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Gripen E/F ou Gripen C/D? A escolha (da versão) é a gosto do freguês

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Gripen NG Demo com mísseis IRIS T acompanhado de Gripen D - foto J Hunter copyright Saab AB

Na manhã desta quinta-feira na Suécia (madrugada no Brasil), foi realizado o “Annual Gripen Seminar 2015“, para apresentar informações sobre o andamento do programa do caça Gripen, da sueca Saab. Ulf Nilsson, chefe da área de negócios aeronáuticos da empresa, informou que mudou-se a visão global de desenvolvimento do Gripen ao longo do tempo, tradicionalmente pensada em passos que foram da versão inicial para a Suécia (A/B), depois melhorada para atender não só as novas necessidades dos suecos mas também o mercado externo (C/D), seguida da próxima geração (E/F).

Na prática, a mudança de filosofia (que já havia sido indicada em declarações anteriores de executivos da empresa) significa que não se pretende terminar o desenvolvimento das versões atuais do caça, denominadas C (monoposto) e D (biposto) com o advento das versões da próxima geração do Gripen, respectivamente E e F. Tudo vai depender do que deseja o cliente.

A nova filosofia é oferecer aos clientes as capacidades que eles realmente requerem, o que pode ser, por exemplo, conseguido com a plataforma já desenvolvida C/D para quem deseja entregas mais rápidas e não tem interesse no alcance estendido da nova geração do caça E/F em desenvolvimento – enquanto esta última interessa a clientes que demandam uma combinação superior de carga de armamento e raio de combate, entre outras características superiores, se comparada às versões C/D. Ou seja, nessa filosofia tem-se duas plataformas que oferecem certas características específicas, e às quais podem ser incorporados os avanços tecnológicos que vem sendo testados nos últimos anos no avião demonstrador, conforme os requisitos do cliente.

Desenvolvimento até Gripen EF e Gripen CD - tela apresentação Saab

Visualmente, essa filosofia é mostrada na tela acima, que foi mostrada na apresentação de hoje. Nela, o demonstrador abre dois caminhos na forma dos produtos Gripen C/D e Gripen E/F.

Nilsson também informou que, dentro dessa visão, a empresa prefere não falar mais apenas se referir ao que o Gripen oferece ao mercado como “próxima geração” (NG – next generation), e sim como “caça multimissão”(multirole fighter), do qual os clientes escolhem qual plataforma querem adquirir, C/D ou E/F.

IMAGENS: Saab

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Antunes
Antunes
5 anos atrás

Provavelmente só valerá apena o desenvolvimento do F se ele já for navalizado.

Com a continuidade do D, que deve absorver desenvolvimentos do E|F, em termos de avionica e sistemas, o requerimento da versão F (não navalizado) somente faz sentido se ele for usado como o super-Hornet Growler em missões que requeiram maior capacidade de carga e combustivel. Se for apenas como suporte em treinamento, me parece um desenvolvimento pra lá de custoso.

Seria interessante essa versão naval mesmo?

abs!

carvalho2008
carvalho2008
5 anos atrás

Minha opinião é que para diluir custos de projetos, parte das encomendas da FAB ou talvez até 100% delas já deveriam ser realmente navalizados. Muitos podem achar um sacrilegio, mas o que interessa é o projeto glogal, a soma do todo que se consolida no MD. Neste sentido, apesar dos exessos que se possa haver para com a versão terrestre, haveria uma unica linha de produção que pode viabilizar outros mercados ( India, Brasil, Inglaterra), pois de caça naval e realmente moderno existirá apenas o F-35 na linha media do horizonte… A FAB operar alguns navalizados não é de todo… Read more »

Oganza
Oganza
5 anos atrás

Aposta conservadora e mais $egura essa da SAAB. não vai fazer mal algum “guardar” com carinho os antigos C/D que possam vir a ser retirados de serviço.

“Tudo vai depender do que deseja o cliente.” – É exatamente isso, o que o mercado sinalizar, eles poderão atender, seja vendendo, alugando, “liseando”… Eles estão afim é de fazer negócios e não querem restringir as possibilidades.

Seus principais concorrentes para a próxima década serão os Sinos/paquistaneses, os próprios Chinas e os F-16 do deserto… Se a linha dos Vipers fechar realmente claro.

Grande Abraço.

Marcelo Pamplona
Marcelo Pamplona
5 anos atrás

Numa comparação meio “torta”, poder-se-ia dizer que a SAAB está adotando estratégia contrária à da Dassault no episódio Mirage 2000 X Rafale, quando aposentou o primeiro em “prol” do segundo? Ainda que no caso da fabricante francesa tratava-se de dois aviões distintos, a abordagem da SAAB em prosseguir com a produção/comercialização/suporte da versão C/D do Gripen me parece muito acertada, vez que esta plataforma é mais adequada a países com maiores restrições orçamentárias e/ou menores necessidades em desempenho geral, comparativamente à versão E/F que possui parâmetros (e clientes) distintos daquela. Além de, obviamente, ampliar a possibilidade de incremento nas vendas.… Read more »

Nick
Nick
5 anos atrás

Isso seria mais ou menos se a Dassault não tivesse terminado com a linha M-2000, ou a Boeing com os F-18C/D.

