Avião da Unasul ficará pronto em três anos

Avião da Unasul ficará pronto em três anos

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maquete treinador basico da UNASUL

vinheta-clipping-aereoBogotá – O avião militar de treinamento básico e primário, que está sendo desenvolvido em conjunto pelos países que integram a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), ficará pronto até 2016, disse hoje (16) o vice-ministro argentino da Defesa, Alfredo Waldo Forti, durante a abertura da 8ª Reunião da Instância Executiva do Conselho de Defesa do grupo em Lima, no Peru.

“Avançamos no tema e um esquema de trabalho foi estabelecido e aprovado pelos ministros. Todos os países que têm recursos próprios estão se oferecendo para fabricar diferentes partes da aeronave. É um avião de uso futuro”, declarou Forti à Agência Andina.

O avião será batizado de Unasul 1 e, segundo o vice-ministro, estará disponível para venda aos países membros, em 2017. Os testes serão coordenados pela Argentina. O custo do avião ainda não foi anunciado. Segundo Forti, o principal modelo terá nove horas de autonomia de voo.

Em um primeiro momento, o avião deverá atender à demanda das Forças Armadas dos países da Unasul, mas depois poderá ser comercializado com outras nações. O estatuto de criação do comitê consultivo que vai supervisionar a montagem do avião foi firmado em abril do ano passado, durante a Feira Internacional de Defesa e Segurança, no Rio de Janeiro.

assinatura formacao do comite consultivo do treinador da UNASUL

FONTE: Agência Brasil (reportagem de Leandra Felipe, com informações da Agência Andina, a Agência pública peruana de Informações)

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25 COMMENTS

  1. Oxalá nosso MinDef não seja bolivariano ao extremo de querer levar o aviãozinho para a AFA nem distribuir nos aeroclubes.

    Certamente vai ser inferior ao T-23.

  2. Aldoghisolfi,

    Em desempenho, certamente será superior ao velho T-23 Uirapuru.

    Acho que você quis dizer T-25 Universal, não?

    E, ainda nesse caso, também creio que será superior a este, em desempenho. Afinal, será um turboélice com potência maior que o motor a pistão do T-25 e sua hélice bipá. Provavelmente procurará incorporar diversas melhorias aerodinâmicas, afinal o T-25 é um projeto de mais de quatro décadas atrás, e o conhecimento na área, assim como as ferramentas de projeto, estão sempre evoluindo (embora a capacidade dos projetistas seja algo bastante variável).

    Teria que fazer muita besteira para projetar um avião inferior aerodinamicamente em relação a um treinador criado há tanto tempo (ainda que muito bem criado). O que não é impossível, é claro, e há exemplos razoavelmente recentes de barbeiragens na área de treinadores militares, que precisaram ser consertados.

    Mas superioridade e inferioridade precisa ser vista no conjunto.

    Por exemplo, se tiver assentos ejetáveis como já li que se está cogitando, o treinador Unasul será superior nesse sentido ao T-25, que não os tem. Por outro lado, a maior qualidade do T-25 até hoje é a sua extrema robustez, tanto da célula quanto do trem de pouso. É um trator. Será que o treinador Unasul conseguirá ser tão robusto quanto o Universal, para aguentar o tranco? Se não for, aí podemos falar de um possível problema de inferioridade para a missão, pois robustez é muito importante para aguentar pilotos militares em início de treinamento, em programas que privilegiam mostrar quem consegue se destacar já em poucas aulas (o que é diferente do sistema de aulas da aviação civil, que é mais “doce”).

    A questão é complexa. Mas para ser superior ao minúsculo T-23 de trem de pouso fixo como você escreveu inicialmente, a tarefa é razoavelmente fácil. Para ser superior globalmente ao T-25, precisa ter robustez e simplicidade, ou seja, comer um bom feijão. Mas não tem nada de absurdo, desde que o projeto seja bem encaminhado.

    Saudações!

  3. Salve Nunão!

    Eu me referi ao T-23 mesmo, pois ponderei bem as características do Universal e fiquei pensando se o UNASUL poderia ser melhor do que ele.

    Claro, pensei a diferença de idade dos projetos e me dei conta de que o UNASUL seria mais vantajoso apenas quanto quanto ao material -composites, suponho- e ao motor.

    Não considerei o fator assento ejetável pois, pelo tamanhinho do treinador nem sei aonde vão colocar os assentos.

