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Embraer em Évora entrega primeiras peças do KC-390 ainda este ano

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LAAD 2011 KC-390 - foto Poder Aereo Poggio

Cátia Simões

vinheta-clipping-aereoInauguradas há um ano, as fábricas portuguesas do grupo brasileiro vão reforçar a produção de componentes. O objectivo mantém-se o de triplicar os postos de trabalho. As duas fábricas da Embraer em Évora vão começar a produzir e a entregar ainda este ano as primeiras peças do cargueiro militar KC-390 da fabricante aeronáutica brasileira. “Além do Embraer Legacy 450 e Legacy 500, estamos a preparar a nossa linha de produção para iniciar em breve a produção de componentes e conjuntos para o avião militar KC-390. Contamos enviar as primeiras peças ainda este ano” diz ao Diário Económico Paulo Marchioto, presidente da Embraer Portugal. A Embraer Estruturas Metálicas vai fabricar partes de asa e da cauda e a Embraer Compósitos o estabilizador horizontal, revelou o responsável.

FONTE: Economico

COLABOROU:
Henrique C.O

13 COMMENTS

  1. Como já disse todas as peças de compósitos e fibra de carbono dos aviões da Embraer vão ser importados a Euro de Portugal…

    Quanto maior a proporção maior a desnacionalização dos “aviões brasileiros da Embraer”…

    Dada vez mais parecida com uma Apertaparafusobrás…

  2. Hahahaha, ainda não chega nem aos pés da filial da Lixocopter, meu caro…

    Mas é bom ver que finalmente você passou a reconhecer que o seu Estadista de Sindicato fez uma m. do car. comprando as Kombis Voadoras da Apertaparafusobrás…

  3. Qual a fonte da sua afirmação Gilberto, de que todas as peças de composto serão fabricadas em Évora? Quais são “todas” as peças?

  4. Caro Vader quem fez uma M.. foram os “capitalistas patriotas” que controlam a Embraer que sequestraram uma tecnologia BRASILEIRA desenvolvida com suor e inteligência brasileiros e financiada por ANOS pelos governos federal e paulista para atender a uma empresa “brasileira”, que vendeu-se aos incentivos fiscais da União Européia…

    Nem o governo federal e nem o governo do estado de São Paulo (tucano até as últimas fibras) poderiam IMAGINAR que a Embraer pudesse ter a IMENSA cara de pau de ser a receptora de mais uma década de desenvolvimento tecnológico NACIONAL financiado e transladar TUDO para Portugal…

    Os contratos simplesmente não previam esta possibilidade BIZARRA.

    Mas fique sabendo que esta atitude gananciosa e capitalista já teve seu PREÇO para a empresa. Pelo menos enquanto o governo federal estiver sob o grupo político atual, NUNCA MAIS o governo financiará aquisições de tecnologia que fiquem com a Embraer como depositária PLENA.

    E se o tucanato paulista, se tiver uma fibra de dignidade patriótica, também fará o MESMO se voltar a ocupar o governo federal.

    Inclusive o governo atual já instituiu empresa estatal que receberá a titularidade JURÍDICA da tecnologia recebida pelo processo FX-2 (e futuros processos tecnológicos de defesa) que apenas licenciará para uso na Embraer e demais empresas de interesse do governo brasileiro…

    Este tipo de ESPERTEZA TECNOLÓGICA CAPITALISTA a Embraer não vai conseguir duplicar tão cedo…

    EU, caracterizo mesmo como sacanagem…

  5. Amigo as ENORMES estruturas industriais E DE PESQUISA montadas em Évora é para fornecimento de TODAS as peças fabricadas pela Embraer com a tecnologia de compósitos e fibra de carbono.

    Conforme as estruturas de última geração lá construídas forem se tornando plenamente produtivas, as plantas nacionais de material similar mais antigas serão desmobilizadas “por razões de economicidade” ficando no Brasil apenas as instalações das estruturas metálicas, de alumínio aeronáutico e integração final.

    ACONTECE que a tendência predominante na engenharia aeronáutica é a SUBSTITUIÇÃO das estruturas metálicas pelas estruturas de compósitos e de fibra de carbono…. Sabe disto não ?

    Por isso que desde que esta INCÚRIA foi perpetrada pela diretoria da Embraer meu entusiasmo com a empresa diminuiu MUITO e minha suspeita que estes PATRIÓTICOS diretores estão um pé que um leque para integrar-se o Board da Boeing me faz um FEROZ opositor da opção pelo Super Hornet da Boeing…

    Capiche ?

  6. Gilberto Rezende disse:
    25 de setembro de 2013 às 1:34

    Gilberto, a OGMA não era nenhuma fabriqueta de fundo de quintal quando a Embraer ADQUIRIU seu controle acionário: ela por exemplo já fazia há muitos anos, com tecnologia transferida da General Dynamics e da Lockheed Martin, entre outras, a manutenção dos F-16 da FAP. Ou seja: enquanto a Embraer detinha a tecnologia de compostos do F-5 (transferida pela Northrop na década de 80), a OGMA estava uma geração à frente, apesar de seu tamanho…

    De modo que a parceria Embraer-OGMA foi de benefício mútuo, com esta fazendo a manutenção na Europa das aeronaves Embraer, diminuindo custos para os clientes europeus o que, por óbvio, significa maior inserção no MERCADO europeu para os produtos Embraer.

