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Na década de 80, o jato binacional AMX era destaque nas revistas aeronáuticas

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AMX na capa da Air International 1985-07

O avião de ataque AMX, projeto ítalo-brasileiro produzido pelas empresas Aeritalia, Aermacchi e Embraer foi muito badalado pelas revistas na época do seu lançamento.

O grande diferencial divulgado do AMX era a sua característica de ser totalmente dedicado às missões de ataque à superfície e não um avião adaptado para a função.

 Mock-up-do-AMX-em-foto-publicada-em-1981-na-revista-Air-International
Mock-up de engenharia do AMX em foto publicada em 1981, na revista Air International
Publicidade do AMX na Air International 1985-06
Publicidade do AMX na Air International 1985-06

Mas o AMX pegou uma concorrência difícil pela frente, como treinadores a jato vitaminados como o Hawk 200 e caças multifunção como o F-16.

Apesar da publicidade agressiva e das demonstrações no exterior, o jato ítalo-brasileiro não conseguiu emplacar nenhuma venda internacional.

Outro fator que também prejudicou o AMX no mercado internacional foi o fim da Guerra Fria, que fez com que muitos países relaxassem na renovação de sua capacidade defensiva.

AMX na capa da Air International 1986-08
AMX na capa da Air International 1986-08

O AMX acabou não sendo encomendado nas quantidades inicialmente previstas e o programa no Brasil foi muito prejudicado pelos cortes no orçamento do então Ministério da Aeronáutica, com a abertura política no país.

Na Força Aérea Brasileira, o A-1 entrou em serviço sem radar, sem canhão e sem a capacidade de disparar mísseis ar-ar.

Na FAB, foi apelidado de F-32 quando entrou em serviço, pois diziam que custava o dobro do F-16.

O AMX foi batizado como Ghibli na Itália, e atuou nas Guerras do Kosovo, Afeganistão e Líbia. No Brasil o AMX não ganhou um nome e recebeu a designação de A-1.

amx-perfil-fab amx-perfil-italia

SAIBA MAIS:

88 COMMENTS

  1. “Na Força Aérea Brasileira, o A-1 entrou em serviço sem radar, sem canhão e sem a capacidade de disparar mísseis ar-ar.” Hoje em dia está muito diferente?

  2. No padrão M, o pequeno notável.
    O MD comprou a briga para colocar + 30 células no M.
    Chama o Tio Jacob para liderar o processo que ele financia.

  3. Aeronave fantástica. Ouvi uns tempos atrás que a Italia estava sobrevoando seus A-1 na Síria, não sei qual tipo de missão eles faziam.

  4. Dizer que o AMX brasileiro entrou em serviço sem radar e sem mísseis ar-ar não sei se faz muito sentido, pois creio que no caso do Brasil, nunca tiveram mesmo essa intenção, já que aqui sua função principal era mesmo o combate ar terra, dando apoio as tropas no chão, nunca foi um avião interceptador, era lançador de bombas, um bombardeio, e não um caça de interceptação, não tem velocidade para isso.
    Quanto ao canhão, não sei por quanto tempo ficou sem, pois sempre vi os AMX da FAB com os dois canhões de 30 mm, mais uma vez, para ataque ao solo.
    Comparar o cenário de emprego europeu no caso do AMX italiano com o nosso, é forçar muito a mão.
    O programa AMX forneceu muitas capacidades a Embraer, além da tecnologia de fabricação de asas, conforme já dito pelos próprios engenheiros que trabalharam nas asas do E2, o que foi aprendido com o AMX, foi usado no E2 e no KC-390, outra coisa foi a capacidade de participar e coordenar um programa internacional, o KC-390 é um programa multi nacional, e essa capacidade de coordenação foi aprendida ainda no programa do AMX, dois países e três empresas, pode parecer fácil, mas é bem complexo.
    Um lindo avião, além de fazer bem o que se propõe a fazer, voar baixo, penetrar nas defesas anti aéreas inimigas, e destruir alvos no solo.
    Durante um exercício internacional em que participou nos EUA, os pilotos da FAB cumpriram todas a missões com o nosso AMX, não sofrendo nenhuma baixa, lutou contra a baterias anti aéreas (simuladas), mais modernas que existiam na época, e superou todas.
    Sou fã desse avião.
    O AMX é uma espécie de Tornado dos pobres.

