Comandante da  Aeronáutica Juniti Saito - foto Agência Brasil

Em entrevista ao Estadão, comandante da Aeronáutica também afirmou que a ‘Propriedade intelectual sobre aeronave foi determinante’

-

ClippingNEWS-PAO comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, comemorou com o Alto Comando da Força Aérea a decisão da presidente Dilma Rousseff, anunciada anteontem, de comprar o caça sueco Gripen NG, depois de o processo se arrastar por quase duas décadas.

O senhor nunca perdeu a esperança, mesmo depois de tanto tempo e adiamentos?

Saito: As pessoas me questionavam muito. Eu era o único que não podia perder a esperança. Mas a medida que o tempo ia passando, a gente ficava sem saber o que dizer, embora a presidenta Dilma, desde o ano passado, tivesse avisado que este ano tomaria uma decisão. A expectativa era muito grande e agora estamos muito felizes. Será a primeira vez, depois de 40 anos, que vamos comprar um avião novo.

O Brasil vai ficar vulnerável neste período que não teremos caça em operação?

Saito: Não. O Brasil não vai ficar vulnerável de jeito nenhum. Vamos ter a Copa do Mundo de futebol e este e todos os eventos serão cobertos e protegidos, a contento, tanto com o F-5 quanto pelos Super tucanos, além dos aviões radares. E claro que o F-5 não é o avião ideal. Mas nós vamos fazer a defesa aérea do País com ele. E o avião que temos.

A Dassault critica a decisão dizendo que o avião dela é melhor. E há críticas de vários setores que o Gripen é monomotor e os demais bimotores.

Saito: Todo mundo diz que o seu é melhor. E ser monomotor tem vantagens e desvantagens. Dois motores são mais fáceis de serem detectados pelos radares. O F-16, americano, um dos melhores aviões do mundo, foi muito testado, vendeu mais de quatro mil unidades, e é monomotor.

O preço foi determinante?

Saito: O preço não foi determinante. Foi importante. Assim como a transferência de tecnologia foi importantíssima também. Uma coisa é você transferir tecnologia de um equipamento pronto, onde você recebe explicações sobre o que foi feito. Outra coisa é você desenvolver o avião e ter a propriedade intelectual dele.

O Brasil poderá vender o avião para outros países?

Saito: Na proposta ficou estabelecido que todo o mercado da América do Sul, África e outros países onde o Brasil tenha penetração as vendas serão nossas.

Há críticas de que o Gripen não tem capacidade para fazer a cobertura do País, porque ele foi projetado para voar em países pequenos, como a Suécia, e não tem autonomia para voar em país continental como o Brasil?

Saito: Isso é coisa de pessoa que não entende. O raio de ação do Gripen é igual ao dos outros dois. Ele vai cumprir a missão e vai voltar. E todos os aviões podem ser abastecidos em voo. A FAB tem um grande poder de mobilização e todos os nossos aviões têm múltiplo emprego.

Raio de ação do Gripen NG em interdição a partir de Farnborough - imagem Saab

Raio de ação do Gripen NG em PAC a partir de Farnborough - imagem Saab

FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp

NOTA DO EDITOR: o destaque original da entrevista publicada pelo jornal foi dado à frase que deslocamos para o novo subtítulo. A opção por destacar a frase sobre o raio de ação no título, neste clipping, foi do Poder Aéreo, levando em conta inúmeras discussões anteriores sobre o tema neste espaço. Pode-se fazer a comparação dos dados do infográfico acima, da Saab, com telas de uma apresentação do Super Hornet da Boeing para o Japão, clicando aqui. Também se pode comparar os dados com apresentação em pdf do Advanced Super Hornet (com ou sem tanques conformais), clicando aqui, apenas para citar o exemplo de outro concorrente do F-X2.

