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O Poder Aéreo Argentino na Guerra das Malvinas

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Uma parte da frota de jatos Mirage IIIEA, Dagger e A-4B/C da Fuerza Aerea Argentina, no final dos anos 1970.

falklands_campaign_distances_to_bases_1982A Argentina possuía quase 200 aeronaves de combate no início da Guerra das Malvinas/Falklands em 1982, entre elas:

  • 9 bombardeiros Canberra
  • 19 Mirage IIIEA
  • 26 Dagger (cópia israelense do Mirage V)
  • 68 jatos A-4 Skyhawk
  • 45 Pucará bimotores turboélice

O restante da Força Aérea Argentina era formado por treinadores, transportes e helicópteros.

No final de abril de 1982, diversas unidades da FAA começaram a ser movimentadas para as bases ao sul do país, que ficavam mais próximas das ilhas.

Oito bombardeiros Canberra foram para a Base de Trelew, juntamente com jatos Learjet de reconhecimento.

Dez IAI Dagger foram para San Julian, acompanhados de 15 Skyhawk A-4B.

Rio Gallegos recebeu 24 Skyhawk e 10 Mirage IIIEA dos Grupos 5 e 8.

Comodoro Rivadavia recebeu outros Mirage e Rio Grande recebeu 10 Dagger, além dos jatos Super Étendard da Armada Argentina (ARA) e os A-4Q que desembarcaram do porta-aviões ARA 25 de Mayo.

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Mirage III com mísseis Matra M-550 enfrenta um Sea Harrier do Esquadrão 801. Isla Borbón, Malvinas. Pintura de Pablo Albornoz

Nos primeiros combates entre jatos argentinos supersônicos (Mirage e Dagger) e os subsônicos Sea Harrier ingleses, ficou patente a grande superioridade do pequeno caça inglês equipado com mísseis guiados por infravermelho Sidewinder AIM-9L, cedidos pelos americanos. Até o final do conflito, os Sea Harrier disparariam 26 mísseis Sidewinder, com 18 vitórias, sem nenhuma perda em combate aéreo.

A grande maioria dos disparos foi em engajamentos traseiros com alvos que não manobravam ou nem sabiam que estavam sendo atacados. O Sea Harrier acabou sendo batizado pelos argentinos como “La muerte negra”, por causa de sua pintura característica.

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Dois Sea Harrier retornam de uma missão nas Malvinas armados com mísseis Sidewinder AIM-9L

Com a manutenção da superioridade aérea, os ingleses passaram então a atacar os aeródromos nas ilhas com bombardeio naval e aéreo, empregando bombardeiros Vulcan (a partir da Ilha de Ascensão) e jatos Sea Harrier e Harrier GR3 embarcados. Também empregaram forças especiais SAS e SBS, que realizaram missões de reconhecimento e destruíram várias aeronaves argentinas no solo.

Entretanto, a reação argentina foi feroz: aeronaves da FAA e da ARA conseguiram afundar ou avariar seriamente diversos navios britânicos: o HMS Sheffield (afundado em 4 de maio), as fragatas HMS Ardent (afundada em 21 de maio) e HMS Antelope (afundada em 23 de maio), os navios de desembarque RFA Sir Galahad e Sir Lancelot (avariados em 24 de maio), o destróier HMS Coventry e o MV Atlantic Conveyor (afundados em 25 de maio) – este último com um míssil Exocet. O RFA Sir Galahad foi finalmente destruído no dia 8 de junho, quando o RFA Sir Tristan foi seriamente avariado. No dia de 12 de junho, o destróier HMS Glamorgan foi avariado por um míssil Exocet MM-38 lançado de terra. No dia 14 de junho, as forças terrestres britânicas ocuparam Port Stanley e as forças argentinas assinaram a rendição.

No total, a aviação argentina conseguiu afundar 7 navios britânicos e avariar (levemente ou seriamente) cerca de 20 unidades. Mas o preço foi alto: a FAA perdeu ao todo 47 aeronaves e 55 tripulantes (somando os feridos, o total de baixas chegou a 101):

  • 10 Douglas A-4B Skyhawk
  • 9 Douglas A-4C Skyhawk
  • 2 Mirage IIIEA
  • 11 IAI M-5 Dagger
  • 2 BAC BMK-62 Canberra
  • 11 FMA IA-58 Pucará
  • 1 Lockheed C-130H Hercules
  • 1 Gates LR-35A Learjet

Algumas lições dos vencidos: as limitações materiais e humanas

Capa da revista Newsweek no início da crise das Malvinas. Os porta-aviões HMS Hermes e HMS Invincible, equipados com 20 jatos Sea Harrier STOVL (12 no Hermes e 8 no Invincible) dos esquadrões 800, 801 e 899, lideravam a Força-Tarefa, composta de 23 destróieres e fragatas.
Capa da revista Newsweek no início da crise das Malvinas. Os porta-aviões HMS Hermes e HMS Invincible, equipados com 20 jatos Sea Harrier STOVL (12 no Hermes e 8 no Invincible) dos esquadrões 800, 801 e 899, lideravam a Força-Tarefa, composta de 23 destróieres e fragatas.

As ilhas Malvinas tinham 3 pistas de pouso, mas a maior não tinha comprimento para operar caças a jato. Ela precisaria ter sido ampliada logo após a invasão argentina (incluindo suas áreas de escape) para poder receber jatos A-4 e Mirage/Dagger, o que não aconteceu.

Somente os bombardeiros bimotores Canberra tinham alcance para voar até as Falklands e voltar, sem reabastecimento, mas eram também mais vulneráveis à interceptação dos Sea Harrier. Os Mirage e Dagger, por sua vez, só podiam realizar PAC na área das ilhas em altitudes elevadas, ou atacar evitando o emprego do pós-queimador (afterburner). Isso porque precisavam economizar combustível, por serem aeronaves desprovidas de capacidade REVO (reabastecimento em voo) e as Malvinas estavam no limite de seus raios de ação, com o combustível que podiam carregar nos tanques internos e externos.

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Os A-4Q da Armada Argentina também tiveram participação importante no conflito, operando a partir de terra

Os A-4 Skyhawk possuíam sonda REVO e podiam alcançar as ilhas após realizarem reabastecimento em voo, mas somente levando uma carga menor de bombas.

As aeronaves argentinas disponíveis foram projetadas para missões de curto alcance e para operações de apoio aéreo aproximado. A FAA tinha se especializado mais, nos últimos anos, em operações de contrainsurgência (empregando os turboélices Pucará) e não contra um inimigo externo.

Faltou também efetiva coordenação com as outras duas Forças, pois o Exército e a Marinha mantiveram a Força Aérea fora dos planos de invasão das Malvinas até a véspera.

Com a invasão, a FAA ficou com a maior responsabilidade na defesa das ilhas. Justamente a Força que, antes da guerra, era proibida por lei de praticar operações sobre o mar, missão que era de exclusividade da ARA.

A maioria das aeronaves da FAA não tinha equipamento de navegação nem radar, itens necessários para operações sobre o mar.

A FAA não sabia como ajustar corretamente as espoletas das bombas para missões antinavio (60% das bombas que acertaram os alvos não explodiram). A ARA sabia como ajustar as espoletas, mas não passou as informações para a FAA, que também não solicitou sua ajuda.

A-4C da FAA sendo armado com bomba para mais uma missão
A-4C da FAA sendo armado com bomba para mais uma missão

Decisões táticas ruins
Durante o grande desembarque anfíbio realizado pelos britânicos na baía de São Carlos, no dia 21 de maio, os aviões argentinos atacaram os navios de guerra (que podiam se defender e que não levavam tropas), ao invés de concentrarem os ataques nos navios de transporte e de desembarque. Atacaram em pequenas formações espaçadas, ao invés de grandes formações de ataque que chegassem aos alvos num só momento. Isso facilitou as interceptações pelos caças Sea Harrier ingleses.

O único radar Westinghouse AN/TPS-43 instalado pela FAA nas ilhas foi de importância fundamental, mas não foi acompanhado por outra unidade similar, para instalação em outra posição.

A instalação do radar foi feita num local ruim, o que permitia aos ingleses se aproximarem das ilhas sem serem detectados, mascarando-se no terreno.

A ARA tinha uma boa quantidade de mísseis antinavio instalados em suas belonaves, mas a FAA não possuía mísseis antinavio. Quando a guerra começou, a Aviação Naval só tinha 5 mísseis ar-superfície Exocet AM-39, quantidade claramente insuficiente para uma campanha contra um inimigo forte.

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Balanço final
A Guerra das Malvinas pode ser considerada um conflito essencialmente marítimo, que foi decidido parcialmente no primeiro embate de forças navais entre os dias 1º e 2 de maio de 1982. Foi um conflito clássico, com um campo de batalha bem definido, com forças reconhecíveis, sem guerrilhas e praticamente sem populações civis envolvidas nos combates. O ambiente ideal para estrategistas.

Uma vez alcançados dois objetivos, a vitória sobre a Armada Argentina (onde se destacou o emprego do submarino nuclear de ataque) e a conquista da superioridade aérea com uma combinação aeronave / armamento superior (Sea Harrier + Sidewinder AIM-9L), o desembarque anfíbio tornou-se possível, mesmo diante da forte oposição aérea argentina.

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Apesar da da forte oposição aérea argentina, os britânicos conseguiram desembarcar na baía de San Carlos e chegar até a capital onde obtiveram a rendição argentina

A vitória das forças terrestres britânicas, mesmo enfrentando duros combates, foi apenas uma questão de tempo, já que a qualidade dos seus soldados era superior e as tropas argentinas não tinham mais uma linha de suprimentos que vinha do continente.

Apesar da bravura dos combatentes argentinos, principalmente de seus pilotos, o preparo militar inglês prevaleceu no final.

FONTE: Revista Forças de Defesa número 4

142 COMMENTS

  1. Como os Editores coloram esse post provavelmente pela discussão do outro post que “chegou” ate as malvinas, vou terminar meu comentário aqui.
    Muitos dizem que a Argentina quase ganhou dos britânicos,”só não ganhou porque foi amadora”, o que discordo a Argentina quase ganhou porque os britânicos foram amadores e subestimaram os los hemanos qualquer um que conhece sobre o conflito sabe que a operação britânica foi porcamente planejada

  2. Augusto,

    de fato não se pode só ressaltar as falhas hermanas.

    O conflito na época fez a OTAN tremer nas bases.

    Porque um bocado de ‘miguelitos’ chefiados por um bando de bravateiros fizeram uma invasão que parecia mais um desfile alegórico,mandando um monte de recruta mal treinado e equipado, com apoio de marinha e força aérea de segunda linha (na época eram equipamentos novos, mas não eram o top do que havia no mundo) e quase deram uma taca na mais poderosa força armada européia.

    E isto tudo numa ilha distante para todos.

    Foi provado que a superioridade tecnológica, que cobriria quantitativos e outros mais elementos dos russos, era bem menos vantajosa do que pensavam.

    De todo modo, e a grosso modo, uma seleção brasileira jogando mal ainda tende a ser melhor que o a seleção venezuelana jogando bem. Foi mais ou menos o que houve ali. Mas gol é gol, e Brasil já perdeu para muito pereba. E depois que campeonato acaba, não adianta chorar histórias passdas.

  3. Eu respeitosamente divirjo. Pra mim “porcamente planejada” foi a ação argentina. Eles é que tiveram a iniciativa, eles é que tiveram tempo de planejamento. E deu no que deu!

