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FAB vai comprar pela primeira vez mísseis antinavio

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ClippingNEWS-PAA Força Aérea Brasileira iniciou neste ano a negociação para adquirir, pela primeira vez no país, mísseis aéreos capazes de abater navios e também submarinos (que não estejam submersos). Serão comprados 20 mísseis Harpoon, da norte-americana Boeing: 16 operacionais, do modelo AGM-84L Harpoon Block II, para ataque, e outros quatro, para treinamento.

O Pentágono notificou no último dia 6 o Congresso americano sobre a negociação, com custo estimado de R$ 375 milhões, alegando que o arsenal vai ajudar o Brasil nas “operações de repressão ao crime organizado transfronteiriço” (como pirataria e tráfico de drogas e armas), segurança das fronteiras e proteção de investimentos e recursos na área marítima. A Defesa norte-americana salienta que a venda não vai desestabilizar a balança de poder entre os países na América Latina.

A FAB diz que a venda foi aprovada e não confirma o valor. “A aquisição dos mísseis dá a capacidade de neutralizar alvos marítimos de superfície, como embarcações, inclusive submarinos que não estejam submersos”. Não há previsão da chegada dos mísseis ao país.

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As tratativas com o governo dos Estados Unidos iniciaram depois de a FAB receber o primeiro dos aviões que pode usar o míssil, o P-3AM Orion. Doze aviões usados foram adquiridos em 2005, sendo “recauchutados” para a defesa da costa marítima e do pré-sal, tendo a vida útil estendida por mais 40 anos. O primeiro deles chegou em 2011 e a última unidade do P-3AM será entregue ao Brasil na segunda quinzena de maio, diz a Aeronáutica.

O Harpoon voa rente ao mar, a baixa altitude, e não é detectado pelo radar, e pode ser lançado a mais de 120 km do alvo. “Ele é lançado de uma longa distância e pega os navios de surpresa, deixando praticamente sem defesa”, diz o especialista militar Alexandre Galante.

Os EUA operam o Harpoon em caças, como o F-16 e o F-18, revendendo a arma para Índia, Paquistão, Coréia do Sul, Dinamarca, Egito, União Africana e Taiwan. Na América Latina, ninguém opera o Harpoon, mas Argentina, Venezuela e Chile possuem modelos semelhantes, russos ou europeus.

“Por incrível que pareça, os aviões P-3 que a FAB comprou para patrulha marítima estão até hoje sem dentes (como se chama uma aeronave desarmada). O Brasil não tem mísseis aéreos antinavio e os Harpoon vão suprir uma lacuna para defesa e dissuasão”, disse Galante, que edita as publicações “Forças de Defesa”.

Nenhum caça do Brasil opera mísseis antinavio. Segundo um oficial do Comando da Aeronáutica, “se pensa há tempo em comprar este tipo míssil, mas eles são caros e há restrições orçamentárias e também de liberação da venda”. Como os P-3AM foram comprados dos EUA, houve mais facilidade na compra do armamento. Na guerra das Malvinas, mísseis aéreos antinavio foram usados pela Argentina para abater embarcações inglesas.

A Marinha possui mísseis antinavios Exocet, afirma Alexandre Galante, que equipa corvetas e fragatas e são lançados de helicópteros, a curta distância.

Vigilância marítima até a África

Em uma transação que teve início em 1998 e só foi assinada em 2005, o Brasil comprou do governo americano 12 aviões patrulha P-3 AM, produzidos na década de 60. Nove aviões são operacionais e outros três, para retirada de peças e treinamento.

O modelo têm autonomia superior a 9 mil quilômetros, podendo ir até a costa africana e voltar sem necessidade de reabastecimento, e será usado pelo Brasil para vigilância marítima, busca e salvamento e guerra antisubmarina. Os aviões estão no 1º Esquadrão do 7º Grupo de Aviação, em Salvador, na Bahia.

Em novembro de 2012, a FAB usou o avião em uma operação conjunta na costa de Santa Catarina lançando sonobóias, equipamentos que captam sons emitidos por submarinos e embarcações. Já em agosto de 2013, o avião foi empregado para vigilância noturna no Oceano Atlântico, fiscalizando o arquipélago brasileiro de Trindade e Martim Vaz,a 1.200 km a leste de Vitória (ES).

A FAB informou que só está tentando comprar mísseis agora porque “a introdução de uma plataforma de armas envolve um grande planejamento, e respeita um cronograma de ações e investimentos. Dentro deste cenário, a aquisição dos mísseis ocorre de acordo as possibilidades e objetivos da FAB”.

FONTE: G1

NOTA DO EDITOR: fotos em caráter meramente ilustrativo

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70 COMMENTS

  1. Aposto que a resposta esta em outro link, mas vamos lá. O Harpoom pode ser operado e integrado no Gripen? E será que há interesse da FAB nisso?

