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Primeiro cliente do KC-390 da Embraer pode não ser a FAB

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KC-390 - imagem 2 Embraer

Governo brasileiro investiu 2 bilhões de dólares no projeto, mas pode não ser o primeiro comprador

ClippingNEWS-PAO primeiro contrato firme de venda do cargueiro KC-390, da Embraer, deve ser fechado até junho do ano que vem, e o cliente não necessariamente será o governo brasileiro, afirmou nesta sexta-feira o presidente da Embraer Defesa & Segurança, Luiz Carlos Aguiar. “A expectativa é de que a gente tenha algum cliente, que não necessariamente seja o Brasil, até o primeiro semestre do ano que vem”, disse Aguiar, após reunião com o ministro da Defesa, Celso Amorim.

Ter um governo estrangeiro como primeiro cliente do KC-390 contrariaria expectativas de que a Força Aérea Brasileira (FAB) fechasse a encomenda inicial pela aeronave. Isso porque os investimentos para desenvolver o cargueiro, de cerca de 2 bilhões de dólares, estão sendo feitos pelo governo brasileiro. A previsão é que a FAB compre 28 unidades do KC-390.

Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Portugal e República Tcheca firmaram acordos preliminares para aquisição potencial, em conjunto, de 60 novos aviões de carga da Embraer. Mas nenhum pedido firme foi assinado até o momento.

Metas – Aguiar disse também que a Embraer Defesa & Segurança está perto de superar suas metas de 2013. A companhia estimou no começo do ano que teria receita de 1,25 bilhão a 1,35 bilhão de dólares na área de Defesa e Segurança no atual exercício. “Estamos muito próximos disso (superar a meta). Estamos correndo atrás para fazer isso”, disse o executivo, ressaltando que o quarto trimestre é, historicamente, o melhor para o setor de aeronáutica.

KC-390 - imagem Embraer

FONTE: Veja (com informações da Reuters) – IMAGENS: Embraer

COLABOROU: Marcos

NOTA DO EDITOR: título original é “Embraer: cliente do cargueiro KC-390 pode não ser a FAB”

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55 COMMENTS

  1. Amigos,

    O Brasil ta mal, ta muito mal…os militares ainda nao exergam ou nao querem enxergar que o Governo petista/bolivariano do Planalto nao tem a menor intencao de equipar ou re-equipar as Forcas Armadas.

    O Brasil esta sendo desmontado metodicamente.

  2. A lista do desmantelamento da FAB é grande:

    T-25 já deveriam ter sido desativado
    AT-26 foram desativados e não tiveram substitutos
    M-2000 e F-5 já deveriam ter sido substituídos

    EMB-110 estão empurrando com barriga
    KC foram desativados e sem um horizonte de uma nova aeronave

    A única frota nova na FAB são os do GTE

  3. Marcos,

    E lamentavel assistir o descaso, o deserespeito e o desmantelamento das Forcas Armadas.

    O Brasil esta condenado a ficar sem defesa, totalmente inofensivo, e sem capacidade de projetar poder.

    Qualquer potencia media, pode colocar o Brasil de joelhos.

    Inglaterra e Franca (do lado europeus), os Estados Unidos (nas Americas), e os russos (Eurasia), todos eles individualmente, poderiam causar enormes ao Brasil.

    Qualquer um deles, se querem degolar o Brasil, so basta que atacem as usinas hidroeletricas, e os centros industriais do pais.

    Nao ha defesa nem aerea, nem anti-aerea. O Brasil esta totalmente vulveravel a um ataque convencional ou nao convencional.

    A veradade tem que ser dita. A UNASUL e uma ideia que teoricamente imitaria o Pacto de Varsovia, e nem isso funciona. Os caras do Planalto nao entedem que o Brasil e uma pedra no sapato das nacoes espano-americanas.

    E o unico pais que fala o Portugues, e isso icomoda muito a essa getalha.

    Por isso, nem a UNASUL tem futuro. O Brasil esta entregue as baratas.