Pode ter suas vantagens e desvantagens. O Gripen C/D como produto custo-benefício, e o Gripen E/F como algo mais sofisticado e exigente.

[]’s

Iväny Junior
5 anos atrás

É mais um indicativo do que Oganza e Nunão falaram anteriormente: célula do Gripen C/D com armamentos, sensores e aviônicos do E/F. O que resulta em um ótimo avião também. Na realidade, se o Gripen C/D pudesse ser equipado com o F-414 seria ainda melhor. Mas ele é muito bom mesmo.

rommelqe
rommelqe
5 anos atrás

Versão pé no chão: C/D na Suécia, versões E/F na Suécia versões E/F BR no Brasil.

Versão realista: C/D na Suécia, todos E/F no Brasil.

Versão otimista: os custos e qualidades de todos E/Fs são tão melhores que vão descontinuar a produção de C/D s .

_RJ_
_RJ_
5 anos atrás

Família de produtos, com alto grau de comunalidade (caso se adote os aviônicos do E/F no C/D mesmo), trará uma vantagem enorme a SAAB nas próximas disputas de mercado. Vai poder competir nos caças de pequeno e médio alcances, com mais de um produto no estado da arte.

Wellington Góes
Wellington Góes
5 anos atrás

Enquanto o pessoal mais partidário deste opção (seja por opção própria, seja por dar uma de ‘chapa branca’) enxerga isso como o pulo do gato da SAAB em manter estas duas opções no mercado. Eu enxergo que a SAAB está receosa em ficar só com uma opção, que até o momento não se mostra melhor e mais acertada (a despeito do aumento de potência, da autonomia e *capacidade de carga) do ponto de vista da relação custo-benefício frente a outros concorrentes. Volto a afirmar (e podem me cobrar isto no futuro), o Gripen E/F (conforme proposto pela SAAB e mais… Read more »

sergiocintra
sergiocintra
5 anos atrás

Assinamos o contrato de co-desenvolvimento e co-produção da versão até então “unica no futuro-E/F” que nos poderia render algun$$ nas possíveis comercializações. Como não temoSS nada a ver com as versões C/D, e dando continuidade de vendas e produção as mesmas, como ficariam os possiveis retorno$$, se a implementação – a força de vendas suecas – concentrar-se nos C/D e possíveis recheios eletrônicos dos E/F. Tem-se que colocar à mesa. – Acho que realmente ter-se diferentes situações de autonomia interessantes focando também o binômio custos x benefícios – Ex.:para países onde os contratos de leasing, estão consumados, as extensões territoriais,… Read more »

Wellington Góes
Wellington Góes
5 anos atrás

Essa estória de co-produção e co-desenvolvimento do Gripen é estória para enganar os políticos desinformados de Brasília. A nossa participação industrial será ínfima, aliás, pra querer justificar tal investimento, inventaram essa estória de WAD que, aliás, sairá mais caro às nossas versões. AMX 2 (Jason Lives). Quanto à autonomia, é claro que aeronaves maiores em tamanho tem mais autonomia e capacidade de carga, mas as maiores e melhores forças aéreas possuem binômios pra isso. A chamada equação Hi-Low. Outra coisa, com o advento do KC-390 (que até então era apenas transporte C-390, depois que a FAB optou por acrescentar o… Read more »

joseboscojr
joseboscojr
5 anos atrás

Para quem tem 350 F-22 estocados no subterrâneo de nossas bases aéreas e onde esses 36 Gripens não são prioridade nenhuma, podemos sim nos dar ao luxo de querer ter WAD, que vai fazer o processo de “desenvolvimento” do caça ficar mais demorado e mais caro. Graças a Deus o Brasil pode se dar a esse luxo haja vista termos dinheiro sobrando e esse tanto de caças F-22 à nossa disposição. E também temos que dar o que de melhor nossos caçadores podem querer ter. Se só operássemos velharias recauchutadas eles não iriam sentir falta de WAD ou coisa que… Read more »

joseboscojr
joseboscojr
5 anos atrás

Essa história de caça da FAB já se estende por mais de 10 anos e na hora “H mais 6 anos” os pilotos querem porque querem “telões”?
Tão de gozação, né????!!!

Wellington Góes
Wellington Góes
5 anos atrás

Nada contra o WAD, apenas acho que poderia ser mais lá pra frente, com a modernização do Super Tucano, por exemplo.