  2. Bogaz,

    Não há nenhum impedimento técnico, até onde sei, para integrar o Harpoon e operá-lo no Gripen E – lembrando que o Gripen já opera um míssil antinavio de maior peso, diâmetro e alcance que o Harpoon, o RBS-15, e isso no modelo Gripen C, que leva menos carga externa que o E.

    Só que, muito provavelmente, as prioridades lógicas de aquisição (e integração, conforme o caso) de mísseis e armas guiadas aos futuros caças Gripen E da FAB serão: primeiro ar-ar, depois ar-solo, e por último ar-mar. Até lá, tem bastante tempo para ver se há interesse por parte da FAB.

  3. Há de se promover a integração desses mísseis nos A-4. Integração entre as forças para reduzir custos, o esquadrão de asa fixa da Marinha treina com a FAB, inclusive.

    Os P-3 devem adquirir a capacidade de lançar os mísseis ar-mar que a Marinha disponha e vice-versa. Embora os mísseis sejam antigos, a integração deve ser possível.

  4. O RBS-15 é pouco mais pesado que o Harpoon. Os dois, quando lançados de aeronaves, não usam o booster (2 no caso do RBS-15), o que os deixa mais ou menos com 600 kg, sendo o Harpoon um pouco mais leve.
    A ogiva do Harpoon é um pouco mais pesada (227 kg contra 200 kg do míssil sueco).
    O alcance é basicamente o mesmo, embora haja uma certa confusão de diversas fontes. Mas tudo indica que as mais novas variantes do Harrpon tenham alcance acima de 200 km, o que o equipara ao RBS-15 Mark III.
    Salvo o recheio eletrônico, que não há como avaliarmos, os dois mísseis são basicamente semelhantes.

  5. Se um P-3 armado só com mísseis Harpoon encontrar um submarino inimigo dando bobeira na superfície, ele vai usá-los, mas além de ser pouco provável (o submarino provavelmente estará usando o snorkel) disso ocorrer, se gastará uma fábula contra um alvo completamente sem defesa que pode ser neutralizado com arma bem mais baratas.
    Numa escala de 0 a 10 de defesa antimíssil/antiaérea, o submarino ocupa a posição -1. rsrss
    Salvo uma ou outra metralhadora e um ou outro MANPADS que ele possa estar levando.

  6. É… esse negócio de Harpoon contra submarino é coisa para inglês ver. Nesta situação o mais indicado é o emprego de torpedo.

    Mas tudo bem. Isso é um tecnicismo que a maioria da população não está aí.

    Ah, mas a FAB não tem torpedo! Bom, por esse motivo é que foi firmado um acordo entre as duas forças recentemente. Seria interessante ver isto na prática.

  7. Exatamente, Poggio, um acordo voltado a intercâmbio de mísseis entre Marinha e Aeronáutica, visando armar os A-4 e P-3 de cada uma.

    Acredito que tenha a ver primeiro, dadas as prioridades de cada força para suas aeronaves, em viabilizar o uso de mísseis ar-ar do inventário da FAB para os A-4 e de torpedos transportados por aeronaves da Marinha para os P-3, antes que se possa pensar em, por exemplo, Harpoon para os A-4 (o que também faria sentido, de todo modo).

  8. O intercâmbio é a solução mais coerente para as Forças conjuntas. Os P-3 devem ser armados com torpedos também, ai o bicho vai ganhando “corpo”.

  9. Poggio,
    Mas nessa hipótese (de um submarino na superfície) será que torpedos leves seriam eficazes?
    Torpedos leves são para ser usados contra alvos submarinos e não de superfície. Será que o software comporta essa hipótese?
    Eu acho que até um Harpoon ficaria meio confuso com a assinatura radar de um submarino e nem saberia o que fazer. rsrsss
    O submarino na superfície é como um navio cargueiro. Pode ser engajado até por canhão. Se quiserem gastar muito, usem foguetes.
    Me lembro que os Iraquianos atacavam petroleiros no Golfo com mísseis Exocet. Mas isso é a exceção porque eles tinham dinheiro pra rasgar. rsrsss

  10. Se um P-3 armado só com mísseis Harpoon encontrar um submarino inimigo dando bobeira na superfície, ele vai usá-los, mas além de ser pouco provável (o submarino provavelmente estará usando o snorkel) disso ocorrer,

    Caro Bosco,

    Eu sou da opinião que de se um P-3 da FAB detecta um submarino na superfície, ele acionará as unidades da Marinha, mantendo sempre contato com o alvo até a chegadas das mesmas.

    O histórico de mísseis na vela não são positivos. No caso do Santa Fé nas Malvinas o míssil, um S.12, varou as finas chapas de metal e nada fez ao velho Guppy.

    Se ele submergir, prosseguem as buscas com sonobóias e/ou MAD.

