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Aeronáutica destaca apoio da CREDN aos Projetos Estratégicos da FAB

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Embraer KC-390

Brasília — O Comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, destacou, nesta quarta-feira, dia 17, a importância do apoio da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados aos Projetos Estratégicos da Força Aérea Brasileira (FAB). Em audiência pública, ele defendeu a preservação dos orçamentos e cronogramas dos projetos e programas da Força. “Dizem que o Brasil não sofre ameaças. As ameaças não enviam aviso prévio. Precisamos estar preparados. O modelo brasileiro de defesa e proteção do espaço aéreo é exemplo para vários países, mas não podemos ficar sem recursos”, afirmou.

Rossato explicou aos parlamentares que a Aeronáutica desenvolve o seu trabalho a partir de uma concepção operacional que contempla controle, defesa e integração. “Para o controle aéreo dispomos de 12 mil militares, 67 radares, sendo 17 meteorológicos, e estamos no mesmo patamar dos Estados Unidos, Canadá e Europa. No entanto, há problemas orçamentários que impedem a modernização desse sistema, algo que implica diretamente na segurança de voo”, explicou.

Além disso, detalhou o plano de Parceria Público Privada em Telecomunicações, onde será investido um total de R$ 160 milhões anuais por 25 anos. “Com isso, concentraremos os esforços na atividade-fim, reduziremos 68 contratos para apenas um, economizaremos 25% dos recursos e teremos um melhor acompanhamento das inovações tecnológicas e um melhor atendimento das demandas operacionais”, acrescentou.

Em termos de defesa do espaço aéreo, o Comandante da Aeronáutica mostrou-se preocupado com o corte de recursos e o tempo de uso dos aviões, alguns com mais de 40 anos em operação. Segundo ele, “a fiscalização, proteção e defesa das fronteiras terrestres são responsabilidade de uma série de órgãos, como Polícia Federal, Receita Federal e Exército Brasileiro, mas o do espaço aéreo é responsabilidade exclusiva da Força Aérea. Nós não precisamos somente de aviões, precisamos também de infraestrutura”.

Projetos Estratégicos

O brigadeiro também detalhou a situação dos Projetos Estratégicos e chamou a atenção para a necessidade de se assegurar os recursos necessários para que não sejam interrompidos. “Contamos com o apoio desta Comissão para que os projetos possam seguir seu curso e os cronogramas possam ser respeitados, pois isso pode implicar em multas, redução da produção e demissão de pessoal”, alertou.

Um dos projetos mais elogiados, o desenvolvimento do cargueiro KC-390, foi apontado também como um produto com elevado valor agregado e capacidade de exportação. “O projeto do KC-390 gera 8,5 mil empregos, tem concepção e desenvolvimento 100% nacionais, um conteúdo nacional de 60% e potencial de exportação de cerca de US$ 2 bilhões”, revelou Rossato. Se tudo correr bem, 28 aeronaves serão entregues à FAB em 2018.

Além desta aeronave, o brigadeiro elencou o potencial estratégico dos projetos como o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), que diz respeito ao Programa Espacial e ao lançamento de satélites, e a aquisição do Gripen, futuro caça da FAB. “O Gripen foi uma escolha totalmente técnica e o Satélite Geoestacionário é controlado 100% pelo Brasil”, assegurou.

Debates

A presidente da CREDN, deputada Bruna Furlan (PSDB-SP) considerou muito positiva a audiência pública e registrou o caráter suprapartidário da discussão. “Divergimos em muitos temas, mas quando tratamos da Defesa Nacional, das nossas Forças Armadas, convergimos para o que é melhor para o Brasil. Vamos agora trabalhar para assegurar os recursos necessários que permitam à Força Aérea cumprir com as suas missões”, disse.

Pedro Fernandes (PTB-MA) chamou a atenção para o resgate e modernização do Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA) e anunciou que em 7 de junho será realizada audiência pública da CREDN para tratar do assunto. “Precisamos avançar nos acordos de cooperação. Alcântara não é só do Maranhão, é do Brasil”, afirmou.

