Home Força Aérea Brasileira Capacidade para a defesa aérea aumentará consideravelmente, diz piloto da FAB que...

Capacidade para a defesa aérea aumentará consideravelmente, diz piloto da FAB que testou Gripen

413
30

Piloto de provas FAB

Piloto explica como foi processo de avaliação do Gripen. Equipe testou cerca de 400 itens em diferentes fases do voo

Uma equipe formada por dois pilotos e um engenheiro da Força Aérea Brasileira (FAB) avaliou cerca de 400 itens em diferentes fases do voo da aeronave sueca Gripen versão D. Em cada voo de teste foram realizados de 50 a 80 pontos de ensaio. Momentos como decolagem, taxi, voo de cruzeiro, descida, pouso e manobras, qualidades de pilotagem, características da aeronave e dos sistemas constam da lista de itens avaliados durante as provas.

O mesmo processo foi realizado com os concorrentes Rafale e F-18. Cada avião foi testado por uma equipe distinta. Os resultados integram o relatório técnico que possui 121 volumes e mais de 28 mil páginas no processo de concorrência realizado pela Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC).

Selecionada pelo governo brasileiro para atuar na defesa aérea do país a partir de 2018, a aeronave Gripen NG (New Generation) permitirá implementar um conceito novo de fusão de dados para a aviação de combate brasileira. O avião traz a integração de sensores que podem estar inclusive em outras aeronaves ou localizados em terra.

“Em termos de capacidade para a defesa aérea aumenta consideravelmente”, afirma o Tenente-Coronel Carlos Afonso de Araújo, piloto de provas que testou o Gripen modelo D em voo na Suécia. Atualmente, o militar comanda o Esquadrão Pampa (1º/14ºGAV), unidade de caça sediada em Canoas (RS) que emprega o avião F-5M. Ouça entrevista:

Download do Áudio: Baixar arquivo em formato MP3

Piloto de provas FAB - 2

Capacidade para a defesa aérea aumentará com Gripen NG

O piloto de testes destaca os sistemas de controle de voo e de aviônica como pontos importantes da aeronave. O primeiro facilita o controle do avião durante o voo. A aviônica, bastante desenvolvida e integrada, possui vários sensores que apresentam todas as informações ao piloto de maneira fácil e visualmente agradável.

O Tenente-Coronel afirma que esta tecnologia embarcada permite que o raciocínio do piloto seja mais rápido e fácil durante o voo, cuja velocidade pode chegar a 2.400 km/hora e em condições de combate, onde há outras aeronaves e ameaças.

“Lembrando que o Gripen NG é uma evolução do que existe hoje. Nós estamos saindo na vanguarda do que existe hoje no mundo em termos de desenvolvimento tecnológico”, enfatiza o piloto, que possui 4 mil horas de voo no currículo, incluindo voos em aeronaves como o F-16, F-18 e Rafale.

Equipes – Assim com todos os integrantes das três equipes que avaliaram em voo os concorrentes, o piloto de provas que testou o Gripen é formado pelo Instituto de Pesquisas e Ensaio em Voo (IPEV), escola brasileira integrante do restrito grupo de sete unidades no mundo que preparam profissionais para desempenhar esta função.

FONTE: Agência Força Aérea

30
Deixe um comentário

avatar
26 Comment threads
4 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
13 Comment authors
Mauricio R.juarezmartinez_RJ_KnightJustin Case Recent comment authors
  Subscribe  
newest oldest most voted
Notify of
André Sávio Craveiro Bueno
Visitante
Member
André Sávio Craveiro Bueno

Informações importantes vindas de uma fonte mais do que confiável: foi a própria que gerou a informação.

Iväny Junior
Visitante
Member

Ótimo avião.

Justin Case
Visitante
Member

Amigos,

Achei muito interessante e muito bem desenvolvida a entrevista.
No entanto, temos que lembrar que quase tudo o que foi dito com relação ao Gripen C/D e NG também seria adequado a qualquer um dos dois outros concorrentes.
Pena que ele não teve a possibilidade de avaliar o NG (ou os outros dois caças), pois o Gripen C/D está muito aquém do que se espera do F-X2, principalmente em termos de desempenho, de aviônica e fusão de dados.
Abraços,

Justin

Vespão
Visitante
Member
Vespão

Amigo Justin Case :

São vetores de outra classe . O famoso 2 por preço de 1 .
Mas melhor que f-5 jordanianos isso é .

