quarta-feira, outubro 20, 2021

Gripen para o Brasil

Acordos de US$25 bi próximos de serem fechados pela IAF

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Rafale - foto K Tokunaga - Dassault

Negócios no valor de 25 bilhões de dólares estão próximos de serem fechados pela Força Aérea Indiana (IAF). Estes incluem o tão esperado contrato de US$ 20 bilhões para a compra de 126 caças (programa MMRCA, vencido pelo Dassault Rafale), três aviões C-130J para operações especiais, 22 helicópteros Apache Longbow (US$ 1,2 bilhão), 15 helicópteros Chinook (US $ 1,4 bilhões) e seis A-330 MRTT (US $ 2 bilhões).

O comandante da IAF NAK Browne disse: “A IAF está testemunhando uma fase sem precedentes de modernização. O aprimoramento da capacidade pode ser visto em todo o seu espectro. Cinco grandes negócios estimados em US $ 25 mil milhões a ser fechado ainda neste anos fiscal. ”

Fontes disseram à FE: “As conversações estão em andamento para mais seis C-130J da Lockheed Martin. Pedidos para três já foram feitos. Além disso, o IAF espera obter 10 aeronaves Boeing C-17 Globemaster III avaliadas em US $ 5 bilhões. A entrega da aeronave está prevista entre junho de 2013 e junho de 2015. Como no caso do C-130J, IAF também planeja aumentar sua frota de C-17 por mais 10 aviões deste tipo. ”

O IAF também está induzindo 139 helicópteros russos Mi-17 V-5 por cerca de US $ 2,4 bilhões. O “burro de carga” Mi-17 tem estado em serviço por décadas, mas o novo modelo, V-5, é uma máquina muito superior com motores, pás do rotor e aviônicos novos. Um pedido da IAF para 80 Mi-17 já está em andamento, o que é susceptível de ser seguido por um pedido de mais 59.

Como parte de seus planos de modernização, no início de maio, o Ministério da Defesa emitiu uma Solicitação de Propostas (RFP) para oito fornecedores aeroespaciais estrangeiros, convidando para co-produção de 56 aviões de transporte médio para substituir a frota antiga de aeronaves Avro 748. O negócio pode valer cerca de 28000 crores.

Entre as empresas convidadas estão a Boeing dos EUA, a Ilyushin da Rússia, a Antonov da Ucrânia, o consórcio franco-alemão EADS e a Alenia Aeromacchi da Itália. Como noticiado anteriormente pela FE, a reunião de pré-candidatura terá lugar no dia 19 de junho. O Ministério da Defesa tem dado aos licitantes cinco meses para escolher e amarrar com uma Agência de Produção indiana (IPA) e apresentar as suas “propostas tecno-comerciais”.

Do dispêndio de capital total de R86741 crores neste ano fiscal para a nova compra, o ministro das Finanças P Chidambaram alocou o máximo pelo IAF (R38 558 crore), seguido pelo Exército (R17 822 crores), Marinha (R9626 crores) e Defence Reseach and Development (R5058 crores).

FONTE: The Financial Express (tradução e edição do Poder Aéreo a partir do original em inglês)

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Marcos

Estava tentando entender essa substituição dos Avro 748 e para qual finalidade eles o utilizam. Basicamente é um cargueiro de até oito toneladas. Originalmente um avião de transporte de passageiros, posteriormente transformado em transporte de cargas e tropas. Pelo desenho da coisa, os dois principais ofertantes seriam a Casa com seu C-295 e a Alenia com seus C-27J Spartan, não sendo descartados os Antonov An-72.
Estranho ai a menção da Boeing e Ilyushin, já que não tem aeronaves desse porte.

Marcos

A Ilyushin entraria no negócio, evidente, caso ofertasse não um aeronave, mas um desenvolvimento de uma nova aeronave. Seria o caso daquele projeto de desenvolvimento de um cargueiro leve e outro pesado, de vinte e oito toneladas respectivamente.

Marcos

De resto, ainda penso que o governo brasileiro ainda está esperando os indianos concluírem o contrato dos Rafale, para então fecharem o contrato por aqui.

Alguém lembra que o Amorim esteve na Índia vendo o contrato entre os indianos e a Dassault?

Baschera

Só isto ??

Em cem anos não compramos a metade……

Sds.

Baschera

O que me espantou (além das máquinas e as quantidades que serão adquiridas) é o valor dito para dez C-17…… Us$ 5 bilhões !!!!

Daria para comprar 100 KC-390…… !!

Sds.

Mauricio R.