  11. Guilherme Poggio, boa tarde!

    “Eu sou da opinião que de se um P-3 da FAB detecta um submarino na superfície, ele acionará as unidades da Marinha, mantendo sempre contato com o alvo até a chegadas das mesmas”.

    Mas somente se este submarino estiver avariado?! Pq senão, nunca que ele vai esperar as unidades de superfície. Concordas?

  12. Mas somente se este submarino estiver avariado?! Pq senão, nunca que ele vai esperar as unidades de superfície. Concordas?

    Sim, é verdade. Um submarino só não mergulharia se estivesse avariado. E hoje em dia todos possuem pelo menos snorkel. Ou seja, para ficar na superfície só se algo muito sério aconteceu com o sub.

  13. O alcance do Harpoon (acima de 120km) é mesmo efetivo?

    Não seria esta, talvez, a única maneira de surpreender um sub com um míssil?

    Imagino que neste caso (ASW), o P3+Harpoon seriam armas de primeiro ataque ou penetração. Seria necessário pegar o sub de surpresa, e não “dando bobeira” na superfície do TO.

    Escrevi besteira?

  14. Marcelo,
    Com certeza!
    Além do IDAS ainda tem o MICA e o Mistral, lançados de submarinos, que estão em desenvolvimento.
    Mas ainda vai levar um bom tempo até estarem mesmo operacionais, se é que um dia estarão, já que podem nem ser encomendados.
    Um abraço.

  15. Essa é uma arma poderosa. Parabéns à FAB.

    Quanto aos P-3, tive a oportunidade de ver um pousando em Salvador (já tinha visto estático na Academia) e posso dizer que o bicho impressiona.

    Por fim, parabéns ao Galante.

  16. Leonardo,
    As primeira versões do Harpoon eram ditas ter 120/130 km de alcance. Isso num percurso direto do lançador ao alvo.
    Num percurso indireto, o alcance real pode cair até 70%.
    As versões mais recentes têm alcance na casa de 180/220 km, mas creio que na real, não passe de uns 150 km, mesmo porque o Harpoon em regra não possui datalink (o dos israelenses têm).
    E numa distância tão grande para um míssil subsônico e sem data-link, ainda seria recomendável o uso de mais de um míssil, pra cobrir uma área maior, afinal, após uns 15 minutos de voo o alvo pode ter se deslocado uns 12 km da posição do momento do lançamento.

  17. Leo,
    Sei que meu comentário não tem nada a ver com seu comentário, mas é porque não entendi direito seu questionamento.

  18. Oi Bosco,

    Minha pergunta foi mais simples que sua complexa e sábia resposta! Claramente que você é BVR… 🙂

    A dúvida que tenho é quanto à aplicabilidade do Harpoon contra um sub.

    Para mim é ponto pacífico que se um P3 achar um sub boiando no TO, vai dar uma ligadinha pra Marinha ir lá resolver à tiro de 38.

    Agora, num cenário onde o conflito é próximo, tipo Brasil x Argentina (exemplo apenas pela distância territorial), seria o conjunto P3+Harpoon uma arma de primeiro ataque (agressão) contra subs em base, água abrigada e etc.?

    Forte abraço!

  19. Só lembrando que no mar (onde não há relevo), quem emite algum sinal eletronico morre. Nesse cenário a Guerra Eletronica é fundamntal. Lembro na Operação Charrua, em 2008 (eu acho…), o submarino Tupi foi encontrado várias vezes pelo R-99, quando na superfície, por meio das emissões do seu radar.
    Nesse quesito, os P-3AM são bem equipados.

  20. Não me parece nada razoável um P-3 achar um submarino, “boiando” ou não, e ter que chamar os navios da MB para atacá-lo.

    O certo é ele aproveitar sua vantagem de não poder ser atacado pelo submarino e atacá-lo, seja lá qual for o armamento adequado para tal.

    Esperar algum navio ou helicóptero da MB chegar é pedir para ele fugir ou, pior, colocar um navio em risco de ser atacado.

  21. É sempre bom ver um veículo consultar a imprensa especializada. Se não for assim, fica difícil conseguir realizar a leitura completa desses artigos nesses canais tradicionais. Parabéns à Globo, como quase sempre, liderando a busca por qualidade.

  22. Oi Rafael Oliveira,

    Antes de mais nada, meu conhecimento em ASW beira a as quatro operações básicas para um matemático teórico… Portanto, desculpa se eu estou falando uma besteira enorme 🙂

    Imagino que se um P3 avista um sub em superfície no TO, das duas uma: está sendo abandonado ou em pane.

    Nestes casos, levar o mesmo à pique com um Harpoon não seria uso desnecessário do recurso? Se eu fosse o COO, destacaria outro elemento da FC e colocaria o P3 em alerta para unidades de resgate ou outros subs.

    Viajei na maionese?

