Por medo de raios, caças F-35 australianos ficam no chão

Por medo de raios, caças F-35 australianos ficam no chão

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Dois jatos F-35 Joint Strike Fighter, no valor de cerca de US$ 100 milhões cada, foram forçados a ficar um dia extra no Avalon Air Show a oeste de Melbourne, porque poderia haver raios perto de seu próximo destino.

Os aviões estavam programados para voar a Amberley no sábado, a sudoeste de Brisbane, mas tiveram que aguardar mais um dia.

O F-35 foi uma das principais atrações no show aéreo, que recebeu apoio do programa F-35 liderado pelos EUA.

Mas a aeronave ainda vai precisar de modificações antes que possa voar em meio a relâmpagos – um processo que será concluído na frota de F-35 da Austrália antes da entrega no próximo ano.

As aeronaves australianas AU-1 e AU-2 foram as duas primeiras do tipo a sair da linha de montagem da Lockheed Martin em Fort Worth, Texas, em julho de 2014.

Em dezembro desse ano, ambos os aviões foram transportados para a Luke Air Force Base, no Arizona, para se juntarem a um grupo de treinamento de pilotos internacionais.

O governo australiano aprovou a compra de 14 caças F-35A em novembro de 2009 e um segundo lote de 58 aeronaves em abril de 2014, equipando três esquadrões, sendo que o primeiro deverá ser entregue à Austrália em 2018 e entrar em serviço em 2020.

Um novo lote de 28 aeronaves, elevando o total para até 100 aviões para um quarto esquadrão, ainda não foi decidido.

FONTE: www.abc.net.au

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24 COMMENTS

  1. Não tem como não soltar uma piada com essa aeronave…
    .
    … então, você esta me dizendo que ele se chama Lightning II, mas tem problemas com relâmpagos?

  2. “Todo avião voando hoje, seja civil ou militar, tem sistema de dissipação de eletricidade estática incorporada. Isso porque há raio em todo o planeta”, explicou Charlie. Para se proteger contra um fogo a bordo ou explosão causada por um raio, a eletricidade estática, ou uma centelha errante, aviões modernos carregam algo chamado um sistema de geração de gás inerte a bordo (OBIGGS), que substitui o vapor do combustível por nitrogênio não-combustível. Tão importante quanto esses sistemas são para as aeronaves civis, eles são indispensáveis para aviões militares, que carregam munição e também devem lidar com projéteis lançados de aeronaves inimigas. No entanto, quando chegou a hora de equipar o F-35 com tal sistema, certos elementos de fixação, feixes de fios e conectores dentro do avião, e que normalmente ajudam a dissipar cargas elétricas, foram substituídos por peças mais leves, mais baratas e que não tinham proteção comparável.

    Mais informações em
    http://www.aereo.jor.br/2013/10/20/ele-vai-voar-parte-iii/

  3. Caro Clesio, o texto abaixo é bem interessante; possivelmente foi postado por vc mesmo. Grande abraço

    RAM coatings
    RAM coatings can be dielectric or magnetic. Dielectric works by addition of carbon products which change electric properties, and is bulky and fragile, while magnetic one uses iron ferrites which dissipate and absorb radar waves, and are good against UHF radars.

    One of most known RAM coatings is iron ball paint, which contains tiny spheres coated with carbonyl iron or ferrite. Radar waves induce molecular oscillations from the alternating magnetic field in this paint, which leads to conversion of the radar energy into heat.

    The heat is then transferred to the aircraft and dissipated.

    A related type of RAM consists of neoprene polymer sheets with ferrite grains or carbon black particles (containing about 30% of crystalline graphite) embedded in the polymer matrix. The tiles were used on early versions of the F-117A Nighthawk, although more recent models use painted RAM. The painting of the F-117 is done by industrial robots with the plane covered in tiles glued to the fuselage and the remaining gaps filled with iron ball paint. The United States Air Force introduced a radar absorbent paint made from both ferrofluidic and non-magnetic substances. By reducing the reflection of electromagnetic waves, this material helps to reduce the visibility of RAM painted aircraft on radar.

    Foam absorber typically consists of fireproofed urethane foam loaded with carbon black, and cut into long pyramids. The length from base to tip of the pyramid structure is chosen based on the lowest expected frequency and the amount of absorption required. For low frequency damping, this distance is often 24 inches, while high frequency panels are as short as 3-4 inches. Panels of RAM are installed with the tips pointing inward to the chamber. Pyramidal RAM attenuates signal by two effects: scattering and absorption. Scattering can occur both coherently, when reflected waves are in-phase but directed away from the receiver, and incoherently where waves are picked up by the receiver but are out of phase and thus have lower signal strength. This incoherent scattering also occurs within the foam structure, with the suspended carbon particles promoting destructive interference. Internal scattering can result in as much as 10dB of attenuation. Meanwhile, the pyramid shapes are cut at angles that maximize the number of bounces a wave makes within the structure. With each bounce, the wave loses energy to the foam material and thus exits with lower signal strength. Other foam absorbers are available in flat sheets, using an increasing gradient of carbon loadings in different layers.

    A Jaumann absorber or Jaumann layer is a radar absorbent device. When first introduced in 1943, the Jaumann layer consisted of two equally-spaced reflective surfaces and a conductive ground plane. One can think of it as a generalized, multi-layered Salisbury screen as the principles are similar.

