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Voa o biposto JF-17B

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JF-17B

A variante biposto do caça JF-17 — JF-17B — realizou com êxito seu voo de teste inaugural no dia 27 de abril.

A produção do protótipo JF-17B começou em abril de 2016 e segundo algumas fontes, três JF-17B estão em produção, dois dos quais se juntarão à PAF.

Além de ter um segundo assento, o JF-17B exibe várias alterações de design em relação ao JF-17 de assento único. Tem uma espinha dorsal, possivelmente para abrigar combustível (para compensar o espaço tomado pelo assento traseiro). O estabilizador vertical também foi modificado; a cauda maior abriga componentes do novo sistema fly-by-wire de controle de voo de três eixos. O nariz também foi ampliado para acomodar um radar AESA (Active Electronic Scanned Array), que será um subsistema central do próximo JF-17 Block III.

JF-17B

O JF-17B foi desenvolvido principalmente para atender às necessidades de potenciais usuários de exportação, que exigem avaliação em voo e treinamento de conversão. Atualmente, a PAF (Pakistan Air Force) está realizando treinamento de conversão usando simuladores. No entanto, a liderança da PAF havia sugerido que o JF-17B poderia ser usado como um lead-in-fighter trainer (LIFT) dentro de sua própria frota.

Com pods de designação avançados e sistemas de guerra eletrônica comercialmente disponíveis (EW), o JF-17B também poderia ser empregado como uma plataforma de ataque ou de guerra eletrônica respectivamente.

A PAF indroduziu formalmente sua quinta unidade de caças JF-17 — isto é, o Esquadrão Nº 14 — em fevereiro, com aeronaves Bock II, que incluem aeronaves equipadas com sondas de reabastecimento em voo. Em março, a PAF anunciou que integrou com sucesso um sistema de armas “stand-off” ao JF-17.

Há mais de 70 aviões JF-17 em serviço com a PAF, e espera-se que a Força faça seu pedido para 50 caças Block III em 2017. A CAC (Chengdu Aerospace Corporation) e o Pakistan Aeronautical Complex (PAC) também conseguiram encomendas de exportação para Mianmar e Nigéria.

FONTE: Quwa – Defense News & Analysis Group

33 COMMENTS

  1. Na primeira foto, lembra demais um mirage 2000 biposto, na segunda lembra um pouco o F-16.
    Deve voar bem, vamos aguardar a Argentina pedir informações kkkkk
    A fila tem andado por aí, enquanto nosso NG.. zzZZ..

  2. Sem alarde mas com trabalho sério, o Paquistão está compondo uma Força aérea de fazer inveja aos países da América do Sul.
    às vezes me pergunto, por que lá da certo e quí… bom, aqui dá no que da ne?

  3. rsrsrs Rodrigo M a fila anda mesmo e vc quer comparar esse MIG bombado com o NG, paciencia rsrsrs …….outra coisa, nem da para comparar a situacao do Paquistao c a q vivemos aqui na america do sul………Glasquis observe atentamente o mapa, depois volte uns 80 anos atras na historia dessa regiao e ai sim a comparacao fica mais clara e objetiva, sem falar q essa qde eh insignificante perto das qdes de seu vizinho China …so pra comecar. Sds

  4. Glasquis 7 17 de maio de 2017 at 10:27
    às vezes me pergunto, por que lá da certo e quí… bom, aqui dá no que da ne?
    Lá, no Paquistão, eles estão constantemente em conflito com a Índia, e tem o Afeganistão do outro! A região é um barril de pólvora! Em tais condições, é compreensível que o governo do país invista pesado em armamento.
    Mas, pelo que sei, o JF-17 sino-paquistanês é um “MIG-21 tunado”! Assim, é uma aeronave que parece moderna, mas sua concepção de engenharia é antiga, e suas reais capacidades limitadas… Se fosse um carro, seria uma ‘réplica de Ferrari’ com motor de Fiat Uno…!

  5. “Lá, no Paquistão, eles estão constantemente em conflito com a Índia, e tem o Afeganistão do outro…lado”

  6. Celso
    Desculpe mas a nossa realidade é de agora não de 80 anos atrás.
    O Paquistão tem mais de 70 aeronaves e se espera um pedido de mais 50 o que daria um total de 120 aeronaves JF-17. Isso sem contar com as outras pois tenho entendido que até 2020 a PAF deverá substituir um total de 190 aeronaves.
    Meu questionamento é, por que lá as parcerias funcionam e dão frutos em prazos razoáveis enquanto aqui, e nisto engloba a América Latina inteira, as parcerias dão frutos tão parcos e com prazos tão extensos.

