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O F-X2 está morto, vida longa ao F-X…?

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BAAN 2010 - 9

Guilherme Poggio/Fernando “Nunão” De Martini

vinheta-opiniao-aereoA afirmação acima pode parecer dramática para alguns, mas reversões de expectativas costumam ser assim mesmo. No início do mês de junho, havia um otimismo no ar em relação a uma decisão do programa F-X2 da Força Aérea Brasileira (FAB), especialmente entre os que viam como mais provável a escolha do caça F/A-18 Super Hornet da Boeing. A decisão pela proposta do fabricante norte-americano era dada como certa por vários meios da imprensa nacional e internacional. A visita em maio do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, à presidente do Brasil Dilma Rousseff, acabou dando grande impulso a esta opção.

Para relembrar os nossos leitores, selecionamos alguns links  dentre diversas notícias que mostram bem o “clima” que havia até recentemente. É certo que a presença maior ou menor de notícias na mídia sobre um ou outro concorrente do F-X2, muitas vezes, segue caminhos que passam pelos departamentos de comunicação dos diretamente interessados no processo. Os dois outros concorrentes do F-X2, o sueco Saab Gripen e o francês Dassault Rafale, também já tiveram seus momentos de maior exposição na mídia. Porém, há bastante tempo não se via um conjunto de notícias mostrando haver grandes chances de uma decisão por um dos fabricantes da disputa, como estes exemplos selecionados abaixo:

Porém, em menos de um mês muita coisa no Brasil mudou, e foi para pior quando se pensa em economia e cacife político do atual Governo. Vários eventos de ordem econômica, social e política, com influência indireta no processo do F-X2, passaram a dominar o cenário interno do País. Vejamos, rapidamente, cada um deles.

F-5B FAB 4805 na Base Aérea de Santa Cruz - foto Nunão 30 de maio de 2012 - Poder Aéreo
Fatores de ordem econômica: a economia do Brasil, que já vinha definhando desde o ano passado, aprofundou um “derretimento” com a elevação do dólar, fuga de capitais estrangeiros e queda da bolsa de valores nestas últimas semanas. Lembremos que uma das grandes desculpas do ministro da Defesa Celso Amorim pela não decisão do programa F-X2, no ano passado, estava relacionada à incerteza e à instabilidade do quadro econômico. Não dá para dizer que, de lá para cá, os indicadores econômicos melhoraram. O caminho tem sido de piora em muitos deles.

Fatores de ordem social: ao longo do mês de junho, manifestações de movimentos sociais na cidade de São Paulo, inicialmente focadas em protestar contra o aumento das passagens de ônibus (como já havia ocorrido em outras grandes cidades brasileiras) ganharam uma dimensão e uma popularidade não esperada. Os protestos espalharam-se definitivamente por todo o País, levando centenas de milhares de pessoas às ruas noite após noite, e incorporaram outras demandas da sociedade. Deixando de ser “apenas” manifestações de movimentos sociais organizados, como já se via há muito, rapidamente os eventos tornaram-se protestos gerais engrossados pela classe média, exigindo mudanças e reformas por parte do Executivo e do Congresso Nacional.

Fatores de ordem política: na primeira semana de junho, ou seja, antes da explosão dos protestos que tomaram conta das cidades brasileiras, a aprovação da presidente do Brasil já havia caído segundo dados de institutos de pesquisa. Em recente pesquisa feita pelo Instituto Data Folha, ou seja, após a explosão das manifestações, essa popularidade sofreu uma das maiores quedas da história recente, comparável à vivida pelo ex-presidente Collor há 20 anos. O “golpe” parece ainda não ter sido assimilado pelo Governo, mas já é possível ver que há grande estrago na imagem da presidente perante a sociedade brasileira.

Mirage IIIE - F-103 FAB na frente do PAMA-SP - foto 4 Nunão - Poder Aéreo

E o que isso tem a ver com o programa F-X2? Um leitor menos avisado pode fazer essa pergunta, e nossa resposta é que a relação, apesar de indireta, é muito próxima.

Primeiramente, se a questão econômica antes podia ser considerada uma mera desculpa para diversos adiamentos na decisão do programa (mera desculpa dado que o programa pressupõe financiamento externo de longo prazo, não afetando números da economia no curto prazo), este ano a questão tornou-se bem mais complexa. E nada indica que vá melhorar significativamente, dependendo de certos desdobramentos que deverão ocorrer nos próximos meses para atacar os desafios na economia. Um desses fatores é o câmbio: somente com a desvalorização do real, o custo do F-X2 subiu 10% em pouco mais de um mês.

Em segundo lugar, as manifestações populares cobram mais empenho do Governo em questões básicas do Estado como saúde e educação. Parte da resposta já dada relaciona-se ao aumento dos recursos para estes setores. Mesmo que não exista vínculo entre as verbas necessárias para a aquisição de caças com outros gastos e investimentos governamentais, esse tipo de anúncio costuma ser mal visto perante uma população que pouco entende da importância da Defesa para o País, assim como é pouco informada sobre como funcionam essas compras nos aspectos de financiamentos de longo prazo, participações industriais e benefícios diretos e indiretos.

Se essa visão de “gasto desnecessário” já era um fator a ser colocado na balança pelos decisores finais do F-X2, que dirá após as maiores manifestações de descontentamento popular dos últimos tempos? O volume de gastos com a Copa das Confederações e Copa do Mundo já são objeto de crítica dos protestos (ainda que também sigam processos de financiamento de longo prazo e parcerias com a iniciativa privada). “Nunca antes na história deste País” tanta gente foi protestar, seguidas vezes, contra a falta de qualidade em serviços básicos e contra gastos que considera não prioritários frente a carências históricas.

Por último, com a recente queda acentuada da popularidade da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas, é pouco provável que medidas impopulares ou que possuam potencial impopular sejam feitas. Muitas decisões de ordem econômica impopulares provavelmente terão que ocupar o “crédito” que o Governo ainda tenha para esse tipo de decisão. Outras medidas com potencial impopular deverão ser canceladas ou adiadas, e a decisão do programa F-X2 provavelmente estará entre elas. Ora, como as propostas dos três concorrentes ao F-X2 vencem no próximo mês de setembro e, segundo informações dos bastidores, elas não deverão ser renovadas, há uma grande chance do programa F-X2 “morrer” dentro de dois meses.

