Home História da Aviação Relembrando a espiral de custos de desenvolvimento do bombardeiro ‘stealth’ B-2 Spirit

Relembrando a espiral de custos de desenvolvimento do bombardeiro ‘stealth’ B-2 Spirit

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B-2 baseado em Whiteman AFB desdobrado em Andersen AFB Guam - foto 2 USAF

Com a USAF se preparando para obter um novo bombardeiro furtivo de longo alcance, é bom relembrar o que aconteceu com o B-2 Spirit.

Em 1986, o custo projetado do B-2 era de 441 milhões de dólares por avião, e se planejava comprar 132 unidades.

Em 1991 o custo tinha subido para 853 milhões e o número reduzido para 76 unidades.

Apenas um ano depois, em 1992, o custo do avião subiu para US$ 2,2 bilhões e o número final de unidades adquiridas caiu para apenas 20 aviões. Confira o gráfico abaixo em inglês.

B-2 Spirit spiral costs

62 COMMENTS

  1. 441 x 132 = 58212 ___86
    853 x 76 = 64828 ____91
    2200 x 20 = 44000 ___92
    Com as projeções de gastos iniciais daria pra comprar pelo menos mais 6 aviões então foi uma combinação de aumento extraordinário de custo, e diminuição da necessidade ($$$) após o fim da URSS…

  2. O fly-away dele é inferior ao valor citado. Chega-se a cifra de mais de 2 bilhões de dólares quando se considera treinamento de tripulações, mecânicos, peças de reposição, simuladores e etc.

  3. Nossa 2 bilhoes de dolares por um aviao chega a ser inacreditavel sera que vale isso mesmo sera que e uma nave alienigina kkk

  4. Ronilson, vale e muito, principalmente para quem utiliza todo o potencial da aeronave, o que não é o caso da FAB. Já se passaram quase 30 anos desde aquele longínquo 1986 e até hoje os russos nada tem como contrapeso ao B2. É a bala de prata da USAF, aquela aeronave que se torna decisiva em qualquer cenário, desde os guerrilheiros de Kosovo até uma improvável hecatombe nuclear.

    Sds

  5. W. Mozart

    Aí depende. Tirando o fator alcance, uma quantidade maior de F-117 também resolveria o problema. Menores custos de aquisição e manutenção.

    Mas como os EUA têm bases ao redor do mundo, isso já seria o suficiente. Lembrando que o F-117 foi o primeiro a dar as caras na segunda guerra do golfo. Depois, B-1 e B-52 resolveriam o problema.

    Em se tratando de sempr seguir em frente, com novas tecnologias, capacidades e seguir na vanguarda militar, estao e sempre tiveram no caminho certo.

    O B-2 foi pensado na URSS. Esse aí já é para a China, creio.

  6. Essa nave B-2 é deve ser entre as 3 armas mais caras do mundo.
    Porta Aviões Gerald Ford irá gastar quase 15 bilhões de doláres, e submarino classe Ohio custa aproximadamente 3 bilhões de doláres.
    Material dele feito com fibra de carbono e titânio, material muito caro, e ele é gigante, sua largura dá quase 4 caças convencionais, pessoas ficam uma formiguinha perto dele.
    Ele armado custa 2.4 bilhões de doláres.
    F-22 també é bem caro, cada unidade custa 350 milhões de doláres.
    1 B-2 = 7 F-22
    1 B-2 = 17 F-35
    Sds

  7. Olha as pessoas parecem formiguinhas perto do B-2. Video abaixo mostra isso, na base americana de Las Vegas-Nevada.

  8. Sim Emerson,
    Estados Unidos mandou somente 2 B-2 Spirit para Correia do Sul para tranquilizar o pastel de flango lá da Correia do Norte.
    Fonte: G1
    Sds

  9. Não é que os russos nunca tiveram algo contra o b2 é justamente o oposto, eles sempre tiveram e o mesmo vale pra este bombardeiro novinho que está sendo construído. Não existe esta “bala de prata” a mortalidade dele contra a URSS sempre adveio do conjunto da obra.