  4. O texto fala em desorganização!Com certeza não se começa uma guerra sem as 3 forças(aérea, marinha e exercito) se comunicando!Não saber colocar uma espoleta em uma bomba burra, é no mínimo um despreparo!Poderiam ter afundado muitos outro navios, se as mesmas explodissem!Uma guerra tem que ser planejada com antecedência e em junção com as forças armadas!

    abs

    Paulão

  5. “Força Aérea , antes da guerra, era proibida por lei de praticar operações sobre o mar, missão que era de exclusividade da ARA.”

    Limitações como essa existem no Brasil? Isso demonstra o tanto que a falta de integração e o excesso de rivalidades entre as três forças armadas podem ser um grande problema para doutrina militar de um país.

  6. Não havia como os britânicos fazerem diferente com o equipamento defensivo que dispunham. A defesa de ponto da maioria dos navios britânicos não era muito melhor do que a utilizada na SGM e não estava apta a enfrentar mísseis sea-skimming e nem caças a jato a 1000 km/h a 3 m de altitude.
    A percepção que se tinha sobre guerra naval era que um ataque a uma força tarefa da OTAN seria repelida pela USN, e seria efetuada por bombardeiros lançando mísseis supersônicos. O primeiro míssil antinavio a mostrar sua efetividade, o Styx, voava a 100 metros de altitude e para isso o Sea Wolf ou o Sea Cat estavam aptos. Mas o que os argentinos fizeram estava fora dos padrões, apesar dos próprios britânicos operarem o Exocet.

  7. Bosco mas pra você atacar tem que localizar, os argentinos localizaram a frota britânica com a maior facilidade usando aviões extremamente antigos como o p-2 neptune, é uma vergonha pra Royal Navy isso, esclarecimento marítimo é umas das tarefas mais difíceis na guerra e a argentina não tinha capacidade nenhuma e ainda conseguia localizar os navios da Royal Navy que podia muito bem usar a sua mobilidade pra se esconder. Se isso não é falta de planejamento eu não sei o que é

  8. Destaco:
    “A maioria das aeronaves da FAA não tinha equipamento de navegação nem radar, itens necessários para operações sobre o mar.

    A FAA não sabia como ajustar corretamente as espoletas das bombas para missões antinavio (60% das bombas que acertaram os alvos não explodiram). A ARA sabia como ajustar as espoletas, mas não passou as informações para a FAA, que também não solicitou sua ajuda.”
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    “A ARA tinha uma boa quantidade de mísseis antinavio instalados em suas belonaves, mas a FAA não possuía mísseis antinavio. Quando a guerra começou, a Aviação Naval só tinha 5 mísseis ar-superfície Exocet AM-39, quantidade claramente insuficiente para uma campanha contra um inimigo forte.”
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    “….conquista da superioridade aérea com uma combinação aeronave / armamento superior (Sea Harrier + Sidewinder AIM-9L),”
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    Dai reitero:

    1) A 1 c/ MRO completo para padrão M, todas as células admissíveis.
    https://www.youtube.com/watch?v=Zo0mUvq0r84
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    http://www.aereo.jor.br/2011/07/24/primeiro-a-1m/
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    2) A 4 (AF 1) c/ MRO completo para padrão M, todas as células admissíveis, porém no consórcio liderado pelos Israeli com prioridade
    para ataques (anti-navio). Operando a partir da BAeNSPA, desdobrando para BANT ou Sul quando necessário.
    ________________________

    http://www.naval.com.br/blog/2015/06/14/marinha-testa-a-4-modernizado-em-natal/
    ________________________

    Os (3) MRTT 767-ER-IAI são imprescindíveis.]
    ________________________

    http://www.naval.com.br/blog/2013/05/25/voou-o-primeiro-jato-af-1-skyhawk-da-marinha-do-brasil-modernizado-pela-embraer/

  9. Eu também discordo. O desembarque na bacia ocorreu com muita segurança e velocidade, pegou todo mundo de surpresa e foi bem ousado. No limite do ousado, beirando a arrogância. Foi um desembarque à moda inglesa 😀
    Os pilotos da força aérea argentina deram um show. A intendência daquela força mostrou o quão importante esse braço pode ser para vencer ou perder uma guerra.
    Acho que todos concordam que o desembarque poderia ser frustrado se pedrão ajudasse os meninos no convés do 25 de Maio.
    Também acho que é unânime que o desembarque teria sido aniquilado se as espoletas das MK17 fossem configuradas para explodir com 2.6 segundos. A marinha real teria que se afastar e as tropas desembarcadas não poderiam avançar. A batalha seria perdida; iniciaria-se outra batalha, a terrestre, com os ingleses em completa desvantagem; e talvez o continente sofreria um ataque nuclear.

    Eu não acredito em um ataque nuclear a Buenos Aires. Por conta do custo político e por conta dos desdobramentos que a eminência disso causaria.
    O mais provável é que os Vulcan visitariam uma grande cidade argentina com sazonalidade e o mapa do Chile hoje estaria mais para um isqueiro zippo aberto do que para aquele cocozinho de Peru.

    Save Ferris!

  10. Bosco, qual a sua opinião sobre a falta de aviões AWACS britânicos nessa guerra? Será que se os porta-aviões britânicos tivessem capacidade para operar o E-2C Hawkeye a Royal Navy teria perdido menos navios?

  11. A ação inglesa de modo alguma foi mal planejada. De fato, foi muito bem planejada dentro das limitações às quais lhes foram impostas. A Inglaterra estava concluindo uma fase de diminuição dos meios militares. O próprio HMS Hermes estava para dar baixa do serviço ativo em 1983, e inúmeros navios haviam sido descomissionados desde o final da década de 1970, incluindo o HMS Ark Royal, que caso ainda estivesse operando com seus Gannets, Buccaneers e Phantoms, poderia ter feito uma diferença absurda durante o conflito.
    .
    A Frota inglesa foi reunida às pressas, e os navios foram recebendo suprimentos de guerra no caminho para a zona de conflito conforme os suprimentos fossem disponibilizados para transporte à partir da Inglaterra. Um esforço logístico para o qual os ingleses não estavam preparados.
    .
    O fato de que a Frota Inglesa foi repetidamente localizada pelos argentinos não significa erro tático, mas sim algo que simplesmente não poderia ser evitado na maioria das vezes. Afinal de contas, o objetivo da RN era a retomada das ilhas, ou seja, um ponto geográfico fixo para onde teriam que desfechar ataques dentro do alcance de suas aeronaves, que também não tinham lá muito alcance se comparadas com aeronaves anteriormente operadas pela FAA(Fleet Air Arm). Ou seja, havia uma área limitada de onde poderiam operar e não precisava existir um gênio entre os Argentinos para definirem padrões de busca com aeronaves patrulha. E para isso utilizaram Neptunes, Hércules, B.707 e Bandeirulhas (sim, cedemos duas unidades aos Hermanos quando os Neptune começaram à apresentar fadiga estrutural nas asas devido à manobras evasivas).
    .
    Considero que caso houvesse disponibilidade de um Hawkeye para operação dos ingleses, mesmo sabendo que realmente não teriam de onde operar, haveriam sim vantagens, afinal de contas teriam mais tempo para redirecionarem sua CAP ou mesmo lançarem mais aeronaves em alerta com tempo suficiente para alcançarem os atacantes antes que pudessem efetuar seus ataques. Mas na falta deles, utilizaram-se de fragatas em determinados pontos específicos como ‘radar picket,’ um papel semelhante à muitos Destroyers no Pacífico durante a SGM. Os Argentinos novamente identificaram corretamente o papel desses navios e foi assim que a HMS Coventry foi afundada e a HMS Broadsword (atual F-46 Greenhalgh da Marinha do Brasil) danificada. Mesmo assim, fragatas neste papel foram responsáveis pela derrubada de algumas aeronaves Argentinas.
    .
    De fato, acredito bastante que, caso a operação para a tomada das ilhas pelos argentinos fosse melhor planejada e executada em 1983, o que daria tempo um mínimo de treinamento conjunto e planejamento para extensão da pista de Port Stanley para operação de Mirages, Daggers, Super Etendards e Skyhawks, bem como o pleno recebimento dos AM-39 Exocet para uso em conjunto com os Super Etendard e a continuação das baixas de navios ingleses do serviço ativo da RN, a História poderia ter um desfecho bem diferente.

  12. A partir de 0:39 Seg contradita o 1º parágrafo do Leandro, afirmação by Ingleses:
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  13. Acho como todo conflito, que surgiram desempenhos elogiaveis e desempenhos sofriveis…
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    RFA Royal Fleet Auxiliary: Nota 10….fizeram um trabalho excelente em menos de 10 dias de reação e preparação….
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    Harrier : Nota 7….para a maquina…..o avião demonstrou ser insuficiente para as CAPs, foi exigido ao seu extremo. Subsonico revelou-se lento para chegar na hora certa e perna curta…trabalho para CDF é dificil….embora tenha com seus radares, excelentes angulos de ataque nas manobras de interceptação…
    .
    Pilotos Britanicos + Sidewinder: Nota 10 na interceptação….e enquadramentos, o treinamento e o missil propriciaram a superioridade tão necessaria.
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    Pilotos Argentinos no ar-ar: Nota 5….pecaram pelas taticas embora contassem com extremos limites de tempo de voo sobre o TO, combustivel e carga de combate ar-ar, foram pegos quase sempre de surpresa…
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    Pilotos argentinos ar-superficie: Nota 10….simplesmente fizeram o que imaginavam não ser mais possivel com o material que dispunham….se era para acertar, acertaram….se não explodiu era outros 500…
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    Fragatas/Sistemas Britanicos: Nota 4….não bastassem as caps insuficientes para a cobertura aeronaval, os sistemas antiaereo foram um fiasco…radar não enquadrava contra aviões com as ilhas ao fundo da imagem…o fato é que os combalidos caças argentinos teimavam em penetrar todas as defesas e somente lhes coube rezar para que o absurdo do alto percentual de bombas atingidas continuassem não detonando…
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    Marinha Argentina: Nota 2…nem falo….
    .
    Alto Comando Argentino: Nota 2 nem falo…
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    A lista vai longe….completem….rzrzrrz…

  14. Em Goose Green (Pradera del Ganso) há um cemitério argentino muito bonito. Lá, também, foi enterrado um oficial da RAF, piloto de Harrier GR3, abatido durante um ataque aquela localidade. Em Goose Green havia um aeródromo onde operavam os Pucará. Nesse ataque, com 3 Harrier GR3 empregando bombas lança granadas (BLG), o Tenente Daniel Jukik foi atingido enquanto se amarrava na sua aeronave Pucará. Na localidade ocorreu maior batalha terrestre do conflito.

  15. augusto ( 4 de outubro de 2016 at 17:13 );
    .
    Os meios eles tinham para localizar a frota… E usaram-nos durante todo o conflito.
    .
    Haviam os P-2 Neptune ( que não estavam em muito bom estado, mas poderiam ser usados ), além dos Tracker do ’25 de Mayo’. Usaram também um Boeing 707 de transporte da FAA. E já durante o conflito, também receberam duas aeronaves ‘Bandeirulha’ da FAB.
    .
    No caso dos Tracker, houve pelo menos uma vez na qual os argentinos haviam acertadamente identificado a posição da força britânica antes que esta adentrasse o perímetro das ilhas, e preparam o porta-aviões para lançar um ataque com seus aviões Skyhawk. E este somente não foi lançado por conta de uma condição atmosférica adversa.
    .
    Os P-95 também contribuíram com surtidas para determinar a posição da frota britânica, localizando diversos contatos e orientando ataques.