F-5 B 4803 com camuflagem de F-5 atual na frente do PAMA-SP em 2011 - foto 3  Nunão - Poder Aéreo

Lembramos também que faltam seis meses para os caças Mirage 2000 do 1º GDA, baseados em Anápolis, pararem de voar. Esta é uma projeção indicada pelas próprias autoridades de Defesa do país, constando de declarações e presente até no texto do “Livro Branco de Defesa Nacional”.

Há velhos ditados que dizem “rei morto, rei posto”, ou “o rei está morto, vida longa ao rei”. Com uma “morte” repentina do longevo “rei” F-X2, seguida da gradual agonia dos caças atuais da FAB, serão completados mais de 15 anos de uma infrutífera busca por um novo caça para ocupar o trono.

Os caças que atualmente “reinam” no nosso espaço aéreo terão em breve o fim inglório do sucateamento ou de se tornarem monumentos à indecisão, em praças e entradas de bases aéreas pelo país, como vemos nestas imagens de seus outrora gloriosos predecessores. Governos anteriores (e de mais de um partido) já mereceram ganhar a coroa da indecisão quanto aos novos caças, e esta provavelmente continuará a ser ostentada pelo atual. Uma coroa não muito bonita e que, ao invés de ouro, é feita de alumínio amassado e corroído, o principal metal da sucata aeronáutica.

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67 COMMENTS

  1. Impressionante a falta de comprometimento por parte do governo nas questões de defesa.
    Se tivessem tomado a decisão no tempo certo, 10 ou 15 anos atràs não teriamos tantos problemas atuais.
    E o caça quando vierem escolher ainda não será na configuração esperada ou completa, justamente pela falta de recursos.
    Como sempre ficará para um segundo momento a aquisição de sistemas complementares.
    Porque não fizeram o mesmo que o Chile fez. Tem uma frota moderna, mas não a melhor do mundo, mas ao menos tem o que voar com efetivos resultados, ao contrário do nosso país que só foca no GTE e transporte em geral.
    Vamos criar mais uma empresa aérea nos próximos anos: FAB linhas aéreas, só falta isso.

  2. Fiquei Triste com essa matéria.

    Como é que fica para a Copa do Brasil?.

    Vai ter que alugar Caças ou pedi para países amigos fazer a segurança aérea do evento?,

  3. O melhor momento NESSE ANO teria sido na LAAD 2013. Tínhamos o anúncio recente dos ST para a USAF, o que daria uma justificativa de que o Dilmão estava esperando a definição do mesmo para bater o martelo. Mas enfim, ela preferiu não fazer nada. E o NADA continua mais do que favorito diante dos acontecimentos recentes.

    Agora só Deus sabe, ou nem ele. Na minha expectativa, os esquadrões começaram a serem desativados um a um, até que restem tão somente os ST para policiamento aéreo, e a FAB terá deixado de ser uma Força Aérea.

    É isso.

    []’s

  4. É isso aí , Nick. Acho melhor acabar com 8 Esquadrões de Caça de primeira linha e deixar os Terceiros (1°, 2° e 3°/3° GAv) policiarem o Espaço Aéreo Brasileiro. A FAB vai virar uma Força Aérea só de Transporte (sem desmerecer este tipo de Aviação). Se eu fosse um cadete da AFA hoje, pediria para ir para a Aviação de Transporte, Busca e Salvamento, Patrulha ou Asas Rotativas, porque a de Caça está acabando e rápido.

    Penso nas gerações anteriores, o pessoal do Senta Púa deve estar se revirando nos túmulos. O legado que eles construíram sendo jogado no lixo!!!!

  5. Realmente parece incricel, mas já venho acompanhando essa novela ha 15 anos. Infelizmente, acho que ter fé no Brasil é coisa de sonhador mesmo. Esse pais parece um carro velho, o motorista vira a chave uma vez mais, o motor dá sinal de vida, fica todo empolgado mas ao final das contas, não arranca. Como vamos ter forças armadas de primeiro mundo? Com exceção a compatriotas como os que frequentam o Blog, o povo brasileiro só quer saber de samba, futebol, cachaça e sacanagem. Me envergonho de dizer isso, mas já ficou óbvio que a única maneira do Brasil possuir pelo menos uma defesa aérea de ponta seria uma base da USAF no norte, e outra talvez no RJ mesmo. Talvez uma base naval também, do jeito que vão as coisas na MB, que na realidade é uma guarda costeira, e olha lá. Como brasileiro de nascimento, que como todo garoto sonhou com uma carreira militar, a desilusão é só o que ainda permanece.

  6. O melhor que pode acontecer agora é a compra de uns 12 F5s suíços, ou sauditas, ou de Taiwan.

    Na mais otimista hipótese, o governo comprará uns 10, 12, Mirages 2000 D da França para tampax, eles vão até pelo menos 2020-25.

    Tanta guerra online entre gripeiros, rafalistas e hornetianos, para terminar desse jeito miserável. Adiantou muito…

    Militarismo é para países sérios, para as potências do CS e mesmo a Índia. O resto está em decadência. Talvez a Coréia do Sul e Suécia estejam indo bem, de resto, não adianta. Tudo parado, em decadência, corte de gastos.

    Militarismo na A.L. é causa perdida.

    Adiantou tanta briga aqui no blog, anos atrás ??

    ” Pq vc é um *&¨%$%¨&*!!! pq gosta do Rafale !!”

    Nossa, grande coisa…

    Felizes dos franceses que tem o Rafale, suecos o Gripen, USA o F 18, Russos Su 35, alemães e ingleses o EFA, chineses o X-Jinping ST11 ( ???????) …

    Nós teremos mais F5s…

    • “Wagner em 02/07/2013 as 10:11
      Na mais otimista hipótese, o governo comprará uns 10, 12, Mirages 2000 D da França para tampax, eles vão até pelo menos 2020-25.”

      Wagner, Mirage 2000D da França creio que não é hipótese alguma.

