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F-35 que pegou fogo está sob vigilância armada

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Investigação ainda não começou e “groudeamento” da frota ainda não foi oficialmente declarado, segundo informações da ‘Breaking Defense’

F-35

 Colin Clark

O caça F-35A da USAF (Força Aérea dos EUA) que sofreu incêndio quando se preparava para decolar da Base Aérea de Eglin no último dia 23 está em um hangar protegido e sob guarda armada. A USAF e o UMSC (Fuzileiros Navais dos EUA) não estão voando suas versões do JSF (Joint Strike Fighter) até que eles saibam mais sobre causas do incêndio.

“Retomaremos os voos assim que soubemos mais sobre a causa do incêndio  que ocorreu em Eglin no início desta semana”, informou o capitão Richard Ulsh, um porta-voz da aviação dos “Marines”, em um e-mail.

A 33ª Fighter Wing, responsável pelo treinamento de F-35 na Base Aérea de Eglin, disse na quarta-feira pela manhã que o comandante da unidade “decidiu manter a suspensão temporária (sic) dos voos do F-35A em Eglin, no interesse da segurança, enquanto continuamos a investigar a causa do acidente”. O primeiro-tenente Hope Cronin informou em um e-mail aos jornalistas que” não há mais informações sobre a natureza ou extensão do dano “ainda.

O avião danificado pelo fogo, sob o controle do Air Education and Training Command (AETC), está mantido como se fosse um avião de produção e este foi um problema susceptível de afetar o resto da frota. Esta é a primeira vez que todos os comandos e Forças Armadas se confrontaram com um incidente de voo potencialmente grave e parece muito claro a partir do que eu ouvi dizer que ninguém tem certeza de que os protocolos são para um avião que é tanto na fase de teste como de produção em baixa escala (LRIP em inglês) – conhecido como “concurrency”. A dificuldade é que a conduta da AETC – que parece seguir exatamente os procedimentos padrão e é projetado para assegurar que ninguém mais possa influenciar a investigação – significa que nem as outras Forças Armadas, nem o Escritório do Programa Conjunto (JPO em inglês) sabe muito sobre o que aconteceu com a aeronave.

Para complicar o quadro, Frank Kendall, diretor de aquisição do Pentágono e o homem que poderia desatar este nó com uma única nota, está de férias. Enquanto isso, o JPO a 33ª Fighter Wing, os Fuzileiros Navais e a Marinha não sabem praticamente nada sobre o que aconteceu com a aeronave. Soa como se alguém no escritório de aquisição, logística e tecnologia de Kendall devesse assegurar que os dados, fotos e outras informações da aeronave sejam compartilhados pela AETC de modo que se houver um problema sistêmico que pode afetar toda a frota, todos possam saber o mais rápido possível.

Os leitores podem se perguntar por que ainda não se ouviu a palavra “grounding” devem saber que “groudear” tem um significado específico para os militares e estes aviões não foram “groundeados”… ainda. “Groudear” uma aeronave significa que o avião não vai voar até segunda ordem ou as condições específicas que levaram o avião a ser proibido de voar sejam encontradas e corrigidas. Até o momento eles estão aguardando retomar os voos o mais breve possível assim que eles tenham alguma ideia sobre a causa do incêndio.

Um assessor parlamentar que acompanha o programa disse hoje que os funcionários do Congresso receberam pouca informação das Forças Armadas e do Escritório Conjunto do Programa sobre a condição do avião. A suposição é de que um problema com o motor F135, feito pela Pratt & Whitney, tenha causado o fogo. E o núcleo do motor é o local mais provável para tal problema.

O programa ainda não tem uma avaliação inicial de danos. No meu entendimento as autoridades ainda não receberam fotos detalhadas da aeronave.

Autoridades estão escolhendo especialistas no assunto para compor o grupo de investigação de segurança (SIB, em inglês) e o comitê de Investigação de Acidentes (AIB, em inglês) para identificar as causas do acidente e as medidas que precisam ser tomadas para proteger a frota e seus pilotos.

O SIB deve ser convocado “dentro de dias” e espera-se produza uma avaliação no prazo de 30 dias. O AIB, disse um funcionário do programa, começará a “sua investigação assim que puder sem interferir na investigação do SIB.” Deverá ser feito entre 60 e 90 dias. A menos que existam questões sigilosas ou que envolvam pessoal a maioria dos relatórios deve ser liberado.

FONTE: Breaking Defense (tradução e adaptação do Poder Aéreo a partir do original em inglês)

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Nick
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Nick

Seria legal uma foto desse F-35 queimado. Nessa até os russos foram mais transparentes. 🙂

[]’s

Mauricio Silva
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Mauricio Silva

Olá. ““Groudear” uma aeronave significa que o avião não vai voar até segunda ordem ou as condições específicas que levaram o avião a ser proibido de voar sejam encontradas e corrigidas.” Mas não é exatamente o que está ocorrendo com o F-35A? ““Retomaremos os voos assim que soubemos mais sobre a causa do incêndio que ocorreu em Eglin no início desta semana”” Acho que a única diferença está entre “ordem” e “precaução”. De resto, os efeitos (e as consequências) são as mesmas. Enfim, a tal “concurrency” está custando caro para o contribuinte americano. O desenvolvimento deveria ter sido completado antes… Read more »

Mauricio Silva
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Mauricio Silva

“Nessa até os russos foram mais transparentes.”