FOTO DO ALTO: Agência Brasil

INFOGRÁFICOS: Saab

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About Fernando "Nunão" De Martini

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Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

54 Responses to “Saito sobre o Gripen: ‘O raio de ação é igual ao dos outros dois’” Subscribe

  1. Fernando "Nunão" De Martini 20 de dezembro de 2013 at 9:23 #

    A parte em que o comandante da Aeronáutica responde sobre a crítica à autonomia do Gripen é impagável, e é um bom tapa, e não exatamente com luva de pelica, nas besteiras repetidas por muita gente há anos e anos:

    “Isso é coisa de pessoa que não entende. O raio de ação do Gripen é igual ao dos outros dois.”

    O comandante pode até ter exagerado com a palavra “igual”, mas que a diferença, se houver, é pequena, isso quem procura entender o assunto com alguma profundidade já sabia. Certamente, o comandante Saito teve acesso aos relatórios elaborados com dados diversos de raio de ação fornecidos pelas empresas (e avaliados pela FAB) para dizer que os três concorrentes são equivalentes nesse aspecto, acesso também certamente num nível bastante superior ao de qualquer entusiasta que comenta em sites ou de jornalistas da imprensa, seja ela geral ou especializada.

    Parabéns ao comandante pela frase curta e grossa, absolutamente direta.

  2. Marcelo 20 de dezembro de 2013 at 9:58 #

    olha…igual não pode ser…

  3. André Sávio Craveiro Bueno 20 de dezembro de 2013 at 9:59 #

    Fernando “Nunão” De Martini
    20 de dezembro de 2013 at 9:23

    Concordo plenamente Nunão. Frase perfeita para cutucar esses e aqueles.

    Alguém , há muito tempo, escreveu que uma vez decidido o FX-2 não haveria mais notícias, que os posts iriam diminuir de número. Pelo contrário. E agora sairemos da angústia para o conhecimento de detalhes que antes estavam guardados e que servirão para novas e melhores discussões.

  4. champs 20 de dezembro de 2013 at 10:01 #

    Nunão, esta é uma curiosidade que tenho, como um caça que é relativamente menor que o Super Hornet e Rafale, vai conseguir ter um raio de ação equivalente, só aquela mudança do trem de pouso é capaz de reservar tanto combustível?

    Sobre a fala de Saito:

    “Na proposta ficou estabelecido que todo o mercado da América do Sul, África e outros países onde o Brasil tenha penetração as vendas serão nossas.”

    Na América do Sul existem 3 possíveis clientes, Colômbia(Kfir), Peru (Mirage 2000) e Argentina (A-4 e Mirage III).

    Esta é uma vantagem que só o Gripen tinha, pois os concorrentes não caberiam no orçamento destas Forças Aéreas.

  5. Clésio Luiz 20 de dezembro de 2013 at 10:04 #

    “Será a primeira vez, depois de 40 anos, que vamos comprar um avião novo.”

    “avião supersônico”, diga-se de passagem.

    Aliás, foi em 1967 que saímos daqui para testar caças além mar, no caso da compra do Mirage III. A compra do F-5 acho que foi direta, sem concorrências.

  6. Hamadjr 20 de dezembro de 2013 at 10:05 #

    Seria bom para AL que este vetor fosse também operado por outras Forças Aérea Latina, de certa forma recomporia o quadro estratégico na região.

  7. Clésio Luiz 20 de dezembro de 2013 at 10:08 #

    @champs

    Aí depende da eficiência da plataforma. O F-16A tinha uma raio de ação semelhante ao F-15A sem CFTs. O Super Hornet é um caça que é menos eficiente que o Gripen em termos de arrasto aerodinâmico. Aliás, o YF-17, seu ancestral, já sofria desse problema quando comparado ao vitorioso YF-16.

  8. André Sávio Craveiro Bueno 20 de dezembro de 2013 at 10:09 #

    champs
    20 de dezembro de 2013 at 10:01

    Encomendas de Gripen E na América do Sul
    ———————————————————
    País | Qde
    ———————————————————
    Colômbia | 24
    ———————————————————
    Peru | 24
    ———————————————————
    Argentina | 15
    ———————————————————

    Estaria de bom tamanho, não?