Até mais!!! 😉

André Sávio Craveiro Bueno
André Sávio Craveiro Bueno
5 anos atrás
Oganza
Oganza
5 anos atrás

Bosco,

esse WAD aki para a FAB é um carrão tunado, roda de liga leve, rebaixado e com neon no assoalho para rodar em uma cidade sem vias asfaltadas… ou seja, pura invenção.

“…pilotos querem porque querem ‘telões’?” – É só perguntar ou olhar para cara de felicidade dos dois Fabianos lá na Suécia em “seus” C/Ds… claro que não querem telões.

Grande Abraço,

Oganza
Oganza
5 anos atrás

A SAAB foi é muuuuito esperta… …deixou a FAB cair no conto da AEL com WAD (Pq isso é invenção e lobby da AEL) e ganhou de lambuja a integração de um opcional que é puro capricho… …bom para a SAAB que poderá oferecer tal opcional no mercado se assim algum outro cliente caprichoso o quiser. Não se enganem, não é a EMB que vai vender o Gripen no mercado. Até na a AL quem irá descer o martelo será a SAAB e isso é por um simples motivo: – A Embraer não tem o expertise, a paciência e nem… Read more »

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
5 anos atrás

Perfeito, Oganza.

Só acrescento que a SAAB gostou dessa história do WAD porque ele “exige” adaptações no Gripen para acomodá-lo e, obviamente, isso tem um custo e um preço.

No mais, bem que a FAB poderia vir a público e dizer quanto custa um WAD. Quero saber quanto custa esse “Ipadão”.

Kojak
Kojak
5 anos atrás

Off topic nem tanto,

os Chinos também querem oferecer para todos os gostos ?

http://www.janes.com/article/49903/images-suggest-upgrades-to-china-s-early-series-j-11s

Oganza
Oganza
5 anos atrás

ÉÉÉ Meu caro Rafael,

tomara que esse “Ipadão” ai não engasgue ninguém… afinal, um empadão é sempre um empadão… e eles tufão… rsrsrsrs

Grande Abraço.

Oganza
Oganza
5 anos atrás

Meu caro Kojak e amigos,

não é só essas notícias que estão rolando não meus caros… deem uma olhada nesse vídeo da AVIC – Aviation Industry Corporation of China…

o marketing está pesaaaado… 🙂

https://www.youtube.com/watch?v=roAJEHh-tHI

Ps.: e o suposto TO é intercalado com imagens do jogo de tabuleiro Chinês “Dou Shou Qi”, mais conhecido no ocidente como Batalha de Animais.

Grande Abraço.

Oganza
Oganza
5 anos atrás

Esse vídeo foi está quentão… foi disponibilizado na net dia 9 desse mês.

Grande Abraço.

Eder Albino
Eder Albino
5 anos atrás

O preço baixou! Será isso mesmo?

Kojak
Kojak
5 anos atrás

“Oganza
13 de março de 2015 at 21:17 #”

Marketeiro:

João Santana

https://www.youtube.com/watch?v=VcE_m4Vz2a0

Marketeiro:

“El Pajarito del metrô”

Oganza
Oganza
5 anos atrás

Kojak,

creeeedo que coisa mais nojenta esse vídeo da FAV… foi feito no Power Point? kkkkkkkkk 😀

Pequim está muuuito melhor no quesito MKT… rsrsrs

Grande Abraço.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
5 anos atrás

Caro Eder Albino.

O contrato foi assinado em coroas suecas, conforme DOU.

SEK 39,3 bi.

Em outubro, dava US$ 5,4 bi. Hoje, dá US$ 4,5 bi.

Detalhe, em reais o preço saiu de R$ 13,3 bi para R$ 14,8 bi.

PS: o dólar americano está se valorizando perante quase todas as moedas e não só ao real.

Kojak
Kojak
5 anos atrás

Oganza

Por isso afirmei:

O Chino é MKT do João Santana

o da Venefavela é do “El Pajarito del metrô” (HC).

Meu sobrinho de quatro anos faz coisas melhores.

Shalom

rommelqe
rommelqe
5 anos atrás

Prezados, Ate concordo que a compra de prateleira é uma opção de quem precisa urgente do equipamento. Também é mais barato. Transferência de tecnologia, também concordo, pode ser “apenas” uma maldita forma de “angariar” recursos de campanha. Basta ver outros programas em curso…Francamente, basta ver as zonas francas. Mas ainda acredito que o Brasil precisa se desenvolver. É preciso olhar com uma visão mais altiva, proativa e ativa. Não podemos simplesmente nos acomodar. O fato de estarmos cercados de corrupção e ignorância não nos dá o direito de não pensar de forma competente e honesta como nós nos damos o… Read more »

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
5 anos atrás

Os questionamentos do MPF já foram respondidos em janeiro.

Kojak
Kojak
5 anos atrás

“Rafael Oliveira
14 de março de 2015 at 7:55 #”

Rafael

Boas

Tens o link ?

Abraços