  16. “Reinaldo Deprera 4 de outubro de 2016 at 18:17”
    Concordo em boa parte.
    Discordo no ataque Nuc ou botas no chão e explico:
    Durante o inicio do conflito o Gal J.B. Figueiredo esteve em visita oficial a Londres e deixou bem claro a M.T.
    “Não coloquem tropas no continente, jamais …..”
    Foi um duplo recado, possíveis SAS em solo Chileno e invulnerabilidade do solo Argentino,
    o Brasil entraria na Guerra.
    No meio Militar na época essa frase do Presidente foi levada a sério.
    Basta imaginar as consequências dos Ingleses em solo SA.

  17. Certa vez fiz uma provocação e gostaria de exercitar novamente….
    .
    Fosse a força aerea argentina hipoteticamente tomada com o mesmo inventario da FAB a época? teria resultados similares ou superiores?
    .
    Pergunto face uma situação peculiar….os Xavantes…
    .
    Embora sendo um treinador com capacidade secundaria de ataque e muito inferior a um A-4, poderia ter ocorrido uma ficha de serviço mais satisfatoria que o proprio A-4?
    .
    Sendo um avião mais simples e menos exigente, o equipamento permitiria tolerar BURRADAS ? Tal como o não complemento da pista de Port Stanley? O A-4 precisaria desta preparação da pista de lá….mas o Xavante não…..o Alto Comando não acreditou no truco ingles e quando percebeu da necessidade já seria tarde….O Xavante sendo mais tosco, não toleraria burradas e ajustes de forma mais facil pela sua versatilidade? Uma vez operando das ilhas, seu perfil de voo e carga de combate seria igual ou até superior aos A-4 que tinham de se arrastar desde o continente….
    .
    Que acham?

  18. Leandro os britanicos pra ticamente “estacionaram” sua frota lesta das ilhas os argentinos por muitas vezes tiveram a oportunidade de atacar a frota da marinha real tanto com o 25 de maio quanto com submarinos nao atacou por falta de preparo e má estado dos equipamentos. Eles substimaram a recao dos argentinos e nao se preparam para o que vinha sorte deles que a Argentina tambem estava despreparada o proprio texto fala isso.

  19. Ai não mestre augusto…..esta foi uma guerra em que ganhou quem errou menos….aqueles piquetes radar foram sofriveis….não acertaram um misero torpedo anti submarino….gastaram todo o estoque e tiveram de ser supridos as escondidas pelos estoques americanos….os sistemas antiaereos pareciam cegos…foram despreparados de fato, mas ai tem de dar o desconto do tempo que tiveram….10 dias? não é mole não…mas as doutrinas foram um fiasco…

  20. Carvalho, os Argentinos usaram o MB.339, um Xavante levemente mais moderno durante as Falklands à partir de uma base nas ilhas.
    .
    Há um link do próprio poder aéreo sobre isso:
    http://www.aereo.jor.br/2010/04/30/combates-aereos-sobre-as-malvinas-2/
    .
    Há uma explicação do por que a atividade não funcionou como gostariam, e foi o fato de que nunca haviam treinado para enfrentarem armas ocidentais, como por exemplo o próprio Exocet. Estavam preparados para enfrentarem ataques dos Soviéticos, mas não de uma nação ocidental equipada com equipamento utilizado pela OTAN, inclusive muito equipamento inglês.
    .
    Augusto, novamente, é o que puderam fazer com os meios e o tempo disponível, e mesmo assim saíram vencedores.

  21. OBS.: Os Argentinos possuíram os MB.326, os mesmo aviões que os Xavante, mas de fabricação italiana. Foram posicionados em bases ao longo da costa. Posteriormente o Brasil supriu 11 Xavantes para a Argentina para recompletamento ante à perda dos MB.339 nas ilhas.

  22. Posso dizer para vocês que aqueles pilotos Argentinos tinham muita coragem, olha pessoal voar mais de 200MN mar adentro, gelado, sem REVO, em uma aeronave monomotor, sem poder se posicionar taticamente para se defender tem que ser macho.
    Conheci duas tripulações de C 130 da RAF, que reabasteciam durante a noite na BACO para fazer a pernada até as ilhas, treinamento refinado, doutrina apurada e coragem, voando com bússola magnética proa tempo, mas nos rostos ficava estampado a dúvida se conseguiram voltar vivos.

    G abraço

  23. Tudo isso graças ao sapatão de ferro Inglês e um bando de mentecapto disfarçados de general Argentino que a sua maneira encontraram nesse conflito uma maneira de distrair seus problema domésticos, pelo os nossos mentecaptos não embarcaram nessa nóia, bom oficialmente né

  24. Boa noite

    Carlos Alberto Soares-Israel diz:
    Durante o inicio do conflito o Gal J.B. Figueiredo esteve em visita oficial a Londres e deixou bem claro a M.T.
    “Não coloquem tropas no continente, jamais …..”

    Sério essa informação? Não acho inteligente esse posicionamento do Figueredo.
    Eu como Presidente jamais ficaria do lado da Argentina diante dessa situação.
    Situação: Guerra ocorrida por motivo estritamente politiqueiro (teatro político). Coisa de burro ao extremo. Qualquer pessoa com o mínimo de inteligência sabe que não se começa uma guerra sem ter 120% de certeza que irá vencer. Uma guerra sem sentido algum, não há elementos nessa guerra que me faria lutar. Não é porque sou vizinho da Argentina que devo compactuar com o ocorrido.

    Território da Argentina: 2 780 400 quilômetros quadrados
    Território do Reino Unido (conjunto): 245 000 quilômetros quadrados

    A Argentina tem um território 11 vezes maior que o Reino Unido, ou seja, vão criar vergonha na cara e cuidar de sua casa em vez de ficar brigando por uma porcaria de ilha (daqui uns anos vai desaparecer por causa do aquecimento global) kkkkk

    Sempre achei essa guerra ridículo e tenho um pena profunda das pessoas vitimadas nas mãos de políticos canalhas, infelizmente os militares cumpriam ordens vindas de falsos estadistas. A Argentina perdeu? Quem ganhou? O Reino Unido ganhou por que ficou com a ilha? Parabéns kkkkkk

    Abraço!

  25. Organizar uma Força de invasão às pressas… navegar cerva de 8.000.MN… manter-se operando tão longe de suas bases em um local de clima severo… e impor a derrota ao inimigo… se isso não for exemplo de planejamento… anyway, na dúvida, recomendo o clássico “One Hundred Days”… é bom lembrar que as lições aprendidas no conflito resultaram na mudança de design dos Navios da RN, aprimoramento da doutrina de CAv e incorporação de sistema de defesa de ponto melhores (e bye bye para o ZéCat)…
    Outros bons livros pra entendermos a perspectiva dos marinheiros… “Four Weeks in May – The Loss of HMS Coventry” e “Through Water and Fire” sobre a HMS Ardent… abraço…

  26. Ivan alguns milico assim como a esquerda petralha a anos tentam fazer uma doutrina monroe versão tupiniquim na America do Sul, pra mim é puramente coisa de idiota

  27. Amigos,
    .
    Creio que o conflito, como um todo, deixou evidente a distância entre um país que é mentalmente ( ou culturalmente ) preparado para um conflito ( embora apresentasse falhas estruturais importantes, que eram responsabilidade de administrações políticas irresponsáveis e que cobraram caro em vidas ), e um outro país cuja mentalidade “inocente” para conflitos ficava evidente na estratégia ( ou a ausência dela ) e nas táticas claramente defasadas.
    .
    Digo “mentalidade inocente” baseado no depoimento de personagens desse drama. Houve um caso, se bem me recordo, de um capelão militar argentino que ficou horrorizado porque “os bombardeios britânicos foram sem qualquer aviso ou declaração formal…”; o que claramente reflete uma cultura pacifista e compassiva.
    .
    Ao observarmos de forma mais cautelosa, fica claro que não havia propriamente uma deficiência em equipamento, muito embora alguns, como os Dagger e os Mirage, claramente não eram os mais adequados para aquela situação; e outros estavam realmente obsoletos… Ficam evidentes, isso sim, as falhas na utilização do equipamento, como já tão bem apontadas pelos colegas. E isso ocorre quando uma força está totalmente deslocada da realidade, mentalmente falando. Um outro ponto, talvez mais importante: uma força armada cuja mentalidade está espelhada na realidade sempre sabe como usar o que tem a disposição ( adapta o que tem a realidade ); e principalmente, sabe quando ( e se ) deve usar… E baseado nisso, sempre tem plena consciência se deve ou não ir a guerra ( isto é, se há condições de se fazer guerra )…
    .
    Fica claro que havia considerável soberba na cúpula militar que governava o país, populista ao extremo; políticos de farda… É evidente que acreditavam que poderiam resolver tudo pela aplicação fulminante da força seguida pela ação da diplomacia… Mas ocorre que, para negociar, se deve estar no mínimo em condições de igualdade com quem se negocia… Não era o caso… O Reino Unido, tal como demonstrou, durante todo o conflito, estava pronto para levar a questão até as últimas consequências, estando plenamente conscientes de sua posição em relação a OTAN e da necessidade de se afirmarem como potência com capacidade de projeção global ( algo que certamente seria contestado, caso deixassem passar batido a conquista argentina ).
    .
    Por fim, resta dizer que isso não se aplica a todos os setores e militares argentinos. Houveram áreas que comportaram extraordinariamente bem. O Esquadrão Fenix, por exemplo, teve um uso bastante engenhoso. Os pilotos, de uma forma geral, agiram com extrema coragem e dedicação. E as equipes de solo em Stanley ( operadores de radares em particular ) foram soberbas na condução de suas tarefas.
    .
    A Aviacion Naval também se comportou de forma exemplar, tendo um aproveitamento melhor nos ataques que a própria FAA ( sendo ela sim preparada, com os equipamentos certos, para ataques navais ). Fosse uma força maior e certamente colocariam dificuldades muito maiores perante os britânicos.
    .
    Bem… Cabeça não pensa, corpo padece… A Argentina jamais deveria ter entrado no conflito…

  28. antecedendo o conflito, a Argentina devia ter aumentado no seu inventario o numero de Exocet. Teria também ter preparado a logística para assim que houvesse a invasão preparar duas pistas para recebimento de seus caças e transportes, além lógico de ter resolvido o caso das espoletas.

  29. Se a 2a Seção tivesse funcionado, saberiam dos cortes na RN, em especial os anfíbios… mais alguns meses e os Tommies não teriam capacidade de retomar a ilha… sem contar que o clima ia ficar ruim… enfim, foram pra dentro com as informações que tinham… e apostaram que os EUA iam tomar partido da causa deles… perderam…

  30. Eu também não acredito que os ingleses fariam uso de ataque nuclear no caso de insucesso na retomada das Malvinas. MAAAAASSSSS, se isso ocorresse, nada me tira da cabeça que o Brasil iria sim entrar na guerra.