  7. André Luiz D. Queiroz
    Então, segundo a sua concepção, a falta de conflitos justifica a lentidão na cadencia aplicada a decisões sobre projetos nesta área? Si estourar um conflito hoje, teremos condições de “acelerar” nosso desenvolvimento a tempo?

  8. Glasquis 7 e outros,
    .
    A ausência da percepção de conflito sim explica, em parte, a falta de urgência. Outros dois quesito são que a principal fonte de instabilidade nos países da América Latina é interna e não externa, isso pede respostas diferentes e gera preocupações diferentes, a outra está no norte e se chama Estados Unidos.
    A política externa do Tio, segundo Mearsheimer (se não me falha a memória), é de ser um hegemon na sua região e para isso precisa ser um Off-Shore Balancer. Assim ele mantem os conflitos e querelas longe de sua área cativa. No leste europeu? Problema é da Rússia, não dos EUA! Mar do sul da China? Problema da China, não dos EUA!!! Eles constroem suas bases e procuram manter suas forças longe para manter o foco também longe! Esses países precisariam se sobrepor para poder gerar instabilidade por essas bandas. Então estaríamos meio que “protegidos” por montar nossa cabana no quintal da Casa Branca (protegidos dos interesses longínquos).
    Uma outra questão é que fica na cabeça do povo que não tem como enfrentar os EUA, se eles resolverem meter bala, não podemos fazer nada! Em parte é verdade, mas objetivo não é esse! O objetivo é ter um pouco de dissuasão só pra tornar mais dispendiosa qualquer aventura (em termos materiais e humanos) e com isso nós ganhamos tempo de negociação e os motivos que os levariam ao ataque teriam que ser um pouco mais sérios.

  9. Se trata de um avião de combate de 3,5 geração, no máximo 4ª geração. Estaria no mesmo patamar dos nossos F-5. Mas é fato: são novos, tem toda uma história operacional pela frente, podem ser modernizados a partir de um projeto que já é mais moderno que qualquer caça em operação na América Latina, salvo, os F16 chilenos e os SU24 venezuelanos.

    Penso que numa opção hi-lo, seriam boa opção para o Brasil: 36 NG(s), 70 ou 80 aviões de caça como estes. Certamente há quem diga que sendo chineses/paquistaneses teriam problemas logísticos, mas a quantidade deles que deverá operar é grande e isso altera bem esse quadro.

    Com aviônica moderna, ele poderia substituir os F-5 e ainda servir de LIFT, na transição de pilotos para o novo avião. Mas isso tudo é palpite meu, ou seja, caberia à FAB ter um projeto nesse sentido, sendo que o que se sabe é justamente o contrário: a FAB planeja chegar a 120 NG(s) sem LIFT.

  10. Delmo Almeida
    O problema está em que esse pensamento e a cadencia de resultados nos projetos significam altos aumentos dos custos. Isso não é benéfico pra ninguém.

  11. As “parcerias” não dão certo aqui porque o Brasil é péssimo pagador. O Brasil atrasou obrigações com o Gripen, resultado, deviam começar as entregas em 2019, agora iniciarão em 2022. Jogamos fora vários programas militares, como os de submarinos alemães, as corvetas Inhaúma, “parcerias” na área espacial. Diminuímos, por falta de pagamento, a dotação de A-1 (AMX) de 76 para 53. Quando se decidiu produzir o Super Tucano, a FAB queria 180, conseguiu 99 após diversas reduções de verba. Se olharmos com cuidado, a história militar do Brasil é composta de dezenas de parcerias que não evoluíram por culpa de nossos governos venais e incompetentes, descomprometidos com o país.

  12. Glasquis 7, ninguém disse (ao menos não eu) que isso era benéfico. Mas falando sério, as questões que o Brasil precisa investir não são de defesa apenas, mas de segurança. O conceito de segurança nas Relações Internacionais engloba 100% do conceito de defesa e acrescenta outras questões. Segurança energética, segurança alimentar, segurança tecnológica e outros. O Brasil e os demais países podem usar a aparência pacífica da vizinhança para buscar crescer de forma equilibrada (não que isso tenha sido feito). Por isso é tão importante que a busca por autonomia na operação de seus meios. Ter a massa cinzenta! Isso que faz a diferença, saber integrar mísseis, saber modernizar aviões, saber fazer um reparo estrutural profundo é muito melhor que comprar de prateleira algo de ponta.
    Naturalmente o conceito é muito maior, mas não vou continuar porque acabaria por fugir muito do tópico.

  13. PS: Só pra esclarecer: acredito que o Paquistão agiu de forma exemplar na condução deste projeto! Levou muito mais que a defesa propriamente dita em consideração.
    .
    PS2: Desculpa pelo excesso de comentários, deve ser por essas e outras que vocês bloquearam as postagens anteriormente.