      São os mais novos que eles têm, atualmente configurados para missões de ataque e que, conforme modernização planejada, poderão se tornar mais multifuncionais e servir por quem sabe mais uns 15 anos por lá. Se vier Mirage 2000 da França, será da versão C, de defesa aérea (os mesmos que já voamos), ou, aí sim sendo “otimista”, da versão Mirage 2000-5 (que são velhos Mirage 2000C extensamente modernizados nos anos 90 com novo radar e sistemas para emprego do míssil MICA).

  7. Se o FX-2 morreu, que torçamos por uma compra de caças novos, mesmo que seja JF-17 (prefiro o J-10), assim podemos esperar com mais paciência até o termino de um futuro FX-3 e que sabe com caças de 5ª geração. Não custa sonhar.
    É uma pena que depois de tantos debates, só sobraram às viúvas (Rafale, Gripen, F-18 SH, Su-35…). A compra de algum LIFT também seria de bom grado.
    Que dia triste!

  8. O foguete russo Proton-M, que transportava três satélites para o sistema de navegação Glonass, explodiu hoje apenas 16 segundos após seu lançamento do Cosmódromo de Baikonur.

  9. Acredito que o F-5 será tombado como Patrimônio Brasileiro reconhecido pela ONU na década de 60 (2060) como único país do mundo a manter em operação por 100 anos uma aeronave de combate (?) com aviônicos no estado da arte, quando nossa frota, entre operacionais e retirados, atingir 2.500 células.

  10. Do jeito que a coisa vai, aparentemente o mais racional, como tampão, seria comprar mais F5 e modernizá-los, já que contamos com uma estrutura bem conhecida de suporte e treinamento. Mas seu desempenho é limitado.

    Considerando o cancelamento o FX-2, o que deveria ser adquirido e que tenha maior desempenho que os F5?

    Os F16 seriam uma boa opção? Os venezuelanos poderiam vir a baixo preço? Em qual quantidade viriam? Há outras fontes do mesmo modelo?

    Os EFA espanhóis, por exemplo, poderiam vir para o GDA a um preço baixo o suficiente (um leasing, talvez) para compensar seu emprego, uma vez que o custo da hora de voo é considerado alto.

    Outras apostas?

  11. Na boa, depois da onda de protestos, vai ser o fim da aviação de caça, duvido que tenham coragem de anunciar qualquer coisa que custe algum bi $, isso serve p/ caças, escoltas e até p/ trem bala.

  12. Não é só o FX-2 que morreu (aliás, morto já está a muito tempo…falta só enterrar o defunto, como venho dizendo a algum tempo)…os outros grandes programas das FFAAs também estão no cadafausto…..

    Vamos ver ver se os “outros” programas (igualmente sob forte lobby estrangeiro e desconhecidos pela maioria) para o GTE também vão naufragar…..

    Para mim é culpa do mome do projeto (F de “Fênix”) o culpado….. a fênix só renasce no Egito…. no Brasil, morre de inanição mesmo !!

    sds.

  13. Tendo em vista o que rolou o FX realmente is dead. A FAB terá de por em prática o Plano B que ela tem há algum tempo. Na verdade o plano C e D, Gripen C/D em leasing, que é a única opção moderna, de alto desempenho, que a FAB consegue bancar por conta própria, sem precisar de mexer no Tesouro Nacional da Dona Florinda.

    Com 10 Gripens C e 2 Gripens D para o GDA teremos como suprir a baixa dos Mirages.

    Espero que, em alguns anos, quando tivermos um(a) Estadista no Comando, como já dito por amigos do blog, entremos no projeto do Gripen NG, ou, quem sabe, se estivermos em vacas mais gordas, entremos com a Coréia do Sul no 5th geração deles.

    • Edgar, acho que se for adquirir algum tampão (compra ou leasing) é melhor já fechar o contrato para pelo menos 24 aeronaves, já prevendo a desativação dos F-5EM mais “cansados” daqui a quatro ou cinco anos.

      E terá que ser um “tampão” com pelo uns 15 a 20 anos de vida útil pela frente, para a bomba não estourar de novo à época em que tiverem que dar baixa os F-5EM “menos cansados” daqui a uns 10 anos. Mas, de qualquer forma, uma futura necessidade de substituição desses “tampões” (a não ser que sua vida possa ser depois estendida), vai acabar batendo com a baixa prevista dos A-1M… Desfaz-se uma bola de neve hoje, diminui-se um pouco a de amanhã, mas prepara-se outra para depois de amanhã!

      Em suma, vai precisar de uns 24 caças, suficiente para reequipar minimamente um esquadrão no curto prazo (o 1ºGDA) e outro antes do final desta década (um dos três que voam F-5EM hoje) independentemente da chegada dos 8 F-5E “jordanianos” a serem modernizados, que só servirão, provavelmente, para compensar cerca de metade da perda dos 20 F-5EM “ex-aggressor” remanescentes que já ultrapassaram os 40 anos de uso (e abuso) entre USAF e FAB e devem estar no começo da fila dos atuais 43 F-5EM que gradativamente terão que dar baixa (sem falar nos três F-5FM atuais, que embora menos velhos também não podem ser considerados adolescentes, e que serão complementados e no futuro talvez até substituídos, pelos F-5F “ex-Jordânia” modernizados…)

  14. Meus Caros

    O que dizer numa hora dessas… Todos foram precisos em suas colocações…

    O país de Santos Dumont e da terceira industria aeronáutica mundial coloca um fim tão melancólico em sua Força Aérea – que nasceu simplesmente nos campos de batalha da 2ª GM – adolescentes de espinha na cara arrancados de seus lares na melhor fase da vida para encararem o que de pior pode existir: uma guerra, para corrigir erros que não foram criados por eles, e pagando com a vida por isso.