  23. Srs
    Uma vez o Galante falou sobre A1 armados com exocet – no face – considerando-se isto – não teria como integrar os harpoons nos A1? (considerando-se o alcance considerável dos A1 – os mesmos não seriam um fator considerável de dissuasão?)
    Abs

  24. Mas claro, esqueci de mencionar… Um sub é um alvo e tanto! De fato, talvez dar cabo imediato do contato seja a ação mais acertada… O que você acha?

  25. Leonardo, meus conhecimentos estão no mesmo nível dos seus…rs

    Vamos deixar para quem entende mais do riscado responder nossas dúvidas sobre o que fazer.

  26. O A-1 não tem míssil antinavio integrado.

    Se for para integrar o Harpoon em algum caça, imagino ser uma melhor pedida o futuro Gripen.

  27. Leonardo,
    Quando se fala de um míssil ar-ar BVR com alcance de dezenas de quilômetros logo vem em mente a tal da identificação amigo-inimigo, que é pouco falado no tocante às operações antinavios.
    Se houver uma identificação positiva de um submarino inimigo navegando no litoral, momentos antes dele submergir, sem dúvida o Harpoon Block II seria uma opção, mas um submarino está atento a toda emissão de radar usando seus sistema de apoio eletrônico. Se notasse que está sendo alvo de um radar bisbilhoteiro, ele tentará submergir o quanto antes, mesmo que o avião ainda não tenha sido detectado pelo seu radar.
    Mas claro, pode ser que o submarino não esteja ainda numa distância adequada da costa e que não tenha profundidade para que ele mergulhe. Aí sim o Harpoon poderia ser usado.
    Pra mim o ideal nesse caso seria outro míssil, como por exemplo o Slam-ER ou o Maverick F.
    O Harpoon Block II também pode ser usado contra a base naval, no modo INS/GPS, e até tentar atingir um submarino atracado, desde que a posição geográfica do atracadouro seja conhecida e que se tenha certeza que tem um submarino lá. Nessas horas os satélites de reconhecimento ajudam.
    A contrário, por exemplo, do SLAM-ER, que é guiado por imagem térmica, o radar do Harpoon não consegue distinguir um submarino atracado do ambiente em volta, portanto, essa história que consegue atingir um navio atracado, no caso de mísseis como o Harpoon Block II, é uma meia verdade. Ele consegue, mas se dirige às coordenadas geográficas e não ao navio especificamente.
    Um abraço.

  28. Um submarino na superfície, seja nuclear ou convencional, ou está saindo ou chegando na base e ainda em águas pouco profundas, ou ele está avariado, ou não há uma condição de guerra.
    No caso de estar ainda em águas pouco profundas, em território inimigo, fica complicado um avião de patrulha se aproximar.
    Talvez fosse trabalho pra um submarino na espreita.
    Se o avião de patrulha se aproximar de águas inimigas, e ele tiver um Harpoon, a questão é se o míssil consegue travar num submarino, mesmo que na superfície.
    A assinatura radar de um submarino não deve fazer parte do banco de dados do míssil e talvez o radar nem seja adequado para isso.
    Provavelmente o míssil iria de encontro à vela, e se o submarino estiver rápido, há grande chances dele errar.
    Os mísseis antinavios costumam ter espoleta de proximidade, e provavelmente ela seria acionada, causando avarias ao submarino.
    Simplificando, o que quer dizer é que duvido que um Harpoon seja usado contra um submarino na superfície. Mas claro, como o Nunão disse alguns comentários atrás, essa ação poderia ser tentada e até ser exitosa, afinal, se mísseis TOW já derrubaram helicóptero…

  29. Olá.

    Um submarino hostil “dando sopa” emerso num TO, só se o comandante for “bem bonzinho” com o inimigo…
    O Harpoon, tal qual o Exorcet, são mísseis anti-navios que vão afundar um submarino se tiverem muita sorte (ou se o submerssível se encontrar numa situação muito desfavorável).
    Até hoje (antes da compra dos Harpoons) a MB era a única das FFAA capaz de cumprir missões anti-navio ou anti-submarinos. Logo a FAB não tem (tinha) aparelhos com mísseis para esta função.
    Acredito que a chegada dos Gripen não deva mudar esse cenário. Se houver mudanças, creio que partirá da aviação de asas fixas da MB.
    SDS.

  30. Desde o comentário do Poggio ficou implícito que um submarino dando sopa é improvável. Mas, como, às vezes o improvável acontece, achei interessante a discussão.

    Aliás, qualquer detecção de submarino é um tanto quanto improvável rsrs.

    Mas, então supondo que o P-3 tenha encontrado ele submerso, como ele deveria proceder ao ataque?

    Bombas, cargas de profundidade, torpedos? O que o nosso P-3 tem para usar?

    Lembrando que sou só um perguntador… rs.