  5. Era pra termos comprado uns 108 A-1, aí teríamos massa crítica pra cuidarmos e upgradearmos.
    Sem falar das vendas externas, como vender o que não se usa em quantidade ?
    Nunca houve radar nem mísseis ar-mar, assistimos as guerra das Falklands/Malvinas de camarote e aprendemos nada.
    Falar que o Hawk 200 era concorrente do A-1 é forçar a barra. Hawk 200 era pra defesa de ponto, não pra ataque ao solo.

  6. Um avião muito capaz, como comprovado pela força italiana, completamente capado de seus melhores complementos por aqui. Quando vinha o padrão M para igualar todos que estão em serviço e dar plena capacidade no fim de vida, cortam o programa. É complicado.

  7. Linda foto do mock-up de engenharia da aeronave. Eu não tenho grande simpatia pelo AMX, mas o design da aeronave é belíssimo.

  8. Na minha humilde opinião a camuflagem mais bonita que houve na aviação de caça da FAB , deveriam mante-las nos dias de hoje espero que os gripens NG não tenham está atual pintura dos caças .

  9. Aí uma aeronave que eu gostaria e muito de ver um novo projeto, uma evolução da aeronave com o motor do f18 ou f35 ( sonho), uma versão bimotor 45% maior em relação ao atual, mesma autonomia e raio de ação, capacidade de auto defesa utilizando mísseis de curto alcance nas pontas das asas, pelo menos 6 “cabides” de armas nas asas e 2 na fuselagem central, empregando misseis de cruzeiro, misseis anti navio, radiação e anti tanque e é claro executando missões de bombardeio tático!
    Seria um SU-34 brasileiro! seria fantástico!

    Não sei se sou o único mas, eu acredito que se for produto nacional, eu “entupiria” nossas Forças Armadas com projetos nacionais e em uma quantidade satisfatória tipo uns 120 AMX, 120 super tucanos e uns 120 KC-390, 18 corvetas Tamandaré afim de adquirir escala de produção e doutrina, atribuiria empregos para no mínimo umas 500 mil pessoas e o restante importaria sem essa história de transferência de tecnologia! O grosso das FA seria com produtos nacionais e os meios que requerem tecnologia que não temos adquiria com fornecedores estrangeiros, participaria de projetos de grande porte com empresas estrangeiras1

  10. A filosofia do EMFA naquela época não estava mal não.

    Caças F-5, Mirage III, AMX para apoio ao solo. O Brasil possuia uma força aérea decente.

    O governo da Junta Militar era mais responsável com as Forças Armadas.

    Os sucessivos governos civis se encarregaram de empurrar o poder bélico para os limites da obsolência.

    Será que vão necessitar sofrer um ataque igual a Pearl Harbor para o gigante tupiniquim acordar?

  11. Eu acredito que o canhão( que é melhor que o M61 p ataque) foi instalado em todos logo depois das entregas… Continuo respeitando muito este vetor, aprendemos muuuuito com esse projeto e gostaria muito que pelo menos uns 30 fossem modernizados. Acredito que temos somente 3 no padrão M atualmente. Li numa RFA certa vez que ele tinha capacidade de colocar 2 Mk-82 em qualquer capital da América do Sul (ou coisa parecida, não lembro bem), creio que com apenas um unico reabastecimento.

  12. Tadeu Mendes,
    .
    Na década de 80 o F-5 e Mirage III já não eram grande coisa. E, para piorar, nenhum avião tinha capacidade de disparar míssil antinavio e os mísseis ar-ar eram meia-bocas. O radar do MIII já não prestava para nada e o AMX nem radar tinha.
    .
    A bem da verdade, a situação das Forças Armadas era bem meia-boca, com a Argentina melhor equipada, no geral.
    .
    Hoje estamos melhores do que eles. Claro que foi por incompetência deles e não por mérito nosso rsrs. Mas, pelo menos, o F-5 tem radar e alguma capacidade BVR. Só falta o P-3 operar o Harpoon.

  13. Falando em BAFG 230…
    As últimas lançadas foram aquelas de 2013?
    Ou seja, primeiras e últimas?
    .
    Todo novo vídeo promocional que a FAB faz esse lançamento é mostrado…

  14. Desde que eu me entendo por gente, a FAB sempre lançou a BAFG-230. Todas as pistas clandestinas bombardeadas na Amazônia o foram por BAFG-230.
    Em Cachimbo lançávamos a BAFG-120 a partir do AT-27.
    Como faço pra postar uma foto?