  31. A Argentina ainda deveria receber mais AM-39 e Super Etendard (havia recebido apenas 5 dos 14 encomendados à França). Portanto, se tivessem esperado mais tempo, teriam mais aviões e mísseis com os quais atacar os navios britânicos, ao passo que os britânicos provavelmente teriam menos navios para enviar ao TO.

  32. Off topic mas nem tanto.Vou levar pancadas de novo. Acredito sim que no caso dos nossos A-4M nossa Marinha não errou. Vejam com os Harrier, também subsônicos tiveram exito sobre os Mirage, mesmo sendo trinta anos atrás pode-se notar como uma melhor tecnologia fez a diferença. Bem, ai vão me dizer “os A-4 são ultrapassados”, eu digo que os MIKE não o são, podem não ser o estado da arte, mas são, ou serão, modernos e com capacidade BVR. Embarcados ou em bases aeronavais, armados com misseis de longo alcance ar/ar ou antinavio, causariam grandes danos a qualquer força latino-americana.

  33. Ivan da Silveiraa 4 de outubro de 2016 at 20:25
    Errado !
    Ele não ficou ao lado dos Argentinos.
    Ele ficou ao lado do Brasil ! Reflita …..

  34. Se a Argentina esperasse todos os Super Etendard e mais misseis exocet , e um treinamento e estrategia maior , seria uma batalha aeronaval épica .
    Agora o Brasil entrar?
    No que podíamos ajudar?
    Nossa Força aérea e Marinha em questão de armamentos não era inferior aos que os Argentinos tinha na época ?
    O que poderíamos acrescentar na época desse conflito ?

  35. Desconsiderando os submarinhos britânicos, as bombas lançadas pelos Harrier e os Exocet da RN conseguiriam afundar o Cruzador Belgrano?
    O míssil Kormoran penetra 90mm de blindagem antes explodir. Será que o Exocet também penetra isso? Não tenho os dados. O Belgrano tinha 127mm de blindagem de casco. Na Segunda Guerra a aviação sempre teve dificuldade em afundar couraçados e cruzadores e as bombas MK não foram feitas para penetrar blindagem. As bombas britânicas de emprego geral tem o invólucro um pouco mais espesso.

  36. Carlos Alberto Soares-Israel 4 de outubro de 2016 at 21:31

    Eu sei disso. O Figueredo ficou com o Brasil, apenas usei a sua explicação anterior para refletir sobre um “possível” posicionamento brasileiro.

    Abraço.

  37. Bom, eu discordo de muitos comentários.
    Faltou dizer que os muy machos, maricones, visaram o Brasil antes de se aventurar com a Inglaterra. Chegaram a fazer uma série de reivindicações, através do Gen Galtieri. Isso foi um militar que me explicou uma vez. Mágoas guardadas do conflito histórico de 1851, pelo qual tropas brasileiras desfilaram em plena Buenos Aires. O contrário nunca aconteceu.
    O fato é que o Brasil poderia atingir o coração da Argentina. E tínhamos uma frota de submarinos de respeito, que efetuaria um bloqueio naval total a Buenos Aires. O furo seria mais embaixo.
    Aí optaram pela aventura bem longe do continente.
    E, desculpem… foram amadores. Eu li uma vez uma lista de “burradas” dos machones… algo quase inacreditável.. O Carvalho citou a pista de Port Stanley.. A falta de detonação das bombas foi o absurdo dos absurdos… Como foram resolver só no fim do conflito ?? Ainda, lembro de ter lido todo o relato de combate dos pilotos de Sea Harrier, quando do primeiro dogfight, justamente contra o temido Mirage III. Se não me engano, foi o único combate ar-ar envolvendo o Mirage. Os pilotos pareciam gargalhar na descrição das táticas usadas pelos machones…E tem vários outras cagad@s…
    Por fim, e vendo por outro lado, ainda bem para eles (para todos) que as bombas não explodiram contra os navios ingleses… porque se a esquadra tivesse que recuar, com sérios danos, de duas uma (minha opinião): ou a US Navy entraria na jogada; ou os Ingleses elegeriam uma ciudad maricona para despejar seu arsenal…
    Grande abraço

  38. Carlos e Ivan, o Golbery mandou ficar no “muro” e nós demos suporte para os dois lados, ao mesmo tempo que fornecíamos Xavantes e Banderulhas dos estoques da FAB aos Argentinos, abastecíamos e dávamos apoio técnico as C 130 da RAF que pousavam as escondidas nas madrugadas na BACO e no Aeroporto de Pelotas, inclusive trocamos até o motor de um deles.

    G abraço

  39. Ahh, e isso que o Juarez descreveu acima, deu o maior xabu quando os machones descobriram.. e quem se lascou foi o meu Gremio rsrs (sou paranaense, mas do 1/3 do Paraná colonizado por migrantes sulistas de SC e RS), num jogo contra o Estudiantes de La Plata em 1983… climão armado, e se não deixassem empatar o jogo (O Estudiantes estava com 3 ou 4 jogadores a menos, perdendo de 1×3), todo mundo teria sido linchado !! para se ter idéia, a força policial foi retirada do estádio, os jogadores sabiam e entraram completamente dopados em campo… tudo armado para um linchamento ao final da partida.

  40. O plano de ataque argentino teve um erro fundamental, que foi menosprezar a vontade inglesa de retomar as ilhas, que aceitariam sua perda numa boa…

  41. Os Mirage III chegavam sobre as ilhas com 5 minutos de combustível pra tentar fazer alguma coisa. Não tinha a mínima condição . Fosse o Harrier supersônico ou não, não faria diferença. O que fez diferença foi o AIM-9L. O Capitão Garcia Cuerva foi abatido por engano ao tentar pousar em Port Stanley.

  42. Juarez, você estava em Canoas quando os M III argentinos estiveram lá naquela visita? Foi em 1981?
    O Celso, da minha turma, esteve em Tandil (acho que em 1996) num intercambio. O comandante da Base era ex combatente.

  43. Groosp,
    Tanto o Kormoran quanto o Exocet têm ogivas parecidas (se não for a mesma). São ogivas semiperfurantes (explosivo revestido de uma casca de aço com uma espoleta de retardo) combinadas com “cargas moldadas” (como uma ogiva HEAT) instaladas lateralmente (radiais).
    A ogiva pesa 165 kg sendo 56 de alto-explosivo. O míssil atinge o alvo a quase Mach 1. Se soma ao peso da ogiva o resto do peso do míssil (menos o propelente já utilizado (??)), o que daria uns 450 kg de massa total (250 kg é a massa total de propelente). Tirando a ogiva de aço, o restante do míssil não tem grande poder de penetração, mas aumenta o estrago com o impacto, além do restante do propelente aumentar a explosão e favorecer o incêndio. O que penetra mesmo é a ogiva e o resto do míssil vai ficando pra trás no impacto.
    Uma bomba Mk-82 (500 lb) também pode ser dotado de uma espoleta de retardo e tem uma casca de aço de 138 kg envolto em 89 kg de explosivo e pode impactar em Mach 1 (ou mais, depende da velocidade e altitude de lançamento). No caso das Malvinas, com uns 1000 km/h.
    Como a capacidade de penetração tem a ver com a massa x velocidade, em tese a capacidade de penetração da bomba de emprego geral é maior que a da ogiva do míssil.
    Perdão pelo super trunfo (seja lá o que seja isso).

  44. Foi a guerra que ninguém acreditava que aconteceria.

    A Inglaterra acreditava que não se envolveria mais em guerras distantes do seu território. Isso fica claramente demonstrado com o descomissionamento dos seus porta aviões poucos anos antes.

    A Argentina sonhava com a posse das Malvinas, mas jamais havia imaginado entrar em conflito contra os Britânicos. A contenda estava há anos sendo discutida no âmbito diplomático e tudo indicava que ficaria por ali. Contudo, os militares argentinos intuiram a oportunidade ao ver as ilhas sem a proteção adequada e julgaram a Inglaterra sem capacidade de reação. Acrescente-se ainda o custo que teria uma retomada de um território sem nenhuma relevância econômica.

    Os argentinos não se prepararam para a invasão, decidiram pouco tempo antes. Nem para uma guerra. Apostaram que a situação na ONU seria simplesmente invertida, passando a Inglaterra a figurar como reclamante da posse.

    Assim, Improvisaram apoiados na bravura e no esforço dos seus homens. E isso me parece claro quando lemos sobre as circunstâncias das perdas argentinas.

  45. Coronel Nery.
    Uma coisa que me chamou a atenção foi o Commander Nigel “Sharkey” Ward da RN, que usava… barba ! E já tinha 39 anos no conflito. Países europeus são menos exigentes com relação a militares hirsutos.

  46. E mais de 30 anos após o conflito, continuou-se sem caças com mísseis anti-navio (O P-3 lança, mas não é um caça). Descaso da FAB ou boicote externo ?

  47. Complementação: “Como a capacidade de penetração tem a ver com a massa x DENSIDADE x velocidade, em tese a capacidade de penetração da bomba de emprego geral é maior que a da ogiva do míssil.

  48. Dois pontos dignos de nota. Esses mísseis Matra 550 eram muito fraquinhos.
    Avião com autonomia para apenas 500 km ou 1.000 km é uma porcaria.
    Avião sem autonomia ou que leva pouco armamento tem pouco valor.
    Guerra não é brincadeira nem passeio.
    A Inglaterra não parecia preparada tanto é que foi alvo fácil.
    A Argentina muito menos.
    Se a Argentina tivesse radares, aviões e mísseis melhores teria dado um show.
    Hoje muitos dos equívocos e deficiências daquela época certamente são coisa do passado.
    Exceto se se considerar que as ffaa do Brasil e Argentina, por exemplo, estão piores do que naquela época…

  49. Mestre Leandro, eu sei da história dos MB 339 , eles só tinham uns 11 ao todo e tomaram a decisão de mandar 6 para as falklands noutra pista mais afastada e precária que Por Stanley. O paralelo que faço é que com apenas 6 e isolados, sabemos que os equipamentos e equipe de manutenção era precária, ao ponto que jamais operaram verdadeiramente. O dia que o Tem Grippa saiu em és lhe cimento e descobriu o desembarque em San Carlos, ele foi sozinho, pois o avião de seu parceiro não pegava nem no tranco, a eletricidade caia pelo congelamento.
    .
    O que faço é um convite e paralelo de desafio ao super trunfo, que as vezes gostamos tanto de recorrer. Inserir o inventário da Fab no contexto permite avaliar se um avião bem mais simples e limitado como o xavante, poderia oferecer uma ficha melhor que o A4.
    ?
    Como disporia então de até 126 unidades do At26, podemos dizer que nesta realidade alternativa seriam eles a substituir então os Pucara, mb339 e A4 nas fileiras argentinas.
    .
    Então, provavelmente o que ocorreriam é que as ilhas contariam com uns 48 Xavantes . Para esta quantidade, e sendo o único modelo, a manutenção seria bem melhor e índice de disponibilidade bem razoável. Ao contrário traria do que ocorreu com os 339 nR de unidades pifiia com sérias consequências de manutenção operativa.
    .
    Os Pucara não tinham a missão de defender as ilhas, apenas o apoio às tropas em terra. Isto, aliado a dificuldade da aviação continental em afastar a task britânica eh que permitiu sua proximidade e desembarque.
    .
    Não excluo que o mesmo fato de tantas unidades serem destruídas pelo ataque das forças Especiais britânicas em terra, mas ao contrário da lógica dos Pucara em que já não valia a pena sua reposição pois o domínio aereo estava perdido, se tiverem sós Xavantes ali sim, pois os At26 além do apoio em terra, poderiam realizar ataques a task. Possuiam menor alcance e carga que os A4, mas operando das ilhas representariam um perigo muito maior aos Nae. Haveria um volume considerável de aviões que poderiam alcanca-los. Isto faria com que os Nae não se aproximassem tanto até que resolvessem está questão. Os combates teriam de ser centrados num duelo aeronaval entre as ilhas e os Nae. Lógico os At26 não tinham chance contra os Harriers e nem é isto que apresento, mas veja,…
    ?
    Se o NAe precisa ter mais cuidado e se manter um pouco mais afastado, você transformaria o papel do Harrier num nervo maior. Eles já sofriam com o tempo reduzido de cães e alcance, dificultaria ainda mais a cobertura da zona de exclusão, mantendo a face das ilhas voltada ao continente mais ainda, permitindo que os caças do continente realizassem uma cobertura melhor.
    .
    Isto saturaria ainda mais a missão dos Harrier UE já estavam no limite de suas surgidas de missões.
    .
    As táticas de vôo e ataque a baixa altura, inclusive velocidade, são as mesmas que os At26 empregavam. adicione que tínhamos os bandeirulhas e boa qtde de p16. Muitos deles neste cenário acabaram forçosamente a serem empregados também via ilhas o que deixaria a task britânica mais exposta ainda.
    .