    De mais a mais, não deixa de ser curiosa (pra dizer o mínimo) a sua desconfiança com a Embraer: quando é para ela ceder tecnologia, ainda que não seja lá esse avanço todo (fibras de carbono, por exemplo, já era uma tecnologia de domínio da OGMA), e ainda que seja para um país, ESTE SIM, ao contrário dos bolivarianos asquerosos, CO-IRMÃO E FUNDADOR do Brasil, aí não pode. Mas americanos, franceses, russos, e o raio que o parta, têm que oferecer “transferência de tecnologia irrestrita” para o Brasil, se não não tem negócio…

    Dois pesos, duas medidas, sempre né? 😉

    A verdade é que vocês não apenas não compreendem patavinas, como não se conformam com a forma como o CAPITALISMO funciona.

    No mais, seu governo pode transferir a tecnologia do FX2 para quem ele quiser. Digamos, para a Lixocopter, por exemplo. Ou a Avibrás, aquela eficientíssima empresa. Quem sabe criar uma nova estatal para competir com a Embraer, empregando a cumpanherada toda né?

    Mas como eu sei que onde esse governo do PT põe as patas a grama morre, a beneficiada, se houver alguma, acabará por ser a Embraer, única empresa que tem COMPETÊNCIA no setor de Defesa no Brasil.

    Afinal, quem tem competência vence sempre, independente das mutretas dos PeTralhas.

  7. A Embraer não sabia mto bem o que fazer c/ a OGMA, aí o governo português passou a cobrar os off sets do negócio e não teve “jeitinho” que desse cabo das exigências.
    Resultado, empregos brasileiros exportados p/ a Europa, sem nem um pio da petralhada, afinal não há política industrial mas tão somente; dívidas de campanha.
    Da mesma forma, os Phenoms serão fabricados nos EUA.

  8. É Gilberto…. pelo seu post, e o do Maurício, vejo que não sabem nada de nada.

    Dizer que a empresa está exportando tecnologia é ridículo… Dizer então que está transferindo “toda” a produção de componentes de material composto para a Europa… cara que piada!!! Se sabe o que será feito lá, e o que é feito aqui???

    Vcs sabem qual o motivo da implementação das fábricas em Évora?

    Vcs sabem o que a planta de metálicos irá produzir?

    Aliás Maurício, sabe o porque da produção do Phenom nos EUA (aliás, produção que já ocorre a um ano ou mais)?

    É… continuem criando suas teorias da conspiração… continuem com esta visão simplista de que o empresário é um ser nefasto.
    Bonzinhos e interessados no Brasil são os nossos governantes né, principalmente os petralhas que estão aí, né?

  9. Gilberto:

    Um amigo meu, que já tem bem mais janeiros do que eu, no alto de sua sabedoria me disse certa vez “Escolha bem as batalhas que pretende travar”. E nesse caso penso que você escolheu muito mal a batalha que está ora travando com os demais foristas, posto ter escolhido uma causa perdida. Veja bem: a descentralização na produção de componentes é uma tendência irreversível na indústria aeronáutica, que trouxe o referido processo da indústria automobilística, onde é absolutamente normal que um veículo seja montado com componentes oriundos de diversos países. Basta ver que os carros da Honda fabricados aqui usam componentes produzidos no Japão da mesma forma que os carros fabricados lá usam componentes feitos no Brasil.

    Voltando ao caso da EMBRAER, é preciso para de pensar na mesma como aquela estatal que apenas fabricava turboélices. Agora ela, privatizada, é a terceira maior fabricante de aviões comerciais. E como tal precisa ser uma empresa com atividades globais, o que passa inclusive por produzi componentes em outro país, em outro componente, algo que Boeing, Airbus e Bombardier já fazem. A fabricante canadense produz a fuselagem traseira dos seus jatos no México, e ninguém vê o governo de Ottawa reclamando.

    Quanto ao financiamento público obtido pela EMBRAER para desenvolver tecnologia de materiais compostos basta lembrar que não sai de graça. A empresa teve de ressarcir os cofres públicos e, após isso, faz com a tecnologia o que bem entender.

    Por fim, a ideia do governo de criar uma estatal para se depositária de tecnologia é absurda e temerária. Significa o rompimento com procedimentos ocidentais voltados para eficiência e a implantação do falido modelo da antiga URSS, onde a tecnologia ficava longe das empresas, sob as garras de um Estado ineficiente e corrupto. Pior: esse modelo invariavelmente vai levar a absurdos tais como negar tecnologia à EMBRAER ao mesmo tempo em que a cede graciosamente a doadores de campanha como a Odebrecht e o farsante do mundo X

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