  15. Delfin, vamos com calma, o A1 (ou AMX) carrega bem mais do que 2 MK2, ele carrega o dobro de bombas e voa o dobro da velocidade do B-25. Deve voar quase no dobro da altura, só o raio de ação que deve ser maior (não chegando ao dobro).
    Agora é novidade para mim que o AMX tenha nascido desdentado, tenho a imagem dos DEFAs desde o início e dos Sidewinder também.

    Rinaldo Nery, quanto ao estratégico, não é liberdade poética? Quando falam em transporte estratégico para a FAB, entendo que sejam para os 767 convertidos para reabastecimento e transporte não? Não um Galaxy ou C-17.
    Não sei quem escreveu, mas de repente pensou no cenário da FAB quando quis dizer estratégico.. sei la.. No mais, o (des)governo Dilma & Lula classificava tudo que era grande como estratégico..

  16. Delfim, em nenhum momento eu disse que o AMX é “estratégico”.
    .

    O AMX leva mais do que duas Mk-82 (creio que 9 ou 6), porém na situação que eu descrevi ele teria que ocupar dois pilones subalares com tanques alijáveis. Acho que ele não usa tanque na estação ventral, então possivelmente tbm daria para por mais duas no centerline.

  17. Caro Space Jockey
    Se a sua definição valer, o A1 seria estratégico (coisa que o Rinaldo Nery sempre posta que não). O A1 transporta mais do que 2 Mk 82, e por sinal, carrega o dobro de bombas, tem o dobro de velocidade, voa bem mais alto e mais longe que o B-25
    No mais é novidade para mim que o AMX tenha nascido desdentado, eu sempre imaginei que ele já nasceu com os DEFA (ao contrario dos Italianos que era o Vulcan) e levava os Sidewinder. Radar beleza..

  18. Ao contrário, Humberto. É que possuímos mais próximo do estratégico. Pena que a modernização não prosseguiu.

  19. Rinaldo, me tire uma dúvida.
    Estratégico é um conceito que varia de um lugar para o outro? Para os EUA são os B1 e B2 e para a FAB (no nosso cenário), o A1 seria estratégico, por que existe a necessidade da modernização para chegarmos mais próximo do estratégico? Em tese, o avião não será remotorizado, a modernização (ou um upgrade) será na parte da avionica, alem de uma checagem na estrutura certo? Me desculpe se a pergunta for muito cretina.

  20. No meu entendimento, foi uma pena esta aeronave não ter sido desenvolvido como um caça-bombardeiro supersônico. Se assim tivesse sido, provavelmente teria evoluído como um caça multimissão, igual aos seus contemporâneos. Com certeza teria melhor sorte no mercado e uma sobrevida na FAB e AMI.

    Até mais!!! 😉

  21. No mais, nem de longe podemos achar que o AMX é uma aeronave estratégica, nem aqui, nem em lugar nenhum do mundo. Desculpe, mas atacar qualquer cidade da América do Sul, usando reabastecimento aéreo, qualquer A-37 Dragon Fly pode fazer, detalhe, carregando bem mais bomba.

    Uma coisa é concordar que o AMX propiciou à FAB e à indústria nacional melhores condições estratégicas no tabuleiro do poderio bélico na região, mas daí achar que ela, por si só, seja uma aeronave estratégica, vai uma grande diferença.

    Mas agora ficou claro do que a FAB acredita que o Gripen E/F seja uma aeronave de caça médio, a noção de tático e estratégico é desvirtuada. Imagino então que F-15E, Su-34, Tornado, Su-24, F-111, etc… sejam aeronaves de ataque global. Putz!!!

    Até mais!!! 😉

  22. Humberto, fui lá copiar meu post de outra matéria. O conceito não varia. Vocês estão confundindo equipamento com tarefa.
    O que define como estratégico, ou não, é o alvo atacado, e não o tipo de aeronave. Algumas características são desejáveis, dentre elas o grande alcance e carga bélica. O que temos de mais próximo do desejável, no Brasil, é o A-1. Alvos estratégicos são o que chamamos de “centro de gravidade” do inimigo. Uma hidroelétrica venezuelana seria um alvo estratégico, assim como seus centros de comando e controle. Seu porto mais importante, ou uma grande refinaria, seriam outros exemplos. São, normalmente, alvos da primeira fase da campanha. Uma aeronave poderá realizar missões de cunho estratégico, bem como as de interdição. Exemplo: o B-52.
    A modernização proverá mais capacidade ao A-1: um radar, nova aviônica, upgrade do software de missão, capacidade de integração de novos armamentos (inclusive mísseis ar-ar e ar-mar).