  4. Embora a EMBRAER alardeie aos quatros ventos ser autora do projeto, é importante frisar que o KC-390 só é o que é hoje graças ao primeiro gerente do projeto na COPAC, em 2009, o então Coronel Av Zavaroni, hoje Brigadeiro. Zavaroni realizou dois workshops com os usuários da aeronave, quais sejam a Brigada Páraquedista, Brigada de Operações Especiais, PARASAR, V FAE,CECAN, DIRSA (Hospital de Campanha) e outros, a fim de verificar as necessidades dos usuários e o material a ser transportado. As dimensões do compartimento de carga foram remodeladas a fim de permitir o transporte do blindado Guarani. Realizou, também, outro workshop com a área logística, a fim de definir sistemática de manutenção, e também os equipamentos de apoio de solo. Seu adjunto, à época, era o Ten Cel Eng Carneiro, hoje Coronel e atual chefe do projeto, um oficial muito competente. Essa aeronave será um sucesso de vendas.

  5. Marcos,

    Voce tem toda a razao. Esses inimigos sao os piores inimigos dos interesses nacionais.

    Rinaldo Nery,

    Vai ser um sucesso de vendas, nao tenho duvidas, mas para o exterior . Quem vai sair ganhando sera a somente a Embraer.

    Vamos vender uma plataforma que os militares gostariam de ter ai dentro, na FAB.

    Mais uma vez as Forcas Armadas foram enganadas.

  6. Essa conversinha cansa. Então os militares foram enganados? Então estão sendo desmantelados. Bom, isso então levaria ao fato de serem idiotas no primeiro caso e frouxos no segundo certo?

    Pois não acho que seja nenhum dos dois. The truth is out there….somewhere…

  7. Quanto ao Brasil não ser o primeiro cliente, não me alarmo. Se não fosse pelos clientes estrangeiros, a indústria aeronáutica assim como o que resta da bélica já teriam deixado de existir a muito tempo. Acho que Colombia, Venezuela, México, Espanha e muitos outros paises comprarão dúzias de unidades, enquanto que o Brasil talvez 2, ou 3.

    As Forças Armadas estão sendo desmanchadas, sim. Mas e dai? O oficialato superior só quer saber de uma coisa: “Já cai o meu na conta esse mês?”

    E quanto a inimigos estrangeiros, como disse o amigo acima os piores e mais perigosos inimigos do Brasil são brasileiros mesmo.

    Sinto muito, mas no que se refere a defesa no Brasil já joguei a toalha a muito tempo. Já não tenho 15 anos de idade pra continuar a acreditar em sonhos e ilusões.
    A única maneira de ver uma força aérea, marinha e exército de primeiro mundo, com verdadeiro poder de dissuação e projeção em território brasileiro seria se um dia, em um universo paralelo os Estados Unidos abrissem bases permanentes ao estilo Coréia no Brasil.

    O resto é papo furado.

  8. Inicialmente, p/ nao acharem que eh marcacao, digo que quando voo com um aviao da Embraer, embora nao deveria ser levado por sentimentalismos, sinto sim uma pitada de orgulho.

    Mas objetivamente alguem pode me dizer qual foi o tipo de contrato firmado com a Embraer em troca destes 2 billhoes de dolares? Qual sao os termos da venda p/ a FAB? Como fica os valores (relacao preco-custo)? Imagino que os dois prototipo jah estejam cobertos e saiam com nivel tecnologico satisfatorio antes da producao (se fosse tipo F-35 jah estariam produzindo dezenas sem estarem tecnologicamente prontos…).

    Porque eh engracado que contratos militares nos EUA o DrCockroach possa acompanhar, e identificar erros (as vezes grosseiros) e aqui no Brasil, nada, absolutamente nada.

    Nao estou sugerindo algo, mas como assim “investiu” 2 bilhoes de dolares? Isto garante a aquisicao da FAB por precos fixos? Qual eh o tipo de auditoria sobre estes valores, imagino previamente estimados, de 2 bilhoes? Isto garante que parte de eventuais lucros de vendas ao exterior serao revertidos p/ uma conta da FAB p/ aquisicao de mais KC-390s? Existem estudos sugerindo que estes “modestos” dois bilhoes de dolares irao produzir spillovers justificaveis frentes aos custos de oportunidades, que sao muitos, deste caminhao de dinheiro publico?