  10. Bosco
    Como voce imagina que sera o futuro bombardeiro americano acho que um b2 hipersonico ja estaria de bom tamanho nao e kk

  11. Porque que esse pessoal insiste em comparar EUA com a Russia em e como comparar um cidadao que tem um carro popular com o outro que tem camaro ferrari etc apesar que o carro popular e pau para toda obra kkk

  12. Um B-2 ataca de 16 a 24 alvos simultaneamente dependendo do armamento empregado, um F-117 cuja tecnologia foi comprometida justamente sobre a ex-Iugoslávia, atacaria somente 2.
    Melhor seria se tivessem insistido nos 700 e tantos F-22 originais, até pq logo em seguida começaram a despencar alguns F-15, devido a fadiga de material.

  13. Uma característica do B-2 é que ele é tão furtivo quanto o F-22 de frente, só que de todos os lados. Além de ser mais difícil de detectar por radares de baixa frequência por não ter superfícies verticais que possam “ressonar” com as ondas longas.
    Outra característica é que ele tem dois radares PESA, um de cada lado do nariz, e não tem nenhum sistema optrônico de procura e designação de alvos. Aliás, como o F-22, que só conta com o radar para designar alvos.
    Uma terceira característica interessante é que diferente do F-22 que opera a grande altitude, ele pode penetrar em baixo nível seguindo o terreno usando o radar no modo “seguimento do terreno”.
    Essa capacidade existe porque diferente do F-22 ele não tem alto desempenho e pode ser preferível a penetração em baixa altitude pra não correr o risco de se deparar com caças em patrulha.

  14. Sobre mitos do B-2, dizia-se que tinha o tal do “cancelamento ativo” e que tinha um sistema de propulsão eletromagnética (MFD) adicional que triplicaria seu alcance.
    Nenhuma dessas duas hipóteses foi confirmada.

  15. Bosco
    Me esplica porque o futuro bombardeiro americano precisa ser subsônico ele supersônico ou hipersônico ele nao seria mais efiçiente

  16. Ronilson,
    Primeiro porque uma aeronave subsônica consegue ser mais furtiva que uma supersônica ou hipersônica.
    Segundo, porque mesmo que haja um ganho em combinar um menor nível de furtividade com uma velocidade hipersônica, a tecnologia pra isso ainda não está madura.
    Há um projeto de um bombardeiro hipersônico sendo levado paralelamente mas que só deve gerar algo palpável daqui uns 20 anos.
    Terceiro, porque os custos de um projeto que combinasse velocidade com furtividade seria proibitivo e a maré não tá pra peixe, tanto aqui quanto lá nos States. rsrsss
    Tiveram que optar e optaram pelo melhor custo-benefício.

  17. Obrigado Leonardo.
    ——–
    Interessante essas informações Bosco, eu que achava q ele estava obsoleto em relação ao F-22.

  18. Mauricio R.

    Perfeito. Citei o F-117 porque foi projetado para ataque, mas hoje o F-22 daria conta do recado a custos menores.

    Bosco

    Sem mais. Teus argumentos juntamente com os do Mauricio fazem com que a USAF opte por aeronaves tão sofisticadas e caras. É que pra nós, mortais, essa quantia para um avião soa ‘pesado’ demais…

  19. Radares de “baixa frequência” 10-100 m detectariam a estrutura da aeronave em si então a ausência de estabilizadores verticais não faria tanta diferença assim. Já no caso das Ondas 1-10 m, o tamanho e a forma do B-2 parece ser uma tremenda vantagem tendo poucas estruturas que realmente estariam sujeitas a apresentarem um RCS ampliado, a entrada dos motores, as janelas, talvez alguns seguimentos daquele W na parte traseira, algumas superfícies de controles (estas muito mais discretas que as tradicionais). Mas é aquele negócio pra ter uma análise mais precisa só com um supercomputador em mãos, um modelo super detalhado do B-2 e o conhecimento dos seus materiais…

  20. O B-2 é por si só uma aula de como criar um designe furtivo. Se você imaginar as ondas de um radar se chocando contra a estrutura em todas as direções possíveis e refletindo, pouco coisa volta para a direção do sistema de interpretação, e nos pontos onde há maior reflexão criam-se ângulos muito abertos, dificultando sua localização. Se contar todo o material ram da tinta e sua textura que provoca a refração, somando-se a suite eletronica paruda do bicho, ai fica realmete complicado vê-lo em uma tela. Fico muito curioso quanto ao novo design do bombardeiro que o substituirá… E outro ponto, será que este próximo B vai aposentar os B-52? Ou será pensado algo menos complexo, ou já existente para esta função?