  23. Wellington. Interessante seu comentário.
    Sou leigo.
    Mas me parece que esse avião é muito bom, dentro de suas limitações.
    Existem poucos bombardeiros exclusivos.
    Então não vejo o que há de mal no AMX. É tipo o ST. Tem nada demais.
    Mas não tem concorrentes.
    Nem os americanos, nem europeus nem russos de preocupraram com turboélices.
    Então o St reina.
    Não acho que o AMX seja muito diferente.
    Deve ter manutenção barata, é robusto…

  24. Em meados da década de 80 eu fazia meu curso de Eng. Mecânica na Universidade Católica de Petrópolis.
    Em 87 fui estagiar na CELMA (manutenção de turbinas), ainda estatal, no projeto SPEY – responsável pela fabricação de peças do motor do AMX. Muito dinheiro foi investido em instalações, em treinamento das equipes e compra de máquinas CNC da Cincinatti – o melhor na época.
    Mas as coisas não começaram muito bem. Algumas máquinas chegaram com avarias (p.ex. eixo de torno empenado); atrasos no projeto geraram falta de peças para fabricação; houve desmotivação da equipe; falta de verba; etc. Foram os anos perdidos, todos vocês sabem. Foi uma pena.
    No final, muito pouco foi fabricado. As máquinas foram parando, ficaram obsoletas. A CELMA foi privatizada, assim como a EMBRAER. Passou por dificuldades, mas ao menos está hoje em dia crescendo e gerando muitos empregos.
    Abraços.

  25. Como a maioria adora o Google e a Wikipédia, procurem alguma Doutrina Básica (pode ser a nossa, da USAF, todas são parecidas), e leiam o que é tático e o que é estratégico. Posso bater um alvo estratégico até com Forças Especiais.
    Exemplo: a morte do Osama? Era tático ou estratégico? (o inimigo era a Al Qaeda).
    Wellington, vai cursar a ECEMAR. Aliás, você não é funcionário da Câmara?

  26. Humberto 13 de outubro de 2016 at 23:40
    A definição do que é estratégico ou tático não está necessariamente ligada ao vetor ou armamento que utiliza, essa definição está mais ligada aos alvos atacados.
    Estratégico é tudo aquilo que impede o inimigo de continuar a guerra, sua infra estrutura, é destruir a capacidade do inimigo de lutar, são alvos normalmente de grande valor, como fábricas, linhas férreas, refinarias, pontes, usinas nucleares e assim por diante.
    Em tese, um enxame de A-29 pode desferir um “ataque estratégico”, desde que destrua por exemplo uma fábrica militar ou hidrelétrica, mas não é usual.
    Destruir um paiol de munições é fazer um ataque tático, destruir uma fábrica de munições, seria um ataque estratégico.
    Normalmente os objetivos estratégicos se situam no coração do país, longe da fronteira e são fortemente defendidos, os ataques a esses alvos costumam ser duradouros e sistemáticos, por isso normalmente os vetores (bombardeios) são de longo alcance, potentes e muito sofisticados para sobreviverem ao ataque.
    Um esquadrão de F4 Phanton no Vietnã por exemplo, cumpriam missões de bombardeios estratégicos, já que costumavam atacar e destruir a infra estrutura do Vietnã do Norte, como pontes e fábricas, um avião de caça, cumprindo a missão estratégica de um vetor estratégico B-52.
    Ao passo que os B-52 poderiam cumprir missões táticas, ou seja, destruir tropas no solo, um regimento estacionado e plotado, poderia ser atacado por esses mastodontes.
    Depende mais dos objetivos que do tipo de vetor e munição.

  27. E quantas W87 ele consegue entregar numa missão?
    Dá para ser mais de uma, larga uma aqui, outra ali, e já manda o inimigo para o buraco de vez.
    Ops! Essas doutrinas não treinamos. Nem sabemos como funcionam. Será que os franceses nos dão a dica?
    Afinal o seguro morreu de velho… não custa nada aprender.
    Alguma grande entidade brazuca um dia afirmou: “Não precisa ter, basta mostrar que sabe fazer.” rsrsrs…. Mas também tem que saber usar, né?
    Mas então tá… O inimigo bonzinho se senta e fica esperando alguns anos até a gente fazer aquilo que a gente falou que sabia fazer mas que não fez.. rsrsrs

  28. Muito bem, Maria. Parece que você estudou mais Doutrina Básica que o Wellington. Acertou no comentário. Até o PARASAR pode destruir um alvo estratégico com explosivo C4.
    E não se usa mais o termo ¨objetivo¨. É alvo (target).