    Lembrando que os EUA são muito próximos da Colômbia

  9. phacsantos 20 de dezembro de 2013 at 10:17 #

    Recordar é viver:

    http://www.aereo.jor.br/2010/04/04/gripen-com-cft/

  10. Edgar 20 de dezembro de 2013 at 10:20 #

    Champs, acredito que tanto o aumento na capacidade de combustível quanto a economia no F414 frente ao F404. A SAAB informa que este aumento da capacidade é o maior responsável pelo aumento do raio de combate:

    http://www.saabgroup.com/en/Air/Gripen-Fighter-System/Gripen-for-Brazil/The-Fighter-Gripen-NG/

    Informa 1300 km de raio de ação mais 30 minutos “on station”, o que alcançaria 4.000 km de “ferry range”.

    Acredito (leigo como sou :D ) que a carga (área?) alar maior também auxilie no aumento do desempenho da aeronave, pelo que já li por aqui. Pelo menos é o que a fonte confiável Wikipedia diz:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Carga_alar

  11. Antonio M 20 de dezembro de 2013 at 10:34 #

    O caça pode reabastecer em voô, terá maior capacidade interna e carregará tanques externos.

    Creio que maior preocupação deveria ser com novos reabastecedores.

  12. ci_pin_ha 20 de dezembro de 2013 at 10:43 #

    Eu não colocaria a Argentina nesse grupo de possíveis compradores. Há algum tempo atrás estavam falando de uma possível concorrência no Uruguai e chegaram a afirmar de no caso do Gripen ser o vencedor esse teria vantagens sobre alguns outros competidores. Quem sabe?
    Quanto à Colômbia, acredito haver grande possibilidade de venda. Em um futuro quem sabe até o Chile!?

  13. Requena 20 de dezembro de 2013 at 10:45 #

    “Saito: As pessoas me questionavam muito”

    Vesti essa carapuça na hora em que li a matéria… :(

  14. champs 20 de dezembro de 2013 at 10:47 #

    Clésio Luiz e Edgar,

    Obrigado pelos interessantes esclarecimentos.

    André Sávio Craveiro Bueno,

    Se fossem estas quantidades seria realmente excelente!

    Diante da realidade orçamentária destes países, eu já ficaria satisfeito se cada um encomendasse um esquadrão (12 caças).

    sds

  15. Fabio ASC 20 de dezembro de 2013 at 11:11 #

    Neste quesito de compras aqui na AL, ninguém citou o Equador.

    Nem a Cócalândia….(aqui é brincadeirinha).

  16. Antonio M 20 de dezembro de 2013 at 11:26 #

    Nãso sei se já comentaram, mudaram a aeronave no logo do blog. rsrsrsrsrsr

    O Gripen vai render !

  17. Corsario137 20 de dezembro de 2013 at 11:45 #

    Vai lá Saito, tu tá engasgado faz ANOS!
    Livraram o homem de um câncer!
    A pressão era DEMAIS!
    Mas o homem é um samurai, paciência de Jó!

    A vitória foi da FAB, do Brasil, de todos nós mas se tivéssemos que incorporá-la a um homem só um seria digno: SAITO.

    Foi um sobrevivente, um patriota.

  18. Corsario137 20 de dezembro de 2013 at 11:50 #

    Antonio M..

    ULHAAAAA!

  19. wwolf22 20 de dezembro de 2013 at 12:23 #

    qual a gama de sensosres e misseis/bombas o NG pode levar ?!?!?!
    Meteor, A-Darter, …
    me parece tb que o NG tem um AESA mais eficiente e em tamanho menor, procede ??

  20. Ivan 20 de dezembro de 2013 at 12:35 #

    wwolf22,

    A antena do radar AESA APG-79 do F-18 E/F Super Hornet é a maior dos FXs, com 1.100 TRMs ((transmission/reception module) contra 838 do Rafale e cerca de 930 a 960 do Raven ES-05 do Gripen E.

