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O que deu errado com o F-35 Joint Strike Fighter?

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F-35C CF-8 lançando a bomba GBU-12 contra alvo móvel

Por Michael P. Hughes

O F-35 foi anunciado como um avião de combate que poderia fazer quase tudo o que os militares dos EUA desejavam, servindo a Força Aérea, Corpo de Fuzileiros e Marinha – e até a Royal Air Force e a Royal Navy da Grã-Bretanha – tudo em um só projeto de aeronave. Previsto para substituir vários tipos de aeronaves atuais e antigas com missões muito diferentes. É comercializado como um avião de combate multifunção econômico e poderoso significativamente melhor do que qualquer coisa que os adversários potenciais pudessem construir nas próximas duas décadas. Mas acabou por não ser nenhuma dessas coisas.

Oficialmente iniciado em 2001, com raízes que remontam ao final da década de 1980, o programa F-35 está atrasado quase dez anos e não conseguiu atender a muitos dos requisitos originais de projeto. Também se tornou o programa de defesa mais caro da história mundial, em torno de US$ 1,5 trilhão antes que o caça seja desativado em 2070.

Esqueça o que já foi gasto
O Pentágono está tentando argumentar que apenas porque os contribuintes liberaram mais de US$ 100 bilhões para o ralo proverbial até agora, devemos continuar a jogar mais bilhões no mesmo buraco. Isso viola os princípios financeiros mais elementares do orçamento de capital, que é o método que as empresas e os governos usam para decidir sobre os investimentos. Os chamados custos irrecuperáveis, o dinheiro já pago em um projeto, nunca devem ser um fator nas decisões de investimento. Em vez disso, os gastos devem ser baseados em como ele irá agregar valor no futuro.

Manter o programa F-35 vivo não é apenas um desperdício grosseiro em si: o seu financiamento poderia ser gasto em programas de defesa que são realmente úteis e necessários para a defesa nacional, como sistemas anti-drones para defender as tropas dos EUA.

Parte do enorme custo veio como resultado de um esforço para compartilhar o projeto de aeronaves e peças de reposição em diferentes ramos dos militares. Em 2013, um estudo da RAND Corporation descobriu que teria sido mais barato se a Força Aérea, o Corpo de Fuzileiros e a Marinha tivessem simplesmente projetado e desenvolvido aeronaves separadas e mais especializadas para atender aos seus requisitos operacionais específicos.

F-35C com as baias abertas mostrando suas armas

Não entrega o que custa
A empresa que construiu a F-35 fez grandes reivindicações. A Lockheed Martin disse que o avião seria muito melhor do que as aeronaves atuais – “quatro vezes mais efetiva” no combate ar-ar, “oito vezes mais efetiva” no combate ar-terra e “três vezes mais efetiva” ao reconhecer e suprimir as defesas aéreas de um inimigo. Na verdade, seria superado “apenas pelo F-22 na superioridade aérea”. Além disso, o F-35 deveria ter um melhor alcance e exigir menos suporte logístico do que as aeronaves militares atuais. O Pentágono ainda está chamando o F-35 de “o avião mais acessível, letal, suportável e com mais capacidade de sobrevivência”.

Mas não foi assim que o avião acabou se tornando. Em janeiro de 2015, foram realizados testes simulados de combate do F-35 contra um F-16, um dos caças que está programado para substituir. O F-35A foi voado “limpo” com as baias de armas vazias e sem armas ou tanques de combustível montados externamente. O F-16D, uma versão de treinamento mais pesada e menos capaz do F-16C, foi ainda sobrecarregado com dois tanques de combustível externos de 370 galões.

Apesar de suas vantagens significativas, o piloto de teste do F-35A observou que seu avião era menos manobrável e marcadamente inferior ao F-16D em um combate aéreo de alcance visual.

O F-35 não se deu bem em combate aproximado com o F-16

Furtividade sobre poder
Uma das principais razões para o F-35 não possuir a capacidade ar-ar prometida, e provavelmente não adequado quando comparado com seus adversários potenciais atuais, é que ele foi projetado antes de mais nada para ser um avião furtivo . Este requisito teve precedência sobre a manobrabilidade e provavelmente acima da sua letalidade ar-ar. O Pentágono e especialmente a Força Aérea parecem confiar quase que exclusivamente nas capacidades secretas do F-35 para ter sucesso em suas missões.

Como a F-117 e o F-22, a capacidade furtiva do F-35 reduz consideravelmente, mas não elimina, a sua seção reta radar, o sinal de que os receptores de radar recebem de retorno de um avião detectado. O avião parece menor no radar — talvez como um pássaro em vez de um avião — mas não é invisível. O F-35 é projetado para ser furtivo principalmente na banda X, a faixa de freqüência de radar mais comumente usada para direção de tiro no combate ar-ar.

Restos de um F-117 derrubado na Sérvia em 1999

Em outras freqüências de radar, o F-35 não é tão furtivo, tornando-o vulnerável a ser rastreado e derrubado usando armas atuais e até obsoletas. Já em 1999, o mesmo tipo de tecnologia furtiva não conseguiu evitar que um F-117 da Força Aérea dos EUA que voava sobre Kosovo fosse localizado, rastreado e derrubado usando um sistema de radar soviético e um míssil superfície-ar desatualizados (S-125 Neva/Pechora). Nas quase duas décadas desde então, esse incidente foi estudado em profundidade não só pelos EUA, mas também por adversários potenciais que buscam fraquezas em aeronaves furtivas.

Claro, o radar não é a única maneira de localizar e atingir uma aeronave. Pode-se também usar as emissões de infravermelhos de uma aeronave, que são criadas pelo calor gerado por fricção, quando se desloca através do ar, juntamente com seus motores quentes. Várias nações, em particular os russos, possuem excelentes sistemas passivos de busca e rastreamento de infravermelhos, que podem localizar e direcionar aeronaves inimigas com grande precisão — às vezes usando lasers para medir distâncias exatas, mas sem necessidade de radar.

Também é muito comum nos combates ar-ar que aviões opostos aproximem-se o suficiente para que seus pilotos possam se ver. O F-35 é tão visível quanto qualquer outra aeronave de seu tamanho.

Os analistas pronunciam-se
A Lockheed Martin e o Pentágono dizem que a superioridade do F-35 em relação aos seus rivais reside na sua capacidade de permanecer não detectado, dando-lhe a capacidade de “olhar primeiro, atirar primeiro, matar primeiro”. Hugh Harkins, um autor altamente respeitado em aeronaves militares de combate, chamou essa reivindicação de “um truque de marketing e publicidade” em seu livro sobre o Sukhoi Su-35S da Rússia, um potencial adversário do F-35. Ele também escreveu: “Em termos reais, uma aeronave na classe da F-35 não pode competir com o Su-35S em desempenho, como velocidade, velocidade de ascensão, altitude e manobrabilidade”.

Outras críticas foram ainda mais severas. Pierre Sprey, um co-fundador da chamada “Fighter Mafia” no Pentágono e co-designer do F-16, chama o F-35 de “um avião inerentemente terrível” que é um produto “excepcionalmente burro” resultado das Relações Públicas da Força Aérea”. Ele disse que o F-35 provavelmente perderia em combate próximo para um MiG-21, um projeto de caça soviético dos anos 50. Robert Dorr, veterano da Força Aérea, diplomata de carreira e historiador militar de combate aéreo, escreveu em seu livro “Air Power Abandoned”, “o F-35 demonstra repetidamente que não pode cumprir as promessas feitas para ele. … é muito ruim.”