  29. A-37: Vel. Max. 816 km/h; carga belica: 3.000 lb; 1,480 km de alcance.
    .
    AMX: Vel. Max. 1053 km/h; carga belica: 8.380 lb; 3,336 km de alcance (maior que o Gripen segundo a Wikipedia)

    Você poderia ter feito uma comparação melhor…

  30. Estratégico, etc.
    Qual a polêmica?
    Alguns países não podem se dar ao luxo de ter vários tipos de caça, sendo alguns estratégicos e outros não.
    O que são aviões estratégicos? Grandes bombardeiros de longo alcance? Isto o AMX não é.
    Mas se a diferença é só a missão e o f16 puder fazê lo passa a ser estratégico porque destruiu uma refinaria?
    E se o ST fizé-lo? Será estratégico?
    Um bombardeiro pesado transporta, digamos, 20 toneladas de bombas. E se dez ST cada um com dias toneladas fizer o mesmo trabalho?
    Mas como um bombardeiro penetra em um país?
    Só se ele não tiver defesa antiaérea nem caças de interceptação?
    Na segunda guerra, os alemães iam para o tudo ou nada na Inglaterra.
    Entravam com mil aviões. Perdiam 300, ingleses perdiam 150…
    Acredito que hoje é tudo ou nada. mas em outro sentido.
    De a defesa antiaérea for boa não entra ninguém.
    Ou ao contrário se o outro país for capaz de destruir as defesas antiaéreas, se conseguir derrubar os aviões dos outros já era.
    Hoje não será mais como na segunda guerra que dá tempo desenvolver novas armas.
    Quem conseguir se impor leva.
    Não existe mais aqieles impasses de trincheira da primeira guerra. Ou essa de inverno ajudar os russos.
    Se mísseis entrarem ou aviões já era.
    Minha opinião de leigo.

  31. Rinaldo Nery 14 de outubro de 2016 at 0:21
    O1, não seria por exemplo um “objetivo primário”, O2 “objetivo secundário”?
    Um gorro preto sempre cumpre “ação no objetivo” e não “ação no alvo”, talvez para a FAB o mais adequado seja alvo, mas um PARASAR, ou tropa, “objetivo” é mais adequado, um comandante de patrulha ao orientar seus homens, tem lá no seu memento: “Ação no objetivo”.. daí estabelece o escalão de assalto, escalão de segurança e grupo de tarefas especiais.
    MITEME: Missão, Inimigo, Terreno e Meios.
    SIMEAL: Situação, Missão, Execução, Administração, Ligação e Comunicações.
    Cantis cheios, acertem seus relógios, quando eu disser “hora”, serão 22 horas, alimentar, carregar e travar.
    Nunca vai mudar.

  32. Se entrou em uma discussão sobre o que é estratégico e o que é tático, mesmo se convencionando que essa definição se aplica melhor aos alvos que aos vetores. Agora estamos em uma discussão entre o que é alvo e o que é objetivo. Me parece um pouco improdutivo, especialmente quando a pauta é o AMX.

  33. Xiii, acho que pisei no calo de alguém….. Desculpa ai, não foi a intenção.

    Amigos, uma coisa é um alvo estratégico, outra coisa é uma aeronave com capacidade de ataque estratégico e isto a FAB não tem. Eventualmente o AMX pode atacar um alvo estratégico (por uma série de situações que possibilitem), mas isto não à tornar uma aeronave de ataque estratégico. Em nenhum lugar do mundo o AMX seria considerado assim, nem na Itália, onde o Ghibli sempre esteve no estado da arte. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

    Imaginem vocês um alvo estratégico, devidamente bem defendido (com sistemas de mísseis de AAe de médio e longo alcance, em camadas), teria condições de ser atacado pelos AMXs brasileiros?! Seria uma loucura a lá Malvinas, com muito mais LSD na mente.

