Home Espaço Acordo sobre base de lançamento de Alcântara vai ao Congresso em maio

Acordo sobre base de lançamento de Alcântara vai ao Congresso em maio

6439
6

IGOR GIELOW
ENVIADO ESPECIAL AO RIO

O governo federal quer enviar em maio ao Congresso a nova versão do projeto que permitirá a governos estrangeiros o uso da base de lançamento de foguetes de Alcântara, no Maranhão. A estimativa é de uma receita anual potencial de até US$ 1,5 bilhão (R$ 4,5 bilhões no câmbio desta quarta, (5). Leia matéria completa no site da Folha de São Paulo.

6 COMMENTS

  1. O satelite geoestacionario brasileiro esta na França, base de Kouru, Guiana. Nos brasileiros, pagamos nao so pelo satelite, fabricado pela Thales, como tambem para que o mesmo fosse lançado. Perguntas: 1. Ha multa por atraso no lançamento?; 2. Se houver algum dano nao atribuivel ao lançamento em si ha algum responsavel? Sendo mais direto, se o nosso satelite for danificado, por exemplo, durante o transporte desde o armazem onde estiver hoje ate a posicao de lançamento alguem nos ressarcirá? 3. Greve de “transportadores” na Guiana pode ser alegado para procastinar indefinidamente o lançamento?; 4. Grevistas na Guiana podem estar vinculados a algum grupo de ativistas politicos?; 5. Qual o valor que o Brasil paga(ou) para os franceses?; 6. Ha liberdade para nossos inspetores acessar o satelite hoje, para verificarmos se ele esta acondicionado e protegido adequadamente?
    Abs

  2. O “Pograma Ispacial Brasireru” está muitos anos para trás do que era no governo… FHC!
    .
    O acidente na base de Alcântara, o acordo pé-e-bunda com os ucranianos (!!!!!), e a roubalheira geral e o descaso generalizado dos governos do PT acabaram com qualquer possibilidade de um dia termos algo maior que sementinhas de feijão sendo levado pro espaço.
    .
    Aliás, a única coisa que vai pro espaço nessa calhordice toda são os nossos tributos.
    .
    E basta ver alguns dos comentários do Facebook pra entender porque NUNCA, JAMAIS, teremos algo que preste nesta área. Certos escrotinhos antiamericanalhas ainda acham que iremos conseguir alguma coisa nessa área, e insistem em culpar os estrangeiros por nossa própria estupidez e rapacidade.
    .
    “Ah, pruquê a subirania naciunal istá sendu agridida pelus gringu cumedô di bêicum”… Ora, vão pros quintos dos infernos… E lá gringo precisa fazer alguma coisa pra que a gente se f. sozinho? A p. da base está ÀS MOSCAS há uma década, gerando ZERO de recursos para NÓS, O POVO (que deveríamos ser os donos daquela porcaria toda), na verdade só dá PREJUÍZO, e vocês estão mesmo preocupados com a “subirania”????? Ora, vão se danar!
    .
    O nacionalismo é sempre o último refúgio dos imbecis…
    .
    Isso aí tudo é só roubalheira de dinheiro público. Quando conseguirmos lançar um satélite sozinhos no espaço as potências espaciais do mundo estarão colonizando outros planetas…
    .
    Melhor não era nem alugar pros gringos, mas sim vender TUDO. Antes que venham os quilombolas haitianos e cubanos financiados pela CUT e MST (com o NOSSO dinheiro) e ocupem tudo que é pra receber indenização.
    .
    Privatiza TUDO! E melhor ainda se brasileiro não puder chegar nem a MIL quilômetros de distância da base: assim os gringos – seja lá quem forem – não irão conseguir enriquecer de propina o bolso de nenhum vagabundo!

  3. É impressionante nossa incompetência em tocar projetos importantes para nós mesmos, como povo e como nação.
    .
    É inacreditável nossa leniência com tantos gestores públicos (em todos os poderes e em todos os níveis) incompetentes e/ou descompromissados e/ou desonestos.
    .
    (Leniência: Qualidade do que é lene, brando, suave; algo como suavidade e, por extensão, também entendido como excesso de lentidão, condescendência, complacência, tolerância.)
    .
    Tanta riqueza jogada fora, para enriquecimento marginal de alguns.
    .
    Alcântara é um dos tesouros.
    O tesouro é a localização, não as construções… pois investimentos que não são operacionalizados em prazo útil ficam obsoletos e/ou ‘enferrujados’.
    .
    Até a paupérrima e sanguinária Coreia do Norte consegue levar avante um e outro projeto estratégico.
    .
    Havia vários caminhos.
    .
    Seguir um caminho “independente” exigiria um esforço econômico e político fenomenal, com desgaste intrínseco à busca de tecnologias ‘proibidas’ e risco ao nosso comércio internacional, que por sua vez é outro tesouro que temos.
    Claro que não daria certo.
    .
    Seguir um caminho “dependente” poderia ter sido mais simples, mais produtivo e muito mais rico.
    Sim, formar pessoal nosso (engenheiros, economistas e militares) em centros internacionais que poderiam nos treinar, formado massa crítica de mão-de-obra especializada.
    Onde?
    Fácil. No mesmo lugar onde os chineses comunistas e indianos desorganizados mandaram seus jovens estudar: nos Estados Unidos da América.
    .
    Fácil assim.
    ‘Usamericanosfeiobobomalvado’ adoram ensinar o resto do mundo.
    Melhor; muitas vezes de graça.
    Iriam nos ensinar tudo?
    Claro que não.
    Mas teríamos uma base sólida para construir uma plataforma humana sobre a qual poderia se erguer alguma coisa a mais que megalomania populista.
    .
    Agora estamos quebrados.
    Sem dinheiro, sem educação, sem tecnologia (aquela que seria transferida) e com uma elite que está preocupada unicamente em manter seus privilégios.
    .
    Alcântara é apenas um dos tesouros que nos foi roubado pelos interesses mesquinhos de alguns.
    Em tempo:
    Os estrangeiros não precisaram fazer nada para nos ferrar…
    … nós mesmos cuidamos disso.
    .
    Sds.,
    Ivan.