  50. A outra pontuação que darei nota 10 aos argentinos, será para o capitão do ssk San Luiz e sua equipe do tático. Entre 4 a 5 ataques a queima roupa com torpe os é saíram em todos ilesos….
    .
    Sobre a equipe de armas e manutenção dos torpedos dou nota Zero “0”, lamentável terem invertido os pólos dos conectores dos torpedos que resultava no cabo ótico sendo partido e fazendo o torpedo perder a direção a cada disparo….resultado….Um ficou famoso foi o inglês Conqueror r por causa do Belgrado, mas que mais caçou e disparou com chance de Killer quase fazendo uma carnificina foi o San Luiz, os britânicos deveriam canonizar a equipe de manutenção argentina.

  51. Esses textos sobre a Guerra das Malvinas são muito bons para leitura. Nesse ai vemos muitos exemplos de como fazer certo e errado. Acho isso uma aula para muitas forças militares do mundo todo, senão todas.
    A Argentina não tinha chance alguma na guerra, mas ganhou várias batalhas com táticas ofensivas que surpreenderam os ingleses e o mundo. Digo que não tinha chance na guerra pois o limite de poderio militar inglês era muito maior na época. Infelizmente suas forças não interagiam para multiplicar os resultados. Erros de informação grosseiros que fizeram muita diferença no inicio do conflito.

  52. Carvalho, com essa concentração de aeronaves nas ilhas e sem superioridade aérea local, eu imagino que os AT-26 seriam alvos primários para os Harrier e até mesmo alvos de ataques dos Vulcan durante as Black Buck, enquanto ainda no solo. Os ingleses sabem muito bem da necessidade de neutralizarem forças aéreas inimigas, e provavelmente afastariam os navios de transporte das ilhas para além do alcance dos Xavantes até que a ameaça fosse neutralizada de alguma forma.
    .
    Mas sim, acho que com um número maior de meios, talvez fosse possível um estrago maior.
    .
    O que ainda é inexcusável é o fato de que os Argentinos é que iniciaram a agressão e não estavam minimamente preparados para as consequências. Acho que isso é uma unanimidade entre nós.
    .
    De qualquer forma, acho que outra unanimidade entre nós, é de que no folclore popular, pelo menos entre o brasileiro médio, é que o ‘passeio’ inglês não teve nada de passeio. Foram combates árduos e a coragem do piloto argentino é inquestionável, fato reconhecido pelos próprios ingleses.

  53. “Reinaldo Deprera 4 de outubro de 2016 at 18:17”
    Concordo em boa parte.
    Discordo no ataque Nuc ou botas no chão e explico:
    Durante o inicio do conflito o Gal J.B. Figueiredo esteve em visita oficial a Londres e deixou bem claro a M.T.
    “Não coloquem tropas no continente, jamais …..”
    .
    SAUDADE DOS TEMPOS QUE OS GOVERNANTES DESSE PAÍS TINHAM CULHÕES E TOPETE.

  54. Pessoal, fazendo uma analogia daqueles tempos e agora, se o Brasil se envolvesse em um conflito similar, talvez para defender algum território como por exemplo plataformas no atlântico, ou áreas de interesse no atlântico mais ao sul do Brasil.
    Quais seriam nossa opções, digamos, já tendo os novos jatos GRIPEN da FAB disponíveis para combate? Que mísseis ou bombas teremos disponíveis para isso?
    Já vimos diversos comentários aqui mesmo no PA que não precisamos de caças bombardeiros bi-turbinas maiores, pois nosso objetivo é somente defender território e áreas próximas.
    Um caça bombardeiro como o PAK-50 Russo seria mais útil nesse tipo de conflito?
    Vamos imaginar a CHINA querendo montar uma área de interesse sobre os prováveis campos de petróleo no Atlântico Sul, o que poderíamos fazer em um primeiro momento? Mandar navios para ficarem “estacionados” lá, marcando território? Temos e teremos o que disponível para isso?
    Imaginem também que já teremos alguns SUBs prontos, talvez até UM SubNUC disponível na MB.
    .
    Seria uma questão de conflito semelhante ao que ocorreu nas Malvinas, com uma força muito maior e mais preparada que a nossa, só que neste caso os invasores hipoteticamente serão eles.
    .

  55. Não se esqueçam que, se os argentinos prevalecessem nas Falklands, o arranca-rabo continuaria em Beagle, contra o Chile e depois viria o acerto de contas a respeito de uma certa hidroelétrica, com o Brasil.
    Graças aos britânicos, isto não aconteceu.

  56. Só continuando com meu comentário “supertrunfo googleano”, para quem interessar possa, uma bomba de emprego geral (Ex: Mk-81, Mk-82, Mk-83 e Mk-84) tem uma relação “revestimento de aço” / explosivo de 60/40; uma bomba penetrante (Ex: BLU-116 de 2000 lb e BLU-113 de 5000 lb) tem uma relação de 90/10 e uma bomba de demolição (Ex: Mark 118 de 3000 lb) tem uma relação de 30/70.
    Basicamente esses três tipos de bombas (emprego geral, penetrante e demolição) são semelhantes, o que varia é a proporção aço/explosivo.
    A diferença fica por conta da espoleta. Bombas de emprego geral e de demolição podem utilizar espoleta de impacto, retardo (para penetrar), tempo ou proximidade (mecânica ou eletrônica). As bombas penetrantes sempre terão espoleta de retardo, algumas bem complexas, como por exemplo a espoleta HTMF, que “sente” quantos andares atravessou ou quanto já penetrou num determinado solo de modo a explodir no ponto ideal.

  57. And Maggie, over lunch one day

    Took a cruiser with all hands

    Apparently, to make him give it back

    hum hum hum…

  58. Mesmo sendo arrogantes, despreparados e amadores no planejamento da guerra.Os argentinos foram muito corajosos. E se calcularmos as qualidades e valores dos navios e equipamentos Ingleses afundados e destruídos. Chegaremos a conclusão que o prejuízo foi maior para os Ingleses.
    Não se faz guerra com bravatas.

  59. “O prejuízo foi maior para os Ingleses.” Taí uma frase da qual discordo totalmente.
    .
    Os ingleses saíram da operação com maior prestígio ao redor do Mundo, inclusive entre seus aliados, o governo de Thatcher foi imediatamente re-eleito, a população inglesa aprovou totalmente a ação pela retomada das ilhas, os próprios Kepplers (habitantes da ilha) aplaudiram seu salvamento, e com isso mostraram ao Mundo, ainda na Guerra Fria, que os ingleses tinham a resolução e habilidade necessárias para empreenderem ações militares mesmo que bastante distantes da Reino Unido.
    .
    Já os Argentinos… a Junta estava com os dias contados, ainda sofrem embargos, a situação dos militares nunca mais foi a mesma, chegando ao estado de penúria atual em suas FFAA, a economia Argentina continua em frangalhos, apesar de períodos de bons resultados, e até bem recentemente as Ilhas Falklands ainda era utilizada por governos populistas (vide Kirchner) como um meio de tentativa de unificação popular.
    .
    Quando se empreende operações militares, não se pode pensar apenas em ganhos ou perdas imediatas, mas sim à longo prazo.

  60. 1- O calendário argentino era estritamente político-populista. A junta estava arrebentando e precisava de algo para distrair a população. Assim, não mudaria nada se fossem esperar 6 ou 18 meses . Não havia prazo. E eles nunca acharam que o Leão iria mandar metade de suas esquadra ir recuperar umas cabras. Típico de uma conjunção de despreparados e generais de muita medalha e pouca honra.

    2- Já li vários relatos da guerra, até de livros argentinos. É notória a desqualificação de seu corpo superior de oficiais. Quem meteu os peitos nas balas era corajoso e fizeram milagres. Mas com aquele generalato não tinha como ganhar. Os hermanitos denunciaram mais maus tratos de seus oficiais superiores que de dos ingleses. Era para aquela junta ficar nas Malvinas o resto da vida só de camiseta.

    3. O que me chama a atenção estrategicamente falando neste conflito não foram os erros ingleses. Erros sempre existirão, e num cenário totalmente atípico e urgente como aqueles, naturais. Uma ação como aquela na história militar só tem paralelo com o ataque a Pearl Harbor e Midway, onde a forma atacante tinha que atravessar meio mundo.

    O que me chamou a atenção foi que tudo que metade das doutrinas da OTAN tiveram que ser jogadas fora. Como citei no começo destes posts, uma força de segunda linha deu um sufoco nos ingleses. Só tomando os subs como exemplo, 2 subs argentinos com problemas nos motores e com os torpedos sem acertar uma montanha, praticamente imobilizaram a armada britânica.

    O Exocet, um míssil conhecido a fundo pelos britânicos, ainda conseguir pregar-lhes peça.

    Imagina num confronto OTAN x URSS? Sei que haveria outros aliados em ação e tal, mas o oponente era pelo menos 20 vezes mais poderoso (só em equipamento convencional).

    4. Para concluir, longe de mim dizer que só tem mané no comando Ocidental, ou defender russos. Não é isso. é que na guerra sempre tem uma enormidade de fatores imponderáveis e que nenhum gênio no mundo pode prever.

  61. Delfim, o cmt do FS801, Nigel Ward, foi quem abateu o C-130 argentino com tiros de canhão, onde faleceu o Maj Falconiere e toda a tripulação. O C-130 estava cumprindo uma missão de esclarecimento. Havia uma camada de nuvens 8/8 (céu totalmente encoberto). Nigel orientou seu ala a permanecer acima da camada, e ele desceu abaixo da camada, onde encontrou o C-130. Lançou um AIM-9L que atingiu um dos motores. O avião iria efetuar um pouso forçado no mar, mas o CF Nigel resolveu utilizar os canhões de 20mm do Sea Harrier, atingindo a fuselagem. Por conta desse excesso, foi punido pelo Almirantado e perdeu o comando. Após o conflito escreveu um excelente livro sobre os aprendizados no conflito, destinado aos pilotos de caça. Não recordo o título.

