Há 63 anos, o míssil ar-ar ‘Sidewinder’ atingia seu primeiro alvo

Há 63 anos, o míssil ar-ar ‘Sidewinder’ atingia seu primeiro alvo

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Philco General Electric Sidewinder I na asa de um Skyraider
Philco General Electric Sidewinder I na asa de um Skyraider. Observar como o míssil era rudimentar comparado aos Sidewinder atuais

11 de setembro de 1953: O míssil ar-ar experimental Philco / General Electric XAAM-N-7 “Sidewinder” guiado por calor fez seu primeiro “kill” quando passou a 2 pés (0,6 metros) de um avião-alvo rádio-controlado Grumman F6F-5K Hellcat, na China Lake Naval Test Station. O míssil foi disparado de um Douglas AD-4 Skyraider pilotado pelo capitão-tenente Albert Samuel Yesensky, da Marinha dos Estados Unidos, o diretor da Guided Missile Unit SIXTY-ONE (GMU-61).

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XAAM-N-7 Sidewinder montado na asa do Skyraider

O Sidewinder foi mais tarde redesignado AIM-9. Ele entrou em serviço em 1956 como o AIM-9B e tem sido a arma de caça principal há mais de 60 anos no Ocidente, sendo aperfeiçoado a cada versão. A atual AIM-9X, custa US$ 420 mil a unidade.

O AIM-9 Sidewinder é um míssil Mach 2.5+, equipado com um buscador de infravermelho para rastrear a assinatura de calor da aeronave alvo. (Os drones Hellcat utilizados no teste inicial tinha “flares” montados nas pontas das asas para dar ao míssil experimental um alvo mais quente).

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Esta sequência mostra os efeitos de um acerto em um drone F6F-5K por um míssil experimental XAAM-N-7 Sidewinder

Família AIM-9

aim-9-family

59 COMMENTS

  1. O desenvolvimento da versão inicial do Sidewinder é uma história muito interessante. Pena que seja tão difícil encontrar detalhes na internet.
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    – O projeto foi cancelado por um oficial que achou que aquilo nunca funcionaria;
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    – O engenheiro mudou o nome do projeto e continuou o desenvolvimento usando dinheiro destinado a outras coisas;
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    – O diâmetro do corpo é devido a ter usado por base o foguete HVAR usado na USN e USAF na época;
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    – Houve um exercício entre a USAF com o sofisticado conjunto caça supersônico F-102/Falcon e a USN com o simples FJ-2(F-86 naval)/Sidewinder e este venceu acertando os alvos;
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    – Era de longe o mais simples míssil da época, com “menos de 24 partes móveis” e um dos mais eficazes.

  2. Mais interessante ainda foi como os russos conseguiram retirar um Sidewinder de uma base na Alemanha em uma pick-up…

  3. Interessante comentario Trollbuster… principalmente levando-se em conta q os EUA, sempre quiseram colocar as mãos em um MIG….

    E mais ainda copiar a solda sovietica, muito mais sofisticada e leve q a melhor norte americana…

  4. Ainda tem o “caso” dos Flankers Indianos….
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    O caso do F-15 x Flanker em um treinamento?
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    O caso do mig-25 FoxBat q desertou para o japao e os EUA (CIA), ficaram “loucos” para colocar as maos… principalmente para descobrir do q era feito o radome de um caça mach 3 e com radar de tamanha potencia…. 😉
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    Todos querem “copiar” dos outros….. “normal”…. Agora querer dizer q os sovieticos nao tem tecnologia e “tudo copiam” dos ocidentais… rs me perdoe (e com todo o respeito), mas eh exagerar…

  5. Não apenas eram loucos para por as mãos em um MiG, mas colocaram as mãos em vários, vários MiG e Sukhois e os operaram durante um tempo. O que mais impressionava os pilotos americanos era a simplicidade de certos sistemas, mas tecnologicamente a maioria era bem ultrapassada mesmo, muito por causa da doutrina soviética para a operações aéreas.