    Infelizmente soh posso usar imaginacao aqui pois nao consigo acessar qualquer documento detalhado. Talvez estejem disponiveis em algum lugar, e o DrCockroach nao investiu tempo e esforco suficiente p/ acha-los. No site do TCU, por exemplo, nao achei. Por isso, se alguem tiver algum tipo de resposta especifica, por favor compartilhe.

    Mas como o nivel de transparencia eh apenas uma fracao dos EUA, ficamos aqui “especulando”. E se nao houver realmente disponibilidades de informacoes, especulacoes sao legitimas. Mas ainda tenho esperancas que algum colega indique uma fonte p/ buscar estas informacoes.

    []s!

    P.S.: prezados editores, mudando de assunto, fiquei curioso p/ conhecer mais sobre o trabalho dos jornalistas que fazem a cobertura de um evento aereo. Nao quero reabrir o incidente com o fotografo Valter Andrade, mas uma entrevista abordando a rotina dos jornalistas e “causos” (possivelmente evitando o incidente recente) seria muito interessante. Acredito que o problema seria escolher quem entrevistar.

    Gosto de jornalismo investigativo, aquele que contesta as informacoes dadas como certas, especialmente por parte do governo, mas tb aprecio o jornalismo informativo. Os “bastidores” do trabalho de vcs seria uma nota suavel, mas bem interessante p/ os leitores; soh uma sugestao.

  9. DrCockroach

    No Império Bolívo Tupiniquim de Banânia, cujas realezas tem como amigos ditadores Mundo afora, e como inimigos a mais antiga democracia do planeta, todo gasto com bijuterias é classificado como estratégico e secreto. No que se refere a gastos com cifras de bilhões, seja em Reais, Dólares ou Euros, a coisa obviamente é fechada para que ninguém saiba o quê, como, nem onde. É por isso que o ilustre Dr. não consegue achar absolutamente nada.

  10. Mayuan

    Não sei se os militares são um bando de tontos ou frouxos. Provavelmente nem um, nem outro. “joão.filho” talvez já tenha respondido, em parte, o problema: “Já caiu o meu na conta esse mês?” A outra parte seria que estão sujeitas a subordinação.

  11. drCockroach

    sobre os bastidores de uma cobertura de algum evento, vou ver alguma forma de fazer isso para você e os outros leitores.

    não é certo,mas quem sabe?!

  12. Rinaldo Nery 8 de novembro de 2013 at 22:41

    “Embora a EMBRAER alardeie aos quatros ventos ser autora do projeto, é importante frisar que o KC-390 só é o que é hoje graças ao primeiro gerente do projeto na COPAC, em 2009, o então Coronel Av Zavaroni, hoje Brigadeiro…”

    Muito bem lembrado, a diferença do conceito inicial (bastante parecido com o EMB-190) para o atual KC-390 é realmente considerável.

    É muito bom que a FAB como financiadora do projeto, possa ter tido participação decisiva no desenvolvimento deste cargueiro.

    Agora é preciso que a Embraer seja tão parceira da FAB como a FAB é da Embraer.

    Este projeto é bom, mas não era uma prioridade para a Força Aérea e mesmo assim foi acolhido como estratégico.

    Segundo a Veja: ” Os russos tentaram convencer a Embraer a fazer a manutenção(Mi-35) por eles, mas a empresa aeronáutica brasileira recusou, com medo de ver a sua reputação manchada por algum acidente.” (http://www.defesaaereanaval.com.br/?p=31308

    Se isto foi verdade, as coisas estão muito confortáveis para a Embraer.

  13. “Mas objetivamente alguem pode me dizer qual foi o tipo de contrato firmado com a Embraer em troca destes 2 billhoes de dolares? Qual sao os termos da venda p/ a FAB?” Não acho assim tão estranho que o Estado (e não o “governo”) faça investimentos em ramos estratégicos da indústria. O problema, de fato, é a falta de transparência desses processos, que, por sinal, neste país, ocorre desde sempre. Mas, no caso, não só aqui – procedimentos esquisitos ou enrolados são comuns em todos os países que têm interesses do tipo.
    Mto boa a lembrança do brigadeiro Zavaroni, me parece q era (ou é) coordenador do grupo q estabeleceu as especificações definitivas do KC390. Mas tamb não dá pra esquecer que o projeto todo se ternou possível em função de um estudo feito pela Embraer se não me engano em 2006, sobre o mercado que se abria com a aproximação do esgotamento do projeto do C130. Lembro que tal estudo foi mto divulgado, na época, e concluía que haveria um mercado de no mínimo 600 unidades nas próximas duas décadas.
    Quanto às notícias publicadas pela “Veja”, ora, vamos e venhamos. Basta lembrar a posição deles sobre os subs franceses e sobre o Rafale. Sobre este, até colunista de restaurante falou mal do projeto francês; sobre aqueles, foram publicadas como verdades definitivas orelhadas “técnicas” de advogados da FIESP. Por favor, senhores: não estou defendendo nenhum projeto, seja de meio aéreo ou naval. Apenas lembrando um fato.