Sinal dos tempos???

SDS.

Alfredo Araujo
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Alfredo Araujo

Mauricio,

Talvez seja apenas o nível baixo da gravidade do ocorrido com o avião russo…

Mauricio Silva
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Mauricio Silva

Olá Alfredo.

Pela imagem, disponível na matéria aqui do site, não parece que o T-50 tenha sofrido um problema de baixa gravidade.
Bom, difícil comparar pois de um dos incidentes há imagens divulgadas e do outro não.
SDS.

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Eu ia fazer um comentário parecido com o do Mauricio Silva. Sinal dos tempos 🙂

Mas começando as especulações, eu diria que o incêndio deve ter danificado mais essa unidade do F-35 do que o incêndio no T-50-5. Senão qual o motivo de tamanha precaução para não vazar informações?

Mauricio Silva
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Mauricio Silva

“Senão qual o motivo de tamanha precaução para não vazar informações?”

Sinal dos Tempos, com certeza Clésio…
SDS.

Oganza
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Oganza

Ohhhh urucubaca… tem é que achar essa cabeça de bode enterrada…

Mauricio Silva
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Mauricio Silva

Olá Oganza.

“tem é que achar essa cabeça de bode enterrada…”

Tem é que achar os “cabeças de bagre”!!!

SDS.

Ivan
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Ivan

Maurício escreveu:

“Duvido que a conta fique com a LM.”

Também não ficará com a Pratt & Whitney.

Este é um dos maiores problemas do programa JSF.
O fabricante (e seus executivos) lucram com os erros, acidentes, incidentes e atrasos, quando deveriam ser punidos pecuniariamente.

Cost plus é o nome da maldição.

Sds.,
Ivan.

Marcos
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Marcos

news

a330 azul entregue

mrj já c motores

Mauricio R.
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Mauricio R.

Está me parecendo que a USAF deseja uma investigação assim mais p/ o forense, que p/ o acidente aéreo.
Daí a guarda armada, p/ preservar as provas.
Tem nada a ver c/ transperência.

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

Se o avião está sob vigilância armada é porque algo de muito grave aconteceu e não foi falha mecânica. Certamente é por isso que as autoridades querem preservar o aparelho para que os indícios não se percam

Mauricio Silva
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Mauricio Silva

Olá. “Está me parecendo que a USAF deseja uma investigação assim mais p/ o forense, que p/ o acidente aéreo. Daí a guarda armada, p/ preservar as provas.” “Se o avião está sob vigilância armada é porque algo de muito grave aconteceu e não foi falha mecânica. Certamente é por isso que as autoridades querem preservar o aparelho para que os indícios não se percam.” Justo. É uma forma de preservar as evidências no avião. Agora, por que não foi divulgada nenhuma foto do aparelho? As imagens poderiam auxiliar na preservação do cenário e das evidências de problemas. Se não… Read more »

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

Maurício, inquéritos, sem administrativos, policiais ou policiais militares, devem ser pautados pelo sigilo. Por isso não foram divulgadas imagens do aparelho. Não é como aqui no Brasil, onde o Datena mostra o inquérito na TV. Sds!

Observador
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Observador

Senhores,

O sigilo obviamente não é para esconder um eventual vexame do aparelho; é evidente que não querem divulgar as fotos ou qualquer outra informação chegue as mãos de pessoas que podem influir na investigação (peritos e testemunhas), evitando pré-julgamentos de qualquer espécie.

Querem descobrir o que causou o acidente, se falha técnica ou humana, Apenas isto.

Mauricio Silva
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Mauricio Silva

Olá. Sigilo é uma coisa (não dar parecer oficial antes de se ter dados e fatos devidamente analisados); não libarar imagens do aparelho me parece ser exagero. Até porque imagens semelhantes as fotos tiradas do T-50 não permitem uma conclusão/evidência definitiva, que possa condenar ou absolver ninguém. Pré julgamentos, opiniões e palpites vão sempre existir. E quanto maior o “mistério”, maiores serão as “suposições”. Como as que estamos fazendo aqui: supor que o “sigilo” tenha função de evitar outras suposições. Não tem jeito, quanto maior o segredo, maiores serão as “teorias conspiratórias”. Para mim (mais uma suposição baseada em “achismos”),… Read more »

Mauricio Silva
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Mauricio Silva

libarar = liberar
SDS.

Carlos Alberto Soares
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Carlos Alberto Soares

Transfere para área 51.

Carlos Alberto Soares
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Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
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Carlos Alberto Soares
cristiano.gr
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cristiano.gr

Se fosse no Brasil ia ter “uma tonelada” de urubus batendo em cima.