    Sinceramente, não creio que haverá sequer condições para um próximo FX ou qualquer outro grande investimento nos proximos anos para as 3 forças: está praticamente decretado o fim da FAB como força de combate – meus parabéns “Marias do Rosarios e Freis Boffs” – vcs conseguiram, as FA’s ficarão cada vez mais sucateadas até seu inevitável fim… Porém, quando porta-aviões estiverem em nossa costa… bombardeios “humanitários” voando sobre nossas cabeças e termos nossos próprios “abu ghraib’s”… Quando tivermos grandes perdas de território e (inevitavelmente) a perda de milhares de vidas, incluindo mulheres, idosos e crianças (muitos seus filhos e netos) – LEMBREM-SE, SRS.: VCS SÃO OS GRANDES RESPONSÁVEIS POR ISSO! Meus Parabéns (Irônico mesmo)…

    Sds.

  15. Não sei se é correto dizer isso mas assim mesmo o farei.
    Penso que não será o fim da aviação de caça, embora num piscar de olhos isso possa ocorrer. Vai ser, isso sim, a manutenção dessa aviação num nível ainda menor do que já está, que na prática é algo quase análogo.
    Quando do FX falava-se (e ainda se fala[va]) na aquisição de até 120 unidades do escolhido. Serão bem vindos 12 usados neste momento!
    Fosse essa falta de visão apenas em relação a compra de caças e quase tudo estaria bem. Mas não, a miopia, ou melhor, falta de interesse e de competência é disseminada e afeta praticamente tudo.
    Deus nos proteja e perdoe!

  16. Senhores,

    Sempre banquei o chato, dizendo que isto tudo iria dar em nada.

    E deu.

    Agora, só para 2015.

    Na verdade, como todo o resto neste país, vamos ter que primeiro chegar a uma situação calamitosa, em que a FAB esteja com a sua aviação de caça totalmente inoperante.

    Aí a coisa vaza para a imprensa, que faz aquele escarcéu.

    Só então pode acontecer alguma coisa.

    Claro que para termos certeza de alguma providência, só um conflito de média intensidade, entre dois ou três países límitrofes ao nosso, e de preferência com aviões de caça/bombardeio/ataque usando nosso espaço aéreo para lançar ataques ao território inimigo.

    Só então nosso (des)governo tomaria uma decisão,

  17. Wagner,
    Acho dificil comprar mais 2000, os nossos se pararem de voar é por opção, visto os custos cresceram muito. Eles tem condições de continuar voando, mas para isso será necessário investir alguns milhares de euros para a futuras revisões.
    Quem sabe a médio prazo, vamos ter um novo caça usado para substituir os 2000 e os F-5M mais velhos.

  18. Srs, pensando já num tampão, a FAB não conseguiria comprar, com recursos próprios, 24 F18 E/F usados, iniciando-se assim a modernização da força ? Comprando-se via FMS com certeza seria mais barato do que pelo FX2 com Tot qualquer.

  19. Asbueno, se te referias aos F-16 venezuelanos as 11:46, estes estão fora de combate, “na capa da gaita”, “na unha”. Se viessem seriam de estoques norteamericanos ( os do deserto). Agora restam poucas possibilidades de tampão.

    F-18 usados? Tem disponiveis em versões mais antigas? Acho que não.
    F-16 usados? Tem disponíveis? Quantos? Valeria a pena?
    Mirage 2000? Tem disponiveis na França? Quantos? Comparado com a manutenção dos atuais 12 vale a pena o custo benefício? Os EAU venderiam alguns dos seus?
    F-5 pra mais modernização? Talvez a sida mais racional até uma aquisição séria por um noivo governo. Onde há disponiveis? Na Suiça e onde mais? Quando estariam disponiveis e quanto demoraria a modernização?

    A falta de decisão desta rafa que esta no governo nos levou a uma sinuca de bico das piores. Não se trata de escolher a melhor solução, mas sim a menos pior.

  20. Esqueci dos Typhons tranche 1 oferecidos ao Peru (caros demais) e da possibilidade de aquisição de flankers, ambas mais remotas.

  21. O SH não vai vir, já é um fato.

    Os últimos 2 governantes demoraram demais p se decidirem, e o tempo passou. E o Brasil perdeu as melhores chances de negócio, vencesse o caça que vencesse. A maior chance de a FAB ter caças nesses últimos 2 governos foi mesmo naquele longínquo 7 de Setembro. Mesmo não sendo o caça favorito de boa parte dos que acompanhavas e do sério risco de rolar um rechonchuda comissão, se a chiadeira fosse menor, a França já estaria entregando os primeiros caças.

    Os brasileiros, mesmo levantando da cadeira e indo às ruas reclamar e reivindicar melhorias, ainda seguem cegos em matéria de política e por isso têm os governos que têm. A presidente, mesmo sendo muito mais séria, sensata e, aparentemente, honesta que o Lula está com sua popularidade em baixa, devido ao descontentamento geral, fruto de anos de governos semelhantes em que pouco o país mudou, mas as empreiteiras muito enriqueceram. E agora, por mais ridículo e incompreensível que pareça, Lula é o que tem maiores chances na futura eleição.

  22. Obrigado Colombelli, minha referência era sim, em princípio aos F16 venezuelanos.

    Mais acima comentou-se sobre a aquisição de Gripen C/D. Penso que esta seria uma alternativa melhor em relação aos F5 pensando em desempenho. A vantagem de mais F5 seria realmente a racionalidade.

  23. Senhores,
    Não virá avião algum, nem tampão, nem usado, nem nada. Os pontos comentados nesse post sobre os motivos de não ir adiante com o FX-2 valem para qualquer outro caça.

    O grande público não faz distinção entre uma compra de SH novo em folha e um F-5 usado. O dano, o estrago na imagem federal será o mesmo!

    Desde que os protestos começaram tenho dito: Nossa FAB só voará com os F-5 e AMX que tem hoje em operação pelos próximos 4 anos, no mínimo.

    A base de defesa está focada no Super Tucano. Quando eu escrevi aqui que temia a utilização do ST como aeronave de interceptação fui bombardeado por comentários sobre o tipo de avião pra cada interceptação – o fato é: O simbolismo desta atitude do Governo mostra a linha que está sendo adotada, não é uma questão técnica, é uma questão política.

    Posso não ser tão especializado em aviões como alguns aqui, porém trabalho há 11 anos com o Governo Federal – tenho certa noção de como pensam.

