Home Aviação de Caça Economia na compra de apenas 36 caças Rafale servirá para acelerar o...

Economia na compra de apenas 36 caças Rafale servirá para acelerar o Tejas, diz MD indiano

330
27

Rafale apresentação - foto armee de lair

O ministro da Defesa da Índia, Manohar Parrikar, também disse que França investirá na Índia 50% do contrato do Rafale

Durante entrevista concedida ao jornal indiano Economic Times, cujo assunto principal foi a ameaça terrorista, o ministro da Defesa Manohar Parrikar também respondeu a perguntas sobre o contrato para aquisição de 36 caças franceses Dassault Rafale. Em especial, o ministro informou que a economia com a compra desse número de aeronaves no momento (em comparação ao total muito maior que se pretendia inicialmente) servirá para liberar dinheiro para investimentos como o do caça leve desenvolvido localmente, o Tejas.

Especificamente sobre as obrigações francesas e a parte indiana na fabricação das aeronaves, o ministro disse ao jornal que a França deverá investir cerca de 50% do valor do contrato, estimado em 4 bilhões de dólares, nos setores aeroespacial e de defesa da Índia.

Parrikar disse que o projeto do Rafale vai “tirar da coleira (a política) Make in India (fabrique na Índia)” e também afirmou, segundo a reportagem do Economic Times publicada nesta segunda-feira (11/5), que a compra no momento restrita a 36 caças Rafale permitirá economias entre Rs 60,000-65,000 crore nesse projeto MMRCA (aquisição de avião de combate multitarefa de porte médio).

Rafale - foto 2 armee de lair

Vale lembrar que o programa, conforme originariamente concebido, visava adquirir 126 caças, 108  produzidos na Índia e apenas 18 recebidos diretamente do país vencedor da concorrência, na qual a proposta do Dassault Rafale foi selecionada no início de 2012 para negociações exclusivas. A compra, porém, ficou focada neste momento em apenas 36 jatos fornecidos diretamente pela França.

O valor economizado, segundo o ministro Parrikar, servirá para acelerar programas de fabricação de material de defesa na própria Índia. Entre esses está o já muito atrasado programa LCA (avião de combate leve), também conhecido como Tejas, que deverá ser introduzido em grande quantidade: a reportagem indiana falou em 200 caças para reequipar 10 esquadrões. O programa do Tejas é uma iniciativa indiana que remonta à década de 1980, com primeiro voo em 2001 – para saber mais, clique nos links da lista abaixo.

LCA Tejas - foto Forca Aerea Indiana  LCA Tejas - foto 2 Forca Aerea Indiana

FOTOS (em caráter meramente ilustrativo): Força Aérea Francesa (Rafale) e Força Aérea Indiana (LCA Tejas)

VEJA TAMBÉM:

 

27 COMMENTS

  1. o Tejas realmente precisa de mais atenção. Seria um contrasenso muito grande jogar fora 30 anos de desenvolvimento e pesquisa.

  2. Ivany,

    Como já se aventou que o MMRCA completo de 126 caças Rafale custaria entre 15 e 20 bilhões de dólares, a “economia” de se gastar “só” 4 bi com 36 aeronaves é significativa: entre 11 e 16 bilhões…

    Essa economia é vista na comparação tanto com a compra completa de muito mais aviões quanto com um possível desconto francês por não incluir transferência de tecnologia etc, sendo uma compra “de prateleira” com offsets para adoçar.

    Mas talvez essa economia não seja tão grande assim, mas não exatamente por razões técnicas que você aventou, mas econômicas mesmo.

    Alguns dias atrás, a agência Press Thrust of India (PTI) divulgou reportagem que repercutiu em várias mídias indianas, dizendo que a Índia está negociando praticamente o mesmo preço que os franceses pagam pelos seus caças Rafale: entre 200 e 220 milhões de dólares por avião – isso faria a compra total de 36 aviões se aproximar de 7 bilhões de dólares. A reportagem chega a comparar com o valor da compra do Catar, que tem custo total similar mas que inclui apenas 24 aviões (embora incluia armamento etc), dando quase 300 milhões por avião, o que era considerado caro demais pelos indianos.

    http://ibnlive.in.com/news/france-offers-india-36-rafale-fighter-jets-for-iaf-at-the-same-rate-as-its-own-air-force/544330-3.html

    Pensemos então numa economia de uns 8 bilhões, na pior das hipóteses, com a compra de prateleira de apenas 36 aviões – se pelo menos uma parcela disso ajudar a acelerar o programa do Tejas, trata-se de algo bem razoável. Ainda assim, não creio que tenha sido dinheiro o principal fator a atrasar o Tejas.

