roll out Gripen E - 18-5-2016 - foto 22 Nunao - Poder Aereo

Primeiro voo do Gripen E 39-8, apresentado em maio, está previsto para ocorrer até o final deste ano, e primeira entrega de exemplar de série está prevista para o Brasil, segundo site de aviação

Reportagem publicada pelo site AIN online nesta terça-feira, 5 de julho, traz algumas informações sobre o programa do Gripen E (nova geração do caça sueco) em geral e as perspectivas para o primeiro voo da aeronave 39-8, apresentadas em 18 de maio, e para as futuras entregas à Suécia e ao Brasil. A fabricante Saab espera voar o primeiro protótipo / pré-série do Gripen E, exemplar que recebeu a numeração 39-8, até o final do ano. A empresa o considera, segundo a reportagem, como uma aeronave de pré-produção e de testes, a primeira de três autorizadas pelo governo sueco.

Os voos do avião 39-8 serão destinados principalmente a testes de sistemas e aerodinâmicos. Já o segundo avião, 39-9, cujo primeiro voo deverá ocorrer no ano que vem, terá alguns sistemas táticos instalados. O terceiro exemplar, 39-10, deverá se juntar aos outros dois em 2019, já com sistemas destinados à capacidade inicial de operação (IOC) e o padrão de software / sistema de missão MS21.

Gripen C - apresentacao aerea no roll out do Gripen E - foto 13 Nunao - Poder Aereo

Menos voos de testes que o Gripen C/D – Vale lembrar que a geração atual do caça sueco, o Gripen C/D (foto acima), está finalizando sua atualização para o padrão MS20, que inclui o emprego do míssil ar-ar Meteor e armas ar-solo SDB (bombas de pequeno diâmetro), entre outros aprimoramentos. Ainda segundo a reportagem, a Saab já trabalha no padrão seguinte de sistema de missão, o MS22, que acrescenta maior funcionalidade.

A Saab estima que a quantidade de voos de testes necessários para certificar o Gripen E será de apenas um terço dos que foram necessários ao Gripen C/D, e credita esse ganho ao uso mais intenso de bancadas de testes em terra realizando a maior parte do trabalho.

Brasil na frente – O site AIN Online também noticiou que a produção em série do primeiro lote dos 96 caças encomendados da nova geração, 60 para a Suécia e 36 para o Brasil, já está em andamento.

O primeiro exemplar de produção está programado para ser do Brasil, com fabricação na Suécia para testar os elementos específicos brasileiros do sistema.

roll out Gripen E - 18-5-2016 - foto 15 Nunao - Poder Aereo

Na Suécia, estreia na Ala F7 – Outra informação trazida pela reportagem é que a Suécia deverá receber seu primeiro exemplar de série em 2019, com obtenção da capacidade de operação inicial em 2021. A conversão dos seis atuais esquadrões de Gripen C/D (distribuídos em três alas de dois esquadrões cada) está prevista para o período entre 2023 e 2026.

O primeiro esquadrão sueco a se reequipar com o Gripen E, ainda segundo o AIN Online, será um dos dois que formam a Ala F7, em Såtenäs, o atual centro de treinamento do Gripen, cujos caças e pilotos também atuam na linha de frente.

60 no lugar de 100 – Os sessenta caças Gripen E (modelo monoposto) deverão substituir cerca de 100 jatos da atual geração, o que significa uma queda nos números, que se espera compensar pela maior capacidade da nova versão.

Ainda assim, alguns políticos suecos vêm advogando a necessidade de ampliar esse número, e o ministro da Defesa da Suécia, Peter Hultqvist, afirmou à reportagem que “sempre houve um debate sobre tamanho e número”, e que “se precisarmos de mais (caças), isso dependerá de uma nova decisão.”

roll out Gripen E - 18-5-2016 - foto 8 Nunao - Poder Aereo

Outros possíveis compradores – O primeiro sucesso de exportação da nova geração do Gripen foi o Brasil, que encomendou 28 exemplares do Gripen E e 8 do Gripen F (biposto), num contrato em que a transferência de tecnologia foi considerada um fator importante, com a indústria do Brasil tomando parte não só na produção de parte da encomenda destinada à Força Aérea Brasileira, mas também no desenvolvimento do modelo biposto.