    Pra mim esse B ai deveria ser é um “caça” de 6° geração… Sejá lá quais forem os requisitos pra se ser considerado 6°geração nos dias de hoje… Pois “todas” as funções estão convergindo para um unico vetor…

    Sds.

  21. O B-2 ainda tem mais um “truque”: Quando em voo de penetração, ele usa ao mínimo (+ou- 10%) as superfícies de controle, passando a fazer as correções necessárias com a diferença de empuxo dos 4 motores.

    E isso é um modo de voo, tudo feito pelo fly-by-wire sem que a tripulação tenha que necessariamente colocar as mãos na manete de potência.

    SE ele realmente levar as ditas 192 SDBs… só essa carga de bombas de um único B-2 é capaz de saturar qualquer sistema de defesa em raio de 60 mN.

    E se for uma penetração muito profunda em território inimigo e contestado? E se for um B-2 na frente com sua carga de 100 MALD? E se logo atrás viessem 2 B-2 com as tais 192 SDB e seguidos de 4 esquadrilhas de F-22?

    Me desculpem os “fodasticos” radares de baixa frequência, mas nesse cenário ai nós temos um corredor de 100 mN para aeronaves stealth passarem em “green wave” bisbilhotando, escutando e eliminando praticamente tudo que se aproxime de algum dos lados dessas 100 mN.

    Grande Abraço.

  22. Senhores,

    A comparação com a VVS é pertinente porque o Spirit foi concebido para se opor a eventual ameaça da então URSS.
    Sobre o Nighthawk, não há como comparar com o B2. Aquele sempre foi de concepção mais simples e visava surtidas contra alvos cirurgicamente designados. Antecedeu o B2 e deu muita expertise na concepção dos outros stealths.
    Quanto a ataque supersônico, o Bosco já respondeu a questão dos custos e a limitação tecnológica para tanto. Não se esqueçam que a USAF dispõe do B1 Lancer que, apesar de não ser stealth, dá pro gasto.

    Sds

  23. Com todo este potencial furtivo e destrutivo ja mencionado pelos colegas, imaginar que ele entra apenas para varrer o que sobrou dos alvos primários destruídos pelos tomahawk, nos dá a dimensão do poder bélico dos EUA hoje e por muito tempo.

  24. Acredito que o B-2 vale os US$2 bilhões /aeronave.

    Vale muito mais que uma frota de F-117 ou F-35. A questão é quantidade pequena. Quem sabe o B-3 tenha um custo mais acessível. Mas parece difícil.

    []’s

  25. Wolfgangus,

    de fato os Nighthawks não só eram mais “simples”, na verdade ele era praticamente um protótipo que ficou operacional.

    Depois que eles viram que o tal de stealth funcionava, os caras peceberam que teriam que criar um esquadrão para desenvolver uma doutrina de ataque stealth, aprender a lidar com todo sorte de questões da navegação em “silêncio” e como lidar com o tráfego aéreo sobre o TO.

    Os pilotos do primeiro esquadrão foram enclausurados no deserto, só voavam a noite e dormiam durante o dia em quartos que eram verdadeiras câmaras escuras com todos os problemas fisiológicos decorrentes dessa prática.

    O F-117 era tão secreto que ele já estava voando a quase 10 anos e o grande público foi apresentado primeiro ao conceito do B-2 e só depois conheceu os Nighthawks.

    Grande Abraço.

  26. Maurício,
    Dezesseis alvos se forem usadas armas da classe de 2000 libras. Usando JDAMs de 500 lb são 80 alvos.
    Se forem usados as SDBs pode chegar a mais de 200.

  27. O B-1B tem um RCS 1000 vezes menor que o B-52.
    O B-2 tem RCS 1000 vezes menor que o B-1B.
    Se continuar assim o novo bombardeiro terá o RCS 1000 x menor que o do B-2.
    Ou seja, vai refletir tanto quanto um “grelinho de pulga”.
    Rsrsss
    Brincadeira!
    Há um limite prático para a redução do RCS, mesmo porque nem precisa haver nenhuma redução drástica tendo em vista o alcance das armas stand-off usadas.
    O que se deseja no nível VLO-2 é furtividade a nível de radares de baixa frequência e OTH.
    Quanto ao B-1B ele tem RCS de um caça de 4,5ª G Ocidental (o Su-35 é maior), com vantagem de carregar 40 t de armas internamente.