F-35C variante de porta-aviões ainda não alcançou a IOC

Como chegamos aqui?
Como o F-35 passou da sua concepção como o avião militar mais tecnologicamente avançado e “faz tudo” no mundo, para um virtual fiasco? Ao longo do esforço de décadas para atender uma necessidade militar real de obter uma aeronave melhor, o programa F-35 é o resultado da fusão ou combinação de vários outros projetos separados e diversos em um conjunto de requisitos para um avião que está tentando ser tudo para todo mundo.

Em combate, a diferença entre ganhar e perder geralmente não é muito grande. Com o segundo lugar muitas vezes significando morte, o Pentágono procura fornecer aos combatentes o melhor equipamento possível. As melhores ferramentas são as que são feitas sob medida para abordar missões específicas e tipos de combate. Buscando realizar mais tarefas com menos dinheiro, os planejadores de defesa procuraram maneiras de economizar.

Para um avião de combate, as decisões de financiamento tornam-se um ato de equilíbrio de adquirir não apenas as melhores aeronaves possíveis, mas o suficiente para fazer uma força efetiva. Isso levou à criação do chamado caça “multi-role”, capaz tanto em combate ar-ar quanto contra alvos terrestres. Onde as contrapartidas devem acontecer, os designers da maioria dos caças multifunção enfatizam a capacidade de combate aéreo, reduzindo as capacidades ar-terra. Com o F-35, parece que os designers criaram um avião que não faz nenhuma das missões excepcionalmente bem. Eles fizeram do avião um “jack-of-all-trades, but master of none” (“Pau pra toda obra, mestre em nenhuma”) – com grande despesa, tanto no passado quanto, aparentemente, no futuro.

Eu acredito que o programa F-35 deve ser imediatamente cancelado; as tecnologias e sistemas desenvolvidos para ele devem ser usados ​​em projetos de aeronaves mais atualizados e econômicos. Especificamente, o F-35 deve ser substituído por uma série de novos projetos voltados para os requisitos específicos da missão dos ramos individuais das Forças Armadas, em vez de um projeto único de aeronave tentando ser tudo para todos.

FONTEwww.realcleardefense.com

94 COMMENTS

  1. Semana que vem o F-35A estreia em Le Bourget com o que aparentemente será sua primeira demonstração de voo completa.
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    Do que foi gravado por amadores nos EUA de longe, já dá para ter noção do que veremos: um caça que tem boa performance em altos ângulos de ataque, mas sangra muita velocidade em curvas sustentadas. Em outras palavras, o mesmo desempenho do F-18.
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    É realmente uma pena que os Typhoon e F-16 que estarão na feira fiquem apenas em exposição estática. Os Russos estarão ausentes e só o Rafale C fará companhia à ele nas apresentações de caças.

  2. Poggio, saiu a notícia de que a USAF quer reformar mais de 800 F-16. Com a USAF implorando por verbas, isso só pode significar um belo corte nas encomendas de F-35. A USN também anunciou que quer mais Super Hornet.

  3. Boa reportagem mas, o F35 representa uma mudança (ou tentativa) de mudança de paradigmas. Apesar de tudo o que deu errado, seria um preço a pagar? Na época da mudança dos motores à pistão pelas turbinas e adoção de muita eletrônica embarcada, mesmo que guardadas certas proporções, não teriam ocorrido os mesmos problemas com tecnologias e seus custos na época?

  4. Poggio, saiu a notícia de que a USAF quer reformar mais de 800 F-16.
    .
    Clésio, não sabia dessa notícia. Se vier realmente ela roubará recursos importantes da USAF que NÃO poderão ser utilizados na compra de mais F-35.
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    Sobre Le Bourget, lembrar que se tiver ameaça de relâmpago nas proximidades ele provavelmente não voará.

  5. Como diria um sábio amigo e grande empresário brasileiro: o menor prejuízo é o primeiro!

    E agora? Será que ainda dá pra voltar atrás? Quantos anos para 3 novas aeronaves ficarem prontas para a USAF, NAVY e Marines?

    Pode ser que essa reflexão sobre voltar atrás ou não também está uma década atrasada.

  6. Clésio,

    O pior é dar o braço a torcer que o Rafale, pelo menos no Le Bourget, sempre mandou muito bem. Eu tive a oportunidade de presenciar a passagem dele em 2009 e foi uma apresentação acrobática. Pequeno, ágil, uma razão de subida impressionante, curvas fechadas a grandes velocidades e retomadas de pronto. O bicho faz um dogfight, pelo menos pra quem vê, melhor que um Typhoon ou F-15.

  7. O F-35 parece tender a ser um demonstrador de tecnologias que, mais maduras, serão empregados em projetos menos ambiciosos.

  8. Poggio,

    Junho é época de chuva, com raios inclusive, em Paris e arredores, ainda que tradicionalmente, no dia de abertura do salão faz um sol carioca.

  9. Renan a história da caneta é um mito, na verdade a empresa pagou pelo custo de desenvolvimento e vendia por apenas 2,99 USD para a NASA, e era tão melhor que os lápis que até a URSS comprou.

  10. Bem exagerado o texto, o problema do F-35 foi atender as exigências da USAF, USN e USMC, e como a Lockheed gerenciou o programa. Cancelar JSF agora que está atingindo IOC não compensa mais

  11. Como disse o especialista,” Eu acredito que o programa F-35 deve ser imediatamente cancelado; as tecnologias e sistemas desenvolvidos para ele devem ser usados ​​em projetos de aeronaves mais atualizados e econômicos” .
    Ainda é possível estancar a sangria, cancelem o projeto, e cada força vai planejar sua aeronave de acordo com as necessidades.

  12. Lápis não pode ser utilizado no espaço por conta da falta de gravidade (microgravidade) que faria com que partículas de grafite ficassem flutuando na cabine e como o grafite é um alto condutor elétrico ele colocaria em risco de curto circuito os sistemas que poderiam levar a uma explosão a bordo.

  13. Um articulista de um site de assuntos de defesa com a opinião de um ex-engenheiro e um ex diplomata de carreira.
    Ainda continuo acreditando no F-35.

  14. O F-35 é o futuro da aviação de combate dos EUA, isto eu não tenho dúvidas, com certeza é muito moderno em muitas coisas, entretanto é inegável o grande abacaxi que se tornou. Quiseram inovar demais, este foi seu grande problema. Um programa pra lá de ambicioso.
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    A sorte dos que apostaram nele é que os EUA estão muito a frente na tecnologia stealth, então não terão grandes adversários por algum tempo. Até lá, os problemas poderão ser corrigidos, mesmo assim isto irá drenar ainda muito dinheiro do contribuinte estadunidense. Azar o deles.
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    Até mais!!! 😉

  15. Eu acredito que os Congressistas deveriam analisar esse caso do F-35 com mais seriedade, pois é muita grana investida para um projeto muito polêmico, com muitos países envolvidos , para ter uma caça que na prática será inferior a outros caças mais velhos. Ele me lembra o F-117: fizeram o maior marketing do avião e, na guerra da Iugoslávia, foi derrubado por um míssil considerado obsoleto.

  16. Sempre aparecem provas de que caças americanos não são melhores que os outros, apenas usam fortemente o marketing. Por isso os yankees sempre entram numa guerrinha pelo mundo afora, é uma forma de mostrar seus produtos ao mundo. Caças americanos é igual iphone, só tem preço, faz exatamente as mesmas coisas que outros.