A reportagem chega a mencionar o desenvolvimento da proposta da versão naval (Sea Gripen, ou Gripen M) como parte do envolvimento da indústria brasileira, mas destaca principalmente o potencial da compra brasileira chegar a 100 aviões. Isso, combinado à possibilidade de vendas a países latino-americanos, explicaria o investimento em conjunto com a Embraer num centro de produção, desenvolvimento e testes em Gavião Peixoto, no Estado de São Paulo.

O mercado indiano é visto pela Saab como grande oportunidade, devido à limitação da possível compra do caça francês Dassault Rafale em apenas 36 exemplares. O chefe do programa do Gripen, Jerker Ahlqvist, diz que a empresa “usaria o Brasil como um modelo de transferência de tecnologia, embora a (encomenda da) Índia seja potencialmente muito maior”.

Outros países potenciais compradores são a Finlândia e a Bélgica, havendo também uma expectativa de que o requerimento suíço (onde o financiamento da compra do Gripen, selecionado pelo governo, foi rejeitado num referendo popular) será retomado.

roll out Gripen E - 18-5-2016 - foto 7 Nunao - Poder Aereo

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Papan
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Papan

Maravilha, estamos no aguardo .

glaxs7
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Putz!, Acaba de cair um F5 FAB. Os Pilotos se ejetaram.

Marcelo Silveira
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Marcelo Silveira

Gosto demais desta aeronave, tanto que apostei minhas fichas (torcida) nas sua escolha desde antes do short-list, em meados de 2006/07 início do programa FX-2. . Mas o que me deixa “ensimesmado” é a sua demora pra uma aeronave que já havia uma plataforma demo. Embora a descisão de sua escolha no FX-2 foste demorada, a Saab prometia seu primeiro voo já em 2014, devido ao já comentado Gripen-demo(demonstrador), presumo eu. . Recentemente em Maio foi exposto para mídia o tão esperado caça, e ainda hoje o referido nem sequer alçou voo, o que prá mim é uma baita lástima.… Read more »

Carlos Gayneth Cunha
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Provável causa, TREM DE POUSO!

Marcelo Silveira
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Marcelo Silveira

Boa noite! Obrigado Nunão pelo esclarecimento! Mas li há muito tempo na revista da RFA(desculpe a propaganda) que o programa do Gripen-E seria uma atualização para manter o Gripen ao estado da arte por no minimo 30 a 40 anos mesmo que não estivesse o escolhido no FX-2, que o mesmo seria custeado pelo governo sueco, por isso inclui o parecer no comentário acima. Uma pena eu ainda não conter o tal artigo, portanto não posso garantir se confere, ou talvez eu já esteja caducando. . E a demais um buenas e me espalho.

Maria do Carmo Lacoste
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Maria do Carmo Lacoste

Esse Gripen E tem um grande problema, que pode torná-lo inviável, eu acho que ele também não vai conseguir reabastecer helicópteros.

Exo 7
Visitante

Apesar de estar ancioso para vê o F-39 voando vejo de forma natural este atrazo, além do que foi dito pelo Nunão, o modelo E é totalmente novo em relação aos outros modelos do Grifo, assim como o Super Hornet era em relação aos Hornets, desta forma novos conceitos, sensores e capacidades devem ser testados novamente, até mesmo um novo envelope de vôo deve ser aberto. Melhor demorar um pouco mais e ser entregue pronto que o contrário.

Tiago Silva
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Tiago Silva

“Marcelo Silveira 5 de julho de 2016 at 21:16 Boa noite! Obrigado Nunão pelo esclarecimento! Mas li há muito tempo na revista da RFA(desculpe a propaganda) que o programa do Gripen-E seria uma atualização para manter o Gripen ao estado da arte por no minimo 30 a 40 anos mesmo que não estivesse o escolhido no FX-2, que o mesmo seria custeado pelo governo sueco, por isso inclui o parecer no comentário acima.” Meu amigo Marcelo o muito foi dito durante a fase de divulgação do programa Gripen NG,mas ele esta mais para uma aeronave nova do que apenas uma… Read more »

Cristiano Lopes
Visitante

E quanto ao FS 2020? Talvez não seria melhor pensar em um 5° geração ao invés de comprar um grande número de E/Fs?