    Penso que essa questão somada à grande autonomia, vai acabar sendo um problema de peso e espaço para o aviãozinho.

    No mais, concordo com tudo o que dissestes.

    Abração.

  4. Amigos, boa noite.

    Tanto T-23 como T-25 são aviões da década de 1960, projetados e fabricados em um país com pouquíssima tradição aeronáutica (naquela época).
    Estamos em 2013, iniciando um projeto cinquenta anos depois.
    Mesmo que a missão do treinador primário não tenha mudado quase nada; e a do treinador básico tenha evoluído na área de navegação e instrumentação, a comparação com aqueles aviões me parece imprópria.
    Qualquer “coisa” que se projete hoje certamente será melhor do que T-23 ou T-25.
    Acho que deveríamos verificar o que está sendo desenvolvido e produzido lá no primeiro mundo, para fazer a comparação.
    Mesmo que se opte por desenvolver algo mais simples e mais barato, olhar só para trás não vai nos proporcionar solução adequada nem competitiva no mercado mundial.
    Abraços,

    Justin

  5. Aldo, continuo em dúvida, pois seu primeiro parágrafo contém “T-23” e “Universal” na mesma frase.

    Aerotec T-23 Uirapuru (de trem fixo e motor de 160hp):

    http://3.bp.blogspot.com/-qttX11tSryA/T8AiS0Jh1AI/AAAAAAAAGX4/DBMamkxrCJg/s1600/IMG_3785.jpg

    Neiva T-25 Universal (de trem retrátil e motor de 300hp):

    http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2008/12/t25-e-s-dumont-pirassununga-foto-nunao-2006.jpg

    Acho que não dá para comparar com o T-23 (que foi substituído pelo T-25 no treinamento básico na AFA há uns 30 anos) de forma alguma. O comparativo lógico é com o T-25, e muito mais quanto à função do que quanto à aeronave, em que pesem as qualidades do Universal.

    E, como escreveu o Justin, devemos olhar mais para o presente e o futuro. 0 T-25 deve ser olhado como presente no sentido de ser o equipamento atual para instrução primária na AFA e outras aeronaves por aí servem de comparativo adicional para presente e futuro. Já o T-23 é um passado bem distante.

    Outro aparelho para se comparar, em relação ao presente (no sentido de equipamento atual), é o T-27, que talvez também seja substituído pelo treinador da Unasul no degrau seguinte.

    Se o resultado for algo como um T-27 ligeiramente menor e se conseguirem realmente instalar assentos ejetáveis nele (e isso é realmente cogitado no projeto), será bem útil, e com aviônica atual poderá, numa versão com maior capacidade de pouso por instrumentos e voo noturno etc, substituir o T-27 futuramente no degrau superior. Assim, os degraus atuais (ao menos pensando em AFA) teriam a mesma aeronave, variando apenas a sofisticação dos aviônicos (e o custo decorrente).

    Quanto a uma grande autonomia, para treinamento isso a meu ver não é fundamental, a não ser em missões de navegação mais longa. Mas, de fato, não sei como vão compatibilizar as nove horas de autonomia citadas no texto com as necessidades de alocar peso e espaço a outros equipamentos considerados opcionais.

    Aliás, não sei para que diabos querer um treinador primário / básico com nove horas de autonomia, se com cinco horas de navegação entre 200 e 300km/h em velocidade de cruzeiro (chute meu) se poderia cobrir uma distância entre 1.000 e 1.500 km.

    Isso é mais do que suficiente para ir da AFA em Pirassunga a bases aéreas de Campo Grande, Santa Cruz, Santa Maria ou Anápolis com grande folga, e para ir a Natal com uma escala, conforme o caso e a reserva de combustível para alternativas etc. Será que isso já não é suficiente para treinar navegação?

    Por fim, é só não inventarem moda de transformá-lo também num COIN (o que também chegou a ser função do T-25 e do T-27). Para isso, já existe coisa bem melhor no mercado, e que já está em serviço aqui na região…

  6. Aproveitando,

    O IA-73 UNASUR I em versão com motor a pistão:
    http://i1170.photobucket.com/albums/r533/Interdefensa1/dbe30985.jpg

    O mesmo avião em versão com motor turboélice:
    http://i1170.photobucket.com/albums/r533/Interdefensa1/445f8030.jpg

    Parece um projeto interessante e de concepção inegavelmente mais moderna que o T-25 (nem dá pra comparar com T-23). Se aliar isso a robustez, poderá ter um bom futuro.