  14. Fico imaginando se a FAB postergar as encomendas do KC-390 por falta de verbas. E ao mesmo tempo o GF encomendar para o GTE um A350 VIP.

    []’s

  15. 8 de novembro de 2013 at 22:02 #
    A lista do desmantelamento da FAB é grande:

    T-25 já deveriam ter sido desativado
    AT-26 foram desativados e não tiveram substitutos
    M-2000 e F-5 já deveriam ter sido substituídos

    EMB-110 estão empurrando com barriga
    KC foram desativados e sem um horizonte de uma nova aeronave

    A única frota nova na FAB são os do GTE

    Marcos, sobre seus comentários acima, cabem algumas observações:

    1) T-25 já deveriam ter sido desativados.

    R. Não falta substituto. O modelo Pilgrim, projetado por uma equipe chefiada pelo mesmo Josef Kovacs que projetou o Tucano é a uma opção. E tem o incerto Unasur 1. Incerto como tudo o que envolve a Argentina. Além disso, os 42 Universal ainda em uso na FAB atingiram recentemente, na AFA, 100% de disponibilidade.

    2) AT-26 foram desativados e não tiveram substitutos.

    R. Tiveram sim. Os substitutos dos AT-26 são os AT-29 Super Tucano. Opção da FAB. Agora, discute-se se a aquisição de um LIFT (Lead-In Fighter Trainer) à reação, será necessária. Essa será uma decisão a ser tomada certamente após a definição do F-X2.

    3) M-2000 e F-5 já deveriam ter sido substituídos.

    R. Com certeza. mas, em primeiro lugar, os Mirage 2000 sequer deveriam ter sido adquiridos. Teria sido melhor e mais barato, como tampão, adquirir um número maior de células de F-5E/F e modernizá-las para o padrão F-5M. E a culpa pela novela que se transformou o programa F-X não ‘s só do governo Lula/Dilma, mas isso vem do governo FHC e também cabe uma boa parcela de culpa na administração da FAB, que não consegue impor suas necessidades.

    4) EMB-110 estão empurrando com barriga.

    R. Também foi opção da FAB. A FAB voltou atrás na decisão de montar no Brasil um projeto estrangeiro como substituto e decidiu=se pela modernização de parte da frota de C-95 e P-95 existente. Ao meu ver, foi uma decisão correta.

    5) KC foram desativados e sem um horizonte de uma nova aeronave.

    R. Não é verdade. A desativação dos KC-137 pode ter sido prematura para alguns, mas a FAB fez o que pode para adquirir suprimentos e manter a frota em voo. Comprou células, adquiriu motores e peças, etc. Mas a aterrisagem forçada com perda total de um KC-137 no Haiti deixaria a frota com apenas 3 avIões e, provavelmente, apenas um avião estaria disponível, em muitos casos. Além disso, existe horizonte de um substituto sim. A IAI foi vencedora da concorrência para um novo KC, lembra. Serão Boeing 767 convertidos para KC. Dois aviões inicialmente, com opção de mais um. No futuro, devem ser adquiridos Boeing KC767A novos de fábrica.

    6) A única frota nova na FAB são os do GTE.

    R. Mais ou menos. E os H-60 Black Hawk? E os C-105? Concordo que o governo do PT tem sido relapso com as FAs. Não sou petista e torço para que não se perpetuem no poder. Mas algumas coisas foram obtidas sim. E prefiririria mil vezes a aquisição de mais duas dezenas de BlackHawk à compra dos EC725 e também quero que se defina logo a aquisição dos novos caças, é claro!