    Projetos de impacto midiático, como a compra de jatos, não serão feitos em 2013 ou 2014. CASO a situação ganhe a eleição de 2014, talvez em 2015 sejam feitas algumas compras tampões do F-5.

    Abs

    • Guizmo, a questão é que a compra de aeronaves usadas será efetuada diretamente pela FAB com orçamento próprio, sem a necessidade de aprovação da Sra. Vana, pois não irá tocar no precioso Tesouro Nacional, e a Grande Massa que nunca se interessou por esses assuntos não irá manifestar contra uma substituição de aeronaves, fosse isso cada troca de viaturas de polícias teria de gerar protestos.

    • “Guizmo em 02/07/2013 as 14:28
      fui bombardeado por comentários sobre o tipo de avião pra cada interceptação”

      Não exagere…

      Uma coisa é a questão técnica ligada a como a FAB opera suas aeronaves (que me lembro de ter lhe respondido, e sem qualquer bombardeio ao menos de minha parte, na ocasião). Para esse tipo de discussão, não há dúvida de que para cada missão há uma aeronave mais adequada, e isso estava no cerne das perguntas e das matérias da ocasião (por exemplo, do treinamento de um esquadrão equipado com A-1 para missões de interceptação).

      Outra coisa é a questão política do que o Governo deixa disponível para a FAB operar, por falta de definição do F-X2. E esse sim é o ponto em que seu comentário, dando conta de como pensa o Governo Federal, faz todo o sentido.

      Duvido que a FAB, tecnicamente, queira o Super Tucano como seu principal interceptador… Se equipada somente com Super Tucano, ela não cumprirá mais, ainda que minimamente como hoje, suas missões constitucionais. Mas que as ações (ou melhor, falta de ações) políticas do Governo quanto à renovação dos supersônicos da FAB possam levar a isso, no limite, de fato eu concordo com você.

      • “Augusto em 02/07/2013 as 14:35
        Uai, não tinha gente aqui dando cambotas com o anúncio da escolha do F-18 depois da Eliane Catanhede – aquela que disse que o F-18 é evolução do F-16 – anunciar o resultado?”

        De fato, Augusto, você tem razão. Tinha gente que gosta do F-18 comemorando, assim como teve comentaristas fãs do Gripen comemorando notícias de épocas anteriores, e não menos numerosos outros comemoraram notícias alvissareiras sobre o Rafale para a FAB.

        Uma coisa todos eles têm em comum: comemoraram essas notícias em contextos específicos, todos eles antes dos acontecimentos das últimas duas semanas que acrescentaram ingredientes novos e de gosto ruim nessa sopa de pedra que é o F-X2.

        Sobre a Catanhêde, é certo que muita gente na imprensa adora falar mal dela, assim como outros tantos gostam de criticar o Godoy, por causa desde escorregões na parte técnica e um ou outro erro como esse do F-16/F-18, barrigada, caco etc, além de relações pessoais com gente deste e daquele partido.

        Não estou aqui para defender ninguém, mas nunca é demais lembrar que muitos no jornalismo fazem essas críticas esquecendo de olhar o próprio umbigo antes, pois colecionam os mesmos erros (e quem acompanha os trabalhos dos mesmos vai perceber com muita facilidade erros até piores) e, na verdade, transparecem dor de cotovelo pelas fontes às quais esses dois têm acesso, dentro de setores do Governo, do Congresso, do Ministério da Defesa, das Forças Armadas, da Indústria etc. Esses dois que citei, em muitas ocasiões, acertaram bem mais do que erraram (apesar de alguns erros realmente ecoarem mais). Mas depois que algumas pessoas assumem certas posições de crítica a todo custo ao “PIG” e a outros tantos inimigos reais ou imaginários, fica difícil voltar atrás sem perder o público bajulador que lhes aplaude.

        Saudações!

      • Nunão, imagino a hipótese de termos, por ex., um 737-800 da Gol sequestrado voando a 876 km/h tendo de ser interceptado por um Super Tucano voando a 520 km/h, isto faria nossas “torres gêmeas” do congresso irem à pique horas antes dos STs chegarem para atacar o jato.

        A única hipótese seria acoplar o GE F414 como um POD no cabide ventral do Super Tucano e nos cabides das asas tanques supersônicos 😀

        • Edgar,

          Quando isso acontecer, a “culpa” vai ser jogada na FAB, por passar 15 anos “fracassando” na renovação de seus caças. Vão dizer: “como não previram isso?” “Por que ninguém me avisou?” “Cadê a ABIN que não me informou?”

          Quer apostar?

          • Nunão, isso é bem típico da política “empurra-culpa” das nossas 3 camadas de [des]governos executivos (prefeitos-governadores-presidentaspresidentes).

            Fiquei sabendo que a ABIN vai fazer uma licitação para compra de ações telefônicas e que isso é um pré-requisito para uma nova licitação de aparelhos de discar, o que irá facilitar o trabalho dos arapongas e providenciará uma comunicação mais rápida com o Executivo, possivelmente para informar casos como esse da FAB. Conta-se nos corredores de Brasília também que a ABIN está interessada em receber mais informações a respeito de uma nova tecnologia de comunicação móvel baseada em ondas eletromagnéticas para transmissão de voz e, pasmem, dados. Pelo que me falaram, por volta de 2018-2020, a ABIN já deve iniciar o processo de licitação destes tipos de dispositivos.

            Espero que o aparelho “spider-web” da ABIN não tenha catalogado trechos do meu comentário anterior e tratado-o como uma ameaça hehehehehe 😀

  24. Uai, não tinha gente aqui dando cambotas com o anúncio da escolha do F-18 depois da Eliane Catanhede – aquela que disse que o F-18 é evolução do F-16 – anunciar o resultado?

  25. Excelente matéria, imparcial e coerente.
    Caramba, não querem me aposentar de jeito nenhum…
    Tirando a brincadeira a parte, não importa se é de partido de direita, de centro, de esquerda. A defesa está relegada a qualquer plano, menos em primeiro ou segundo.
    Quando começaram esse acorda Brasil (eu nunca estive dormindo),. imaginei remotamente essa possibilidade.
    Não sei muito o que esperar, mas como acreditei na capacidade da nossa presidenta/e há três anos atrás e ainda acredito, espero uma solução adequada para a FAB!
    Dilma, me aposenta!!!!!!