    Talvez, na melhor das hipóteses, seria considerado estratégico se os AMXs passassem pela modernização esperada e ainda contassem com a possibilidade de uso, por exemplo, de um MTC-300, talvez aí poderíamos dizer que o A-1 seria uma aeronave com capacidade de ataque estratégico, mas não por causa da aeronave em si e sim por causa do armamento que pode usar. Um exemplo simples do que digo é o Mirage 2000N, ou o próprio Rafale. Uma aeronave com capacidade de ataque tático (bombas burras e guiadas) e estratégico (míssil ASNP, de ataque nuclear, ou o SCALP, míssil de cruzeiro).

    Um equipamento tático, eventualmente, conseguir um resultado estratégico, não o torna em um equipamento estratégico. Um biplano inglês, com um torpedo burro, conseguiu um resultado estratégico quando avariou o Bismarck, mas nem por isto o biplano e seu torpedo eram considerados equipamentos estratégicos. Uma coisa são os alvos estratégicos, outra coisa são os meios estratégicos.

    Espero ter me feito entender melhor.

    Até mais!!! 😉

  34. Gente, não quero ser pedante mas me assombra a quantidade de besteira que é postada. Para comentar estes artigos, um mínimo de conhecimento sobre defesa, pela maioria dos senhores, seria bem vindo

  35. Ola Rinaldo e Maria do Carmo, obrigado entendi o conceito, o que define a missão (ou o bombardeio) é o objetivo do ataque ao alvo, que é quebrar as pernas do adversário ou seja, incapacitar o pais inimigo a continuar a guerra
    Eu me confundi pois quando li Estratégico me veio à cabeça os grandes bombardeiros estratégicos Americanos (como B-52 e B2) que podem levar uma carga bélica gigantesca (comparado a um simples caça) e a uma distancia considerável. Estes ´gigantes´ podem fazer tanto bombardeios estratégicos como táticos, assim como um simples caça pode fazer bombardeios estratégicos.
    Obrigado.
    PS Rinaldo, me desculpe pelo incomodo, são tantos posts que acabei não vendo o seu outro post.

  36. É pena sua linha de montagem ter sido encerrada pois, com um pouco de refinamento e motor mais potente, poderia atuar magistralmente nas funções de treinamento avançado, apoio aéreo aproximado e ataque anti-superfície.

  37. Parto do princípio que uma campanha aérea estratégica pressupõe usar aeronaves estratégicas, armas estratégicas, contra alvos estratégicos. Acredito que não precise ser algo engessado, mas vamos a uma brincadeira :
    Digamos que houvesse uma invasão venezuelana e se tomasse a decisão de bombardear alvos estratégicos em Caracas, aproveitando pra dar uma mensagem clara ao Maduro.
    Considerando os caças e a AA que a Venezuela possui, quantos A-1 seriam usados ? Quantos F-5 pra escoltar ? Qual a perspectiva de sucesso e de sobrevivência dos atacantes ?
    Só daí dá pra ver que nossos caças, na ínfima quantidade que possuímos, não dão pro negócio.

  38. Tudo foi perdido, ferramental e conhecimento, esse AMX foi um engodo, como tudo nesse país. Avião limitado e fraco, serviria bem para Bolivia, Paraguai ou Uruguai, nao para uma país como o nosso, é um avião miserável, como toda a nossa FAB, lamentável a gente estar aqui discutindo sobre lixo, se tivéssemos comprado uns 100 F-16 sairia mais barato e hoje teríamos um força de respeito, nao essa brincadeira que estamos vendo hoje, os SU30 passeando em nosso territorio livremente sem interceptação, vexame completo.

  39. Em 1989 se lembro bem, quando sinda era menininho e ainda morava no Brasil, em Petropolis para ser exato, eu lia assiduamente todas as reportagems sobre o tão famoso AMX. Se escrevia na época que até que enfim o Brasil, mesmo com atraso tinha entrado no exclusivo clube dos produtores de jatos de combate state of the art. Que brevemente, em poucos anos veriamos o F-14 e o F-15 brasileiros, projetados, fabricados, pilotados e exportados pelo Brasil. Que os F-5 da FAB brevemente seriam suplantados por jatos modernos, quentinhos de fábricas brasileiras. Claro, com a idade que tinha na época bebi jarras e jarras desse Koolaid.
    Acreditei em tudo. Virei fã de carteirinha da incrivel capacidade e desenvolvimento tecnológico brasileiro Se alguem na época tivesse me dito que “no futuro”, no ano 2016 a FAB ainda estaria voando esses mesmos F-5, eu teria dado gargalhadas e chamado essa pessoa de maluco. Infelizmente, ja sabemos como essa estoria terminou…