    O problema, isso sim, é se a coisa ficar só na conversa e na trilha sonora:

    https://www.fadeasa.com.ar/openMedia.aspx?v=unasur.flv

  7. Amigos,

    Outro aspecto que vale a pena debater são as vantagens e desvantagensde posicionar aluno e instrutor “em tandem” ou “lado a lado”.
    A opção IA-74 UNASUR da FADEA é “em tandem”.
    A mim parece que a tendência mundial ainda continua a ser “lado a lado” para o treinador primário (inicial) e “em tandem” para o treinador básico.
    Estaria também superado o conceito de avião de asa alta, convencional ou triciclo?
    O que acham?
    Abraços,

    Justin

  8. A aeronave em questão ficará pronta até 2016, ou seja, daqui a três anos.
    O Tucano ficou pronto em apenas um ano.
    Nesse quesito, o treinador bolivo cucaracho já está em desvantagem.

    Uma referência para essa aeronave é o Grob 120, que tem versões com motor a pistão e turbo hélice, além dos assentos ejetáveis.

    Ficam algumas questões em aberto: a tal fábrica de aviões em Santa Catarina, que se propõe a ser um substituto ao Universal. Há também uma carta de intenções entre a Embraer e a Índia para o desenvolvimento conjunto de uma aeronave de treinamento militar, se bem que não especificaram ao público que tipo de aeronave tinham a intenção de desenvolver.

    Por fim, embora de custo mais elevado, mas sem custo de desenvolvimento, o Tucano com nova aviônica não daria conta de ser um instrutor primário???

  9. Esse é a porcaria do bolivarianismo. Ao invés de investirem pesado no excelente projeto nacional K-51Pilgrim do mago Joseph Kovacs, preferem enterrar nosso dinheiro com esse projeto fajuto apenas para agradar a rainha louca dos pampas.

  10. Tô com o HMS Tireless, acho RIDÍCULO participarmos de um projeto multinacional com nações problemáticas e sem tradição aeronáutica quando temos em casa um projeto de primeiríssima linha praticamente pronto!

    http://www.novaercraft.com.br/english/TXc.html

    Puro ideologismo bolivariano retrógrado! Fazendo “diplomacia”, leia-se comprando amizades e favores excusos, com nosso dinheiro!

  11. Nunão:

    “Eu me referi ao T-23 mesmo, pois ponderei bem as características do Universal e fiquei pensando se o UNASUL poderia ser melhor do que ele.” Referistes a este parágrafo?

    Quis dizer que, antes de postar, busquei relembrar o Universal e achei que, como dissestes, ele perderia para o UNASUL apenas no quesito motorização. Depois de ler, fui ao Uirapuru e firmei a posição que reportei. Não confundi o T-23 com o T-25, talvez tenha soltado uma redação confusa. Outra coisa que me levou ao T-23 é o fato de que o UNASUL deve ser um bi-place bem apertado, ao contrário do T-25, que é bem mais espaçoso e bem maior, será que não?

    Aliás, um dos piores momentos em decolagens que participei como saco foi numa avionetazinha destas, T-23, em Manaus. Um calorzão dos diabos e o colega decolou cedo demais, com o avião mole, mole e ganhou altura da mesma forma, quase estolando… depois normalizou e foi tudo OK.

    Abração.

  12. Amigos,

    Outro aspecto muito estranho é essa opção do UNASUR com motor a pistão e assentos em tandem.
    Esses motores de cilindros opostos obrigam o avião a ter largura maior do que a necessária para a cabine com assentos em tandem. Em consequência, em vez de “vestirem” o avião para aproveitar uma das vantagens do tandem (visibilidade frontal e lateral), os pilotos parecem afundados numa banheira. Vão ter que se mexer na cabine ou inclinar a aeronave para olhar para o setor lateral baixo.
    A versão com motor turboélice parece mais adequada para o uso de assentos em tandem.
    Abraços,

    Justin

  13. Nem tanto ao mar, nem tanto a terra, aonde é que diz que esse homebuilt da Novaer é essa excelência tda???
    Já voou pelo menos???
    Por outro lado o MD não pode comprometer a capacidade de treinamento da FAB, embarcando nessa aventura.
    Os argentinos não projetam nada de novo faz mto tempo, então mais parece que estão enpurrando uma necessidade deles, p/ o restante do continente pagar a conta.
    Tdas as possibilidades tem que obrigatóriamente serem examinadas e avaliadas.
    Qnto a Índia, vão voar PC-7.

