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Hornets assimétricos e Super Hornets simétricos em missões sobre o Iraque

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Hornet do Canadá em missão sobre o Iraque - foto Força Aérea Real Canadense

Fotos dos caças Hornet canadenses mostram cargas externas assimétricas de bombas e tanques externos, enquanto jatos Super Hornet da Austrália carregam mais tanques e bombas, mantendo a simetria

Recentemente, mostramos aqui informações e imagens sobre missões realizadas por caças CF-188 Hornet da Força Aérea Real Canadense e F/A-18F Super Hornet da Força Aérea Real Australiana sobre o Iraque, em operações de apoio a tropas iraquianas em combates contra grupos do chamado Estado Islâmico (EI). Nestas imagens que selecionamos, pode-se ver alguns detalhes interessantes das cargas externas dos dois tipos de caças, que são separados praticamente por uma geração na evolução dos jatos de combate, apesar da grande semelhança entre eles.

Enquanto o Hornet canadense da imagem ao alto cumpriu sua missão com dois tanques externos em configuração assimétrica, com um deles sob a asa direita e outro sob a fuselagem, o Super Hornet da Austrália (imagem abaixo) operou com uma configuração simétrica de três tanques, um sob cada asa e outro sob a estação central.

Missão Super Hornets da RAAF em 5-10-2014 - foto Min Def Australia

Outra diferença é que, enquanto o Hornet foi configurado com três bombas guiadas, também assimetricamente (duas sob a asa esquerda e uma sob a direita), o Super Hornet australiano pôde levar quatro bombas, duas sob cada asa, além dos tanques. De fato, uma das evoluções do projeto do Super Hornet em relação ao seu antecessor Hornet  foi dotá-lo de uma estação de armamento a mais sob cada asa.

Ambas as aeronaves foram configuradas com mísseis ar-ar guiados por infravermelho nas estações das pontas das asas, assim como pods (casulos) designadores de alvos sob as estações da esquerda da fuselagem, logo atrás das tomadas de ar de ambos os modelos. No ângulo da foto acima do Super Hornet australiano o pod está quase todo escondido pelo tanque externo da asa esquerda, mas ainda assim é possível ver parte dele. Já na imagem abaixo, do caça sendo armado antes da missão, o pod está claramente visível.

Missão Super Hornets da RAAF em 5-10-2014 - armando aeronaves - foto Min Def Australia

Além disso, ambos os caças levam na estação da direita da fuselagem um míssil ar-ar guiado por radar, cuja cauda é visível na imagem acima do Super Hornet e, com bem mais destaque, nas fotos abaixo dos Hornets canadenses fazendo o “break” para sair da formatura com o avião reabastecedor da Força Aérea dos EUA (USAF).

Hornet do Canadá em missão sobre o Iraque - foto 2 Força Aérea Real Canadense

Hornet do Canadá em missão sobre o Iraque - foto 3 Força Aérea Real Canadense

É importante ressaltar que as aeronaves canadenses e australianas estão operando a partir de bases em países diferentes. Enquanto os caças do Canadá estão estacionados no Kwait, bem mais perto do Iraque, os jatos australianos estão bem mais ao sul, nos Emirados Árabes Unidos. Independentemente dessa diferença na distância até o alvo, ambos os modelos estão sendo reabastecidos em voo nas missões, conforme os relatos sobre as mesmas (veja matérias anteriores na lista abaixo).

Resumo da história: como mostram as fotos, os novos caças Super Hornets da Austrália estão cumprindo suas missões levando uma bomba e um tanque externo a mais que os velhos Hornets do Canadá.

FOTOS: Força Aérea Real CanadenseMinistério da Defesa da Austrália

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Leonardo
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Leonardo

Bom dia,

Uma curiosidade tem algum objetivo especial a pintura simulando um canopi na parte de baixo da fuselagem, pois já verifiquei esse tipo de pintura em caças F-18 e Gripen.
Seria simplesmente para confundir o oponente em combate dentro do campo visual? Ou há alguma outra função específica.

Sds.

eparro
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eparro

Leonardo 10 de novembro de 2014 at 8:12 #

Fernando “Nunão” De Martini 10 de novembro de 2014 at 9:08 #

Sério mesmo que a pretenção é confundir?

Penso que chamará muito mais a atenção aquele montão de “coisas penduradas” que o próprio desenho do canopi.

Talvez, numa situação limite, uma confusão de 1s seja realmente significante, mas via de regra, para um sujeito treinado, sei não?

Bom não sou “piloto”, sei lá, né?

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

O motivo de se excluir um tanque ejetável, é porque este bloqueia o campo de visão dos sensores do casulo designador. Isso significa que no caso do SH australiano, o campo de visão ficou muito estreito, o que vai prejudicar o guiamento da bomba após o lançamento, caso a aeronave precise manobrar. Na USN é comum ver o SH voando com cargas assimétricas. Isso é consequência de um projeto em que o casulo chegou muito depois de construído o protótipo. Como a origem do SH é o YF-17, não dá para culpar os engenheiros da McDonnel Douglas por isso. Curiosamente,… Read more »

eparro
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Mais uma vez, grato “Nunão”!