  17. Meus amigos, os F-117 cumpriram muitas missões nos conflitos que os americanos participaram. Voaram impunimente pelo coração dos sistemas de defesa aérea em missões iniciais fundamentais. A derrubada na antiga Iugoslávia se deveu (hoje se sabe) a uma série de fatores que acabaram, contando com a sorte, sendo conjugados favoravelmente.
    Quanto ao F-35, o caça vem demonstrando plenamente aquilo que dele se esperava. Exercícios recentes só vem confirmando o que profissionais já anteviam: que consegue varrer do céu caças de quarta geração. Gente da FAB (profissionais, e portanto não achistas de internet) já antecipava isso. Um F-35 vê antes, se aproxima usando um modo de banda estreita de radar (imperceptível a RWR-ESM) e destrói o oponente convencional (não stealth).
    A USAF vai manter pelo menos 500 caças convencionais (200 F-15E e 300 F-16C SABR) simplesmente em razão do aspecto negativo do stealth: seu custo. E me refiro ao custo operacional, hoje superior a US$ 55.000,00 a hora vôo. Por isso haverá uma mescla de quarta e quinta geração. Chuto uma aquisição de uns 700 F-35 para a USAF.

  18. Esclarecendo para alguns, esta matéria é apenas a reflexão/opinião de um lado dessa história, não quer dizer que está correta, tampouco errada kkkkk
    Quanto a ideia original do aparelho: O curioso é observar que esse projeto é tão absurdo, tão ruim, tão inútil que a Rússia, China, Japão/Reino Unido, Alemanha e amiguinhos estão com projetos similares em andamento ou em concepção. Obviamente que não estou questionando os valores (aliás, parecem bem fora da realidade kkkk), estou apenas definindo o papel da aeronave nesse contexto de P&D.

  19. Olá.
    O que deu errado com o F-35? É só ir “juntando” os pedaços do quebra-cabeças de notícias. Vamos aos principais aspectos:
    1º- É um aparelho totalmente “novo” (não teve como base nenhum modelo anterior), de uma tecnologia não completamente desenvolvida e aplicada (os aparelhos “furtivos” anteriores mostraram limitações e altos custos no seu desenvolvimento/operação; tais fatores parecem terem sido “esquecidos” quando do projeto F-35).
    2º- Foi “vendido” como sendo “bom, bonito, barato, tecnológico, altamente letal e extremamente versátil”. É uma série de “qualidades” difíceis de serem atingidas separadamente, o que dirá num único pacote. A pretensão de que um único modelo de aeronave pudesse substituir toda uma gama de aparelhos (A-10, F-16, F-117, AV-8B, F-18) foi levada a um patamar extremo, praticamente impossível de ser alcançado.
    3º- Para atender a marinha, aeronáutica e fuzileiros (com seus respectivos aparelhos e necessidades) as três versões do F-35 (A, B e C) acabaram por ficar muito diferentes entre si, quase caracterizando aviões distintos. O reflexo disso veio na forma de custos e complexidades tecnológicas (tanto na parte de hardware quanto software), exclusivas de cada modelo/versão do F-35.
    4º- O modelo de gestão do projeto, que pode ter gerado mais de uma centena de aparelhos “de série” que necessitam (ou necessitarão) de reformas/atualizações para serem considerados plenamente operacionais. Mais custos na “conta”.
    5º- Marketing agressivo, tanto do fabricante e seus parceiros, quanto dos adversários. Mais que um armamento, o desenvolvimento do projeto gerou (e ainda gera) uma verdadeira “guerra de propaganda” entre os dois lados. Por vezes fica muito difícil de saber as verdadeiras limitações do projeto, bem como suas verdadeiras aptidões. Há, evidentemente, exageros de ambas partes.
    6º- O inegável elevadíssimo custo do projeto. Por mais que se justifique os valores já gastos, o montante total é muito alto. E ainda vai crescer mais.
    7º- Com um orçamento mais “austero” das forças armadas americanas, um aparelho com os custos do F-35 pode se tornar “economicamente inviável”, mesmo que demonstre capacidade e aptidão nas missões a ele destinadas nas suas diferentes versões.
    8º- A falta de um “plano B”. Não foram pensadas alternativas caso o F-35 não se torne plenamente operacional. Assim, novos modelos de caças “convencionais” não são projetados desde os anos de 1970. Mesmo com seus modelos atualizados, os caças convencionais americanos tem (pelos menos) cerca de 40 anos de projeto básico.
    Em linhas gerais, é assim que vejo as notícias relativas ao F-35. Acredito que, mesmo com tudo isso, o aparelho não seja cancelado. Mas o número produzido deverá ser bem mais modesto que o originalmente planejado. Em outras palavras: é um aparelho que nunca deverá ser visto como um “sucesso”.
    Salvo algum “milagre”…
    SDS.

  20. Poggio,
    aqui uma parte do que o Clésio estava falando sobre os upgrades na frota legacy da USAF.
    http://www.snafu-solomon.com/2017/06/this-basically-seals-itthe-f-35a-are.html

    Galil,
    concordo, o F-35 continuara a ser caro mas cumprirá a missão além de ter seus números reduzidos em uns 50%. Mas terá uma função central de “Bala de Prata” dentro da OODA loop.
    O problema maior será quem não tem escolha, como a RAF, RN e o USMC… esses terão que pagar a fatura full por simples falta de alternativa.

  21. Muita fumaça para pouca lenha.
    Ele já vai muito além do que qualquer outro caça e não está 100% pronto.
    É uma realidade. Uma assassina realidade. E a força aérea mais capaz do mundo sabe disso. Por isso Israel o tem agora em seu inventário.
    Tem defeitos? Sim. Mas nada que não possa ser corrigido.
    Não tem quer mais manobrável. Acabaram os combates a curta distância senhores. Ele não precisa combater de perto porque matará de muito longe. Mais do que qualquer um.
    Sorte será de quem o tiver.

    http://www.aereo.jor.br/2017/02/17/f-35-estreia-no-red-flag/

    http://www.aereo.jor.br/2017/02/21/f-35-sucesso-e-fracasso/

  22. Vou resumir: O Pentágono não aprendeu nada com o triste caso real do F-111 no século passado, era o avião para fazer tudo ( segundo o Secretário da Defesa da época, Mac Namara ), acabou não sendo caça ( pouco ágil ), foi rejeitado pela Marinha ( muito pesado também ) e como avião de ataque carregava pouco combustível….. Lembro de uma foto da década de 80 de uma base de F-111 no Maine: Os F-111 enfileirados com os tanques KC-135 ao lado ! É, decolavam juntos, eram abastecidos pelo caminho !

  23. PA as vezes força a amizade rs. Vamos lá:
    As vezes tenho a impressão de que o PA pensa ter um público leigo, pois a historinha do F-16 que superou o F-35 é que nem a historinha de que o F-15 seria superado por caças mais leves como o Mig-21, e deu no que deu, mais se 100 kill a favor. F-16 e F-35 pariticiparam de um combate simulado de dogfight para testar o desempenho da unidade da época no Block 2 justamente para dar pistas ao desenvolvedor aonde melhorar, todos sabemos que o F-35 não é um caça de dogfight, muito menos uma unidade Bloch 2 cheia de limitações, todos sabemos que a muito não temos se quer dogfight de fato nos ultimos conflitos e todos sabemos que em exercícios de guerra o F-35 varreu os caças de 4 geração do ar e mais uma vez estamos falando de uma aeronave que ainda nem possui capacidade operacional plena.