  26. rsrs, Ok Nunão, minha mulher também me diz isso….sou exagerado! Mas não foi de sua parte…..

    Claro que a FAB é contra e que a questão é política – como ambos concordamos – mas eu vejo muito claramente que o Tucanão é uma bandeira.

    Edgar, não importa de que caixa sairá o dinheiro. A população lê GOVERNO COMPRANDO. É o que basta para gerar insatisfação. Veja por exemplo a questão dos estádios, dos 28 bi gastos, apenas 7 saíram dos cofres públicos e acho que 70% desse valor foram para obras de infraestrutura. A população (e eu incluído) só vê o gasto como sendo do GF……

    Posso estar redondamente enganado, mas se a Dilma autorizar a compra até de um Paulistinha armado com biribas de São João, vai tomar pau

  27. Tenho uma visão diferente dos amigos que se manifestaram aqui no blog, acredito que alguma coisa vai acontecer. Do tipo, compra de uns poucos F-18, talvez 12, ou talvez o leasing de um mesmo número de Gripens usados. A corda foi por demais esticada para que nada possa acontecer. E, complementando, já pensando na substituição dos F-5, o desenvolvimento de caça ligth com a Boeing, com participação federal, como foi no caso do KC-390. Para a Embraer continuar no mercado ela precisa sempre de um projeto novo e, nessa conjuntura, o compartilhamento do custo de desenvolvimento é de mais fácil justificativa e mais simpática à população nas ruas. Além do quê, a presidente para se contrapor às ruas vai precisar de calma nos quartéis.

  28. Márcio Macedo

    Eu não vejo muito sentido prático em fazer um projeto nacional, visto que temos um mercado grande de opções e a Embraer pode ser uma parceira estratégica, para produção sob licença. Lá atrás, a fábrica de Gavião Peixoto tinha essa pretensão, com o Rafale.

    Em 1985 entramos no projeto AMX, deixamos de comprar F-16 e Mirage 2000 e os resultados estão aí.

  29. Ta dificil comprar aviao aqui viu, vou torcer pra Argentina fabricar o JF-17 que ao menos assim o Brasil faz uma catirazinha com a Argentina

  30. Dizem que a Dilma foi na padaria do seu Manoel. Adivinha qual foi a resposta dele?

    Resposta: hora pos pois, o Dilma, o FX-2 Br é uma piada

    Mesmo assim eu prefiro aqui com bund4, futbool, BBB, corrupção endemica, impunidade e iscabau do que qualquer outro pedaço de terra neste mundo aberto sem porteira.

  31. Prezado Guizmo:
    o mercado da Boeing e da Embraer é mundial, o Brasil só pagaria parte da conta do projeto e seria o país lançador, com a compra de poucas unidades. Você acha que a Boeing e o EUA vão deixar o segmento de mercado a ser ocupado por um “caça dos pobres” como o FJ -17 ( nomenclatura é essa mesma? para a China?

  32. Se o FX – II esta morto, o mais lógico é dar mais F-5, a questão é onde existem Tigers para vender e em que estado. A FAB já penou um pouco para comprar alguns cujo preço cabia no bolso.

    Mirage 2000 C também pode ser uma saída, mas acho uma solução horrível. Foi uma porcaria antes e continua sendo. 12 Mirage 2000-5 seria uma proposta mais interessante, mas ainda assim não gosto dela. É melhor que a C, mas não me agrada.

    Não duvido que, quando a poeira baixar, vejamos alguma loucura estratégica, como a compra de uns 24 JF-17 da China.

    Abs,

    Ricardo

  33. “o mais lógico é dar mais F-5, a questão é onde existem Tigers para vender e em que estado”

    Tem um punhado aqui ao lado, no Chile, e que são provavelmente os próximos da lista de desativações chilenas se for mantido o reequipamento / padronização com F-16. Com eles até se economizaria em modernização (apesar dos sistemas serem mais antigos que os nossos e as telas do painel serem pequenas, têm um bom radar, HMD etc), podendo entrar em operação num esquadrão “do jeito que estão”, assinando-se ou transferindo-se o contrato de logística com Israel.

    Só que eles têm praticamente a mesma idade dos da FAB, e desconheço o estado de suas células. As vantagens são da parte de manutenção que já se domina aqui (motores, células, hidráulicos etc).

    Quanto a Mirage 2000, creio que disponíveis hoje na França para “pronta entrega” só da versão C / B, os mesmos que já operamos, e praticamente tão velhos quanto os nossos.

    Os Mirage 2000-5 na minha opinião não estão no topo da lista de desativações da família, que deve ser ocupado pelos cerca de 40 Mirage 2000N dos dois últimos esquadrões que os voam, cotados para substituição pelo Rafale (analisando a lógica do reaparelhamento francês até agora). Assim, imagino que os cerca de 20 “traço cinco” do esquadrão “Cigognes” ficarão em serviço por mais uns cinco anos lá na França antes de chegar a hora do Rafale (produzido na cadência de 11 por ano) os substituir.

    Posso estar errado, é claro, mas vale lembrar que esses exemplares franceses não são lá muito novos: trata-se de modelos C que já tinham uns 10 anos de uso quando passaram por modernização em meados da década de 90, devendo contar uns 30 anos de voos (praticamente o mesmo que os nossos C / B).

  34. Amigos,

    Se não há dinheiro nem para comprar 36 F-X, que se compre um lote inicial de dez ou doze, mas TAMPAX NUNCA MAIS!
    Abraços,

    Justin

  35. Nunão, boa noite.

    Comprar aviões considerados inservíveis para o nosso quase vizinho Chile? Você deve estar brincando.
    Se quisermos ter só aviação de transporte e VIP, não há problema. É só mudar a Constituição e a missão da Força Aérea.
    Entusiastas de defesa defendendo compra de sucata dos vizinhos? Só no Brasil mesmo!
    Abraço,

    Justin

    • Caro Justin

      Permita-me defender o Nunão. Duvido que ele esteja defendendo a compra dos F-5 chilenos para a FÁB. Ele apenas deu um exemplo ae não é necessário ir tão longe para comprar F-5 usado.