Iväny Junior
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O F-5 branco fica muito mais bonito. E os hornet cumprem a missão.

Leonardo
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Valeu Nunao, obrigado pelo esclarecimento.

Sds.

Oganza
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Oganza

É um pod Sniper que o CF-188 canadense está levando?

Sds

Guilherme Poggio
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Lembrar também que num combate aéreo a curta distância dificilmente os caças estariam carregando essas cargas externas. Tudo seria alijado.

Lembram do SEPECAT Jaguar? Ele podia transportar dois mísseis de curto alcance sobre as asas. Um Jaguar invertido com um cockpit pintado na parte inferior do nariz podia confundir muita gente (só que eu nunca vi Jaguar com esse detalhe na pintura).

joseboscojr
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joseboscojr

Clésio,
Não creio que o tanque influencie no ângulo de visão do pod, tendo em vista a altitude em que é realizado o ataque.
E numa trajetória tangenciando o alvo há o movimento de rolamento que expõe o sensor para o alvo.

Oganza,
É o Sniper.

joseboscojr
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joseboscojr

Clésio, Agora, concordo com você que é uma solução meia-boca pra colocar um designador de alvos. Impede a instalação de um míssil ar-ar e fica numa posição complicada para alguns cenários onde o ataque se daria a baixa altitude. O ideal seria se tivessem compatibilizado também a estação central (5) com o pod designador de alvo. De forma misteriosa isso não ocorreu. Fosse o pode compatível com a estação central os dois tanques ficariam nas estações subalares 3 e 7 (mais internas) e até 4 bombas de 500 lb poderiam ser levadas pelas estações 2 e 8 (mais externa), mantendo-se… Read more »

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Bosco, aqueles suportes do meio da asa são tensionados para pelo menos 1.800 quilos, dava para fazer uma daquelas fotos do F-4 apinhados de bombas.

Não sei porque a USN nunca quis operar o Hornet (e o SH) com lançadores triplos. No caso do SH, acho que ele levava tranquilo 8 bombas guiadas de 500 libras nos suportes externos (com lançadores duplos), mais 2 tanques de 2.000 litros.

Oganza
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Oganza

Vlw Bosco.

Mas já me metendo na conversa com Clésio, sobre o fato de usar ou não lançadores triplos, poderia ser fato de:

1- As munições tiveram sua precisão aumentada exponencialmente nas ultimas décadas, não “necessitando mais” das velhas saturações de área?

2- Maior número de bombas por estação não implicaria em um aumento no consumo de combustível tanto pelo peso quanto pelo o arrasto extra, gerando um menor tempo sobre a estação, maior stress estrutural, etc…? Isso tudo em missões on station para “alvos de oportunidade” que nem sempre demandara toda munição transportada?

São dúvidas mesmo… 🙂

Grande Abraço.

joseboscojr
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joseboscojr

Clésio, Eu também acho estranho que fora o Gripen NG nenhum caça faz sequer propaganda de sua capacidade de levar cargas nas mais diversas configurações. Eu até entendo que hoje se privilegie o alcance e até se tente poupar a aeronave, e como se usa armas guiadas, não faz muita lógica de se levar muito mais que quatro, mas que é estranho é. Até o A-4 podia levar 24 bombas Mk-82 usando lançadores sêxtuplos (MER). O SH e o F-18 sequer levam lançadores triplos (TER). E com certeza não é a altura da asa nem a capacidade das estações de… Read more »

joseboscojr
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joseboscojr

Oganza, Concordo plenamente com suas considerações. O que é estranho é que nunca é mostrado uma configuração plena. Por exemplo, não seria necessário ter uma configuração assimétrica nesse caso do artigo. Bastaria que os mesmos dois tanque fossem levados sob as asas, nas estações 3 e 7, mais internas, e as bombas fossem levadas uma em cada estação externa e uma na linha central. Pronto! Se teria a mesma carga distribuída de forma simétrica. É isso que parece estranho. Tudo bem que o FBW deve compensar qualquer carga assimétrica, mas o bom senso diz que esse tipo de configuração deva… Read more »

joseboscojr
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joseboscojr

Realmente Nunão!
Não raro o Rafale tem sido mostrado numa configuração plena.