A Ilyushin que tem o MTA ou Il-214 p/ trabalhar, poderia oferecer tanto o Il-114/-140 como algo baseado no projeto do Il-112.

Marcos

off topic

Embraer seleciona Astro-Med para fornecer impressoras de cabine para o KC-390.

Na verdade não vi a companhia anunciar isso. Há somente o informe da Astro-Med informando que será a fornecedora de impressoras para a aeronave.
Desconhecia a existência desse tipo de impressora para aeronaves. Conhecia as tradicionais cartas de navegação e as digitais, mas não sabia que havia impressoras para aeronaves com essa finalidade.

Marcos

correção: há somente o informe da Astro-Med de que será fornecedora…

Almeida

Baschera, o C-17 é uma aeronave muito mais complexa, e cara, que o KC-390. Não tem como desmontar um MBT Abrams e transportá-lo em 3 KC-390, enquanto o C-17 leva um inteiro, pronto para o combate, em território hostil e em pistas despreparadas. Ele tem seu valor.

Mas é tão caro que os europeus fizeram um consórcio para adquirir um punhado para operar em conjunto, no esquema de time sharing!

Almeida

PS: os Airbus A-330 MRTT não ficam muito atrás no quesito preço de aquisição não, hein…

Almeida

“139 helicópteros russos Mi-17 V-5 por cerca de US $ 2,4 bilhões”

Ou seja, U$ 17.2 milhões por cada helicóptero médio. Com fabricação local e ToT.

Enquanto aqui pagamos U$ 60 milhões por cada EC-725 com ToT da Eurocopter pra própria Eurocopter. Com o dinheiro que gastamos nessa negociata, dava pra ter comprado CENTO E CINQUENTA, TRÊS VEZES MAIS helicópteros do mesmo porte. E que voam sobre o mar. E ainda sobra um troco.

Marcos

Almeida:

Com o dinheiro que pagamos no EC-725 daria para ter bancado o desenvolvimento de uma aeronave local.

Baschera

Almeida, Eu não estava comparando as capacidades os dois modelos de airlifter’s…. apenas me referi a uma breve comparação de preço entre eles. Veja que o preço unitário aludido não pode estar correto….. fazendo uma conta simples, de padaria, o modelo americano custaria a IAF Us$ 500 milhões. A lembrança que eu tinha era de Us$ 200 / 250 milhões por unidade. As paginas da Boeing não citam valor. A wiki cita o valor de Us$ 180 milhões. Quanto aos demais detalhes, óbvio que são diferentes… o KC-390 levará uma carga paga máxima de 23 ton… o C-17 leve até… Read more »

Baschera

Quanto as Kombis que tem chilique ao voar sobre a água….. nem mais comento….. mas acreditem…tem muita gente que defende esta entubação…. e quando digo “entubação” estou sendo muito educado !!

Sds.

Baschera

Poggio

Poder ser. Poderíamos tentar averiguar melhor…..

Sds.

Baschera

Apesar do preço… esta aeronave da Boeing, o C-17, já vendeu muito bem….. 218 unidades.

Sds.

Almeida

Oi Baschera, esse preço de U$ 180-250 milhões foi pra USAF, somente as células. Se pegar os contratos para UK, aquela joint venture européia e EAU, foi bem mais alto. Se botar equipamentos de apoio, peças sobressalentes, entrega, treinamento e suporte, pode chegar sim a este valor estratosférico. Quantos às 218 vendidas, umas 200 foram pra USAF né. 😉

Quanto às boas novas do KC-390, tô na torcida aqui! 🙂

Colombelli

Pra nós ia bem 12 Apaches a US$ 50.000.000,00, a unidade e 05 Chinook a US$ 500.000.00 o pacote. Todos pro EB. Estes últimos é uma companhia de fuzeileiros no ar e poderiam permitir não so infiltração aeromóvel como operações paraquedistas no TO amazônico partindo de helicóptero ( estará sendo realizada em agosto uma primeira operação de salto com aterragem em massa de água na Amazônia, nivel companhia e partindo de aeronaves de asa fixa). Ja o Apache ia muito bem pra quem esta pagando US$ 60.000.000,00 pelo EC. Dinheiro, se vê, não falta. Mas a India chama a atenção… Read more »

Vader

Colombelli disse:
11 de junho de 2013 às 7:09

Colombelli, até hoje não entendi por que os colegas defendem que o EB tenha helis de ataque.

A mim parece que não seria função do EB ter meios para esse tipo de missão.

Mas como sei que o amigo é recém-reserva, gostaria que me explicasse, se não lhe for incômodo.

Sds.

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