Marcelo Silveira
Visitante
Marcelo Silveira

Ok Nunão! Na época já havia também lido, é sempre bom rê-ler novamente como tem muita informação a respeito cria-se um massaroca na fraca “idéia matuta” talvez criando se uma contra-informação não muita precisa. . Tiago Silva! Concordo plenamente que é uma nova aeronave , mas não haveria de ter tanta demora, a exemplo semelhante o SH, que havia uma referência tornando-se um avião totalmente diferente mais capaz e nem por isso tão demorado. Talvez a Saab esteja seguindo a exemplo de fabricação artesanal Rolls Roice rsrsrsrs(brincadeira) bem sei que projetar fazer e refazer um caça não é fazer suco… Read more »

Tiago Silva
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Tiago Silva

Marcelo: Você disse a palavra correta que é “conceito”, o Gripen NG era o próximo passo a ser dado pela Saab e assim alavancar a sua aeronave. Como na época era um conceito que visava aproveitar boa parte da estrutura do Gripen de primeira geração e assim foi feito até um determinado ponto aonde novas tecnologias foram aparecendo e sendo testadas e incorporadas a nova plataforma. A demora em uma finalização do projeto pode ter vários motivos, mas um dos que mais afeta é a indefinição do que será introduzido sejam eles softwares ou hardwares e a partir dai chegar… Read more »

sergio ribamar ferreira
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sergio ribamar ferreira

Muito demorado, não? Alguém pode me explicar o porquê? Ainda da tempo para adquirir alguns F 16 enquanto esses Gripens não aparecem? Obrigado e Ajudem-me.

Renato Passos
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Sérgio Ribamar, dá uma olhada nas respostas do Nunão que elas informam um bocado.

Na minha opinião, os atrasos (2 anos?) não são preocupantes não. Já tem o primeiro protótipo e parece que vai seguir tudo na normalidade. E, tampão por tampão, Gripen C faria mais sentido no nosso caso.

Abraços!

André Bueno
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O que faz um novo projeto voar é dinheiro. Sempre. O governo tinha interesse mas esse não era urgente. Assim, o projeto somente ganhou um pouco mais de velocidade após a encomenda brasileira, algo já comentado acima. Nesse âmbito tudo é caro demais para fazer algo apenas para agradar os fãs. O cronograma está de acordo. Se está demorando para chegar até nós é por conta da demora do processo de decisão. Ou seja, estamos sem uma aeronave nova de primeira linha na caça “porque queremos”.

Junior Marchi
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Junior Marchi

Nunão, sem querer ser chato só uma correção no texto da matéria, o segundo protótipo é o 39-9 e não 39-8.

Junior Marchi

André Bueno
Visitante

“O governo [sueco] tinha interesse”…

Fernando Alonso
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Fernando Alonso

Ainda concordo com o Sérgio. Poderíamos ter adquirido alguns modelos de F-16. Tanto do AMARG ou mesmo 0km da versão V. Seriam encomendas de prateleira via FMS. Acho que o F-16 cairia como uma luva para a FAB, acostumada há tanto tempo em operar um vetor de origem americana como o F-5. Estaríamos muito bem servidos aqui no cenário da AL.

camargoer"
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Olá a todos. Não há sentido prático em qualquer tampão. A contratação, revisão, treinamento etc tomaria 2 ou 3 anos, que é o prazo para a entregas dos primeiros Gripens para a FAB. A atual frota de F5M está programada para cobrir a necessidade da FAB pelos próximos dez anos e será gradualmente substituída pelos novos Gripens. Está tudo bem planejado e dentro do cronograma. Se for necessário e somente se for muito necessário, a FAB tem algumas células de F5 estocadas que poderiam ser modernizadas em um ou dois anos, mas acho isso improvável. Sugiro encerrar essa discussão tosca… Read more »