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Capacidade para a defesa aérea aumentará consideravelmente, diz piloto da FAB que testou Gripen

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Piloto de provas FAB

Piloto explica como foi processo de avaliação do Gripen. Equipe testou cerca de 400 itens em diferentes fases do voo

Uma equipe formada por dois pilotos e um engenheiro da Força Aérea Brasileira (FAB) avaliou cerca de 400 itens em diferentes fases do voo da aeronave sueca Gripen versão D. Em cada voo de teste foram realizados de 50 a 80 pontos de ensaio. Momentos como decolagem, taxi, voo de cruzeiro, descida, pouso e manobras, qualidades de pilotagem, características da aeronave e dos sistemas constam da lista de itens avaliados durante as provas.

O mesmo processo foi realizado com os concorrentes Rafale e F-18. Cada avião foi testado por uma equipe distinta. Os resultados integram o relatório técnico que possui 121 volumes e mais de 28 mil páginas no processo de concorrência realizado pela Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC).

Selecionada pelo governo brasileiro para atuar na defesa aérea do país a partir de 2018, a aeronave Gripen NG (New Generation) permitirá implementar um conceito novo de fusão de dados para a aviação de combate brasileira. O avião traz a integração de sensores que podem estar inclusive em outras aeronaves ou localizados em terra.

“Em termos de capacidade para a defesa aérea aumenta consideravelmente”, afirma o Tenente-Coronel Carlos Afonso de Araújo, piloto de provas que testou o Gripen modelo D em voo na Suécia. Atualmente, o militar comanda o Esquadrão Pampa (1º/14ºGAV), unidade de caça sediada em Canoas (RS) que emprega o avião F-5M. Ouça entrevista:

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Piloto de provas FAB - 2

Capacidade para a defesa aérea aumentará com Gripen NG

O piloto de testes destaca os sistemas de controle de voo e de aviônica como pontos importantes da aeronave. O primeiro facilita o controle do avião durante o voo. A aviônica, bastante desenvolvida e integrada, possui vários sensores que apresentam todas as informações ao piloto de maneira fácil e visualmente agradável.

O Tenente-Coronel afirma que esta tecnologia embarcada permite que o raciocínio do piloto seja mais rápido e fácil durante o voo, cuja velocidade pode chegar a 2.400 km/hora e em condições de combate, onde há outras aeronaves e ameaças.

“Lembrando que o Gripen NG é uma evolução do que existe hoje. Nós estamos saindo na vanguarda do que existe hoje no mundo em termos de desenvolvimento tecnológico”, enfatiza o piloto, que possui 4 mil horas de voo no currículo, incluindo voos em aeronaves como o F-16, F-18 e Rafale.

Equipes – Assim com todos os integrantes das três equipes que avaliaram em voo os concorrentes, o piloto de provas que testou o Gripen é formado pelo Instituto de Pesquisas e Ensaio em Voo (IPEV), escola brasileira integrante do restrito grupo de sete unidades no mundo que preparam profissionais para desempenhar esta função.

FONTE: Agência Força Aérea

30 COMMENTS

  1. Amigos,

    Achei muito interessante e muito bem desenvolvida a entrevista.
    No entanto, temos que lembrar que quase tudo o que foi dito com relação ao Gripen C/D e NG também seria adequado a qualquer um dos dois outros concorrentes.
    Pena que ele não teve a possibilidade de avaliar o NG (ou os outros dois caças), pois o Gripen C/D está muito aquém do que se espera do F-X2, principalmente em termos de desempenho, de aviônica e fusão de dados.
    Abraços,

    Justin

  2. O Gripen C/D já é um salto em relação ao Mirage 2000/F-5. O NG promete muito mais (algumas das novas características/tecnologias já foram totalmente testadas, outras ainda deverão ser integradas/avaliadas).

    Aliás, qualquer um dos três finalistas do F-X2 já seria um tremendo de um salto. A vantagem do Gripen é que entrega muita coisa pelo menor preço do mercado (caça barato não existe).