Para Jô Moraes (PCdoB-MG), “é inadmissível que os orçamentos das Forças Armadas sejam contingenciados ou congelados”. Ela também defendeu a pluralidade nas escolhas dos parceiros do Brasil para a área da Defesa. “Não podemos criar dependência em relação a um único país ou fornecedor, isso diz respeito à nossa soberania”, concluiu.

Nelson Pellegrino (PT-BA) manifestou preocupação com as capacidades da Força Aérea e o fortalecimento da integração nacional. Ele elogiou o trabalho realizado pela FAB e assegurou o apoio do seu partido às iniciativas da Aeronáutica, a exemplo do líder Carlos Zarattini (PT-SP), que fez questão de comparecer à audiência, onde anunciou que o Acordo de Cooperação em Defesa com a Suécia, já aprovado na CREDN, deve ser ratificado pela Câmara nas próximas semanas.

Jair Bolsonaro (PSC-RJ) cobrou explicações sobre um possível acordo no âmbito da UNASUL de abertura completa do espaço aéreo brasileiro. Na sua avaliação, “trata-se de um tema delicado, principalmente para um país que lida com tantos delitos transnacionais em suas fronteiras”, defendeu.

Para Pastor Eurico (PHS-PE), “a sociedade precisa conhecer melhor as suas Forças Armadas, o papel de cada uma e sua importância para o desenvolvimento nacional. Cada Força tem muito a mostrar”, assegurou.

DIVULGAÇÃO: Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN)

11 COMMENTS

  1. Eu gostaria de dizer que é muito legal ver os comentários abertos novamente e os debates retornando!

  2. Temos que bater todo dia na tecla dos caças! Que se ponha na pratica a compra da quantidade ideal de caças e não apenas os 36. O plano era de 120, ok, sabemos que isso seria um sonho, mas precisamos de, ao menos, 80 Gripen NG. Quanto as entregas, ficou em aberto as últimas declarações, não ficou claro se as entregas de Gripen construídos no Brasil serão a partir de 2021, ou se, as primeiras entregas que virão da Suécia, foram adiadas de 2019 para 2021. Se for o caso, a compra de demais unidades teria de ser para ontem, afim de acelerar o passo dessa parceria e aumentar também a cadência de entregas dos caças.

  3. Em sendo apenas o controle aéreo, acredito realmente que estejamos num bom patamar. É bom lembrar que antes do 11 de setembro os Estados Unidos não tinha alerta aéreo antecipado. Vieram aprender com o país da piada pronta, como nos explicou o coronel Rinaldo Nery.

  4. o texto diz que 28 aeronaves serão entregues em 2018
    revelou Rossato. Se tudo correr bem, 28 aeronaves serão entregues à FAB em 2018.

    triste ler que a maioria das siglas tem o social no nome…

  5. Kfir, claramente isso foi um erro da reportagem. As 28 aeronaves começarão a ser entregues em 2018.

  6. Sr. Rafael os americanos tem alerta antecipado desde os anos 50 (N.O.R.A.D, costa leste etc), o que excluia a possibilidade de qualquer ataque vindo de aviões domésticos e de cias americanas,caso de competência de CIA e assemelhados, bem diferente de nossa realidade, por tanto comparar nossa atual cobertura com a americana/canadense é digamos se não piada pronta, apenas falácia! Há e de passagem rastrear é uma coisa, ter vetores para acompanhar e/ou eliminar é outra.

  7. Pergunta de leigo, por favor, aqueles que detém conhecimento além do alcance me respondam.
    O governo brasileiro escolheu o grifo como seu novo caça. Seria interessante a FAB ter um segundo modelo nas suas fileiras?
    Desde já agradeço.

  8. O tempo passa e cada vez mais acho que seremos os únicos operadores do avião, embora gostasse que o sucesso fosse tremendo.

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