  40. Joao Moita Jr 14 de outubro de 2016 at 12:02
    Faz o seguinte, olha o que era a Embraer naquela época, e olha o que a Embraer é hoje em dia, veja os aviões executivos, comerciais e militares que fabrica, veja o lugar que ela ocupa no mercado aeronáutico mundial.
    Você acreditou que a Embraer fosse chegar onde chegou? com certeza não.
    Pois é, quem acreditou que chegaria onde chegou, preferiu ficar no Brasil amassando barro em São José dos Campos.
    Melhor mesmo ter ido para os Estados Unidos, quem sabe até consiga uma vaga no mercado de trabalho, trabalhando para a Embraer por ai.

  41. Gente, fui em quem levantou a bola e disse que o AMX era uma aeronave estratégica da FAB e quase fui linchado aqui!!! Obrigado Rinaldo e Lacoste pelo apoio de sempre , achei que não sabia mais nada de aviação!!!!!

  42. Carlos, acho que tu exagerou nas tintas.

    Ok, o AMX brasileiro não é esta maravilha, mas ainda tem muita serventia num cenário de combate tático, especialmente no nosso TO Sul’Americano, se bem modernizado e armado. Uma coisa é eu discordar do seu uso como aeronave estratégica no inventário FABiano, mas daí ser um lixo, vai uma diferença grande.

    Gostando ou não dele, é e foi inegável sua importância para a indústria aeronáutica brasileira. Claro, podemos questionar do porque a FAB optou por um caça bombardeiro subsônico e não supersônico (hoje em dia, poderia ter evoluído para caça multimissão), do porque nunca o armou a contento, coisa é tal, mas definitivamente nunca foi/é um lixo. Com certeza a FAB poderia estar melhor equipada com 100 F-16, mas também podemos afirmar que não teríamos uma indústria aeronáutica como temos hoje em dia. E o AMX ajudou bastante nisso.

    Grande abraço!!! 😉

  43. Tático é aquilo que causa baixas no inimigo, agora estratégico é aquilo que causa dissuasão, que faz o inimigo pensar 2 vezes antes de atacar! Pensamento bem simplista!

  44. Wellington, noutro post você esclareceu melhor. Não está errado quando fala de uma aeronave com “vocação estratégica”, como o B-2, F-117 etc. Como somos uma Força Aérea modesta, o A-1 , pelas suas características, assumiu essa vocação. Sabemos que o seu requisito era a Interdição.
    Maria, quis dizer que, antigamente, era “objetivo”. Nossos manuais usavam esse termo. Entenda objetivo como a “intenção”. Alvo é o físico. Na língua inglesa o termo é “targeting”. A partir de 2010 passamos a usar o termo correto, que é “alvo”. Acredito que as outras Forças devem ter modificado seus manuais, pois os de operações combinadas, a cargo do MD, já foram atualizados. A minha dissertação de mestrado tratou desse assunto, Seleção de Alvos.

  45. Tempo perdido ficar discutindo tático ou estratégico. Não consigo entender porque cismaram com isso. E se não me engano ninguem afirmou isso nesse forum.
    .

    O AMX tinha como um dos requisitos à época da concepção a grande autonomia, o que pesou em favor do motor RR Spey subsonico.

  46. Adoro esse video, os impactos das bombas ficaram perfeitos no enquadramento e inclusive teve impactos com munição real !! Pela primeira vez a FAB fez um video decente da nossa aviaçao e combate. No final tem o lançamento de um MAR-1 contra uma antena.

  47. A questão de faltar peças ou não para o AMX é um velho problema da FAB: faltava para o Búfalo porque haviam sido produzidos poucas unidades e faltava para o F5 porque a demanda mundial por peças era alta.