  16. Faltou dizer que, na função de ataque, os AMX foram, desde o início, projetados como os substitutos do Xavante pela FAB.

  17. Caro DrCockroach

    Ainda não atingimos o nível de transparência alcançado pelos EUA quando o assunto é “programa militar”. Aqui os debates são raros, superficiais e as informações disponíveis são escassas.

    Tudo isso se traduz em pouca transparência para a sociedade, o que gera especulações de toda a natureza. Só se tem conhecimento de algo mais aprofundado quando ocorre um escândalo (infelizmente). Por exemplo, quem falava de SIVAM antes da revelação dos escândalos de espionagens? Só alguns da mídia especializada (http://www.aereo.jor.br/2013/10/07/espionagem-o-brasil-nao-aprende-nunca/).

  18. A FAB, como dona do projeto, recebe royalties sobre cada venda da aeronave no exterior. Assim é com os A-29. Não conheço os termos do contrato entre a FAB e EMBRAER. O Maj Brig Baptista Jr, meu ex comandante, como ex chefe da COPAC talvez possa esclarecer alguma coisa. Agora, amigos, cuidado com as teorias da conspiração. Dizer que a oficialidade só está preocupada com o salário no fim do mês é outro insulto, Como foi confundir a FAB com o PT. Quando trabalhei na COPAC, avaliando os oito C-105 Amazonas adicionais, não estava preocupado ¨com o que pinga na conta final do mês¨. Já percebi que, aqui, muitos opinam na emoção, e com completo desconhecimento sobre o que estão falando, Outra coisa, o A-1 nunca foi substituto do Xavante, como alguém falou acima.

  19. Nautilus

    “A lista do desmantelamento da FAB é grande”

    Não tiro a razão de suas colocações, mas…

    T-25: existem propostas para sua substituição. Algo concreto? Nada! De fato os mesmos estão com 100% de disponibilidade, mas já tem algum tempo que operam com MUITAS, e bota MUITAS nisso, restrições.

    AT-26: originalmente os AT-29 foram projetados para outra missão. Nesse momento estão quebrando o galho na FAB. Mas lembre que a aquisição dos Impala visava usar as peças do mesmo para tentar manter os Xavantes em operação.

    M-2000 e F-5: sem mais comentários. A novela está demorada.

    EMB-110: de fato foi uma opção da FAB, talvez justamente pela falta de VERBAS.

    KC: pois é, houve uma licitação, a IAI ganhou e…
    E, nada! Pelo que se sabe, está tudo parado. E quanto ao “no futuro”: o futuro é uma coisa incerta. No futuro podem até comprarem F-35, decidirem por construírem 30 submarinos voadores de propulsão nuclear, e ainda uma estrada para Lua.

    No resto, de fato andaram comprando algo aqui, algo lá, mas muito aquém do necessário. A questão essencial é que a fila anda, o tempo passa, as coisas vão ficando velhas e precissam ser substituídas.

  20. “Faltou dizer que, na função de ataque, os AMX foram, desde o início, projetados como os substitutos do Xavante pela FAB.”

    Na verdade a Embraer chegou a produzir UMA unidade biplace que visava a utilizarem como aeronave de treinamento avançado, justamente pela saída dos AT-26.
    Ficou nesse um!!!!

  21. Poggio

    “Ainda não atingimos o nível de transparência alcançado pelos EUA quando o assunto é “programa militar”. Aqui os debates são raros, superficiais e as informações disponíveis são escassas.”

    – Na verdade não se trata somente de programas militares. Até as aquisições de papel higiênico são consideradas como sigilosas. E a gente só fica sabendo das coisas realmente quando estoura algum escândalo. Talvez por isso mesmo que os envolvidos coloquem tudo como secreto.

  22. Sobre a questão da transparência das compras militares concordo em parte com os comentários acima.
    Realmente não temos uma publicação como o Weapons Systems Handbook do US Army, ou outras publicações desse tipo, mas eu li sobre a compra de kits de guiagem Lizard junto a AEL em Julho desse ano, assim como algumas informações interessantes das outras forças.
    Uma dica é a leitura do Boletim Externo do Exército toda sexta-feira. tem muita informação lá.
    O fato da FAB não ser a “primeira” a assinar o contrato não significa que receberemos aeronaves depois dessa “primeira”.
    Só para lembrar, a FAB já assinou dois protótipos. E, não vejo problemas em recebermos aeronaves junto com outros clientes, como ocorre em outros programas internacionais, como o A400.

