Neste dia na História da Aviação: o primeiro voo a jato

Neste dia na História da Aviação: o primeiro voo a jato

3587
13

Heinkel-He-178

27 agosto de 1939: o Flugkapitän Erich Karl Warsitz, piloto da Luftwaffe designado como piloto de testes para o Ministério da Aviação alemão (Reichsluftfahrtministerium), fez o primeiro voo do Heinkel He 178, um protótipo de avião movido a jato para prova de conceito.

A Heinkel produziu um pequeno monomotor monoplace, propulsado por um motor turbojato Heinkel Strahltriebwerk HeS 3, projetado por Hans Joachim Pabst von Ohain. Era um motor de fluxo centrífugo produzindo 500 kg de empuxo a 11.600 rpm, usando diesel como combustível.

O He 178 tinha a entrada de ar no nariz e a exaustão do motor abaixo da cauda, uma configuração que se tornaria o layout padrão para a maioria das aeronaves a jato monomotores no futuro. O avião foi construído de madeira e alumínio, e tinha trem de pouso retrátil.

O Capitão Warsitz fez dois circuitos curtos no aeródromo e em seguida veio para a aterrissagem. Este foi o primeiro voo de um avião movido por motor a jato.

O He 178 foi destruído durante um bombardeio em 1943.

1200px-Flughafen_Rostock-Laage1
Réplica do He 178

13 COMMENTS

  1. Este é um dos casos em que o ceticismo e a ignorância humana, em não acreditar na tecnologia com a adoção dos jatos na WWII, mesmo que no final do conflito, poderia ter mudado o curso da história. E hoje estaríamos numa situação bem diferente.

  2. O avião de Heinkel não foi recusado somente por razões técnicas e ou cegueira por parte das autoridades da época. Erhard Milch detestava Heikel, e como era quem tinha a palavra final nas decisões técnicas da Luftwaffe, fazia o que podia para prejudicá-lo. E não foi só neste projeto.

  3. Apesar do nazismo e aquela coisa toda totalitária, o centralismo funcionava mesmo era para a população civil e o andar de baixo das forças armadas e indústria.

    Hitler e o regime nazista promoveram uma estrutura de comando, política, militar e industrial muito bagunçada, com muito espaço para politiqueira, vaidade e puxada de tapete. Num ambiente assim, conchavos eram muito mais ouvidos que eficiência ou técnica. Assim, mesmo que uma ideia fosse boa e exequível, tinha alta probabilidade de não chegar a funcionar.

    O comando aliado era muito mais disciplinado e organizado que o nazista. Tiremos pelo dia D. Os alemães levaram mais de 12 horas para poder iniciar uma reação organizada, isto porque a cadeia de comando era uma cama de gato onde mais de uma dezena de generais tinham uma parte do comando da área mas no fim tudo dependia do bigodinho. Isto ele fazia até para evitar que algum general adquirisse hiper-poderes.

    Não havia um Eisenhower do lado alemão, que tinha a palavra final. Tinha um monte de Montgomeries, Patton’s e Bradley’s trocando canelada.

    Por que comento este ambiente em relação ao jato? Porque não adianta ter uma boa tecnologia lá dos engenheiros se o debate sobre seu uso é de um monte de burocrata com uma crença maluca na ‘arma definitiva’. Quando o bigodinho viu o jato ele pensou logo num bombardeiro que poderia vingar os alemães dos aliados!

  4. Os alemães tinham engenheiros excepcionais. Mas os aliados tinham grandes administradores. O que aconteceu com a Alemanha é o que acontece em muitas empresas no Brasil. Ter engenheiros brilhantes e colocar politiqueiros para administrá-los é um desperdício de recursos

  5. Ednardo de oliveira Ferreira 29 de agosto de 2016 at 12:11
    Perfeito.

    Klesson 28 de agosto de 2016 at 17:22
    No meu caso, natimorto.

    Save Ferris!

  6. Um dos problemas que Heinkel teve foi quando começaram a tal de limpeza étnica, onde inúmeros funcionários judeus tiveram de ser afastados e ali começaram os atritos.

  7. Mesmo com essa bagunça toda, os nazistas baixaram o porrete. Imaginem se fossem organizados.

    O alto comando nazista deu mais atenção aos projetos de Von Braun (V1 – o primeiro missil de cruzeiro, e ao V2 – o primeiro missil balistico) .

    Armas estrategicas tinham prioridade.

  8. O maior erro dos nazistas, foi o exterminio dos judeus.

    Se Hitler tivesse aproveitado o potencial intelectual judaico, seriam os Junkers da Luftwaffe, e não os B-29 da USAF seriam os que teriam voado com bombas atomicas.

LEAVE A REPLY