    Em maio do ano passado discutíamos este assunto:
    http://www.aereo.jor.br/2012/05/24/selex-galileo-esta-perto-de-entregar-novo-radar-raven-es-05-aesa-do-gripen/

    Abç.,
    Ivan.

  21. Almeida 20 de dezembro de 2013 at 12:39 #

    champs, essa é bem fácil de responder.

    O Super Hornet carrega mais combustível, em torno de 6,780kg internamente mais 7,381kg em até 5 tanques externos na versão E monoposto. O Gripen carrega “apenas” 7t com dois tanques externos (podendo levar até 3, sendo 2 dos novos tanques de 450 galões).

    Como podem ter o mesmo alcance, se um carrega quase o dobro de combustível que o outro? Simples! Um tem DOIS motores, o outro tem APENAS UM! ;)

    Isso sem falar na aerodinâmica do Gripen, que em sua configuração delta-canard é MUITO mais eficiente que a do Super Hornet. Vide que um tem supercruise com um motor e o outro não consegue o mesmo feito mesmo tendo dois!

  22. Almeida 20 de dezembro de 2013 at 12:43 #

    “O F-16, americano, um dos melhores aviões do mundo, foi muito testado, vendeu mais de quatro mil unidades, e é monomotor.”

    “Isso é coisa de pessoa que não entende. O raio de ação do Gripen é igual ao dos outros dois. Ele vai cumprir a missão e vai voltar.”

    Nada que muitos aqui do blog já não tenham defendido contra a boataria dos rafalechetes, mas quero ver ele virem aqui agora rebater o COMANDANTE DA FAB.

    Hahaha! A jaca caiu de madura! :P

  23. Iväny Junior 20 de dezembro de 2013 at 13:29 #

    O Gripen foi a melhor opção. Além de vencer tecnicamente seus rivais, ainda teve que vencer os lobbys fortes. Ótima aquisição.

  24. Rafael M. F. 20 de dezembro de 2013 at 13:39 #

    Ergam uma “estauta” para o Velho Samurai!

    Ele merece!

    Ps: usando materiais compostos.

  25. Observador 20 de dezembro de 2013 at 15:01 #

    O comandante Saito merece mesmo uma estátua.

    Segundo notícias que circulam na internet, a presidente estava MUITO inclinada a adiar a decisão para 2015.

    Foi preciso a intervenção direta dele e do Celso Amorim, para mostrar que a FAB não poderia esperar mais.

    Não sei o que rolou, mas o velho samurai deve ter jogado todas as suas cartas na mesa.

    Com esta, até o Celso Amorim subiu no meu conceito, mas dele e do Itamaraty vieram tantas bolas pelas costas do Brasil que vai demorar a ele merecer uma placa comemorativa, o que dirá de um busto ou uma estátua completa.

  26. Penguin 20 de dezembro de 2013 at 15:29 #

    Colômbia interessada no Gripen
    http://www.defesaaereanaval.com.br/?p=33513

  27. Marcos 20 de dezembro de 2013 at 16:18 #

    Uma coisa que a FAB apanhou muito foi com a operação dos AMX na Amazônia: calor e umidade.

    Houve algum teste real do Gripen, mesmo o protótipo, em ambiente amazônico?

  28. Marcos 20 de dezembro de 2013 at 16:20 #

    Observador

    Amorim é apenas um sabão. E sabão, para mim, não vale nada.

  29. Marcos 20 de dezembro de 2013 at 16:26 #

    Estou vendo muita gente dizer: “Ó! Nossa! A Diuma decidiu! Ela é uma grande Presidenta.”

    Vou citar Roberto Campos, quando da venda da Vale: “A maior vergonha desse país foi terem levado tanto tempo para vender essa empresa”.

    Vale aqui o mesmo: é uma vergonha que tenham levado tanto tempo para decidir isso ai. A Dilma não fez mais que sua obrigação.

