sábado, janeiro 22, 2022

Gripen para o Brasil

Saab adquire mais 15% da Akaer

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Gripen NG - imagem via AKAER

Segundo nota divulgada nesta sexta feira, 30 de maio, pelo Valor Econômico (versão em inglês), o grupo sueco Saab adquiriu mais 15% da empresa de engenharia aeronáutica brasileira Akaer. A Saab fabrica o caça Gripen, que foi selecionado pelo Brasil numa concorrência para fornecimento de 36 aeronaves.

A Saab já havia investido na Akaer em maio de 2012, quando adquiriu uma participação desse mesmo valor de 15%. O acordo para a transação abre o caminho para que a Saab aumente sua participação na empresa brasileira até 40%, tornando a Akaer o braço técnico da empresa sueca no Brasil. Segundo o presidente da Akaer, César Augusto da Silva, é esperado que, pelo acordo, a empresa brasileira apoie o grupo sueco no processo de transferência de tecnologia a ser realizado com o desenvolvimento do caça Gripen.

A Akaer já participa há anos, sob contrato da Saab, no desenvolvimento da nova geração do Gripen. A empresa, em parceria com outras companhias brasileiras  no chamado “Consórcio T1”, tem sob sua responsabilidade atividades relacionadas a desenvolvimento e produção das fuselagens central e traseira, assim como portas do trem de pouso principal, segundo o site da Akaer.  Para saber mais a respeito, clique nos links a seguir.

Gripen NG Akaer - 2010 - imagem Akaer

Akaer engenharia - programa com Saab - 2010

Com informações do Valor international e da Akaer (também imagens)

COLABOROU: Sandro

NOTA DO EDITOR: a matéria também está disponível na versão em português do site do Valor Econômico, para cadastrados.

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Marcelo Pamplona

Nunão, boa tarde! Informações contraditórias essas do site da Akaer, não? Pelo que me lembro, salvo engano, como a Suíça disse “não” ao financiamento do Gripen – por um bom tempo, creio eu – automaticamente a reponsabilidade da produção da parte traseira* da fuselagem não estaria mais a cargo daquele país. Será que não atualizaram o site por completo ou estão definindo ainda o que cabe a cada parte (SAAB , Akaer e demais empresas brasileiras), daí a aparente confusão? Por último, pode me tirar uma dúvida? Pela END uma multinacional só pode adquirir até o limite máximo de 40%… Read more »

Corsario137

Duas análises:

1. A Suíça é realmente carta fora do baralho.
2. A Saab de boba não tem nada. Está verticalizando para obter o maior retorno possível.

Um resultado:
Isso é ótimo para o Brasil, para sua indústria e para a capacitação do cluster aeronáutico brasileiro.

Um chute:
Não me espantaria ver a Saab ou a Akaer adquirindo outras empresas nos próximos meses.

Corsario137

Nunão, Foi exatamente isso que eu quis dizer. A Suíça é carta fora do baralho porque não levará mais sua fatia do bolo em forma de compensações, é um mero fornecedor. Por um acaso a RUAG é na suíça. Se fosse da Áustria poderia levar o contrato do mesmo jeito. São bons no que fazem e ponto. Indiscutível. Quanto a relação Brasil – Suécia, a segunda é a dona do programa, sempre será a principal beneficiária, a começar pelo preço das aeronaves. No entanto, ainda que possível, ficaria bem apertado levar esse programa a frente sozinha, no que diz respeito… Read more »

Marcelo Pamplona

Nunão;

Obrigado pelos esclarecimentos!

Quanto à parceria Brasil – Suécia, penso da mesma forma que o colega Corsário acima, em especial, a última frase.

Mauricio R.

Notícia bastante interessante se nada mudar radicalmente então o Super JAS-BR, sem a Embraer dando pitaco; passa a ser uma possibilidade real!!!
Algo assim não tem preço.
Aliás não será somente sem Embraer, mas tb sem AEL e em parte sem Mectron.
Se bem conduzido, o projerto poderá nos livrar de um monte de chatos.
Maravilha!!!

Mauricio R.

Ooopppsss, errei!!!

Aonde se lê:

“projerto”

Leia-se:

“projeto”

Foi a emoção.

Rinaldo Nery

Por que ¨sem a EMBRAER dando pitacos¨? É prejudicial ao projeto? Não entendi.

RomauBR

É prejudicial ao projeto de denegrir a imagem da empresa que tenta empreender por aqui sem muito sucesso, Rinaldo, pq se a Embraer der realmente os tais “pitacos” ele surta, assim como os detratores do Rafale, caso a Dassault consiga vender UMA aeronave que seja.

Bom, a respeito do tema do tópico, mais uma vez testemunhamos(aremos) a transferência de mim para eu mesmo. É incrível como nada nesse país flui no caminho da lisura e da probidade. Imagina na copa!!!

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