    No fim das contas, periga a Índia continuar a investir grandes somas no Tejas sem que isso compense a compra menor de Rafale.

    Além disso, há críticas saindo na mídia indiana, hoje, sobre essa suposta economia com os 36 caças Rafale de prateleira. Esse valor de cerca de 200 milhões por caça de prateleira, num pacote de 36, não parece muito mais baixo do que seria o valor unitário de caça com transferência de tecnologia, num pacote de 126:

    http://www.business-standard.com/article/opinion/ajai-shukla-a-wasted-year-115051101304_1.html

    “Perhaps the most damaging compromise solution of this year (in fairness, it was Prime Minister Narendra Modi’s decision, not Mr Parrikar’s) was the purchase of 36 Rafale fighters from Dassault, apparently to compensate the French aerospace company for cancelling the tender for 126 fighters, which Dassault was poised to bag. Having earlier said on Doordarshan that 126 Rafales would have cost about Rs 90,000 crore, Mr Parrikar has now told The Economic Times that buying just 36 Rafale fighters has saved India Rs 60,000-65,000 crore. That means the IAF is paying Rs 25,000-30,000 crore for 36 Rafale fighters bought in “flyaway condition”, or Rs 700-830 crore an aircraft. This is no cheaper than what India would have paid for the 126-fighter purchase, even though the latter would have come with manufacturing in India and significant technology transfer. Mr Parrikar has justified this by pointing to a 50 per cent offset that Dassault would be liable for, which he says would benefit India’s defence industry. In fact, since Dassault would have been liable for offsets even in the 126-fighter contract, India has paid as much for off-the-shelf Rafales, without the benefit of “Make in India”.”

  3. Complementando, no mesmo link do Business Standard que coloquei acima o valor unitário do Rafale também é criticado, em comparação com os valores de Su-30 e Tejas:

    “To put in perspective the staggering price India will pay for the Rafale, Hindustan Aeronautics Ltd (HAL) is charging the IAF Rs 358 crore for the Nashik-built Sukhoi-30MKI fighter, less than half the cost of the Rafale. It is supplying the Tejas LCA Mark I for Rs 160 crore apiece, which means each Rafale will cost as much as four-five Tejas fighters.”

  4. Pois é Nunão

    A dassault e a frança fizeram a festa na índia. Primeiro, modernizaram mirages 2000 ao dobro do preço de compra de F-16C usados e modernizados a um padrão superior ao que o -5 indiano ficou.

    Venderam os lixoscorpenes, submarino inferior ao U-209 com AIP.

    Venderam o rafale a um custo absurdamente alto e desdentado de mísseis. Vão compartilhar os micas do mirage.

    Em suma, estas parcerias estratégicas da frança não saem muito bacanas para os parceiros. E pensar que ali ao lado existe um interesse de Japão e Austrália firmarem acordos com a índia, estabelecendo interesses e inimigos comuns…

    Afora isso, no espectro interno o Tejas não anda e não parece “tão” apto quanto o FC-1, que vai ser a linha de saturação sino-paquistanesa que ele terá que enfrentar. Enfim, é muito bom não se estranhar com china e paquistão agora…

  5. “modernizaram mirages 2000 ao dobro do preço de compra de F-16C usados e modernizados a um padrão superior ao que o -5 indiano ficou.”

    Na verdade, Ivany, precisamos ter cuidado com o tempo verbal nesse caso: dizer que “modernizaram” ou que “ficou” é complicado, pois na verdade estão modernizando, só foram entregues os dois primeiros de quase 50, e esse trabalho deve levar uns bons 10 anos. A não ser que você esteja se referindo, no passado, a assinatura de contratos. Mas quanto ao trabalho de modernização em si, trata-se de algo muito mais relacionado ao presente e ao futuro.

    Já sobre a modernização de Mirage 2000 ser mais cara que a de F-16, isso é verdade quando comparamos com casos deste último, mas sobre o padrão do Mirage 2000-5 para a Índia ser inferior, é preciso ver caso a caso. Se pensarmos em F-16 com AESA, de fato fica difícil igualar nesse aspecto, mas em compensação fala-se em capacidade muito destacada de guerra eletrônica, no caso do padrão dos jatos em modernização para a Índia.