    Quanto à furtividade a mesma ainda está muito longe de ser ameaçada , muito menos por sistemas IRST, esses sistemas possuem um alcance prático na ordem de menos de 50km contra um alvo em aproximação , além de não apresentarem solução de tiro sem um radar ou laser para calcular a distância do alvo. Radares fora da banda X podem até detectar, mas rastrear e engajar são etapas tão difíceis quanto em que depende muito de radares de controle de fogo na banda X. Talvez por isso e sabedores da realidade de fato fora das alegações toscas do fim da furtividade seja o motivo de todo novo projeto aeronáutico primar pela furtividade, vide J-20, J-31, T-50 …

    Custos, hoje um F-35A sai por menoa de 95 milhões a unidade com pretensões de se chegar a 80 milhões até 2020, valor consideravelmente menor do que Rafale e Typhoon e que irá rivalizar até mesmo com o Gripen NG , todos de geração anterior.

    Em fim, a fonte origibal

  24. Para finalisar com chave de ouro a fonte ainda sugere o cancelamento do programa. Até aprece os “especialistas” que sugeriam o cancelamento do gordo, caro e complexo F-15. Mas o tempo sempre foi e sempre será o senhor da verdade. F-35 vai muito bem obrigado, cada dia mais países juntam-se ao programa com direito até a Alemanha dando uma sondada. Na vida real F-35 já prepara-se para receber um motor mais potente em 2020, época do recebimento de nossas primeiras unidades Gripen NG, na vida real em 2020 o F-35 estará custando 80 milhões , preço próximo do nosso Gripen NG , na vida real em 2020 o F-35 estará muito a frente de qualquer outro modelo rival no mercado internacional. Criticas oportuniastas nunca deram jeito no F-15 após suas concepção e não darão no F-35. Espero apenas que recobremos o juízo e analisemos aeronaves desse tipo de forma séria.

  25. Acredito que problemas acontecerão ainda,mas o numero de países que querem o F-35 aumentou,
    Israel quando viu o potencial do avião,aumentou os pedidos.
    Extra oficialmente se diz que as ultimas guerras desgastou a atual frota de jatos,e o F-35
    teve que acelerar a produção para atender a USAF,Marines e parceiros.

  26. pelo que li, só ha uma explicação para isso, o fabricante tem “ótimas” relações com seus clientes, papel aceita tudo, a frase que não custa nada torrar mais 100 bilhões, denuncia isso, mas ninguém vai por o guizo no gato, pois quem tem mico na mão não descasca banana…
    .
    há lições a serem copiadas nisso tudo ai… sobre o calor, não duvido que já hajam turbinas FRIAS, que o resultado da combustão fique em zero graus para menos,
    .
    pelo que entendo a ideia não é fazer dog fight e sim atirar sem contato visual…
    .
    Foi um belo trabalho de marketing isso tudo, o fabricante esta nadando em dinheiro,,, o trabalho é evitar processos…

  27. Billy, realmente, “invisível” não quer dizer indestrutível, entretanto, mata primeiro.
    O F-35 terá uma carreira longa e promissora.
    Ricardo NB falou bem a respeito do F-15. Vou mais longe. Vejam que caça mais complexo e cheio de problemas foi o F-14 Tomcat. E nem por causa disso deixou de ser o sustentáculo da US Navy.
    O F-35 não é um caça. Vai além disso.
    E queiram ou não ele está fazendo o seu papel de varrer os céus.
    Espero um dia vê-lo na FAB. Mas Amorim talvez estivesse certo ao afirmar que ele é demais para nós.
    Abraço.

  28. Ainda que o F-35 cumpra suas promessas de desempenho, haverá orçamento para mantê-lo, se e quando essas promessas tornarem-se realidade?
    Guardadas as devidas proporções. o F-35 está para a USAF, a USN e o USMC assim como o SubNuc está para a MB.

  29. O Paulo Costa tocou num ponto que eu ia escrever : Israel. Alguém duvida da competência da Força Aérea de Israel ? Lembrando que incompetência lá significa alto risco de extermínio do estado judeu. A 1ª compra poderia ser até p/ ter acesso às suas tecnologias avançadas, mas se eles compraram mais é porque o bicho foi aprovado, não ? Outro dia escrevi que precisamos resgatar o uso do bom senso e este é o caso. Voltemos as origens, o pentágono queria uma maravilha c/ asas, os competidores se disseram competentes p/ fazê-la – venderiam a mãe p/ ganhar a competição bilionária – o vencedor não iria chegar e dizer algo como a aeronave é muito boa, mas vai custar mais dinheiro e tempo p/ desenvolver. Na minha modesta opinião, o F-35 é muito bom, não é tudo que o pentágono queira ( creio que seria impossível atingir 100% das metas ), mas ainda assim é a referência a ser batida p/ todos os outros fabricantes de aeronaves de combate.

  30. Essa matéria é totalmente estúpida, agem como se ainda fosse a era do dogfight, parei até de ler quando fala que o F-35 perderia para um mig-21. Quanto aos radares, o F-35 possui sensores passivos que detecta onde está os radares, assim fica fácil evitar os radares ou destruí-los.

  31. O pessoal fala do custo do F-35 e esquece que os caças das 3 forças aéreas americanas estão em processo de envelhecimento em massa e precisam ser substituídos o mais rápido possível e pelo que me consta versões novas do F-16, F-15 e F-18 não estão sendo “doadas” pelos respectivos fabricantes. Se não for pelo F-35 terá que ser por qualquer outro e a diferença de custo será irrisória.
    O custo do programa F-35 é relativo ao custo da substituição da “frota” e não por alguma característica específica e intrínseca do F-35.

  32. Trocar o F-35 por uma versão avançada do F-16 iria redundar num custo maior já que haveria a necessidade de aeronaves de ataque eletrônico específicas, de mais mísseis cruise de modo a capacitar o engajamento de alvos especialmente difíceis, de mais mísseis despistadores, de mais mísseis antirradar, de mais mísseis ar-ar, de maior atrito em combate aéreo, etc.
    Um F-16 não faz o que o F-35 se dispõe a fazer e se o faz é com um custo e risco muito maior. O F-35 irá resgatar a “bomba” como arma básica de ataque da aviação e isso irá reduzir os custos das operações aéreas em ambiente contestado em guerras de alta intensidade.
    O F-35 sequer está apto a levar mísseis cruise (SLAM-ER, JASSM, JASSM-ER) o que sinaliza que enquanto um F-16 com 2 JASSM pode atacar dois alvos protegidos a um custo de 2 milhões de dólares um F-35 poderá atacar 8 alvos com SDBs a um custo de 300 mil dólares. Ou os mesmos dois alvos com duas JDAM ao custo de 40 mil dólares.

  33. Ah! Esse processo de substituição da frota é demorado (20 anos??) e até lá novos caças convencionais devem ser adquiridos e velhos caças convencionais devem ser atualizados.

