem ficar aí na casa das 60 nm contra um alvo caça (RCS armado de 5 m2), com 90 nm em modo de busca setorizada.
    A título de exemplo, para melhor visualização:
    https://thaimilitaryandasianregion.files.wordpress.com/2016/08/air_to_groung_range_an_apg_67_maxman75_leftcore.jpg?w=540&h=611

  2. *deve ficar.
    Ademais, complementando, aqueles números mastodônticos que volte e meia vemos por aí, referem-se a “cued search”, quando o caça recebe uma pista de meio externo, concentrando a busca num único ponto do espaço.

  3. O gripe ng tem um radar de alcance maior que o do gripe normal, uns 180 km para 5 rcs o mesmo que o f-18 e o f-35

  4. Prezado Camargoer, a proposito das unidades de medida, embora o SI não defina “nm” como sendo milhas nauticas, os americanos empregam esta nomenclatura para esta grandeza (vide link que o Galli publicou acima). Ha uma outra unidade no grafico desta referencia grafada como “Bar” cujo equivalente no SI fica sem definição. Acho. Abs

  5. Definição do parâmetro Bar:
    The emitted radar beam covers a 120 degree (horizontally) arc in front of the jet, while the radar beam covers up to 8 bars – that is it can scan a line from right to left (that is called a bar), then drop down a bit and do another scan (bar) from left to right, etc. at a maximum of 8 bars. While changing bars the radar beam drops down approximately 1 degree at 40 nm or greater range, and it drops down approximately 2.5 degrees at 20 nm range. Antenna elevation can be adjusted, thus ‘shifting’ the vertical coverage up or down. The number of bars scanned can be set to different values: 1, 2, 4, 6 (default) or 8 bar scanning can be set.

  6. Rommelqe, acho que bar, pelo menos no sentido empregado no texto abaixo nem pode ser considerado unidade de distância. é apenas um parâmetro do radar.
    Bar = Nº Linhas horizontais escaneadas simultaneamente…
    Uma analogia muito interessante seria a formação de imagens nas antigas (nem tão antiga assim) TVs de raios catódicos.
    E a julgar pelo texto você precisa entrar com um parâmetro de distância primeiro para saber o quanto o feixe se moverá na vertical, quanto mais próximo mais movimentação, o objetivo é claramente manter a mesma “resolução” de varredura, variando muito pouco com a distância.
    Sobre o parâmetro de distância de detecção, um fabricante russo informa o seguinte sobre seus radares:
    “Detection range for 0.5 detection probability and 10-5 false alarm probability in absence of jamming, targets flying at 10,000 m altitude, km”

    B-52 strategic bomber 360*
    F-14 fighter 360*
    F-117A Stealth fighter 350

    Resumindo: dada a mesma potência e frequência a distância teórica de detecção é constante, porém a alteração no modo de rastreamento provavelmente modifica os parâmetros de “detection probability ” e “false alarm probability”. Ou seja, não basta que o radar detecte, precisa haver consistência mínima, se você possui um tempo maior de rastreio (alvo mais distante ou um “aspecto maior de varredura”) essa consistência demora mais para ser atingida….

  7. Prezado Carcara, sim, sem duvida, o parametro Bar nao é uma unidade que expresse distancia, mas sim, no caso especifico, refere_se a uma ” barra” (secante) correspondente à varredura efetuada pelo facho no arco de 120^ (No caso que citei que é de um radar APG63 ). Interessante que a primeira varredura se da na horizontal e da direita para a esquerda; atingido o limiar da “barra” ha um decrescimo de um bit e o radar faz uma nova varredura no sentido contrario, e assim sucessivamente. Veja no link http://www.radartutorial.eu que citei acima. Muito legal. No caso do APG 83 veja que ele tem capacidade de varredura de ate dois Bar na distancia 50 nm. Abs

  8. Ola camargoer.
    Sim a SI (International System of Units ou Sistema Internacional de Medidas) o nm é o simbolo para nanometro (nunca sei se tem sinal ou não).
    Já o National Oceanic and Atmospheric Administration (o famosos NOAA americano) padronizou como nm (em minusculo) e a International Civil Aviation Organization (ICAO) no qual o Brasil é signatário padronizou NM (em maisculta) como o valor da milha náutica.
    Imagina se os gringos vão usar o que? Um padrão deles ou que é de fora (no caso França)..

  9. A crise chegou ao Tio Sam. Vão ampliar para 13 mil horas a vida util de 800 celulas do F-16 C/D.
    Resta saber se essas aeronaves estão na ativa ou armazenadas no deserto.
    E agora upgrade nos radares.

  10. So uma observação adicional: entendo que a barra sobre a qual se faz a varredura seria uma ” corda” enquanto que a “secante” seria a distancia entre o ponto emissor (radar) e o ponto refletor. Abs

  11. camargoer 18 de junho de 2017 at 20:14
    Muito pertinente sua observação, camargoer. Apesar de convivermos com várias e várias unidades de peso e medidas do antigo sistema britânico, usadas até hoje pelos Estados Unidos, deveríamos dar mais ênfase ao uso das respectivas unidades SI, em tudo! Pergunta de leigo, meio retórica: por que mensurar distâncias de alcance de radar de um avião de combate em “milhas náuticas” ao invés de kilômetros?!…
    Aliás, nos meios científicos também existe essa discussão quanto aos EUA não adotarem o Sistema Métrico e demais unidades SI : , e
    Abraços!

  12. camargoer 17 de junho de 2017 at 19:12
    Observação aceita e acatada. Sempre vi o pessoal da FAB usando “nm” como referência e eu fui na onda. De qualquer modo, o comentário do Humberto esclarece que não há um único padrão, sendo o Brasil inclusive signatário da ICAO.

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