  6. Sem querer entrar nessa seara de quem copia o quê de quem, mas até onde eu sei os soviéticas copiaram o Sidewinder porque um ficou espetado na traseira de um MiG sem explodir chinês e eles passaram para os soviéticos e daí criaram o AA-2 Atoll.

  7. “bosco123 12 de setembro de 2016 at 20:13”
    Culpa tua, fica mostrando as coisas do ocidente atrasado e esquece o mundo maravilhoso red.
    Seu reacionário, tome juízo e leia coisas boas:
    http://pt.granma.cu/
    Shalom
    Vixi ia esquecendo:
    Os mockup dos Iranis etc etc etc

  8. Mas passados mais de 60 anos, muitas evoluções nesse seguimento e como sempre a área militar e espacial contribuindo em nossa vida no dia a dia.
    Já nós …. nem mísseis, nem espacial, nem nada …..
    Não temos Política de Estado, mas de patifes ops …. partidos !

  9. Eu acho gozado que tudo que vem do lado de lá é maravilhoso e dá de pau no que é feito no Ocidente…

    Mas são os fãs do lado de lá que ficam ensandecidos de alegria quando alguém de lá espiona o que é feito aqui…

    O interesse que se tem no Ocidente em espionar o que os chinas e russos fazem é para averiguar as capacidades simples assim…

    Tecnologias revolucionárias desenvolvidas e empregadas a kg de sal grosso, só impressionam políticos, que abrem as torneiras de dinheiro e os russófilos brasileiros.

  10. Uma das armas mais bem boladas da história.
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    Mas no começo foi extremamente superestimado, até porque os índices de acertos contra os drones eram próximos a 100%, levando-se em conta o ambiente extremamente seco da NAWS China Lake.
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    No Vietnam a conversa foi outra: As condições de temperatura e umidade provocavam degradação prematura do propelente, do sistema de guiamento e da ogiva. Resultado: quando era disparado, o propelente não funcionava. Quando o propelente funcionava, a cabeça IR falhava e o míssil assumia trajetória errática.
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    Quando o propelente e a cabeça IR funcionavam, a ogiva não explodia e o MiG voltava com o míssil enfiado no toba…

  11. A oficialidade da década de 1950 tinha seus motivos pra não gostar de mísseis : eram caros, adicionavam peso e arrasto, e só acertavam um alvo que voasse reto e às 6 horas. Bastava um break e pronto. Canhões eram mais confiáveis e baratos, e assim continuou até a década de 1980. E quem fez a festa com os mísseis primeiro foram os israelis e os ingleses.
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    Só pra constar, a solda MIG foi desenvolvida pelo Instituto memorial Batelle, que fica em… Columbus, Ohio. O termo significa “metal inert gas”,
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    E ainda tem a solda MAG, que foi desenvolvida pelo… Marco Aurélio Garcia ! KKKKKKKKKKKk !!!

  12. “bosco123 12 de setembro de 2016 at 21:25
    .
    Sem querer entrar nessa seara de quem copia o quê de quem, mas até onde eu sei os soviéticas copiaram o Sidewinder porque um ficou espetado na traseira de um MiG sem explodir chinês e eles passaram para os soviéticos e daí criaram o AA-2 Atoll.”
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    Agora fiquei imaginando o china lá na base deles tendo que retirar esse míssil da traseira do jato, deve ter suado litros hein??

  13. É claro que a “Cortina de Ferro” isolou ambos os lados e soluções diferentes para o mesmo problema foram encontradas que deixaram os lados admirados com a sensação de “por que não pensei nisso antes?”, mas fato é que ambos se saíram bem.
    Mesmo o caso da R-73 a admiração foi muito mais no sentido da simplicidade do sistema do HMS e do TVC do míssil que propriamente um assombro com o nível tecnológico. O AIM-9L tinha seeker mais avançado e os americanos já utilizavam HMS há muito tempo, desde a década de 60, com discutível desempenho, inclusive no F-4.
    O “assombro” do Ocidente em relação aos sistema HMS soviético foi a simplicidade aliada ao desempenho e não ao ineditismo do sistema.