  3. Justin,
    Esse foi um dos motivos de minha preferência pelo SH.
    Escolheram um caça testando outro.
    Seria o mesmo que escolher o SH testando o Hornet.
    A diferença é que na época, o SH já estava pronto e não precisaria se usar o expediente de testar o “modelo anterior”.
    O que me causa um certo espanto é que mesmo estando pronto e acabado caças de 4,5ªG (Rafale e SH) a escolha foi feita baseado num caça de 4ªG já que o modelo avançado ainda não estava (assim como ainda não está) pronto.
    Ou o Gripen (e não falo do NG) é muito bom a ponto de impressionar os examinadores mais que os de geração acima que também foram examinados, ou fatores alheios às considerações técnicas (por exemplo, políticos, TT, custos, etc) foram decisivos.
    São apenas considerações “en passant”, já que assim como todos estou satisfeito com a decisão, que se não foi a melhor, pelo menos pois fim à irritante novela.

    • Esse foi um dos motivos de minha preferência pelo SH.
      Escolheram um caça testando outro.

      (…)

      Ou o Gripen (e não falo do NG) é muito bom a ponto de impressionar os examinadores mais que os de geração acima que também foram examinados, ou fatores alheios às considerações técnicas (por exemplo, políticos, TT, custos, etc) foram decisivos.

      Caro Bosco,

      Você tem muita razão. Realente escolheram um caça baseado na expectativa de que este fosse uma evolução da aeronave testada.

      Mas eu não chamaria TT de “fator alheio às considerações técnicas”. Isto é sim consideração técnica e, imagino eu, pesou muito na decisão final.

      Em relação às questões políticas, sabemos muito bem pelo histórico do F-X2 o que aconteceu com os concorrentes. Em cada momento da história do F-X2 houve uma aeronave que estava na dianteira. Por motivos que não cabe aqui mencionar novamente (é só ler a revista Forças de Defesa n.7), o Gripen era, politicamente, o “menos queimado” dos três no momento da decisão. Se a decisão fosse tomada em outro momento, outro candidato poderia ter sido escolhido.

  4. Por isto que eu acho que, para dirimir estas dúvidas citadas e outras mais …. outras DUAS equipes, compostas de pelo menos outros dois pilotos, deveria ter tido o trabalho de testar TODOS os três short-listados no processo.

    Independente do fato de três turmas terem testado, cada um dos concorrentes, estas outras duas fariam um relatório independente uma da outra…. e depois tudo seria confrontado num relatório final.

    Assim, para cada concorrente, haveria três opiniões a se considerar. Cada equipe de pilotos faria uma avaliação representadas por notas de zero à dez.

    Venceria o vetor que obtivesse a maior numeração dentre todos os avaliados.

    Sds.

  5. Caro Justin,

    Discordo da sua opinião em relação ao fato que o Gripen C/D seria inferior em fusão de dados.

    Mesmo considerando essa versão não há dúvidas que a consciência situacional dos Gripen C/D estão entre os melhores caças do mundo, um piloto no Gripen tem a visão de seus sistemas de outros Gripens e outros sistemas no ar e em terra.

    []’s

  6. Nick, boa noite.

    Fusão de dados não é só data link. Depende da existência e da precisão de vários sensores (ativos e passivos), além da capacidade de processamento.
    Abraço,

    Justin

  7. Também discordo totalmente da afirmação que o GRIPEN está ¨aquém do que se espera para o FX-2 nos quesitos avionica e fusão de dados¨. Em desempenho até concordo, embora o GRIPEN seja o único com super cruise.
    O GRIPEN NG terá uma avionica desenvolvida pela AEL, com uma tela única, só existente no F-35. O datalink sueco é conhecidamente o melhor do mundo. A fusão de dados é excepcional.
    O acesso ao sistema de comandos de voo é um dos itens mais importantes, para a EMBRAER, de ToT. Não teríamos acesso completo aos algoritmos dos sistemas do SH e do RAFALE, até porque já são produtos prontos.
    O desempenho de voo das aeronaves foi, somente, um dos pontos da avaliação. Comparar as notas utilizando as mesmas equipes para os três não definiria o vencedor.

    • Rinaldo Nery escreveu:

      O GRIPEN NG terá uma avionica desenvolvida pela AEL, com uma tela única, só existente no F-35.

      A Elbit Systems também desenvolveu tela únic (LAD – Large Area Display) de 482 mm x 279 mm para o Super Hornet. Mas ao contrário do F-35, O HUD é mantido, só que em uma versão compacta. Isto já está disponível para qualquer cliente.