  31. Olá.

    Os EUA tinham uma versão capaz de atacar submarinos com cargas de profundidade.
    Vale lembrar que o P-3 é um avião de patrulha. A capacidade de ataque é secundária. No caso da detecção de um submarino hostil, a aeronave ficaria monitorando a embarcação e indicaria a sua posição para outros meios ASW (navios submarinos ou outros aviões/helicópteros).
    Por isso que esse tipo de aeronave tem de ter elevada autonomia de operação.
    SDS.

  32. Rafa,
    Eu também sou leigo perguntador, mas gosto de dar pitaco. rsrsss
    Um submarino totalmente submerso só pode ser detectado por um avião pelo MAD e pelas sonobóias.
    Sabendo que há um submarino na área, o avião lançaria um torpedo leve antisubmarino, que opera de forma completamente autônoma e após cair na água e se desvencilhar do paraquedas começa a realizar uma trajetória circular varrendo uma grande área com seus sensores acústicos (modo ativo e passivo), tentando detectar o submarino. Quando isso ocorre, o torpedo acelera e passa a se dirigir a ele usando o modo ativo.
    Acho que carga de profundidade lançada por avião só tem efeito psicológico. Equivale a mijar na área pra demarcar território. rsrsss

  33. Olá Bosco.

    Os EUA chegaram a ter cargas de profundidade nucleares (com certeza você sabe disso).
    “Êita, que mijo mais fedido, sô!!!”
    SDS.

  34. Rafael,

    Continuando e complementando o Bosco, foto de lançamento de um torpedo antissubmarino. Não é por um P-3, mas serve para ilustrar.

    http://www.aereo.jor.br/2010/05/10/c295-mpa-lanca-torpedo-pela-primeira-vez/

    Quem opera torpedos deste tipo no Brasil é a Marinha, lançados de helicópteros, mas foi assinado recentemente acordo com a Fáb, que permitirá intercâmbio de armamentos.

    http://www.naval.com.br/blog/2014/03/02/mb-e-fab-assinam-acordo-geral-de-cooperacao-tecnico-operacional/

  35. Olá Bosco.

    Era para marcar MESMO o território.
    Cargas de profundidade serviam (servem) para a ataques de saturação. Um meio “barato” que poderia afundar um sub, principalmente se esse estivesse em águas profundas.
    Nunão, acho que ainda falta um pouco mais de integração entre a FAB e MB no que se refere a defesa costeira. Históricamente, FAB e MB não se “bicam muito”. Quem sabe não é um sinal dos tempos?
    SDS.

  36. Rafa,
    Já um submarino com snorkel, periscópio, etc, içado e emerso, pode ser detectado por radar e pelo FLIR.
    Um submarino DE que esteja usando o snorkel na área pode ser detectado por sensores químicos que detectam a presença do monóxido de carbono resultante dos motores Diesel.

  37. Agora fiquei satisfeito com as respostas e sou grato a todos por elas.

    E, resumidamente, a chance de encontrarmos um submarino inimigo é bem remota… ao menos antes de ele atacar alguém rsrs.

  38. Maurício,
    Quando lançadas de navios, as cargas de profundidade são mortais já que podem martelar um submarino por horas a fio. Tanto as tradicionais (em forma de barril), que eram catapultadas, quanto as de saturação, tipo “ouriço”, ou como os morteiros/foguetes antisubmarinos, como o usado nas Niteróis.
    Já de avião, são em quantidade muito reduzida pra fazer diferença e só mesmo um tiro de sorte pra surtir algum efeito.

  39. Maurício, se assinaram o acordo, e fazem operações juntas como a Operação Atlântico periodicamente, creio que essa coisa de não se bicarem ficou no passado – lembrando também que o principal avião antissubmarino que a FOrca Aérea teve antes do P-3 operou, por décadas, no NAel Minas Gerais, sem problemas entre as duas.

    Sobre cargas de profundidade, aliás, bombas de profundidade, elas têm utilidade sim, em caso de submarino encurralado em águas rasas, onde um torpedo pode ter dificuldades de manobrar. A Marinha as possui, e podem ser lançadas, por exemplo, dos Super Lynx e Sea Hawk. Podem ser instaladas na baia de armamentos do P-3.

  40. Olá Rafael.

    Os submarinos são os meios mais furtivos das FFAA. A detecção de um submarino que “quer ficar escondido” é extremamente difícil.
    Os detectores de anomalias magnéticas são bastante eficientes, mas somente são eficazes se o avião/navio passar perto do submarino. Ou seja, tem de ser feito um patrulhamento ostensivo na região onde se supõe estar o vaso.
    O ARA San Luis era uma “pedra no sapato” para a marinha inglesa durante a Guerra das Malvinas. A Royal Navy fez de tudo para afundá-lo. E não consegui.
    SDS.

  41. Olá Maurício,

    Sim, eu li bastante sobre a “caçada” ao San Luis, inclusive no PN.