  14. Desde o Super Seven, o MIG 21 deve ser o caça que mais foi modernizado e com modernizaçoes tao drásticas. Vide o J 10 chines!!

  15. Com a corrupção levando mais de duzentos bilhões de reais por ano. Não sobra dinheiro para nada sério neste pais de , me engana que eu gosto.

  16. Boa Tarde
    Sou do EB. Estudei com um Oficial Paquistanês. Ele não gostava do material chinês.
    Perguntei quanto material das outras forças, e ele me respondeu que seus colegas também não gostaram…
    Sds

  17. Celso.
    .
    “vc quer comparar esse MIG bombado com o NG, paciencia rsrsrs …….outra coisa, nem da para comparar a situacao do Paquistao c a q vivemos aqui na america do sul…”
    .
    Eu fiz alguma comparação entre aviões ou sobre a situação geo-politica de lá e cá???
    Leia com boa vontade amigo, e por favor não confunda alho com bugalho…

  18. Grife não ganha guerra. Um avião pequeno, capaz de disparar armamento moderno e equipado com bons sensores e com um bom sistema de comunicação representa preocupação pra qualquer força aérea do mundo.

  19. Sempre tem alguém pra dizer que há duas linhas de produtos chineses, a de boa qualidade e a de má qualidade. Uma vez comprei uma poltrona chinesa em um shopping center de alto nível e não durou 1 mês (quebrou pecinha). Imagino que tenha sido da linha “boa qualidade” já que não comprei de um carroceiro no meio da rua. Fui na loja e a loja atenciosamente trocou por outra igual. Durou 15 dias. Joguei fora e não voltei mais pra reclamar. Comprei uma brasileira 4 x mais cara, a que estou sentado nela já há pelo menos 10 anos e não tem um arranhão.
    Um dia desses um amigo meu foi aos EUA correr uma maratona dessas da vida e num shopping chique de Nova York comprou um relógio e me deu de presente (custou 98 dólares). Comecei a usar e com 30 dias a pulseira e o corpo do relógio de “aço inox” ficou preta. Mais uns 15 dias e deu pra ver o cobre abaixo do “banho” prateado (que tava preteado). Tive curiosidade e achei escrito no relógio: “stainless steel China”. O meu “amigo” sai daqui pra comprar porcaria nos EUA e me traz de lá um relógio ching ling que nem de aço era. Produto ruim é uma coisa, agora, mentir, aí é crime. Aquilo lá não era aço nem aqui e nem na China.
    Fiquei abismado mais com os EUA deixar entrar uma embromação dessas que eu pensava que daria até processo contra a empresa que vendeu para o cliente final, afinal, o meu amigo comprou aço inox e recebe cobre banhado.
    Se existe produto chinês de boa qualidade eu ainda estou pra saber onde é que tem.
    Joguei fora o presente de grego que ia me matar com intoxicação por metal pesado e falei pro meu amigo pra da próxima vez que me comprar um relógio chinês que seja de borracha.

  20. Glasquis 7 17 de maio de 2017 at 11:26
    Sim, o cenário geopolítico da América do Sul ‘justifica’ — ou melhor, ‘explica’ o porquê a questão da modernização das FFAA no Brasil não recebe a mesma ênfase que no Paquistão, para ficarmos nessa comparação. Aliás, essa é uma das explicações, mas não a única: sabemos bem que há outros tantos fatores de ordem política nisso. E, bem entendido, eu sou a favor de que o Brasil invista em tecnologia de Defesa autóctone (não apenas em compra de armamento de fornecedores estrangeiros — mas, cada caso é um caso!). Por exemplo, eu elogio o Programa do caça indiano Tejas, que apesar de todos os atrasos e empecilhos, está chegando a termo.
    Se estourasse um conflito armado hoje envolvendo o Brasil com um de seus vizinhos na América do Sul, que não fosse contornado pelas vias diplomáticas e/ou pressões externas de potências com interesses na região, possivelmente tal conflito hipotético seria decidido não pelo maior ou menor número de meios (aviões, navios, tanques, etc), ou nem mesmo pela doutrina — mas simplesmente pelo tamanho do arsenal (quantidade de mísseis, torpedos, munição em geral) e logística (combustível)! Nas FFAA brasileiras, é dito que não temos armamento que durasse para uns cinco dias de conflito! Não creio que a realidades das FFAA dos demais países sul-americanos seja lá muito diferente…
    Abraços!