  28. Bosco 18 de agosto de 2015 at 20:07 #

    foram produzidos 20 em série, mais tarde foi decidido que um dos protótipos seria modficado para entrar em operação, daí o número de 21 operacionais. E um caiu em Guam, então hoje são 20.

  29. Marcelo
    19 de agosto de 2015 at 17:41 #

    segundo a wiki
    Also aiding the B-1’s survivability is its relatively low radar cross-section (RCS). Although not technically a stealth aircraft in a comprehensive sense, thanks to the aircraft’s structure, serpentine intake paths and use of radar-absorbent material its RCS is about 1/50th of the similar sized B-52’s RCS; this is about 26 ft² or 2.4 m², roughly equivalent to the RCS of a small fighter aircraft.[86][89][90]

    e nas referência tem um artigo feito por brasileiros, que legal!
    http://www.sbfisica.org.br/rfai/Vol15/Num1/v15_24.pdf

  30. Uma observação interessante
    O RCS parece ser bem menores nas fontes na internet e bem maiores em artigos científicos sobre o assunto heheh

  31. Andrei,
    Essas referências ao RCS de aeronaves não são absolutamente exatas, principalmente se pegarmos referências de autores diversos.
    Naquela nossa discussão há alguns dias eu tentei usar como única fonte de dados o Carlo Kopp para que não houvesse interpretações equivocadas.
    O Carlo Kopp faz referência direta ao RCS dos caças F-22, F-35, T-50 e Su-35.
    Não me lembro se faz referências a outras aeronaves tais como o B-2, B-1B, F/A-18E/F, Su-30/27, etc.
    Se nos apegarmos muito a essas informações de diferentes fontes não há como desenvolver um argumento minimamente aceitável.
    E não sei qual a sua formação mas pelo menos na minha artigos científicos, dissertações, teses, monografias, etc. têm tanto valor quanto a credibilidade de quem escreve e nem todo mundo é uma Madre Teresa ou um Einstein.

  32. O mito de invencivel do f117 caiu quando ele foi abatido por misseis da decada de 60 na epoca disseram que o f117 nao foi empregado de forma correta porisso duvido que um conflito de alta intensidade contra paises poderosos esses avioes sejam tao eficientes acredito que e so questao de tempo a russia aprender a detectar e abater esses avioes se e que ja nao sabem

  33. Para intervençoes em paises como iraque koreia do norte etc nao tenho duvidas que a furtividade do b-2 f-35 f- 22 e t-50 sao muito efiçientes

  34. Marcelo,
    independente do real RCS do B-1B, o que é relevante é que ele com uma carga completa de armas levadas internamente (acima de 40 t) tem o RCS de um caça se 4,5ªG “pelado.
    Aliado a uma completa suite de ECM, que inclui decoys rebocados às armas de longo alcance e à capacidade de penetração em ultra baixa altitude e ele se torna uma eficiente aeronave de penetração em espaço aéreo contestado.

  35. Muito boa e interessante a matéria, como a imensa maioria das daqui do PA.

    Vendo a projeção de custos no desenvolvimento, fabricação e aquisição do B-2, resta evidenciado o gritante aumento percentual (e monetário) dos valores envolvidos:

    1986 – 1991: quase 100% de aumento em relação ao preço inicial;

    1991 – 1992: praticamente 500% sobre o preço inicial.

    Sim, a quantidade total a ser adquirida diminuiu, o que eleva o preço final por unidade, mas seria este o único fator a explicar tamanha alta, ainda mais neste período final?

    Além disso, poderiam estar:

    Custos com o desenvolvimento de novas tecnologias?

    Erros de estimativa no custo, por deficiência na obtenção das necessidades/dificuldades envolvidas (maquinário, logística, manutenção, horas/homem, etc.)?

    Margem altíssima de lucro nas empresas envolvidas (via lobbies no Legislativo e/ou Pentágono)?

    Superfaturamento*, puro e simples?

    Ou um misto destas alternativas?

    Sim, porque não dá para imputar isso somente na inflação norte americana do período, correto?