    Aliás, se tem uma coisa que os argentinos podem se orgulhar é de seus pilotos e de seus submarinistas. Assim como devem se e envergonhar dos marinheiros.

    E eu questionei mais para saber o quanto mudou de lá para cá, o quanto as chances de detecção aumentaram e a nossa capacidade de afundar um.

    Saudações.

  42. Maurício,
    Eu não sei muito sobre o assunto, mas sei que hoje existem aços amagnéticos que são menos susceptíveis de produzir uma assinatura magnética.
    E os submarinos são desmagnetizados de tempos em tempos em instalações apropriadas para reduzir a possibilidade da detecção pelo MAD e de sensibilizar as espoletas magnéticas de minas submarinas.
    Essa é uma estação de desmagnetização americana:
    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e9/USS_Jimmy_Carter_being_depermed_2.jpg/800px-USS_Jimmy_Carter_being_depermed_2.jpg

    Isso tem reduzido a eficácia do MAD e alguns aviões de patrulha nem os usa mais. Salvo engano, o P-8 não o utiliza.

  43. Olá Bosco.

    É verdade, a eficácia das cargas de profundidade é diretamente proporcional a quantidade lançada. Ou, caso extremo, a capacidade explosiva (nucleares, hoje proibidas por acordos internacionais, se eu não estiver enganado).

    “a FOrca Aérea teve antes do P-3 operou, por décadas, no NAel Minas Gerais, sem problemas entre as duas”

    Sem problemas Nunão?!?!? Não fora exatamente isso que eu soube… E minha fonte foi meu tio, marinheiro na época da incorporação do Minas Gerais. Em fim…

    Em águas rasas (desde que não esteja numa baía…), se o submarino estiver sendo atacado por um navio, a “caça” pode “virar o jogo”.
    SDS.

  44. Rafa,
    Sem querer insistir e já insistindo, outra forma de um submarino ser detectado é através de equipamentos de ESM do avião, que detectam as emissões de RF do submarino. Tanto as do radar quanto de comunicação.
    Claro, isso só informa que há um submarino na área, mas já ajuda. Pelo menos indica onde está o palheiro. rsrsrss
    Um abraço.

  45. “Sem problemas Nunão?!?!? Não fora exatamente isso que eu soube… E minha fonte foi meu tio, marinheiro na época da incorporação do Minas Gerais. Em fim…”

    Maurício,

    Uma coisa eram as rusgas em meados dos anos 60, ou seja, há meio século, quando a briga ainda estava fresca. Estas existiram e certamente seu tio vivenciou esse clima pesado. Isso é ponto pacífico.

    Outra coisa, bem diferente, foi a acomodação dos ânimos com a operação dos P-16 da FAB no NAeL por nada menos do que três décadas, por gerações de marinheiros e aviadores, em inúmeras operações envolvendo meios da FAB e da MB, até a desativação dos P-16 em meados dos anos 90.

    Muita água passou por baixo desse convoo, nesse meio tempo… Não que as coisas sempre ocorressem na total cordialidade, mas a cooperação existiu e funcionou.

  46. Olá Bosco.

    Ai tem duas coisas em jogo: a “assinatura magnética” (magnetização induzida no corpo metálico do navio) e as “distorções magnéticas” (alterações pontuais no campo magnético da terra). A sondas MAD detectam ambas. A primeira, pode ser minimizada pelo uso dos materiais para e amagnéticos (tipos especiais de aços e titânio) e/ou pelos procedimentos periódicos de desmagnetização dos cascos. Aliás os primeiros aços amagnéticos eram muito frágeis.
    A “assinatura magnética” é mais facilmente detectada; as “distroções”, somente se a sonda estiver perto (“em cima” do alvo, literalmente). A detecção do submarino pode ser feita de outras formas, como o uso do sonar doppler (presente em sono bóias ativas ou navios de superfície).
    Assim, as sondas MAD podem ou não serem dispensadas. Dependerá do sistema de detecção completo utilizado. O P-8 indiano terá sonda MAD.
    Enfim, isso reforça o carater furtivo de um submarino e a dificuldade da sua detecção.
    SDS.

  47. Olá Nunão.

    Acho que um dos motivos para que essas “rusgas” tenham diminuído, permitindo uma melhor integração entre as forças de defesa, foi a extinção dos ministérios militares substituídos pelo Ministério da Defesa (civil).
    Tomara que o processo continue e se acentue, pois o exército necessita de ter meios embarcados, bem como uma ala aérea. Da mesma forma, a marinha necessita de uma ala aérea. E todas as FFAA tem de proteger de forma eficiente o país, o que somente pode ser feito com ampla integração de atividades e funções.
    Uma melhoria, sem dúvida.
    SDS.

  48. Bosco, sua insistência é sempre bem-vinda rs.

    Junto com a do Maurício e do Nunão então.

    Abraços!