  34. O f-35 já é realidade para os EUA, Japão, Israel e Itália a opinião simplesmente não combina com o crescente número de aeronaves fabricadas. Quanto a capacidade individual do F-35 de enfrentar aeronaves de quarte geração, isto é irrelevante porque as guerras contemporâneas são travadas de maneira integrada com múltiplos sistemas interagindo e nisto ele parece ser insuperável…

  35. Um caça convencional com 4 mísseis Meteor e dois SRAAM: 10 milhões de dólares (só os Meteor)
    Um F-35 com 4 AIM-120C7: 1,5 milhão de dólares (não precisa dos SRAAM)

  36. tecnologia imatura não, dinheiro jogado no lixo. Avião ruim do incio ao fim, pena das forças aéreas que depositaram nele seu futuro. Em breve, outras frequências de novos radares inutilizarão o atual conceito stealth e toda essa gastança vai doer no bolso daqueles que colocaram ali tudo que podiam e que não podiam. F-22 é o mais letal e moderno da atualidade, gastança justificada, mas o F-35 é um mico sem precedentes, como já foi falado aqui, até F-16 Block 30 e 42 já venceram o bug 35.
    Pra mim, não é a toa o plano dos EUA estarem reativando alguns F-16 e estendendo a vida dos mesmos, pois sabem que o F-35 não passa de um brinquedo caro que não entrega o que foi prometido.
    Mais valem 2 F-16 no ar do que nenhum F-35 no ar, pois provavelmente estará “hangarado” consumindo dezenas de milhares de dólares.

  37. Olá.
    Um aspecto a ser notado é que, muitas vezes, a argumentação de defesa/ataque ao F-35 usada aqui no site do PA tem mais embasamento ideológico do que técnico/econômico…
    SDS.

  38. O F 35 é muito complexo. Com o aumento do numero de sistemas embarcados se multiplicam as probabilidades de falhas. Resumindo: COMPLEXIDADE É INIMIGA DA CONFIABILIDADE.

  39. Se a USAF quer reformar 800 F-16 é porque vai demorar ou diminuir a cadência de entrada de operação dos F-35. Ha dois problemas: custo e confiabilidade. Eu já sou da modesta opinião de que essas aeronaves stealth, incluindo os projetos russo e chinês, quando estiverem 100% em operação, já não serão assim tão avançadas… me parece que a tecnologia de detecção delas vai avançar mais rápido que sua entrada plena em operação.

  40. senhores…
    por mais que este projeto tenha sido um fiasco (coisa que eu duvido), vocês acham que passa pela cabeça de alguém do pentágono matar os russos de hipóxia??
    pois se este projeto for cancelado a esta altura do campeonato as forças russas sofreriam baixas significativas pro conta de da perda de folego de tanto que iriam rir, que levaria a rolamentos pelo chão, perda de folego e a consequentemente a hipóxia …
    pensando bem, é uma estratégia heim …

  41. Na verdade nada deu errado no programa JSF. Os detratores não fazem parte do programa, não são ou serão usuários e nem compõem os núcleos de decisões estatais dos 10 países envolvidos. São apenas e tão somente… plateia.
    E como em qualquer lugar do mundo a plateia ou gosta ou odeia, e a que odeia geralmente é tudo, menos silenciosa.

  42. Não sabia que existiam ex-engenheiros…eu por exemplo, serei engenheiro até morrer ou cancelarem meu diploma!

  43. Ou até que o graduado em engenharia migre para outra atividade laboral, peça o cancelamento de sua inscrição no órgão regulador e deixe de contribuir com o dito cujo. Só aí já são três formas de ser “ex-engenheiro”.

  44. Apesar de nada saber de aviação, não tenho o receio de discordar desta matéria. Lembro-me do F22, que ele não podia sair na chuva, era problemático demais etc. Hoje dizem que foi um erro cancelar a produção e já não há muitos questionamentos quanto a capacidade do vetor. A matéria equivocadamente foca em Dogfight e até menciona o abate do F117 na Sérvia, mas esquece que o F117 foi letal nas primeiras horas de guerra no Iraque, abrindo caminho para outros caças, esquece que o abate do F117 foi visual já que o avião repetia o trajeto, esquece que ainda não inventaram avião invisível (ou imbatível), apenas de detecção reduzida aos radares. O F35 não foi projetado para fazer Cobra de Pugachev ou Dogfight, sua missão será infiltrar em espaços negados, onde a maioria dos outros caças não teriam chances, abrir caminho (tal como aconteceu como o F117 fez), ver e atirar primeiro. Seus sensores e maior capacidade de atuação em rede deverá redefinir conceitos de guerra aérea. Eu, apesar de leigo, seria mais cauteloso em dizer que o avião deu errado. Apesar do caro e problemático desenvolvimento, os fatos apontam em direção ao sucesso: redução do custo por unidade, aumento de pedidos, novos países interessados, resultado dos primeiros combates simulados, várias nações buscando desenvolver projetos semelhantes etc. Abraços a todos!

  45. O F-35 é hoje o que o P-51 Mustang foi ontem.
    O tempo dirá e mostrará isso.
    Para aqueles que querem dog fights aconselho comprar algum simulador de segunda guerra ou assistir algum programa de rinha de cachorro.
    Não existem mais dog fights nos dias de hoje. Só pra diversão “dos meninos” das forças aéreas.
    Abraços.

  46. É preciso separar o F-35 em duas partes que o compõem e daí analisá-las:
    *
    Como plataforma/complexo de armas e tecnologia embarcada: mais do que aprovado. Desnecessário repisar o que os colegas acima já explanaram sobre os resultados das simulações de combate do F-35 contra outras aeronaves de 4ª geração. Isto para uma aeronave que nem está plenamente operacional nas suas capacidades de combate.
    *
    Como programa: mais do que reprovado. As “cabeças pensantes” de Washington que assinaram um contrato de desenvolvimento, produção e entrega com sistemática tão absurda, deveriam ser condenados a sofrerem mil chibatadas e serem dependurados de ponta cabeça em praça pública pelo desrespeito com o dinheiro do contribuinte norte americano. Este é o principal motivo do programa ser tão custoso ao Erário estadunidense.
    *
    Sobre o texto/matéria: risível. Como já dito acima, querer comparar um MIG-21 com o JSF soa como uma piada. Restou comprovado, ao menos desde a década de 80 do século passado, que a imensa maioria dos “dogfights” estão no cenário BVR e não mais no visual. Só faltou afirmar que um Demoiselle poderia abater um F-35 com um foguete Caramuru só por ser “mais manobrável e ter raio de curva mais apertado, etc.”.
    *
    Por fim, deixo uma pergunta aos que consideram um desperdício o investimento em aeronaves de 5ª geração:
    Se os EUA estão tão errados assim nesse caminho, qual o motivo que levam nações como Rússia, China, Alemanha (e outros países europeus), etc. a desenvolverem aeronaves com tais características de maior furtividade e maior/melhor eletrônica embarcada?
    Creio que o bom senso já saiba a resposta.
    Sds.

  47. Nada a ver com a discussão, mas relativo aos posts do Bosco e do Marcelo: ninguém que receba um diploma, do curso ou profissão que seja, deixará algum dia de ser aquilo para o qual se formou. Por exemplo, um engenheiro conclui sua graduação, recebe seu diploma e solicita sua inscrição profissional junto ao CREA de seu estado. A partir daquele momento ele está habilitado para exercer a profissão. Se algum dia ele receber uma punição, através de um processo ético, não poderá exercer a profissão por um determinado tempo ou, dependendo da infração ética, poderá nunca mais exercer seu ofício. MAS, mesmo tendo seu diploma cassado, esse profisional NUNCA deixará de ser engenheiro. Seu conhecimento não se apaga. Ele “apenas” não poderá mais exercer a sua função. Falo isso com conhecimento de causa, pois sou fiscal de um Conselho profissional (não de engenharia). Os Conselhos regulamentam, normatizam e fiscalizam o exercício profissional, das mais variadas profissões, mas a formação profissional é obtida em instituições de ensino superior, sendo que a colação de grau representa o fim da graduação. A partir daí, inscrevendo-se em seu respectivo Consleho, poderá exercer sua profissão. Mas, uma vez graduado, será profissional para sempre, podendo, ou não, exercer seu ofício.