  4. Caro Ivan, mais uma vez concordo contigo. Nos brasileiros somos os primeiros e maiores culpados por nossas mazelas. O caso de Alcantara realmente é emblematico. O tesouro que nos foi doado pela natureza nós mesmos nos encarregamos de enterrar. Quilombolas? Seria muito simples impedir. Estrutura e instalaçoes de suporte ao lançamento do VLS explodirem sem mais nrm menos? Faltou um aterramento adequado? Nao sei. Foi um tiro de sniper, um laser oriundo de Marte, navio frances que interferiu com jammer, vai saber. Mas no minimo ja deveriamos ter lançado n foguetes, seja na barreira, seja em Alcantara. Enviar estudantes para o MIT? Claro, nunca ninguem impediu! Eu mesmo tive quatro professores que la estudaram. Tenho um filho que fez pos graduação na Italia. Na Polimi ate uma classe especial na qual o professor da aula em chines existe (so para atender à clientela de chineses !). Estava lendo ha pouco noutro blog a respeito de um avião(?) iraniano; incrivel como nos brasileiros muito frequentemente olhamos tudo com um olhar simplista e incompetente. Se alguns daqueles que denigrem a engenharia iraniana se dessem ao minimo a curiosidade de consultar na propria internet a quantidade de papers publicados por iranianos ficariam surpresos; esquecem(na realidade uma grande parte não sabe) que os persas ja fabricavam espadas fantasticas ha milhares de anis. E meu comentario nao tem, afirmo, nenhuma conotaÇao ideologica. Admiro a tecnologia americana (nao acho que esse povo seja mualvadoingeridor de criancinhas tenras), sou grande admirador de tecnologia russa/chinesa, mas nao troco a alemã por nenhuma destas ja citadas. Nos nao sabemos olhar para um programa relativo ao desenvolvimente d submarinis sem olhar para casa faceta que isso representa. Vemos um monte de gente digitais: ou sao zero à esquerda ou sao um monte de direitistas desenfreados. Sera que é tao dificil separar hediondos crimes praticados por petistas/bolivarianos tresloucados (que tantas mortes causaram por roubar recursos que poderiam salvar vidas em hodpitais), de roubos engendrados por quadrilhas de estelionatarios travestidos de empresarios? E como entao classificar a mistura destes crimes colocando na “mesma cesta de ignorancia, um legitimo e honesto esforço tecnologico no sentido de desenvolver um reator nuclear e soldar um casco que esta la para qualquer um ver? O Brasil precisa aorender com nossos erros. A comecar por entender como separar e classificar as causas de nossas dificuldades, arregaçar as mangas e trabalhar. É so um desabafo. Seria legal publicar um mapa comoarando Alcantara com Kuoru. Abraços a vc e ao Vader, cujo post acima tambem li e concordo.

  5. Rommelqe,
    .
    Este mapa demonstra a posição da Base de Alcântara em relação às bases de lançamento americanas na Flórida, mas também pode dar uma visão em relação à Guiana Francesa, logo acima mas NÃO sobre a linha do Equador, como nós estamos.
    http://4.bp.blogspot.com/__OD4DMsBo9Q/S-C9eJJN4aI/AAAAAAAAA5s/SF5-I4cRGjQ/s1600/terra.jpg
    .
    Mas um tesouro que não sabemos aproveitar em nosso (da nação) benefício.
    .
    Em outro país talvez fosse desnecessário enfatizar (como acima) que ‘nosso’ significa da ‘nossa nação’…
    .
    Forte abraço,
    Ivan, o Antigo.

  6. Prezado Ivan, muito obrigado!
    Pessoal, sempre acho legal quando o Ivan nos brinda com sua visao geografica/geopolitica. Como o proprio Ivan às vezes se autodenomina, os infantes (em particular o nosso old infatry man), tem uma necessidade intrinsicamente relevante quando se trata de reconhecer o terreno em que atua. Um fato que acho importante ressaltar é que Alcantara não é unico por ser localizado proximo à linha do equador (o que mecanicamente falando por si so ja é uma enorme vantagem por que permite lançar um mesmo satelite em orbita mais alta ou numa mesma orbita um satelite maior), Quando é planejado um lançamento de satelite é necessario avaliar uma quantidade enorme de fatores, o que inclui desde parametros extremamente prosaicos (por exemplo fatores climaticos tais como intensidade e direção predominante de ventos) ate os locais onde possivelmente destroços poderão cair em caso de acidentes. Se bem me lembro foi o proprio Ivan que aqui ensinou que Israel lança seus veiculos em trajetoria leste-oeste (ao contrario de literalmente todas os demais paises que podem se autodenominar como aptos a colocar um satelite em orbita), entre outras coisas para evitar que estagios ejetados sejam tomados por paises nao aliados. Mas um ponto que acho pertinente ressaltar é que poderíamos usufruir inclusive de uma serie de fatores diferenciais a serem considerados nos contratos com terceiros; como exemplo a garantia que poderiam ter completa segurança quanto a terem preservados seus segredos industriais ao terem devolvidos componentes colhidos em territorio brasileiro. Um satélite lançado de plataforma (tipo destas de exploração de petroleo) localizada na linha do equador esta sujeita a intemperies muito mais intensas. O que mais poderiamos considerar? Abs

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here