  14. Voa, está obsoleto!
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    Um exagero tal afirmação, mas a ideia é essa mesmo.
    Qualquer produto, militar ou civil, após o lançamento começa uma inexorável corrida para obsolescência.
    Será copiado pela concorrência, superado pelos seus ‘descendentes’, levado ao limite (e além) pelo mercado (ou campo de batalha) e desafiado por produtos concorrentes as vezes ainda mais inovadores.
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    O mercado – e a guerra – é assim.
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    Por isso os fabricantes de qualquer coisa, de eletrodomésticos a mísseis, estão sempre pesquisando e desenvolvendo algo novo, evolucionário ou revolucionário.
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    Um amigo comprou a 6 meses um novíssimo smartphone da Apple modelo 6S Plus. Ainda está pagando o ‘danado’… mas já está obsoleto. Semana passada, sete de setembro, foi lançado o I-Phone 7.
    😉
    Sds.,
    Ivan, o antigo.

  15. Em tempo.
    .
    Armas, veículos e equipamentos “inimigos” e até mesmo “amigos” são comumente capturados ou simplesmente roubados com várias intenções além de copiar. A primeira é avaliar sua real capacidade.
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    “Conhecer o inimigo” é básico para qualquer combatente.
    .
    Sds.,
    Ivan.

  16. Bosco

    Segundo já foi falado por aqui e em fontes extra-oficiais, o piranha tem taxa de acerto menor que 5%. Nem o AIM-9b em combate nas condições adversas do Vietnam teve uma taxa tão baixa.

  17. Iväny Junior 13 de setembro de 2016 at 10:21
    Estranho esse dado. Acho que um foguete burro com mira visual deve ter uma taxa de acerto de uns 5%

  18. bosco123 12 de setembro de 2016 at 21:25 é mesma história que eu conhecia sobre o Atoll. Agora essa história de um criar e outro copiar sempre vai existir seja por espionagem, roubo ou transferência de tecnologia e não é só na área militar.

  19. Em um comentário publicado a algum tempo um forista relatou que em um “portões abertos”, creio que em Sta Cruz, ouviu de alguns pilotos que conversavam que o “Piranha” é absolutamente inútil pois qualquer oscilação do alvo é suficiente p/ quebrar-lhe o travamento e que assim o uso do canhão seria mais útil.

  20. Esse dado de 5% do Piranha não é verdadeiro. É só mais um viralatismo. Cuidado para não embarcarem em canoa furada da internet….

  21. Os americanos enlouqueceram quando descobriram que a URSS criou um método que um parafuso nunca mais ficasse frouxo a arruela de pressão.

  22. Cel, o Piranha uma bost…todo mundo, sabe é só perguntar para o operações do 14 como é que foram os resultados daquela de “fogos” no ano passado, na vertical de Tramandaí.
    O Piranha é incapaz de travar no rabo de um elefante pegando fogo, troço é muito ruim ainda.

    G abraço

  23. Tá ruim então Mestre Juarez, porque o Cel. Nery diz uma coisa, o Sr. diz outra….. Alguém tem algo que corrobore seus argumentos?? Mas falo de informação “da boa”!!
    .
    Boa noite a todos! 🙂

  24. Tamandare, o Piranha inicial é uma b… sim, conforme relatou o Juarez. O que ouvi na COPAC quando lá servi era que a versão B havia implementado várias melhorias. Quanto à essa campanha de ensaios relatada pelo Juarez, não sei dos resultados. Ele pode ter informações mais precisas e pode estar correto.
    Quanto à PKill eu não sei em detalhes, mas mesmo que soubesse não poderia postar.

  25. Kkkk. Era uma versão mar-mar, inicialmente. Bosco, salvo melhor juízo, acho que essa campanha ao que o Juarez se referiu foi o primeiro lançamento da versão B.

  26. Pois então. Acho estranho porque aprendemos muito com o A-Darter. Tem engenheiros da MECTRON na DENEL, há muitos anos. E o A-Darter é um sucesso. Todo esse aprendizado foi para a versão B do Piranha.
    Como curiosidade, em 2007 estive no GAC-A-Darter, na DENEL. Mandamos nossos engenheiros lá para aprender. O projeto tinha alguns problemas sem solução. Qual não foi nossa surpresa que esses problemas acabaram sendo solucionados pelos engenheiros brasileiros.