  48. Ok! Vocês venceram!!!
    Já que causou tanto rebuliço na bancada da engenharia do Aéreo eu vou reescrever meu comentário das 22:55 do dia 15/06.

    “Um articulista de um site de assuntos de defesa com a opinião de um ex-PROJETISTA (e eternamente engenheiro) e de um ex-diplomata de carreira.
    Ainda continuo acreditando no F-35.”

  49. Gostaria de fazer uma observação para aqueles que defendem que a mudança na frequência dos radares permite localizar um avião stealth. Reduzir a frequência do radar realmente facilita a detecção de aviões sealth, entretanto para tal é preciso uma antena gigante, impossível de se colocar em um caça e muito difícil de ser realocada para outras posições afim de evitar ataques do inimigo. Além disso a tecnologia stealth veio para ficar, a menos que o radar deixe de ser o principal meio de detecção na guerra futura, um avião stealth sempre terá vantagem sobre um convencional, pois se um radar conseguir detectar um F-35 a 100km de distância o mesmo conseguirá detectar um F-15 ou um SU-35 a distâncias muito maiores.

  50. novos conceitos, novos sensores, nova doutrina, novas tecnologias, novos compostos, novos materiais, novas cabeças…
    tecnologicamente ele é sucesso, não dúvida ou questionamento sobre isso…
    quanto ao cumprimento da missão, o tempo dirá, por ora são apenas conjecturas …
    .
    mas inegavelmente do ponto de vista financeiro ele foi um fiasco…
    é um triturador de dólares, e ninguém pode dizer diferente disso…
    o propósito era ser mais barato de produzir e manter que o F22, que era caro …
    os recursos empregados até este momento daria pra quadruplicar a frota de F22 e por bancar muitas e muitas horas de voo …

  51. É evidente que existe um lobby ( pra não falar em corrupção ) por parte das grandes indústrias. Se o F35 é ruim ou não, tem empresários lucrando abusivamente com o Joint Strike Fighter.

  52. 1 ,5 trilhão de dólares, não voa c relâmpagos, causa hipoxia no piloto, motor pega fogo na partida. É mentira? Muita tecnologia e problemas básicos convivendo no mesmo vetor. Quanto ao sucesso no combate aéreo, há que se verificar o cenário. Muita gente entendida de combate sem nem ter brevet. Caçadores de Flight Simulator.
    Não dá pra acreditar em nenhuma matéria sobre o avião. Parece muita promessa pra pouco resultado.

  53. Artigo fora de realidade. o F-35 venceu do caças comuns da USAF na última Reg flag em proporção 20×1. Israel encomendou +17 e o japão apresentou seu 1ª feito em casa. RAAF recebeu os 2 primeiros, o USMC já ativou o esquadrão em Iwakuni e USAF deslocou outro para UK. O único problema é o oxigênio.
    Ainda bem que os países da OTAN, Japão, Korea do sul , Cingapura, Austrália não leram esse cara.

  54. Entre o Trump que privilegia o país dele e os lixos que (des)governam o Brasil, que querem abrir as portas para estrangeiros e agora permiti-los votarem e ser votados…

    eu fico com o Trump 100% das vezes..

  55. Na boa..com mais e mais países querendo entrar no programa…

    Não é possível só ter imbecis e corruptos no mundo..

    Países de primeiro mundo não são o Brasil.

  56. Com pouco mais de um século de desenvolvimento de aviões de caça, alguns princípios têm se verificado vencedores e os EUA, parecem ter jogado fora alguns destes ensinamentos, dentre os quais eu destacaria.
    a) Se quiserem um avião multifuncional o desenhe primeiro como um avião ar-ar e incorpore capacidades ar-solo a ele, jamais o contrário. Dentre os aviões não furtivos hoje em serviço o F-15E Strike Eagle provavelmente é o avião de interdição mais respeitado, nasceu de um belíssimo caça de superioridade aérea que foi o padrão a ser batido por algumas décadas em se tratando combate ar-ar, seja visual seja BVR. O-F-16 nos seus primeiros anos era um simples caça de combate visual, nas mãos da IAF se tornou um exímio atacante. Já tentativas de se produzir um avião ar-ar a partir de um projeto de atacante, como o Tornado ADV, nunca empolgaram. O F-35 nasceu em um programa chamado Joint Strike Fighter, era um avião de ataque com alguma capacidade ar solo. Depois requerimentos ar-ar foram sendo ou incorporados ou mais valorizados. Ele não é um caça ar-ar puro sangue, mas até aí nada de errado, os requerimentos não previam isto.
    b) Se quiserem um avião para a força aérea e para a marinha, então projetem um avião para navio aeródromo, depois o torne um avião de base aérea. Sim, isto dói no ego da USAF, mas é a melhor saída. O F-4, um dos melhores projetos de caças de todos os tempos, nasceu assim, o F-18 também. “Navalizar” um avião projetado para uma força aérea é um exercício de renúncia por algumas qualidades. Basta olhar aeronaves a bordo de um porta aviões russos, indianos e chineses e perceber isto.
    c) Projetar um bom avião de caça é criar um projeto equilibrado. O P-51 Mustang quando comparado com outros caças da época, como o BF-109 ou Spitfire não tinha nenhuma grande qualidade que se sobressaísse. Mas igualmente não tinha nenhum grande defeito que o desabonasse, era tão somente um projeto muito equilibrado e é isto que um grande caça precisa, equilíbrio de projeto. O F-4 e F-16 foram em linhas parecidas.
    d) Os sistemas e armamento da aeronave é que dão a vantagem definitiva. E isto é verdadeiro desde da época do combate a canhão. O Sabre na guerra da Coreia já possuía um radar telemétrico que dava vantagem em relação ao Mig-15 para achar a melhor solução de tiro. Os EUA sempre estiveram à frente do resto do mundo em sistemas e armamento. Sendo pragmáticos os sistemas embarcados nas ultimas versões do F-18, F-15 e F-16 já seriam suficientes para estar à frente de russos e chineses.
    Baseados nestas premissas, quais seriam as decisões que, tomadas no passado, poderiam ter dado ao programa JSF chances de sair deste atoleiro.
    1) Ser um caça mais focado em ar-ar, confiando na qualidade de armamento ar-solo dos EUA e na multiplicidade de meios que o pais dispõe para algumas missões de ataque mais críticas.
    2) Ser um caça com uma versão base (a naval) e a versão da USAF ser uma simplificação da versão da USN e não o contrário, onde a versão naval é uma “complicação” da versão terrestre. Ter renunciado a versão V/STOL. Os ingleses, italianos e Marines que criassem um Harrier III para suprir suas necessidades de nicho.
    3) Ser um caça com versões iniciais baseadas em sistemas existentes, como foi o F-16A que paulatinamente foi evoluindo em sistemas e armamento. Uma célula furtiva com radar e meios de proteção eletrônica do Super Hornet já seriam o suficiente contra caças russos e chineses atuais e no futuro próximo, com o tempo novos sistemas seriam incorporados mantendo a vantagem tecnológica.
    4) Ser um caça logisticamente eficiente, focado em manutenção simplificada. A USAF deveria perceber o que a Suécia e Israel já perceberam. Ganha a guerra quem produz mais surtidas em períodos de 24 horas. Também está cada vez mais difícil achar gente para morar longe de casa, viver em regime de disciplina militar e ganhar menos que um profissional de mercado que com 30 anos ainda mora com os pais e caça pokemon com o celular.
    Brincadeiras à parte hoje, diferente da guerra fria está cada vez mais raro, em qualquer lugar do mundo, achar gente com qualidades militares.
    O F-35, por ganância, egos institucionais e a falta de um inimigo realmente poderoso, que justificasse resultados de controle de custos e prazos é um enorme problema de engenharia. Vai “dar pau” nos caças inimigos? Seguramente, que sim, mas não é isto que se discute e sim se não havia maneiras mais baratas e rápidas de se chegar aos mesmos resultados.