  62. obrigado galante por todo o seu esforço para trazer sempre o melhor aqui para a trilogia; só peço que vocês da trilogia não usem mais o termo“malvinas“o mesmo não existe;pois não existem ilhas “malvinas“ só existem ilhas falklands; mais uma vez obrigado por tudo…realmente a faa era e é digna de pena devido a covardia de alguns e falta de material mesmo e burrice tatica…bem lembrado dos S.B.S e S.A.S q recorrentemente tenho q lembrar a alguns q neutralizaram muitos avioes da faa tbm…o reino unido mesmo q não tivessem armamentos superiores ainda assim teria ganho a guerra apenas pelo fato de ter guerreiros de verdade em todas as 3 forças diferentemente de alguns países q enviam ovelhas ao matadouro,mesmo sabendo q serão humilhantemente trucidados por uma potência superior q não tem vontade de matar tantos milhares de pobres coitados…“A grande maioria dos disparos foi em engajamentos traseiros com alvos que não manobravam ou nem sabiam que estavam sendo atacados“ essa frase resumi toda a ineficácia despreparo e inutilidade da faa mesmo q não fossem os sidewinder os aden 30mm já fariam o trabalho…usando uma frase q não me agradou no contexto usado em outro topico aqui no pa mais q se faz necessária “os pilotos ingleses sorriam por baixo das mascaras“pobres coitados dos argentinos morreram em vão…god save the queen

  63. Eu acho engraçado imaginar que os Argentinos “quase ganharam”. Mesmo que tivessem afastado a força tarefa britânica (porque afundar toda seria impossível) os britânicos iam expandir área de patrulha do HMS Conqueror e afundariam navios da armada argentina até eles desistirem. Os argentinos simplesmente não tinham como impedir o submarino. Especialmente em mar aberto.

  64. Jeff,
    Vamos assumir o cenário que vc imagina, os Chineses (ou os gringos) tentando pegar as plataformas, vc simplesmente fecha os mesmos e larga la. Usando os P3 o Brasil pode fustigar os navios de apoio, petroleiros e para evitar isto, os invasores teriam que colocar uma quantidade enorme de meios para proteger todos os navios. Sem o apoio de um pais perto, esta estratégia além de caríssima seria impossível, seria uma espécie de guerra assimétrica.
    Dizem que um dos maiores erros da Força Aérea Argentina quando os Britânicos estavam desembarcando foi que os vasos militares foram priorizados ao contrário dos navios de desembarque e suporte. Os primeiros obviamente tem um valor muito maior e perigosos MAS imagina dentro da sociedade Britânica sabendo que centenas ou até milhares de soldados foram mortos ou feridos no desembarque e que o mesmo foi um fracasso. A reconquista das ilhas era a tarefa prioritária, mas com um fracasso no desembarque o conflito poderia ter tido um outro desfecho.
    Hoje é fácil enxergar isto, assim como o uso de bombas, esperar mais alguns meses para o Hermes (ou o invencible) ser exportado para a Austrália ou mesmo encomendar e armazenar mais exocets e aviões de esclarecimento marítimo. Treinar melhor no uso dos torpedos (dizem que os mesmos foram sabotados ou aquela história que os cabos estavam invertidos) e ter uma defesa antisubmarina melhor para o Belgrano.
    De bom com a derrota da Argentina é que antecipou a redemocratização da Argentina e relaxou a relação Brasil x Argentina, o Brasil pode priorizar o norte, os programas nucleares militares extintas (corre o boato que o Brasil já tinha duas bombas nucleares (da Africa do Sul??)prontas para ser testadas em Caximbo).
    Dificil chutar mas na época falavam que os Argentinos e os Chilenos iriam se pegar por causa do canal de Beagle depois das Malvinas, imagina, Peru e Bolivia atacando pelo norte para reconquistar o que perderam na guerra do pacifico. Com certeza o cenário da AL poderia estar diferente, altamente militarizado, de repente ainda na ditadura militar (ou fortemente envolvido com isto) etc.

  65. cel rinaldo nery o livro se chama “Sea Harrier Over The Falklands: A Maverick at War“livro do nigel ward q tinha como apelidos “Sharkey“ ward e “mister sea harrier“

  66. Esta questão que o Humberto ressalta, é o Plano Rosário que foi descoberto pelo serviço reservado Chileno e repassado ao SNI na época. Este plano previa a retomada das Malvinas, e em tendo sucesso se voltaria contra o Chile para tomar as três ihas da entrada do canal de Beagle, Picton, Nueva e Lenox, e em seguida a ideia era ocupar toda a região de Missiones que adentra pelo oeste do RS, e sudoeste de SC.

    G abraço

  67. Os Argies tinham um poder aéreo considerável para o TO sul americano, não? Mas defasado em relação às operações nas Falklands e a RN. Os pilotos tinham disposição e um bom treinamento mas ao que parece com táticas ultrapassadas para aquele tipo de conflito. Apesar das baixas consideráveis os Britânicos tinham uma liderança muito mais qualificada, quer na Política, com Tatcher, quer nas FFAA, dos mais altos aos mais baixos escalões. E se a junta, tentando salvar o regime, tivesse escolhido os outros alvos considerados: Beagle ou “Missiones”, teriam obtido êxito??

  68. Senhores

    Não me recordo aonde eu li, mas me lembro de ter lido algo que antes da guerra Israel havia ofertado uma atualização aos A-4 argentinos, com a possibilidade de utilizar misseis ar-ar israelenses e o míssil anti-navio Gabriel, peço desculpas, mas não me lembre se seriam para todos os A-4 ou se seriam de alguma força específica, naval ou aérea, e também peço desculpas por não lembra da fonte, mas se eles tivessem levada a cabo tal modernização teria tido a história um desfecho diferente?

    Acredito que se o Brasil tivesse entrado no balaio os Americanos, Franceses a OTAN toda tinha descido, teríamos um mega problema onde com certeza os maiores prejudicados seríamos nós que não teríamos a nossa totalidade territorial de hoje.

    Thatcher, a quem eu admiro, já havia dito que se os países devedores não tivessem dinheiro para quitar suas dívidas que pagassem com território, não que ela estivesse errada ou certa na visão de cada um (para mim ela estava certa), mas se perdêssemos a guerra a dívida seria impagável, me admira a Argentina não ter herdado um boletinho para pagar, vide as nações perdedora na 1° e 2° guerra.

  69. Off topic:
    Deu no G1 que o relator das contas de 2015 da Presidência da República apontou 17 irregularidades, seis a menos que o MP havia indicado. O FX-2 saiu da lista. Confiram:
    http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/10/no-tcu-relator-recomenda-rejeicao-das-contas-de-2015-de-dilma.html

    ———————————————————————
    On topic:
    texto menciona que os ingleses “(…) empregaram forças especiais SAS e SBS, que realizaram missões de reconhecimento e destruíram várias aeronaves argentinas no solo.”
    Isso se confirma? Já li que a única missão nesse sentido foi abortada, quando as forças especiais britânicas ainda estavam em território chileno. Houve mesmo a destruição de aeronaves argentinas no solo?

  70. Pangloss,
    Sim, vários Pucaras foram destruídos em terra MAS foi nas ilhas Malvinas ou Falklands. Não propriamente na Argentina continental.
    Houve uma operação para destruição dos SE na Argentina, mas o mesmo foi abortado, inclusive um Sea King foi encontrado na fronteira do Chile com a Argentina. Parece que os comandos voltaram de avião de carreira para a Inglaterra, era considerado uma missão suicida.

  71. Leandro Costa. 05/10/16. 10.23. Eu disse que o valor dos navios e equipamentos ingleses destruídos eram maiores que dos Argentinos. Eram navios caros e preparados para combater a marinha Soviética. O que é verdade. Fossem eles mais responsáveis e profissionais poderiam ter causado mais danos a marinha real. Mesmo que ao final perderiam a guerra.

  72. Operação “Mikado”. Foi cancelada devido a falta de informações sólidas sobre os alvos, suas reais localizações, disposições defensivas e cobertura radar na área do alvo maior que o esperado; entre outros motivos. A perspectiva de fracasso foi considerada muito alta.

  73. Por esses dias estava lendo sobre os dogfight ocorridos no deserto do Oriente Médio em 1973, a Estrela de Davi tinha os Mirage III CJ enquanto os árabes tinham além de outros o Hunter que pertencia a Jordânia, interessante a tática judia para combater um avião mais lento porem letal quase ao nível das areias, essa situação favoreceria o Hunter não fosse o profissionalismo do piloto judeu fazendo voos em linhas onduladas para não ultrapassar em velocidade o oponente até fechar no alvo, já os hermanos iam com sede ao pote, tinham coragem, mas não tinham tática.

  74. O comando militar argentino era tão sórdido que houve até mesmo desvio de donativos arrecadados entre a população, que deveriam ser destinados os recrutas que eles entregaram à própria sorte, nas ilhas.
    E não sei dizer se é informação fidedigna ou contra-informação, mas teria havido auxílio de satélites americanos na localização do Belgrano, bem como “pesqueiros” soviéticos – em quantidade anormal naquela área, durante o conflito – teriam fornecido dados sobre a localização da força-tarefa britânica aos argentinos.

  75. Novamente vamos ver se alguém já ouviu uma história parecida…
    Tinha um professor argentino e seu irmão era do exercito e lutou nas Malvinas.
    Ele dizia que a invasão inglesa pegou todos meio de surpresas e que os ingleses (acho que era o SAS) usavam uma espécie de “roupa térmica” e tinham uma arma capaz de criar “vácuo” cujo matou muito argentinos de imediato.
    Eu sempre achei isso muito “ficção científica” porque nunca li nada em lugar nenhum e meu professor era bem exagerado em histórias!
    Mas se toda história tem um fundo de verdade, que diabos de arma os argentinos viram?
    Já ouviu algo assim Bosco?

  76. Hawk 5 de outubro de 2016 at 12:55

    Já li sobre as roupas inglesas terem algum tipo de aquecimento na roupa. E também sobre seus calçados, que seriam mais adequados. Os argentinos do front teriam ficado permanentemente com os pés úmidos e em um ambiente muito frio.

  77. Mestre leandro, sim…sem duvida os At-26 seriam os alvos principais….mas dai não muda nada….o aeroporto já era alvo principal de qualquer forma, a diferença é que ao contrario da historia as ilhas tambem poderiam projetar e não apenas se defender. Isto consumiria muito mais esforço britanico e os Harrier já estavam no limite….não tinham como fazer CAP, CAS e Bombardeio ao mesmo tempo, ou tudo seria relaxado, ou uma das opções seria mais degrada ainda….da forma como foi tudo já era ineficiente…eles teriam de concentrar no CAP até resolver isto….mas o continente por sua vez, teria uma janela aberta com a face da ilha voltada para si….a aviação de transporte continuaria operando e a organização da ilha teria tempo de paulatinamente ir corrigindo seus erros, os suprimentos continuariam e sequer o piquete radar das fragatas seria interposto entra as ilhas e o continente pois poderiam ser alvos de duas frentes ao mesmo tempo. O tempo correria a favor argentino e isto era algo que os britanicos não possuiam….de todas as operações, os Harrier precisariam se concentrar nas CAP, abandonar o apoio a tropas e se concentrar nos aerodromos…mas lembrando, eles por sua ves é que estariam procurando operar de forma afastada e e mais degradados em face disto….a diferença de estratégia possibilitada por uma melhor combinação de vetores seria esta….um avião mais simples ofertando melhores caracteristicas taticas…

  78. Aviões de ataque argentinos nas malvinas praticamente acabaria com o CAP inglês.

    Os porta aviões seriam empurrados mais uns 300 ou 400km ainda mais longe para dentro do mar, matando de vez a capacidade dos harrier de apoiar as tropas em terra e restringindo o CAP ainda mais, posto que os Harrier já contavam em suas missões que os jatos argentinos só podiam chegar atirar e voltar, sem combustível ficar mais tempo na área de ação.

    mas enfim… joguinho dos 317 erros dos hermanos.