  27. Na minha humilde visão estes desenvolvimentos eternos são a maior prova do descolamento dos militares brasileiros da realidade…

    Tenho 41 anos e desde sempre faltou dinheiro para tudo as vezes mais as vezes menos.

    Gastar com desenvolvimentos que não terminarão nunca, por mais capacidade que possa trazer quem sabe um dia na minha visão é inútil…

    Enquanto no dia a dia este dinheiro seria gasto em situações mais palpáveis.

  28. Pois então, Trollbuster. Acho que esse seu comentário se encaixa perfeitamente no Pentágono e no F-35. Como todo mundo posta aqui ao defender esse fiasco americano, “projeto é assim mesmo….”

  29. Maldito míssil, por décadas vem nos privando de ver valorosos combates ao melhor estilo dogfight.
    Essa coisa devia ser proibida.

  30. Caros amigos,
    O Piranha teve seus espermatozoides ejaculados no final da década de 60 – inicio da década de 70, salvo engano no CTA e depois no IEAv. A Astro(nada com Avibras) foi criada para projetar e desenvolver mísseis, tudo com dinheiro Iraqi, o Vale do Paraíba na época era agraciado pelo Saddam, quem viveu este período no Vale sabe disso.
    Quem conheceu a Astro ? Ficou no papel e em galpões em Pré moldado ao lado do SJK na parte militar.
    ___________________________________________________

    O Caro Engº R. Bacchi com certezas tem dezenas de histórias, fatos etc etc etc

  31. “sempre faltou dinheiro para tudo as vezes mais as vezes menos.
    Gastar com desenvolvimentos que não terminarão nunca, por mais capacidade que possa trazer quem sabe um dia na minha visão é inútil…
    Enquanto no dia a dia este dinheiro seria gasto em situações mais palpáveis.”

    A melhor forma de gastar dinheiro público é com pesquisa e desenvolvimento. Mil vezes gastar com uma pesquisa que a princípio parece inútil do que ficar enxugando gelo com projetos “papáveis” que só servem para eleger os mesmos caras para os mesmos cargos. Não existe pesquisa inútil. Na pior das hipóteses vai geral emprego para engenheiros e pesquisadores e, mesmo assim, se durante a pesquisa para a construção de um foguete espacial eles fracassarem mas acabarem descobrindo um novo tipo de tupowere (sei lá como escreve isso), que armazene melhor a comida na geladeira, já vai ter valido a pena. É por isso que paises como os EUA estão muito à frente de nos. Porque não ha preconceito para a pesquisa e o desenvolvimento e não há separação/preconceito entre a universidade e as empresas/lucro e entre os militares e a sociedade civil. Que inveja boa deles!

  32. Boa tarde. Foi comentado que o Brasil, tal qual a China, gostou de copiar o AIM-9. Entendo que o nosso Piranha está mais para o frances IR (Matra Magic 550) pois ambos o brasileiro e o francês tem diâmetro do corpo de 150mm. O sidewinder tem diâmetro de 127mm.

  33. Um livro interessante que conta a história do Sidewinder é o “Creative Missile Development at China Lake” de Ron Westrum.

  34. Mauricio R. 15 de setembro de 2016 at 14:09
    Caro Colega,
    ASTRO, depois Órbita, não sei se era Filhote.
    Quando a Astro “trancou” a correria para o Iraqi foi enorme ….

  35. Caros

    Parece que eu comecei uma discussão e fui embora pro naval, rsrsrsrs…
    Eu soube desses dados relatados por pessoas que lidam com o “míssil” no dia a dia. O que eu sei por estas pessoas é que ele tem uma efetividade desastrosa, desempenho tímido e irregular.
    Sobre os dados oficiais, até onde sei, não existem.
    Agora é claro que não se faz um comentário falado tranquilamente em uma mesa de bar, entre um chopp e outro, em um cavalo de batalha contra o piranha. Deixa ele por aí. Ele tá muito melhor do que era. Um dia… pode ser ainda melhor.

    Saudações a todos.

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