    • “Justin Case em 02/07/2013 as 21:38
      Nunão, boa noite.
      Comprar aviões considerados inservíveis para o nosso quase vizinho Chile? Você deve estar brincando. (…)
      Entusiastas de defesa defendendo compra de sucata dos vizinhos?”

      Justin, bom dia.

      Não estou nem brincando nem defendendo. Apenas respondi a uma questão levantada por outro leitor (e respondi outras também) acompanhando a resposta de algum detalhamento de “prós” e “contras”, nada mais do que isso. Não se pode tirar as respostas desse contexto e dizer que eu estaria defendendo uma compra dessas, mesmo porque a resposta também falava de outras aeronaves questionadas.

  36. Não há condições políticas, nem econômicas para comprar caças.
    Políticas não há porque “o povo” que “não tem partido” está pressionando o governo.
    Econômicas não há porque investidores estão efetuando saques imensos na bovespa e mandando para fora.

    By, by, Brasil!

  37. Faz sentido, Poggio.

    Mas, cada vez que a gente opina sobre a melhor maneira de implementar uma solução que até desaprova, acaba embarcando na canoa.
    Por isso eu não perco a chance de lembrar o tema do Tampax. Já vivemos isso entre 2004 e 2013 e não resolveu nada. Só empurrou o problema por uma década.
    Abraço,

    Justin

  38. Meus camaradas vamos fazer o favor de não falar tanta bobagem.

    Parece que o FX-2 é o único projeto militar emcurso no país.

    O governo brasileiro compra na hora que quiser qualquer uma das aeronaves do FX-2, o país tem recursos para tal, o problema do FX-2 sempre foi até hoje de ordem POLÍTICA e da posição refratária do Comando da Aeronáutica que se opôs a escolha política pelo Rafale.

    O GF toca o Astros 2020, o projeto Guarani, o programa dos helis EC-725, sisfron, satélite geoestacionário e o KC-390.

    O país gasta tanto ou mais que o FX-2 no programa de submarinos da MB.

    O problema é que a esquadra baba-ovo-yankee não se rende nem quando está mais que escancarado que americanos embora excepcionais para se fazer comercio; mas para assuntos militares e estratégicos eles simplesmente não são confiáveis.

    Se alguém aí lê um pouquinho os jornais diários e a internet SABE que todos nós somos vigiados via google, microsoft e todas maravilhosas empresas americanas pelo PRISM. Está em pleno vapor o escândalo de escuta e interceptação das comunicações diplomáticas de TODOS aliados europeus tanto em Nova York na sede da ONU como nas instalações da União Europeia em Zurique e Genebra.

    E aqui os mesmos de sempre salivam de prazer em ser vassalos eternos e voar no mais que defasado (para o novo padrão 5G yankee) caça naval Super Hornet.

    Esta análise PIG da situação política após as manifestações está divorciada da realidade dos fatos que atribuem queda só a Dilma e o governo federal. A mobilização foi contra TODOS os políticos e a “QUEDA” momentânea dos índices é esperada e natural e não reflete que a população beneficiada pelos programas do governo subitamente vai deixar de votar no partido dos trabalhadores e votar na tucanagem.

    A população pede melhores SERVIÇOS PÚBLICOS e os jornais repetem que o ensino particular e os planos de saúde privados tem de ser priorizados por que o Estado e os políticos são corruptos e o PT é o diabo culpado de TUDO.

    Esta é a hora ideal do governo passar por cima de tudo e anunciar tranquilamente o vencedor do FX-2 o Rafale…

  39. Gilberto, se tem escandalo nos EUA problema é deles. Não fique invocando coisas impertinentes pra tirar o foco dos escandalos daqui, perpetrados pelos elementos que tu cegamente (ainda) defende (aproveite os protestos e acorde também, ainda há tempo de sair deste transe zumbi de alienção).

    A questão não é se o governo toca ou não toca outros projetos, a questão é a aviação de caça. Não desvie o foco como vcs costumam fazer com tudo, pois aqui não há primários e beneficiários de esmolas do governo. Aqui esta tática não adianta.

    Ainda bem que tu, aliás, reconhece que os programas do governo, as boslas miséria, são pra votar no partido do governo e na “tucanagem” (que dá saudade comparada aos teus chefes e senhores).

    No mais, me perdoe, mas, teu comentário dispensa comentários. Defendendo o Rafale a estas alturas é um pouco de alienação demais. Vocé ja falou coisas melhores e com mais nexo por aqui.

    PS: O PT é sim culpado disso que esta ai, pois esta a DEZ anos no poder. Chega de por a desculpa em uma oposição que não existe e em governantes que ja passaram. Chega de covardia moral, manipulação barata e alienação. Pena que ainda há pessoas como tu que os defendem. É de dar pena, sinceramente.

  40. Gilberto Rezende disse:
    2 de julho de 2013 às 22:56

    KKKKK!

    Muito engraçado. Conta outra, vai.

    Não vai sair compra nenhuma, muito menos do Rafale. Só uma louca iria arriscar a pouca popularidade que (ainda) tem para fazer um anúncio de um gasto bilionário que não reverta em benefício claro para a população.

    Ainda mais se for pela opção mais cara e suspeita. É tudo que a oposição quer.

    O GF está acuado e sem soluções. Propõe uma constituinte e muda de idéia no dia seguinte. Daí propõe um plebiscito que já está para ser abandonado também. E neste meio tempo empurra um pacto sobre os governadores e prefeitos. Tudo isto sem consultar ninguém. O “acordo” desceu quadrado e não será esquecido ano que vem.

    Para piorar, o Congresso – ora vejam só, justo ele – tem sido muito pró-ativo, enterrando algumas idéias nefastas e desengavetando várias propostas. É a velha máxima do “vão-se os anéis, ficam os dedos”.

    Até o STF cuidou de mostrar serviço, mandando prender o primeiro deputado em exercício após da promulgação da Constituição Federal.

    Já para a “presidenta incompetenta” não existem soluções fáceis, pois mesmo que faça um choque de gestão, os resultados vão demorar a aparecer. O que fica ainda pior em face do fato que o Legislativo e Judiciário estão se mexendo.