      O que está em estudo é uma tela com apresentação tridimensional. Isto permitiria a geração de um modelo do campo de batalha virtual utilizando a fusão de dados de diferentes sensores e de informações e dados enviados por outras aeronaves através de enlace de dados. Como exemplo, uma tela dessas poderia gerar a situação tática em que o Super Hornet se encontra em três dimensões, sendo que as demais unidades seriam representadas por modelos ao invés de símbolos e a perspectiva de visão poderia ser escolhida pelo usuário.

      Tela única não é frescura. Ela amplia a consciência situacional dos tripulantes, reduz custos operacionais, economiza espaço e peso de acessórios de refrigeração de aviônicos.

      http://www.aereo.jor.br/2012/03/05/boeing-e-elbit-systems-assinam-mou-para-investimento-em-tecnologia-no-brasil/

  8. Amigos,

    Vocês estão mesmo dizendo que Gripen C/D tem melhor fusão de dados que Rafale e Super Hornet?
    Sem AESA? Sem IRST?, Com aviônica do início do século?
    Com menor capacidade de processamento? Sem barramento com transmissão por fibra ótica? Com RWR de menor resolução?
    Sem usar imagens térmicas de mísseis? TV? Laser?
    Que supercruise útil teria esse Gripen C/D?
    Só falta dizer agora que é o Gripe C/D é o caça mais avançado do mundo.
    Abraços,

    Justin

    • Vocês estão mesmo dizendo que Gripen C/D tem melhor fusão de dados que Rafale e Super Hornet?

      Eu espero que eles não estejam dizendo isso. A família Legacy Gripen (A/B/C/D) está numa geração entre o Mirage 2000 e o Rafale. Mas eu colocaria a tecnologia embarcada no SH hoje como superior à tecnologia dos Rafale em atividade.

  9. Baschera, boa noite.

    Os pilotos e engenheiro de ensaio aprendem a avaliar aeronaves verificando seu desempenho contra parâmetros fixos, os pontos de ensaio citados pelo piloto da FAB.
    Esses parâmetros são constantes dos requisitos ou da própria oferta da aeronave (para verificar a capacidade de cumprir o que foi proposto).
    Comparação direta entre objetos distintos não é uma boa técnica profissional.
    Abraço,

    Justin

    • Comparação direta entre objetos distintos não é uma boa técnica profissional.

      Concordo com o Justin Case

      Essa comparação direta é boa só para os entusiastas. O que a FAB quer é uma aeronave que cumpra aquilo que ele estabeleceu como missão/ões.

  10. Caro Justin,

    Se formos comparar a apresentação dos dados,os 3 caças (Gripen C/D, Rafale e F-18 E/F) apresentam as mesmas funcionalidades, 3 MFDs + HUD de grande ângulo. E o Gripen C/D tem o recurso do HMD, algo que os pilotos franceses não usam, talvez por questão de doutrina, ou porque não pode mesmo.

    Agora o que amplia ou diminui a consciência situacional? Os sensores das aeronaves + a capacidade de data-link.

    Os Rafales, por exemplo tem alguma vantagem nos sensores embarcados (em relação ao AESA, somente agora na última versão que está sendo fabricada é que está valendo), mas de nada adiantará se operar sem um rede de sensores interligados contra um outro caça que tenha por exemplo, o Erieye e outros Gripens, que são capazes de compartilhar praticamente tudo, não só sensores, como os status de cada arma. Um Gripen em rede pode operar em modo passivo, e mesmo assim saberia de tudo o que está ocorrendo ao seu redor, sem emitir nada.

    Quem tem a melhor a consciência situacional?

    Uma diferença gritante seria o caso do F-35 que tem o DAS mais aquele capacete com realidade aumentada, além do EOTS e o próprio radar AESA. Mas comparando o F-18E, Rafale, e mesmo o Gripen C/D não vejo grande diferença não.

    []’s

  11. Nick, bom dia.

    Estávamos falando de data fusion, mas parece que o rumo da conversa mudou.
    Pelo jeito que anda o papo, há chance de que tragam Gripens C/D como tampax e os efetivem como F-X. Teriam apoiadores. Para alguns, Gripens C/D são tão capazes ou melhores que Rafale e Super Hornet.