SDS

Guilherme Poggio
Editor
Famed Member

O Gripen C/D já é um salto em relação ao Mirage 2000/F-5. O NG promete muito mais (algumas das novas características/tecnologias já foram totalmente testadas, outras ainda deverão ser integradas/avaliadas).

Aliás, qualquer um dos três finalistas do F-X2 já seria um tremendo de um salto. A vantagem do Gripen é que entrega muita coisa pelo menor preço do mercado (caça barato não existe).

joseboscojr
Visitante
Active Member
joseboscojr

Justin, Esse foi um dos motivos de minha preferência pelo SH. Escolheram um caça testando outro. Seria o mesmo que escolher o SH testando o Hornet. A diferença é que na época, o SH já estava pronto e não precisaria se usar o expediente de testar o “modelo anterior”. O que me causa um certo espanto é que mesmo estando pronto e acabado caças de 4,5ªG (Rafale e SH) a escolha foi feita baseado num caça de 4ªG já que o modelo avançado ainda não estava (assim como ainda não está) pronto. Ou o Gripen (e não falo do NG)… Read more »

Guilherme Poggio
Editor
Famed Member

Esse foi um dos motivos de minha preferência pelo SH. Escolheram um caça testando outro. (…) Ou o Gripen (e não falo do NG) é muito bom a ponto de impressionar os examinadores mais que os de geração acima que também foram examinados, ou fatores alheios às considerações técnicas (por exemplo, políticos, TT, custos, etc) foram decisivos. Caro Bosco, Você tem muita razão. Realente escolheram um caça baseado na expectativa de que este fosse uma evolução da aeronave testada. Mas eu não chamaria TT de “fator alheio às considerações técnicas”. Isto é sim consideração técnica e, imagino eu, pesou muito… Read more »

Baschera
Visitante
Member
Baschera

Por isto que eu acho que, para dirimir estas dúvidas citadas e outras mais …. outras DUAS equipes, compostas de pelo menos outros dois pilotos, deveria ter tido o trabalho de testar TODOS os três short-listados no processo. Independente do fato de três turmas terem testado, cada um dos concorrentes, estas outras duas fariam um relatório independente uma da outra…. e depois tudo seria confrontado num relatório final. Assim, para cada concorrente, haveria três opiniões a se considerar. Cada equipe de pilotos faria uma avaliação representadas por notas de zero à dez. Venceria o vetor que obtivesse a maior numeração… Read more »

Nick
Visitante
Member
Nick

Caro Justin,

Discordo da sua opinião em relação ao fato que o Gripen C/D seria inferior em fusão de dados.

Mesmo considerando essa versão não há dúvidas que a consciência situacional dos Gripen C/D estão entre os melhores caças do mundo, um piloto no Gripen tem a visão de seus sistemas de outros Gripens e outros sistemas no ar e em terra.

[]’s

Justin Case
Visitante
Member

Nick, boa noite.

Fusão de dados não é só data link. Depende da existência e da precisão de vários sensores (ativos e passivos), além da capacidade de processamento.
Abraço,

Justin

Rinaldo Nery
Visitante
Member
Rinaldo Nery

Também discordo totalmente da afirmação que o GRIPEN está ¨aquém do que se espera para o FX-2 nos quesitos avionica e fusão de dados¨. Em desempenho até concordo, embora o GRIPEN seja o único com super cruise. O GRIPEN NG terá uma avionica desenvolvida pela AEL, com uma tela única, só existente no F-35. O datalink sueco é conhecidamente o melhor do mundo. A fusão de dados é excepcional. O acesso ao sistema de comandos de voo é um dos itens mais importantes, para a EMBRAER, de ToT. Não teríamos acesso completo aos algoritmos dos sistemas do SH e do… Read more »