  21. Prezado Rodrigo M… li sim c atencao como requer qualquer comentario e bem por isso escrevi a resposta q acredito vc nao leu ou entendeu tbm. No momento q vc enseja uma comparacao entre forcas aereas operacionais e seus meios comparativamente, eh necessario sim observar quais sao as condicoes geopoliticas envolvidas. No caso do Paquistao se vc ler c calma alguns comentarios acima, c certeza tera entendido a minha resposta resumidamente sem entrar em detalhes. Enfim, gosto de um alho na comida, da mais sabor, mas qto aos bugalhos…..fico sem te responder por nao entender a sua insinuacao (ironica ou nao)….rsrsrsrsrs Sds

  22. Bosco, boa tarde.
    Realmente existe produtos de primeira linha na China. Presto consultoria em empresas que comercializam produtos Chineses. Os produtos são certificados , as fabricas na China são Certificas e a logística SAC etc… aqui é certificado. É necessário que os três recebam o certificado para comercializar no Brasil, isto é compulsório na legislação brasileira através do INMETRO, caso o certificado vença nem embarca na China. Anualmente é realizado a manutenção dos certificados, gastam uma grana, aproximadamente R$2 milhões por ano. E posso afirmar que tem produtos que são de altíssima qualidade e eficiência e tem as linhas de qualidade para durar 2x a garantia passando disto é sorte do consumidor.

  23. Pessoal, vi comentario que o JF-17 é um MIG-21 tunado….isto não é verdade e frequentemente cometem este engano…ele é um projeto do zero apenas “inspirado” nas lições do MIG -21.
    .
    Desta forma, ele não compartilha nenhuma peça do mesmo.
    .
    Quem é um MIG-21 tunado é o JL-9 Mountain Eagle o qual sim compartilha 70% das peças de fuselagem e identica motorização com o F-7 Airguard, numa versão melhorada aerodinamica de asas que resulta um desempenho 40% superior ao MIG-21 original.
    .
    Bom, na pratica…reconheço os progressos do JF-17 como um bom caça, mas seu desempenho não é muito superior ao F-5M, principalmente aqueles de Block I….no Block III ja tem uma serie de melhorias e inclusive Aesa, mas em tese…bem em tese é ai que alguns podem até me apedrejar….eu conseguiria da mesma forma botar um Grifo AESA tanto no Mike quanto no proprio JL-9…
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    é por isto que sempre sou mais simpatico ao JL-9 e principalmente sobre sua decisão de caminho evolutivo….
    .
    O JL-9 uma vez que aproveita o mesmo ferramenta e parque fabril dos 12 mil MIG-21 construidos…consegue ser vendido pela metade do preço do JF-17 e com um desempenho ar-ar praticamente igual, desde que na mesma atualização eletronica…o JL-9 tambem tinha a versão exportação com o Grifo…hoje não sei se atualizaram…mas se for para treinamento e função de caça de defesa de ponto, para quem precisa de algo assim não era mal não…
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    O JF-17 é o TEJAs paquistanes que deu certo…mas tá longe de um Gripen NG….
    .
    Eu não acharia mal que numa hipótese, poderiamos reduzir o numero de A-29 de 86 para 54 ou 48 unidades, implementaríamos JL-9G em 72 unidades, adicionados aos 108 Gripens NG
    .
    96 a 108 Gripens NG
    48 a 72 JL-9G
    36 a 48 A-29
    .
    Um JL-9G tem um desempenho ligeiramente superior a um Mike zero de fabrica pelo preço de um
    A-29 de ponta….não seria para substituir gripens ou Mikes….mas sim para substituir A-29 com up-grade de performance…

  24. André Luiz D. Queiroz,

    Acho que os arsenais do Peru, Venezuela, Chile e até da Colômbia, sejam bem dimensionados. Só pra obter a última versão do Exocet MM 40 Block III o Chile deu 96 Misseis MM 38 como troca.

  25. Seria uma boa segunda linha de defesa tanto externa bem com interna. Por que adquirir, construir e vender sob licença? Creio que nossos engenheiros sabem trabalhar muito bem. Conjecturas. Com a palavra o Sr. Bosco. Abraços.

  26. Não é mágica, é resultado de trabalho duro, coisa que brasileiro não entende.
    .
    Com trabalho duro e dedicação os chineses tem agora um Hi-Low de 4ª geração com nada menos que 4 modelos operacionais J10-Jf17-J11 e J15 naval. E estão tocando um projeto de 5ª geração stealth com J20 e J não sei o que…
    .
    Trabalho duro pessoal, trabalho duro… não é plantar café esperar crescer e colocar uns peões pra catar não, é trabalho duro mesmo.

  27. Flamenguista 17 de maio de 2017 at 16:03
    Não sei. A configuração é bastante similar ao F-16.
    Ao que consta, o J-10 é construído com base em planos fornecidos por Israel, que nega tal feito.

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