Oganza
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Oganza

Vlw pelos esclarecimentos sobre outras configurações. Já temos o Marine, que quando pode, sempre da o ar da graça por aki e é sempre muito esclarecedor… Acho que precisamos garimpar um Brasileiro na USN ou USMC. 🙂 – Agora, boa parte dessas “demonstrações” de carga máxima tem coincidentemente ocorridos nos 2 AC “mais” oferecidos no mercado mundial… Gripen e Rafale, ambos ainda com a necessidade dos holofotes. O caça francês se beneficia ainda mais desses pequenos conflitos como vitrine, já o Gripien NG “não existe”. Mas nada de errado contra isso, na verdade está no script e de fato deve… Read more »

Oganza
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Oganza

Bosco, vejam como são as coisas, fui almoçar com um amigo, e ele levou o cunhado dele… eis que o tal cunhado é piloto de Hornet dos USMC… kkkkk Depois de muito papo, falei da Trilogia e de que aki tem uma galera bem bacana e muito entusiasmada que frequenta o espaço e muitas vezes o bicho pega… 😀 …dai lembrei dessa quase polêmica das cargas assimétricas dos Hornets sobre o Iraque e ele me respondeu que era bem simples rsrsrs: – 3 Tanques de combustível criam muitos pontos “cegos” para os casulos designadores dos Hornets que geralmente os levam… Read more »

Oganza
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Oganza

Ps.: Toda vez que ele se referia ao SH ele o fazia como “Rhino” e ele me explicou que isso não era um apelido apenas “carinhoso” não, é uma questão prática para evitar confusão na fonia e contribui para as operações de segurança de voo e nas operações abordo como as configurações de catapultagens e enganchadas.

Ele me disse tb que “Rhino” era na verdade o apelido original dado pelos técnicos da McDonnell Douglas para o F-4 Phantom. Esse sim por causa da aparência. 🙂

Grande Abraço.

joseboscojr
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joseboscojr

Oganza, Interessante! Sem dúvida os radares com capacidade SAR e GMTI são um dos avanços mais impressionantes dos últimos tempos, rivalizando com a própria tecnologia Stealth. A combinação de capacidade SAR/GMTI em caças com bombas guiadas por GPS, e ainda por cima, com a tecnologia stealth dá aos EUA uma vantagem inigualável. A precisão do SAR hoje é tão grande que pode diferenciar um M-1 de um M-2, e isso a mais de 200 km e em qualquer condição meteorológica. Um pod eletroóptico de designação de alvos pode fazer o mesmo mas em condições favoráveis e há menos de 30… Read more »

joseboscojr
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joseboscojr

Oganza, Pegando o gancho do seu comentário, e falando quase da mesma coisa. rsrsrs A multiplicação de forças devido à combinação de capacidades, tais como o radar AESA (com capacidade SAR/GTMI avançada), tecnologia GPS, furtividade, capacidade de lançar armas autônomas de longo alcance guiadas por GPS, etc., é que muitos não entendem ainda a respeito do F-35. O radar do F-35 consegue identificar um radar pelo tipo de antena e pela sua rotação, e a centenas de quilômetros. Uma antena de radar de baixa frequência então, é facilmente detectada e identificada e engajada, já que o radar consegue extrair a… Read more »

Oganza
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Oganza

Bosco, ele comentou algo mais ou menos nessa linha ai que vc está falando, pois conversamos tb sobre as expectativas do F-35 e ele é da banda do “pé atrás” nesse assunto. – “Meu, nós somos Marines, somos Nail-heads, nós estamos lá para descer o pau e muitas vezes tomamos muito pau, mas quando o resto chega, já amaciamos tudo. – Por mais que os novos radares sejam de difícil detecção, ainda sim estão emitindo e se por alguma razão eu morro lá em cima meus irmãos morrem aki em baixo… Não posso subestimar a capacidade de mobilidade do inimigo…… Read more »

joseboscojr
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joseboscojr

Oganza, O que é interessante é que nos últimos anos o atacante, no caso, o avião, evoluiu mais que o defensor, no caso, a IADS. Há algumas décadas um avião era um alvo fácil para uma IADS bem estruturada. O avião com grande RCS voava contra um céu limpo e a defesa antiaérea podia ser dotada de radares imensos e poderosos, capazes de detectar e rastrear aviões a centenas de quilômetros. Mesmo com essa desvantagem, os aviões por serem a parte “ativa” da questão, não raro se davam bem contra as defesas antiaéreas graças ao uso intensivo de treinamento, doutrina… Read more »

Oganza
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Oganza

Bosco, putz… fizeste um belo resumo dos conceitos de Defesa terrestre Vs. Ataque aéreo. Tudo isso que nosso “novo colega” falou, ele disse que se aplica tb as atuais aeronaves… pois existe um preocupação especial com artefatos do tamanho (não como ele) de um BASE por exemplo… “que poderia ser disparado de forma unitária de dentro de um apartamento, mas o designador ou detector de alvos poderia estar em uma colina fora da cidade… e esse esse detector não for um radar e sim um Grande Dispositivo Óptico do tamanho de um MANPAD?” Ele comentou uma coisa bem interessante, onde… Read more »

Oganza
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Oganza

O papo morreu com esse último comentário 🙁 kkkkkk