  57. Srs

    O debate sobre o F35 foi bem definido pela frase do Jovem Bosco “,,,ainda continuo acreditando no F-35”. Ou seja, virou uma questão de fé.

    Mas, tentando se ater aos fatos e fugir da luta midiática entre grupos que disputam as verbas de defesa no Tio Sam, é possível se dizer que:
    O F35, como definido pela sua designação original, nasceu fundamental como um avião de ataque.
    Quando lançado o projeto, já representava um grande desafio, pois cabeças sábias de Washington haviam decidido que um único modelo de avião deveria atender requisitos díspares, sendo os mais notáveis os dos Marines frente frente os da US Navy. Provavelmente isto foi influenciado por alguns sonhadores dispostos a provar que o caso do F111 foi apenas um problema de má vontade dos pilotos e não uma tentativa infeliz de acreditar mais em um conceito que na velha física.
    Adicionalmente, cabeças sábias de marketing, no afã de ampliar as vendas resolveram atribuir a ele ainda mais qualidades, o que levou a mais dificuldades de engenharia.
    E, finalmente, para coroar o processo, devido a seu desenvolvimento lento, o seu cérebro não parou de sofrer mutações devido a novos requisitos e mudanças (isto em desenvolvimento, particularmente em software, é uma praga que contamina e degrada qualquer bom projeto).
    Em condições normais, o fabricante teria lutado para manter o projeto dentro das especificações originais, porém, neste caso ele estava coberto pelo contrato e se o projeto sofresse atraso ele não levaria prejuízo, pelo contrário.
    Em consequência o projeto foi tocado aos trancos e barrancos e está aí amargando atrasos e problemas até risíveis, caso do gancho de pouso da versão naval.

    Para resumir:
    O F35 será um bom avião de ataque?
    Se as especificações foram respeitadas, tem tudo para ser.

    Será um grande caça?
    Os dados disponíveis dizem que não, mas quebrará o galho.

    Atenderá a todos os requisitos e devaneios mercadológicos?
    Não, pois apesar de, na maioria dos casos, cumprir razoavelmente o desejado, tem limitações e, principalmente, um péssimo custo benefício.

    Custará mais do que o previsto?
    Certamente que sim.

    Foi uma boa abordagem do problema para resolver as necessidades que geraram o seu projeto?
    Os custos e o tempo de maturação e as medidas que o Tio Sam está tendo que tomar para suprir suas necessidades de meios aéreos sinalizam que não.

    Sds

  58. Alguém aí lembra do filme “The Pentagon Wars”? Parece exatamente o caso do F-35. Não duvido até que se faça um filme no mesmo tom satírico sobre o programa JSF.
    .
    Mas como o Bosco, ainda acredito no F-35. Existem ao longo da história diversos casos de aeronaves e equipamentos de projetos duvidosos que, ao longo da sua vida operacional, desenvolveram-se muito bem e atingiram pleno sucesso. Claro que com muita tentativa e erro, experiências operacionais, etc.
    .
    No caso do F-35 eu simplesmente não sei no que acreditar dado o volume imenso de matérias que parecem estar em um imenso jogo de cabo de guerra com informações diametralmente opostas.
    .
    De certo mesmo é que o F-35 está aqui para ficar, então com o tempo saberemos o tamanho de seu sucesso ou seu fracasso. O que também é certo é o número astronômico de Caixas-Forte do Tio Patinhas que foram necessárias para tocar o programa.

  59. Vou dar a minha opinião sobre o F-35, acho que será um excelente avião de ataque, pois foi projetado para isso, joint STRIKE fighter, mas na arena ar ar vai ficar devendo para aeronaves que foram projetadas depois dele e para aproveitar os seus pontos fracos, os Sukhoi PAK FA e os caças chineses. Nenhum problema muito grande para os EUA que tem justamente o F-22 para superioridade aérea (apesar de em numero aparentemente baixo), mas pode ser um problema para os países que estão comprando como caca único, Holanda, Noruega, Dinamarca por exemplo. Mas se levar em conta que só voam junto com a OTAN no guarda chuva de F-22s, F-15s e Typhoons, então pode não ser um problema tão grande também. Ou seja, para mim o F-35 é um substituto do F-117, mas bem mais versátil, podendo realizar funções secundarias na arena ar ar.

  60. Pessoal, sei que a maioria coloca fé, diria assim, na força aérea Israelense, o que vocês diriam sobre eles terem adquirido o F-35?
    Será que com eles esse projeto dará certo?

  61. Roberto, parte da rotina foi gravada nos EUA de longe, por um cara com um celular. Eu vi o vídeo e confirma o que eu já sabia sobre o F-35: ele não tem problemas em operar a altos ângulos de ataque. O problema dele é curvas sustentadas. No vídeo gravado, o 360 graus foi efetuado em 25 segundos. Para você ter uma ideia, é o mesmo número do F-18. Mas também é do Mirage 2000 e do FC-17 chinês. Um F-15 faz em 23, o F-22 em 20, um F-16 e MiG-29 em 18, o Rafale e o Gripen C em 17 e tem registros do Su-27 fazendo em 15.
    .
    Então só vai corroborar o relatório daquele famoso encontro com um F-16D com 2 tanques de 1.700 L sob as asas.
    .
    Demonstrações aéreas são feitas para mostrar os pontos fortes do caça e esconder os fracos. Como o F-35 tem um envelope de voo muito parecido com o F-18E, a demo dele será muito parecida também. Muita curva instantânea e apenas uma sustentada. Os apoiadores da aeronave vão vibrar e tentar usar isso como prova de que a aeronave é capaz em dogfight. Já quem é detrator vai apontar a ironia de quem critica as demonstrações dos russos porque “em um dogfight o que interessa é manter a energia alta e não fazer firulas”. Sem esquecer do fato de que apesar de serem capazes de fazer as firulas, os russos ainda possuem taxa de curva sustentada superior à maioria dos caças ocidentais.