  49. Maurício,

    Só lembrando que toda a operação do P-16 embarcado no NAeL Minas Gerais, ao longo de 30 anos, deu-se antes da criação do Ministério da Defesa.

    Evidentemente, rusgas aconteceram nesse tempo todo (como ocorrem em qualquer país, entre suas forças armadas, em certos momentos), embora menos graves do que a do início da década de 1960. Mas nada disso impediu a interoperabilidade e cooperação cada vez maior.

    Em fins dos anos 70, a Marinha procurou mais uma vez realizar seu desejo já antigo de que caças operassem no Minas. Como, por lei de 1965 (a tal que procurou dar fim às rusgas iniciais), asa fixa só podia ser da FAB, entrou-se em acordo com esta e começou um projeto para comprar jatos navais A-4 (a serem operados pela FAB, como os P-16). Tudo foi andando suficientemente bem entre os dois ministérios militares até que o projeto empacou na negativa do Ministério do Planejamento, por necessidade de cortar gastos.

    Por fim, o próprio decreto que permitiu à MB voltar a operar asa fixa é de um ano antes da criação do Ministério da Defesa.

    Assim, a criação do ministério, a meu ver, não foi fator determinante para resolver as brigas dos anos 50 e 60, e sim o bom “tempo, tempo, tempo, mano velho”.

    A interoperabilidade só tende a se acentuar, naturalmente. E o novo ministério, é claro, pode e deve contribuir para isso, pois é justamente parte de sua razão de ser.

  50. As operações combinadas são a chave para o sucesso num conflito moderno, e as FFAA brasileiras já se deram conta disso, faz algum tempo.
    O exercício AZUVER é realizado em conjuntos, pelas três Escolas de Comando e Estado-Maior.
    A MB teve o apoio da FAB para a confecção dos requisitos da modernização dos A-4. Os tripulantes do ORUNGAN realizaram todos os cursos de guerra antissubmarino no Camaleão. E muitos outros exemplos de cooperação.
    Servi três anos em São Pedro da Aldeia, voando na Segunda ELO, e vivi esse problema da rivalidade por conta do problema asa fixa vs asa rotativa. Graças a Deus, são tempos passados. Fiz grandes amigos na MB, daquele tempo.

  51. Olá Nunão.

    Meu tio relatou que um dos principais “problemas” era referente a cadeia de comando. Embora ele não tenha servido no “Mingão”, conta que colegas que nele serviram “reclamavam” disso.
    Claro que o tempo permitiu uma sensível melhora na relação entre os militares de ambas as forças.
    Quando me referi ao Ministério da Defesa, quis trazer a relação para eventos mais recentes. Não se pode negar que os ministérios militares (enquanto existiram) “disputavam” entre si recursos financeiros. Alías a própria criação do Ministério da Defesa mostra uma amadurecida integração entre as nossas FFAA.
    Históricamente, as “rusgas” das décadas de 50 e 60 eram “pouca coisa” perante as “rusgas” entre marinha e exército no final do século XIX. Em outras palavras, o processo de integração entre as FFAA vem de longa data pretérita.
    E que essa integração só aumente.
    SDS.

  52. sei que hoje existem aços amagnéticos que são menos susceptíveis de produzir uma assinatura magnética.

    Bosco, imagino que você esteja se referindo aos Sierra e aos Alfa, submarinos soviéticos construídos com titânio. Sim, detectá-los é mais difícil, mas eles não são a prova de MAD. Lembre-se que mesmo que o casco seja de titânio, o reator a turbina e muitos outros equipamentos são de materiais magnéticos.

    De qualquer forma só sobraram dois Sierra em atividade. Os Alfa forma desativados faz algum tempo.

  53. Olá Poggio.

    Qualquer material metálico (magnético, paramagnético ou amagnético) “concentra” as linhas de campo magnético da Terra, gerando uma “anomalia” magnética detectável pela sonda MAD.
    SDS.

  54. Poggio,
    Na verdade nem tinha me lembrado dos cascos de titânio de alguns submarinos russos. Me referi mesmo a alguns aços especiais que são tidos como amagnéticos.
    Bem lembrado os cascos de titânio por você e pelo Maurício.
    Quanto ao P-8 americano não ter o MAD, se justifica porque ele pretende operar a grande altitude (30.000 pés), onde talvez esse sensor não seja eficaz já que tem que adentrar a distorção magnética promovida pelo submarino e isso não seria possível a grande altitude.
    Os indianos pelo jeito pretende operar o P-8 de forma mais tradicional.
    Os americanos estão desenvolvendo sonobóias para serem lançadas de grandes altitudes, além de um kit de asas para os torpedos, com orientação GPS, que possibilita aos mesmos serem lançados de grande altitude.