    Juro que quando vejo o montante de recursos subir assim, me aguça a curiosidade e a desconfiança¹.

    Sds.

    *Sim, eu sei que lá é muuuuiiiiito diferente de cá, em especial, no que tange a corrupção. Mais do que óbvio isso.
    Mas se em países com tradição de honradez comportamental. como o Japão, ocorrem tais episódios esporadicamente, por exemplo… por que crer que isso não ocorra na terra de Tio Sam?

    ¹Provavelmente pelo fato de ser brasileiro e ver esquemas de corrupção acontecendo em nosso cotidiano diariamente… 🙁

  36. Queria fazer uma simulação :

    Digamos que os EUA estivesse em atritos com o Brasil e 1 único B-2, custando US$ 2 bilhões, e transportando o total de quase 200 SDB, fosse enviado pra cá, pra destruir sozinho nossa rede de defesa aérea.

    Qual a probabilidade de não ser detectado pela nossa rede de radares em terra + uns 2 E-99 e 6 Gripen em patrulha + baterias Pantsir e destruir o que estivesse no chão, que com certeza custaria muito mais que o B-2 ?

  37. Delfim

    Neste cenário eu não tenho dúvida que a maior ameaça aos B2 seria nosso tráfego aéreo descontrolado que poderia ocasionar uma colisão no ar 🙂

    Só de voar na 12k de altura já batia todas nossas defesas antiaéreas, não conheço a capacidade de vigilância dos radares brasileiros, mas eu nunca ouvi falar de um HF por estas bandas então só o detectaríamos com auxilio dos E99. Nosso mais poderoso radar no ar, que segunda uma fonte um tanto duvidosa nos diz que ele detecta uma aeronave de rcs 5m² a 500km:

    Hipótese 1
    Vou considerar um RCS de 0,01 para o B2, isto com muita boa vontade, e tendo como fonte um artigo brasileiro que eu já citei neste site, então o alcance do Radar E-99 cairia 80% a distância de detecção seria 100km não é muito bom, mas acredito que em parceria com os gripens seja suficiente para vigiar uma região estratégica.

    Hipótese 2
    Considerando um RCS de 0,0001, nossa bole de gude voadora diminuiria o alcance do radar em 93% o alcance de detecção passaria pra 35km, O B2 precisaria trombar bar com os E-99, mas tendo em vista a utilização de duas aeronaves protegendo um alvo bem específico e conhecendo a rota do possível agressor da pra bolar alguma coisa…

  38. Delfin,
    O E-99 usa um radar que opera na banda S (a mesma do Aegis e pertinho da banda L, que é de baixa frequência).
    Não sabemos as estimativas de alcance do radar Erieye para um alvo com o RCS estimado do B-2, mas com certeza seria muito mais próximo do que o desempenho máximo divulgado do radar que é de 450 km.
    Quanto aos radares de controle de tráfego e de defesa aérea que cobrem todo o território nacional e que permite que qualquer aeronave convencional acima de 8000 metros possa ser detectada e rastreada eles operam na banda L (de baixa frequência).
    Teria como um B-2 se manter afastado dos radares, contornando-os, ou voar mais baixo, onde não há cobertura de 100% do espaço aéreo.
    Voar baixo não é muito bom para um bombardeiro stealth que aproveita que é “invisível” (vou matar o Andrei de raiva. rsrs) pra voar alto, onde ele economiza combustível e aumenta o alcance.
    Agora, por melhor que seja o B-2 e fraca que seja nossa defesa aérea, apenas um, mesmo que com hipotéticas 200 SDBs, não seria suficiente pra neutralizar todas as nossas defesas.
    Também se um B-2 se aproximar muito dos radares em Terra ele poderá ser detectado e poderia ser dado o alerta para que caças em alerta fossem lançados pra tentar encontrar e identificar a aeronave e se necessário, abatê-la. Mas isso não seria nada fácil em se tratando de um B-2,

  39. Tá doido bosco kkk!!! voar baixo com Pantsir é suicídio, ainda que o radar seja inútil ele teria uma suíte de equipamento elitroptóticos razoável, daria pra enxergar o B2 antes dos radares provavelmente…

    Dúvida tem cabinho suficiente no b2 pra programar 200 bombas individualmente ou elas já viriam previamente programadas kkkk

