Domingo Aéreo 2013 no PAMA-SP: quantos ‘Mikes’ você consegue contar?

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    F-5M em revisão no PAMA-SP - Domingo Aéreo 2013 - Foto Nunão - Poder Aéreo - Forças de Defesa

    vinheta-exclusivoAlém destes, havia mais dois F-5EM que não aparecem na foto: um fora do quadro mas dentro do hangar de revisão dos caças, e outro recém-chegado, na parte externa, e que em breve tomará o lugar de um jato que já teve os trabalhos finalizados.

    Em breve, traremos matéria só sobre os “Mikes” atualmente no PAMA-SP. Por enquanto, você pode se divertir contando os que aparecem nesta imagem (clique para ampliar). E aproveite para procurar, em meio aos caças da foto, o único modelo biposto atualmente em revisão no Parque.

    20 COMMENTS

    1. Roberto,

      A pista aqui até que é razoável para pouso e decolagem, mas além do comprimento o que tem que levar em conta é o barulho e os obstáculos em volta. E, por outro lado, não é só decolar depois da revisão: tem uma série de testes com aeronave no solo e decolando depois, para os quais uma pista com mais sobra faz diferença.

      Sobre o cartaz na parede: na verdade, trata-se de um banner gigante homenageando o Esquadrão Pacau, com fotos de quatro F-5M (dois isolados e um elemento). Mas a bandeira encobre metade do cartaz, com dois deles.

      Poggio: eu acho que vc está contando um avião a mais…

    2. Fabio,

      Os dois (e não três) do outro lado do hangar não eram “Mikes” (M de modernizado). Eram células ocas de F-5E ex-Jordânia ainda em preparação para, mais pra frente, passar por modernização.

      Mas ainda havia um “Mike” mais ao fundo de onde está o F-5FM (biposto) da foto, só que não deu pra enquadrar nessa foto.

      E o F-5EM do lado de fora.

      Total na foto: 8 Mikes (parabéns aos que contaram certo). Somando com os dois que não aparecem, dá 10 Mikes no PAMA-SP, além de três ex-jordanianos.

      Saudações!

    3. Poggio,

      Na verdade, dos 10 Mikes no PAMA-SP um está acabando de entrar e outro está pronto pra sair, então dá 9 efetivamente revisando.

      Pensando numa frota de 46, os 9 em revisão nível parque significam praticamente um quinto.

      Creio que é o natural. No ano passado tinha um pouco menos. Eventualmente pode ter um pouco mais. Na média, tem sido isso, cerca de 1/5 da frota em IRAN (Inspection and Repair As Necessary), as chamadas revisões nível parque.

      O nosso problema é que a frota que sobra nos esquadrões (46 – 9 = 37) é razoável para três esquadrões de supersônicos com 12 aviões cada (e ainda sobra um caça para testes de armas em SJC) – embora na verdade um esquadrão, o Pacau, seja subdimensionado e os outros dois, Pampa e Jambock/Pif-Paf, tenham um pouco mais do que 12 caças cada. Mas, como você mesmo deixou claro, eventuais 12 aeronaves por esquadrão significam um número menor efetivamente na linha de voo, por causa das revisões nível esquadrão (200 horas, 400 horas etc) E isso é algo cristalino no caso de aviões já em linha há bastante tempo.

      O que é absolutamente certo é que é uma frota pequena para eventuais quatro esquadrões, caso o F-5M acabe em Anápolis. Só se pensarmos num esquadrão subequipado, como o Pacau.

      E, é claro, uma frota a cada ano mais perto de uma merecida aposentadoria. Por isso os sete ex-jordanianos que já estão na Embraer são imprescindíveis, assim como os 4 que ainda falta revisar para mandar pra lá.

      Mas isso é assunto para a próxima matéria.

    4. Nunão

      Os “f”‘s entram nessas contas – embora com todos os recheios – ou nas unidades operacionais destinam-se mais a instruções/ treinamentos?

    5. “sergiocintra em 29 de setembro de 2013 às 23:17”

      Sergiocintra, a conta de 46 inclui três modelos bipostos F-5FM, ou seja, atualmente a frota de F-5M da FAB conta com 43 monopostos F-5EM e 3 bipostos F-5FM. Isso deverá ser ligeiramente ampliado quando os primeiros ex-jordanianos modernizados entrarem em operação, talvez nos próximos meses.

      Os bipostos são utilizados apenas para conversão de pilotos de A-29, quando eles chegam a Canoas e Santa Cruz, para os F-5M.

      As primeiras missões da maioria das fases de conversão operacional são feitas nos bipostos, e as restantes nos monopostos. Isso se dá no 1º/14º GAV em Canoas, e no 1º GAVCA, em Santa Cruz, sendo que cada uma dessas unidades tem um F-5FM em operação exclusivamente para isso. O terceiro exemplar da frota é o que está no PAMA-SP, e a sistemática é ter sempre um em cada um desses esquadrões e um no Parque, em “rodízio”.

      Por exemplo, em 2011 vimos o F-5FM 4807 no PAMA-SP, no finzinho de sua revisão, pronto para voltar ao serviço. Em 2012, era o F-5FM 4806 que estava no PAMA-SP. E agora é o F-5FM 4808 (quem no ano passado estava operando em Santa Cruz). Tudo isso é contado em detalhes na matéria especial sobre o F-5F na FAB, que está na revista Forças de Defesa número 6 – ainda há exemplares à venda.

    6. Apesar de modernizados o problema crítico dos F-5 são suas turbinas que o Brasil não consegue “modernizar” por falta de apoio do fabricante e licença dos EUA.

      Para manter os Forever voando até 2025 o problema crítico são as turbinas, ou o Brasil compra em algum lugar um lote adicional de motores ou vai ter que comprar turbinas iranianas se é que os persas conseguiram desenvolver turbinas próprias para os seus HESA Azarakhsh e Saeqeh…

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