  79. Ednardo,
    Estes aviões de ataque, iriam ficar posicionados aonde? A vantagem de um PA é que ele pode estar em um local as 10 horas da manha e as 16 horas a 80 Km de qualquer direção do ponto original. Já um aeroporto ..está lá sempre fixo.
    No mais, aviões demandam peças, combutiveis e munição e estando em uma ilha isolados, a coisa pode complicar. Lembro que os Britanicos chegaram a bombardear a pista mas os Hercules abasteceram (de forma constante mas limitada) até o final da guerra MAS um caça, precisa de bem mais pista que um C-130. Creio que na ilha tinham os MB e pucara para apoio a terra que foram muito pouco efetivos..

  80. Boa tarde a todos. Registro aqui meu comentário quanto ao desejo de ver expresso o conhecimento de alguns de vocês em relação ao desempenho dos C-130 Hercules tanto da FAA responsáveis por missões interessantes como bombardeio, esclarecimento marítimo, apoio logístico efetuando pouso instantes antes da rendição argentina em pleno fogo total inglês e as adaptações necessárias e efetuadas por hermanos. Além da dificuldade dos argentinos de promover levas de ataques em algum momento em detrimento da falta de KC-130. Por outro lado foi possível ver toda capacidade da indústria inglesa que projetou, testou e liberou para uso nos C-130K probe revo, tanque interno para extender o alcance além de transformação em avião tanque. A descrição de algumas missões dos C130k LR3 que duraram até 24 horas e outras com duração de 26 horas para lançamento de PQDs e equipamento para frota. Agora fugindo um pouco do tema imaginar o que significaria para este teatro de operações do KC-390 com toda sua flexibilidade proposta no projeto, cito a conversão de transporte logístico em REVO em poucas horas, além do que a diferença de velocidade entre o C-130 e o KC390. A importância estratégica de possuir um indústria como a Embraer. Gostaria da explanação tanto do Cel Nery quanto dos editores.

  81. Li todos comentários, alguns estão cometendo um erro:
    Alguns fazendo críticas contextualizando como se hoje fosse; os recursos da época eram outros !
    ____________________________________

    Além dos P 3 c/ Harpoon reitero outra necessidade:

    A 4 (AF 1) c/ MRO completo para padrão M, todas as células admissíveis, porém com o consórcio liderado pelos Israeli com prioridade
    para ataques com míssel(eis) (anti-navio). Operando a partir da BAeNSPA, desdobrando para BANT ou Sul quando necessário.
    Todos com cap REVO.
    ________________________

    Os (3) MRTT 767-ER-IAI são imprescindíveis.

  82. washington 5 de outubro de 2016 at 16:02
    Lupinha no canto superior direito, farta fonte de consultas.
    Coloque palavra chave, exemplo:
    “desempenho dos C-130 Hercules ”
    Leia o texto tópico e todos comentários, escola muito boa mesmo !
    Boa leitura.

  83. Humberto,

    O comando argentino teve uns meses para se preparar para a invasão, derrotando uns 60 fuzileiros da rainha. Aliás, parece que só se prepararam para isso, nunca para manter a ilha.

    é aquela dos 317 erros. E o maior erro foi: se vai puxar o rabo do Leão, leva um trabuco e aguenta a reação.

    Depois da invasão, tiveram uns 40 dias para preparar uma pista estendida ali e artilharia para aguentar o revide. Não o fizeram. era para terem mandado de cara uma companhia de engenharia para isso.

    Nem que fosse para os jatos decolarem com menos peso e combustível, que ainda assim seria melhor que as outras opções.

    Mas enfim… se eles fossem mesmo competentes teriam nem dado o 1 tiro. 🙂

  84. washington 5 de outubro de 2016 at 16:02
    Tudo que você menciona e solicita no seu texto está na minha sugestão acima,
    aprenderás muito mesmo e poupará os foristas de repetir o que já postaram reiteradas vezes.
    Exemplo a ser colocado na Lupinha:
    “C-130 e o KC390”
    “Embraer”
    Os próprios tema tópicos que aparecerão lhe darãoa direção das consultas, reiterando: Texto tema e comentários.
    Sucesso nas consultas

  85. Tou lendo um livro sobre as Malvinas de um jornalista chamado Nicolás Kasanzew, argentino, que esteve lá na época dos combates. Livro chato, ufanista ao extremo e pouco preciso. Mas serve porque está cheio de relatos dos soldados hermanos que ali lutaram. é chocante o que fizeram com os soldados ali enviados. Pegaram recruta que nem tinha terminado o treinamento, meninos lá de Buenos Aires, e socaram numa guerra perto do pólo Sul, com comandantes ridículos, logística lixo e por aí vai.

  86. Bosco, Caro Colega
    Gabriel 5 parece que já saiu do forno>
    Creio que o Gabriel 5 ou Barak 8 Ar-Superfície está já já !
    *************************************************************
    “As an advanced attack missile Gabriel 5 could penetrate the target’s protection, both soft- and hard-kill defenses. It was designed with sophisticated electronic counter-countermeasures (ECCM) dealing with chaff, advanced decoys and active ECM.
    Gabriel 5 and Barak 8 were described as part of a new offensive and defensive system suite under development at IAI’s Missiles and Space division.”
    *************************************************************
    http://defense-update.com/20160327_israeli_anti_ship_missile.html
    *************************************************************
    A Letalidade do Gabriel 5 parece ser melhor que o Harpoon, mas reitero ser este um ótimo míssil.
    *************************************************************
    .

  87. Reiterando,
    o que postei combinado com o 99 nos dá uma ótima plataforma de defesa anti-navios.

  88. Carlos Alberto Soares-Israel 5 de outubro de 2016 at 16:59

    Mudando de saco para mala, espero mesmo que a FAB feche com o i-Derby ER. E que realmente tenha 80% do desempenho do Meteor por 1/3 do preço. Os Judeus não são de decepcionar quanto ao que prometem. Simplesmente cumprem.

  89. Hawk,
    Já li sobre um laser de baixa potência que os britânicos teriam levado para as Malvinas mas não chegaram a utilizar. Ele seria capaz de cegar os pilotos em voo rasante.


    Carlos,
    Não sabia desse Gabriel 5. Tudo ainda é nebuloso! Vamos ver os próximos capítulos.

  90. “Gabriel missile

    Gabriel is a subsonic, sea-skimming, anti-ship missile developed by IAI for the Armed Forces of Israel. Flying at low altitude sea-skimming missiles try to evade radar detection to achieve a direct hit on target without being intercepted by ship’s air defenses. Its guidance system relies on I-band radar homing head. Gabriel can be powered by either solid propellant rocket motor or liquid fuel turbojet. The liquid fuel variant has a maximum range of 60 km.

    The Gabriel is a late Cold War era subsonic anti-ship missile of Israeli origin. It was developed to counter ships equipped with the Soviet P-15 Termit (SS-N-2 Styx) anti-ship missile. The Gabriel was the world’s first operational sea skimming missile. It was used successfully during the 1973 Yom Kippur war.

    The Gabriel missile uses a conventional layout with the guidance section and warhead in the nose and the solid fuel rocket engine at the rear. The Gabriel has four cruciform wings in the middle and four smaller wings near the nozzle. The missile is launched from large containers since the wings do not fold. Three containers are mounted on a turntable launcher. The Gabriel is fitted with a high explosive warhead that is able to sink small and medium size vessels.

    The Grabiel-5 Advanced Naval Attack Missile is the latest member of Gabriel anti-ship missile family developed by IAI’s MBT Missiles Division. Grabriel-5 is fitted with an advanced active radar seeker and a sophisticated flight control system. Combining both elements enabled Gabriel-5 to engage targets in intense clutter environments, near the shore, protected by close-in weapon systems and countermeasure defenses such as chaff, decoys and electronic countermeasures (ECM). In addition, the Gabriel-5 is provided with the ability to cope with rapidly evolving tactical situations.

    All models of the Gabriel were adopted by the Israeli navy. Gabriel Mk 2 and III have also been widely exported to nations in South America, Africa and Asia. In many nations the Gabriel anti-ship missile remains in active use.”
    ***********************************************************************************
    http://www.iai.co.il/2013/34406-36714-en/BusinessAreas_NavalSystems_AdvancedNavalAttackMissile.aspx

  91. Pra quem se interessa nas operações terrestres do conflito e também no seu planejamento, tem um livro muito bom escrito pelo então Ten. Coronel do exército argentino na época Mohamed Ali Seineldin, ali ele conta que, juntamente com um general, ambos a mando de Galtieri, arquitetaram numa casa de campo, próxima a Buenos Aires, o planos da invasão, que seria dividida em 3 fases.
    A invasão não era pra ocorrer em 02 de abril como foi, e sim no início de Outubro, pois já teria passado o inverno, e os preparativos das tropas já estariam completas até lá, a 1ª fase consistiria da invasão na forma como ocorreu mesmo, em 02-04, mas haveria uma 2ª fase, onde eles arrumariam toda a infraestrutura para acomodar as tropas, hospital, cozinhas de campanha, logística, munições, roupas sobressalentes e etc e uma 3ª, que seriam reforçadas as defesas da ilha, isto em um prazo curto após a invasão.
    Mas todo o plano foi prejudicado, devido a invasão das ilhas Geórgias, por empresários argentinos do ramo baleeiro se não me engano já em
    Março, sem o conhecimento prévio do alto comando militar argentino, e assim se resolveu invadir as Falklands antes de Outubro, como havia sido planejado, temendo a chegada dos submarinos nucleares da RN, e bloqueando todo o acesso ao transporte as ilhas.
    Seineldin, após terminada a guerra foi preso devido a um levante dos militares o qual participou contra o já governo civil, o qual teve tempo suficiente de escrever este livro na prisão, por sugestão de filho. Anos depois foi anistiado por senão me falha a memória o então presidente Carlos Menen, por intermédio de Generais argentinos e brasileiros, inclusive também com uma carta de apoio enviada ao Pres. Argentino pelo ex-presidente Brasileiro e Gal. João Batista Figueiredo. Morreu anos depois da soltura, numa casa simples, sem pensão militar.
    Vou procurar o nome do livro que agora não recordo, mas lá tem muitos “causos ” do conflito.

  92. Há histórias interessantes deste conflito, desde o DC-10 da Varig, procedente de Joannesburgo para o RJ, que por pouco não foi abatido por um míssil Sea Dart de um destroier inglês. Confundiram o avião com um Boeing 707 da FAA que sempre fazia umas visitas à frota! O esclarecimento visual de um Sea Harrier, tirou a dúvida, a poucos segundos!

    Até a teoria de que os sistemas de combate dos navios ingleses tinham os sinais dos radares Agave, dos Super Etandart e do míssil Exocet na lista das emissões amigas, sendo que, na pressa da mobilização, não atualizaram a biblioteca eletrônica dos CIC.