    “a um custo absurdamente alto e desdentado de mísseis. Vão compartilhar os micas do mirage.”

    Por enquanto, isso é suposição em comentários por aqui e por aí. Eu mesmo comentei que, a princípio, uma nova compra de mísseis Mica por parte da Índia poderia esperar por disponibilidade de verbas, pois já há um bom lote encomendado para os caças Mirage – e que periga os dois esquadrões de Rafale serem completados antes que um primeiro esquadrão de Mirage modernizado na Índia esteja completo. Ou seja, comentei isso como uma vantagem indiana nesse caso, de poder espaçar mais a suas compras de mísseis ar-ar, e não como forma de depreciar o contrato do Rafale. Mesmo porque não só de Mica vive o Rafale, e a Índia deve estar negociando outros armamentos para ele, senão a compra de um caça como o Rafale dificilmente se justificaria.

    De qualquer forma, não se divulgou ainda detalhes sobre o que está ou não incluído no pacote indiano do Rafale, pois esses detalhes ainda estariam sendo negociados, segundo a mídia de lá.

    Eu, pelo menos, colocaria mais dúvidas e menos certezas na hora de comentar esses detalhes, deixando claro o que é suposição e o que é fato.

  6. Nunão

    Estou tomando por base as doações de F-16 a tailândia, com uma reforma de 27 milhões por aeronave. Na questão do tempo verbal, vamos ter como base que foram entregues duas unidades e o resto vai ser entregue em alguns anos, porém, o contrato foi fechado em absurdos 63 milhões de dólares por unidade!

    Dava pra ter comprado o dobro de Gripens C também…

  7. Ivany,

    As duas primeiras unidades de Mirage 2000 modernizadas para a Índia foram entregues (e testadas etc) mais rápido porque os trabalhos foram feitos na França.

    Para o restante da frota (quase 50 aeronaves) a modernização será feita na Índia, e mais de uma fonte indiana já disse que isso deverá levar uns bons 10 anos para terminar. Então não são alguns anos, é coisa para o futuro mesmo.

    Quanto aos valores, não discordei de você. Tudo bem que incluem transferência de tecnologia à HAL para modernizar os aviões etc, mas de fato o custo de modernizar cada avião ficou altíssimo.

  8. Nunão

    O prazo é longo de entrega é longo quando falamos em todas as unidades, porém, se confirmado em 10 anos, está dentro dos padrões aceitáveis para o terceiro mundo.

    Ao que me consta, o programa F-5BR custou 12 anos (de 2001 a 2013), fora que se contar as aeronaves ex-jordânia, ainda não está concluído.

    O negócio é ver se dura “apenas” 10 anos mesmo este programa indiano…

  9. Negócio da China né? 😉

    Espertos esses indianos… Se o MMRCA já era criticável por haver escolhido o mais caro entre todos os concorrentes, imagina agora que o MMRCA foi pro espaço…

    Como disse o Ivany lá em cima: pense numa economia…

    🙂

  10. Tejas ??? Mas que… este nem cumpriu os requisitos iniciais de mais de 20 anos atrás. Sua versão MK I tem mais de 56 problemas listados…. era para ser ao menos 75% de construção e fabrico locais e nem bem chegou a 35%…. fora que o orçamento furou em mais de nove vezes o valor inicial…. entre outro “furos”.

    Sua versão MK I era para ser operacional em 2005 e mal teve o IOC em 2013…. assim mesmo com restrições.

    Se construírem 200…. mesmo na “nova” versão MK II … vão assinar o atestado de loucos varridos.

    Em 10 anos esta não passará de um “novo” Mig-21…. em termos de modernidade e atendimento dos requisitos atuais.

    Sds.

  11. Os indianos deram varias bolas foras, mas tem algumas compras que se salvam e outras até com louvor:

    – Helicópteros Apache, Seahawk e Chinook

    – SAM Spyder e mísseis Barak e Spike

    – EMB-145

    Deve ter mais alguma coisa boa que não vem à cabeça agora.

    Abraços!

  12. Caros

    Catando em todas as forças, claro que os indianos têm uma defesa muito melhor que a nossa. O NAe opera bem segundo informações nos mais diversos meios, o Mig-29K, o Su-30MKI (segundo informações de um oficial americano, reproduzida aqui no aéreo), entre outros.