  30. Antonio M 20 de dezembro de 2013 at 16:34 #

    Marcos
    20 de dezembro de 2013 at 16:18 #

    O Gripen operou na guerra da Líbia sem maiores problemas e opera na Tailândia, ambiente que poder ser parecer muito semelhante e particularmente não li sobre reclamações.

    O AMX teve problemas no Brasil, mas a Itália voou em vários cenários e depois da modernização, isso deixou de ser um problema.

  31. Observador 20 de dezembro de 2013 at 16:53 #

    Marcos20 de dezembro de 2013 at 16:20 #

    Minha opinião não é muito diferente da sua. Considero que o parto – ou decisão – só ocorreu porque o Comandante Saito jogou com tudo que tinha.

    Deve ter dito, no mínimo, que se não houvesse decisão este ano entregaria o cargo. no mínimo.

    Queria ter sido uma mosca, só para ter visto a conversa.

    Sobre a questão do Gripen operar bem ou não em ambientes úmidos, devemos lembrar que os suecos querem construir uma versão naval do aparelho.

    Não há ambiente mais hostil para qualquer equipamento do que o oceano: umidade, maresia, variedade de temperaturas extrema, dependendo da latitude onde for operar o equipamento.

    Se podem construir a versão navalizada, é porque o Gripen tira de letra as condições da selva amazônica.

  32. Justin Case 20 de dezembro de 2013 at 17:11 #

    Amigos, boa tarde.

    Os países mais avançados não desenvolveriam maiores e mais caros se o mesmo resultado operacional pudesse ser alcançado por caças leves e baratos como promete ser o Gripen NG.
    Não há lógica nisso. É óbvio e adequado que agora todos no governo busquem justificar a decisão que foi tomada.
    Mas é certo que cada projeto tem suas vantagens e, também, suas desvantagens.
    Abraços,

    Justin

  33. Vader 20 de dezembro de 2013 at 17:55 #

    Como o amigo Justin Case foi comandante da FAB e, além disso, durante todo o FX2, ele deve saber mais que o Ten Brig Aviador Juniti Saito…

  34. Justin Case 20 de dezembro de 2013 at 18:06 #

    Vader, boa noite.

    A lógica também diz que não há homens perfeitos, dotados de todo o conhecimento existente, não importando sua idade ou experiência.
    Com certeza ele tem um conhecimento muito maior do que o meu, mas não sobre TODOS os assuntos.
    Por falar nisso, no que você acha que eu errei no meu comentário anterior?
    Você crê mesmo que a SAAB tenha encontrado uma solução milagrosa, jamais imaginada por americanos, russos, outros europeus?
    Abraço,

    Justin

  35. Marcos 20 de dezembro de 2013 at 18:09 #

    Na Líbia pelo menos uma aeronave teve alguma coisa que se rompeu sozinha. Provavelmente calor.

    Quanto à Tailândia, se não me engano, durante o translado uma aeronave foi atingida por um raio, o que acabou danificando parte da eletrônica, o que é muito estranho.

  36. Vader 20 de dezembro de 2013 at 18:14 #

    Não Justin. Acredito em monomotor, caça pequeno, boa aerodinâmica e um motor eficiente.

    Mas acredito acima disso no TB Saito e na COPAC/FAB.

    Sem mais.

  37. Antonio M 20 de dezembro de 2013 at 18:16 #

    Marcos
    20 de dezembro de 2013 at 18:09 #

    Creio que nesses casos a porcentagem mostraria que se tratam de exceções e não da regra.

  38. Marcos 20 de dezembro de 2013 at 18:21 #

    Antonio M

    Os eventos foram pequenos, mas o número de aeronaves fora do ambiente nórdico também é pequeno. Com isso não estou dizendo que a aeronave seja ruim.

  39. Marcos 20 de dezembro de 2013 at 18:25 #

    Justin/Vader:

    Boa noite!

    Até acredito que o raio de ação EM ALGUMAS MISSÕES, possa ser próxima, mas não todas. O que acho que poderia diferenciar para essa missão especifica é a capacidade de carga.