  23. Desculpem me, não citei a fonte de onde li sobre a compra dos kits Lizard: Diário Oficial da União (DOU).

    O BE do exército pode ser acessado no site da sgex (secretaria-geral do exercito).

  24. “Lembro que tal estudo foi mto divulgado, na época, e concluía que haveria um mercado de no mínimo 600 unidades nas próximas duas décadas.”

    Hoje passada a megalomania, a própria Embraer se diz satisfaita se vender uns 140 KC-390.
    Um verdadeiro fiasco!!!

  25. Prezado Joker,

    Obrigado por considerar a sugestao. Seria realmente muito interessante ler algo assim.

    Tambem agradeco aos demais colegas que comentaram o contrato de desenvolvimento p/ o KC390. O meu lamento eh apenas com a falta de informacoes, nao estou apontando culpas (se eh que eventualmente existem).

    Vejam, por exemplo, o caso dos EUA. Se eu quiser saber quais contratos militares foram firmados, quase instantaneamente a informacao estah disponivel aqui:

    http://www.defense.gov/contracts/

    Lah posso verificar quem recebeu o contrato, p/ qual servico, por quanto, e ainda o tipo (fixe-price; cost-plus-fixed-fee, etc). Assim, por exemplo, dois dias apos a assinatura do contrato das engines do F-35 eu jah tinha esta informacao.

    Depois tb eh possivel, entre outros orgaos, acessar no GAO uma analise do contrato (analises que dependendo dos valores sao feitas ainda antes da assinatura) e de seu desenvolvimento/acompanhamento. Existem diversos orgaos p/ fiscalizacao, e com transparencia, e mesmo assim sabe-se que muita coisa errada acontece. Eh bom lembrar que uma auditoria compreensiva no DoD foi postergada p/ iniciar somente em 2017.

    Mas aqui no Brasil entao? Sabemos que para liberar um valor alto como 2 bilhoes de dolares, isto passa por dezenas de secretarias e avaliacoes, nos tres poderes, uma burocracia enorme. Mas qual eh o resultado? O DrCockroach nao ve.

    Nao se trata somente da FAB/Embraer/Min.Def., mas o conjunto. Onde estah o TCU? Estao muito ocupados tenho certeza, p/ publicarem algo. E os tecnicos da fazenda? Tb ocupados… E uma analise dos spillover de um investimento destes; tem algum estudo previo feito por algum dos centenas de tecnicos do IPEA (com salarios de Brigadeiros)? Todos muito ocupados tenho certeza para se dedicarem com US$ 2 billhoes… e a lista continua.

    Que logica eh esta que quanto maior o tamanho do governo, mais ocupados todos ficam p/ fazer algo?

    Eh uma gigantesca burocracia, que qualquer um com boa intencao acaba engolido pelo sistema, e no fim nao existe transparencia, nao existe informacao e, permitem-me especular, os resultados podem ser altamente questionaveis. Um sistema obscuro, lento e burocratico que assim favorece, na verdade, os mal-intencionados, mesmo que sejam uma absoluta minoria.

    E a falha eh da burocracia que, intencionalmente ou nao, nao atua pelos melhores interesses dos cidadaos, mas se justifica como um fim em si mesma.

    Enfim, nada de novo…

    []s!

  26. Fiasco é a sua falta de entendimento Maurício…

    Não existe fiasco, você o criou com base em informações imprecisas e errôneas a que teve acesso.

    A empresa nunca disse que venderia 600 ou 700 aviões.

    Mas a culpa não é só sua… a própria imprensa não faz diferença entre: Mercado total, mercado endereçável e previsão de captura de mercado.

    Entre 120 e 140 aviões sempre foi a previsão da empresa.

    Então não existe fiasco, você o criou com base em informações imprecisas e errôneas a que teve acesso.