    Quando o Sheffield, atuando como navio-piquete de radar (A Royal Navy não levou aviões AEW), captou os sinais dos radares Agave, na Aviação Naval Argentina, não o considerou uma ameaça, pois era um sinal francês.

    E por ai, vai…..

  93. a tripulação do 707 da faa pode jogar na mega da virada vai ter sorte assim pra lá escaparam de 4 sea dart isso lá na bahia se chama “corpo fechado“ kkk agora se eles abatem o 707 ai tenho q admitir q as falklands não seriam mais inglesas…atenção você leitor q tem bom senso peço encarecidamente q não usem mais o termo “malvinas“ pois o correto é ilhas falklands “malvinas“ não existem…obrigado a todos 🙂

  94. Há algum tempo atras eu via pelo ponto de vista “malvinas” e fazia vários questionamentos do tipo “e se”, mas com o tempo passei a enxergar com os olhos dos kelpers, e o que eles querem ser, que no caso é Falklands, mas uma coisa que sempre tive em mente é que os OFs Generais argentinos foram muito amadores, principalmente a não bater o pé diante de um bebado alucinado, não que relegasse as suas forças armadas, tanto que muita coisa era altamente válida, aviões, navios, armamento em geral, muitos do quais praticamente novos, mas com manutenção precária (ai entra a máxima do Juarez: ter não significa operar), e muita coisa nova estava para chegar, mais SUE/AM39, TR1700, Meko360/140 e por ai vai, mas resumindo, isso que dá aceitar ser comandado por um bebado louco que se acha dono de tudo (tivemos um a frente por aqui com 9 dedos e nossos comandantes aceitaram as megalomanias dele e hoje estão como estão).

  95. Valeu Tomcat. Tinha esquecido desta reportagem. E que na Revista Força Aerea, não me lembro o número, pois tenho todas desde a número 1, falava em DC-10!!!!

  96. Bosco, obrigado pela correção. Deve ter feito um estrago no C-130.
    Importante os foristas saberem que a FAA fez um bom estudo das lições aprendidas, e reconhecem todos os seus erros. Sem ufanismo ou patriotadas portenhas. Não há conflito sem uma boa Inteligência Operacional. E, hoje, a FAA tem um excelente curso de Inteligência Operacional, com a duração de um ano. E temos, os militares brasileiros, a grata oportunidade de participar, Considero a nossa Inteligência Operacional muito fraca. Ainda não abrimos os olhos pro assunto. Até hoje a FAB não ativou seu Curso de Seleção de Alvos. Não temos uma Seção de Planejamento de Operações, tal qual os norte americanos, que possuem planos prontos para várias hipóteses de conflito. Ainda temos uma certa ingenuidade, achando que não teremos conflito com nenhum vizinho. Se o maluco do Maduro resolvesse criar um problema conosco, teríamos que ¨apagar muito incêndio¨. Defendendo o EB nesse aspecto, recentemente transportou blindados do RS para Roraima, a fim de testar sua capacidade logística nesse tipo de desdobramento.
    Respondendo ao Washington, o KC-390 vem suprir a necessidade da FAB em prover esse apoio logístico. Um conflito na Região Norte demandará um desdobramento enorme de forças para a região. Teremos 48 horas para desdobras as Forças de Ação Rápida. Além dos nossos GCC (Grupos de Comunicação e Controle).
    Como dizia Barão de Jomini, ¨a Logistica é tudo, menos o combate¨. Ou o próprio Napoleão, ¨os exércitos marcham sobre seus estômagos¨.
    A FAB está ativando na sua reestruturação o COMAE (Comando Aéreo de Emprego). Em tese, será o responsável pelo planejamento das operações e pela Inteligência Operacional.

  97. O 707 argentino nos incomodou muito por aqui, testando a capacidade do CINDACTA 2 (Curitiba), recém ativado. Os F-5 do PAMPA foram acionados diversas vezes para intercepta-lo. Certa feita, escapou a baixa altura próximo a Foz, com um F-5 atrás dele. O F-5 recolheu em Foz. Também entrava pelo litoral, chegando próximo ao Rio. Daí dava trabalho pros Jambocks.
    Lembrando que em 1972 um Camberra peruano foi até Santa Maria, e, devido pane (se não me falha a memória), os pilotos ejetaram. Um deles morreu e demorou semanas pra encontrar o corpo. O sobrevivente foi preso e interrogado. Esse incidente motivou a criação dos CINDACTA.

  98. Submarinos praticamente novos mas em estado deplorável e sem tripulantes qualificados, não sabiam nem conectar o cabo do torpedo direito, quanto mais sanar uma pane no computador de DT

    https://youtu.be/MfoH45QsWdw

    Isso sem falar no salta que nem operou no conflito, e quando saiu voltou com 2 torpedos com cabeças de combate presos nos tubos.

  99. Rinaldo Nery 6 de outubro de 2016 at 0:16

    O que teria acontecido se o Pampa tivesse interceptado o 707 bem antes de Foz? Imagino que o mesmo teria acatado as ordens e pousado mas que as fezes iam ser espalhadas, não?

  100. Airacobra,
    No excelente livro ‘O Código das Profundezas’ dá inúmeros detalhes da situação dos submarinos argentinos. As tripulações ‘titulares’ (com mais experiência) estavam na Alemanha recebendo novos submarinos. Os que aqui estavam tinham gravíssimos problemas nos motores. Os torpedos ainda estavam em fase de recebimento e testes.

    Apesar de tudo isso, a tripulação do ‘San Luis’ engajou os ingleses e disparou. Mas aí os torpedos era pacifistas e em vez de explodir num caso britânico preferiram ir deitar no leito marinho.

  101. Alguém poderia esclarecer qual seria a importância econômica ou estratégica dessas ilhas? Para mim está claro que a invasão não passou de um golpe de marketing da ditadura argentina que a época estava com a popularidade muito baixa por vários motivos, dentre os quais o panorama econômico do país. Mas foi só isso mesmo? Afinal é preciso ser louco ou ter muita coragem para peitar uma potência econômica e militar como a Gran Bretanha. Seja como for, ao contrário do que foi dito em alguns comentários, essa guerra mostrou a importância da tecnologia militar. Se os argentinos tivessem mais algumas dezenas de mísseis exocet o caldo poderia ter engrossado para o lado dos britânicos.

  102. o feitiche que os argentinos têm por estas ilhas no meio do Oceano perdidas a quase 200 anos só Freud explica. é secular este desejo deles para recuperar as ilhas.

    Já fui à Paragônia Argentina 2 vezes. é um enorme, frio, distante e belo NADA.

    Já alegaram a importância devido a petróleo e tal. balela. Se isto um dia foi riqueza em potencial, é coisa de uns 50 anos para cá. O fetiche é mais antigo.

  103. Fredy
    Isto mostra que aquisições mínimas, “pra formar doutrina”, na hora que o couro come servem pra quase nada.
    No curso de mecânica, um aluno perguntou a um professor pra que tantas ferramentas que talvez nem fossem utilizadas e ele respondeu:
    – Melhor ter e não precisar, que precisar e não ter.

  104. Sobre o fetiche argentino, uma breve crônica de 2007 do La nacion, argentino.

    Acho que tem a ver com o Tango, aquela cultura dos amores difíceis, roubados, impossíveis, e como nação a amada distante é este par de ilhas.

    “El fetiche patriótico – Enrique Valiente Noailles

    siempre comprenderá racionalmente como argentino el reclamo por la soberanía de las Malvinas, pero hay que intentar comprender también el surplus de sacralidad que se le ha otorgado tradicionalmente al tema. Sobre esta semisacralidad se apalancó la dictadura militar para intentar prolongar un poder ya perdido. Las Malvinas fueron utilizadas -y siguen siéndolo, a juzgar por las recientes medidas de ruptura de acuerdos con Gran Bretaña- con fines electoralistas o, como en aquel momento, con fines de sostén de una dictadura genocida. Pero siempre, por poco que nos detengamos, será inconcebible librar una guerra por la posesión de dos islas, se llamen como se llamen, y estén donde estén. Hay una desproporción trágica entre los fines perseguidos y lo que se sacrifica en el altar de esos fines.

    Las decisiones que se apalancan en la tendencia al rapto de masificación acrítica de buena parte de los argentinos han sido, y siguen siendo, tremendamente dañinas. En aquel momento supuso el envío a la muerte de miles de personas. Pero la pregunta es otra. A las Malvinas se les ha conferido un significado emotivo, y se las preserva como una de las pocas zonas sobre las que estamos todos de acuerdo. Pero, a la vez, se les ha conferido una forma de idolatría y de extraña veneración. ¿Es un azar que todo nuestro surplus de energía patriótica esté localizado fuera del continente, precisamente en aquello que no tenemos posesión? Acaso sea un indicador, por reflejo, de lo que ocurre dentro del continente.

    En realidad, el “objeto Malvinas” siempre fue más excitante, en nuestro país, que el patriotismo en sí. Es que las Malvinas podrían estar funcionando como nuestro fetiche patriótico. Si el fetiche sexual es una desviación de la excitación erótica a través de un objeto, esta nueva modalidad fetichista opera como la fijación de una parte del territorio como objeto de la excitación y el deseo patriótico. Fijación, por otra parte, que se hace tanto más aguda acaso, cuanto menos patriótico se torna, en los hechos, el país. “Toda sociedad tiene necesidad de un no-lugar (u-topos), utopía que, curiosamente, le sirve de fundamento”, dice Maffesoli. ¿Habrá sido, y seguirá siendo ése el papel de las Malvinas para la Argentina?”

  105. fredy palmeira 6 de outubro de 2016 at 10:39

    Alguém poderia esclarecer qual seria a importância econômica ou estratégica dessas ilhas?
    —————————————————————————————————————————
    As ilhas foram um importante ponto de apoio para a esquadra britânica durante as duas guerras mundiais.

    Não sei dizer se já havia pelo menos alguma suspeita sobre a existência das reservas de petróleo atualmente conhecidas.

    As ilhas têm atividade pesqueira relevante ao seu redor, mas não creio que isso justifique a disputa por elas.

    E nada me tira da cabeça que, na dúvida sobre uma eventual partilha da Antártida com base no princípio da confrontação territorial, o UK e a Argentina gostariam de manter domínio sobre o arquipélago.

  106. Bem… Dizem as más linguas e digo que isso vem puramente das teorias de conspiração e nada escrito em lugar nenhum que a dama de ferro, a então primeira-ministra Margaret Thatcher estava decidida a lançar uma ogiva atômica se perdesse as Falklands para os argentinos, claro que depois de evacuar os cidadãos e tropas britânicas. Com isso los-hermanos recuaram, pois os efeitos da radioatividade pós detonação seriam imensamente prejudiciais para Argentina e América Latina como um todo. Mas como disse, são somente especulações que nunca saberemos se isso é verdade ou não!

  107. Apenas para corrigir a informação do comentarista Juarez….
    Em 1982 o Sr. Golbery não fazia mais parte do governo federal.
    Ele pediu demissão do cargo de chefe do Gabinete Civil em agosto de 1981 e na época do conflito o cargo era ocupado por Leitão de Abreu.
    Portanto é infundada a informação de que Golbery tenha qualquer influência ou tenha tomado qualquer decisão na crise provocada pelo conflito

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