  40. Sabre 20 de dezembro de 2013 at 18:31 #

    Justin, o que o Brig. Saito falou foi baseado nas avaliações da COPAC, que realizou voos de ensaio em todas as aeronaves.
    Ele pessoalmente pode não saber tudo, mas quando falou a respeito do raio de ação das aeronaves concorrentes, certamente transmitia o parecer de técnicos que sabem muito mais do que nós dois juntos a respeito das aeronaves concorrentes.
    A COPAC poosui a redução dos dados aerodinâmicos dos voos de ensaio de todas elas.
    Para seu conhecimento, nas duas configurações ar-solo típicas utilizadas nas avaliações, o Gripen NG ficou pouca coisa superior ao Rafale e, os dois, bastante superiores ao F-18.
    Fique tranquilo, ele sabe do que está falando.
    Abs,
    Sabre

  41. Alexandre Galante 20 de dezembro de 2013 at 18:31 #

    Amigo Just in Case;

    Lembro que o coronel John Boyd da USAF, que ajudou a criar o F-16 e depois o F-15, era a favor de caças leves e simples e criticou caças pesados, principalmente pela experiência negativa no Vietnã, quando o Phantom F-4 foi superado pelo MiG-21 mais leve e mais ágil.

    Os países que resolveram criar caças maiores tinham objetivos estratégicos além de suas fronteiras, como os EUA e a França por exemplo. A Suécia sempre foi neutra, com uma estratégia defensiva, por isso nunca precisou de um caça maior.

  42. Alexandre Galante 20 de dezembro de 2013 at 18:34 #

    Aliás, para quem ainda não leu, recomendo a leitura dos artigos sobre o coronel John Boyd e seu pensamento que deu origem ao F-16:

  43. Justin Case 20 de dezembro de 2013 at 18:45 #

    Sabre,

    Grato por suas informações.
    No entanto:
    1. FAB não voou o Gripen NG. Pode ter voado o demonstrador de tecnologia. Não sei o quanto essa aeronave se assemelha (em peso, configuração aerodinâmica, CG, ajuste de motor, entre outras características) com o futuro e certificado Gripen NG.
    2. Com certeza, a FAB não cumpriu missões de 1800 milhas de navegação com esse Gripen, nas configurações requeridas pela FAB.
    Os resultados devem ter sido levantados de gráficos ou software relativos à performance planejada da futura aeronave. Sinceramente, espero que essa performance estimada tenha sido a de engenharia, não a comercial.
    Abraço,

    Justin

  44. Sabre 20 de dezembro de 2013 at 18:53 #

    Justin,
    O segredo é simples: O Gripen NG possui uma grande capacidade de combustível interno.
    O Gripen NG, com o deslocamento do trem de pouso da fuselagem para as asas, possibilitou a colocação, naquele espaço, de dois grandes tanques “conformais”.
    Como você sabe, o combustível interno não produz nenhum arrasto aerodinâmico e apenas um baixo arrasto induzido.
    Os tanques externos, em uma simples conta de padaria, utiliza o combustível de um tanque externo para compensar o arrasto de dois. Ou seja: leva dois e ganha somente um.
    Naquelas aeronaves que nunca voam sem seu enormes tanques externos, o preço a pagar em arrasto é muito alto.
    Abs,
    Sabre

  45. Sabre 20 de dezembro de 2013 at 18:55 #

    Justin,

    Confie na COPAC. Eles sabem o que fazem.