  55. “Pra mim, essa história de usar um Harpoon contra um submarino emerso é similar a usar…”

    Sem querer ser chato e já me desculpando se por acaso alguém já comentou, lí os demais posts mto rapidamente, mas uma das premissas por trás do desenvolvimento do míssil antí-navio “Harpoon”, era de que torpedos Mk-44/46, seriam inúteis contra submarinos emersos; pois estes estariam acima da profundidae mínima de engajamento pelo citado armamento.
    E a epoca certas classes de submarinos lançadores de mísseis de cruzeiro, ainda necessitavam emergir p/ poderem lançar suas armas.

  56. Interessante comentário, Maurício. Não sabia dessa premissa do início do desenvolvimento do Harpoon, há umas quatro décadas.

    Será que vem daí uma das justificativas para o perfil de ataque final do Harpoon (após a fase de voo rente às ondas, ou “sea skimmer”), de subir na fase terminal para atingir o alvo por cima?

    Afinal, se o submarino emerso estaria acima da profundidade mínima para os torpedos leves engajarem, pode ser que a borda livre do casco do submarino emerso também seria considerada muito pequena, gerando um alvo talvez baixo demais até para um sea-skimmer (excetuando-se a vela avantajada que em algumas classes abrigava mísseis), podendo também o míssil simplesmente atravessar a estrutura hidrodinâmica sobre o casco resistente, sem causar dano a este. Daí (apenas uma hipótese) o perfil de ataque final de cima para baixo, que aumentaria as chances de um impacto direto no casco resistente.

  57. Nunão,
    Sem falar que a borda livre dos modernos submarinos, principalmente do convencional, além de ter pouca altura ainda é inclinada, de moda a favorecer uma redução da assinatura radar. Acaba que o que reflete muito do submarino, para um míssil em voo em baixa altitude, é quase que só a vela e o leme que fica pra fora d’água (quando em cruz o leme deve refletir mais que quando em X).
    Um míssil guiado por radar teria alguma dificuldade em estabelecer a centroide desses dois contatos, o que o poderia fazê-lo errar ou então, optar por atingir o contato mais consistente, no caso, a vela.
    Vale salientar que submarino não é dotado de contra-medidas contra mísseis, nem soft-kill, nem hard-kill.
    Uma abordagem vindo de cima (manobra “pop-up”) ajudaria o submarino tanto a travar no alvo quanto a atingir algo de fato, mas até onde se sabe, tal manobra é mesmo só pra tentar escapar da defesa realizada por canhões.
    Manobras horizontais (tipo zig-zag) são difíceis de serem implementadas para um míssil que está a poucos metros do nível do mar e quando são feitas são muito extensas, não sendo ideais para se evadir de CIWS e assemelhados e sim para contornar os pontos de baliza.
    As mais comuns para mísseis sea-skimming são a pop-up e a tipo parafuso.

  58. Com o avanço do entendimento do funcionamento do radar, se sabe que o que compõe a assinatura radar de um determinado objeto são poucas superfícies de cada vez. E elas mudam na medida que muda a incidência do radar.
    Ou seja, as superfícies que refletem num determinado ângulo não são as mesmas que refletem num outro ângulo de incidência, e que depende logicamente da posição do radar em relação ao objeto.
    O entendimento disso é que possibilitou a tecnologia stealth (técnica de forma).
    Radares hoje conseguem detectar até um periscópio num mar turbulento a algumas dezenas de quilômetros, então não há porque dizer que um submarino é naturalmente furtivo até mesmo quando na superfície (mesmo porque tem a “maldita” vela), mas com certeza ele tem um RCS bem menor que uma unidade de superfície com tonelagem semelhante.
    Isso deve gerar dificuldade para um radar de míssil que é otimizado para navios convencionais com mais de 1000 t de deslocamento e que têm um RCS naturalmente avantajado.

  59. Ainda sobre o MAD, na prática a aeronave precisa voar a 500m ou menos da superfície do mar para detectar algo. Lembrando também que o MAD possui pouco alcance e só é empregado depois que já se tem uma boa ideia de onde o submarino se encontra.

    Como bem disse o Bosco, o P-8A da USN possui um perfil de missão em alta altitude a grande velocidade. Ou seja, um MAD para ele não faz sentido. A USN também pretende colocar em ação uma nova forma de atuação, com o trabalho coordenado de UAV e P-8A.

    O número de P-8A será menor que o de P-3C atualmente em atividade na USN, mas serão auxiliados pelos UAV. É ver para crer se este novo esquema será ou não mais eficiente.

  60. Olá.
    Tem outro motivo para o modo de ataque do Harpoon: minimizar a efetividade da ação de contra medidas defensivas dos vasos inimigos.
    SDS.

  61. Qndo o míssil sobe e mergulha contra o alvo facilita a defesa deste, pois abandona o clutter de sinais de radar existente se mantido o perfil sea skimmer.
    Em relação ao casco de submarino, seria uma forma de obter melhor contraste, em relação a superfície do mar.

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