  27. Outra coisa, o A-1 nunca foi substituto do Xavante, como alguém falou acima.

    Rinaldo, desculpe-me, mas o A-1 foi substituto do Xavante na missão de reconhecimento e de ataque sim. A única unidade nova a operar o A-1 foi o 1º/16º GAv. As demais unidades que receberam o A-1 foram o 1º/10º GAv e o 3º/10 GAv, unidades de reconhecimento e ataque e de ataque, respectivamente, e ambas ex-operadoras do Xavante. Na missão de treinamento avançado e na formação de pilotos de ataque, o Xavante foi substituído pelo Super Tucano. Se esses dois aviões não foram os substitutos do Xavnate na FAB, eu gostaria que você esclarecesse que avião substituiu o AT-26…

  28. “Entre 120 e 140 aviões sempre foi a previsão da empresa.”

    O KC 390 é o único avião no planeta, concebido p/ vender pouco…

  29. O problema do país é a dívida pública, que corta todo tipo de financiamento que o país pode ter… Atualmente a dívida consome 47% do PIB do nosso país… isso tudo só para pagar juros e rolamentos da dívida sem contrapartida.. ou seja, não estamos pagando apenas o que pegamos com seu juros correto… estamos pagando além disso, o que consome investimentos em saúde, educação e também às nossas FA.
    O poder de investimento do Brasil é apenas a metade do que produzimos… o resto vai direto pra bancos e rentistas.. E o pior é… dentro desse bolo tá cheio de fraudes

  30. Blackhawk

    Embora o assunto fuja muito do que se trata o artigo, o fato é que o Brasil gasta mal: tudo superfaturado; o Tesouro pega dinheiro no mercado (a dívida) com taxa de 20% aa para injetar no BNDES e este a emprestar com taxa de juros negativo para empresários escolhidos; excesso de gente dentro do Estado, entre outras cositas.

  31. Olhando a coisa sobre outra ótica, mas primeiro algumas críticas:

    1) Acho que faltou prioridade à FAB, se é que não teve de engolir isso dai;

    2) A taxa de produção do C-130J é de uma unidade por mês, que é o que a Embraer planeja, portanto não podemos esperar números muito diferentes;

    O ponto positivo:

    Com o projeto, e financiamento, a Embraer segurou grande parte dos engenheiros, que sem um novo programa, certamente teriam ido para outras empresas.

  32. Eu vejo como eventual ponto positivo, em caso de entregas a outros clientes antes da FAB, a possibilidade desta última fazer pagamentos mais espaçados para suas as 28 aeronaves que pretende adquirir, melhorando o fluxo de pagamento que já é alto no momento devido aos elevados investimentos no desenvolvimento do jato.

    Assim, hipoteticamente sobraria algum dinheiro em orçamentos dos próximos anos para outras prioridades da FAB (ainda mais prioritárias do que aviões de transporte dessa categoria), sem prejuízo da cadência de produção do KC-390.

  33. a possibilidade desta última fazer pagamentos mais espaçados para suas as 28 aeronaves que pretende adquirir, melhorando o fluxo de pagamento

    Sim, mas do ponto de vista operacional a nossa situação, se não é dramática, está perto disso. Nossos C-130 estão com idade muito avançada e logo logo terão problemas decorrentes disso.

    Já a situação dos reabastecedores é lamentável. A FAB conta com um KC apenas e o 390 seria muito bem vindo neste tipo de trabalho.

  34. De fato, Poggio, mas creio que os caças (assim como os KC-X2), por exemplo, poderiam ser uma dessas prioridades que poderiam se beneficiar

    Isso porque a modernização da aviônica dos C-130 é mais ou menos contemporânea à dos F-5, havendo algumas células mais velhas que as dos F-5, e algumas outras não tão velhas assim. Assim, creio que a expectativa de longevidade de ambas as frotas (F-5 e C-130) deva ser mais ou menos equivalente.

    Porém, há uma expectativa de primeiro voo de KC-390 em 2014 e de primeiras entregas para a FAB ao longo dos anos seguintes (o que poderia ser postergado um pouco no caso de um outro cliente receber as primeiras unidades de produção). Em comparação, não há sequer expectativa de assinatura de um contrato para um substituto dos F-5M, quanto mais de sua primeira entrega à FAB…

    A meu ver, caso haja algum cliente externo apto a receber KC-390 antes da FAB, a Aviação de Transporte (por mais que suas necessidades sejam prementes) poderia aguardar um pouco mais devido à situação muito mais dramática da Aviação de Caça.