    Porém, a manutenção de vários vetores (navais, terrestres e aéreos) é comprovadamente inadequada lá. A baixa disponibilidade dos flankers e fulcruns, por exemplo, não é regra dos modelos, e com a ToT para a HAL deveria ser bem superior.

    Eles estão fazendo o dever de casa no P-8 (que é uma aeronave muito nova ainda e reconhecidamente robusta) e os super hércules que são os “volvos dos ares”. O problema do Tejas é evidente como o Baschera relatou antes, e as parcerias não ajudam…

    Enfim, mantenho a opinião que não é bom mexer com paquistão e china nos próximos 20 anos…

    Saudações.

  13. Melhor forma de economizar com o Tejas é cancelar o programa e comprar de prateleira ou não FA-50, assim teriam um bom LIFT bem capaz e resolveriam o problema dos aviões de treinamento que também possuem.

  14. Baschera,
    Ser um ‘novo’ MiG21 é um dos principais objetivos do Tejas dentro do programa LCA.
    Se tiver sucesso será ótimo.
    Abç,
    Ivan.

  15. Querida DRDO,

    Façam-nos um grande favor, cancelem o Tejas Mk-2, reestruturem o programe e de duas uma:

    a) Aproveitem que a HAL irá reformar os M-2000 existentes e façam a vontade da força aérea, passem a fabricá-lo sob licença.

    b) Já que agora o negócio é na base do G2G, negociem c/ os suecos a fabricação sob licença, primeiro do Gripen C/D e depois do Gripen E.

    Qualquer coisa, podem dizer que é o novo Tejas mk-3.

  16. “…e resolveriam o problema dos aviões de treinamento que também possuem.”

    Para isso a HAL fabrica sob licença o Hawk, “o problema dos aviões de treinamento” é no andar de baixo, c/ o IJT, que a HAL não consegue resolver sozinha.

  17. Agora faz sentido o mau humor do Just in Case nas últimas semanas. Não se tratam de Rafales a mais dos 126, mas sim 126 terem firmes apenas 36…

  18. Ivan e Baschera

    Suponho que o Tejas esteja completamente inapto a enfrentar o FC-1 sino-paquistanês que já está em operação. Não acredito que ambos tenham ficado tão bons quanto o Mig-21.

    A situação indiana é complicada. O MMRCA foi reduzido à quase 1/4 e não existe linha de saturação. O tejas parece estar em um limbo do qual não se dá mais para retornar e ao mesmo tempo, falta muita estrada para a conclusão da jornada.

    Acredito que seria melhor mesmo aproveitar o que já tem e transformar em LIFTs (recentemente um decolou de ski-jump terrestre) e definitivamente contratar outro vetor de prateleira ou não (de repente, produzir mais Su-30 na HAL, que de todo jeito depende do envio da Rússia sobre as partes eletrônicas).

    Com o FA-50 ocupando o lugar do tejas, o soryu ocupando o lugar do scorpene alongado na nova concorrência e algum produto australiano estratégico de defesa eles poderiam costurar uma aliança Coreia do Sul-Japão-Austrália-Índia no T.O. Mas os indianos não dão sinais que tomarão este caminho…

    Saudações.

  19. Iväny,

    O primeiro link indicado pelos editores, “Os atrasos do Tejas e algumas comparações, segundo o MD da Índia” apontam os principais problemas enfrentados pela HAL e DRDO no seu programa Light Combat Aircraft.

    Vários são comuns a produção de qualquer caça sofisticado pela indústria indiana, como por exemplo:
    – Indisponibilidade de mão de obra treinada e capacitada no país;
    – Indisponibilidade de infraestrutura e instalações de teste no país;
    – Indisponibilidade de componentes críticos, equipamentos e materiais, além de recusas de fornecimento de tecnologias pelos países tecnologicamente avançados;
    – Instalações de produção inadequadas na HAL (Hindustan Aeronautics Limited – estatal indiana de aviação).

    O conceito do programa LCA – Light Combat Aircraft está correto, alinhado com a necessidade da IAF – India Air Force – de dispor de uma ou duas dezenas de esquadrões de caças leves mais ‘affordables’ que os enormes Flankers e sofisticados Rafales.

    O Tejas é fruto do LCA e adequado às necessidades hindus.