  48. Srs

    Ao se adquirir um equipamento é necessário se previsionar fonte de peças para toda a sua vida útil, seja pela garantia de um fornecedor, seja por reserva técnica, seja adquirindo a capacidade de manufatura de tal peça. Se a FAB não faz isto, é bom que ela comece a fazer ou o próximo problema será por Gripens parados.
    O contranstante é que o Tio Sam mantem operacionais aviões de mais de 50 anos, Israel ganhou guerras com aviões velhos recuperados do estado de sucatas e nosso glorioso país não consegue manter equipamentos com cerca de 25 anos. Isto considerando que parte dos A1 já estão parados para canibalização.
    Isto considerando que são aviões que tem menos de 30 anos e voam pouco.
    A IDF entrou em duas guerras com aviões antigos mantidos arduamente com uma disponibilidade perto de 100%, o Tio Sam opera até hoje o B52, o KC135, o Huey e mesmo seus caças de primeira linha tem mais de 30 anos.
    Por outro lado os tupiniquins da Belindia não conseguem manter seus aviões com disponibilidade de 50% e mais, deixam deteriorar aviões e peças. E vivem alegando que os aviões são velhos e de manutenção custosa e lamentando que não há dinheiro para comprar novos no estado da arte. Isto sem considerar que mantém um quadro de pessoal que supera o de muitas forças aéreas muito melhor equipadas e capazes.
    E esta situação não é nova, apesar de ter degradado muito nos últimos anos.
    Isto se não considerarmos os problemas de planejamento como a FAB aposentando e sucateando os Buffalo e o EB querendo comprar aviões pois a FAB deixou ele na mão; e ainda o caso dos Tracker com a FAB sucateando os ditos e a MB planejando comprar outros para função de AEW.
    Aliás, e a “história” que parte dos AMX estocados tiveram sua estrutura comprometida por oxidação e a dos A4, que, comprados com um grande estoque de peças, inclusive motores de reserva para quase toda a frota, estão, hoje, no chão, em sua maioria (alegadamente por problemas de manutenção e falta de peças).
    É claro que nada é perfeito e todas as organizações e nosso governo, FA`s inclusas, não é exceção, porém há coisas que excedem o bom senso e forçam a famosa tolerância do cidadão brasileiro pagante de impostos.
    Capistrano de Abreu tem uma frase famosa “Eu proporia que se substituissem todos os capítulos das Constituição por: Artigo Único – Todo brasileiro fica obrigado a ter vergonha na cara”.
    Se este artigo estivesse valendo seriamos um país muito melhor e nossas FA`s seriam muito mais capazes e merecedoras do orgulho da população.

    Sds

  49. Control… Algumas coisas que você diz fazem sentido, na outras não… Talvez porque não conheça a história… Ou saiba apenas parte dela.

  50. O A-1 é um belo avião. Foi um salto para a Fab e lembro de muito comentário positivo a medida que os esquadrões iam treinando e ora torcia o nariz pela pouca potencia para quem estava acostumado a um caça e ora vibrava de alegria pelas excelentes taxas de acerto….
    .
    O alcance é excelente para sua categoria e mesmo para quem acha que qualquer probe possibilita a possibilidade de estender o alcance…então ponha na conta quantos reabastecedores voce teria de possuir então….sua logistica e risco….risco porque na ausencia deles, voce não reabastece e a missão pode ficar inviavel…sei que debateram muito aqui no que é tatico ou estratégico, mas indo e reforçando sobre o assunto….alcance é uma das dimensões mais importantes e frequentemente relegada na analise de importancia,…voce alcançar sem ser alcançado total ou parcialmente, é muitas das vezes um fator decisor…reabastecedor não resolve tudo….somente uma parte e sob altissimo risco e custo…
    .

  51. ESTOU COM CONTROL
    O Brasil não tem mais planejamento algum.
    Querem aviões novos, navios novos, aviões novos, se não tem $$$$ din din para manter e revisar o que se tem A manhã serão os Gripen, os KC-390, os Scorpenè, os NPO, Leopards esse é o futuro das FFAA brasileiras.
    Tudo sucateado, tudo abandonado, e sem operacionalidade.(ZERO)
    aTÉ QUANDO??? me digam???

  52. Maria do Carmo Lacoste 13 de outubro de 2016 at 22:25
    Delfim Sobreira 13 de outubro de 2016 at 21:36
    Tem esse aqui também, me pareceu ainda mais interessante essa forma de emprego do KC-390, seria o nosso B-52.
    https://projetosalternativosnavais.wordpress.com/2016/02/10/embraer-kc-390-bomber-emprego-de-container-drone-planador/

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    Opa…Maria do Carmo…

    Desenho do meu meu repositorio de projetos…..é meu site de ideias alternativas ao convencional…
    https://projetosalternativosnavais.wordpress.com/

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