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H-36 com sonda para REVO: FAB terá novo helicóptero ainda este ano

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H-36 com probe REVO - foto FAB

O H-36 da versão operacional da FAB será o primeiro da América Latina com sonda para ser reabastecido em voo

A capacidade da Força Aérea Brasileira (FAB) em cumprir missões de busca e salvamento será reforçada ainda este ano. O primeiro helicóptero H-36 Caracal, da chamada versão operacional, já está pronto e é uma das atrações da LAAD 2015, a feira de defesa que acontece até amanhã (17/04), no Rio de Janeiro (RJ).

O helicóptero chegou voando ao Riocentro e faz parte da mostra da empresa brasileira Helibras. De acordo com o chefe do centro de engenharia, Walter Filho, já está em curso a fase de certificação militar, uma das etapas necessárias para a entrega.

O H-36 da versão operacional da FAB será o primeiro helicóptero da América Latina com sonda para ser reabastecido em pleno ar*. A capacidade, hoje disponível no Brasil apenas para aviões de caça, possibilitará ampliar o raio de ação para missões, como o resgate de pessoas no mar.

Os quatro H-36 da versão básica, hoje utilizados pelo Esquadrão Falcão (1º/8ºGAV), de Belém (PA), têm autonomia de três horas e cinquenta minutos, o suficiente para cumprir uma missão a aproximadamente 250 quilômetros de distância da base, com previsão de 60 minutos para realizar a busca e mais 15 minutos para o salvamento. A nova versão poderá multiplicar esses números. “Não há limites. Em termos de sistema, não existe limitação”, explica Walter Filho.

H-36 com probe REVO - foto 2 FAB

Segundo o Comandante-Geral de Operações Aéreas (COMGAR) da FAB, Tenente-Brigadeiro do Ar Gérson Nogueira Machado, será necessário realizar treinamentos para aproveitar todas as potencialidades da aeronave. “É uma outra geração de helicópteros. Modifica totalmente a nossa doutrina e as nossas possibilidades”, comentou.

Montados no Brasil pelo consórcio Airbus Helicopters e Helibras, em Itajubá (MG), os H-36 operacionais são semelhantes aos modelos utilizados pelas Forças Armadas da França em missões especiais e em resgates realizados em combate. Os helicópteros vão contar com sensores, como o Radar Warning Receiver (RWR) e Missile Approach Warning System (MAWS), capazes de detectar a presença de radares e de mísseis inimigos. “Esses sistemas, no entanto, são mais modernos na versão brasileira”, ressalta o chefe do centro de engenharia da Helibras.

O helicóptero recebeu no país a integração de sistemas como o de contramedidas eletrônicas e de comunicação criptografada entre forças de resgate e refugiados. Câmera infravermelha e detector a laser para rastrear alvos, além de um equipamento de gravação de vídeo e voz, que também fazem parte do pacote. O H-36 permite operação com óculos de visão noturna e possui blindagem reforçada, guincho duplo, gancho para carga externa e possibilidade de instalação de duas metralhadoras 7.62mm.

No espaço interno, superior ao de modelos como H-60 Black Hawk e H-1H, podem ser levadas até onze macas e uma equipe de quatro profissionais de saúde. Em missões convencionais, cabem até trinta e uma pessoas a bordo.

O projeto de aquisição dessas aeronaves para a FAB faz parte de um pacote de 50 unidades encomendadas para as três Forças Armadas. São 16 para a Marinha, 16 para o Exército, 16 para a Força Aérea e duas para uso da presidência da república. Até o momento, quinze unidades já foram entregues. A previsão é que, além da unidade operacional da FAB, este ano sejam entregues também mais duas da versão básica para a Marinha.

190 mil horas de voo

A Helibras realizou nesta quarta-feira (15/04), na LAAD, uma solenidade de entrega simbólica de 16 unidades para as Forças Armadas, destinadas à Marinha do Brasil. A Força Aérea Brasileira também foi homenageada pelos 190 mil horas de voo em helicópteros H-50 Esquilo, H-34 Super Puma, VH-34 Super Puma e H-36 Caracal.

FONTE / FOTOS: FAB (Agência Força Aérea)

*NOTA DO EDITOR: nosso atento leitor Tiago da Silva nos enviou mensagem informando que, na América Latina, o México já possui helicópteros dotados de sonda para reabastecimento em voo: aeronaves CH-53 adquiridas de segunda-mão de Israel. De fato, clicando aqui, pode-se ver foto de um desses helicópteros equipado com o sistema. Porém, segundo Tiago, é provável que o México não utilize essa capacidade disponibilizada pelo CH-53. Assim, o Brasil poderá ser considerado o primeiro país da América Latina a empregar, operacionalmente, um helicóptero com a capacidade de reabastecimento em voo plena.

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20 COMMENTS

  1. Ok, ja que na reportagem diz que não ha limites para a busca, pergunto eu:

    por quanto tempo o heli aguenta funcionar sem ser desligado ???
    supondo que o unico “limitador” no caso seja o piloto…
    se houver dois pilotos, um dorme e o outro pilota, podemos dizer que o heli aguentaria voar por 24 horas seguidas ja que ele tem a sonda de reabastecimento ??

  2. OFF-TOPIC:

    Prezados editores, é mais fanfarronice ou tem alguma veracidade a informação constante nesta matéria:

    http://noticias.terra.com.br/brasil/forcas-armadas-babam-novo-caca-enquanto-esperam-cortes,b94f73facb2cc410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

    “Pena que o Gripen não vai chegar em tempo dos Jogos Olímpicos, já que a definição pela compra se estendeu do fim do segundo mandato do governo de Luiz Inácio Lula da Silva até mais da metade do primeiro governo Dilma Rousseff. Por isso, deve ser feito um acordo às pressas com a Rússia para que caças russos ajudem o Brasil na tarefa”

    Como diria o humorista Renato Aragão: Cuma?!