    Justin

  12. Caro Justin,

    Na minha opinião, os Gripens C/D são bem efetivos, e servirão muito bem como tampax. Como Tampax! 🙂

    Agora o Rafale e o F-18 E/F são caças mais pesados, e claro, com suas vantagens e desvantagens, além de terem uma gama de sensores mais atualizados.

    []’s

  13. Mas o Rafale e o SH também têm datalink e operam dentro do conceito de fusão de dados, que consiste em combinar as informações dos sensores externos e próprios e apresentá-los de forma racional e instintiva ao piloto para que ele possa tomar decisões.
    O nível de consciência situacional é diretamente proporcional ao nível da capacidade dos sensores próprios, à disponibilidade de sensores externos, à capacidade do datalink em suportar o volume de informações e à capacidade dos sistemas do caça que gerenciam e disponibilizam essas informações para o piloto.
    Que eu saiba todos os três tinha capacidades avançadas no quesito sensores próprios avançados, datalink e fusão de dados.
    Apesar de dizerem que os suecos são mais avançados no que concerne à tecnologia de guerra centrada em rede, talvez porque junto com os americanos (que já operavam assim desde a década de 60) foram os pioneiros no conceito, não creio que o tanto que sejam melhor faça diferença tanto assim hoje em dia.
    Pra mim eles já foram melhores, mas hoje em dia é meio que um mito da internet nos blogs de defesa.
    Já quanto aos sensores ofensivos próprios, sem dúvida o radar articulado AESA do NG aumenta o nível de consciência situacional, em que pese o do RF e do SH ter maior quantidade de componentes ativos.

  14. Essa história de que o Gripen tem capacidade superior de datalink e de combater dentro do conceito de “guerra centrada em rede” pra mim é só propaganda, igual dizem do Spectra rafalínico ser uma suite de defesa eletrônica superior.
    Mitos da internet.
    Podem até ser melhores que do concorrente, mas não num nível que faça muita diferença na prática.

  15. O assunto é complexo!
    Para se mensurar o nível de consciência situacional que uma aeronave permite, até o canopi deve ser avaliado, já que em combate aproximado é extremamente vital a visão proporcionada ao piloto (menor no F-35), sendo todos os caças muito dependentes da visão direta para combater.

  16. Costumo classificar as aeronaves quanto ao seu estilo de operação, e não as clássicas “gerações” de que tanto se fala.

    Primeiro vieram os caças especializados, mas com dependência exclusiva da visão do piloto para o combate.
    Depois vieram os caças especializados supersônicos, baseados em sensores (tipicamente radar ou IR) para o combate.
    Depois vieram os Caças Swing-Role, onde a instalação em campo de um ou mais equipamentos o configuravam para combate ar-ar / ar-solo / ar-mar / apoio a guerra eletrônica.
    Depois vieram os Multi-role, que com o apertar de um botão mudavam o modo para ar-ar/ar-solo/ar-mar.
    E por último, os Omnirole (atualmente só o Rafale e o F-35) em que não há uma separação entre os modos de operação, podendo operar “simultâneo” entre ar-ar e ar-solo (famoso um olho no peixe e outro no gato).

    O Rafale foi o primeiro a apresentar uma tela de grande área, colimada (projetada no infinito), integrando a imagem com a do enorme HUD, para apresentar as informações de forma indistinta de qual tipo de sensor ou modo de opreração. Além desses, pequenos visores touch-screen complementam o cockpit. Os franceses afirmam que a integração da imagem do HDD com a do HUD (que inclui realidade aumentada) torna o HMD desnecessário (mas na minha opinião, seria uma boa ajuda).

    O F-35 também possui uma tela grande (mas que não é colimada), e no lugar do HUD, um capacete com realidade aumentada, para dar essa fusão na apresentação dos dados.

    Resta saber se o Gripen NG será Omnirole ou apenas um Multirole com uma tela grande. Com a palavra quem especificar o SW do caça, já que avionica para isso ele tem.

  17. Caro Bosco,

    Vou replicar um artigo que o Penguin postou em um outro fórum sobre o data-link do Gripen. Acredito que dá para se ter uma idéia de como é avançado esse sistema. Se não é o melhor, deve estar entre os melhores.