    Mas isso são só hipóteses pois, com obsolescência e chegada ao final da vida útil em bloco de aeronaves das várias aviações, tudo acaba virando prioridade.

  35. Poggio

    De fato a idade dos C-130 é alta, mas não sei como estão quanto ao número de horas de voo. De qualquer modo, quando li seu comentário, acabei lembrando do C-130 britânico que caiu no Iraque, cuja queda foi fadiga, embora a RAF já viesse monitorando sua estrutura.

  36. “Mas isso são só hipóteses pois, com obsolescência e chegada ao final da vida útil em bloco de aeronaves das várias aviações, tudo acaba virando prioridade.”

    Esse é um grande problema. Quando as coisas não vão sendo resolvidas ao seu tempo, lá na frente as coisas vão se acumular.

  37. Pergunta:

    A Embraer pretende fazer o primeiro voo até o final de 2014, mas até o momento ela não informou que sequer tenha fabricado a primeira peça. A última vez que estive na Embraer foi na montagem do Brasilia, e naquela época levava-se em torno de nove meses para “gestar” uma aeronave. Assim, para quem pretender montar uma aeronave totalmente nova, os prazos não estão pequenos?

  38. Marcos, boa noite.

    Pela falta da notícia, não se pode concluir que a produção não esteja em andamento.
    Abraço,

    Justin

  39. “até o momento ela não informou que sequer tenha fabricado a primeira peça.”

    Há notícias a respeito de fabricação de peças sim, embora não necessariamente vindas das instalações da Embraer aqui no Brasil. Um exemplo é o sexto link da lista de matérias anteriores, ao final, de cima para baixo. Há outros por aí.

  40. Justin Case

    Na mosca, hem!!!

    FÁBRICAS DE ÉVORA DA EMBRAER JÁ PRODUZEM PEÇAS PARA NOVO AVIÃO MILITAR KC-390
    Dinheiro Digital / Lusa

  41. De fato, Marcos.

    E, como coloquei no meu comentário das 23h01 de ontem, essa notícia complementa anterior que já havíamos publicado aqui: “Embraer em Évora entrega primeiras peças do KC-390 ainda este ano”, sexto link da lista de matérias que está no final desta.

    Estou publicando agora a notícia mais recente, do Dinheiro Digital / Lusa.

  42. Prezado Poggio,

    Eh verdade, o portal da transparencia eh um avanco.

    Mas talvez seja o caso do copo meio vazio ou meio cheio. Comparando com o passado, o copo estah meio cheio, comparando com o que gostariamos de ver, inclusive na area militar, estah meio vazio. Mas sejamos otimistas.

    []s!
    P.S.: Prezado Bozzo, eu li seu comentario lah em cima. A proposito, gosto do seu avatar (O Bueno tb usa uma cachorro de avatar?), gosto de animais, mas sou aficionado por cachorros. Meus filhos deverao fazer uma “yard sale” na Escola p/ arrecadar $ p/ uma entidade que resgata animais das ruas.

  43. Dr. Barata falei pois não vi comentários a respeito do início de construção das peças em Portugal, depois que eu vi a matéria postada pelo Nunão.

    Sobre o cachorro é o meu teckel, chamado Scooby. É uma “tranquera” rsrsrsr, se qualquer um chegar perto ele deita de barriga pra cima e fica pedindo carinho.
    Legal a atitude de seus filhos, os meus saem para passear com os cachorros (tenho 3, sendo 2 vira latas) e levam ração para os cachorros de rua que encontram pelo caminho. Acho importante ensinar a ter cuidados com animais de rua, eles (animais) não tem culpa de ações desastradas das pessoas.

  44. Roberto,

    Tinha visto seu comentário mas estava de saída. Apenas na volta me lembrei do assunto após novo comentário a respeito do Marcos, mas aí já tinha me esquecido do seu primeiro comentário…

  45. Sem problemas Nunão, é que não vi comentários sobre o início de construção das partes do KC, por isso comentei.

  46. A pergunta que fica é qual a contra partida que a FAB terá em ter o governo investido essa quantia de $$$ nesse projeto?

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