Guilherme Poggio
Editor
Famed Member

Rinaldo Nery escreveu: O GRIPEN NG terá uma avionica desenvolvida pela AEL, com uma tela única, só existente no F-35. A Elbit Systems também desenvolveu tela únic (LAD – Large Area Display) de 482 mm x 279 mm para o Super Hornet. Mas ao contrário do F-35, O HUD é mantido, só que em uma versão compacta. Isto já está disponível para qualquer cliente. O que está em estudo é uma tela com apresentação tridimensional. Isto permitiria a geração de um modelo do campo de batalha virtual utilizando a fusão de dados de diferentes sensores e de informações e dados… Read more »

Justin Case
Visitante
Member

Amigos,

Vocês estão mesmo dizendo que Gripen C/D tem melhor fusão de dados que Rafale e Super Hornet?
Sem AESA? Sem IRST?, Com aviônica do início do século?
Com menor capacidade de processamento? Sem barramento com transmissão por fibra ótica? Com RWR de menor resolução?
Sem usar imagens térmicas de mísseis? TV? Laser?
Que supercruise útil teria esse Gripen C/D?
Só falta dizer agora que é o Gripe C/D é o caça mais avançado do mundo.
Abraços,

Justin

Guilherme Poggio
Editor
Famed Member

Vocês estão mesmo dizendo que Gripen C/D tem melhor fusão de dados que Rafale e Super Hornet?

Eu espero que eles não estejam dizendo isso. A família Legacy Gripen (A/B/C/D) está numa geração entre o Mirage 2000 e o Rafale. Mas eu colocaria a tecnologia embarcada no SH hoje como superior à tecnologia dos Rafale em atividade.

Justin Case
Visitante
Member

Baschera, boa noite.

Os pilotos e engenheiro de ensaio aprendem a avaliar aeronaves verificando seu desempenho contra parâmetros fixos, os pontos de ensaio citados pelo piloto da FAB.
Esses parâmetros são constantes dos requisitos ou da própria oferta da aeronave (para verificar a capacidade de cumprir o que foi proposto).
Comparação direta entre objetos distintos não é uma boa técnica profissional.
Abraço,

Justin

Guilherme Poggio
Editor
Famed Member

Comparação direta entre objetos distintos não é uma boa técnica profissional.

Concordo com o Justin Case

Essa comparação direta é boa só para os entusiastas. O que a FAB quer é uma aeronave que cumpra aquilo que ele estabeleceu como missão/ões.

Knight
Visitante
Member
Knight

Olá, Justin.

O Rinaldo Nery estava se referindo ao Gripen NG…

Justin Case
Visitante
Member

Imaginei que fosse, Knight.

Não consegui identificar quando ele estava se referindo ao que Gripen tem e ao que o Gripen NG deverá ter.

Justin

Nick
Visitante
Member
Nick

Caro Justin, Se formos comparar a apresentação dos dados,os 3 caças (Gripen C/D, Rafale e F-18 E/F) apresentam as mesmas funcionalidades, 3 MFDs + HUD de grande ângulo. E o Gripen C/D tem o recurso do HMD, algo que os pilotos franceses não usam, talvez por questão de doutrina, ou porque não pode mesmo. Agora o que amplia ou diminui a consciência situacional? Os sensores das aeronaves + a capacidade de data-link. Os Rafales, por exemplo tem alguma vantagem nos sensores embarcados (em relação ao AESA, somente agora na última versão que está sendo fabricada é que está valendo), mas… Read more »

Justin Case
Visitante
Member

Nick, bom dia.

Estávamos falando de data fusion, mas parece que o rumo da conversa mudou.
Pelo jeito que anda o papo, há chance de que tragam Gripens C/D como tampax e os efetivem como F-X. Teriam apoiadores. Para alguns, Gripens C/D são tão capazes ou melhores que Rafale e Super Hornet.

Justin

Nick
Visitante
Member
Nick

Caro Justin,

Na minha opinião, os Gripens C/D são bem efetivos, e servirão muito bem como tampax. Como Tampax! 🙂

Agora o Rafale e o F-18 E/F são caças mais pesados, e claro, com suas vantagens e desvantagens, além de terem uma gama de sensores mais atualizados.

