A Saab anunciou entusiasticamente pelo Twitter que o protótipo 39-8 do caça Gripen E realizou hoje seu primeiro voo.

O tão aguardado voo do Gripen de nova geração acontece em momento oportuno, pouco antes da abertura do Paris Air Show 2017, que começa em 19 de junho.

Em outubro de 2014, o Brasil assinou um contrato de SEK39,3 bilhões (US$ 5,4 bilhões) para a compra de 36 caças Gripen E/F do Programa F-X2.

As entregas das primeiras aeronaves à Força Aérea Sueca estão previstas para começar em 2019.

Assista ao vídeo do primeiro voo:

COLABOROU: Samuel Barros Pysklyvicz

27 COMMENTS

  1. Alvíssaras!
    Já tinha um monte de gente incomodada que o primeiro semestre estava próximo do fim e nada do Gripen E voar – e não estou falando apenas dos maus torcedores, que arrumarão outros motivos para criticar nosso futuro caça, mesmo após esse voo.
    Para aqueles que acima de tudo torcem pela FAB e pelo Brasil é uma ótima notícia para começar o dia!

  2. As coisas estão caminhando, e logo teremos nosso novo caça que vai elevar a FAB a um novo patamar. Parabéns à todos os envolvidos!

  3. Ótima noticia! Não sei como podei existir pessoas dizendo que um projeto de uma empresa como a SAAB não sairia do papel, para os que duvidavam, a resposta esta ai!
    Parabéns aos envolvidos.

  4. Gente, o programa entra agora em outro patamar, uma coisa é existir, todo mundo sabe que existe e tudo, mas um avião tem que voar, é uma máquina voadora, agora que começou a voar, o programa entra em outro patamar, quando começar a lançar munição então…
    Lindo e gracioso o nosso caça.

  5. Bahhhh!!! eu estava ansioso para ver nosso caça voando…que ótima notícia. Caça adequado a nossas condições e ultra moderno. Agora é aguardar pra saber quando ele vai estar totalmente operacional.

  6. O tubo de “pitot”, localizado no tal “espeto no bico” destina-se à medição de velocidade. Deve ficar mais à frente da aeronave pois dessa forma o fluxo ao longo da fuselagem nao interfere na medição. Nos aviões comerciais sao instalados normalmente tres pitot redundantes por questões de segurança; podem estar proximo à janela do piloto porque sao avioes subsonicos, etc. No triste episodio do voo da Air France, foi justamente o congelamento de agua no pressure tap do pitot que causou um erro no controle automatico e causou a morte de todos que estavam a bordo.

  7. U$5.4 bilhões por 36 unidades, faça as contas e veja que cada Gripen está saindo mais caro do que um F-35b!

  8. Caro ofidio tabagista: o preço divulgado como valido HOJE para o f35, é da ordem de MU$100. Mas neste valor os americanos ja nao estao considerando os investimentos realizados em pesquiza, desenvolvimento, dispositivos especiais para testes e fabricação, etc, etc, etc. Assim, para efeitos contabeis e legais, eles definiram um determinado limite dentro do qual a amortização de todos esses investimentos seria considerado o que, alias e de passagem, é uma pratica totalmente normal e compliance, resultando com que o custo HOJE de um F35 seja somente esse. No caso do nosso Gripen, o valor citado a ser pago à SAAB contempla juros bancarios, custos relativos a pesquiza, desenvolvimento, instalaćões fabris, treinamentos, etcetcetcetc (dentre esses etcs veja que ate aguentar comitivas de politicos eles tem que considerar- e essa parcela de custo nao é pequena nao, certo?). Assim, se tivermos a sorte de efetivamente conseguirmos nos proximos dez anos que a FAB compre um total da ordem de uns 160 vetores e conseguirmos ter uma participação na venda/ produção de mais uns 200 (em conjunto, logicamente, com a SAAB) certamente nosso “prećo”, será muito inferior ao de um F35 (lembrar que em ambos os casos nao se tratam de apenas uma versão!).
    Abs

  9. Alguem ai reparou nas barbatanas logo abaixo dos canards……….alguem sabe o porque delas nesse momento visto q no projeto original nao estavam la………sera q surgiu algum problema direcional ou de fluxo de ar sob a fuselagem…….perguntar nao ofende rsrsrsrsrsrsrs Sds

  10. Celso, não há “barbatana” sob os canards. Se estou entendendo bem o que você descreve a partir das fotos em que vemos o lado direito da aeronave, trata-se do pilone instalado sob a tomada de ar direita, para instalação de pod designador de alvos. Isso existe ali desde versões anteriores do Gripen.