  14. “aldoghisolfi em 19/05/2013 as 10:20”

    Ok, Aldo, agora entendi corretamente, pois imaginava ser um deslize de digitação.

    Quanto às dimensões, eu imagino que sejam razoavelmente próximas. O T-25 tem um nariz razoavelmente curto e uma fuselagem traseira mais longa, com asa posicionada mais à frente, o que lhe dá uma aparência mais alongada. Por outro lado, o IA-73 UNASUR I parece ter um nariz um pouco mais longo e fuselagem traseira mais curto e asa mais para o meio do comprimento, o que lhe dá uma aparência talvez mais atarracada. Mas creio que não devem diferir muito em tamanho. E há a diferença básica de um ter os assentos lado a lado e o o outro em tandem.

    Saudações!

  15. “Justin Case em 19/05/2013 as 10:34”

    Bem lembrado, Justin.

    Mas talvez a largura da cabine não seja assim tão grande (isso é só impressão minha olhando ilustrações e maquete) pois na imagem que mostra a versão com motor a pistão (link num dos comentários mais acima) há carenagens para abrigar os cilindros opostos, de forma a diminuir um pouco essa largura da fuselagem. Talvez cheguem a uma solução de compromisso nesse aspecto.

    Saudações!

  16. Sim, Aldo, pode-se perceber o formato da cabine em tandem já na maquete, mas, para resolver a dúvida, é só clicar nas imagens do projeto IA-73 no meu comentário de ontem às 20h12.

    O UNASUR I é um projeto argentino, e o vídeo com trilha sonora “latino-americana” que coloquei no final do mesmo comentário mostra a FADEA – fábrica argentina de aeronaves – em Córdoba, onde é produzido atualmente o IA-63 PAMPA II e são modernizados os PAMPA I e Pucará.

  17. Fiquei com vergonha de ter perguntado se o UNASUR era um biplace em tandem e fui no site dele checar…

    Realmente, zero possibilidade de comparar com o T-23! Fui enganado pelo dibujo lá de cima que, sem dúvida alguma parece um homebuilt como disse o Mauricio R.

    A excelência toda está prevista no folder do avião. Teoria que, dificilmente vai permitir uma comparação vantajosa com o T-27.

  18. Aldo,

    Coloquei agora mais uma foto da maquete fechando a matéria, que mostra um ângulo um pouco mais alongado.

    Quanto ao T-27, creio que a ideia é ter algo um pouco menor, mais leve e de operação mais barata que este, dado que o principal uso é em treinamento primário / básico (e o T-27 está mais para básico / avançado). Mas não veria problema em substituir o T-27 na AFA (por isso coloquei mais como uma questão de ter aviônicos mais caros e capazes para a função de treinador básico) pois temos o A-29 para o treinamento avançado (que antigamente se dividia entre AT-27, a versão armada do Tucano, e o AT-26 Xavante).

    Saudações!

  19. Melhorou.

    O UNASUR seria um treinador primário.

    O T-27 foi citado várias vezes como uma plataforma ideal para a transição do piloto convencional para jato. Será que o UNASUR terá esse cacife? Pelo que li, acho que não.

    Continuo esperando que possamos, nós mesmos, colocar o substituto do T-27 na AFA (A-29).

    Sem muita pretensão, não gosto dos produtos argentinos, são bem inferiores aos nossos; acho que o UNASUR seria um excelente produto (mudando de idéia) para uma excelente formação de piloto primário privado.

  20. Senhores

    Infelizmente, esta “parceria” lembra muito outra da década de 80 que levou ao grande negócio da compra dos Aeroboero e o desastre do CBA 123.
    É bom rezarem (os religiosos) para que um milagre aconteça e não se repita o fato; com nós, pobres contribuintes pagando o auxilio de nossos iluminados líderes a seus amigos argentinos.

    Sds

  21. Este “troço” está sendo tocado a revelia do Comaer, vai ser mais m____________ a la EC 725 e cia Ltda. A FAB já tinha bem focado o precisa, mas gente não sabe, não conhece mais uma vez vai escolher o que nunca operou, vai ser o Aero Boero II Jason vive.

    Grande abraço

    EDITADO. SUBSTITUA PALAVRAS DE BAIXO CALÃO POR OUTRAS EXPRESSÕES MAIS APROPRIADAS.

    O MODERADOR

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