    Sds.

  3. Pamplona… acho que é só a conjuntura da matéria… falta de conhecimento, edição pelo estagiário, vontade de encher a página…
    Os colegas da Triologia estão cobrindo a LAAD e creio que acompanharam cada passo e pronunciamento do ministro…
    Não saiu nada nesse sentido… nem sobre tampão com o Gripen C…

    Abraços

  4. Marcelo Pamplona,

    A veracidade vai até o final da primeira frase, sobre a demora para definir a compra. Isso é fato.

    Quanto à segunda frase, minha hipótese é que o autor da matéria confundiu caças russos com o acordo ainda pendente para baterias antiaéreas russas Pantsir. Talvez tenha sido muita informação de uma vez só para lidar.

    Ou então o jornalista do Portal Terra conseguiu o furo do século, não percebeu isso, e acabou escondendo esse furo no meio da reportagem…

    PS – Há uma reportagem que fala da LAAD, Gripen, Jaques Wagner e assuntos correlatos aqui pertinho. Se estivesse longe, em outra página, vá lá, mas está logo ali e com mais de 30 comentários. Então não faz sentido fazer off topic sobre esse assunto do Gripen nesta aqui, que é sobre o H-36 com probe revo. Por favor, vamos tentar comentar os assuntos nos tópicos certos, para facilitar a discussão dos temas.

  5. Marcos,
    Essa versão é de SAR e de infiltração e não leva o míssil Exocet que está do lado não.
    Vale salientar que todo helicóptero passível de ser reabastecido em voo tem essa adaptação meia boca da sonda de reabastecimento, que vale salientar, é removível. Coloca se for usar.
    Só não é meia boca nos caças onde a sonda é retrátil ou nos que usam o método de receptáculo para uma lança.

  6. Tem gente q só vê defeito em tudo e só reclama p…p viu ! O heli ficou show ,com certeza sua autonomia deve se estender bem com revo .

  7. Bem, essa será a oportunidade da Embraer mostrar que seu vetor poderá substituir o Hercules em todas as missões. Agora é aguardar os testes daqui à alguns anos.

  8. Boa dia para quem de bom dia, sarava pra quem bate um tambor, Shalon pra galera do kipa e assalam aleikum pros irmãos, é vero Eduardo algumas vezes a opinião esta mais ligada a torcida do propriamente a critica da realidade.

  9. O Super Puma ja operava com esta sonda ja faz mais de 10 anos, é uma instalação padrão e nao um improviso.

    o problema da FAB é a falta de um aviao de reabastecimento adequado quando o KC-130H for aposentado.

  10. Convem uma nota não comentada aqui, mas observada presencialmente, e que a princípio não muda o sexo dos anjos: A placa indicativa na exposição deste heli é modelo
    H-225 M CARACAL H-36 FAB.
    Subentendi que “EC” seria do portfólio da Eurocopter, que hoje é Airbus Helicopter e o “H” seria da Helibrás, assim como a designação 225 M, ou seja do modelo “civil”, mas com M de Militar – Isso é o meu chute.
    Por sua vez o “Pantera” esta com AS365K2 Super Pantera, assim como o novo multimissão da PM do Rio, mantém o EC145. Esses e o Fennec estavam cercados, mas o AW 139 da Polícia Federal e o Seahawk da Marinha, ambos com todas as suites e aviônicos à disposição, inclusive podendo adentrar nos mesmos.
    Cabe uma nota, um piloto da federal que conversei, mencionou que todos os 5 Helis estão em condições de vôo, se parado é para manutenção normal, e ainda que implantarão uma base em São Paulo, e só não aconteceu ainda por falta de pilotos. Alguem se habilita?

    Nunão
    Recomenda ao Alexandre, para arrumar umas “beldades” p/ fazer companhia ao Paulo, que estava só.
    Abs

    • Sergio, seu chute foi no rumo certo, a denominação mudou junto com a mudança de Eurocopter para Airbus Helicopters. Esse caminho vem de décadas atrás com Puma, Super Puma, Cougar etc, que começaram como SA (se não me engano, Sud Aviation) depois AS (Aeroespatiale), depois EC (Eurocopter).

  11. Olá Iväny!

    Desculpe, mas nunca vi um Super Puma equipado com uma sonda REVO, tu podes compartilhar o link com tal imagem?! Desde já te agradeço! 😉

  12. Oi Wellington

    Não estou achando na internet, mas tenho uma revista força aérea antiga que mostra uma aeronave francesa fazendo a operação com um KC-130. Se eu achar tiro uma foto e te mando.

  13. Tinha uma certa empresa que oferecia todos e quaisquer acessórios para seus produtos. Se os outros tinham, ela também tinha. Até que um dia alguém resolveu comprar e instalar os acessórios. Quando o cliente viu que a coisa não estava funcionando, a empresa disse o seguinte:
    – Veja bem…

  14. Como postaram aqui ano passado, o KC-390 vai ¨estolar¨ durante o REVO, na faixa dos 120/140 KT. kkkkkkkkk
    Valha- me Deus…..
    Curiosidade: na operação Iraq Freedom alguns Cobra dos MARINES voaram 24 horas sem cortar os motores, só trocando tripulação e com HOT REFUELING.

  15. Eu achei um passo importante a instalação da sonda, se não somos os únicos a operá-la (tem os mexicanos) na AS somos os pioneiros, é um trabalho magnífico e extremamente útil, claro que faltam os abastecedores, mas uma coisa impulsiona outra, também não adiantaria nada ter abastecedores sem helis com sondas, então parabéns pela realização!

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