    Abs,

    Sabre

  46. Justin Case 20 de dezembro de 2013 at 19:00 #

    Sabre,

    Concordo perfeitamente com essa sua análise. Se um dos parâmetros considerados é utilizar apenas o combustível interno, o Gripen NG terá excelentes condições. Seu percentual de combustível interno comparado ao peso máximo de decolagem é muito melhor do que o das outras aeronaves.
    Temos que lembrar que, a partir de agora, a FAB tem duas posturas:
    1. Externamente, defender a decisão tomada e fazer de tudo para que o projeto vá em frente o mais rápido possível.
    2. Internamente, na negociação do contrato e no detalhamento do projeto, pressionar ao máximo a empresa para obter o melhor resultado possível que o dinheiro possa comprar. Certamente a fase de acatar internamente tudo o que a empresa diz acabou nesta sexta-feira.
    Abraço,

    Justin

  47. Justin Case 20 de dezembro de 2013 at 19:01 #

    Oops!
    … acatar inteiramente…

  48. Alexandre Galante 20 de dezembro de 2013 at 19:04 #

    Senhores, recomendo que façamos a lição de casa e estudemos aqueles conceitos de combate aéreo que estão esquecidos como relação peso/potência, fração de combustível, raio de curva, taxa de curva sustentada e instantânea, supercruise etc, nos quais o Gripen supera os seus concorrentes.

  49. Justin Case 20 de dezembro de 2013 at 19:09 #

    Galante, boa noite.

    Como você viu nos comentários anteriores, temos que tomar cuidado com esse “o Gripen supera”.
    Depende da configuração, do peso, da altitude, da temperatura, da velocidade, enfim, dos parâmetros considerados.
    Abraço,

    Justin

  50. Antonio M 20 de dezembro de 2013 at 19:54 #

    Vale lembrar também da força aérea de Israel que sofreu embargos (Guerra dos Seis Dias) desenvolveu um caça baseado no Mirage em pouco tempo e devido a doutrina, a disciplina, o treinamento de seus pilotos conseguiu vitórias impressionantes. Se agora a FAB puder manter os caças voando, treinando, se atualizando é o que fará a diferença.

  51. Grievous 20 de dezembro de 2013 at 20:45 #

    Aproveitando a menção sobre ele no título do post, acho muito curioso e saudável a mudança sobre as referências ao comandante Saito.
    Até o anúncio, parecia que o homem era uma besta. Todo mundo detonando com ele.
    Agora é ovacionado.
    Particularmente acho ótimo, pois demonstra que as pessoas aqui não são inflexíveis e podem rever suas opiniões.
    Isso é sinal de inteligência.

  52. Nick 20 de dezembro de 2013 at 22:03 #

    Onde está a vantagem dos caças pesados em relação aos mais leves?

    Mais carga paga e alcance. Em compensação, maiores custos operacionais. Normalmente caças pesados são bimotores o que de partida já aumenta os custos de manutenção e consumo de combustível. Para países como a China ou Estados Unidos, sem problemas. Para países com cash sobrando, como a Arabia Saudita, sem problemas. Agora para países que a questão orçamentária pesa, É UM PROBLEMA.

    []‘s

  53. champs 20 de dezembro de 2013 at 22:32 #

    Almeida 20 de dezembro de 2013 at 12:39

    Obrigado. Um motor, melhor desempenho aerodinâmico e maior capacidade de combustível.

    Nick 20 de dezembro de 2013 at 22:03

    Perfeito, eu acho que não devemos ter vergonha de dizer que o fator custo pesou muito na escolha pelo Gripen.

  54. Nautilus 9 de fevereiro de 2014 at 10:09 #

    Senhores,

    Nenhum dos concorrentes cumpriu missões de 1.800 milhas de navegação, e sim de 1.000 mn (1,800 km). Os pilotos da FAB (COPAC) voaram as aeronaves em três configurações: ar-ar, ar-solo (interdição) e translado, usando os mesmo perfis de voo. Então, a FAB tem sim os elementos para comparar e poder chegar a conclusão de que os concorrentes são equivalentes ou não nesses itens. Sobre o Gripen NG Demo e o Gripen E/F, não tenho dúvidas de que o Gripen E em sua versão de produção será uma aeronave que superará em muito o NG Demo. Terá nova tomada de ar, ainda maior capacidade interna de combustível e, quase que certo, uma nova versão do F414, com 26 mil libras de potência, contra as atuais 22 mil libras.

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