    “Below is a brief summary of TIDLS capabilities, from an older JEDOnline article by Bill Sweetman:

    The TIDLS can connect up to four aircraft in a full-time two-way link. It has a range of 500 km and is highly resistant to jamming; almost the only way to jam the system is to position a jammer aircraft directly between the two communicating Gripens. Its basic modes include the ability to display the position, bearing, and speed of all four aircraft in a formation, including basic status information such as fuel and weapons state. The TIDLS is fundamentally different from broadcast-style links like Link 16. It serves fewer users but links them more closely together, exchanging much more data, and operating much closer to real time.

    TIDLS information, along with radar, EW, and mapping data, appears on the central MFD. The display reflects complete sensor fusion: a target that is being tracked by multiple sources is one target on the screen. Detailed symbols distinguish between friendlies, hostiles, and unidentified targets and show who has targeted whom.

    Today, Sweden is the only country that is flying with a link of this kind, and will retain that status until the F-22 enters service. The Flygvapnet has already proven some of the tactical advantages of the link, including the ability to spread the formation over a much wider area. Visual contact between the fighters is no longer necessary, because the datalink shows the position of each aircraft. Leader and wingman roles are different: the pilot in the best position makes the attack, and the fact that he has targeted the enemy is immediately communicated to the three other aircraft.

    A basic use of the datalink is “silent attack.” An adversary may be aware that he is being tracked by a fighter radar that is outside missile range. He may not be aware that another, closer fighter is receiving that tracking data and is preparing for a missile launch without using its own radar. After launch, the shooter can break and escape, while the other fighter continues to pass tracking data to the missile. In tests, Gripen pilots have learned that this makes it possible to delay using the AMRAAM’s active seeker until it is too late for the target to respond.

    But the use of the link goes beyond this, towards what the Swedish Air Force calls “samverkan,” or close-cooperation. One example is the use of the Ericsson PS-05/A radar with TIDLS. An Ericsson paper compares its application, with identical sensors and precise knowledge of the location of both platforms, to human twins: “Communication is possible without explaining everything.”

    “Radar-samverkan,” the Ericsson paper suggests, equips the formation with a super-radar of extraordinary capabilities. The PS-05/A can operate in passive mode, as a sensitive receiver with high directional accuracy (due to its large antenna). Two PS-05/As can exchange information by datalink and locate the target by triangulation. The target’s signals will often identify it as well.

    The datalink results in better tracking. Usually, three plots (echoes) are needed to track a target in track-while-scan mode. The datalink allows the radars to share plots, not just tracks, so even if none of the aircraft in a formation gets enough plots on its own to track the target, they may do so collectively.

    Each radar plot includes Doppler velocity, which provides the individual aircraft with range-rate data. However, this data on its own does not yield the velocity of the target. Using the TIDLS, two fighters can take simultaneous range-rate readings and thereby determine the target’s track instantly, reducing the need for radar transmission.

    In ECM applications, one fighter can search, while the wingman simultaneously focuses jamming on the same target, using the radar. This makes it very difficult for the target to intercept or jam the radar that is tracking him. Another anti-jamming technique is for all four radars to illuminate the same target simultaneously at different frequencies.”

    []’s

  18. Nick, boa noite.

    Acho que isso é o mínimo que um data link tático faz.
    Com até quatro aviões na rede, nossos F-5M devem fazer o mesmo.
    Quando aparecer informação de mais aviões na rede amiga ou um valor declarado de taxa de atualização, pode-se pensar que se trata de data-link mais avançado..
    Abraço,

    Justin

  19. Era só o que faltava, desenvolver uma aviônica totalmente nova, somente p/ arrumar serviço p/ a laranja da Elbit…
    O mesmo se aplica ao código-fonte do sistema de comandos de voo.
    A aviônica e o código-fonte do sistema de comandos de voo, estão em desenvolvimento e voando, lá na Suécia.
    Não há necessidade alguma de se reinventar a roda.

  20. Acredito que todos viram a explanação do Zé Crepaldi, presidente da COPAC, lá no Senado. Está disponível no Defesanet. Lá ele esclarece quase tudo.
    By the way, quando os Gripen estiveram em Anápolis, pude ver a demonstração do seu data link. Foi montada uma estação no solo para demonstrar a troca de informações entre os dois Gripen, que combatiam um velho F-103.
    Como bem disse o Justin, a taxa de atualização é um limite. Não me recordo se o link BR-2 será TDMA ou CDMA.

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