Selex ES recebe contrato para fornecer radares Raven ES-05 ao Gripen NG

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    Cena Vídeo How do they do it - radar AESA da Selex para o Gripen

    Nesta quarta-feira, 16 de jullho,  a Finmeccanica – Selex ES informou em nota que recebeu da empresa de defesa sueca Saab um contrato de vários milhões de euros para fornecer o radar Raven ES-05 AESA (varredura eletrônica ativa), destinados aos caças Saab Gripen de nova geração.

    Além do radar Raven, a Selex ES deverá fornecer sensores passivos Skyward-G IRST (busca e acompanhamento por infravermelho) e sistema IFF (identificação amigo-inimigo) para equipar o Gripen NG, equipamentos para os quais se espera o recebimento de contratos nos próximos meses.

    Gripen com Raven ES-05 AESA - foto SAAB

    Selex Galileo Raven ES-05 AESA 3

    A participação da Finmeccanica – Selex ES no programa Gripen NG vem desde 2009, quando um acordo foi assinado com a Saab para o desenvolvimento do radar Raven ES–05 AESA, seguido em 2010 pela seleção do sensor Skyward-G IRST e do sistema IFF.

    Um radar Raven AESA de padrão de produção está instalado no avião demonstrador da nova geração do Gripen, e desde março essa aeronave também realiza voos de teste com o Skyward G IRST. O sistema IFF deverá ser entregue ainda neste ano.

    Também recentemente, o novo despistador ativo dispensável BriteCloud foi escolhido como opção para guerra eletrônica do Gripen NG e outras versões do caça, sendo a Saab o primeiro parceiro da Selex ES a oferecer o novo despistador. Espera-se realizar testes do BriteCloud na plataforma no final deste ano (nota do editor: em informe divulgado pouco depois deste, a Selex divulgou que os testes do BriteCloud no Gripen estão agendados para setembro de 2014).

    Raven ES-05 - imagem Selex ES

    Levando em conta tanto compras de caças Gripen NG quanto oportunidades de modernização das versões C/D da aeronave, a Finmeccanica – Selex ES espera fornecer até 200 conjuntos de equipamentos de sensores nos próximos 10 a 15 anos.

    radar Raven ES-05 com Skyguard no alto - Laad 2011 - foto 3 Nunão - Poder Aéreo

    radar Raven ES-05 com Skyguard no alto - Laad 2011 - foto 2 Nunão - Poder Aéreo

    radar Raven ES-05 com Skyguard no alto - Laad 2011 - foto Nunão - Poder Aéreo

    FONTE / IMAGENS (exceto as três últimas): Selex ES e Saab (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

    VEJA TAMBÉM:

    15 COMMENTS

    1. Existe algum caca que dispare um míssil para trás ?!?!?!
      Normalmente os mísseis estão e são disparados para frente…
      o caca/asa sofreria algum tipo de alteração para que supostamente um míssil seja lançado para tras ?!?!

    2. wwolf22

      Não sou nenhum especialista mas acho posso afirmar que não é necessário que o míssil seja “virado para trás”. Mísseis de geração mais recente como o Python 5 conseguem acertar alvos que estejam no quadrante traseiro. Ele é disparado e depois faz a curva retornando.

      Na arena BVR isso não faz sentido porque não tem como o radar enchergar um inimigo que esteja vindo por trás.

    3. Em ação conjunta/link e enlaces combinados com AEW&C., dependendo da família de armamentos e suas capacidades, vai assustar e impor medo, lembram-se ??

    4. Senhores, um off topic pon tual:

      Direto da Russolandia, a terra das mil maravilhas do plug and play:

      Revisão dos Mi-35M venezuelanos
      Os dez helicópteros de ataque Mi-35M-2 “Caribe” do Ejército Nacional Bolivariano de Venezuela (ENBV) encontram-se na Rússia para serviços de revisão e reparos. Segundo notícias, essas aeronaves apresentam graves fissuras estruturais, e pelo fato de que passam muito tempo ao ar livre (devido á falta de hangares adequados), estão mais deteriorados do que seria de esperar. (Juan Carlos Cicalesi e Agustín Puetz)

      fonte: Segurança & Defesa.

      Jesus, mais uma vez aquele homem bom nos trazendo a verdade…..

    5. Corsário,
      Usando engajamento cooperativo é necessário sim que o míssil possa engajar alvos no hemisfério traseiro.
      Também, avançados sistemas de guerra eletrônica, como o SPECTRA, ou mesmo no caso do F-35,o DAS, permite que alvos no hemisfério traseiro sejam engajados por mísseis BVR usando outros sensores para aquisição de alvos que não o radar.

      Wwolf,
      Salvo engano os russos já testaram uma versão do R-73 voltado para trás, que usava uma domo aerodinâmico cobrindo o bocal do motor.
      Não sei se a ideia vingou, mas foi sim cogitada.

    6. Estimado juarezmartinez

      Calma, temos os nossos em área tropical amazônica e intermediária.

      Pouca gente sabe, mas nessas áreas tem uma “ameba” no meio ambiante, coisa de lá mesmo, não faz nada para os viventes, mas em produtos metálicos em geral, dependendo do tratamento ou cobertura da superfície, acelera o processo de corrosão/deterioração do metal, seja ele qual for.

      Pergunte ao pessoal da Engenharia que acompanha a manutenção física do SIVAM.

      E os Pantsir “chegando” ….. kkkk

      Companheiro, daremos muitas risadas ainda,
      nossa grana óoooo ….

      Abraços

    7. Bom, se ja foi testado quer dizer que a ideia não eh de louco…
      seria de extrema importancia ter um míssil que possa ser disparado para trás num possível “dog-fight”…

    8. wwolf22

      Acredito que a maioria dos mísseis de 5ª Geração possam engajar alvos que estejam atras da aeronave. Inclusive o A-Darter estava sendo desenvolvido com esta capacidade.
      Att.

    9. Finalmente uma notícia REAL do radar do Gripen.

      Talvez agora aja grana para finalizar seu necessário desenvolvimento…

    10. Victor,
      Pode ser a maioria, mas não são todos os de 5ªG que se propõem a engajar alvos no hemisfério traseiro. Por exemplo, o AIM-9X e o Mica-IR não conseguem.
      Para fazê-lo o míssil tem que ter um sistema inercial avançado, além de um software mais avançado ainda, que permita o modo de operação LOAL (trancamento após o lançamento).
      A maioria dos SRAAMs de 5ªG possuem HOBOS de 90º, o que só permite o engajamento no hemisfério dianteiro, no modo LOBL (trancamento antes do lançamento), sendo o seeker do míssil “apontado” via HMS.

      Wwolf,
      Olha o que achei:

    11. Wwolf,
      Eu acho que a ideia não vingou porque depois dos mísseis de 3ªG, com capacidade “all-aspect”, não é mais necessário que o caça fique às 6 horas do caça inimigo.
      Um míssil “virado” para trás só seria realmente necessário se fosse previsto que o combate iria descambar para o canhão, onde essa posição continua a ser vantajosa.
      Com a introdução cada vez maior de mísseis capazes de engajar alvos no hemisfério traseiro, e com o combate com canhão sendo cada vez menos provável, não justifica ter um míssil voltado para trás.
      O conceito caiu em desuso antes de ser colocado em operação.

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