[]’s

joseboscojr
Visitante
Active Member
joseboscojr

Mas o Rafale e o SH também têm datalink e operam dentro do conceito de fusão de dados, que consiste em combinar as informações dos sensores externos e próprios e apresentá-los de forma racional e instintiva ao piloto para que ele possa tomar decisões. O nível de consciência situacional é diretamente proporcional ao nível da capacidade dos sensores próprios, à disponibilidade de sensores externos, à capacidade do datalink em suportar o volume de informações e à capacidade dos sistemas do caça que gerenciam e disponibilizam essas informações para o piloto. Que eu saiba todos os três tinha capacidades avançadas no… Read more »

joseboscojr
Visitante
Active Member
joseboscojr

Essa história de que o Gripen tem capacidade superior de datalink e de combater dentro do conceito de “guerra centrada em rede” pra mim é só propaganda, igual dizem do Spectra rafalínico ser uma suite de defesa eletrônica superior.
Mitos da internet.
Podem até ser melhores que do concorrente, mas não num nível que faça muita diferença na prática.

joseboscojr
Visitante
Active Member
joseboscojr

O assunto é complexo!
Para se mensurar o nível de consciência situacional que uma aeronave permite, até o canopi deve ser avaliado, já que em combate aproximado é extremamente vital a visão proporcionada ao piloto (menor no F-35), sendo todos os caças muito dependentes da visão direta para combater.

_RJ_
Visitante
_RJ_

Costumo classificar as aeronaves quanto ao seu estilo de operação, e não as clássicas “gerações” de que tanto se fala. Primeiro vieram os caças especializados, mas com dependência exclusiva da visão do piloto para o combate. Depois vieram os caças especializados supersônicos, baseados em sensores (tipicamente radar ou IR) para o combate. Depois vieram os Caças Swing-Role, onde a instalação em campo de um ou mais equipamentos o configuravam para combate ar-ar / ar-solo / ar-mar / apoio a guerra eletrônica. Depois vieram os Multi-role, que com o apertar de um botão mudavam o modo para ar-ar/ar-solo/ar-mar. E por último,… Read more »

Nick
Visitante
Member
Nick

Caro Bosco, Vou replicar um artigo que o Penguin postou em um outro fórum sobre o data-link do Gripen. Acredito que dá para se ter uma idéia de como é avançado esse sistema. Se não é o melhor, deve estar entre os melhores. “Below is a brief summary of TIDLS capabilities, from an older JEDOnline article by Bill Sweetman: The TIDLS can connect up to four aircraft in a full-time two-way link. It has a range of 500 km and is highly resistant to jamming; almost the only way to jam the system is to position a jammer aircraft directly… Read more »

Justin Case
Visitante
Member

Nick, boa noite.

Acho que isso é o mínimo que um data link tático faz.
Com até quatro aviões na rede, nossos F-5M devem fazer o mesmo.
Quando aparecer informação de mais aviões na rede amiga ou um valor declarado de taxa de atualização, pode-se pensar que se trata de data-link mais avançado..
Abraço,

Justin

juarezmartinez
Visitante
Member
juarezmartinez

Salvo algo muito sério aconteça, a aviônica de missão do NG será Collins e não AEL.

Grande abraço

Mauricio R.
Visitante
Mauricio R.

Era só o que faltava, desenvolver uma aviônica totalmente nova, somente p/ arrumar serviço p/ a laranja da Elbit…
O mesmo se aplica ao código-fonte do sistema de comandos de voo.
A aviônica e o código-fonte do sistema de comandos de voo, estão em desenvolvimento e voando, lá na Suécia.
Não há necessidade alguma de se reinventar a roda.

Rinaldo Nery
Visitante
Member
Rinaldo Nery

Acredito que todos viram a explanação do Zé Crepaldi, presidente da COPAC, lá no Senado. Está disponível no Defesanet. Lá ele esclarece quase tudo.
By the way, quando os Gripen estiveram em Anápolis, pude ver a demonstração do seu data link. Foi montada uma estação no solo para demonstrar a troca de informações entre os dois Gripen, que combatiam um velho F-103.
Como bem disse o Justin, a taxa de atualização é um limite. Não me recordo se o link BR-2 será TDMA ou CDMA.