    Acredito que, superada as dificuldades, será um caça mais capaz e mais moderno que o JF-17 Thunder sino-paquistanes. Entretando precisam de uma ajuda externa e esta pode ser uma oportunidade interessante para a Dassault que não tem mais um produto ‘affordable’.

    Observe que os franceses abandonaram os caças monomotores de tanto sucesso da linha Mirage (III, F1 e 2000), bem como o atacante naval Étendard e Super Étendard. Mas era a especialidades deles, em que pese o rápido bombardeiro Mirage IV e o projeto Mirage 4000.

    Um trabalho conjunto da HAL com a Dassault para superar as dificuldades da linha de produção indiana, corrigir eventuais problemas de projeto do Tejas MkII e quem sabe investir em um futuro Tejas MkIII pode ser uma grande oportunidade para a uma parceria (séria) entre a indústria aeronáutica francesa e hindu.

    Mercado para caças leves é uma certeza.
    (Perdoem a arrogância da minha certeza!)
    Mesmo com os novos, poderosos, sofisticados e caríssimos caças de 5ª geração (que nunca serão pequenos em função das baias para armas), haverá inúmeras missões em que as forças de defesa mundo afora precisaram apenas de um ‘light and simple fighter’, com baixo custo de aquisição e operação.

    Abç,
    Ivan, o Antigo.

  20. Ivan

    Também tenho essa certeza sobre o mercado de caças leves. Haja vista a quantidade de forças aéreas que não operam mais caças por conta do alto preço dos caças complexos de 4ª geração, que mesmo sendo leves como o Gripen e FA-50, não terão preço inferior a 20 milhões de dólares.

    Eu ainda iria além, caças com central eletrohidráulica de vôo como o F-7/J-7 (Mig-21 chinês) pode ser ainda um nicho de mercado interessante. Ao que me consta o ultimo caça/LIFT com esse tipo de comando foi o BAe Hawk.

    Saudações.

  21. O Tejas não pode e nem tem como ser um sucesso comercial.

    Este é um problema inerente ao proprio projeto LCA, o qual objetivava o desenvolvimento de tecnologias nacionais. Ou seja, nunca foi um produto focado em vendas, embora obviamente seja para lotar seus esquadrões de caças leves em lugar do MIG-21.

    No entanto, vejam que isto muda tudo nas premissas de projeto e caracteristicas do produto.

    Façam a comparação por exemplo com as premissas do KC-390.

    No Tejas, o objetivo era alcançar um indice de nacionalização superior a 70% e atrelado diretamente a outros projetos estratégicos tal como o desenvolvimento de uma turbina de alto desempenho nacional, bem como o radar nacional AESA. Isto sem falar em todos os demais sistemas eletronicos embarcados e materiais compostos.

    A soma de todos estes projetos por si só demonstram o alto risco de cronograma e somente seria levada a cabo satisfatoriamente se todos os demais projetos como estes listados fossem concluidos em 100% de seus objetivos.

    Era muito audacioso.

    Comparaem agora com o modelo e premissa de projeto do KC-390.

    Um produto que utiliza as mais modernas tecnologias “JA ACESSIVEIS DE MERCADO”; com parcerias de fornecedores internacionais e patrocinio de Governos parceiros e interessados em parte de sua produção.

    Vejam que ao contrario do Tejas, o objetivo não é desenvolver tecnologia como alvo primario, mas sim de promover um produto multinacional com acesso a tecnologias modernas e já maturadas junto a seus fornecedores.

    Isto quer dizer que no Tejas, conforme muitos foruns já comentam, mesmo que os objetivos tecnicos algum dia venham a ser alcançados, sua manutenção operacional será complexa, cara e dificil.

    Os proprios Franceses do alto de toda sua experiencia, são testemunha do alto preço/custo beneficio que necessitam pagar em seus projetos ( Exemplo do Rafale) verticalizados nacionalmente.

    Imaginem o produto Hindu….ele definitivamente não foi priorizado para ser barato, dinamico e versatil, foi dimensionado para se conseguir produzir sozinho e localmente de forma independente das demais potencias ocidentais e orientais.

    Desafio dificil e que arrastara sequelas mesmo que os desafios tecnicos sejam superados.

    Noves fora, aposto meu vintém que o Gripen ressurgirá na India, inclusive tambem com sua versão naval.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here