    E, ao contrário do que você pensa, o “grande timoneiro de Garanhuns” só recuperou a popularidade depois que estourou a bomba de titica do mensalão porque a economia estava de vento em popa.

    A lição é que o povo aguenta qualquer abuso ou desmando DESDE QUE tenha dinheiro no bolso. Sem dinheiro, esta “besta-fera”,o povo, acorda e sai da toca. E coitado de quem estiver na frente.

    E como daqui até as eleições, a economia só vai de ladeira abaixo, sinto muito: não haverá marqueteiro que resolva e o povo vai botar a culpa nela, maior responsável pela política econômica.

    Voltando ao que interessa, eu sou adepto da idéia do leasing de doze gripens para substituir os Mirage,pois acho difícil haver recursos para locar 24 gripens, substituindo os F-5 mais cansados por outros F-5 que aparecerem em compras de oportunidade. Sonho com os F-5 suíços, que devem estar novos como que saídos da caixa.

    É ruim? É. Mas é melhor que a alternativa de permitir o desaparecimento da aviação de caça da FAB.

  41. Gilberto:

    COncordo contigo. Não é só a compra dos caças que é discutida nas FA’s, não é somente a aviação de caça que está em processo de compra.
    Se você perguntar a população se a compra de caças é importante, irão te perguntar para quê? Existem outras prioridades para a população.
    Para nós que “entendemos” ou gostamos do assunto, era para quinze anos atrás.
    Dentro das FA’s existem outros fatores que influenciam também este posicionamento. Visitem um “próprio nacional” ou habitação para militares e veremos que hoje elas se encontram em melhor situação do que há anos atrás.
    Acho sim que essa compra sai este ano. Não tem outra forma.
    Cabe a nós divulgarmos a importância da aviação de caça para a soberania nacional não somente nos sites de assuntos militares, mas na grande mídia.
    Pergunto:
    Falam da importância dos caças aqui na trilogia, mas quem pegou seu cartaz e foi para as ruas?
    Alguns podem pensar:” – você está de brincadeira F-5. Aquilo que você e outros fizeram foi protesto???”
    Sim, foi!
    Se dez pessoas viram e essas mesmas pessoas, cada um repassou para mais dez, são cem! E por aí se vai…
    Qual o grande problema das academias científicas? (universidades e outros). Maravilhosas propostas e discussões que podem mudar o mundo, revolucionar a sociedade etc, etc, etc…
    Mas fica só entre eles e pronto! A sociedade não sabe do que está acontecendo e pronto!
    É que fazemos: discutimos, discutimos, descemos a lenha em governo A, B e C e ficamos nisso mesmo.
    Cansei de discussões de mesa de bar…
    Especialistas em assuntos militares que ficam só nos sites e só!
    Ah…assim é muito fácil…

    “Estou cansado de ouvir falar
    Em Freud, Jung, Engels, Marx
    Intrigas intelectuais
    Rodando em mesa de bar
    Yeah, yeah, yeah,”

    http://letras.mus.br/legiao-urbana/46933/

    Caramba, falei…
    Moderadores, não me bloqueiem…risos

    Dilma, me aposenta!!!

  42. Concordo com o Colombelli a respeito dos F5 suíços, devem estar em excelente estado.

    Armados com o Darter, modernizados, se a FAB manter uns 60, quem sabe, ora, isso ainda será alguma defesa.

    Os Su 30 venezuelanos não voam, acho que os Mig 29 peruanos serão de fato a única ameaça real e efetiva, isso em tese ( mera teoria).

    Mas o Peru não seria idiota de enviar sua elite como escolta num maluco ataque contra Brasília. ( será que tem alcance ??).

    Mas considerando-se que não entraremos em guerra com o Peru…

    Então os F 5 servem ainda. E os AMX estão começando a levar mísseis ar-ar, servem como apoio.

  43. Poxa F-5 doeu ler seu comentário, mas, a verdade doi e tenho que concordar contigo, mas, existem alguns outros fatores que impedem alguns de protestar como a possibilidade de (por causa de uma minoria ) tomar balaço de borracha ou coisa pior sendo um pai de familia que precisa estar saudavel p/ manter seu lar ,realmente discutimos apenas aqui, pois é um espaço p/ isto e nao uma central de origem a protestos, e é onde podemos compartilhar ideias aprendendo e ensinando sobre armamentos e ,governos,guerras e etc fazendo novas amizades e aprendendo a respeitar e aceitar a opiniao do outro, nao digo concordar ok,mas tambem pelas redes sociais pode-se,hoje, divulgar e difundir qualquer ideia ,situaçao ou nescessidade de um povo .
    Sds.
    Eduardo o aprendiz.

  44. Vamos fazer igual o tuning de carros;
    Por fora F-5 bacaninha, mas por dentro uma avionica invejavel no estado da arte e compatibilidade com o que houver de melhor em misseis e bombas e, claro dar o grau nas turbinas .rs
    F-5 TUNING BR

  45. Eduardo:

    Vc tem a grande rede para protestar!
    Eu moro a cerca de uns 800 metros de onde o pau comeu aqui em Fortal!
    Precisei ir para lá para fazer meu protesto? Não!
    É muita demagogia criticar isso, aquilo…
    Ah…
    Qual é?
    A trilogia está sendo exemplar em incenitvar as discussões e os protestos, mas percebo que questões políticas pessoais valem mais do que a razão.
    Se teremos aviões?
    Sim, teremos!
    Leasing, com ToT, sem ToT, mas teremos…

    Dilma, me aposenta!!!

  46. Gilberto Rezende:

    Cada vez mais você se afunda no _________, especialmente quando mistura alhos com bugalhos. Os problemas de espionagem não têm nada a ver com os rumos do FX-2. Isso é um problema dos EUA com seu público interno e os europeus. E por favor pare de insistir na falácia de que o SH é defasado pois o mesmo irá permanecer em serviço na USN por um bom tempo. E por fim, pode desistir. A tua amada jaca não é a escolha da presidente. Quem queria o le jaque era o estadista de sindicato.

    EDITADO

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