  62. A história do projeto do F35 é por si só uma saga: sua concepção como desenho e produto nasceu do projeto do caça naval VTOL supersônico soviético YAK 141(1994).A LM aproveitou-se do momento histórico e assimilou diversas tecnologias décadas de desenvolvimento uma indústria de caças navais VTOL da ex URSS. A esse projeto adicionou- se um airframe stealth e baias internas para armas. Além disso, as capacidades de detectar um alvo aéreo a dezenas de quilômetros sem ser detectado, terrestre ou naval idem. Além dessas, uma capacidade de guerra eletrônica embarcada superada apenas por aeronaves especializadas.EA-6 ou EF-111.Estas capacidades são necessárias para as primeiras horas de combate num contexto de alta intensidade(força aérea inimiga com elevada capacidade de combate e oposição, penetração profunda em território inimigo sem ser detectado, presença de artilharia antiaérea e SAMs, espaço aéreo monitorado por sistema integrado de radares terrestres e aero transportado, interferencia eletrônica). Realmente o custo foi elevado, mas as requisições foram complexas de se atender. Claro que há corrupção na indústria bélica, principalmente nos USA em que se movimenta um volume de recursos inimaginável para nós nesta área.Eles vivem e promovem conflitos.Faz parte do seu papel. O que se espera é que ele cumpra. Vamos ver em algum conflito em breve.

  63. Marcos,
    Só lembrando, mas só o F-35B é STOVL.
    Quanto ao parentesco com o YAK-141, não se sabe ao certo o nível de transferência de tecnologia que houve na época entre os EUA e a Rússia, o que se sabe é que o F-35B é conceitualmente diferente do caça experimental russo, tendo em comum apenas e tão somente a tubeira orientável 3BSM, que conceitualmente já existia. No lugar das duas turbinas de elevação do YAK, situadas atrás da cabine, o F-35 tem um “fan”.
    Vale salientar que o YAK 141 é que e muito semelhante a um projeto americano denominado Convair 200, de 15 anos antes do projeto soviético. http://steeljawscribe.com/wordpress/wp-content/uploads/image/convair_200_1.jpg

  64. Eu contei 21 mas mesmo assim foi melhor que os 25 da gravação anterior. Melhor que o F-18, nada mal.
    .
    Tem outros 2 “youtubers” que tem canais que cobrem grandes salões internacionais com câmeras de primeira, o KHmedia e o Tonkatsu298. espero que eles possam fazer a cobertura do salão de Paris desse ano.

  65. Ah, vale lembrar que foi em Le Bourget (portanto 42 anos atrás) que o YF-16 fez uma apresentação que ajudou muito a venda da aeronave aos clientes europeus. Vamos ver se o F-35 consegue repetir o impacto daquela que foi “a venda do século”.

  66. Clésio Luiz 19 de junho de 2017 at 9:21
    Para os aviões russos, só se for com pouco combustível. O fato é que os caças americanos sempre levaram vantagem em termos de energia sustentada. Tanto Mig quanto Sukhoi tem bastante arrasto para uma situação de giro sustentado. Não possuem um desenho clean. O bam bam bam sempre foi o F-16 (baixas e médias altitudes), com o F-15 logo atrás. Agora, partiu para alto AOA, baixa velocidade, o Sukhhoi certamente teria vantagem, embora sejam parâmetros pouco usados num regime de manobras.
    Aí surgiram os Eurocanards. Typhoon não é tão bom, pois teve que fazer concessões típicas de um interceptador (assim como o F-15, para superar na época o Mig-25). Rafale, ao que parece, vai bem também. Mas o novo bam bam bam é o Gripen (pelo menos a versão C), tido como o caça mais manobrável do mundo (melhor taxa de giro sustentado).

  67. Galli, me desculpe, mas você está equivocado. As duas aeronaves russas partem do mesmo princípio aerodinâmico do F-16, com o diferencial do túnel central. Ambos foram feitos para ter boa performance em curva sustentada. As curvas de performance do envelope de voo deles são de domínio publico à décadas, e todos os dados que você ver nesses gráficos são com 50% de combustível interno, independente da aeronave ser russa, americana, francesa ou sueca.
    .
    Quanto ao combustível, todos os caças que você vê voando nessas apresentações estão tentando impressionar. Nenhum deles voa completamente carregado de combustível. E o piloto de testes que disser o contrário está contando uma lorota da boa.

  68. Cronometrei duas ou três vezes o F-22 ao vivo, bem na minha frente, deu mais ou menos 22 segundos. Portanto, quase todos têm o mesmo tempo. Em tese, a versão “C” pode ser superior até mesmo ao F-22 em manobrabilidade.

  69. Clésio Luiz 19 de junho de 2017 at 15:26
    Não precisa se desculpar rsrs. Mas eu mantenho o que disse, baseado no que ouvi certa vez. Há aviões muito bons para shows aéreos. Mas na hora do “pega”, com combustível e armamento, é que vem os parâmetros que realmente interessam. Quem não se lembra da tal manobra Cobra… inútil na maioria absoluta dos cenários de combate. Em 1996, quando foi apresentado ao mundo o SU-37 “Terminator”, um oficial da USAF foi rápido na resposta: “quero ver ele fazer isso contra um dos nossos caças em combate”.
    Hoje a propaganda toda é que o Gripen é o mais manobrável. Só que eu desconfio… que armado e em configuração de combate real, em razão da pouca potência do caça sueco, o título ainda seja do bom e velho F-16. F-22 ? Muitas concessões feitas para o stealth, e por isso não acredito que bata o F-16 em taxa de giro sustentado. Mas não precisam acreditar em mim rsrs.

  70. Foi aprovado e está sendo adquirido pela Força Aérea de Israel? Foi! Isso me basta… Quando chegam os nossos 72 na versão A? (Sonho)

  71. Existe um vídeo, de Farnborough 1994, onde tanto o (então) protótipo do Su-35 quanto o do Su-30 realizaram as demos com absolutamente todos os pilones (12) carregados. O su-35 realizou tanto a “cobra” quanto o “hook” (a mesma coisa só que na horizontal), justamente para calar a boca dos críticos ocidentais que diziam que a impressionantes demonstrações dos anos anteriores não podia ser repetida em condição de combate. A apresentação do Su-30 foi impressionante por ter feito o tailslide transportando enormes mísseis ar-terra e com ejetores MER com 6 bombas, e ainda ter feito um 360 em 25 segundos. Isso é 1 segundo pior que um F-14 voando “liso” e o mesmo tempo do Mirage 2000 voando com 2 mísseis IR.
    .
    Não deixa de ser irônico que os mesmos americanos que chamaram as manobras de inúteis em combate, fizeram questão de repeti-las assim que tiveram uma aeronave capas de realiza-las, na forma do F-22.
    .
    O vídeo a seguir é o único que achei com o Su-30 que tem uma imagem boa. Está truncado, mas mostra bem a impressionante carga que ele leva durante a apresentação:
    .

  72. Prezado Bosco, minha afirmação a respeito da gênese do F35, não apenas da versão B VSTOL, mas do frame F35, é baseada em fato histórico registrado e confirmado por ambas Yakovlev e LockMartin. Não precisa acreditar em mim. Basta dar uma busca em farnborough 1992 Yakovlev LockMartin partnership. Foram centenas de milhoes de dólares na época.Com relação as similaridades: cauda dupla, deriva dupla, bocal pivotante, relação da área das asas comprimento da fuselagem. Com certeza, o produto LM hoje é muito melhor do que os protótipos produzidos na época. Mas afirmar que não houve transferência de tecnologia, qual seria então o motivo da LM em investir o equivalente hoje a 1 bi de dólares na fábrica russa? A substituição das turbinas de pouso decolagem vertical atrás da cabine do piloto foi por motivo de segurança, houve um acidente num pouso em porta aviões cuja causa foi vazamento de combustível. Além da segurança, o fan do F 35 B utiliza apenas ar sangrado do compressor da turbina. Uma pena que os russos não continuaram esse projeto sem os americanos. Hoje haveria um vetor interessante para porta aviões Stobar.

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