  11. SmokingSnake, complementando a resposta do Cel Nery, o programa do F-35 já passou da casa ds 400 bilhões de dólares.

  12. Smokingsnake….. fiquei curioso com sua pergunta.. aí tentei fazer uns cálculos de padaria!!! Só pra ter uma ideia!!! Imaginei umas 2 mil unidades do F 35 produzidas a 100 milhoes!!! Se não estiver errado da 200 bilhoes.. o projeto custou 400 bi$$$.. quantas células terão que ser vendidas para pagar os custos de projeto…. 4 mil, 6 mi…
    Eu não sei, gostaria que se tiver alguém que tenha noção, pudeste me ajudar a entender!!!

  13. Obrigado pela resposta Nunao…..observando mais de perto e voltando a fotos mais antigas do C fica claro sua observacao de q sao pilones para suporte de pod designador de alvos. Sds

  14. Caros,

    No que se refere a desenvolvimento de material bélico, especialmente no caso dos EUA, não faz muito sentido falar em amortização de custos de R&D por uma razão simples: o objetivo é desenvolver um sistema de armas que cumpra a missão como definido em requisitos, independentemente dele ser ou não vendido para outras nações (CVNs, B-2 e F-22 são casos emblemáticos disso).
    O intuito de se conseguir mais “parceiros” ou clientes reside muito mais na capacidade de manter a linha de produção ativa, permitindo ‘perenizar’ o supplychain de peças de reposição a custos aceitáveis lembrando que, no ciclo de vida de um avião (regra de bolso), 70% dos custos se referem à manutenção e à operação, os outros 30% à aquisição.
    Dito isto, do ponto de vista do cliente (DoD/Governo), o custo de desenvolvimente na verdade se refere à aquisição de IP (intelectual property) e não a uma atividade para gerar lucro. Isso simplesmente porque é o IP que de fato torna o DoD dono do projeto. Claro, se eles conseguirem vender buzilhões de F-35 e por meio de royalties pagar todo o desenvolvimento vão dar pulos de alegria (ainda mais nesse caso), mas não é o objetivo principal.
    Mas que fique claro, isso não significa que eles acham normal e razoável ter um descontrole de custos absurdos, como foi o caso desse programa, mas acho bem improvável que eles tenham como meta de projeto amortizar isso por meio de vendas.
    Dito isto, este preço de tabela estimado em USD 100 milhões muito provavelmente se refere, grosso modo, a custos operacionais de produção + margem da LM + impostos + royalties.
    No caso do Gripen o Brasil pagou por parte do desenvolvimento logo, em tese, teria direito a parte do IP. Assim, o preço de um Gripen NG off-the-shelf teoricamente seria menor que simplesmente dividir o preço total pago pelo Brasil pelo número de aeronaves.
    Vejam bem, não estou entrando no mérito de ter ou não valido a pena, mas vale lembrar que os outros dois concorrentes fizeram ofertas com preços mais altos que esse, inclusive o F-18, e creio que há de se concordar que um F-18E/F não deveria ser mais caro de se comprar que um F-35 com produção ainda em ramp-up e com modificações implementadas em linha…

  15. Assistindo aos vídeos e vendo fotos do taxi e do maiden flight notei que algumas das portinholas e arestas, tais como as portinholas dos trens de pouso, possuem tecnologia de forma destinada (suponho) à diminuição do RCS e, salvo melhor juízo, cobertura das arestas com material distinto, destacando tais formas.
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    Alguém por um acaso teve a mesma impressão?
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    Considerando que a SAAB alega que o RCS desarmado do Super Gripen é de 0,005m2, contra 0,5m2 do JAS-39C/D, pergunto aos mais esclarecidos, esta pode ser uma das razões não?
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    Na teoria, o Super Gripen é mais caro que o F-35 porque o Brasil não comprou apenas uma aeronave, mas todo um projeto e toda uma gama de tecnologias, sem falar em treinamentos, armas, customizações, etc.
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    Já se tudo isso vai servir para alguma coisa, Mafoma sabe…
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    Ainda acredito na FAB e seus militares. Se fosse a Marinha eu duvidaria, mas na FAB eu ainda acredito.
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    Mas não acredito nem por um milésimo de segundo nos que fizeram a escolha pelo Gripen. Tudo um bando de ladrões e psicopatas, os de antes e os de agora, embora tenha de reconhecer que pior que estava nada conseguia ficar…
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    Se EU mandasse alguma coisa nessa joça de bananal quando existia a polêmica do FX2, compraria logo 36 F-35A “de prateleira”, como foi oferecido ao Brasil pela Lockheed Martin e recusado pela sumidade aeronáutica Nelson Jobim, e Deus cuidasse do resto…
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    Porém, agora Inês é morta… Habemus Gripen!

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