  40. Adrei,
    O radar de busca do Pantsir é VHF e o radar de direção de tiro é banda K. O de banda VHF não é daqueles grandões não e não deve ter muito alcance.
    De acordo com o “Carlão” o radar de aquisição de alvos banda K tem o seguinte desempenho:
    24 km against a 2.0 m2 RCS airborne target;
    21 km against a 1 m2 RCS airborne target;
    16 km against a 0.5 m2 RCS airborne target;
    10 km against a 0.1 m2 RCS airborne target;
    7 km against a 0.03 m2 RCS airborne target.
    Na melhor das hipóteses um B-2 com 0,01 m² (estou sendo generoso) seria detectado a uns 5 km do lançador de mísseis.
    Sinto informar que ele já estaria destruído.
    Teria que ter um radar em cada alvo do bombardeiro e mesmo assim não detectaria o B-2. No máximo as SDBs.
    E se for mesmo possível a um B-2 lançar cerca de 200 SDBs parte já teria as coordenadas dos alvos pré-inseridas e parte teriam as coordenadas inseridas em voo, extraídas do radar no modo SAR/MTI, como por exemplo esse Pantsir que você colocou no cominho do meu B-2.

  41. Quero ver fazer um software de controle de voo de um bichão de asa dura com esse layout aerodinâmico.

    Se os china começarem hoje um projeto para se ter um bichão dessa classe, com todas as facilidades contemporâneas em eletrônica e software, somado ao fato de não terem que começar do zero, ainda assim não colocariam em plena operação em menos de 10 anos.

    Gapzinho tecnológico militar de apenas 40 anos 😀

    Save Ferris!

  42. Essa questão de custos é meio ingrata. O B-2 foi concebido em um mundo que quando ficou pronto não existia mais.Se perceberem o gráfico o número de aeronaves foi cortada pela metade após a queda do muro de Berlin.
    E no desenvolvimento de aeronaves, parte considerável dos custos são fixos, ou seja, de pesquisa e desenvolvimento. Quanto maior o número de aeronaves produzidas, menor será esse custo por aeronave.
    Então nao é simplesmente afirmar que o custo da aeronave aumentou, apenas que os custos fixos não serão repartidos por um número maior de aviões.

  43. Rapazes, eu tive a oportunidade de ver os B-2 voarem aqui em Boston.

    Quando voce pode ver uma maquina dessas ao vivo, a impressão que dá, é de voce está vendo uma nave alienigena, invadindo o planeta.

    Eu acho que foi um dinheiro bem empregado. Nem russos e nem chineses posuem nada semelhante.

  44. Acho que essa fortaleza voadora,depois da guerra fria não serviu muita coisa . Se tivessem gastado bem os recursos sem esses superfaturamentos poderiam dobrar os f-22 ou os f-35 . Quando digo que o desenvolvimento e a produção de caças bombardeiros são carissimas nos EUA. Hoje os misseis russos não estão mais em silos estão em plataforma moveis e em submarinos que são invisiveis também. Vejo o b-2 como uma demonstração de força,um demonstrador de tecnologia um desperdicio de dinheiro público.

  45. O B-2 nao foi desenvolvido para atacar silos de misseis. Os B2s. nao sao considerados “First Strike Weapons”, como seria no caso dos ICBMs e/ou SLBMs.

    Os B2s. seriam usados como vetor nuclear tactico suplementar em caso de uma guerra nuclear com a Russia, China ou Coreia do Norte.

  46. Acredito que os EUA não enviaria essa criança para cá sozinha, teria toda uma escolta:F-22, F35 e tals. Então B2 x Gripen + Pantsir nunca ocorreria, a menos que dessem um jeito de esconder os dois br depois das primeiras ondas de ataques, ainda sim os primeiros alvos seriam justamente eles…

    E mesmo assim só 1 porta aviões estacionado já teria mais aviões para detonar a fab inteira.

  47. Seja Russia, China, Tio Sam, qualquer um deles é bom e saudável para a população e para as torcidas que fique só em escaramuça porque do contrário não vai ter blog pra comentar ah ta vendo eu disse que aquele caça era fodão, não não fodão mesmo era aquela bateria kapiroto que alcançava longe pra carai ou então porra aquele radar era fudidão

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