    Being a resonant absorber (i.e. it uses wave interfering to cancel the reflected wave), the Jaumann layer is dependent upon the λ/4 spacing between the first reflective surface and the ground plane and between the two reflective surfaces (a total of λ/4 + λ/4).

    Because the wave can resonate at two frequencies, the Jaumann layer produces two absorption maxima across a band of wavelengths (if using the two layers configuration). These absorbers must have all of the layers parallel to each other and the ground plane that they conceal.

    More elaborate Jaumann absorbers use series of dielectric surfaces that separate conductive sheets. The conductivity of those sheets increases with proximity to the ground plane.

    Iron ball paint has been used in coating the SR-71 Blackbird and F-117 Nighthawk, its active molecule is made up by an iron atom surrounded by five carbon monoxide molecules.

    Iron ball paint (paint based on iron carbonyl) a type of paint used for stealth surface coating.

    The paint absorbs RF energy in the particular wavelength used by primary RADAR.

    Chemical formula: C5FeO5 / Fe (CO)5

    Molecular mass: 195.9 g/mol

    Apparent density: 76.87 g/cmc

    Molecular structure: An Iron atom surrounded by 5 carbon monoxide structures (it takes a balllike

    shape, hence the name)

    Melting point: 1536° C

    Hardness: 82-100 HB

    It is obtained by carbonyl decomposition process and may have traces of carbon, oxygen and nitrogen. The substance (iron carbonyl) is also used as a catalyst and in medicine as an iron supplement however it is toxic. The painting of the F-117 is done by industrial robots however the F-117 is covered in tiles glued to the fuselage and the remaining gaps filled with iron ball paint. This type of coating converts the radar wave energy into heat (by molecular oscillations), the heat is then transferred to the aircraft and dissipated.

    Ideal fighter plane

  4. Que bom. Não podem atacar o Brasil com o F-35. País que tem a maior incidência de raios no mundo. Mais eficiente que antiaérea, então. Tecnologias imaturas… Brincadeira.

  5. Apenas estes 2, o melhor caça do hemisfério sul. Tenho até medo quando esse bicho cair nas mãos dos chilenos….

  6. Não vai acontecer nada pois, o Chile não faz fronteira com o Brasil. E nossa relação com os chilenos é a melhor possível.

  7. Sim. Glória Deus que sim, mas vai ser bizarro, o melhor caça do cone sul opera com o Chile e não com a Fuerza Aérea Brasileña…

  8. A vulnerabilidade dos aviões modernos aos raios deve ser devido à alta porcentagem de material composto na célula. Fossem ainda de alumínio, aço ou titânio como no passado muito provavelmente não precisariam dessa quinquilharia anti relâmpago.

  9. Muito provavelmente é esse tanto de material composto que deve fazer esses aviões modernos mais sensíveis aos pulsos eletromagnéticos. Fossem feitos do velho e bom metal eles não cairiam se detonassem uma nuke lá na casa do espantalho.

  10. A vulnerabilidade dos aviões modernos aos raios deve ser devido à alta porcentagem de material composto na célula.
    .
    Bosco,
    .
    No caso do F-35 a vulnerabilidade do avião a raios já foi explicada. Está no meu comentário mais acima.

  11. Poggio,
    Eu li! Mas seu comentário cita “todo avião voando hoje”. Já o meu comentário envereda para o por que de todo avião voando hoje precisar desse sistema de “dissipação” de eletricidade estática.
    Volto ao ponto: será q

  12. Ops!!!
    Volto ao ponto: será que os aviões que voavam antigamente, com célula inteira de metal, precisavam desses sistemas?

  13. Bosco, toda aeronave que se dispõe a voar em mal tempo vai ter provisões para tal. Veja por exemplo o F-16. No bordo de fuga das asas e estabilizadores se vê as pequenas “antenas” do sistema de proteção contra raios. O problema do “Lighting II” foi a Lockheed, em sua infinita sabedoria, não ter dado prioridade a implementar esse sistema nas aeronaves sendo entregues aos operadores.
    .
    De qualquer forma, o sistema do F-35 já está sendo entregue de fábrica nas unidades mais novas, mas não está ainda presente nas unidades australianas. Estas terão que ser retrofitadas. Agora, resta saber como um operador aceita receber uma aeronave desse tipo nessas condições…
    .
    Como eu disse na época da “comemoração” das 100 unidades de “série” do F-35, eles tinham entregue 100 protótipos. Tai mais um causo para confirmar o que eu disse.
    .
    E pra terminar, essa palhaçada toda só prolonga a minha risada quando eu lembro da USMC e da USAF falando em F-35 “operacional”. Certa está a USN que está botando o pé no freio das entregas dos seus F-35C e só irá declarar algo do tipo quando estiver perto de ser verdade.

  14. Ops!!!
    Volto ao ponto: será que os aviões que voavam antigamente, com célula inteira de metal, precisavam desses sistemas?

    .
    Como toda a tecnologia, ela evolui. Antigamente os aviões não eram aterrados e muitas vezes quando um raio os atingia e a energia não era efetivamente dissipada… BOOM.
    .
    Muito provavelmente é esse tanto de material composto que deve fazer esses aviões modernos mais sensíveis aos pulsos eletromagnéticos.
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    Os materiais compostos atualmente possuem uma camada fina de alumínio exatamente por causa de raios (ou melhor, para conduzir a energia dos raios caso um deles acerte o avião).

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